sexta-feira, 11 de maio de 2012

Divulgação Editorial Porto Editora: Donato Carrisi - Tribunal das Almas


Depois de O Sopro do Mal, é editado o aguardado segundo livro do autor.

Sinopse:
Estava à tua procura. Encontrei-te.
És a pessoa certa...
Agora, mata!

Marcus é um homem sem passado. A sua especialidade: analisar as cenas de crime para reconhecer o Mal nos pequenos detalhes e solucionar homicídios aparentemente perfeitos. Há um ano, foi gravemente ferido e perdeu a memória. Hoje, é o único que poderá salvar uma jovem desaparecida.
Este peculiar investigador enfrenta, porém, um desafio ainda maior: alguém está a usar o arquivo criminal da Igreja para revelar a verdade sobre crimes nunca oficialmente resolvidos. Assassinos são colocados perante os familiares das vítimas. Será, passado tanto tempo, saciado o desejo de vingança? Passarão os inocentes a culpados? Ou será, finalmente, feita justiça?

Críticas de imprensa
"Um thriller de estrutura complexa mas perfeita, cuja narrativa se move com sucesso entre diferentes pontos de vista e períodos de tempo." Corriere della sera

"Um novo bestseller capaz de atrair e hipnotizar até quem não gosta de ler thrillers." Il Quotidiano

"Um livro que fala do mal que é capaz de corromper mesmo os mais insuspeitos." Vanity Fair

Donato Carrisi nasceu em 1973 em Martina Franca (Itália).
Licenciado em Direito, especializou-se depois em Criminologia e Ciências do Comportamento, com uma tese sobre um dos mais terríveis serial killers italianos, o “Monstro de Foligno”.
Dedica-se desde 1999 à carreira de argumentista de cinema e televisão, tendo sido co-autor de algumas séries e filmes premiados. Sopro do Mal é o seu primeiro livro.

Nas livrarias a 24 de Maio.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Divulgação Pastelaria Studios Editora: Vasco Ricardo - A Trama da Estrela

Sinopse: Enquanto uma negra conspiração se vai expandindo por algumas cidades europeias, três adolescentes divertem-se, navegando pela Internet, tentando decifrar mistérios e crimes até então irresolúveis.
Dana, Mark e Rohan são provenientes de nações distintas mas os seus interesses e suas motivações convergem. À medida que uma onda de crimes vai assolando o território do velho continente, os jovens vão interagindo através das comuns salas de chat, falando sobre um infindável número de temas.
O percurso das suas vidas toma, porém, um rumo diferente, acompanhado de estranhos acontecimentos que podem mudar os seus destinos.
Paralelamente, uma sociedade secreta, cujos elementos parecem tão competentes quanto obstinados, move-se de forma obscura e sanguinária, onde todos os seus passos são criteriosamente preparados, na tentativa de alcançar um marco até então inatingível.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Stephen Booth - O Lugar Morto [Opinião]


Stephen Booth é um autor já anteriormente falado nestes meus posts de críticas literárias. Após ter lido Ossos, o autor consagrou-se como um dos meus favoritos com o livro Um Último Suspiro.

Em O Lugar Morto, o autor coloca os protagonistas Ben Cooper e Diane Fry, britânicos oriundos de Peak District, numa trama em que a morte é um tema fulcral. Todo o enredo centra-se em demasia na morte (quase obsessivamente), na forma como são enfatizados aspectos como o processo físico da decomposição de cadáveres quando estes são enterrados ou cremados, crenças religiosas e até a forma como a morte pode enaltecer o negócio de cangalheiros.

A fórmula para tão bons policiais de Booth relaciona-se com a metodologia de criação de duas ou mais subtramas e as mesmas vão convergindo para um final surpreendente.
Pois se por um lado, há uma história referente a um negócio de cangalheiros em que se descobre ali uma intrujice que se relaciona com um estranho roubo de cadáveres, por outro há um estranho serial killer que alerta telefonicamente a polícia que irá matar... de novo!
O autor dá uma injecção de adrenalina logo às primeiras páginas, e através de algumas reviravoltas no enredo, o ritmo mantém-se constante e empolgante. Li este livro, de quatrocentas e algumas páginas em apenas três dias.

Por isso se há adjectivo que melhor caracteriza este livro é: mórbido! É um livro pesado, na verdadeira ascensão da palavra, na forma como aborda a morte. A tanatologia (estudo dos processos associados à morte) é fortemente supracitada e de uma forma até bastante detalhada, de modo a que poderá deixar desconfortável o mais corajoso dos leitores.
Até eu, estou quase versada no que poderá ser susceptível na literatura policial, me senti impressionada com o teor de algumas passagens, e inevitavelmente fechei o livro por várias vezes, para meditar no que tinha acabado de ler.

No entanto, e o fascinante do livro reside neste aspecto: é que Booth nem tem de recorrer a elementos gráficos de violência. O que eventualmente pode chocar os leitores reside apenas no conteúdo descritivo sobre o final da vida.
Mas Booth esmera-se em pormenores que vão além do mórbido. Ele é um verdadeiro artista na forma como descreve Peak District e a forma como os moradores se fecham em copas perante tal sucessão de acontecimentos trágicos. Perante este cenário gótico, cada uma das personagens parece esconder algo, ingrediente fulcral para o fantástico desfecho desta história. Afinal de contas, nunca soubemos verdadeiramente as intenções de cada personagem.

Bem... tirando claro, Diane e Ben. Eu sempre desejei que estes tivessem um envolvimento amoroso, confesso. Há uma química tão natural entre eles que fiquei desiludida pois a relação deles arrefeceu bastante desde Um Último Suspiro, sem que o motivo seja realmente grave a ponto de justificar este afastamento.
Ambas as personagens estão dotadas de problemas familiares, e a forma como harmoniosamente estes são conjugados na narrativa é enriquecedora no contexto da história. Sim, com isto quero dizer que será importante a meu ver, ler as obras por ordem, a ponto de perceber o que terá acontecido ao pai de Ben ou à irmã de Diane.

Acho que é neste livro que Booth mostra verdadeiramente a sua versatilidade na escrita. Os relatos duros e quiçá chocantes naquilo que ele criou como "O Meu Diário dos Mortos", cujos conteúdos são verdadeiramente arrepiantes são conjugados com uma fluidez descritiva nas situações, cenários e personagens. Ainda assim, nos relatos descriminados como "O Meu Diário dos Mortos", Booth tenta quase como de forma poética mas igualmente macabra e real, enaltecer os aspectos alusivos à decomposição dos cadáveres.
Em geral, aspecto que já realcei anteriormente, gosto do estilo de Booth, na forma como no gótico cenário de Peak District, o crime é resolvido pelo deslindar das subtramas paralelas (e originais) que o autor concebe.

O Lugar Morto é um livro muito bom, conseguindo-me surpreender, no entanto confesso que Um Último Suspiro é até agora, o meu favorito da saga. Fica a curiosidade e enorme vontade de ler os livros seguintes e acompanhar a saga de Cooper e Fry.

Um livro fascinante, a quem recomendo aos fãs de policiais mais pesados e aos curiosos sobre o tema da mortalidade (pois desmistifica, ainda que de uma forma crua, os mais variados aspectos sobre a morte). Gostei bastante!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Alastair Campbell - Maya [Opinião]

Confesso que desconhecia Alastair Campbell, autor de um livro publicado pela Bizâncio, Está Tudo na Cabeça. Não li esta obra mas assim que foi publicado Maya, fiquei curiosíssima em ler este livro, dado que na sinopse, este seria catalogado como um drama/thriller. E então no post de hoje vou fazer algumas considerações sobre este livro.

Uma capa bonita mas simples que é essencialmente o retrato do enredo deste livro. Steve Watkins conta em primeira mão, a história da sua melhor amiga Maya Lowe. A amizade deles recua desde há vinte anos, altura em que Steve achava que estava apaixonado pela amiga, e com receio de deitar tudo a perder, nunca o confessou. Agora que tantos anos se passaram, Steve é casado com Vanessa e prestes a ser pai. Por sua vez, Maya é uma bem sucedida estrela de cinema, também casada com um homem das artes do entretenimento, Dan Chivers. O que Steve relata é basicamente, uma sequência de acontecimentos que explora ao limite a obscuridade associada ao poder excessivo da amizade, abordando o cruel mundo da fama.

Escrito na primeira pessoa, o leitor faz os seus juízos a partir do que é relatado e eu penso que esta é uma personagem dúbia. Sim, neste livro o protagonista é altamente duvidoso: se por um lado é compreensível toda a sua preocupação pela amiga, por outro é incoerente a forma como ele faz precipitar os podres sobre a relação de Maya com Dan. Será este um bom amigo? Aquele que elabora diversos esquemas menos éticos para que a verdade venha ao de cima?

A meio do enredo pensava para mim própria como era possível ser descurada a relação com a esposa em detrimento de Maya e como Steve, um homem aparentemente com valores, começa a agir na ausência de ética, para ajudar, se é assim que podemos dizer, a amiga. Por isso à medida que nos deparamos com quase uma obsessão pouco saudável por Maya, a empatia que se gerou inicialmente por Steve fácil e gradualmente se transforma em desagrado.
Este é Steve, casado com Vanessa que vai desculpando os mais esfarrapados esquemas do marido, que de certa forma, o esquivam da responsabilidade de ser pai, afastando-o de Vanessa mas aproximando-o de Maya. E esta por outro lado demonstra a sua fragilidade face às inúmeras situações sobre Dan e não só. O próprio mediatismo sobre a sua pessoa abafa-a da felicidade pessoal.
No meio de tantas personagens vulgo fictícias, o autor insere umas quantas personalidades numa tentativa de tornar a trama o mais realista possível.

Numa escrita fluída, inicialmente mais morosa com as inúmeras descrições que gradualmente convergem numa leitura compulsiva e cheia de acção, o autor explora o mundo da fama e ao que lhe traz associado como a falta de privacidade através de constantes assédios por parte de jornalistas ou paparazzis e pressões várias face aos media. Para enriquecer a trama, descreve com brilhantismo, aquela que poderá ser uma relação compulsiva e quase que obsessivamente doentia, dentro dos limites da amizade.
Não há violência, a trama é praticamente desenvolvida num registo de tensão psicológica.
Muitas manipulações, intrigas, mentiras e acções que à partida agoiram um final menos colorido para Steve são os ingredientes base de uma trama que não se engendra propriamente nas minhas preferências literárias, mas que gostei de ler.

domingo, 6 de maio de 2012

Divulgação Editorial Porto Editora: John Connolly - Os Amantes


Sinopse: Charlie Parker há muito que enfrenta os seus fantasmas. Depois de ter saído da Polícia de Nova Iorque, e agora que vê a sua licença de detetive privado ser-lhe retirada, decide investigar algo que desde sempre o inquietou: o seu passado. Nomeadamente as circunstâncias trágicas que levaram o pai, Will Parker, a matar um jovem casal de namorados, tendo em seguida posto termo à sua própria vida, num ato tresloucado e sem motivo aparente.
Um misterioso casal de amantes, detentores do segredo que tanto atormenta Charlie Parker, obriga-o a mergulhar a fundo na sua própria história, mesmo que isso signifique descobrir verdades incómodas e mentiras comprometedoras.
Em Os Amantes, John Connolly submerge o leitor, com o talento único que lhe é internacionalmente reconhecido, num thriller simplesmente soberbo.

Sobre o autor: John Connolly, (1968), Dublin. Filho de um funcionário público e de uma professora, começou a escrever desde os 6 anos. Estudou inglês na Trinity College, em Dublin e em 1993, tirou o mestrado em jornalismo na Dublin City University. Trabalhou como jornalista freelance e colabora regularmente para o jornal Irish Times.

Nas livrarias a partir de 17 de Maio.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Passatempo Contraponto - Giorgio Faletti: Eu Sou Deus


Desta vez, e em parceria com a Contraponto, a menina dos policiais tem para sortear, um exemplar do livro Eu Sou Deus de Giorgio Faletti. Para participar no passatempo, tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.

Regras do Passatempo:
- O passatempo começa hoje dia 3 de Maio de 2012 e termina às 23h59 do dia 14 de Maio de 2012.

- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.

- O vencedor será contactado via e-mail.

- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.

- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui:

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Divulgação Contraponto: Giorgio Faletti - Eu Sou Deus


A aguardada obra de Giorgio Faletti, autor de Eu Mato, está prestes a chegar às bancas, sob a chancela da Contraponto.

Sinopse: Um serial killer aterroriza a cidade de Nova Iorque. As suas ações não seguem os padrões conhecidos pelos criminalistas, sendo a escolha das vítimas totalmente aleatória. Não lhes olha nos olhos enquanto morrem, mas também não o poderia fazer, pois ataca massivamente. As autoridades procuram desesperadamente um rosto, mas o assassino não tem rosto, nem nome, nem passado, nem futuro. Vivien Light, uma jovem detetive que esconde os dramas pessoais sob uma sólida imagem profissional, e Russel Wade, um repórter fotográfico com um passado que deseja esquecer, são a única esperança para deter este homicida - um homem que não pode ser responsabilizado pelos seus atos, um homem que acredita ser Deus.

Excerto

«Encontro um botão e pressiono-o com delicadeza. E outro. E mais outro. Um instante ou mil anos depois, a explosão é um trovão sem tempestade, a terra que acolhe o céu, um momento de libertação. Depois os gritos e a poeira e o barulho dos carros que chocam uns contra os outros e as sirenes que me avisam que, para muitas das pessoas que estão atrás de mim, chegaram ao fim os oito minutos. Este é o meu poder. Este é o meu dever. Este é o meu querer. Eu sou Deus.»

Críticas de imprensa

«Um fenómeno literário.»
Financial Times

«Com um só golpe, Faletti modernizou o tradicional mundo literário e editorial italiano. Em Eu Sou Deus, Faletti regressa ao thriller puro e duro.»
Corriere della Sera


Sobre o autor: Giorgio Faletti, licenciado em Direito, foi um cómico de grande sucesso da televisão italiana e mais tarde um cantor de êxito de música popular, chegando a ganhar o Prémio da Crítica no Festival de Sanremo de 1994. Eu Mato foi a estreia de Faletti na literatura, que se revelou, à semelhança de outras aventuras na sua carreira, um retumbante sucesso. De toda a sua obra já foram vendidos mais de 11 milhões de exemplares só na Itália, e o reconhecimento da crítica e do público saltaram rapidamente as fronteiras italianas.

Perdida de Mo Hayder vence Prémio Edgar Allan Poe 2012

Estou particularmente satisfeita com esta notícia pois adoro a autora Mo Hayder :)
Este livro já está publicado em Portugal pelas Publicações Europa América e aconselho fortemente a sua leitura!

Perdida
de Mo Hayder foi galardoado com o Prémio Edgar Allan Poe na categoria de Melhor Romance, um prémio atribuído pela Mystery Writers of America, uma organização que reúne escritores na área policial, suspense e mistério.

Com mais de dois milhões de livros vendidos em todo o mundo, Mo Hayder é considerada uma das melhoras escritoras da actualidade no género thriller e policial. Após vários projectos na área do ensino, dedicou-se à escrita a tempo inteiro.

Perdida segue-se a Ritual e Pele, também editados na Europa-América na colecção «Crime Perfeito».

Sobre Perdida:

Um novo caso para o inspector Jack Caffery

Anoitece quando o inspector Jack Caffery chega para falar com a desesperada vítima de car-jacking.

O que lhe é dito deixa-o horrorizado. O automóvel foi levado à força. E no banco traseiro havia um passageiro. Uma menina de onze anos.

Que ainda não foi encontrada.

O assaltante não demora muito a entrar em contacto com a Polícia. E Caffery tem cada vez mais a certeza de que ele está a planear roubar outro automóvel. E outra criança.

Quem é o assaltante? Como é que ele escolhe as suas vítimas? E — mais importante que tudo — conseguirá Caffery encontrar a criança?

Antes que seja tarde de mais…

terça-feira, 1 de maio de 2012

Aleksandra Marínina - O Dono da Cidade [Opinião]


Aleksandra Marínina é uma consagrada escritora de policiais russa de quem eu nunca tinha ouvido falar. Bem... só numa busca exaustiva de títulos do Fio da Navalha é que me deparei com ela e numa oportunidade de compra deste livro com um preço mais simpático, é que tive a chance de a "conhecer".

Então é sobre ela que me debruço neste post, e no seu romance de estreia O Dono da Cidade, o 16º volume da colecção Fio da Navalha da Editorial Presença.

Desconhecendo se os tradutores traduziram o livro da sua versão original em russo, penso que fizeram um excelente trabalho. Desmistificaram um aspecto, bastante curioso até, sobre a construção dos nomes russos. Desconhecia por completo a utilização de um patronímico em detrimento do reconhecimento da identidade paterna e gostei de ter lido sobre este facto.
E é aqui que aponto a maior crítica a este livro, um aspecto intrínseco ao mesmo: a dificuldade em reter nomes tão complicados como estes, russos, cuja complexidade aumenta visto que um nome pode ter associado umas três ou quatro alcunhas.
Os tradutores tentam descomplicar, e na sua nota, compilam os nomes das várias personagens, sintetizando a sua função na trama.
De facto, se não tivesse sido este apontamento, ter-me-ia sentido perdida pois achei extremamente difícil fixar os nomes das personagens com a agravante de, frequentemente, estas serem citadas pelas suas alcunhas.

Ora bem, neste que é o primeiro livro protagonizado pela agente da Judiciária de Moscovo, Anastassia Pávlona Kaménskaia, mais vulgarmente conhecida como Nástia, a própria vai dar entrada no Dolina, um sanatório local, onde terá início uma investigação policial. Existe uma sórdida história de um homem com ambições demasiado estranhas e que o levam a planear (e posteriormente executar) filmes pornográficos com trágicos desfechos. Esta é apenas uma das tramas paralelas. A outra centra-se num estranho homicídio.

Gostei desta personagem principal e mais do que isso, estou curiosa em saber mais sobre ela. É uma mulher determinada a nível profissional mas do pouco que descreve da relação com o namorado, deixa antever um quê de submissa no campo amoroso.
As restantes personagens são indiscutivelmente complexas, explorando doenças do foro psicológico ao seu limite, e a forma como estas interferem na vida em sociedade.

Apesar de ter achado a trama muito simples, sem grandes surpresas, com uma acção muito linear aliado a um desfecho pouco surpreendente mas coerente com a narrativa, foi um livro que me cativou. Li-o compulsivamente em dois dias. Gostei dos picos de adrenalina à custa da perseguição de duas personagens tão peculiares como uma prostituta e um anão e estava curiosíssima em saber qual seria o desfecho do Iúri Mártsev, um homem cuja história é mórbida mas extremamente realista e chocante!

Eu gosto particularmente de policiais cuja acção se passe em países estrangeiros e foi o primeiro que li tendo como cenário, a Rússia. Não estou familiarizada com os costumes deste país, e com este livro tive oportunidade de ler um pouco sobre a cultura russa.
A forma como os temas da pedofilia e prostituição são abordados é extremamente crua, podendo ferir a susceptibilidade do leitor. É aqui que a linguagem de Marínina se torna mais cruel: no retrato de actos vis, que embora não pensemos neles, são perpetuados no obscuro na sociedade e fielmente espelhados na literatura policial.
Um fenómeno cada vez mais visível nas sociedades ocidentais e patente neste livro (embora estejamos na Rússia pós soviética) são as organizações criminosas como a Máfia. Esta terá um papel que, embora secundário, se revela fulcral nesta trama.

Achei tão interessante este livro que irei aproveitar a feira do livro para adquirir as restantes obras da autora. Estou curiosa em ler o desenvolvimento destas histórias russas e como progredirá Nástia perante novos casos criminais. Gostei! Altamente recomendado para os fãs de policiais que tenham como cenário países que não sejam os Estados Unidos, afim de contactar com novas culturas.





Mais informações sobre o livro aqui.