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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Hjorth & Rosenfeldt - O Castigo dos Ignorantes [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 4 Setembro 2018

               Titulo Original: De underkända
               Tradução: Elin Baginha
               Preço com IVA: 21,90€
               Páginas: 512
               ISBN: 9789896655556

Sinopse: O REGRESSO DE SEBASTIAN BERGMAN
A estrela de um reality show é encontrada morta numa escola, com um disparo na cabeça. Amarrado a uma cadeira de sala de aula, posicionado de frente para um canto, com orelhas-de-burro. Um exame longo, de várias páginas, pregado na parte de trás da cadeira. A julgar pelo número de respostas erradas, a vítima falhou no teste mais importante da sua vida.
Esta morte será o primeiro de uma série de assassinatos contra várias personalidades dos media e o Departamento de Investigação Criminal é chamado. Lutam para encontrar provas e finalmente Sebastian Bergman descobre pistas em chats e cartas anónimas publicadas em jornais. O autor das cartas opõe-se à falta de educação entre os modelos da nova geração e fala muito sobre os assassinatos. Sebastian desafia-o e fica claro que o seu oponente sem rosto tem informações sobre os assassinatos a que ninguém além da polícia —e do assassino —tem acesso.
Neste novo caso Sebastian Bergman e sua equipa enfrentam um serial killer complexo e tortuoso, que ameaça a própria existência da equipa. 

Sobre os autores: MICHAEL HJORTH nasceu em 1963 em Visby. Sempre amou filmes e livros e hoje é um dos guionistas e produtores mais talentosos da Escandinávia. É um dos fundadores da produtora de sucesso Tre Vänner, responsável pela primeira comédia de grande sucesso da Suécia assim como por alguns dos guiões dos filmes da série Wallander de Henning Mankell.

HANS ROSENFELDT nasceu em 1964 em Borås. Trabalhou como tratador de leões-marinhos, motorista, professor e actor até 1992, quando começou a escrever para a televisão. Escreveu guiões para mais de vinte séries e já foi apresentador de programas de rádio e televisão. É o criador da série sueca de maior sucesso - a premiada série policial Bron (“The Bridge”), reproduzida em mais de 170 países e com remakes nos EUA, com o mesmo nome, e em França (“The Tunnel”).



terça-feira, 31 de julho de 2018

Agustín Martínez - Monteperdido: A Vila das Meninas Desaparecidas [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 31 Julho 2018

               Título Original: Monteperdido
               Preço com IVA: 21,90€
               Páginas: 464
               ISBN: 9789896655532

Sinopse: Ana e Lúcia, duas amigas de onze anos de uma pequena aldeia dos Pirenéus, abandonam a escola e vão para suas casas. Mas nunca chegam ao seu destino. Ninguém mais as vê. Cinco anos mais tarde, entre os despojos de um acidente de carro, num desfiladeiro próximo a Monteperdido, aparecem o corpo de um homem e uma adolescente gravemente ferida e desorientada. É Ana, uma das meninas que desapareceu há muito tempo. Enquanto toda a aldeia tenta assimilar o rumo dos acontecimentos, o caso é reaberto. Quem é o homem morto? Quem está por trás do sequestro das meninas? Onde está Lúcia? E, o mais importante, ainda estará viva?
As respostas a estas perguntas escondem actos terríveis que muitos habitantes de Monteperdido lutam desesperadamente para manter em segredo.

Sobre o autor: Agustín Martínez nasceu em Lorca, Múrcia, em 1975. Formado em Imagem e Som pela Universidade Complutense de Madrid, iniciou a sua carreira profissional em publicidade, mas a escrita de guiões de ficção para televisão logo se cruzou no seu caminho. Actualmente, alterna este trabalho com a direção de programas e colaborações na rádio. Desde 1999, ano em que escreveu o seu primeiro guião, participou em muitas séries, às vezes como criador, outras como guionista.
O seu primeiro romance, Monteperdido - A Vila das Meninas Desaparecidas, foi uma estreia deslumbrante com excelentes críticas em todos os países onde já foi publicada - os direitos foram vendidos para mais de dez países. O seu segundo romance Mala Hierba também já está a ser traduzido para várias línguas.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Greer Hendricks & Sarah Pekkanen - A Mulher Entre Nós [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Mais um thriller doméstico, um subgénero em voga que me agrada bastante.
No entanto, tive duas situações com este livro que fizeram com que não tivesse desfrutado plenamente do mesmo. Um deles foi a leitura recente de A Conspiração da Senhora Parrish, pois achei os contornos da história extremamente similares. Ressalvo, no entanto, que ambos os livros abordam um tema que, pessoalmente, gosto de ver explanado na literatura.

O outro aspecto, este muito curioso e pessoal, relaciona-se com uma tentativa de ouvir o audiobook desta obra, contudo o facto de não me ter identificado com a narradora, levou-me a desistir. Coloquei-o então de lado com um palpite estranho sobre as duas mulheres que protagonizam a trama, Nellie e Vanessa. Achei que estava equivocada e atribuí essa percepção ao próprio audiobook. Quando comecei a ler em português, a leitura fluiu melhor e qual não é o meu espanto quando, sensivelmente a meio da trama, somos surpreendidos com uma reviravolta que muda o rumo desta narrativa. Era precisamente a minha sensação estranha! Fiquei estupefacta pois considero que era altamente improvável adivinhar este twist.
Por isso, estes dois pontos, inseridos numa perspectiva muito pessoal, claro, fizeram com que não apreciasse este livro como teria desejado.

Relevando esta percepção, vou então tecer alguns comentários relativamente à obra. Começo por dizer que é um suspense muito bem construído e alicerçado sobre a obsessão. A escrita flui de tal forma que não parece ser escrita por duas pessoas.

Somos introduzidos à protagonista Vanessa, destroçada devido à nova condição social, tenta, a todo o custo, impedir o casamento do ex-marido, Richard, com a nova noiva. Por outro lado, Nellie está entusiasmada com o facto de casar com o homem perfeito. Richard é tudo aquilo que ela sonhou.
Ora estamos a braços com uma trama pautada por uma forte presença feminina, o que me agrada. Numa fase inicial senti que estas mulheres tinham personalidades algo artificiais, um aspecto que valorizo na caracterização das personagens, pois confesso ter uma queda para protagonistas com carácteres que suscitem suspeita no leitor.

Posteriormente, após a tal reviravolta que mencionei, há uma mudança na história e esta converge para um rumo muito diferente, inviabilizando os nossos juízos sobre a trama até então. Gostei dos twists que as autoras nos iam presenteando, embora, como referi anteriormente, não conseguisse dissociar da história de um livro que li recentemente. 
O ritmo é um pouco moroso mas creio que atiça o suspense. Nunca perdi o interesse nem nos momentos dos flashbacks alusivos a Vanessa. Creio que trouxeram uma maior profundidade à personagem.

Sobre o final, considero que foi algo agridoce. O clímax da trama deixou-me satisfeita não obstante julgar que a intenção das autoras, com esta obra, era surpreender ao longo da trama e não nos instantes finais, como na grande parte dos thrillers.
Portanto, o desfecho foi em consonância com a história. E foi aqui que Hendricks e Pekkanen me trocaram as voltas: acrescentando um epílogo, com uma nova situação. A meu ver, este poderia ter sido mais desenvolvido e, acima de tudo, mais explícito. Confesso que, após a leitura desta parte, fiquei tão confusa que fui investigar sobre este episódio final, tendo sido obrigada a concordar com os leitores que, no Goodreads, elaboraram as suas teorias que faziam todo o sentido no contexto da trama.
Após alguma reflexão, tenho que dar a mão à palmatória: aquela última cartada foi, de facto, inteligente. Com aquele epílogo é-nos impossível pousar o livro sem que fiquemos a pensar naquele acontecimento final.

Em suma, uma obra que aconselho aos apreciadores destes thrillers que dissecam relações matrimoniais, ressalvando, no entanto, algumas semelhanças com o título já referido.


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Greer Hendricks & Sarah Pekkanen - A Mulher Entre Nós [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 15 Maio 2018

               Título Original: The Wife Between Us
               Preço com IVA: 18,90€
               Páginas: 454
               ISBN: 9789896655471

Sinopse: Aos 37 anos, a recém-divorciada Vanessa está no fundo do poço. Deprimida, a morar no apartamento da tia, sem filhos, dinheiro ou amigos verdadeiros. Richard, o seu carismático e rico marido, era tudo para ela. Mas, ao descobrir que ele está prestes a voltar a casar, algo dentro de Vanessa se rompe. A partir de agora, na sua vida, só existirá uma única obsessão: impedir esse casamento. Custe o que custar. Nellie parece uma jovem qualquer, bela e sonhadora, que chega a Manhattan para começar a sua tão sonhada vida adulta. Mas a personalidade tranquila que ostenta é apenas uma fachada. Na sua cabeça perdura um segredo que a fez fugir da sua cidade natal e que a impede de caminhar sozinha para casa. Ao conhecer Richard - bem-sucedido, protector, o homem dos seus sonhos -, Nellie finalmente começa a sentir-se segura. Ele promete protegê-la de tudo para o resto de sua vida. Mas, de repente, começa a receber chamadas misteriosas. Algumas fotografias são mudadas de lugar no seu quarto. O lenço que planeava usar no seu casamento desaparece. Alguém a está a perseguir, alguém quer o seu mal. Mas quem?

Sobre as autoras: Greer Hendricks trabalha como editora de livros há mais de duas décadas. Também colabora com The New York Times e Publishers Weekly. A Mulher Entre Nós é seu primeiro romance.

Sarah Pekkanen
era jornalista de investigação antes de se tornar autora de diversos best-sellers. Já escreveu para o Washington Post e o USA Today.


Imprensa
«Surpreendente. Inesquecível. Chocante.»   
Publishers Weekly
 
«Um thriller muito inteligente.» 
New York Times Book Review
 
«Uma ex-mulher irritada persegue uma jovem e inocente noiva que é uma cópia do seu antigo eu ... ou assim parece. Uma vez que o leitor descobre que não pode ser só isso, a diversão é tentar descobrir a história antes de chegar ao fim. Nós não conseguimos! Fácil de ler, bem construído.»
Kirkus Reviews
 
«Os leitores vão adorar o ritmo vertiginoso, as voltas e reviravoltas enquanto tentam decidir de quem suspeitar até que o suspense os leva a uma conclusão totalmente inesperada.»
Booklist
 
«A Mulher Entre Nós tem uma premissa deliciosamente inteligente e é psicologicamente engenhoso.»
USA Today



quarta-feira, 2 de maio de 2018

Melba Escobar - A Casa da Beleza [Divulgação Suma de Letras]

 

Data de publicação: 2 Maio 2018

               Título Original: La Casa de la Belleza
               Preço com IVA: 17,69€
               Páginas: 244
               ISBN: 9789896655501

Sinopse: Karen, esteticista de profissão, muda-se de Cartagena para Bogotá em busca de uma vida melhor, mas ao chegar não só consegue trabalho como depiladora n'A Casa da Beleza, como se converte na chave para resolver o mistério da morte de uma das suas clientes - uma jovem rapariga, vestida com o uniforme da escola, que aparece morta no dia a seguir a ter visitado Karen no salão.
Com quem se ia encontrar a cliente de Karen?
Entre conversas íntimas e confissões, Karen acabará por ser a confidente de uma psicanalista, da mulher dum congressista, de uma famosa apresentadora de televisão e de uma mãe desolada que busca justiça num país onde a verdade só pertence àqueles que podem pagar por ela.

Sobre a autora: Melba Escobar (Cali, 1976) estudou Literatura e finalizou os estudos com uma tese sobre o jornalismo literário. Publicou vários títulos infantis antes de escrever o seu primeiro romance, A Casa da Beleza. Na actualidade vive em Bogotá e é colaboradora habitual dos jornais El Espectador e El País. O seu romance A casa da beleza, eleito um dos melhores livros pelo Prémio de Novela da Colômbia, foi um sucesso de vendas de direitos na Feira do Livro de Londres e será publicado em mais de 16 países.

Imprensa
«Uma história terna e reveladora, escrita com um toque delicado.»
The Times

«Tão arrepiante como uma depilação com cera quente.»
Glamour 

«A escrita é inteligente, a história admirável e a autora verdadeiramente dotada para o retrato de personagens e incisiva na sua exposição da misoginia.»
Lovereading UK

«Melba Escobar oferece uma visão da sociedade colombiana, no microcosmo da Casa da Beleza, a partir de uma lente feminina, onde as relações raciais, a corrupção e o problema do género têm telhados de vidro já aceites pela sociedade. O tom confessional e sensual transmite um mundo de relações violentas, seja através de acções ou palavras, um mundo de mal-entendidos e contradições.»
Bookwitty 

«A Casa da Beleza é um e muitos livros ao mesmo tempo: uma novela social, uma história urbana, um thriller com corrupção na política em segundo plano. O romance de Melba Escobar, no entanto, é antes de mais sobre a violência com origem nas mentiras neste país, em todas as diferentes camadas da sociedade.»
Arcadia



sábado, 31 de março de 2018

Daniel Cole - Boneca de Trapos [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Envolto numa campanha de marketing fantástica, Boneca de Trapos é a mais recente aposta da Suma de Letras para o género de thriller policial. Acompanhado pelo livro, veio um saco de pano e as partes de uma boneca de trapos, acompanhado de uma agulha e linha. A título de curiosidade, partilho convosco que o meu kit vinha sem cabeça (seria alguma indirecta?)

Numa primeira análise, Boneca de Trapos propõe a investigação de um mórbido homicídio. Mesmo ao estilo do que eu gosto, porém, não completamente original. Lembro-me de imediato o filme Predador da Noite, em que o propósito seria a construção de um Jesus Cristo na época da quaresma. Não preciso de mencionar que este Jesus foi feito a partir de retalhos constituídos por partes de corpo de várias vítimas. Um móbil do crime bastante semelhante ao de Boneca de Trapos, com uma nuance: o detective, William Fawkes, será pessoalmente implicado no caso ao ver mencionado o seu nome na próxima lista de vítimas.

O primeiro aspecto que apreciei foi realmente o efeito visual do crime. Não sei se por ter visionado o já mencionado filme Predador da Noite vezes sem conta, mas a imagem inicial da cena de crime persistia na minha cabeça. Pelo que apurei, o autor teria pensado nesta história como um episódio para uma série televisiva. Creio que teria sucesso!
Depois devo dizer que gosto de histórias em que se desenrole uma caça ao homem. Sinto que, de certa forma, sou mais envolvida na trama e sinto um exacerbado efeito de adrenalina. 

Foi a minha percepção quando é publicada a segunda lista de homicídios. O ritmo é acelerado e não dá azo para momentos mais supérfluos. A cada página que folheava, mais curiosa estava para deslindar este sórdido caso.

Devo ainda destacar as várias tiradas humorísticas do autor que, de certa forma, aligeiram a tensão proveniente do caso policial.

No entanto há alguns pontos fracos que devo mencionar se bem que, na minha opinião, não comprometem o prazer de ler esta obra. Antes de mais, creio que a investigação inicial deveria ter sido mais minuciosa. Sobre esta não em convenceram um ou outro aspecto.

Segundo devo revelar que não me liguei com o detective, Wolf. Confesso que gostei mais do serial killer do que do herói da história. Ainda que, logo no início da história, haja um episódio referente a Wolf e poderíamos, eventualmente, sentir uma empatia imediata com o detective, comigo não houve esse click.
Senti alguma dificuldade, admito, em reter todas as personagens. Creio que com um núcleo mais restrito, a narrativa teria funcionado igualmente bem.

Ainda que a história me tivesse sugado, devo confessar que fiquei um pouco apreensiva quando me apercebi que o final deixara algumas pontas soltas. Pelo que pude apurar, assim foi pois Boneca de Trapos é o cartão de visita de uma série que terei o maior gosto em acompanhar.


segunda-feira, 26 de março de 2018

Lone Theils - A Última Travessia [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 3 Abril 2018

               Título Original: Pigerne fra Englandsbåden
               Preço com IVA: 20,50€
               Páginas: 416
               ISBN: 9789896655464

Um barco chega ao destino. Duas das passageiras não.
Inspirado numa história verídica

Sinopse: Duas jovens dinamarquesas desaparecem, sem deixar rasto, a bordo de um barco com destino a Inglaterra, em 1985. Vários anos depois, a jornalista Nora Sand, que trabalha em Londres para a revista dinamarquesa Globalt, compra uma mala velha numa loja de antiguidades, numa cidade do litoral. Quando a jornalista abre a mala, encontra uma série de fotografias, e uma delas, onde aparecem duas jovens a bordo de um barco, chama-lhe a atenção. Nora lembra-se imediatamente do famoso caso das duas raparigas desaparecidas em 1985, que nunca fora encerrado. Nora Sand não pode deixar de pensar no caso e viaja até à Dinamarca para descobrir o que aconteceu às duas jovens. Rapidamente depara com a história de um assassino em série que está a cumprir pena de prisão perpétua e que parece ter a chave do caso. Mas, para Nora, qual será o preço a pagar?

Sobre a autora: Lone Theils foi, durante anos, correspondente em Londres dos jornais dinamarqueses Berlingske Tidende e Politiken. Durante os dezasseis anos que viveu em Londres, trabalhou também para a televisão e para a rádio nacional da Dinamarca. Actualmente, e desde que voltou para o seu país, em 2016, escreve artigos para a revista online POV International e dedica-se inteiramente à escrita. O seu primeiro romance, “A Última Travessia”, que foi um bestseller imediato na Dinamarca e será publicado em mais catorze países, foi inspirado numa história verídica. Algumas fotografias de jovens desconhecidas, tiradas na Estação Central de Copenhaga, apareceram misteriosamente nas mãos de um assassino em série americano.

Imprensa
«Um thriller extremamente bem construído e eficaz. Lone Theils está familiarizada com os métodos do género e escreve com um sentido acutilante nos pormenores e com requinte macabro.»
Politiken 

«Um firme candidato ao melhor thriller do ano.»
Krimi-cirklen 

«Um thriller de estreia com uma qualidade que surpreende.»
Kristeligt Dagblad

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Daniel Cole - Boneca de Trapos [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 6 Março 2018

               Título Original: Ragdoll
               Preço com IVA: 19,90€
               Páginas: 472
               ISBN: 9789896652920

Sinopse: William Fawkes, um controverso detective conhecido por "Wolf", acabou de ser reintegrado no seu posto após ter sido suspenso por agressão a um suspeito. Ainda sob avaliação psicológica, Fawkes regressa ao activo, ansioso por um caso importante. Quando se encontra com a sua antiga colega e amiga, a inspectora Emily Baxter, num local de crime, tem a certeza de que é aquele o grande caso: o corpo que encontram à frente é formado pelos membros de seis vítimas, suturados de modo a formar uma marioneta, que ficou conhecida como "Boneca de Trapos".
Fawkes é incumbido de identificar as seis vítimas mas tudo se complica quando a sua ex-mulher, que é repórter, recebe uma carta anónima com fotografias do local do crime, acompanhada de uma lista na qual constam os nomes de seis pessoas e as datas em que o homicida tenciona assassiná-las. O último nome da lista é o de Fawkes. A sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf. O detective teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele - e com o seu passado - do que qualquer um possa imaginar.

Sobre o autor: Aos 33 anos, Daniel Cole já trabalhou como paramédico, foi oficial da Real Sociedade Protetora dos Animais e membro da Guarda Costeira Real, sempre imbuído do desejo de salvar pessoas — ou talvez movido pela culpa de ter matado tantas personagens nos seus textos. Boneca de Trapos, o seu primeiro romance, escrito originalmente como piloto para uma série de TV, é um bestseller internacional e logo nos primeiros dias após o lançamento no Reino Unido, Itália, Alemanha, França e Holanda alcançou as principais listas de mais vendidos. Será publicado em 32 países e foi também finalista do prémio CWA John Creasy Award para primeiro romance, o prémio britânico mais prestigiado para thrillers.

Imprensa
«Uma estreia contundente… Cole usa a tensão crescente e o mistério da verdadeira identidade do assassino para criar uma narrativa arrebatadora.»
Publishers Weekly

«Um thriller tenso, dramático, com viragens muito inteligentes que o surpreenderão. Se gosta de autores como Jo Nesbø, Karin Fossum e Henning Mankell, vai adorar este livro.»
Scrutton Bland

«A estreia mais emocionante desde há muito.»
Heat Magazine

«Há ecos do filme Seven neste vilão tão omnipotente.»
The Daily Mail

«Uma estreia muito esperada, que se converterá claramente no melhor thriller do ano.»
Metro


«Um ritmo vertiginoso. O primeiro romance de Cole oferece um novo olhar sobre as histórias de detectives ingleses.»
Library Journal


 

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Jens Lapidus - Apagar Estocolmo [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 6 Fevereiro 2018

               Titulo Original: Sthlm Delete
               Preço com IVA: 21,90€
               Páginas: 544
               ISBN: 9789722360951

Sinopse: Quando o alarme de uma casa dispara em Värmdö, uma ilha do arquipélago de Estocolmo, um guarda acode, temendo uma invasão. Mas o que encontra está longe de ser comum: um corpo não identificável, brutalmente assassinado. Para complicar ainda mais as coisas, depara-se com um jovem ferido perto da cena do crime — um homem que a Polícia considerará o principal suspeito. Emelie Jansson, uma jovem e prometedora advogada, recém-admitida numa conhecida firma de advogados, assume o caso do jovem, apesar da discordância do seu chefe. A apoiá-la está Teddy, um ex-presidiário que tenta permanecer no lado certo da lei, trabalhando como investigador para a firma de advogados. Mas Teddy tem os seus próprios problemas — nomeadamente, o seu rebelde sobrinho, que está prestes a seguir os passos criminosos do tio. Quem é a vítima do assassinato e quem é o assassino? E por que é que todos os caminhos parecem conduzir a Mats Emanuelsson, um homem que Teddy sequestrou em tempos? Enquanto Emelie investiga, Teddy deve confrontar-se com o passado e salvar o sobrinho de um destino problemático. Rapidamente, os três ficam presos num jogo arriscado que ameaça desfazer as suas vidas.
"Apagar Estocolmo" é a história de pessoas que tentam apagar o seu passado e que estão dispostas a fazer qualquer coisa para fazer desaparecer os seus velhos eus. Fala de um mundo caprichoso que apaga algumas pessoas, enquanto concede a outras oportunidades incríveis.  

Sobre o autor:  Jens Lapidus, brilhante advogado criminalista em Estocolmo, serve-se da sua experiência profissional, que lhe oferece uma visão privilegiada, para escrever as histórias cruas e realistas que estão a conquistar o mundo. Autor comparado com James Ellroy pela crueza e realismo da sua prosa, os seus thrillers são aclamados pela crítica e pelo público nos mais de 20 países onde é publicado. Algumas das suas obras foram adaptadas para o cinema e os direitos de Apagar Estocolmo já foram também vendidos para o cinema.

Imprensa
«Finalmente um thriller épico europeu à altura dos livros de Stieg Larson  um romance selvaticamente emocionante.» 
James Ellroy

«Veloz e cheio de ação, este thriller obscuro e duro é ideal para aqueles que gostam de histórias de mistério viscerais.»
Library Journal

«Com destacadas frases de cortar a respiração, combinadas com um ritmo rápido e elegante, ao estilo da prosa crua e delicada de James Ellroy, Lapidus oferece uma intriga que o manterá colado às páginas.»
Politiken



quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Gin Phillips - Reino de Feras [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Já li o thriller sensação que será publicado em 2018 pela Suma de Letras, mais concretamente no próximo dia 2. E eis o que penso sobre o mesmo:

A sinopse omite o acontecimento que transforma num pesadelo aquilo que era uma simples visita ao Jardim Zoológico. Não é uma situação completamente original e o único aspecto inovador relaciona-se com o local onde o mesmo acontece, que é o Zoo.
Portanto, para estar coerente com a sinopse, vou também evitar falar sobre essa situação em particular. 

Na minha opinião, o ponto forte reside na premissa da trama, que se alicerça na poderosa relação entre uma mãe, Joan, e o seu filho de 4 anos, Lincoln. quando estes se vêem numa situação delicada.

Pelo que pude apurar a priori, uma das questões mais polémicas desta história seria a violência contra os animais. No entanto, creio que esta componente não sobressai na trama e está perfeitamente contextualizada na acção. Não julgo, portanto, que choque os leitores como temia. Poderão ser mais impressionáveis as cenas relacionadas com animais decorrentes das memórias do vilão, aspecto que, a meu ver, reforça a psicopatia do antagonista. Embora não seja original, agrada-me que exista uma construção da personagem recorrendo a episódios do passado.

O aspecto que considerei igualmente tenso foi o desenvolvimento da trama. Temi genuinamente pela vida da mãe e do filho, embora considere que Joan teve atitudes menos coerentes, como a má utilização de um telemóvel naquelas circunstâncias. Eu, que vejo imensos filmes de terror, há um cliché frequente que é a inutilização de um telemóvel seja por falta de bateria ou rede. Aqui havia o poder de utilizar essa tecnologia e não foi bem sucedida, de todo. 

A trama é narrada maioritariamente por Joan contudo, na minha opinião, teria funcionado melhor caso fosse esta a única narradora. Exceptuando os capítulos referentes ao vilão, não creio que personagens mais secundárias, como a adolescente ou a professora, tenham algum destaque com os seus capítulos pois, a meu ver, estas careciam de um maior desenvolvimento. O livro é curto, debruçando-se mormente sobre a acção mas não particularmente sobre as personagens, o que justificará também o facto de não ter respondido devidamente a alguns aspectos que se tornaram pontas soltas no enredo.

Não sendo um thriller que me tenha deslumbrado (a fasquia que a Suma de Letras impôs no género está muito alta devido ao último livro da autoria de Hjorth & Rosenfeldt), Reino de Feras acaba por proporcionar uma reflexão profunda sobre a relação entre mãe e filho. 


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Gin Phillips - Reino de Feras [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 2 Janeiro 2018

               Titulo Original: Fierce Kingdom
               Preço com IVA: 17,45€
               Páginas: 272
               ISBN: 9789896655259

Sinopse: Lincoln é um bom menino. Aos quatro anos, é curioso, inteligente e bem-comportado. Lincoln faz o que a mãe diz e sabe quais são as regras.
«As regras hoje são diferentes. As regras são que temos de nos esconder e não deixar que o homem da pistola nos encontre.»
Quando um dia comum no Jardim Zoológico se transfoma num pesadelo, Joan fica presa com o seu querido filho. tem de reunir todas as suas forças, encontrar a coragem oculta e proteger Lincoln a todo o custo - mesmo que isso signifique cruzar a linha entre o certo e o errado, entre a humanidade e o instinto animal.
É uma linha que nenhum de nós jamais sonharia cruzar.
Mas, por vezes, as regras são diferentes.
Um passeio de emoção magistral e uma exploração da maternidade em si - desde os ternos momentos de graça até ao poder selvagem. Reino de Feras questiona onde se encontra o limite entre o instinto animal para sobreviver e o dever humano de proteger os outros. Por quem deve uma mãe arriscar a sua vida?

Sobre a autora: Gin Phillips, autora premiada com o Barnes and NobleDiscover pelo seu primeiro romance, tem a obra publicada em mais de 29 países. Reino de Feras, a sua primeira incursão no mundo do thriller, está a ser aclamado pelo público e pela crítica.

Imprensa
«Um thriller brilhante, inteligente e irresistível.»
The New York Times

«Philips constrói as personagens de forma extraordinária e a sua prosa é habilidosa e evocativa. Aflitivo e profundo, este thriller cheio de adrenalina quebrará os leitores como uma bala atravessa o osso.»
Kirkus Review

«Uma exploração controversa da maternidade, no que ela tem de mais básico.»
Publishers Weekly

«Philips consegue combinar imagens bonitas com uma intensidade imprópria para cardíacos, uma intensidade que desgasta os nervos. Os fãs de thrillers literários não vão querer perder este livro.»
Booklist

«Gin Philips capta habilmente o terror da situação mas também a beleza das minúcias da nossa vida quotidiana.»
Library Journal

«Um tiro de adrenalina pura. Mas não é apenas a acção que o manterá a virar estas páginas: Reino de Feras é também uma história comovente.»
Entertainment Weekly

«Não conseguirá parar de ler. Adrenalina pura.»
The Guardian

«Ao introduzir a ameaça de violência, o livro amplifica as preocupações domésticas quotidianas, produzindo uma espécie de cristalização da experiência da paternidade.»
New Yorker

«Uma potente leitura que equilibra empatia e medo, pois levanta questões complexas sobre a natureza humana.»
Washington Independent Review of Books



segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Brad Parks - Não Digas Nada [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Desconhecia o autor Brad Parks. Pelo que pude apurar trata-se de um escritor aclamado lá fora por ter ganho três dos maiores prémios de literatura de ficção criminal. Por isso, não me deixei intimidar pelo volume da obra, e mergulhei nesta história sobre rapto de crianças, um tema ao qual sou sensível. 

O aspecto que sobressaiu, numa primeira análise, foi a forma intensa e rápida com que a trama arrancou. Logo no primeiro capítulo, os acontecimentos descritos na sinopse sucedem-se e começa a instalar-se uma desconfiança que permanece ao longo de todo o livro: quem é responsável pelo rapto de Sam e Emma, os dois irmãos gémeos de 6 anos e com que intenções o terá feito?

A narrativa é pautada por inúmeras reviravoltas, mantendo uma inquietação e suspeita. Alterna entre capítulos narrados na primeira pessoa, o juiz Scott Sampson - permitindo-nos avaliar as suas suspeitas e paranoias, características de um pai desesperado, impelido a seguir as instruções dos raptores - e na terceira pessoa, em que são relatados acontecimentos referentes ao cativeiro. Creio que, deste modo, foi-se acentuando um sentimento de desconforto no leitor. Confesso que não dei pelas páginas passar, de tão embrenhada que estava na história. 

O ritmo quebrou, a meu ver, nos detalhes referentes aos casos do juiz Sampson. Nesses trechos, confesso que só me apetecia passar páginas à frente, deserta para ler mais sobre o desenvolvimento do caso do rapto. Reconheço, no entanto, que esta componente conferia maior solidez à profissão do protagonista e, por conseguinte, intensificou os motivos pelos quais quiseram raptar as crianças.
Além disso, à medida que a trama se adensa, o móbil do rapto começa a desenhar-se, remetendo-nos para o subgénero de conspiração, que não aprecio particularmente. Apesar de ser verossímil, achei que a resolução se inseria num âmbito mais criminal ou policial. 
Numa perspectiva mais pessoal, estes dois pontos foram os que menos apreciei na obra. 

Há alguma violência infligida às crianças, crendo que não seja abundante, é o suficiente para deixar o leitor com calafrios vários. O factor psicológico é, claramente, o mais intenso. Contudo as imagens de Emma teimam em não me sair da retina, ainda hoje, um par de dias após ter terminado a leitura.

Gostei particularmente de deslindar a identidade do raptor. Foi completamente inesperado. Não obstante crer que teria gostado mais de uma motivação com cariz menos conspirativo.

Não posso deixar de congratular o autor pela aposta audaz com que terminou o livro. Ao invés de uma resolução positiva - um happy ending - , o autor opta por um desfecho dramático, ingrediente que nem sempre encontro nas tramas policiais. 

Em suma, para quem procura emoções fortes e aprecia tramas de conspiração, Não Digas Nada é o livro ideal. Vale pelas surpresas ao longo da trama bem como o final profundamente emocionante. 


domingo, 10 de dezembro de 2017

Hjorth & Rosenfeldt - A Menina Silenciosa [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: 2017 começou com a leitura de O Homem Ausente. Confesso que esse título não foi o meu preferido da dupla Hjorth & Rosenfeldt não obstante aguardar com grande expectativa o 4º volume da série. Ei-lo, ainda este ano! (Obrigada, Suma de Letras, por não nos teres feito esperar muito por mais um livro desta dupla nórdica que se tornou obrigatória na minha estante).

A Menina Silenciosa mexeu muito comigo. Isto porque, como refere o título, alicerça sobre uma criança. E declaro ser muito sensível quando as tramas implicam crianças. Apesar de estar a atentar sobre o título do livro, a forma como esta menina apareceu foi, para mim, surpreendente. 
Considerei esta a primeira de inúmeras reviravoltas da trama. 
A minha primeira percepção relacionou-se, como não podia deixar de ser, com a iminência do desfecho da situação Sebastian/ Vanja. Creio ser consensual que este episódio, que apesar de se arrastar desde o primeiro livro, acaba por ter tanta relevância como os casos criminais.

E é sobre este ponto que gostaria de tecer algumas considerações. Os contornos daquele crime deixaram-me simplesmente abismada.
Confesso que temia uma trama semelhante à do livro, também este de uma dupla sueca, O Hipnotista. Felizmente a semelhança cingiu-se apenas ao homicídio colectivo da família. Um crime desta envergadura é de difícil assimilação. Quem teria coragem em matar uma família inteira, incluindo crianças?
Procurava avidamente qualquer pista para tentar destrinçar o autor da tamanha atrocidade. E eis que, uma vez mais, os autores Hjorth e Rosenfeldt me tiraram o tapete debaixo dos pés. 

Embora estejamos perante um livro volumoso, é com bastante avidez que o leitor se presta a envolver-se na investigação juntamente com a equipa. Atento à importância de seguir a série. Desta forma o leitor se sente duplamente interessado pela trama na medida em que as vidas pessoais dos personagens também evoluem. Até este livro, diria que o interesse recaía maioritariamente sobre a situação de Bergman e Vanya. Doravante há um personagem em particular que me parece ser alvo de curiosidade.

Não devo terminar sem mencionar a exímia reviravolta final. Fiquei estupefacta com a resolução do crime sobretudo com o cair da máscara de uma personagem. Decerto que este dará cartas no próximo volume da série. Estou deveras ansiosa em ler o 5º livro!

Em suma, A Menina Silenciosa entra no pódio dos preferidos, disputando o primeiro lugar com O Discípulo. É uma série imprescindível para os fãs do género!


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Hjorth & Rosenfeldt - A Menina Silenciosa [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 2 Novembro 2017

               Título Original: Den stumma flickan
               Colecção: Sebastian Bergman #4
               Preço com IVA: 21,90€ 
               Páginas: 564
               ISBN: 9789896653125

Sinopse: Suécia. Uma bonita casa branca, de dois andares. Dentro, uma família brutalmente assassinada - mãe, pai e duas crianças pequenas, mortos a tiro, em plena luz do dia. E o assassino escapou. Sebastian Bergman, com o Departamento de Investigação Criminal, tenta deslindar o crime, mas, com o principal suspeito morto, está num beco sem saída. Até que descobre que há uma testemunha do crime.
Uma menina, Nicole, viu tudo e fugiu, assustada. Quando a encontram, descobrem que o trauma do que viu a deixou totalmente muda, comunicando apenas através de caneta e papel. Os seus desenhos revelam um facto convincente e inescapável: ela viu o assassino. Bergman fica obcecado com o desafio de romper a parede de silêncio de Nicole. Enquanto isso, o assassino está apostado em garantir que ela fique calada.

Sobre os autores: MICHAEL HJORTH nasceu em 1963 em Visby. Sempre amou filmes e livros e hoje é um dos guionistas e produtores mais talentosos da Escandinávia. É um dos fundadores da produtora de sucesso Tre Vänner, responsável pela primeira comédia de grande sucesso da Suécia assim como por alguns dos guiões dos filmes da série Wallander de Henning Mankell.

HANS ROSENFELDT nasceu em 1964 em Borås. Trabalhou como tratador de leões-marinhos, motorista, professor e actor até 1992, quando começou a escrever para a televisão. Escreveu guiões para mais de vinte séries e já foi apresentador de programas de rádio e televisão. É o criador da série sueca de maior sucesso - a premiada série policial Bron (“The Bridge”), reproduzida em mais de 170 países e com remakes nos EUA, com o mesmo nome, e em França (“The Tunnel”).


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Brad Parks - Não Digas Nada [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 18 Outubro 2017

               Titulo Original: Say Nothing
               Preço com IVA: 19,90€
               Páginas: 520
               ISBN: 9789896652975

Sinopse: Numa quarta-feira como outra qualquer, o juiz Scott Sampson está a preparar-se para ir buscar os filhos gémeos de seis anos para os levar à aula de natação.
A sua mulher, Alison, envia-lhe uma mensagem: mudança de planos, ela tem de os levar ao médico. Assim sendo, Scott regressa para casa mais cedo. Mas quando, mais tarde, Alison chega, está sozinha - sem Sam, sem Emma - e nega ter conhecimento da mensagem...
O telefone toca: uma voz anónima diz-lhes que o juiz deve fazer exactamente o que lhe é dito num caso de tráfico de droga que está prestes a ser julgado. Se recusar, as consequências para as crianças serão terríveis.
Para Scott e Alison, a chamada do sequestrador é apenas o começo de uma tentativa tortuosa de chantagem, engano e terror. Não haverá nada que os detenha para recuperarem os seus filhos, não importa o custo...
Um romance intenso que explora o lado mais obscuro do Mal, pondo a nu as fragilidades da natureza humana perante a ameaça da perda mais dolorosa.

Sobre o autor: Brad Parks foi o único autor a ganhar o Shamus, o Nero e o Lefty Awards, os três dos prémios mais prestigiantes da ficção de crime. Trabalhou como jornalista para o The Washington Post e The Star-Ledger e vive em Virgínia com a mulher e dois filhos. Reconhecido autor de séries de detectives, o seu primeiro livro que não pertence a nenhuma série, Say Nothing. está a ser tão aplaudido como os seus sucessos anteriores.


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Ali Land - Menina Boa, Menina Má [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Terminei este livro há instantes e ainda não sei bem como conter os meus sentimentos perante esta história, pautada por implícitos elementos perturbadores.
A minha ilação sobre a obra depreende também uma reflexão sobre a maternidade. Vou tentar, assim a quente, escrever sobre os meus sentimentos que advêm desta história.

Como sabeis, adoro livros que choquem! E Menina Boa, Menina Má tem os elementos que me deixaram boquiaberta. Falo particularmente do modus operandi da mãe de Annie, que a obrigava a observar as torturas que infligia às crianças. Note-se que esta componente nem é muito gráfica, mas contém os elementos necessários para nos deixar a matutar sobre o que se passaria naquele que era denominado pela serial killer como "parque infantil".
Contudo, as atrocidades que são cometidas a outrem não são exclusivas à progenitora de Annie. Apesar do facto de o contexto escolar já não me dizer nada, muita da violência da trama passa-se justamente neste cenário, por intermédio de bullying e comportamentos discriminatórios a Annie, agora conhecida por Millie. 

O trauma dos eventos passados, bem como a alteração de nome para protecção da sua identidade fez-me oscilar sobre a sua verdadeira natureza. Good Me, Bad Me, o título original da obra persistia no decorrer da leitura: seria ela uma boa pessoa ou os estilhaços provocados pela disfuncional mãe a corromperam? Com frequência pensei na teoria da Psicanálise segundo Freud.

Vivi num salutar contexto familiar que me ensinou que a mãe faz qualquer sacrifício pelo filho, algo que julgo ser inato àquelas que experienciam a maternidade. Contudo a mentalidade aqui descrita choca com o que é ser mãe. O cuidar, o proteger. Aquilo que considero natural a uma mãe e que falha à mãe de Annie que escolhe precisamente crianças como suas vítimas. 

A trama desenvolve-se lentamente em torno destas temáticas e fui sugada para aquele drama familiar: a difícil adaptação de Millie na família adoptiva e a gestão dos seus sentimentos sobre a sua mãe.
Tão pouco a componente thriller judicial que a trama aborda me aborreceu. Sentia-me genuinamente determinada em conhecer o desfecho desta singular história. 

Confesso que já esperava o acontecimento final, embora deduzisse que o mesmo ocorresse mais cedo. Assim, quanto aos final, para mim, este foi algo previsível. Além disso, considerei igualmente que uma ou outra situação carecia de uma explicação mais refinada. 
No entanto, estes pontos, sendo uma expectativa mais pessoal, não destrona a qualidade desta obra.

Inteligentemente bem escrito, Menina Boa, Menina Má destrinça temas interessantes, experiência que deduzo derivar da actividade profissional da autora, relacionada com saúde mental nas crianças e adolescentes.
Um thriller psicológico de grande sensibilidade que me ficará na retina nos próximos tempos!


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Ali Land - Menina Boa Menina Má [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 20 Setembro 2017

               Titulo Original: Good Me, Bad Me
               Preço com IVA: 18,90€
               Páginas: 384
               ISBN: 9789896652951

Sinopse: Quando Annie, 15 anos, entrega a sua mãe à polícia, espera um novo começo de vida - mas será que podemos realmente escapar ao nosso passado? A mãe de Annie é uma assassina em série. Annie ama a sua mãe, mas a única maneira que tem de a fazer parar é entregá-la à polícia. Com uma nova família de acolhimento e um novo nome - Milly -, espera um novo começo. Agora pode ser quem quer. Mas, com o julgamento da mãe à porta, os segredos do passado de Milly não vão deixá-la dormir… Quando a tensão sobe, Milly vai ter de decidir: será uma menina boa? Ou uma menina má? Porque a mãe de Milly é uma assassina em série. E ela é sangue do seu sangue.

Sobre a autora: Depois de se licenciar em Saúde Mental, Ali Land passou uma década a trabalhar como enfermeira especializada em Saúde Mental de Crianças e Adolescentes em hospitais e escolas no Reino Unido e na Austrália. Ali é, actualmente, uma escritora a full time e vive na parte ocidental de Londres.


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Dot Hutchison - O Jardim das Borboletas [Opinião]

Sinopse: AQUI 

Opinião: A minha análise mais imediata a este livro prende-se com algumas semelhanças com outra obra que li, não publicada em Portugal, denominada The Girl Before e escrita por Rena Olsen. E vou, sucintamente, mencionar as duas maiores razões que justifiquem esta minha percepção:

a) a história:
Falamos de uma trama que, sem querendo desvendar demasiado, se debruça sobre um grupo de raparigas que terão sido raptadas e colocadas num espaço confinado. É igualmente dada uma nova identidade às vítimas, que são torturadas e violadas.
Porém, este título destaca-se por o cenário ser equiparado a um jardim e o proprietário, um homem a quem é atribuído o nome de Jardineiro, submeter as mulheres a um extenso processo de tatuagem nas costas a fim de se parecerem com borboletas. Insistindo que estas têm um reduzido tempo de vida, o leitor fica apoquentado com o destino das mulheres. E não se esqueçam, leitores, de como são tratados os insectos por um coleccionador entomológico. O objectivo deste é sempre a conservação post mortem...

b) a estrutura da narrativa:
A história é narrada através de depoimentos de uma das raparigas que saiu do Jardim (embora como não se saiba logo, ao contrário de The Girl Before).
Esta, denominada no Jardim como Maya, relata várias situações que experienciou no local, com grande ênfase na interacção com as restantes "borboletas" e com o Jardineiro que as submete a várias atrocidades.
Note-se que, na minha opinião, a estrutura desta forma, em testemunho, permite ao leitor acompanhar com mais realismo o sofrimento da protagonista.

Posto isto, creio que se não tivesse lido The Girl Before, teria ficado mais impressionada. 
À parte de pensar nas várias coincidências entre as obras, sem dúvida que esta história acaba por ser mais original. Senti que a trama era pejada de contornos perturbadores na medida em que as raparigas eram vistas como borboletas. Questionei a mim própria, várias vezes, qual seria a mente que desenharia um vilão com uma mente tão retorcida a este ponto. 

De salientar que, exceptuando os procedimentos alusivos à "transformação" das raparigas, não considerei a trama surpreendente. Na minha opinião, o maior elemento de suspense pendia sobre uma questão: Como é que Maya teria escapado? e o interesse da obra reside na sensação de choque e perturbação que se entranhou em mim. Confesso que senti falta dos vários twists característicos do género de thriller.

Não é muito usual a abordagem à terminologia científica das espécies mas pessoalmente gostei das indicações sobre as várias borboletas (sou da área de Ciências, com grande afinidade para Biologia e tive curiosidade em procurá-las na internet). Não sou obcecada por estes insectos, não como o Jardineiro, mas é consensual achar que estes são animais muito bonitos.

O Jardim das Borboletas é um thriller interessante, pelas razões que mencionei, não obstante considerar que a semelhança entre este e a outra obra, me coibiu de me entrosar mais a este título. 
É parco em volte-faces mas repleto de elementos que horrorizam sendo, por isso, uma história forte e que, eventualmente, poderá chocar o leitor.


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Elísabet Benavent - Nos Sapatos de Valéria [Opinião]

 
Sinopse: Divertida, emocionante e sexy como tu! Valeria é uma escritora de histórias de amor. Valeria vive o amor de forma sublime. Valeria ama Adrian até que conhece Victor. Valeria tem de ser sincera consigo mesma. Valeria chora, Valeria ri, Valeria caminha... Mas o sexo, o amor e os homens não são objectivos fáceis. Valeria é especial. Como todas nós.
Aviso: Pode causar dependência. 

Opinião: Sim, é verdade! Li um chamado chick-lit, portanto, um livro completamente fora da minha zona de conforto. Por um lado, estava curiosa com esta história que vi ser considerada como O Sexo e a Cidade espanhol, por outro, queria desanuviar um pouco dos crimes (objectivo cumprido, dêem-me JÁ um thriller ou um policial). 
Além disso, precisava de um livro desta categoria para o Book Bingo.

Um dos aspectos interessantes do livro é que não apresenta uma sinopse desenvolvida, por isso, numa fase inicial, desconhecia a história de todo. Apenas nos são dadas umas parcas referências sobre a protagonista, Valéria. Tirando a percepção de que me iria deparar com uma história ao estilo do Sexo e a Cidade, não sabia o que esperar da trama.
À medida que a história se desenvolvia, comecei a encontrar alguns pontos que, para mim, foram previsíveis. Contudo, isso não atenuou o interesse com que acompanhei Valéria e as suas amigas nas suas cruzadas. Não obstante discordar com algumas decisões das personagens (a mais flagrante é a da protagonista e a sua relação com o seu marido, Adrián).

A história debruça-se sobre quatro mulheres: Valeria, Carmen, Nerea e Lola que vão relatando os seus dramas e alegrias, de forma a que a leitora se sinta também ela (aqui dirijo-me ao público feminino pois creio ser o alvo deste género de literatura) inserida neste grupo de amigas. O assunto maioritariamente abordado é a relação com o sexo oposto e são destrinçados os vários tipos de relacionamento. Estes são narrados pelas amigas sem qualquer tabu. A trama é, assim, repleta de várias passagens extremamente eróticas.
No entanto, apesar da história abordar as situações mais caricatas destas raparigas, devo dizer que a história é propensa à reflexão não só sobre o amor e sexo, como também à amizade e ao mundo laboral. 

As amigas apresentam diferentes personalidades e acaba por ser inevitável que nós, mulheres, não nos revejamos um pouco ali e acolá. Embora não me identifique pessoalmente com nenhuma das personagens femininas, congratulo aquela garra e o girl power que as quatro revelam. De certa forma, lembraram-me as personagens criadas por Megan Maxwell e creio que esta característica é partilhada pelas mulheres latinas na literatura.

Nos Sapatos de Valéria é um livro que, apesar de não ser o meu género, entretém bastante. É um livro leve e divertido, tendo-o lido em dois ou três dias.
No entanto, foi notória a falta do ingrediente que tanto procuro na literatura e cinema: a adrenalina, o entusiasmo em reunir as pistas e formular várias hipóteses... (não consigo largar esta faceta de Sherlock que há em mim...). Mas soube bem ler um livro que não me pusesse constantemente a pensar em teorias da conspiração.

Em suma, embora não tenha ficado deslumbrada com Nos Sapatos de Valéria, devo reconhecer que este é um livro descontraído e leve, adequado para uma leitura agora de Verão.


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Jeannette Walls - O Castelo de Vidro [Opinião]


Sinopse: Esta é a história de Jeannette Walls, uma jornalista de sucesso que, durante muitos anos, ocultou um grande segredo. O da sua família. Uma família profundamente disfuncional e ao mesmo tempo extremamente viva e vibrante. O pai, Rex, é um homem carismático e entusiasta, que logra transmitir aos seus filhos a paixão pela vida. Ensina-lhes física, geologia, conta-lhes histórias. Mas Rex é alcoólico e, quando está bêbedo, é uma pessoa destrutiva e nada confiável. A mãe é um espírito livre, uma pintora muito orgulhosa da sua arte, que se entendia perante a ideia de uma vida convencional e que não está disposta a assumir a responsabilidade de criar os quatro filhos.
É uma família nómada. Vivem aqui e ali e sobrevivem como podem. Os filhos aprendem a cuidar de si, a proteger-se uns aos outros e, por fim, a sair do círculo vicioso da família e ir para Nova Iorque.
Os pais decidem seguir-lhes as pisadas, mas optam pela indigência. No caminho, muitas noites ao ar livre no deserto, dias em escolas onde só assistem às aulas durante uma semana, com vizinhos que os ajudam e enfrentando abusos de todo o tipo. 

Opinião: Tenho uma particularidade: gosto de livros que me choquem. Talvez por isso, tenha elegido como género preferido o thriller e o policial. Contudo, há toda uma panóplia de livros que, não pertencendo a estes géneros, também arrasam o leitor devido ao intrínseco carácter dramático. Falo de certos livros de memórias, um género que tenho descurado mas que, após esta experiência de leitura, vou reconsiderar essa opção.

Finda a leitura de O Castelo de Vidro, é inevitável não sentir um sufoco. Afinal de contas, esta é a autobiografia de Jeannette Walls. 
O livro inicia-se quando esta tem 3 anos de idade e sofre um acidente na cozinha. Rapidamente desenhou-se a ideia do quão negligentes seriam os seus pais por não a supervisionarem naquela tarefa. E imediatamente esta percepção toma dimensões maiores...

Ao longo da obra, deparamo-nos com inúmeros episódios que demonstram o quão imprudentes eram os pais, obrigando os filhos a crescer demasiado depressa. A capacidade de sobrevivência e a resiliência das crianças são factores importantíssimos.
São várias as situações que colocam a maternidade como perspectiva e como há excepções à regra. Nem todas as mães são maternais e acarinham. Há o reverso da medalha ainda que, felizmente, não conheça pessoalmente.
Creio que o ponto forte do livro reside na reflexão contínua sobre famílias disfuncionais. O flagelo do alcoolismo e estruturas financeiras familiares em declínio vêem aqui uma abordagem credível. 
Por norma, até então, e tendo em conta que li apenas histórias ficcionadas, devo afiançar que esta me impressionou muito por ter sido real. É, por isso, um livro muito emocionante e que joga constantemente com as nossas emoções.

O livro garante uma leitura ávida por manter o interesse em acompanhar a infância e adolescência da protagonista bem como dos irmãos, etapas que caracterizaria como instáveis e infelizes. Contínuo a referir-me a algumas situações como insólitas se comprarmos com uma infância saudável e normal.

Creio que é consensual desenvolver um laço afectivo com as crianças daquela família. Tive compaixão não só por Jeanette como pelas irmãs Lori e Maureen e pelo irmão Brian. Não posso deixar de manifestar um sentimento contraditório pelos pais das crianças.

Um aspecto que retive e é importante de ser mencionado é a forma como Jeannette lida com as várias situações ao longo da vida e o relacionamento com os pais. Muito provavelmente, um comum mortal ter-se-ia afastado dos progenitores mas a protagonista faz questão de ter contacto com os pais ao longo da sua vida e apesar das suas escolhas, o que considero louvável.

Indubitavelmente que uma história com este carácter tem maior valor se tivermos em conta de que os factos narrados são verídicos. É uma história chocante e comovente que recomendo por apresentar uma realidade que eu julgara ser apenas ficção. Creio que esta história, por muitos livros que leia, se tornará memorável.
Valeu mesmo a pena ter saído da minha zona de conforto: gostei imenso deste livro. Irei, certamente, ver o filme que estreará brevemente nas nossas salas de cinema.