terça-feira, 9 de outubro de 2012

Passatempo Editorial Presença: Dan Buthler & Dag Öhrlund - Mord.Net [Resultado]



Com a preciosa colaboração da Editorial Presença, a menina dos policiais tinha um exemplar deste livro, Mord.Net, para oferecer. Desde já agradeço à editora e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 198 participações, das quais 193 válidas, as respostas correctas eram:


1. Que nacionalidade têm os autores? Dinamarquês e sueco

2. Qual é a fórmula do crime perfeito? Nenhuma testemunha, nenhum motivo, nenhum vestígio do autor

3. A que número corresponde Mord.Net na colecção Minutos Contados? 36
Sublinho a quantidade de respostas erradas nesta pergunta e fiquei muito surpreendida quando muitos participantes inseriram um (mesmo) número de telemóvel ao invés do número da colecção dos Minutos Contados, que era o pedido.

E após um sorteio no random.org, a vencedora é:

151 - Patrícia Soares (Oeiras)

Parabéns à vencedora!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos! 


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Simon Tolkien - O Rei dos Diamantes [Divulgação Editorial Planeta Manuscrito]


Baseado em factos verídicos, o livro concentra-se no destino dos judeus belgas e retrata a venda de seres humanos num nos períodos da história mais sangrenta: o nazismo.
Antuérpia é famosa por ser o centro do comércio mundial de diamantes. Estes mesmos diamantes que permitiram aos judeus fugir para a Suíça, acabaram por traí-los aos nazis. Tornaram-se assim os diamantes de sangue da Segunda Guerra Mundial.

Um policial sofisticado que vai além da intriga na resolução de um assassínio, e com um suspense que vai crescendo à medida que a intriga se adensa, em que o leitor vai decifrando mistérios e deparar-se com segredos obscuros do passado.

Neste romance, a acção não se limita apenas aos assassínios, o suspense vai crescendo à medida que a intriga se adensa e a sequência narrativa consegue tirar o fôlego ao leitor. O ritmo intenso e inebriante, as personagens fortes e elaboradas, fazem deste policial uma leitura a devorar.
O Rei dos Diamantes mereceu rasgados elogios por parte da crítica nos países em que foi publicado - Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Itália – tendo sido escolhido pela prestigiada Kirkus Reviews como um dos melhores policiais de 2011.

«Tolkien escreve com uma qualidade intemporal com os toques de outros grandes mestres do mistério.»
 USA Today

«Leitura compulsiva… elaborado com astúcia e imbuído de ameaças, O Rei dos Diamantes, acrescenta brilho à reputação de Tolkien como uma estrela brilhante no firmamento do thriller.»
 Richmond Times

Sobre o autor: Foi advogado de êxito em Londres, especializado em Justiça Criminal, antes de ir viver para a Califórnia com a mulher e os filhos. O seu primeiro romance, Final Witness, foi publicado em 2002 e amplamente elogiado, e o segundo, The Inheritance, também recebeu críticas entusiastas quando foi publicado, em 2009.
Simon Tolkien é o neto de J.R.R. Tolkien.

Mary Higgins Clark - Agora És Minha [Opinião]

Já li alguns livros da autora, e consigo articular nesta altura, que a autora tem uma fórmula quase genérica para os seus romances e que nunca se torna cansativa, tornando as suas tramas compulsivas.

Em Agora És Minha, a psicóloga Susan Chandler, agora com um programa de rádio, dedica uma emissão especial sobre mulheres desaparecidas, incidindo sobre o caso que remota à anos de Regina, uma mulher desaparecida num cruzeiro, sem qualquer indícios do seu paradeiro. Este acontecimento desencadeia uma reacção em cadeia assassina, impossível de prever.

Como referi anteriormente, a autora usa uma fórmula muito específica: a excelente caracterização dos vários psicopatas, escolhendo como obsessão um tema. Em Gosta de Música, Gosta de Dançar tínhamos um homem obcecado com sapatos; em Enquanto o Meu Amor Dorme, era óbvia a fixação com o mundo da Alta Costura e mais recentemente com O Berço da Morte, a autora convidava-nos a ingressar no mundo dos hospitais. 
Neste livro, Agora És Minha é a inscrição que um anel de pechisbeque (daqueles mesmo baratuchos, bem à moda das lojas dos 300) oferecido às raparigas. Este é o bilhete de identidade para um sociopata que conquista uma mulher, para a matar em seguida, acção que tem lugar maioritariamente em cruzeiros, onde as mulheres se sentem mais predispostas ao romance e poderão mais facilmente sucumbir aos encantos de um homem desconhecido.

Esta dita fórmula abrange uma protagonista feminina, de forte carácter, que acaba por ser equacionada como a mais recente vítima do serial killer em questão. Neste caso é Susan Chandler. Ex-promotora de justiça, agora dedica-se à Psicologia mantendo um programa de rádio.

À semelhança dos livros anteriores que li da autora,além do mistério que se adensa até ao final, há um clima subtil de romance, protagonizado por Susan e por uma das personagens masculinas, e muitos são os momentos de empatia com esta e as demais personagens.
Afinal, Susan é psicóloga, e é considerada como alguém com quem se sente uma confiança sem explicação. Um dos aspectos que particularmente me fascinou na trama foi o facto da autora ter criado esta personagem, com esta profissão e desta forma, relatar algumas breves consultas de psicologia, onde os pacientes expõem uma panóplia de problemas. Nunca escondi que sou uma apaixonada pela área da Psicologia.

Mas Susan embrenha-se pessoalmente no desaparecimento de Regina Clausen, que nunca regressou de um cruzeiro, desconhecendo as consequências dessa investigação. É neste ponto que ela se cruza com a mãe da vítima, Jane, e há toda uma carga dramática, que complementa o mistério de Regina.

Como tem vindo a ser hábito, MHC utiliza uma linguagem muito discreta, ainda que na descrição dos inúmeros homicídios perpetuados afim de silenciar qualquer testemunha e ocultar a verdade. O mais horrível dos homicídios é quase poético nas palavras de MHC. Do que li anteriormente da autora, não achei que esta fosse fã de mortes em cadeia. Erro meu. Acho que neste livro perdi a conta ao "bodycount". 
De resto achei que o enredo era relativamente previsível. Não que seja um ponto contra, porque esta leitura revelou-se compulsiva (tendo lido o livro em cerca de dois dias).
Sem que a identidade do vilão seja desvendada, Higgins Clark lança as suspeitas para cima de três personagens, um número de suspeitos demasiado reduzido, não constituindo grande surpresa o desenlace e a identificação correcta do serial killer.

Em suma, este livro apesar de não estar nos moldes da impressibilidade, é uma interessante e sôfrega leitur. Para quem leu alguns anteriores da autora, não deixa de estabelecer uma estranha analogia o que se traduz numa leitura menos surpreendente. Ainda assim, Mary Higgins Clark é uma autora que não deixo de recomendar.





domingo, 7 de outubro de 2012

John Verdon - Não Abras os Olhos [Divulgação Editorial Porto Editora]



Sinopse: David Gurney sentia-se quase invencível... até que esbarrou com o assassino mais inteligente que alguma vez teve de enfrentar.

Duas semanas é o prazo que Dave Gurney - inspetor de homicídios recém-reformado da Polícia de Nova Iorque e protagonista do primeiro romance de John Verdon, Pensa Num Número - se impõe para resolver um caso intrigante que lhe chega às mãos: uma jovem noiva é decapitada durante o copo-d'água, rodeada por centenas de convidados. Não há testemunhas, arma do crime ou qualquer pista do assassino. Um desafio ao qual é impossível resistir. Mas a que custo?

Todos os indícios apontam para o novo jardineiro, um homem misterioso e conturbado, mas nada se encaixa - nem o motivo, nem a ausência da arma do crime e, acima de tudo, o cruel modus operandi. Deixando de lado o óbvio, Gurney começa a ligar os pontos longe de imaginar que está prestes a travar uma batalha épica com o pior dos inimigos, um sádico implacável, que não hesitará em arrastá-lo para a beira do precipício e, pior... à sua mulher, Madeleine.

Nas livrarias a 18 de Outubro.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Jeff Lindsay - Querido Querido Dexter [Opinião]


Eu não costumo ver muita televisão mas se há série que não perco um único episódio, esta é Dexter.
Com muitas saudades de Dexter (e com a recente estreia da 7ª temporada nos Estados Unidos), escolhi este livro, o segundo da série original em livro, para terminar o mês de Setembro.

Para quem não conhece, a saga é protagonizada por Dexter Morgan, um analista de sangue que trabalha no departamento forense da polícia de Miami. Embora acarinhado e respeitado a nível profissional (com excepção talvez pelo sargento Doakes) e a nível pessoal (a namorada Rita com um casamento traumático de onde resultaram dois filhos, Cody e Astor), há uma faceta muito íntima de Dexter, a que ele chama Passageiro das Trevas. E esta prende-se a uma faceta psicopata que Dexter desenvolveu desde tenra idade e o leva a matar pessoas que não fazem falta à sociedade.

Em Querido Querido Dexter, o nosso analista de salpicos investiga um novo caso de um  psicopata com um mórbido modus operandi, que será apelidado como Dr Danco. Nisto ainda tem que lidar com as desconfianças do sargento Doakes. Este é talvez, o único aspecto que se assemelha à série. a segunda temporada, divergindo na totalidade da história, incluindo desfechos de algumas personagens. Não existe nenhum Bay Harbour Butcher e a ameaça do livro advém precisamente de uma personagem exterior.

O livro, narrado na primeira pessoa, descreve como Dexter atenta nos vários pormenores do seu dia a dia, a escolha das vítimas e inúmeros flashbacks de episódios com Harry, o pai adoptivo, que lhe ensinou o Código, um conjunto de regras para não ser descoberto. As observações de Dexter são no mínimo espirituosas, dotada de um humor negro, que transpareceu facilmente na série, muito graças à genialidade do actor Michael C. Hall.

Custa-me distanciar da série, no entanto tentarei cingir-me aos aspectos do livro dignos de registo. 
Embora focado num serial killer, toda a trama é espirituosa, e de certa forma, descontraída. 
Se porventura, Lindsay descreve uma vítima que é submetida a uma remoção cirúrgica de membros, este fá-lo com uma graciosidade na escrita que não choca os leitores. Este é então o vilão pois em relação aos crimes de Dexter, com um grau de tortura muito inferior, digamos assim, e muito graças ao seu sedento poder de vingança, sente-se uma ironia muito própria.

Ler um livro da saga é como entrar na mente de um sociopata, perceber as motivações para um homicídio e as preocupações de limpar os indícios, mantendo sempre as aparências. Mas Dexter assume-se como um justiceiro, eliminando pedófilos e outros assumidamente mais criminosos do que o próprio. Ele encontra o equilíbrio em Deborah, a irmã adoptiva, ela própria um desastre em relações com o sexo oposto, embora neste livro pareça estar de bem com a vida e com o novo detective Kyle Chutsky,. E claro, Dexter sente-se equilibrado e aparentemente bem com Rita, a sua namorada (se bem que o sociopata tem grandes problemas com a palavra namorada e compromisso, sabendo de antemão que estes são os procedimentos a ter para se inserir bem na sociedade).

Rita é, como Dexter a descreve, "tão perturbada quanto ele". Muito devido aos maus tratos a que o ex-marido a submeteu. Embora no livro tenhamos muito pouco contacto com estes comportamentos, ao contrário de uma das temporadas da série televisiva, em que Paul efectivamente tem uma participação activa.

Não querendo de todo, dar nenhum spoiler, a relação de Dexter com os filhos de Rita, nas obras, mais íntima, até porque Dexter partilha várias características com Cody. Quer-me fazer parecer que a criança terá algum destaque nos livros doravante, pelos motivos menos óbvios e sobre os quais me inibo de comentar. Têm mesmo que ler os livros para perceber porquê, e acima de tudo, sentirem-se open minded para não se sentirem chocados com a diferença de Cody no livro e na série.

Quem é fã da série, não deixo de recomendar a saga que deu origem ao sucesso da ShowTime, alertando que os livros são mesmo diferentes da adaptação televisiva. O primeiro livro ainda apresenta algumas semelhanças, em relação a este, há um maior distanciamento. Talvez devido por ser diferente, acaba por ser também extremamente surpreendente! Apesar de abordar à primeira vista uma temática dura, não deixa de ser uma leitura compulsiva e estranhamente descontraída dentro do género. Recomendo vivamente!






terça-feira, 2 de outubro de 2012

Passatempo Editorial Presença: Dan Buthler & Dag Öhrlund - Mord.Net


Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear, um exemplar do livro Mord.Net de Dan Buthler & Dag Öhrlund. Para participar no passatempo, tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.

Regras do Passatempo:
- O passatempo começa hoje dia 2 de Outubro de 2012 e termina às 23h59 do dia 8 de Outubro de 2012.

- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.

- O vencedor será contactado via e-mail.

- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.

- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui:
Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Anne Rice - O Anjo das Trevas [Divulgação Editorial Publicações Europa América]



Título: O Anjo das Trevas
Subtítulo: Os Cânticos do Serafim
Autora: Anne Rice
Colecção: Obras de Anne Rice
Preço: 17.50¤
Pp.: 144

A sequela d' O Tempo do Anjo

«Sonhei com anjos. Vi-os e ouvi-os numa enorme e interminável noite galáctica. Vi as luzes que simbolizavam estes anjos, voando aqui e ali, em laivos de um brilho irresistível […] Senti amor em redor de mim neste vasto e contínuo domínio de som e luz […] E algo semelhante a tristeza apoderou-se de mim e confundiu toda a minha essência com as vozes que cantavam, porque as vozes cantavam sobre mim.»

Assim começa o novo romance assombroso de Anne Rice, um thriller sobre anjos e assassinos, que nos conduz novamente aos mundos obscuros e perigosos de tempos passados. Anne Rice leva-nos para outros domínios, desta vez para o mundo de Roma no século XV, uma cidade de cúpulas e jardins suspensos, torres altas e cruzes por debaixo de nuvens sempre em mudança; colinas familiares e pinheiros altos… de Miguel Ângelo e Rafael, da Sagrada Inquisição e de Leão X, segundo filho de um Medici, dissertando sobre o trono papal…
E nesta época, neste século, Toby O’Dare, antigo assassino por ordem do governo, é convocado pelo anjo Malquias para resolver um terrível crime de envenenamento e para procurar a verdade sobre a aparição de um espírito irrequieto — um diabólico dybbuk. O’Dare em breve se vê envolvido no seio de conspirações negras e contra-conspirações, rodeadas por uma ameaça sombria e ainda mais perigosa, porque o véu do terror eclesiástico a cobre.
Enquanto embarca numa viagem de expiação, O’Dare é ligado ao seu próprio passado, com assuntos claros e obscuros, ferozes e ternos, com a promessa de salvação, e com uma visão mais profunda e rica do amor.


Anne Rice é uma autora consagrada de diversos best-sellers na área da literatura de fantasia e gótica. Entre êxitos como A Rainha dos Malditos e A Hora das Bruxas, alcançou a notoriedade com Entrevista com o Vampiro, um clássico que redefiniu a literatura de vampiros e foi adaptado ao cinema por Neil Jordan.


Adam Blake - O Enigma do Mar Morto [Divulgação Editorial Casa das Letras]

Sinopse: O ex-mercenário Leo Tillman e a ambiciosa polícia Heather Kennedy investigam uma série de mortes enigmáticas. As pistas levam-nos até aos manuscritos do Mar Morto, em concreto a um evangelho mortal escondido entre eles. Colocando a própria vida em risco, Tillman e Kennedy vão cruzar-se com um bando de sinistros assassinos que derramam lágrimas de sangue e acreditam ser descendentes de Judas. Estes «anjos caídos» irão fazer tudo o que estiver ao seu alcance para revelar o enigma dos manuscritos do Mar Morto - a verdade sobre a morte de Cristo - e assim mudar o mundo para sempre... Os acidentes sucedem-se: desde um aparatoso acidente de avião no deserto americano, um brutal assassinato na universidade de Londres até chegarem a uma cidade fantasma no México. O Enigma do Mar Morto é o mais emocionante thriller desde O Código Da Vinci. 


Dan Buthler & Dag Öhrlund - Mord.Net [Divulgação Editorial Presença]




Data de Publicação: 2 Outubro 2012


Título Original: Mord.Net
Tradução: Gonçalo Gama Pinto
Páginas: 432
Preço sem IVA: 18,60€/ Preço com IVA: 19,50€
ISBN: 9789722347341

ROMANCE DE ESTREIA
45.000 EXEMPLARES VENDIDOS NA SUÉCIA
(edição em papel e audiolivro)

  • Direitos de tradução vendidos para os seguintes países: Alemanha, Dinamarca, Noruega e Islândia;
  • Direitos audiovisuais adquiridos pela Hollywood Gang Productions, que produziu Shuter Island, de Martin Scorcese, com Leonardo de Caprio e Everybody is Fine de Robert de Niro.    
Que aconteceria se alguém encontrasse a fórmula do crime perfeito? Nenhuma testemunha, nenhum motivo, nenhum vestígio do autor. As forças policiais de todo o mundo veem-se intrigadas quando diversos homicídios inexplicáveis, aparentemente sem ligação entre si, se sucedem um pouco por todo o globo sem deixar quaisquer pistas que possam seguir. Cada vez mais impotentes face à escalada de violência, os detetives cruzam os poucos dados de que dispõem e descobrem que o crime organizado ligado à máfia russa poderá ser responsável por estes acontecimentos. Mas conseguirão travá-los?
 
Sobre os autores: 
Dan Buthler nasceu em 1965 em Rønne, na Dinamarca. Licenciou-se em Economia e define como seus principais interesses o marketing e a internet. Trabalhou como business developer para o Dagens Byheter, o maior jornal matutino da Suécia, e foi também consultor.

Dag Öhrlund, sueco, é jornalista há 35 anos, fotógrafo e escritor. Os seus trabalhos estão publicados em mais de 150 revistas, em mais de 20 países. Dá ainda palestras sobre escrita, bem-estar e segurança tecnológica, em escolas, empresas e organizações.


Eric Giacometti & Jacques Ravenne - O Ritual da Sombra [Opinião]

Eric Giacometti e Jacques Ravenne são um verdadeiro sucesso em literatura na França. Um afamado thriller que assim suscitou o meu interesse desde que tive conhecimento que a editora Publicações Europa América iria publicá-lo.

Sophie Dawes, uma arquivista do Grande Oriente, é assassinada numa festa na embaixada francesa, cumprindo um ritual que evoca a morte do fundador da Maçonaria, Hiram. Nessa noite, em Jerusalém, no Instituto de Estudos Arqueologicos, Marek, um arqueólogo que possui uma enigmática pedra gravada, morre de forma semelhante.

A trama desenvolve-se a partir da investigação destes homicídios que têm um fio condutor denotado pela semelhança dos crimes bem como a existência de uma organização, a Sociedade Thule, que opõe-se à Maçonaria. 
E por falar nesta... Quem melhor do que um mação para descrever ritos relacionados com a Maçonaria. Pois os rituais estão de facto extremamente bem caracterizados, satisfazendo quem, como eu, acha estimulante a leitura sobre a temática de organizações secretas. Explicação para tal? O próprio do Jacques Ravenne, por intermédio de um pseudónimo, é mação, tendo chegado ao grau de Mestre no Rito Francês. Por outro lado, Giacometti, um jornalista que terá investigado a Maçonaria nos anos 90. Dois entendedores da supra referida organização secreta que mantêm assim, uma base real na trama fictícia.

Algumas ilustrações alusivas ao tema bem como breves instruções para o terceiro grau simbólico de Mestre no rito maçónico intensificam a seriedade da temática a ser debatida, ainda que por meio ficcional.
A Maçonaria tem um impacto tão forte que os autores propõem como protagonista o comissário Antoine Marcas, ele próprio mação, desvendando uma panóplia de costumes maçónicos, outrora considerados como ocultos e respondendo discretamente às perguntas que possamos achar intrusivas no âmbito do tema.
Um glossário maçónico consta do anexo, por exemplo, afim de desmistificar termos que poderão ser confusos para o leitor no decorrer das páginas d´O Ritual da Sombra.

Achei as personagens pouco estereotipadas. Nunca encontrei na literatura um personagem que fosse assumidamente mação, com um carácter importante na resolução dos vários crimes como é o cargo de comissário. Sem explicações sobre se tal cargo terá sido uma influência de favores dentro da Maçonaria, claro está.
Restringindo as características ao indispensável, este tem uma relação extremamente interessante com Jade Zewinski, responsável pela segurança da embaixada, cenário da morte de Dawes.

Este foi para mim um critério que aliado às sucessivas mortes, tornaram o enredo aliciante. Certo é que tantos momentos de acção também os há, mais parados. Numa outra perspectiva, o autor cria um fundo histórico, nomeadamente a Segunda Guerra Mundial, encadeando com a acção na corrente actualidade.

Uma parelha improvável de autores que resultou num livro extremamente interessante expresso numa escrita inteligente e simbólica. Embora seja um livro aclamado como semelhante ao Código Da Vinci, achei-o diferente dos thrillers que tenho lido ultimamente.
Congratulo a editora Publicações Europa América pela publicação deste livro! Gostei e recomendo!