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domingo, 22 de abril de 2012

Mary Higgins Clark - Gosta de Música, Gosta de Dançar [Opinião]

O livro que vos apresento hoje foi escrito por uma das rainhas do thriller. Mary Higgins Clark conta já com uma vasta carreira, publicando a solo ou com a colaboração da sua filha, Carol Higgins Clark, inúmeros romances de suspense.

Já adaptada em filme, inquestionavelmente, esta é uma boa história de suspense, embora não se foque propriamente no crime. O início da trama apresenta-nos o psicopata com uns contornos na sua personalidade extremamente macabros, que quer-me fazer parecer, se relacionam com um exacerbado fetiche de pés e sapatos. As vítimas são encontradas com calçado diferente em cada pé: um sapato da própria num pé e o outro, um sapatinho adequado para dançar.
O que este homem tem de doentio, tem também de determinação: ele definiu um plano, que tenciona seguir à risca. Por isso ele estrangula Nan Sheridan sem remorsos para grande consternação do irmão gémeo Chris e da mãe. Quinze anos depois, a proeza repete-se, ficando o leitor na dúvida: será que Charley voltou ou terá sido um outro homem que copia o seu modus operandi?

A autora escreve de uma forma soberba, atenuando todos e quaisquer eventuais elementos violentos, lançando suspeitas sobre todas as personagens masculinas: claro que, ainda assim, a identidade do psicopata constituirá uma surpresa. Está eminente a dualidade que coexiste dentro de um homem entre o mal e a aparente harmonia que ele demonstra para com outros.
Penso que facilmente o leitor terá afinidade com Darcy. Gostei desta personagem apesar de achar que há algures uma contradição: Darcy está consciente que a sua amiga Erin foi morta por um homem num encontro com um desconhecido, porque é que a mesma não tem medo e pára com estas saídas? No entanto, este comportamento assumidamente de risco, será fulcral para que a narrativa tenha corpo.

A autora desenvolve o enredo dentro destes contornos, e explorando ao limite cada saída com um desconhecido, mesmo sendo este apresentável e aparentemente digno de confiança. Assim, estamos perante um famigerado médico, um homem casado e pai de família que quer fugir à rotina, uma pessoa com problemas mentais, sendo estes uma amostra de um vasto role de indivíduos, que aparentemente apresentáveis, mas descritos pela autora como não sendo de confiança. Desta forma, a autora estabelece e assegura uma sensação genuína de desconfiança e temor por Darcy face aos seus encontros. É desta forma que o suspense, o thriller e o mistério toma forma, numa linha psicológica.
À medida que vamos conhecendo os vários homens, vamos estabelecendo um inevitável paralelismo, de forma a tentar deslindar se a identidade verdadeira será Charley. Sem grande sucesso devo dizer!
Trata-se de uma trama, cuja acção é dita lenta, por não ter picos de adrenalina no seu desenvolvimento. Há um ênfase numa componente comportamental das demais personagens. Quando Erin morre há um pesar que facilmente é transmitido ao leitor. A parte da investigação policial poderia estar mais intensa, a meu ver. No entanto, o clímax está repleto de emoções fortes. É revelada finalmente a identidade de Charley e é aqui que torcemos para que Darcy se consiga salvar. No entanto, e apresento como maior fragilidade do enredo, gostaria que tivessem sido mais aprofundadas as justificações para a tão íntima sociopatia de Charley. Apenas nos é revelado, sob o relato do nosso psicopata, a estranha interacção familiar dele, que certamente contribuiu para o seu retrato psicológico sombrio.

Um livro que alerta, ainda que da forma arcaica em jornal, os perigos que ainda existem actualmente (mais comuns em Internet), dos blind dates, explorando os seus limites. Não sou experimente em encontros desta natureza, mas uma coisa é certa: doravante vou considerar estas situações como assustadoras!
E Mary Higgins Clark é, sem qualquer sombra de dúvidas, uma autora que vou querer conhecer melhor. Recomendo.

sábado, 21 de abril de 2012

Divulgação Editorial (Bertrand): Mary Higgins Clark - Eu Sei Que Voltarás

Já está nas livrarias.

Sinopse: Alexandra, uma bela designer de interiores com uma carreira de sucesso, fica aterrorizada ao descobrir que alguém anda não só a usar os seus cartões de crédito e a movimentar as suas contas para a levar à miséria, como também a tomar a sua identidade para cometer crimes violentos, de rapto e homicídio. Logo ela, que já vivia assombrada pelo desaparecimento do próprio filho, raptado à luz do dia em Central Park há dois anos. Agora que o filho faria cinco anos, começam a surgir fotografias que sugerem que foi ela que raptou o próprio filho, seguidas de uma série de acontecimentos que indicam que, de alguma maneira, alguém conseguiu roubar-lhe a identidade. Mas quem? E porquê?
Perseguida pela imprensa, sob investigação policial, atacada pelo ex-marido e por um rival nos negócios, a única coisa que lhe dá esperança é a fé de que o filho continua vivo. Só não percebe que, cada passo seu em direção à verdade, a põe a si e aqueles que ama em grande perigo.
Até as pessoas que a apoiam acreditam que foi ela a raptar o filho e a própria Alexandra começa a duvidar da sua sanidade mental. Mas num final explosivo, característico da Mary Higgins Clark, as peças do puzzle encaixam finalmente numa revelação inesperada e chocante.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Divulgação Bertrand - Mary Higgins Clark: A Sombra do Teu Sorriso


Sinopse: Aos oitenta e dois anos e com uma saúde frágil, Olivia sabe que não lhe resta muito tempo. É a última da sua descendência e enfrenta uma escolha colossal: expor um segredo familiar há muito escondido ou levá-lo consigo para o túmulo. Olivia tem na sua posse cartas da sua falecida prima Catherine, uma freira que está a ser considerada para beatificação pela Igreja Católica, o último passo antes de ser santificada. Ao longo da sua vida, a Irmã Catherine fundara sete hospitais para crianças carenciadas. Agora é-lhe atribuída a cura de um menino de quatro anos que se encontrava a morrer com um tumor cerebral. As cartas que se encontram na posse de Olivia provam que, aos dezassete anos, Catherine deu à luz um rapaz, que entregou para adoção. Olivia conhece a identidade do pai, Alexander Gannon, que acabou por se tornar um médico de renome a nível mundial, cientista e inventor, detentor de patentes médicas. Hoje, duas gerações mais tarde, Monica Farrell, uma pediatra de trinta e um anos, neta de Catherine, é a herdeira legítima do que resta da fortuna familiar. Mas, ao contar a Monica quem ela é na verdade, Olivia estaria a trair o desejo de Catherine, revelando a história por trás das origens dela. A fortuna dos Gannon está a ser esbanjada pelos sobrinhos de Alexe pelos restantes membros da Fundação Gannon, que camuflam o seu estilo de vida exuberante com filantropia. As únicas pessoas que conhecem a escolha iminente de Olivia são as mesma que exploram a herança. E algumas delas farão tudo para silenciar Olivia…

Nas livrarias a 23 de Setembro.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mary Higgins Clark - Do Fundo do Coração [Opinião]


Apesar de Mary Higgins Clark ser apontada como uma rainha do suspense e eu ter enveredado na leitura deste género há coisa de 3 anos, devo confessar que nunca tinha lido nada da autora, e está cá a parecer-me que a autora é inesquecível!

Ora nesta leitura denotei que Clark escreve de uma forma muito coerente e fluída, em capítulos pequenos, mantendo constante o nível de suspense e o desejo de ler mais e mais. A escrita é bastante acessível e a autora sabe prender e cativar o leitor.

Ao ler este livro, tive a sensação que estava a ver um episódio da série Lei & Ordem. Os pormenores ricos referentes ao mundo judicial faz-nos transportar para o tribunal onde assistimos ao julgamento de Gregg Aldrich, acusado de ter morto a sua esposa Natalie Maines.
O estranho da história é que ficamos em dúvida do porquê dessa morte, anos depois da melhor amiga de Natalie ter sido morta também, uma vez que ambas eram actrizes de sucesso.

Denotei uma apresentação bastante superficial das personagens, exceptuando a procuradora Emily Wallace. Praticamente não conhecemos nada da primeira rapariga morta e o que conhecemos da segunda é já post mortem. Os demais personagens, vulgo os intervenientes do julgamento ou mesmo a família da falecida, não me conquistaram em pleno, devo confessar.

Depois há um mistério em torno de Emily, uma vez que foi submetida a um transplante de coração e não se sabe a identidade do dador. Para complementar, existe uma história paralela do vizinho esquisito de Emily cujas intenções são descobertas ao longo da narrativa. Estes são então os dois elementos chave que o leitor está ávido de descobrir.

A história não deixa de ser interessante, todas as pontas soltas que são apresentadas durante a sua narrativa têm um elo comum que acaba por ser, de certa forma, surpreendente! Penso que deveria ter sido dado um ênfase, nomeadamente na questão do coração, pois o título (e o subtítulo) me induziram a fazer já um grande filme sobre isso, quando afinal nem o era...

O desfecho foi rápido de mais. Estava eu a 10 páginas do fim e todo aquele clímax deu-se como um raio, intenso mas demasiado acelerado, a autora podia ter debruçado em maiores pormenores e ter estendido a evolução dos acontecimentos. Também achei que as mortes de Natalie e Jamie poderiam ser explicadas de melhor forma afim de convencer totalmente o leitor.

Para finalizar, fico curiosa em conhecer as opiniões dos seguidores e fico satisfeita em conhecer os livros de MHC categorizados como os melhores, pois certamente que não vou perder a oportunidade de os ler.

Recomendo este livro sem reservas, constitui um bom momento de leitura.