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domingo, 18 de novembro de 2018

Alex Dahl - O Rapaz à Porta [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: O Rapaz à Porta é um thriller peculiar na medida em que se desenvolve a partir de uma situação que considerei controversa e inverossímil. Aproveito para vos perguntar o que fariam se encontrassem um menino aparentemente esquecido. Levá-lo-iam à Polícia ou fariam como a Cecilia, a protagonista do livro, e acolhê-lo-iam na vossa casa?

Creio que, desta forma, o juízo mais imediato sobre esta Cecilia seria, provavelmente, uma admiração perante o seu extremo altruísmo contudo, o aparecimento deste rapaz, o Tobias, é o rastilho para a descoberta de várias mentiras e esqueletos no armário da protagonista, constituindo aquele que considerei um dos melhores elementos da trama.
Ainda que a história se projecte sobre esta personagem pejada de segredos, há uma outra figura feminina de importância fulcral: Annika. Numa primeira análise, é-nos difícil visualizar o elo de ligação entre as duas mulheres contudo, à medida que a trama se desenvolve, a relação entre ambas, bem como o denominador comum, o Tobias, estreita-se de forma surpreendente.

A trama é narrada sob três perspectivas: Cecilia, Annika e o pequeno Tobias que pouco mais adianta do que o estranho contexto familiar que conhece.
Considerei curiosa a forma como a autora desenvolveu a perspectiva de Annika, maioritariamente sob formato epistolar, em que nos dá a conhecer a sua trágica história de vida. Já Cecilia, sendo claramente uma narradora não fiável, apresenta uma característica que prezo nestes thrillers psicológicos: a dificuldade em distinguir o que é verdade e o que é mentira.

É, portanto, uma história cujo desenvolvimento é deveras intrigante e manteve-me expectante até ao final, altura em que me senti ligeiramente decepcionada. Ainda que tenha considerado o ponto de partida da história como inverossímil, fui tentando abstrair-me desta percepção no decorrer da leitura, contudo o desfecho foi igualmente irreal.

Ainda que aponte estes pontos menos positivos, não posso negar que O Rapaz à Porta me tenha proporcionado uma leitura agradavelmente intrigante e algo tensa, sensação que se deve à abordagem de temas genuinamente complexos como as pressões face à maternidade ou o vício ligado a estupefacientes.

Em suma, tratou-se de uma leitura que me entreteve, não obstante os pontos negativos já mencionados, sendo um título que, dentro do subgénero de thriller doméstico, acaba por se destacar por nos oferecer um prisma diferente do habitual, pois ao invés de se focar na relação entre um casal, no caso em apreço o foco centra-se, sobretudo, nas complexidades das duas personagens femininas principais, motivo pelo qual desafio os meus leitores a mergulhar nesta história.


terça-feira, 30 de outubro de 2018

Araminta Hall - A Nossa Forma de Crueldade [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 30 Outubro 2018

               Título Original: Our Kind of Cruelty
               Preço com IVA: 17,77€ 
               Páginas: 304
               ISBN: 9789897770975

Uma viagem alucinante e viciante pelas trevas do amor obsessivo.
Um thriller insidioso sobre Mike, um homem controlador, manipulador e mau, que forma um plano pérfido contra Verity, a mulher que supostamente adora.

Este género de amor tóxico, que conduz à obsessão, está muito bem descrito no livro e a autora dá-nos acesso à mente retorcida de um stalker.

O passado de Mike teve uma forte repercussão na formação da sua personalidade. Filho de pais alcoólicos e abusivos acabou por entrar no sistema e foi retirado aos pais. Como consequência, também bebe e transforma-se num adulto com problemas, socialmente desajeitado e com uma certa reserva sobre o sexo feminino.

A crescente ambiguidade no livro sobre se de facto Verity manipula Mike deve-se à intenção da autora em se concentrar na perseguição de mulheres que são vítimas de stalking.

Sinopse: Esta é uma história de amor. A história de amor de Mike. Porque, para Mike, sem dúvida de que se trata de uma história de amor.
Mike e Verity têm um jogo especial. O Jogo do Desejo. Eles jogam para provar o que já sabem: que Verity ama Mike.
Que ela precisa de Mike. Não interessa que ela não responda aos seus e-mails ou telefonemas. Não interessa que lhe diga que vai casar com Angus.
Faz tudo parte do jogo secreto que costumavam jogar. E Mike, observando V de mais perto, vê os sinais. Se acompanhar cada movimento dela, ele saberá quando precisará de ser salva, pois é um homem obcecado pela ideia do romance apaixonado que viveram; e que ainda não terminou.

Sobre a autora: Araminta Hall é autora de Everything and Nothing. Tem um MA em escrita
criativa e da Universidade de Sussex e dá aulas no New Writing South in Brighton, onde vive com o marido e três filhos.
Our Kind of Cruelty é o primeiro livro publicado nos EU.

Imprensa
«Uma história de obsessão e auto-ilusão, bem como a dor que a paixão intensa pode trazer é perturbadora e emocionante.»
Daily Mail

«Um suspense psicológico intenso e sinistro. A reprodução de Hall da mentalidade e comportamento de um perseguidor é assustadora.»
Library Journal

«Um dos thrillers mais perturbadores que já li, em suma, adorei do princípio ao fim arrepiante.» 
Gillian Flynn

«Um thriller psicológico diabolicamente inteligente. Hall força os leitores a considerar as suas atitudes em relação ao sexo oposto.»
The Guardian
 

domingo, 30 de setembro de 2018

Alex Dahl - O Rapaz à Porta [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 2 Outubro 2018

               Título Original: The Boy At The Door
               Preço com IVA: 18,85€ 
               Páginas: 336
               ISBN: 9789897771248

Um thriller profundo, inteligente e obscuro. Uma história viciante com um fim surpreendente.
É impossível parar de ler esta história de segredos de família que mantém o suspense até ao fim.
Com uma caracterização das personagens excepcional e uma tensão extraordinária.
O Rapaz à Porta tem um toque de policial nórdico e um pano de fundo numa pacífica cidade escandinava, onde a violência nunca aconteceu, em que uma rede de mentiras tão densa, que quase se torna impenetrável, irá abalar não só a cidade como também a comunidade.

Sinopse: Ela tem a vida perfeita. Ele não tem lá lugar. O que seria capaz de fazer para ter a vida perfeita? Mentiria? Enganaria? Ou... mataria?
Cecilia Wilborg tem a vida perfeita: um marido atraente, duas bonitas filhas e uma grande casa em Sandefjord, uma cidade que parece tirada de um bilhete-postal. Ela esforça-se para manter tudo como está, pois um erro do passado pode destruir-lhe o presente.
Annika Lucasson vive uma vida sombria com o namorado abusivo e traficante de drogas. Já perdeu tudo muitas vezes e agora tem uma última oportunidade de se salvar, graças a Cecilia. Mas, Annika conhece o seu segredo e o que Cecilia está disposta a fazer para que tudo acabe.
Então aparece Tobias, um rapaz de oito anos, sozinho e sem amigos. Mas que ameaça fazer desmoronar o mundo de Cecilia. O quer ele dela?

Sobre a autora: Alex Dahl nasceu em Oslo.
Tem um bacharelato em Linguística Russa e Alemã e um mestrado em Escrita Criativa pela Bath Spa University. Vive entre Londres e Sandefjord.

Imprensa
«Dahl delineia sem piedade o preço de viver numa sociedade que insiste em que as mulheres devem apenas tentar ser mulheres e mães perfeitas em paralelamente com carreiras de êxito também, ou serão levadas a sentir que nunca são boas o suficiente.»
Publishers Weekly

«Uma teia emaranhada, magistralmente construída e a receita certa para os fãs do género.»
Booklist

«Atmosférico e muitíssimo bem escrito... combina personagens complexas e credíveis com um enredo de partir o coração e de nos levar ao limite.»
Mary Torjussen

«Esplêndido, impressionante... um enredo extraordinário; intrincado e complexo com segredos sombrios surgindo inesperadamente. Uma história viciante com um fim surpreendente.»
Alexandra Burt, autora best-seller de Remember Mia e The Good Daught


terça-feira, 25 de setembro de 2018

Olivier Truc - Quarenta Dias Sem Sombra [Opinião]



Sinopse: AQUI

Opinião: Recordam-se da autora Asa Larsson cujos romances policiais tinham lugar em Kiruna? Pois devo dizer que Quarenta Dias Sem Sombra, por se passar na Lapónia, fez-me lembrar algumas das obras desta autora sueca. Há neste caso, no entanto, uma particularidade: o autor, Olivier Truc, não é de origem escandinava, embora a obra deixe transparecer um excepcional conhecimento daquela região.
Numa iniciativa da editora, tive oportunidade de privar com o autor e este relatou algumas das experiências que vivenciou no local, despertando em mim ainda maior curiosidade sobre esta história.

Decididamente creio que o fascínio deste livro reside no ambiente. Deliciei-me com o clima ártico, com o fenómeno das auroras boreais, bem como com os elementos da cultura da Lapónia. Atrevo-me igualmente a afiançar que a sensação de estar naquele local é palpável devido ao poder das descrições.
Tenho conhecimento que, junto ao Ártico, os Invernos são tão rigorosos que os habitantes não vêem o Sol. No que concerne à trama foi precisamente durante um destes períodos de escuridão polar, ao final de quarenta dias, em Kautokeino, que um tambor ancestral foi roubado do museu onde, em breve, seria exposto. Os polícias Klemet Nango e Nina Nansen são convocados a investigar este invulgar caso, em conjunto com as autoridades locais. 

Antes de mais, achei curioso que Klemet e Nina sejam agentes de uma polícia característica da zona, a polícia das renas. Esta visa, sobretudo, mediar os conflitos no seio da comunidade Sami, que é muito ciosa com as suas renas. Interessante não? Conseguem perceber porque é que eu fiquei fascinada com o cenário desta obra?
Embora o protagonismo seja atribuído a ambas as personagens, confesso que senti uma maior proximidade com o personagem masculino. No meeting com o autor, ele revelou que a sua segunda obra se debruça sobre Nina, o que me deixou bastante satisfeita pois irei, certamente, gostar de ver esmiuçado um pouco mais sobre o passado da protagonista feminina.

No que concerne à componente policial, confesso que considerei o ritmo um pouco moroso. Numa primeira análise, nem avaliei o roubo de um tambor como um elemento preponderante de um thriller, no entanto, sentia-me tão cativada com o ambiente e a cultura local que a leitura fluiu com grande interesse, percepção que se intensificou aquando a ocorrência de um homicídio. Este acontecimento aproximou esta obra da literatura policial convencional.

Considero que Quarenta Dias Sem Sombra vai muito além de um simples giallo com lugar na Escandinávia. Eu, que tantas vezes enveredo pelos policiais escandinavos ao ponto de crer que já conheço minimamente a cultura destes povos, fiquei rendida ao descobrir os costumes dos lapões. Não é, portanto, um livro que se adeque aos ávidos aficionados dos policiais gráficos, não obstante sentir que este é um livro rico em detalhes culturais que nos transportam para os ambientes gélidos da Lapónia.  

Em suma, pelas razões acima referidas, este policial de contornos peculiares e num cenário mais bucólico do que o habitual, agradou-me de sobremaneira, pelo que aconselho vivamente a leitura do presente título a todos aqueles que procuram uma obra que mescle os detalhes de uma investigação policial, com aspectos etnográficos e culturais de um povo pouco conhecido entre nós.


terça-feira, 18 de setembro de 2018

Olivier Truc - Quarenta Dias Sem Sombra [Divulgação Planeta]



Data de publicação: 18 Setembro 2018

               Título Original: Le Dernier Lapon
               Preço com IVA: 19,95€ 
               Páginas: 440
               ISBN: 9789897770180

Numa paisagem incrível, personagens cativantes e fortes levam-nos aos limites da hiper-modernidade e da tradição de um povo que luta pela sua sobrevivência cultural.
Um policial magnífico e intenso, escrito por um autor de estilo directo e vigoroso que conhece bem a região de que fala.

Olivier Truc é jornalista e correspondente do Le Monde e do Le Point, em Estocolmo.
Especialista nos países nórdicos e bálticos, o autor conhece bem a região que tem como pano fundo este policial magnífico e intenso, escrito num estilo directo e vigoroso

A crítica internacional aclamou este policial e chega a referir-se a ele como um fascinante estudo antropológico com um procedimento policial convincente, que leva o leitor a mergulhar no estilo de vida dos pastores de renas sami no Norte da Lapónia, uma cultura antiga sob a pressão do mundo moderno. 

Este lugar aparentemente tranquilo perto do Ártico irá revelar-se uma terra de conflitos, mistérios e ódios ancestrais.
Um mistério intenso que o autor vai revelando, lentamente, ao longo das mais de 400 páginas, ao mesmo tempo que revela o papel que países como a Noruega e a Suécia tiveram durante o nazismo, com numerosos colaboradores infiltrados.

Sinopse: Kautokeino, Lapónia Central, 10 de Janeiro. Noite polar, frio glacial.
Amanhã o Sol, desaparecido há quarenta dias, vai renascer.
Amanhã, entre as 11 h 14 m e 11 h 41 m, Klemet voltará a ser um homem, com uma sombra. Amanhã, o Centro Cultural vai expor um tambor de xamã oferecido por um companheiro de Paul-Émile Victor. Mas o tambor é roubado durante a noite. As suspeitas irão desde os fundamentalistas protestantes aos independentistas samis. A morte de um criador de renas não contribui para melhorar a situação.
A Lapónia vai revelar-se uma terra de conflitos, de cóleras e de mistérios. Klemet, o lapão, e Nina, a jovem colega de equipa, agentes da polícia das renas, lançam-se numa investigação frustrante.
Mas, em Kautokeino, ninguém gosta de quem faz ondas. Ordenam-lhes que voltem às patrulhas de motoneve pela tundra e à pacificação das eternas querelas entre criadores de renas.
Os mistérios do 72.o tambor vão alcançá-los. Porque confiou, em 1939, um dos guias samis à expedição francesa aquele tambor? De que mensagem era portador? Que contam os joïks tradicionais que o velho tio de Klemet canta? Que vem fazer à aldeia aquele francês que gosta demasiado de raparigas muito novas e que parece conhecer tão bem a geologia da região? A quem se dirigem as orações da piedosa Berit? Que esconde a beleza selvagem de Aslak, que vive à margem do mundo moderno com a sua mulher meio louca?

Sobre o autor: Olivier Truc é jornalista desde 1986, vive desde 1994 em Estocolmo, onde é correspondente do Le Monde e do Le Point. Especialista nos países nórdicos e bálticos, é também documentarista. Autor da biografia L'Imposteur (Calmann- Lévy), este é o seu primeiro romance.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Rentrée 2018 [Planeta]

QUARENTA DIAS SEM SOMBRA, Olivier Truc
Setembro
Vencedor de 22 prémios literários. O aclamado e premiadíssimo romance de estreia do autor francês Olivier Truc é um policial étnico fascinante que nos leva a uma terra misteriosa, a Lapónia, e à descoberta da cultura e do povo Sami, um dos últimos povos indígenas da Europa, quase desconhecidos e em risco de desaparecerem.
Olivier Truc é jornalista e correspondente do Le Monde e do Le Point, em Estocolmo.
Especialista nos países nórdicos e bálticos, o autor conhece bem a região que tem como pano de fundo este policial magnífico e intenso, escrito num estilo directo e vigoroso.

A NOSSA FORMA DE CRUELDADE, Araminta Hall
Setembro
Um romance profundamente inquietante onde um jogo secreto entre amantes tem consequências mortais. Este tipo de amor tóxico que conduz à obsessão, está muito bem descrito no livro e a autora dá-nos acesso a uma mente retorcida de um stalker.

O RAPAZ À PORTA, Alex Dahl
Outubro
Um thriller psicológico muito poderoso que é obra de estreia desta escritora norueguesa.
Um livro muitíssimo bem escrito, com uma excepcional caracterização das personagens e tensão do suspense muito bem conseguida. É obscuro, inteligente e emocionante, é impossível parar de ler. Numa pacífica cidade escandinava onde a violência nunca aconteceu uma rede de mentiras tão densa que quase se torna impenetrável irá abalar não só a cidade como também a comunidade. 


quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Phoebe Locke - O Homem Nas Sombras [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Envolto numa excelente campanha de marketing, O Homem Nas Sombras foi um livro que me suscitou a atenção logo desde o primeiro instante. Além disso, foi para mim um prazer privar com a autora, Phoebe Locke, pseudónimo de Nicci Cloke, num evento organizado pela editora Planeta, à qual endereço os meus agradecimentos.
O encontro com a referida autora aumentou exponencialmente a minha expectativa para com a presente obra.

A premissa do livro é bastante interessante pois assenta num mito urbano, o do Slenderman ou Tall Man, que foi alvo de dois filmes (o segundo estreará no nosso país para o mês que vem). Confesso que estas lendas, com enfoque no terror e no folclore local, me deixam muito curiosa, daí estava em crer que a presente obra consubstanciava uma história poderosíssima.
Contudo, e sendo eu fã de filmes de terror, tenho já uma fasquia elevada no género pelo que, lamentavelmente, confesso que não senti esta componente de uma forma tão intensa quanto esperava. 

A acção subdivide-se em três momentos temporais: em 1990, Sadie, ainda criança, está no bosque com amigas e faz um pacto. Em 2000, esta personagem e Miles descobrem que vão ter uma menina e actualmente, em 2018, a filha de Sadie, Amber, está envolvida nas gravações de um documentário sobre a sua condenação por homicídio. 
Portanto o mistério principal que a autora propõe consiste em saber como se interligam estas três subnarrativas e, pessoalmente, enquanto lia, ia-me questionando se Amber cometera o crime, de facto, e qual seria a sua motivação. Um simples mito urbano poderia conduzir uma adolescente a um destino tão trágico?

Devo confidenciar que não gostei tanto da obra como esperava. Achei a trama demasiado morosa, repleta de pormenores que, salvo melhor opinião, considerei pouco relevantes para a história e eu, definitivamente, aprecio narrativas com um ritmo mais frenético.
Além disso, pensei que a narrativa se cingisse mais ao género de terror, ao estilo de O Homem de Giz, o que não aconteceu. Culpa novamente das minhas expectativas.

Além disso, consegui identificar algumas vulnerabilidades no enredo. Ainda hoje subsiste a dúvida: este Tall Man existiria de facto ou seria apenas um mito que motivou toda a história de Sadie? Creio que carecia de uma explicação mais aprofundada. 
No que concerne ao desfecho, devo confidenciar que considerei o mesmo anticlimático. Esperava um final mais intenso.

Em suma, apesar de ter gostado imenso da autora Phoebe Locke, pela sua simpatia e simplicidade, talvez por isso, aumentando as expectativas para esta leitura, infelizmente não apreciei o livro quanto gostaria. Contudo reconheço que esta leitura foi desafiante na medida em que me senti impelida a pesquisar sobre este mito que desconhecia até então. 


segunda-feira, 2 de julho de 2018

Phoebe Locke - O Homem Nas Sombras [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 3 Julho 2018

               Título Original: The Tall Man
               Tradução: Cristina Vaz
               Preço com IVA: 18,85€
               Páginas: 328
               ISBN: 9789897770883


UM THRILLER QUE FICARÁ NA MEMÓRIA PARA SEMPRE!
Um livro inteligentemente escrito que tem uma premissa de história invulgar, repleto de personagens perturbadoras, com um ritmo febril que mantém o leitor agarrado à leitura.
Baseado no caso mediático de Slender Man/Tall Man, que ocorreu em 2014, quando uma criança de doze anos nos EUA foi esfaqueada dezanove vezes por outras duas crianças da mesma idade com o intuito de impressionar a lenda urbana do Tall Man. No início deste ano, uma das agressoras foi condenada à pena máxima de quarenta anos de internamento
num hospital psiquiátrico.
Inspirado por esta inquietante tentativa de assassínio, é uma leitura emocionante, bem escrita e perturbadora.
Um romance que se destaca pela originalidade e ousadia.
As personagens são complexas e profundas e a narrativa está descrita na perspectiva de três mulheres que unem a história.
O filme Slender Man inspirado no livro e produzido pela Sony, estreia em Portugal a 23 de Agosto.


Sinopse: Um assassínio sem sentido. Uma lenda maléfica. Uma família perseguida.
1990: Nas profundezas da floresta, três raparigas consagram-se a uma figura sinistra.
2000: Uma jovem mãe desaparece, abandonando o marido e a filha bebé.
2018: Uma adolescente é acusada de assassínio e o seu julgamento chocará o mundo.
Três acontecimentos arrepiantes ligados pela sombra que ele lança. Ele é o Tall Man. Ele pode fazê-lo sentir-se especial.
Um romance que se destaca pela originalidade e ousadia e por um fim verdadeiramente inesperado. 

A HISTÓRIA DO LIVRO 
Greta é produtora-assistente de um documentário sobre a mediática adolescente Amber Banner e é incumbida de a conhecer e travar amizade com ela, por forma a que as filmagens corram bem. Não é uma tarefa que lhe agrade pois Amber não é muito aberta, é recatada, cheia de subterfúgios e não demonstra remorsos.
Os pais de Amber, Milo e Sadie, conheceram-se na Universidade e Sadie ficou grávida acidentalmente, e decidem ter o bebé. No entanto, Sadie pouco tempo depois de a criança nascer começa a portar-se de forma estranha: Milo confronta a mulher e ela diz-lhe que Amber foi amaldiçoada. Sadie desaparece na manhã seguinte e apesar de todos os esforços não é encontrada. Quinze anos mais tarde aparece de súbito, e regressa para a vida familiar.

O MITO SLENDER MAN ou TALL MAN 
É considerado o primeiro grande mito da Web e mesmo sabendo que as lendas urbanas são histórias inventadas por outras pessoas, às vezes é inevitável não recear algumas. A prova é o Slender Man, uma das lendas mais famosas e terríveis de todos os tempos. É uma personagem fictícia criada por Eric Knudson em 2009. É descrito como um homem magro, anormalmente alto, enigmático e perverso com cabeça branca e que veste de preto. É apresentado como perseguidor ou raptor de pessoas, sobretudo crianças.

Sobre a autora: Phoebe Locke é o pseudónimo da escritora Nicci Cloke.
Trabalhou na Faber Academy e o seu primeiro romance, Someday Find Me, foi publicado pela Fourth Estate em 2012 e o segundo Lay Me Down pela Cape em 2015.
Vive e escreve em Londres. Com O Homem nas Sombras estreia-se no thriller.


Imprensa
«Excepcional! Um thriller arrepiante, implacável e viciante que ficará por muito tempo na memória.»
Cara Hunter, autora best-seller de close to Home

«Desde que comecei a ler que queria saber a verdade sobre o Tall Man. Era mesmo real? O que obrigou as pessoas a fazer? Não consegui parar de ler até saber. Uma leitura compulsiva, original e inquietante, e em que ficamos a pensar muito depois de acabarmos.»
Amy Engel, autora de The Roanoke Girls

«Brilhante, arrepiante e de leitura compulsiva. Não consigo parar de pensar no livro!»
Karen Hamilton, autora de The Perfect Girlfriend

«Se é dos que lê apenas um thriller psicológico por ano, então leia o livro de Phoebe Locke. Uma lenda arrepiante, o desaparecimento de uma jovem mãe e uma adolescente condenada por assassínio... Uma narrativa repleta de mistério, tensão obscura, o melhor é ver debaixo da cama antes de apagar a luz! O Homem nas Sombras tem de entrar na sua lista de compras no mês de Julho!»
Culturefly


segunda-feira, 18 de junho de 2018

Gabriel Magalhães - Os Crimes Inocentes [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 19 Junho 2018

               Preço com IVA: 17,95€
               Páginas: 408
               ISBN: 9789897770876

Do mesmo autor do polémico e provocatório ensaio Como Sobreviver a Portugal continuando a ser Português, chega agora um romance cheio de ironia que é também uma crítica impiedosa ao modus operandi das elites portuguesas e um retrato dos alpinistas sociais, ávidos de reconhecimento e poder. 

A estreia auspiciosa de Gabriel Magalhães, reputado professor catedrático de Literatura, no género policial.
Uma intriga subtil sobre os bastidores do poder político e os meandros da cultura que decorre nalguns dos mais emblemáticos e belos lugares de Lisboa. Personagens fortes, um protagonista atípico
e um piscar de olho à história.

Um livro inteligente e divertido que ajuda a perceber a sociedade portuguesa e as suas elites, a partir de uma sucessão de crimes que assentam na ganância, vaidade e desejo de poder.

Uma obra que percorre os lugares mais emblemáticos de Lisboa, do Museu dos Coches à Praça Luís de Camões, da Estrela ao Parque das Nações. Um panorama irónico dos bastidores da cultura e da política, com os seus jogos e guerras, e um retrato lúcido do povo que lava no rio.

Um olhar crítico e divertido sobre um país que não perdoa a diferença.
Ironia das ironias: os crimes serão desvendados por uma mulher banal, a anti heroína. Rosário, filha de emigrantes que vive de empregos precários vai revelar-se o cérebro da investigação. Pelo caminho, não faltam peripécias e sobressaltos históricos como a célebre queda de Salazar da cadeira.

Sinopse: Um crime no Museu dos Coches.
Uma jovem historiadora transformada em detective.
Um político ambicioso que se senta na cadeira de Salazar.
Um homem aparece assassinado no salão principal do Museu dos
Coches com uma lança atravessada no ventre. Ao longo dos dias seguintes, morrem misteriosamente mais pessoas.
Quem é o serial killer por trás de tudo isto? Rosário do Amaral, uma filha de emigrantes que vive de empregos precários, vai revelar-se o cérebro da investigação.

Sobre o autor: Gabriel Magalhães (Luanda, 1965) é professor de Literatura na Universidade da Beira Interior, tendo também dado aulas em Espanha – país onde viveu muitos anos e onde fez o seu doutoramento.
É autor de vários livros de ficção e não ficção - Como Sobreviver a Portugal continuando a ser Português, Planeta, 2014.
Em 2009 ganhou o Prémio Revelação da APE.


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Arto Halonen & Kevin Frasier - O Anjo-da-Guarda [Divulgação Planeta]

Data de publicação: 5 Junho 2018

               Título Original:
               Preço com IVA: 18,80€ 
               Páginas: 304
               ISBN: 9789897770722

O Anjo-da-Guarda é um impressionante thriller psicológico baseado numa história real que desconcertou a Dinamarca na década de 1950 e que se distinguiu pelo facto de ser usado sugestão hipnótica em assaltos e assassínios.
 
Os autores, Arto Halonen (director de cinema/guionista) e Kevin Frasier (romancista, escritor de ficção e ensaísta) juntaram-se para escrever um livro extraordinário, fundamentado numa história única e que levanta questões modernas sobre a capacidade de manipulação sobre as pessoas e os efeitos psicológicos das novas tecnologias e
possibilidades reais de anular as diferenças entre o bem e o mal.
Arto Halonen foi uma das poucas pessoas no mundo que teve a possibilidade de entrevistar Hardrup em Junho de 1997, num pequeno apartamento em Copenhaga.

O Anjo-da-Guarda está apoiado nos milhares de páginas do processo de julgamento na
Dinamarca, tendo sido feita pelos autores uma investigação exaustiva.

Sinopse: Em 1951, um homem caminha pelas ruas de Copenhaga como se estivesse sem rumo. Palle Hardrup dirige-se para um banco, dispara contra o gerente e um funcionário e foge com o dinheiro. Quando é preso e interrogado afirma não se lembrar de nada e as testemunhas oculares corroboram que ele parecia estar numa espécie de transe.
O investigador Anders Olsen descobre que quando Palle cumpria pena de prisão esteve na
mesma cela do carismático Björn Nielsen. Juntos, fizeram yoga e meditação – e Olsen começa a suspeitar que Nielsen o hipnotizou e lhe ordenou que roubasse o banco. Anders também suspeita que Nielsen é o misterioso Anjo-da-Guarda, que Palle afirma que lhe envia mensagens de Deus.

Mas este homem foi um ex-colaborador nazi e tudo indica que de facto, alguém quer que
arque com as culpas. Quanto mais investiga mais a sua saúde mental começa a entrar em
colapso com as maquinações que vai descobrindo e com a hipótese aterradora de alguém
poder manipular outra pessoa para cometer um crime.

Sobre os autores: 
Arto Halonen é um director de cinema e guionista, conhecido pela sua vincada consciência
social em relação aos seus objetivos. É uma das poucas pessoas no mundo que entrevistou o assassino Palle Hardrup.

Kevin Frazier é um romancista, escritor de ficção, ensaísta e revisor que mora em Helsínquia. As colaborações anteriores entre Halonen e Frazier incluem o premiado documentário Shadow of the Holy Book.


terça-feira, 22 de maio de 2018

Ana Saragoça - Todos Os Dias São Meus [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Um policial delicioso é o que me apraz dizer desta obra, a primeira, pelo que pude apurar, de Ana Saragoça. É também uma história invulgar na medida que se desenrola sobre vários questionários aos moradores de um prédio. Assim, o ponto forte da trama reside, precisamente, no desenvolvimento das personagens. 

O crime tem lugar no elevador do prédio e é um acontecimento marcante, embora descrito com grande sensibilidade. Até alguns momentos de cariz mais eróticos são descritos com requinte, o que me cativou na escrita da autora.
Portanto, fãs de tramas fortes, repletas de violência, sentir-se-ão desapontados, não obstante achar que o tom irónico com que é escrita a história supera esta avidez de elementos gráficos. 

Sobre as personagens, a componente que mais gostei na obra, tenho algumas considerações a fazer, 
Começo, evidentemente, por falar na porteira. Um retrato tão real e caricato das antigas porteiras que se inteiravam pela vida dos residentes. As suas considerações são castiças e, decididamente, foram nos seus testemunhos que eu esboçava sorrisos. Uma sensação que não costumo ter aquando leio policiais.
Outro aspecto que achei incomum é a desvalorização do detective, personagem que assume maior relevância nas tramas policiais. Aqui, a identidade deste é praticamente irrisória, fazendo com que os possíveis suspeitos manifestem um papel fulcral no deslindar deste invulgar caso. 
Confesso que à medida que ia folheando as páginas, tornava-se tão impreterível saber mais sobre as personagens como a resolução do crime.

Todos os Dias São Meus é um livro muito interessante, que retrata a sociedade portuguesa, de uma forma caricata. Com pouco mais de 100 páginas, é uma obra que pode ser lida numa assentada. Além de nos arrancar algumas gargalhadas, o suspense não se desvanece e promete umas horinhas de bom entretenimento. 

Segundo constatei, Todos os Dias São Meus já fora publicado e passou-me ao lado. Em boa hora, a editora Planeta reeditou esta obra. Foi uma boa surpresa. E o mais importante, é nacional! 


segunda-feira, 16 de abril de 2018

Amy Lloyd - A Mulher Inocente [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 17 Abril 2018

               Título Original: The Innocent Wife
               Preço com IVA: 18,85€
               Páginas: 312
               ISBN:9789897770449

Uma história arrepiante baseada num caso real, que foi o suporte de dois documentários para a TV: Paradise Lost e West of Memphis. 

Um thriller que explora as fragilidades humanas e como as influências exteriores, que podem ser enganadoras, fazem com que possamos tomar decisões precipitadas e sem nexo.

Sinopse: Uma mulher obcecada que quis acreditar que um assassino era inocente e que coloca a vida em risco, porque acreditou num conto de fadas.
A história deste thriller é perturbadora e real.
Há vinte anos Dennis Danson foi preso pelo brutal assassínio de uma jovem na Florida, no condado de Red River.
Na actualidade é o assunto de um documentário resultante de um frenesi online para descobrir a verdade e libertar o homem que foi injustamente acusado.
A muitos quilómetros, em Inglaterra, Samantha é obcecada pelo caso de Dennis e começa a corresponder-se com ele.
Sam depressa cai enfeitiçada pelo charme e bondade que ele tem para com ela. Decide rumar a Red River, para trabalhar na sua libertação e casar com ele.
Mas quando a campanha é bem-sucedida e Dennis é libertado, Sam começa a descobrir pormenores que sugerem que afinal ele pode não ser assim tão inocente.
Mas como confrontar o marido quando não se quer descobrir a verdade?

Sobre a autora: Estudou Inglês e Escrita Criativa na Cardiff Metropolitan University.
Venceu o Daily Mail First Novel com A Mulher Inocente em 2016.
Vive em Cardiff, no País de Gales, com o companheiro e dois gatos.


Imprensa
«Adorei A Mulher Inocente, bem feito e convincente. Manteve-me a adivinhar e embrenhada! 5 estrelas!»
C.J. Tudor, autora de O Homem de Giz 


«Hábil, inteligente e muito oportuno.»
The Sunday Mirror 

«Escrito com coragem, o livro capta com habilidade a natureza da obsessão e as suas consequências e culmina num clímax que Patricia Highsmith teria admirado.»
The Daily Mail

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Ana Saragoça - Todos os Dias São Meus [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 6 Março 2018

               Preço com IVA: 14,41€
               Páginas: 112
               ISBN:

Um thriller português que nos faz rir? Não é piada, é a sério. E ainda tem personagens inesquecíveis, diálogos certeiros e um crime no elevador.
Um livro cheio de inteligência e humor que explora os tiques e as vicissitudes de personagens que todos reconhecemos do prédio, do local de trabalho ou até mesmo das nossas amizades.
É raro a literatura portuguesa apresentar uma mistura tão fina de sensibilidade e ironia. Mais ainda quando garante uma grande dose de humor.

Sinopse: É suposto as porteiras verem, ouvirem e saberem tudo. Mas a deste romance, pelos vistos, foge à regra.
Quando uma jovem solitária é assassinada no elevador do prédio onde vive, a porteira, que tem um cão bulímico, suspeita imediatamente dos «cranianos» que afinal são moldavos.
A polícia vai provar que estava enganada. E interrogar todos os moradores: o engenheiro divorciado que enche a casa de mulheres, a namorada artista que inventa coreografias sexuais à Nove Semanas e Meia, os dois gémeos que passam as noites a brincar com o elevador ou o solitário jovem do Norte que veio à cidade vender óculos. 


Sobre a autora: Nasceu em Viana do Alentejo em 1966 e frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa. Formou-se como actriz na Escola Superior de Teatro e Cinema.
Estreou-se no romance em 2012 com um dos mais interessantes títulos do ano literário: Todos os Dias São Meus, agora relançado pela Planeta e que já foi considerado uma pérola esquecida da literatura nacional, pelo cunho de romance negro e retrato social.
Dramaturga, estreou as peças A Mãe da Noiva, Não Sou Eu, És Tu, no Teatro Rápido em 2012, e Sem Rede, pela Companhia de Teatro Chão de Oliva em 2013, tendo ainda lançado no mesmo ano, com a Planeta, o livro Quando Fores Mãe Vais Ver, uma pérola do folclore materno, onde desfia frases conhecidas de todos e revela uma escrita repleta de humor.
Estreia em 2018 o monólogo A Mãe da Noiva ou o Pranto de Maria Parva, interpretado por si.
Colabora ocasionalmente com a revista Egoísta.


Carme Chaparro - Não Sou Um Monstro [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 6 Março 2018

               Título Original: No soy un monstruo
               Preço com IVA: 18,85€
               Páginas: 328
               ISBN:

Com mais de 80 mil exemplares vendidos em Espanha, este livro é narrado de dois pontos de vista diferentes, de um modo totalmente original.
Desta forma, o leitor vai conhecendo as protagonistas com os seus defeitos e qualidades. Os capítulos são curtos, o que contribui para um ritmo crescente.
Uma detective e uma jornalista são as personagens principais deste thriller que tem como tema central um rapto de uma criança.
As desgraças alheias, o mórbido, o mundo do jornalismo e da literatura e a trama policial estão muito bem caracterizados, assim como a maternidade, com os medos, a perda e as responsabilidades, enriquecem a história e conferem-lhe profundidade.
Quer a estrutura da história como as surpreendentes e inesperadas reviravoltas na investigação estão justificadas de forma totalmente credível.
Carme Chaparro revela que começou a escrever o romance pelo fim, o qual foi inspirado - tal como o início da história – por algumas das notícias que apresenta nos blocos informativos da televisão espanhola.

Sinopse: Em apenas trinta segundos a sua vida pode transformar-se num pesadelo!

Se há alguma coisa pior do que um pesadelo é que esse pesadelo se repita. E entre os nossos piores pesadelos, poucos causam mais angústia do que uma criança que desaparece sem deixar rasto.
É o que ocorre no início deste romance: num centro comercial, no meio do bulício de uma tarde de compras, um predador mantém-se à espreita, à coca, escolhendo a presa que está prestes a arrebatar.

Essas poucas linhas, esses minutos de espera constituirão os derradeiros instantes de paz para os protagonistas de uma história a que os qualificativos comuns, «arrepiante», «impossível de largar», «surpreendente», ficam aquém, muito aquém, da realidade. Isto porque o que faz Carme Chaparro em Não Sou Um Monstro, o seu
primeiro romance, é levar ao limite as personagens e os leitores.
E nem eles nem nós sairemos incólumes desta experiência!


Sobre a autora: Carme Chaparro (Barcelona, 1973) é jornalista, com uma vasta e consolidada carreira como apresentadora e editora em serviços informativos de televisão.
Há vinte anos que está à frente das principais edições informativas do grupo Mediaset, nos Serviços Informativos Telecinco e Noticias Cuatro, onde cobriu os acontecimentos nacionais e internacionais mais destacados das últimas duas décadas.
A sua paixão pela leitura traduziu-se em paixão por escrever. Carme tem acumulado o trabalho em televisão com colaborações na qualidade de colunista para as revistas Yo Dona – onde possui um espaço semanal –, GQ e Mujer Hoy.
Também escreve no seu blogue no Yahoo.
Não Sou Um Monstro é o primeiro romance.


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

C. J. Tudor - O Homem de Giz [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: O Homem de Giz será publicado em Janeiro do próximo ano e creio que dará que falar.
Numa primeira análise, a obra relembrou-me o universo de Stephen King devido essencialmente às interacções de um grupo de miúdos nos anos 80. Foi, para mim, difícil dissociar esta dinâmica das crianças das influências de It ou O Corpo (cujo título original é Stand By Me, conto que integra a compilação Estações Diferentes). Por instantes, a cena inicial no parque de diversões até me recordou o Joyland.

Contudo, tenho para mim que a influência de King vai muito além das personagens, mostrando-se igualmente na escrita da autora. Este é o romance de estreia de C.J. Tudor e não lhe consigo apontar um defeito. Há um toque sombrio, pesado, que se acentua em algumas cenas mais fortes. As figuras de giz que antecedem grandes acidentes poderiam constituir uma história de terror ao estilo de King. A escrita é irrepreensível e a história cativou-me logo nas primeiras páginas.

Desenrolando-se em dois tempos, 1986 e 2016, a trama debruça-se sobre Eddie e o seu grupo de amigos. Para quem, tal como eu, nasceu nos anos 80, é fácil sentir alguma nostalgia. A par da incursão àquela que considero uma década fascinante, a forma como a história é contada é deveras cativante. Há um desenrolar de segredos no passado com repercussões no presente. A autora apanhou-me desprevenida em várias situações.
Logo nas primeiras páginas, o grupo de jovens descobre um corpo. Deslindar este crime foi verdadeiramente desafiante. E temi verdadeiramente quando outras situações surreais ocorreram sempre após o aparecimento das figuras de giz.
E não esqueço as personagens, com profundidade, com especial ênfase no protagonista, Eddie, um indivíduo peculiar.

Temia que este Homem de Giz fosse uma entidade sobrenatural e que o enredo enveredasse por um rumo menos verosímil. No entanto, os meus medos foram infundados uma vez que a explicação rege-se pela lógica. O final é super intenso e deixou saudades. Confesso que ainda me lembro, mesmo passados alguns dias de ter terminado esta leitura, das personagens e desta história tão sombria.
De certeza que quererei reler este livro um dia mais tarde.

Adorei esta obra pois tem tudo para ser uma grande aposta no género thriller no próximo ano. A roçar o terror, O Homem de Giz tem um nível elevado de suspense e fez-me revisitar a minha infância e o desfecho foi bastante satisfatório.
Ainda estamos muito longe de conhecer todas as apostas literárias de 2018 mas uma coisa é certa: O Homem do Giz estará, sem dúvida, entre os melhores.


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

C.J. Tudor - O Homem de Giz [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 16 Janeiro 2018

               Titulo Original: The Chalk Man
               Preço com IVA: 18,85€
               Páginas: 320
               ISBN: 9789896579937

Um fenómeno mundial que começou antes da Feira de Frankfurt 2016.
Direitos vendidos para 48 países.
Um thriller arrepiante de que todos irão falar.

Toda a gente tem segredos.
Toda a gente é culpada de alguma coisa.
E as crianças nem sempre são inocentes.

NINGUÉM FICARÁ INDIFERENTE
O livro de estreia de C. J. Tudor é um thriller com uma atmosfera densa e viciante que se passa em dois registos, em 1986 e nos nossos dias.
A história começa em 1986 e, após um hiato de trinta anos, o passado surge para transformar a vida de Eddie.
As influências de Stephen King e o toque de Irvin Welsh, conferem ao livro não só um tipo de narrativa diferente como um suspense ao limite.
O que contribui para que a história tenha um desfecho muito real e chocante. O Homem de Giz conta-nos a história de um grupo de crianças, não poupando nos pormenores sociais onde estão inseridas e em como as influências de famílias disfuncionais contribuem para exacerbar o imaginário infantil.

Sinopse: A história começa quando aos doze anos Eddie e os amigos tiveram contacto com o misterioso Homem de Giz. Uma personagem central na trama e Eddie será assombrado por ela.
As estranhas figuras de giz conduzem Eddie e os amigos a um cadáver de uma rapariga pouco mais velha que eles e esta descoberta irá marcá-los para sempre.
Tudo aconteceu há trinta anos, e Eddie convenceu-se de que o passado tinha ficado para trás. Até ao dia em que recebeu uma carta que continha apenas duas coisas: um pedaço de giz e o desenho de uma figura em traços rígidos.
À medida que a história se vai repetindo, Eddie vai percebendo que o jogo nunca terminou.

Sobre a autora: C. J. Taylor é natural de Salisbury e cresceu em Nottingham, onde ainda vive com o companheiro e a filha pequena. O seu amor pela escrita, em especial pelo macabro e pelo sinistro, manifestou-se desde cedo. Enquanto os jovens da sua idade liam Judy Blume, ela devorava as obras de Stephen King e de James Herbet.
Ao longo dos anos, envolveu-se em tarefas tão diferentes como jornalista estagiária, empregada de mesa e de loja, autora de textos radiofónicos, voz off, apresentadora de televisão, redactora publicitária e agora escritora. Vencedora da competição nacional de escrita de Twenty7, em 2016, O Homem de Giz é o seu livro de estreia.

Imprensa
«[Há] muito tempo que não tinha uma noite em branco devido a um livro. O Homem de Giz mudou isso. Muitos parabéns C. J Tudor!»
Fiona Barton, autora best-seller de A Víuva e O Silêncio

«Há muito tempo que não lia uma estreia tão impressionante. O ritmo foi perfeitamente delineado, as personagens desenhadas soberbamente e há uma sensação de desconforto que começa com o prólogo e cresce ao longo do livro. E esse fim é tão diferente que o livro merece ser um êxito.»
James Oswald, autor best-seller do Sunday Times da série Inspector McLean
 
«Que estreia impressionante! Que ideia tão hábil e engenhosa! Fiquei absorvida desde a primeira página. Adorei como as histórias de 1986 e as de hoje se unem e criam este fim inesquecível e inesperado. Apelativo, tenso e muito muito arrepiante. Este livro irá assombrá-lo!»
Claire Douglas, autora best-seller do Sunday Times de Irmãs
 
« C. J. Tudor brilha intensamente e apresenta uma história assustadora e vividamente imaginada. Muito mais do que um mistério de assassínio é uma exploração inteligente e aterrorizante dos laços e limitações das amizades de infância e de segredos que se recusam a permanecer enterrados. Apaixonei-me pela voz que nos guia no romance, Eddie, pensativo e solitário. Prepare-se para se surpreender uma e outra vez, até à última página!»
Michelle Richmond, autora de O Pacto



domingo, 10 de dezembro de 2017

Michelle Adams - Se Conhecessem A Minha Irmã [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Se Conhecessem A Minha Irmã é a obra de estreia de Michelle Adams.
Confesso que demorou a minha entrega ao livro. A minha percepção inicial relacionava-se com alguma incredulidade com a relação entre as duas irmãs. Compreendia perfeitamente que Elle e Irini não tivessem sido criadas juntas e, como consequência, ter gerado um fosso entre estas. Contudo, à medida que mergulhei nos acontecimentos passados, sob a forma de flashbacks, cada vez mais atribuía aquele ambiente sinistro a Elle e me pareciam óbvios os contornos da história. Enganei-me. A história acaba até por ter alguns volte-faces e, exceptuando os requintes de malvadez da vilã, certos aspectos até foram imprevisíveis.

Ainda sobre as personagens, é definida a fronteira entre a vilã e a heroína. Tudo aponta que seja Elle a antagonista e os vários (estranhos) acontecimentos corroboram a percepção do leitor. É, portanto, num cenário sombrio e entre uma animosidade por parte de Elle que a história se desenvolve.
À medida que me fui apercebendo dos segredos daquela família, sentia-me engolida naquele drama familiar. Razão pela qual considero que, a dado ponto, o leitor dificilmente perde o interesse pela trama.

Gostei da exploração em torno desta relação disfuncional entre irmãs. Embora a competição fraternal seja um ingrediente usado em várias narrativas, creio que esta se destaca pelas situações sombrias, aparentemente desencadeadas por Elle, fazendo o contraponto com uma submissão incomum por parte de Irini. A caracterização das irmãs teve um grande peso na história.

Lido com muito interesse, até porque não conseguia conter o meu entusiasmo com a vilã (confesso ser apreciadora de antagonistas com aquele nível de malícia), considerei que a componente de thriller psicológico quase se difunde no género de terror pois a certo ponto temi genuinamente por Irini. Gosto de livros sombrios, como este.

Já se passaram uns meses desde que li esta obra, ainda assim me recordo tão bem daquele final tão twisted e intenso. O clímax perfeito para uma história tão sombria e tortuosa. 

Em suma, Se Conhecessem A Minha Irmã destaca-se pelo cariz aterrador que pode caracterizar uma relação fraternal. Uma excelente sugestão de Natal, quiçá, para oferecer aos vossos irmãos/irmãs. 


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Fiona Barton - O Silêncio [Divulgação Editorial Planeta]


Data de publicação: 2 Novembro 2017

               Título Original: The Child
               Preço com IVA: 17,99€ 
               Páginas: 360
               ISBN: 9789896579425

Fiona Barton, jornalista de investigação - vencedora do prémio Jornalista do Ano pela British Press Awards -, que teve em mãos assuntos polémicos, como o Caso Maddie, serve-se magistralmente dos seus conhecimentos jornalísticos e de investigação
criminal.
Uma trama complexa, um narrador potente, uma escrita que prende o leitor até à última página e um desfecho inesperado e brilhante.
Concentrando-se no lado humano do jornalismo de investigação, a autora conta uma história sobre a vida de três mulheres e como destino as une e entretece um enredo de vida arrepiante.
Um enredo bem imaginado, narradores fortes e consistentes e personagens já conhecidas e de referência em A Viúva.
A jornalista Kate e o detective Sparkes regressam para desvendar mais um grande mistério a par de uma envolvente e misteriosa mulher.

Sinopse: Pode-se enterrar a história, mas não se pode esconder a verdade.
Quando um parágrafo num jornal revela uma tragédia com décadas, a maioria dos leitores quase nem se apercebe. Mas, para três estranhos, é impossível ignorar...
Numa demolição em curso de uma velha casa de classe média em Londres, um trabalhador descobre um esqueleto minúsculo, que parece estar enterrado há anos. Para a jornalista Kate Waters, é uma história que lhe chama a atenção. 

Escreve uma notícia para o jornal onde trabalha, mas sente que faltam muitas respostas, e a pergunta que lhe surge é: quem é o bebé sepultado?
À medida que Kate investiga, descobre ligações com um crime que abalou a cidade há anos: um bebé recém-nascido foi raptado da maternidade de um hospital local e nunca foi encontrado. Os pais ficaram devastados pela perda e ausência de respostas. Mas há muito mais nesta história e Kate investiga a casa e o passado das pessoas que moraram no bairro e que se recusam a falar do grande mistério do rapto da criança.
E Kate depressa se encontra na posse de segredos inesperados que surgem das vidas de três mulheres — e divididos entre o que ela pode e não pode contar...

Sobre a autora: Fiona Barton tem aprendido e trabalhado com jornalistas de todo o mundo. Foi jornalista principal do Daily Mail, editora de noticiário no Daily Telegraph e jornalista principal no Mail on Sunday, onde foi considerada a Jornalista do Ano pela British Press Awards.
A Viúva foi o seu primeiro romance e obteve excelentes críticas.
Natural de Cambridge, vive no Sudoeste de França.


Imprensa
«Fiona Barton escreveu de novo um livro magistral com O Silêncio,[...] conta a história de uma criança de uma forma única, como só ela consegue, brilhantemente.»
The Star Telegram 


«Tenso, tentador e, muito, muito gratificante ...definitivamente, uma das leituras obrigatórias do ano.» 
Lee Child