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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

David Lagercrantz - O Homem Que Perseguia a Sua Sombra [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 7 Setembro 2017

               Título Original: Mannen som sökte sin skugga
               Preço com IVA: 20,90€ 
               Páginas: 400
               ISBN: 9789722063425

Sinopse: Primeiro procura-se a verdade. Depois vem a vingança. 
Lisbeth Salander cumpre uma curta pena no estabelecimento prisional feminino de Flodberga e faz o possível por evitar qualquer conflito com as outras reclusas, mas ao proteger uma jovem do Bangladesh que ocupa a cela vizinha, é imediatamente desafiada por Benito, a reclusa que domina o bloco B.
Holger Palmgren, o antigo tutor de Lisbeth, visita-a para lhe dizer que recebeu documentos que contêm informações sobre os abusos de que ela foi vítima em criança.
Lisbeth pede ajuda a Mikael Blomvkist e juntos iniciam uma investigação que pode trazer à luz do dia uma das experiências mais terríveis implementadas na Suécia no século XX. Os indícios conduzem-nos a Leo Mannheimer, sócio da corretora de valores Alfred Ӧgren, com quem Lisbeth tem em comum muito mais do que algum deles podia pensar. 
Em O Homem Que Perseguia a Sua Sombra, o quinto volume da série Millennium, David Lagercrantz construiu uma história emocionante sobre abuso de autoridade, e também sobre as sombras da infância de Lisbeth que ainda a perseguem. 
 
Sobre o autor: David Lagercrantz nasceu na Suécia em 1962. É escritor e jornalista e vive em Estocolmo. Depois de ter estudado Filosofia e Religião, licenciou-se em Jornalismo pela Universidade de Gotemburgo. Trabalhou para o diário Expressen como repórter criminal tendo feito a cobertura dos casos mais mediáticos no final dos anos 80 e início dos anos 90 na Suécia.
Publicou várias biografias de personalidades muito conhecidas dos suecos e, em 2011, aquela que foi o seu maior sucesso – I am Zlatan Ibrahimovic – a história do famoso jogador de futebol, nomeada para vários prémios importantes, traduzida em 30 línguas e com milhares de exemplares vendidos. Fez a sua estreia na ficção com The Fall of Man in Wilmslow, uma história baseada na vida do célebre matemático britânico Alan Turing que teve um enorme sucesso internacional. Nos livros de David Lagercrantz encontra-se frequentemente um padrão: grandes talentos que se recusaram a seguir as convenções. Interessam-lhe não só os que se destacam da multidão, mas também a resistência que a sua criatividade inevitavelmente enfrenta. Talvez por isso tenha aceitado a proposta que lhe foi feita em Dezembro de 2013 para escrever o quarto volume da série Millennium criada por Stieg Larsson (1954-2004). Decerto não conseguiu resistir a Lisbeth Salander, uma das personagens mais criativas e irreverentes da literatura contemporânea. 
 
Anteriormente publicado
 

 
 

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Selva Almada - Raparigas Mortas [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 4 Setembro 2017

               Título Original: Chicas muertas
               Preço com IVA: 13,90€
               Páginas: 192
               ISBN: 9789722063050

Sinopse: «Três adolescentes de província assassinadas nos anos oitenta, três mortes impunes ocorridas quando ainda, no nosso país, desconhecíamos o termo femicídio.» Três assassínios entre centenas que não chegam aos títulos de capa nem atraem as câmaras dos canais de TV de Buenos Aires. Três casos que chegam desordenados: são anunciados na rádio, recordados no jornal de uma cidade, alguém fala deles numa conversa. Três crimes ocorridos no interior da Argentina, enquanto este país festejava o regresso da democracia. Três mortes sem culpados. Convertidos em obsessão com o passar dos anos, estes casos dão lugar a uma investigação atípica e infrutífera. A prosa nítida de Selva Almada plasma em negro o invisível, e as formas quotidianas da violência contra meninas e mulheres passam a integrar uma mesma trama intensa e vívida. Inscrevendo-se no género «romance não ficção», inaugurado por Truman Capote, Raparigas Mortas é uma obra singular. Combinando perceções e lembranças pessoais com a investigação de três femicídios no interior da Argentina durante a década de 80, Selva Almada revela, de modo subtil, a ferocidade do machismo e o desamparo das mulheres pobres, ao mesmo tempo que abre novos rumos à narrativa latino-americana.  

Sobre a autora: Selva Almada é uma escritora argentina. Dirige o ciclo de leitura Carne Argentina, desde o seu início em 2006. De parte do financiamento que recebeu do Fondo Nacional de las Artes de Argentina (FNA - Argentina) para desenvolver um projecto sobre o homicídio adolescente, resultou a obra Raparigas Mortas.



quarta-feira, 24 de maio de 2017

Jo Nesbø - O Filho [Opinião]

 

Sinopse: AQUI

Opinião: O Filho é um stand alone de um dos meus autores nórdicos de eleição, Jo Nesbø.
Devo confessar que, nas primeiras páginas, estranhei a ausência de Harry Hole, uma das mais carismáticas personagens criadas pelo autor. Porém, essa saudosa sensação acabou por desaparecer e centrei-me na história de Sonny Lofthus, um jovem que está preso ainda que inocente dos crimes pelos quais foi condenado.

Logo por aqui temos uma premissa curiosa, o facto de haver um recluso que é um modelo na comunidade prisional e que está, aparentemente, desprovido de qualquer culpa de índole criminal. A trama parece, numa primeira análise, levantar questões interessantes como a redenção ou a ambiguidade moral. Porém, a história vai mais além: é uma incursão ao submundo da droga e à corrupção dentro da polícia norueguesa, sem que seja uma abordagem aborrecida. Por vezes lembrou-me O Fantasma, cuja temática é, como saberão os fiéis da série, relativamente semelhante, mas o rumo da história é completamente diferente.
 
Ao contrário do que costuma acontecer quando inicio a leitura de um romance de Jo Nesbø, regra geral, é reviver as personagens. Creio que o elemento de sucesso é a relação especial que existe entre as personagens da saga e o leitor.
Sendo este um livro fora da série, estabelecemos uma relação de raiz com as personagens. 
Claro que não há como não torcer por Sonny. Senti-me constantemente intrigada sobre o pai do recluso e creio que parte do interesse que se vai maturando no decorrer das páginas vai ao encontro do passado de Sonny e do seu pai. A acção frenética dos acontecimentos é um elemento com igual peso. Até apreciei a componente romântica do enredo, penso que desanuviou um pouco o clima tenso que por vezes se gerava.

O Filho é uma obra extensa mas nunca me senti maçada no decorrer da leitura. Reitero que senti alguma dificuldade em mergulhar na história, nas páginas iniciais, não obstante ter valido a pena insistir. A minha apreensão inicial transformou-se num entusiasmo que teima em persistir, ainda que tenha terminado a leitura há uns tempos.
Noto que, comparativamente à série de Harry Hole, O Filho não teve tanto destaque, facto que lamento. Estamos perante uma obra muito bem conseguida, cheia de torções surpreendentes e lições de moral convidativas à reflexão. Um livro que é electrizante, e ainda que tenha sentido falta de Harry, esta leitura foi extremamente plazerosa.

Não precisei de ter lido esta obra para reforçar que Jo Nesbø é um dos autores que sigo atentamente. Quanto a mim, ficarei a aguardar, com alguma ansiedade, pela publicação de mais obras do autor.



quinta-feira, 27 de abril de 2017

Jørn Lier Horst - Cães de Caça [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 30 Maio 2017

               Titulo Original: Jakthundene
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 352
               ISBN: 9789722062268

Sinopse: O inspector-chefe William Wisting é suspenso e alvo de uma investigação após ser acusado de falsificar provas. Há dezessete anos, Wisting foi o responsável pela resolução do homicídio da jovem Cecilia Linde, um dos crimes mais mediáticos da Noruega. Agora, descobriu-se que as provas foram forjadas e o homem errado condenado. Wisting passou toda a sua carreira a perseguir criminosos, mas desta vez é ele o perseguido. Para descobrir o que realmente aconteceu e limpar o seu nome, ele terá de conduzir a sua própria investigação secreta, auxiliado pela filha jornalista, Line. Depois, outra jovem desaparece. E inicia-se, então, uma corrida entusiasmante.

- PRÉMIO MARTIN BECK 2014
(atribuído pela Academia Sueca de Escritores de Policiais)

- PRÉMIO CHAVE DE VIDRO 2013
(para o melhor policial escandinavo)

- PRÉMIO RIVERTON/ REVÓLVER DOURADO 2012
(para o melhor romance policial norueguês)

Sobre o autor: Crítico e editor, Arne Dahl é considerado um dos melhores autores de policiais nórdicos.
Os seus livros encontram-se traduzidos em 32 países e já venderam perto de três milhões de exemplares. Uma das suas séries foi adaptada à televisão e os episódios da primeira temporada já exibidos em 40 países. Areias Movediças, que tem como protagonistas os detetives Sam Berger e Molly Blom, é o primeiro título de uma nova série iniciada em 2016.

Anteriormente publicado
 Opinião AQUI

Arne Dahl - Areias Movediças [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 9 Maio 2017

               Titulo Original: Utmarker
               Preço com IVA: 18,90€
               Páginas: 408
               ISBN: 9789722062664

Sinopse: O primeiro livro da nova série do galardoado autor sueco Arne Dahl, protagonizada pelo inspetor Sam Berger  e a agente infiltrada do Serviço de Segurança, Molly Blom, abre caminho a uma sequência de policiais em que o enredo escapa aos limites das tradicionais competências da Polícia, concentrando-se mais nas vítimas… e nos assassinos.
Ellen Savinger, de 15 anos, está desaparecida há duas semanas. Sam Berger receia que tenha sido raptada por um serial killer, mas são poucos os colegas no Comando da Polícia de Estocolmo dispostos a ouvi-lo: sem corpo não há crime.
Sam decide agir sozinho, e no decorrer das suas diligências começa por interrogar Nathalie, uma mulher que sabe mais do que deixa transparecer, e que ele acredita ser cúmplice do criminoso. À medida que aprofunda esta tese, apercebe-se de uma sinistra ligação ao seu próprio passado e depressa o caçador passa a ser a presa.
O primeiro romance da nova série do galardoado autor sueco Arne Dahl, protagonizada pelo inspetor Sam Berger e a agente infiltrada do Serviço de Segurança, Molly Blom, abre caminho a uma sequência de policiais em que o enredo escapa aos limites das tradicionais competências da Polícia, concentrando-se mais nas vítimas... e nos assassinos.

Sobre o autor: Crítico e editor, Arne Dahl é considerado um dos melhores autores de policiais nórdicos.
Os seus livros encontram-se traduzidos em 32 países e já venderam perto de três milhões de exemplares. Uma das suas séries foi adaptada à televisão e os episódios da primeira temporada já exibidos em 40 países. Areias Movediças, que tem como protagonistas os detetives Sam Berger e Molly Blom, é o primeiro título de uma nova série iniciada em 2016.


segunda-feira, 13 de março de 2017

Jo Nesbø - Polícia [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Polícia é já o 10º livro da série protagonizada pelo Harry Hole.Mas a verdade é que não parece. Ainda não me sinto cansada dos casos deslindados por este invulgar protagonista, não obstante parecer-me que à medida que a saga avança, os seus problemas com o álcool, vão-se mitigando progressivamente.

O caso aqui presente debruça-se sobre os homicídios de vários polícias e, hei de jurar que por entre as primeiras vítimas, os nomes eram algo conhecidos. Talvez tenham entrado em O Morcego ou Baratas (ou até em demais títulos da série) mas a dificuldade em reter ou mesmo de associar estes nomes escandinavos às obras, é uma tarefa, a meu ver, assaz complexa.
Confesso que, até ao presente livro, a morte que mais me tinha chocado, nesta série protagonizada por Harry Hole, tinha sido a do seu colega, o jovem polícia Halvorsen, o qual deixara, como legado, um filho bebé que, tenho visto mencionado, pontualmente, em outros livros da série. Teria sido importante, e omito as minhas razões, que se tivesse falado igualmente desta criança na presente trama. Com isto quero apenas dizer que ao longo desta leitura deparei-me com o homicídio de uma personagem muito querida e da qual, doravante, sentirei falta. 

Afinal de contas, não é apenas sobre a vida pessoal de Harry que o autor se debruça. Os fãs da série sabem igualmente as vidas de personagens tão carismáticas, ou não, como é o caso de Beate Lønn, Stale Aune e até mesmo Silje. Deixo uma ressalva, ainda sobre as personagens secundárias, para a forma como Anton Mittet progride ao longo da trama. Ele é um desconhecido investigador policial e, aparentemente, sem grande importância. Rapidamente essa minha percepção foi deitada por terra. E não, não estou a revelar a verdadeira identidade do antagonista, Valentin.

Durante as primeiras 200 páginas, sentia-me algo desinteressada pelo livro, confesso. No decorrer da primeira parte da história, o protagonista Harry Hole manteve-se oculto e eu sentia-me inquieta com a possibilidade de uma secundarização deste protagonista. O final de Fantasma não fora o mais abonatório para o detective e estava expectante sobre a sua participação em Polícia. As dúvidas ficaram desfeitas quando o caso passou, finalmente, para as mãos de Harry. Agradou-me muito o desenrolar da trama mais pessoal do personagem principal. A situação relativa a Rakel e Oleg que teve início em O Boneco de Neve, parece-me, enfim, ultrapassada.

Não foi o meu livro favorito da série. Esse lugar ainda está preenchido pel'O Boneco de Neve e O Leopardo. No entanto, noto que ao 10º livro, o autor ainda logra cativar os seus fãs. Não me senti defraudada, de forma nenhuma, com Polícia. Finda a leitura, fui de imediato averiguar como prosseguia a série. Ficarei, certamente, expectante com um novo caso de Harry Hole, porém, nas livrarias a partir da próxima semana, teremos um stand alone, O Filho. Sempre ameniza o tempo de espera até voltar a ler mais um caso do nosso inspector norueguês de eleição.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Jo Nesbø - O Filho [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 21 Março 2017

               Titulo Original: Sønnen
               Preço com IVA: 19,90€
               Páginas: 536
               ISBN: 9789722062039

Sinopse: Antes de ser condenado, Sonny era um adolescente exemplar, campeão de luta livre, e tinha um futuro brilhante pela frente. Até saber que o pai, o seu ídolo, era afinal um polícia corrupto que preferiu o suicídio a ser exposto.
Agora, Sonny é um prisioneiro modelo. Metade da sua vida foi passada como recluso, cumprindo penas por crimes que não cometeu. Como compensação, nunca lhe falta heroína. É o centro de um núcleo de corrupção: guardas prisionais, polícias, advogados, e até um capelão desesperado, todos empenhados em mantê-lo drogado na prisão. Mas quando Sonny descobre a chocante verdade por detrás do suicídio do pai, planeia uma engenhosa fuga e começa a perseguir os responsáveis. Contudo, ao mesmo tempo que faz justiça pelas próprias mãos, é também perseguido por criminosos e pelas forças da lei. Com destaque para Simon, um inspetor prestes a reformar-se, e antigo amigo do pai.
A questão é quem conseguirá chegar a ele primeiro, e o que fará Sonny quando se sentir encurralado?

Mais uma narrativa, fora da série Harry Hole, em que Nesbø prova, uma vez mais, ser exímio em criar personagens marcantes e merecer a distinção de mestre do suspense.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Sofie Sarenbrant - Uma Morte Conveniente [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Que agradável surpresa o romance de estreia de Sofie Sarenbrant. Também sou suspeita, os policiais escandinavos fascinam-me e esta história em particular não foi excepção.
Mal vi a capa, percebi que queria ler a obra, pelo que nem a sinopse li e fui apanhada desprevenida por desconhecer quem seria a vítima bem como as circunstâncias do homicídio. O efeito surpresa foi, sem dúvida, maior.

Começo pela construção das personagens. Existem três núcleos familiares de grande relevância: Cornelia e a sua filha Astrid; Josefin, Andreas e os filhos e por último Emma, a protagonista, que espera um bebé do seu namorado. Ela já foi casada anteriormente, o que nos leva ao primeiro ponto relativo a este livro: relacionamentos obsessivos. Na minha óptica, torna-se particularmente interessante aprofundar dois tipos de relacionamentos repulsivos: a relação entre Emma e Hugo, em que o ex-marido está em fase de negação com o término da relação e é obsessivo. Já Cornelia sofre de maus tratos pelo marido, tornando-se a principal suspeita do homicídio.

É um bom livro de estreia da série uma vez que desenvolve convenientemente as personagens. Agradou-me muito a força de Emma que, apesar da sua condição, não deixa que atrapalhe a investigação policial. Fica a dúvida se a série se desenvolverá, à semelhança da nossa querida saga da Camilla Lackberg, em que os casos criminais se imiscuem na vida familiar da protagonista.

Gostei imenso do desenvolvimento da história, em que são revelados alguns segredos relativamente às personagens, ocasionando outras duas mortes. O leitor tem acesso a alguns pensamentos do vilão, sempre ocultando a sua identidade, pelo que é de fácil entendimento a sua mente deturpada. Não obstante, os meus sentimentos se relacionarem com a menina, a Astrid, e a forma como experiencia uma mudança súbita na sua vida em tão tenra idade.
Li rapidamente a obra, quase metade numa tarde de espera no guichet das Finanças, sem nunca perder o interesse.

No entanto, devo confessar que a identidade do vilão não me surpreendeu como gostaria. Isto deveu-se ao número muito reduzido de personagens, tornando-se relativamente fácil apontar o dedo ao antagonista. Lamentei, de igual forma, o final abrupto do livro. A confissão do vilão nas duas ou três páginas finais, fez com que a minha percepção fosse um "final a despachar". Não obstante, ficar curiosa com o desenvolvimento da série e verificar se o vilão escapará, de facto, incólume como aparentou nesta obra.

Em jeito de conclusão, tenciono seguir a série de Emma Skold, fazendo votos que seja uma aposta permanente da Dom Quixote, editora que nos tem habituado a bons thrillers oriundos do frio.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Jo Nesbø - Polícia [Divulgação Editorial Dom Quixote]


Data de Publicação: 8 Novembro 2016

               Título Original: Politi   
               Páginas: 584
               Preço com IVA: 19,90€
               ISBN: 9789722061407

Sinopse:  Durante muitos anos o inspetor Harry Hole foi o centro das mais importantes investigações criminais em Oslo. As suas brilhantes deduções e a profunda dedicação ao trabalho permitiram salvar inúmeras vidas ao longo dos anos. Mas mesmo com um assassino à solta cada vez mais atrevido em Oslo e os meios de comunicação noruegueses cada vez mais histéricos, a Brigada Anticrime não pode contar com o carismático inspetor. Mesmo quando aqueles que sempre foram mais importantes para ele correm perigo de vida, Harry não está lá para os proteger.
Há um assassino à solta nas ruas de Oslo. Mas não é um assassino qualquer. É um criminoso que seleciona cuidadosamente as suas vítimas: polícias envolvidos em anteriores investigações de crimes que nunca foram solucionadas. A Brigada Anticrime precisa urgentemente de Harry Hole, mas será que o carismático inspetor sobreviveu aos dramáticos acontecimentos de O Fantasma?

Sobre o autor: Jo Nesbø nasceu na Noruega em 1960. É músico, compositor, e um dos escritores de policiais mais elogiados e bem-sucedidos da Europa. Com os livros da série protagonizada pelo inspetor Harry Hole conseguiu um sucesso invejável quer no seu país de origem quer a nível internacional, recebendo elogios da crítica e do público. É traduzido em mais de 40 línguas, recebeu vários prémios literários e muitos dos seus livros atingiram os tops de vendas. Em Fevereiro de 2013 o Parlamento norueguês atribuiu-lhe o Peer Gynt Prize, que premeia uma personalidade ou instituição que se tenha distinguido na sociedade e tenha contribuído para valorizar a reputação da Noruega a nível internacional.

Imprensa
«Nunca houve policial escandinavo mais sombrio ou tenso do que os best-sellers da série Harry Hole, e este décimo volume sobre o inspetor norueguês é o melhor até agora.»
Sunday Mirror


«Os calafrios são tangíveis neste exasperante policial.»
The New York Times Book Review


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sofie Sarenbrant - Uma Morte Conveniente [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 27 Setembro 2016
  
               Título Original: Vila i frid
               Preço com IVA: 18,90€
               Páginas: 416
               ISBN: 9789722060981

Sinopse: Uma Morte Conveniente é o primeiro livro de uma série que tem como protagonista Emma Sköld, uma jovem e entusiasta inspetora da polícia. Quando é chamada a intervir nesta investigação, Emma está grávida e começa a perguntar-se se conseguirá conciliar a carreira com a maternidade. Conta para isso com a ajuda do seu companheiro Kristoffer, um agente imobiliário viciado em trabalho que espera em breve encontrar a casa ideal para os três.
Sofie Sarembrant imprime a esta intriga um ritmo imparável que nos leva a querer virar a página do primeiro ao último capítulo.

Sobre a autora: Sofie Sarembrant cresceu com três irmãos na quinta dos pais em Ostergotland.
Antes de se dedicar à escrita de livros policiais era jornalista desportiva no Expressen e no Aftonbladet, dois importantes jornais suecos.
A sua carreira como escritora foi meteórica e rapidamente atravessou fronteiras. É considerada a mais promissora autora sueca de policiais depois de uma rápida ascensão aos tops suecos. Uma Morte Conveniente foi o seu primeiro livro a cruzar as fronteiras e encontra-se já traduzido em doze países, entre os quais se contam a Alemanha e os Estados Unidos.
Tem dois filhos e vive em Bromma, o cenário dos seus livros.


Imprensa
«Sofie Sarembrant é a mais entusiasmante estrela em ascensão entre os novos autores suecos de policiais»
Camilla Läckberg 



Mons Kallentoft - A Quinta Estação [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: A Quinta Estação foi um livro muito aguardado pelos fãs do autor sueco. Pessoalmente, já esperava pela publicação deste título há 4 anos! Afinal de contas, a tetralogia de Mons Kallentoft abordava o delicado caso de Maria Murval, sem, no entanto, o ter concluído. A Quinta Estação debruça-se sobre os contornos mórbidos da jovem que fora violada e brutalmente agredida, concluindo a saga. Todavia e felizmente, parece-me que a série terá continuação.

Malin Fors deixou saudades e ei-la tão convicta em fechar o caso que a obcecou logo desde o primeiro livro da saga, Sangue Vermelho Em Campo de Neve. Depois, ao longo que a série prosseguia com Anjos Perdidos em Terra Queimada, Segredo Oculto em Águas Turvas e Flores Caídas no Jardim do Mal, o autor foi criando um suspense maior em torno da situação de Maria Murvall. Assim sendo, não faz sentido enveredar pela leitura de A Quinta Estação sem previamente ter lido a tetralogia das estações do ano.

Lamento o compasso de espera entre a publicação da tetralogia e do presente livro, que desencadeou um natural esquecimento de factos mais concisos referentes às histórias anteriores. Não me recordava de todo de Peter, o companheiro de Malin. Não tinha presente as vidas dos colegas de Malin e suas interacções. Lembrava-me apenas, em linhas gerais, da relação entre Malin e a filha que me parece mais consolidada nesta trama e de vagos pormenores referentes à Maria Murval.

Mons Kallentoft é um autor bastante peculiar, dando voz às vítimas das tramas. Há uma enorme carga melancólica que se revela na escrita e em A Quinta Estação, o autor não esqueceu de enfatizar as vítimas da violação bem como os inúmeros apelos de Maria a Malin para que apanhasse quem tanto a fez sofrer. Nem todos os leitores apreciam, no entanto, penso que estes trechos tornam a trama ainda mais convincente e torna a dor muito mais realista.

A definição dos sentimentos não interfere com a acção e rapidamente nos apercebemos da dimensão do episódio sofrido por Murvall. E torna-se bastante chocante na medida que aborda uma série de crimes infames contra as mulheres. Pessoalmente sou bastante sensível ao tema e este é tratado de uma forma bastante directa, sem floreados e o ambiente torna-se soturno. A intensificar esta percepção, a constante luta interior de Malin Fors.

Em suma, A Quinta Estação foi um livro que muito me agradou. Apesar deste quinto volume ter fechado já a situação arrastada de Maria Murval, a série tem potencialidade para continuar. Lá fora já saiu até ao 9º. E eu aqui com imensa vontade para acompanhar a série! Faço votos que continue a ser publicada.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Carol O´Connell - Osso a Osso [Opinião]


Sinopse: Na cidade de Coventry, no norte da Califórnia, dois irmãos adolescentes vão passear num bosque, mas só um regressa. Ninguém sabe o que aconteceu a Josh, um rapaz de quinze anos incrivelmente dotado para a fotografia, até que, vinte anos mais tarde, o irmão mais velho, Oren, agora um ex-investigador criminal do Exército, regressa a Coventry pela primeira vez em muitos anos. Na madrugada do seu regresso, ouve um barulho no alpendre. Caído à porta de casa está o osso de um maxilar humano, com os dentes ainda intactos. E o pai diz-lhe que já não é o primeiro. Já ali apareceram outros ossos. Josh está finalmente a voltar a casa… osso a osso.
Valendo-se de todos os seus conhecimentos como investigador, Oren decide resolver o mistério do homicídio do irmão, mas Coventry é uma cidade cheia de segredos.
Entre os que têm segredos a esconder está a governanta, com um passado que ninguém conhece; o misterioso ex-polícia de Los Angeles; a mulher a quem chamam o monstro da cidade e, não menos importante, o próprio Oren. Mas o maior segredo é o do seu irmão, que nas suas fotos captara muito do que os habitantes de Coventry ciosamente escondiam, e só ao desvendá-lo Oren descobre a verdade que os assombrou a todos durante vinte anos.

Opinião: Comecei a ler este livro em 2010. A sério. Ainda me recordo que me foi oferecido pelo meu marido (na altura, ainda namorado) para apaziguar a então febre pelos policiais, que era relativamente recente. Também me lembro de quando o comecei a ler: estava eu a trabalhar no Congresso Ibérico de Egiptologia, uma semana extenuante, pouco propícia às leituras. Achei eu que seria essa a desculpa por ter desistido então da obra Osso a Osso de Carol O´Connell.
Seis anos volvidos e volto a pegar na obra em resposta a dois desafios: um no Facebook em que consistia em ler um livro que deixáramos em stand by, outro por sugestão de uma menina com quem comecei a falar no Goodreads e que também desistira deste livro. Partimos então para uma leitura conjunta. Ela terminou primeiro que eu e confirmou as minhas suspeitas. Até porque eu e a Marina temos gostos similares.

Sei que houve muita gente que adorou este livro, infelizmente não senti o mesmo entusiasmo. Às 200 páginas lidas (com muito esforço), custava-me pegar no livro para ler. Simplesmente, a história não me estava a seduzir. O que é curioso, é que os primeiros capítulos me agarraram. Foi altamente sugestiva a ideia do regresso de Josh a casa, osso a osso. Era certo que o jovem, desaparecido à vinte anos, fora morto e o seu suposto assassino enviava os ossos para a casa onde residia. Portanto, o mistério consistia em saber o que se teria passado com Josh para, primeiro, o terem morto e seguidamente estarem a enviar o seu esqueleto, de forma gradual e tão maquiavélica.
Ao analisar o esqueleto que era composto na casa de Josh e Oren, chegou-se a um facto bastante interessante, e esse foi, provavelmente, o ponto alto do livro. Teria havido algum outro homicídio para desvendar!

No entanto, página após página, o meu afinco foi esmorecendo. Achei o ritmo demasiado lento a ponto de tornar penosa a sua leitura. Demasiado focado nas personagens, raros eram os acontecimentos excitantes e que avançavam a investigação. Aliás, parecia que mais importante do que a investigação, eram as atitudes das personagens que foram esmiuçadas até ao ínfimo detalhe. Muitas das quais considerei algo mesquinhas e em nada contribuíram para a investigação.

Raramente desgosto de um livro. Desde que me mantenha entusiasmada com a descoberta do mistério, que me impressione com as suas reviravoltas e posteriormente me surpreenda no final, sinto-me satisfeita com a leitura. Talvez seja por isso que, regra geral, goste tanto dos livros que leio. No entanto este foi tão maçudo que só pensava em desistir, uma vez mais. Mas não, li até ao fim para descobrir, afinal, quem teria sido o culpado. E sinceramente, nem o desfecho me entusiasmou...

Agora que penso nisso, lembro-me de ter lido há uns bons anos, As Filhas de Judas desta autora e recordo-me de ler o livro na diagonal do autocarro, pois também tinha perdido o interesse. Não me lembro de nada sobre a história... Note-se que a obra está muito bem cotada no Goodreads.

Mensalmente saem dezenas de thrillers espectaculares e este livro data de 2010. Não pretendo dizer com isto que devemos dar primazia às novidades (até porque este ano quero ler alguns clássicos) não obstante, tenho para mim, que poderia ter despendido este tempo na leitura de outro título. Ainda assim, ver as coisas pelo lado positivo: ficou concretizado o desafio de leitura, gostei da experiência da leitura conjunta e, a avaliar por este título, concluo que Carol O´Connell não é autora que me encha as medidas.


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Jørn Lier Horst - Fechada Para o Inverno [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Fechada Para O Inverno é o sétimo livro de uma série policial norueguesa protagonizada pelo inspector chefe no Departamento de Investigação Criminal da Polícia de Larvik, William Wisting. Não obstante ser um volume já avançado, posso afiançar que o leitor inicia a leitura já com algumas bases na série devido à nota introdutória que preambula a história. Nestas páginas, pude acompanhar um pouco do percurso profissional de Wisting, bem como a sua vida pessoal. Parece-me que esta componente tem um forte peso na série.
Ao ler a nota introdutória ficou, naturalmente, a vontade de ler os volumes antecessores com especial ênfase no 5º livro, tendo-me parecido que este foi preponderante na adição de desenvolvimentos significativos na vida pessoal do protagonista.

Ao longo da leitura, foi inevitável que estabelecesse um paralelismo entre este autor e o seu conterrâneo, Jø Nesbo. Isto porque também a obra de Nesbo intercala a investigação criminal com a vida pessoal do protagonista e, além do mais, os cenários decorrem na Noruega e em outros países. 
Horst utiliza esta mesma fórmula já conhecida pelos leitores da saga protagonizada por Harry Hole. O cenário norueguês é apaixonante: o autor trocou o ambiente citadino, mais usual na literatura escandinava, pelo cenário rural de Larvik e, em muitas das passagens, é palpável a beleza dos fiordes noruegueses. Brilhante! Não obstante a viagem pela Noruega, o leitor é também transportado, juntamente com o inspector, para outros países, designadamente para a Lituânia. Sou sincera, não sinto uma particularmente afinidade pelos países da Europa de Leste, todavia, aprendi imenso sobre a cultura lituana. Acho estimulante quando os livros têm este efeito em nós.

Não quero, obviamente, desvendar nada sobre a investigação, que acaba por ser mais complexa (e até mesmo verossímil). Fui apanhada de surpresa quanto aos métodos de actuação dos antagonista e móbil dos crimes, porque uma coisa vos garanto, ao cadáver que aparece numa casa de férias, muitos juntar-se-lhe-ão. E não sei qual dos elementos é o mais perturbador, se é este incrível body counting ou o facto de, gradualmente, inúmeros pássaros caírem mortos do céu.

Outro ponto favorável são as personagens. Mais que a empatia pelo William Wisting, creio que este sentimento se acentuou com Line, a sua filha, que tem a mesma idade que eu e gosta de policiais! Apesar de parecer algo redutor, esta minha percepção intensificou-se, devido à situação que a acompanha ao longo da trama: a relação com o dinamarquês Tommy, até ao desfecho emocionante. 

Ora, a trama é estimulante e convincente; as personagens soaram-me algo familiares e parece-me uma mais valia que o livro tenha sido traduzido directamente do norueguês. Já afirmei numa outra ocasião que esta tradução evita que certos detalhes se percam com as traduções intermediárias.

Perante aspectos tão positivos, só me resta desejar ver publicadas mais obras do autor! A avaliar por Fechada Para O Inverno, Jørn Lier Horst é um autor que ainda dará cartas por cá! 


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Jørn Lier Horst - Fechada Para o Inverno [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 12 Julho 2016
  
               Título Original: Vinterstengt
               Preço com IVA: 17,70
               Páginas: 352
               ISBN: 9789722060615

Sinopse: A densa névoa outonal paira sobre a costa norueguesa. Antes de a fechar para o inverno, Ove Bakkerud pretende desfrutar de um último fim de semana na sua casa de férias. No entanto, à chegada, depara-se com o caos após um assalto. E na casa vizinha um homem foi espancado até à morte… O detetive William Wisting já viu homicídios grotescos no passado. Contudo, é a primeira vez que constata um desespero como o que, neste outono, testemunha em Stavern. Como se alguém tivesse tudo a ganhar e quase nada a perder. Por isso, não fica muito satisfeito quando a filha se muda para uma casa junto à boca do fiorde. A sua preocupação aumenta à medida que vão aparecendo cadáveres gravemente mutilados nos recifes. E do céu começam a cair pássaros mortos…

Sobre o autor: Jørn Lier Horst (nascido em 27 de fevereiro de 1970, em Bamble, Telemark) é um autor norueguês de ficção policial e um ex-investigador na polícia de Vestfold. Estreou-se na literatura em 2004 com a obra Key Witness, baseada numa história verídica de um assassinato, tendo dado origem a uma série com o detective William Wisting. Também escreve livros infantis que pertencem a uma série chamada Clue.
Estreia-se em Portugal sob a publicação pela Dom Quixote de 'Fechada Para o Inverno'.



Camilla Läckberg - O Domador de Leões [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: O Domador de Leões é o nono livro da série protagonizada pelo querido casal Patrik Hedström e Erica Falck, uma saga que há muito entrou nas minhas preferidas. Por mim falo, que aguardo, com grande expectativa, todos os verões uma vez que é nesta altura que é publicado mais um título da autora sueca.

À medida que a série progride, denoto que a mesma nunca perde qualidade pois, à semelhança dos livros antecessores, O Domador de Leões arrebatou-me. Fico surpreendida com a capacidade da autora em formular enredos que, embora mantenham a continuidade devido às vidas pessoais das personagens, os casos de investigação são todos diferentes e têm uma capacidade intrínseca de me ludibriar. O que, efectivamente e uma vez mais, aconteceu nesta obra.

Comecemos pelo caso da actualidade, parecendo-me que seja este o principal, e que se debruça sobre a investigação de uma jovem ligada à prática do hipismo. O crime, com contornos macabros, impressiona a comunidade de Fjällbacka e é alvo da investigação por parte de Patrik e sua equipa. Por sua vez, Erica esmiúça o estranho caso de Laila que terá sido acusada de ter morto o seu marido.

Em relação à história, como é habitual da autora, há duas acções paralelas mas igualmente envolventes. Se por um lado senti-me envolvida na investigação actual e no desvendar dos segredos que a população mantinha fechados a sete chaves, por outro, a subnarrativa que se inicia nos anos 70  e que se debruça sobre a vida de Laila revelou ser bastante misteriosa. Ao longo destes pequenos capítulos que pautam a narrativa actual, percebi que todas as minhas percepções iniciais sobre o estranho caso de Laila eram distorcidas. Além disso, devo referir que as referências às artes circenses conferiram um toque bastante exótico à trama.

Já o que concerne às vidas pessoais dos nossos personagens (confesso que me senti rendida pela mesma), fiquei particularmente feliz com um aspecto passível de ser referido sem grandes spoilers: a autora deu um final feliz à irmã de Erica, Anna. Já merecia, depois de tanto por que passou. A vida familiar de Erica é, como sempre, uma ternura. Adoro acompanhar as travessuras dos gémeos e de Maya. Aprecio também aquele núcleo familiar de Mellberg que se tornou bem mais animado no livro anterior. Um dos ingredientes que tornam esta série tão fantástica é, indubitavelmente e como já tive oportunidade de referir, esta familiaridade com os personagens que se vai estreitando a cada livro que leio. 
Já os novos personagens são tão enigmáticos que confesso que desconfiei de todos. Pareceram-me todos suspeitos, embora o desfecho tenha designado um móbil e identidade do assassino bastante impressionantes. Principalmente o motivo. Surpreendeu-me genuinamente e, como consideração final, achei o livro muito arrebatador, uma vez mais.

Não há muito por dizer quando se tem uma série em tão boa conta e quando se fala da mesma vezes a fio, recomendando-a aos amigos e aos fãs de thrillers. O Domador de Leões é simplesmente espectacular, assim como a saga!


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Mons Kallentoft - A Quinta Estação [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 19 Julho 2016
  
               Título Original: Den femte årstiden
               Preço com IVA: 19,90
               Páginas: 504
               ISBN: 9789722060752 

Sinopse: "A Quinta Estação" é o quinto volume da série do autor sueco Mons Kallentoft, iniciada em Sangue Vermelho em Campo de Neve, que descreve a trajetória pessoal e profissional da inspetora Malin Fors.
"A Quinta Estação" é o tão esperado volume que vem resolver por fim o mistério sobre Maria Murval, a jovem assistente social condenada a viver numa clínica psiquiátrica depois de ter sido violentamente agredida, violentada e encontrada em estado grave numa floresta da suécia.
Em "A Quinta Estação", em que inverno, verão, outono e primavera se fundem, Malin Fors leva por fim a sua obsessão sobre Maria Murval às últimas consequências para desvendar um caso que há muito a intrigava.


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Camilla Läckberg - O Domador de Leões [Divulgação Editorial Dom Quixote]

Data de publicação: 21 Junho 2016

               Título Original: Lejontämjaren
               Preço com IVA: 18,90€ 
               Páginas: 424
               ISBN: 9789722060271

Sinopse: É janeiro e um manto de neve cobre Fjällbacka. Uma adolescente seminua sai do gélido bosque a cambalear, e atravessa a estrada. O carro aparece do nada e o condutor não consegue travar a tempo de evitar a tragédia. Quando Patrik Hedström e a sua equipa são alertados para o acidente, já o corpo da rapariga tinha sido identificado. Era Victoria Hallberg, que desaparecera quatro meses antes, quando regressava a casa depois de uma aula na escola de equitação. 
A Polícia apercebe-se de que aquele terrível acidente foi o melhor que podia ter acontecido a Victoria. O seu corpo evidencia sinais de ter sofrido atrocidades inimagináveis e tudo leva a crer que não será a única vítima. 
Enquanto isso, Erica Falk investiga o trágico passado de uma família ligada ao circo, o que a leva por diversas vezes a um estabelecimento prisional para visitar Laila, uma mulher acusada de ter matado o marido. Mas não consegue desvendar o que realmente se passou naquele longínquo dia fatídico. 
O que estará Laila a esconder? Para onde foram os dois filhos depois da tragédia? Erica desconfia de que há em toda aquela história algo que não se encaixa. E que o passado estende os seus longos braços para vir ensombrar o presente. 



quarta-feira, 20 de abril de 2016

Jo Nesbø - Baratas [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Com a publicação de Baratas, fica completa a série protagonizada por Harry Hole em terras lusas ainda que tenha começado a ler a mesma a partir do terceiro livro, O Pássaro de Peito Vermelho. No Outono, ao que tudo indica, teremos The Police. 
A minha percepção, agora que tenho a série lida desde o início, é que a qualidade da mesma vai-se solidificando a partir do terceiro livro.

Ao ler Baratas, infelizmente não senti o mesmo entusiasmo com que lera as mais recentes obras do autor, como O Fantasma, O Leopardo e O Boneco de Neve (estas duas, as minhas preferidas). 

Nesta obra, Harry Hole vai até à Tailândia investigar o homicídio de um embaixador norueguês. E vê-se enredado numa realidade bastante cruel... 
Devo confessar que não sinto uma grande afinidade com a Tailândia, não sei se isso terá contribuído para que não apreciasse a obra como usualmente. E a juntar a isto, há um punhado de personagens tailandesas com nomes impronunciáveis, tornando a retenção das mesmas um exercício de dificuldade acrescida. 

Comparativamente ao Morcego, em que o caso não era tão complexo como os dos últimos livros da série, Baratas mostra uma dinâmica mais intrincada. Também o cenário, um país de terceiro mundo, convida o leitor a conhecer uma realidade obscura e que não temos presente. Dado que nunca li (pelo menos que me lembre) sobre a Tailândia, achei esse pormenor interessante. 

A personagem de Harry Hole acaba por se consolidar e, nesta história, vejo-o como o conhecera dos livros anteriores, manifestando de forma mais séria, os seus problemas com o álcool. É também nesta obra em aparece pela primeira vez (e num papel muito sumido), uma das mais importantes personagens dos livros sucessores, Tom Waaler.

O balanço de ler Baratas é positivo, no entanto, devo confessar que, infelizmente, este livro não me arrebatou, tal como acontecera com O Morcego.  
A meu ver, a série protagonizada por Harry Hole é uma das melhores no que concerne a policial escandinavo, mas isto verifica-se a partir do terceiro livro, como afirmei anteriormente. 
Ainda assim, creio que esta série é obrigatória para os fãs do policial. 
Aguardo, expectante, a publicação de The Police.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Jo Nesbø - Baratas [Divulgação Editorial Dom Quixote]


Data de Publicação: 1 Março 2016

               Título Original: Kakerlakkene
               Páginas: 392
               Preço com IVA: 18,90€
               ISBN: 9789722059213

Sinopse:  Com o zumbido do constante e intenso tráfego rodoviário nos ouvidos, Harry mergulha no submundo de Banguecoque, apinhado de clubes noturnos, templos, antros de ópio e anúncios turísticos, numa investigação que ninguém lhe pediu nem deseja.
Nem ele próprio. E, uma vez mais, é vítima dos seus próprios instintos.

Sobre o autor: Jo Nesbø nasceu na Noruega em 1960. É músico, compositor, e um dos escritores de policiais mais elogiados e bem-sucedidos da Europa. Com os livros da série protagonizada pelo inspetor Harry Hole conseguiu um sucesso invejável quer no seu país de origem quer a nível internacional, recebendo elogios da crítica e do público. É traduzido em mais de 40 línguas, recebeu vários prémios literários e muitos dos seus livros atingiram os tops de vendas. Em Fevereiro de 2013 o Parlamento norueguês atribuiu-lhe o Peer Gynt Prize, que premeia uma personalidade ou instituição que se tenha distinguido na sociedade e tenha contribuído para valorizar a reputação da Noruega a nível internacional.

Imprensa
«Nesbø escreve como um anjo. Mas o anjo é Lúcifer.»
The Philadelphia Inquirer (EUA)

«Segundo os policiais nórdicos, o mundo é negro e gelado, tal como o coração humano. Mas é a magia com que Nesbø trabalha as metáforas neste género literário que faz a diferença. Diria que é o meu favorito entre os seus pares.»
Michael Robbins, Chicago Tribune (EUA) 



quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

João Pinto Coelho - Perguntem à Sarah Gross [Opinião]


Sinopse: Fora ali que Sarah Gross aprendera a ser feliz. Mas eles chegaram e mudaram tudo.
Até o nome da cidade. Auschwitz?
Que raio era Auschwitz?

Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador.
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História.

Opinião do Ricardo: Perguntem a Sarah Gross é uma obra da autoria de João Pinto Coelho e publicada pela D. Quixote, tendo sido também uma das obras finalistas do Prémio Leya 2014. O autor, embora de nacionalidade portuguesa, poder-se-á dizer que é “um cidadão do Mundo”, parafraseando a famosa frase atribuída ao filósofo Sócrates através, naturalmente, do seu principal discípulo, Platão. O autor nasceu em Londres mas viveu a maior parte da sua vida em Lisboa, embora tenha também passado, por diversas vezes, pelos Estados Unidos. Embora arquitecto de formação, nos últimos anos, João Pinto Coelho tem-se dedicado a estudar o tema do Holocausto, tema esse que não é despiciendo quando falamos da presente obra.

A trama gira em torno da figura de Sarah Gross, uma mulher que nos é apresentada como tendo um certo carisma austero mas que se vai revelando, simultaneamente, como alguém de espírito doce, tenaz e até visionário procurando superar barreiras sociais e quebrar determinados estereótipos que se encontram enraizados no local onde decorre uma parte substancial da acção, o enigmático colégio de St. Oswald’s, situado na região da Nova Inglaterra, na costa Leste dos Estados Unidos e frequentado pelos descendentes das elites norte-americanas.

Estamos perante uma obra que contém duas narrativas paralelas, residindo neste ponto a primeira crítica à presente obra. Se no caso de uma das narrativas, sabemos que a mesma é feita por Kimberly Parker, uma jovem professora cujo destino leva até ao colégio de St. Oswald’s, o facto é que é uma segunda narrativa que nos dá a conhecer o percurso da vida de Sarah desde a sua infância até à idade adulta, sendo esta feita por narrador não participativo e omnisciente ou, pelo menos, assim pensamos até uma fase já adiantada da obra, na altura em que ambas as narrativas se cruzam.

No que concerne à narrativa de Kimberly poder-se-á dizer que a mesma é temporalmente mais estática, uma vez que se desenrola ao longo de alguns meses, centrando-se no processo de adaptação desta mesma personagem ao colégio e à sua relação com alguns membros já instalados naquele reduto elitista como Miranda, Clement, Mr. Forrester e, claro, Sarah Gross, ao mesmo tempo que Kimberly vai lidando com alguns dos “fantasmas” do seu passado numa narrativa lenta mas cuja tensão vai aumentando até ao seu zénite que dá lugar a um longo anti-climax (demasiado longo, acrescentamos), mal as narrativas se fundem.

Falando ainda da segunda narrativa, esta decorre ao longo dos vários anos que medeiam entre o nascimento de Sarah e a sua chegada à idade adulta, centrando-se tanto nela como nos seus progenitores, Henryk e Anna, como na sua amiga Esther, estabelecendo-se um notório paralelismo entre a adaptação a uma nova vida por parte de Sarah, no continente europeu e o que acontece a Kimberly com a sua chegada a St. Oswald’s. Também nesta segunda narrativa, sentimos o adensar da tensão à medida que ventos da guerra se espalham pelo velho continente.

Não obstante os pontos positivos que surgem sublinhados na própria sinopse, na contracapa do livro, designadamente a riqueza das descrições e o nível de detalhe das mesmas, num olhar quase cinematográfico sobre os locais onde decorre a acção, a verdade é que, no nosso entender, a obra enferma de algumas incoerências. Desde logo a já referida questão do narrador omnisciente não participativo, mas também o facto de nessa mesma narrativa se passarem vários capítulos onde a figura central (ou mesmo aglutinador) é o seu pai, Henryk, sabendo-se apenas de Sarah através de cartas por ela enviadas a partir da Universidade de Gottingen, quer aos seus pais, quer a Esther. 

Lendo a obra compreendemos o contexto em que surgem estes capítulos dedicados ao pai de Sarah, no sentido de explicar os “fantasmas” que também atormentam esta personagem (e aproveitamos para acrescentar que esta obra é rica em personagens que carregam sombras dos respectivos passados, talvez até em quantidade excessiva), contudo, não deixamos de considerar uma opção menos positiva, a de preferir centrar a narrativa na carreira política de Henryk em Oshpitzin, ao invés de permitir que o leitor acompanhasse a vida de Sarah, o seu percurso académico e o encontro com Aleck Hirsch em Gottingen, sobretudo numa altura tão crucial e fervilhante da história da Alemanha, como a da ascensão do Partido Nacional-Socialista (NSDAP), o que não se afiguraria, decerto, como tarefa difícil para um estudioso do Holocausto.

Em suma, estamos perante uma narrativa, sem sombra de dúvidas, pungente e, nalguns momentos, bastante interessante e surpreendente, mas que, na nossa modesta opinião, parece-nos bem longe das críticas que apontam este livro como uma obra-prima.
Por certo ficaremos atentos a novas obras deste autor.