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domingo, 11 de dezembro de 2016

Karin Slaughter - Broken: Destroçada [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Broken, Destroçada é quarto livro da série protagonizada por Will Trent, uma das sagas que mais tenho em consideração. Não obstante dar 5 estrelas aos livros da autora (incluindo o stand alone Flores Cortadas que li no início do ano), considerei que esta obra está um pouco aquém das anteriormente lidas, como Tríptico, Fracturado e Genesis, justificando assim as 4 estrelas atribuídas no Goodreads.

Talvez esta minha percepção tenha a ver com a omissão da participação de personagens tão marcantes quanto Faith e Amanda bem como Angie (em relação a esta, fui vendo, cada vez mais, o seu papel mais diminuto na trama). 
Para compensar a ausência destas figuras, Will e Sara acabam por estreitar a sua interacção e surge Lena, uma personagem com algum destaque na investigação do caso. Sinceramente, não me recordo se esta aparece nas tramas anteriores (julgo que não mas poderei estar enganada) mas há uma dinâmica muito intrigante entre esta e Sara Linton, relação esta que me parece mais bem explicada na série protagonizada pela médica legista. Sim, a série iniciada pela Gótica e que teve entre nós apenas dois livros. Creio que ler essa série é uma mais valia para saber os pormenores sobre a morte de Jeffrey, o marido de Sara, que me parece muito enublada sempre que se menciona a mesma nas tramas de Will Trent.

Pela primeira vez, não tive a sensação que a trama é povoada por personagens intoxicantes. Will pouco fala do seu passado (menciona apenas um aspecto), embora Sara, como já referi, ainda esteja presa aos acontecimentos relativos à morte de Jeffrey. Pessoalmente não considerei nem as vítimas nem sequer o vilão com esta característica tão patente nas tramas de Slaughter. Há uma personagem com um problema de alcoolismo e, na minha opinião, achei as cenas da interacção desta com a parceira, Lena, algo exasperantes. Portanto a parelha da polícia com Will é, à partida, bastante mais frutífera do que com Frank. Ainda sobre as personagens, devo confessar que considerei o perfil do antagonista algo subdesenvolvido.

O caso é, mais uma vez, bastante intrigante. Há uma rapariga (que o leitor pode constatar que é aparentemente normal, logo no prólogo) e que acaba morta num lago. Inicialmente, o caso remete para um suicídio, todavia, numa fase mais tardia, começa-se a perceber que terá sido um homicídio e Lena e Frank prendem o homem que se julga ter sido o responsável. 
Aparenta ser um caso linear mas garanto que é mais intrincado do que parece. Como é habitual, Slaughter conduz-nos aos meandros do mal através de uma incursão, ainda que breve, ao mundo universitário.
Os detalhes de procedimentos forenses são uma constante, agora mais do que nunca, com a participação em pleno da médica Sara Linton. Ainda assim, e pensando no desconforto que senti ao ler as obras da autora, não creio que este seja o que mais me tenha chocado. Há apenas dois homicídios, cujas descrições não foram tão macabras comparando com outras da autora.

Ainda assim, Broken Destroçada é um excelente livro. Sou suspeita, adoro a autora e não lhe consigo apontar muitos defeitos. Mas fiquei satisfeita com o quebra-cabeça que me deixou inquieta no decorrer da leitura e a sensação ao ler a última página de uma obra de Karin Slaughter persiste: quero mais! E espero que para breve!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Karin Slaughter - Broken: Destroçada [Divulgação HarperCollins Iberica]


Data de publicação: Novembro 2016

               Título Original: Broken
               Preço com IVA: 17,70€ 
               Páginas: 464
               ISBN: 9788416502738

Sinopse: Quando o agente especial Will Trent chega ao condado de Grant, depara-se com uma esquadra determinada a proteger as inúmeras questões sem resposta, acerca da morte de um detido. Não percebe por que motivo a detetive Lena Adams lhe oculta segredos; não compreende o seu papel na morte do popular chefe da polícia do condado de Grant; também não entende por que motivo a viúva desse homem, a doutora Sara Linton, precisa dele mais do que nunca, para a ajudar a deslindar esse caso. Enquanto a polícia investiga o homicídio de uma mulher jovem encontrada num lago gelado, Trent investiga a própria polícia, pressionando Adams precisamente quando ela está prestes a ceder. Encurralado entre duas mulheres complexas e determinadas, e tentando compreender a desconfiança passional de Linton por Adams, os factos que rodearam a morte do chefe Tolliver, bem como as complexidades dessa cidade insular, Trent vai encarar um caso pejado de segredos explosivos e deparar-se com uma linha muito ténue que, a ser pisada, poderia ser fatal.

Sobre a autora: Karin Slaughter cresceu numa pequena cidade do Sul da Geórgia e vive actualmente em Atlanta. Na grande tradição dos thrillers literários, o talento de Karin Slaughter foi comparado ao de Thomas Harris (O Silêncio dos Inocentes) e Patrícia Cornwell. 

segunda-feira, 21 de março de 2016

Karin Slaughter - Arrancada [Opinião]


Sinopse: Uma bonita jovem caminhava pela rua quando de repente...
Julia Carroll sabe que muitas histórias começam assim. Bela e inteligente, com os seus dezanove anos, recém chegada à universidade, deveria viver despreocupadamente. Mas tem medo. Porque na sua cidade estão a desaparecer raparigas muito jovens. Primeiro foi Beatrice Oliver, uma estudante. Em seguida, Mona Sem Sobrenome, uma jovem sem abrigo. Ambas desaparecidas em plena rua. Ambas sem deixar rasto.
Julia está decidida a averiguar os motivos por trás destes desaparecimentos. E não quer ser a próxima...

Opinião: Arrancada é um pequeno conto, de apenas 73 páginas, que serve de prequela à história de Flores Cortadas. No livro físico, o conto encontra-se nas páginas finais. Eu li em e-book, durante o dia de hoje. Sendo um conto de poucas páginas, lê-se de uma assentada.
Este conto serve, portanto, para contextualizar o leitor dos desaparecimentos e violações de algumas jovens ainda Julia era adolescente e vivia com as irmãs. A história debruça-se precisamente sobre os últimos momentos dela com a família, amigos e pseudo-namorado.
Desde que terminei o livro Flores Cortadas, que estava curiosa em ler mais sobre o universo de Julia Carroll, ainda esta era adolescente e as irmãs, Lydia e Claire eram crianças. 

Por ser uma prequela, creio ser indiferente a ordem da leitura do conto. Como afirmei, li-o depois de Flores Cortadas mas conheço quem tenha optado por ler primeiro e ter disfrutado de ambas as leituras.

Dei apenas 3 estrelas no Goodreads a este livro (arrecadando assim, a pontuação mais baixa que alguma vez dei a uma obra de Karin Slaughter) pelas razões que irei enunciando. Sei perfeitamente que este é um conto, e como tal, há um subdesenvolvimento das personagens a não ser sobre Julia que tem os seus típicos dilemas de adolescente. Sobre as personagens que participam mais activamente em Flores Cortadas, Lydia e Claire, pouco é desenvolvido. Eram ainda umas crianças traquinas.

Estamos perante um cenário de várias raparigas desaparecidas mas é apenas isto. Falta aquela escrita típica de Karin Slaughter que se debruça sobre os detalhes mais mórbidos. E é precisamente esse tom tão negro que aprecio nas histórias de Slaughter.
Por fim, creio que este conto pouco acrescentou à história que não o desaparecimento de Julia. Até o final de Arrancada é dúbio, e, caso o leitor não tenha lido Flores Cortadas, vai instalar a dúvida sobre o que terá acontecido a Julia. Eu, que li antes, sei o que aconteceu à jovem.

Não me querendo alongar mais ainda sobre o conto, este é apenas uma pequena história sobre Julia e a sua família, ainda a tragédia não se tinha abatido sobre eles e eram felizes. Uma trama curta que revela pouco mais que um role de dilemas de uma jovem numa sociedade em que as raparigas adolescentes estão na mira de um violador. Como tal, queria mais. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Karin Slaughter - Flores Cortadas [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Terminei há uns dias a leitura da mais recente obra publicada por cá de Karin Slaughter, desta feita pela Harper Collins, mas ainda hoje penso na história e sinto-me devastada. Se um livro tem este efeito em mim, é porque é qualquer coisa de espectacular.

Flores Cortadas é um stand alone e nada tem a ver com a série de Will Trent e a de Sara Linton. Na minha opinião, a presente obra não consegue destronar as séries mencionadas embora a história tenha um grande impacto tal como as que li outrora da autora, daí ter arrecadado a pontuação máxima no Goodreads, 5 estrelas.

A história assenta sobre o desaparecimento de Julia de 19 anos, há mais de duas décadas. A família destronou-se face a este acontecimento e as irmãs Claire e Lydia seguiram caminhos diferentes. As irmãs reúnem-se após a morte do marido de Claire e as circunstâncias levam a que elas descubram uma verdade aterradora.

O livro está muitíssimo bem escrito, estruturado sob três perspectivas diferentes que vão intercalando: a de Claire, Lydia e umas pequenas cartas do pai delas para a filha que desapareceu. E estes testemunhos são extremamente tristes, emotivos, sentimentos que, de certa forma, contrastam com os sentimentos que a acção desperta. Se há um aspecto em que Karin Slaughter é exímia é na descrição mórbida, tornando grande parte das passagens bastante incómodas e perturbadoras. E foi assim que me senti no decorrer desta leitura, muito incomodada.

Para maior impacto aquando a vossa leitura, vou omitir o tema central da história e que torna o livro angustiante, adiantando apenas que, para mim, é das temáticas mais inconcebíveis. Creio que ainda não lera nada sobre esta, tornando, a meu ver, esta trama original e perturbadora.
Não percebo como é que um ser humano pode ser assim tão horrível. E quando esperamos que a história não assuma proporções piores, eis que acontece uma reviravolta que nos deixa sem chão. Até à última página.

No meu ereader tenho agora a bibliografia completa em inglês da autora. Karin Slaughter é, decididamente, uma das minhas autoras preferidas. Quando acho que nada me consegue chocar, eis que leio uma das suas histórias e termino-as com uma sensação avassaladora.

Há um conto que acompanha este livro, uma espécie de prequela, intitulado Arrancadas, que ainda não li mas faço questão de fazê-lo em breve.

Em suma, Flores Cortadas é um livro chocante e perturbador, ideal para os fãs dos thrillers mais pesados. Ainda que o ano esteja no início, decididamente que Flores Cortadas será dos melhores livros de 2016.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Karin Slaughter - Flores Cortadas [Divulgação Editorial Harper Collins]


Data de publicação: 1 Fevereiro 2016

               Título Original: Pretty Girls
               Preço com IVA: 17,70€ 
               Páginas: 560
               ISBN: 9788416502523
         
Sinopse:  Irmãs. Desconhecidas. Sobreviventes. Passaram mais de duas décadas desde que Julia, a irmã mais velha de Claire e de Lydia, desapareceu aos 19 anos, sem deixar rasto. Algum tempo depois, elas deixaram de se falar e seguiram caminhos opostos. Claire tinha-se convertido na esposa decorativa e ociosa de um milionário de Atlanta. Lydia, uma mãe solteira, namorava com um ex-presidiário e esforçava-se por fazer com que o dinheiro chegasse até ao fim do mês. No entanto, nenhuma delas recuperara do horror e da tristeza da tragédia partilhada. 
Uma ferida atroz, que se reabriu cruelmente quando o marido de Claire foi assassinado. O desaparecimento de uma jovem e o assassinato de um homem de meia-idade, separados quase por um quarto de século. Que relação podia haver entre ambos? Depois de alcançar uma trégua precária, as irmãs sobreviventes olharam para o passado em busca da verdade, começaram a desenterrar os segredos que destruíram a sua família, a descobrir uma possibilidade de redenção e vingança onde menos esperavam.Potente, perturbador e absorvente, repleto de personagens inesquecíveis e de reviravoltas assombrosas, "Flores Cortadas" é um thriller magistral, de uma das melhores escritoras de suspense do panorama literário atual.