terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Paul Sussman - O Último Segredo do Templo [Divulgação Editorial Bertrand]


Data de publicação: 15 Janeiro 2016

               Título Original: The Last Secret of The Temple
               Tradução: Manuel Cordeiro
               Preço com IVA: 18,80€ 
               Páginas: 592
               ISBN: 9789722530569

Sinopse: Um mistério com dois mil anos. Um segredo que tem de ser protegido com a própria vida.

Ao investigar o assassínio do holandês Piet Jansen, Yusuf Khalifa, protagonista de O Exército Perdido e O Labirinto de Osíris, constata uma série de coincidências com o primeiro caso de que se ocupara há treze anos, quando uma israelita de nome Hannah Schlegel fora encontrada morta em Karnak. Contra a opinião dos seus superiores hierárquicos, o inspector Yusuf decide reabrir esse primeiro caso, mas para o fazer é obrigado a colaborar com um antipático detetive israelita, Arieh Ben-Roi, o qual, por sua vez, depende das informações que lhe são fornecidas por uma jornalista palestiniana de Jerusalém. Esta receberá uma carta anónima, cujo autor afirma estar na posse de dados susceptíveis de alterar a balança de poder no Médio Oriente, e se propõe oferecer-lhe o maior furo jornalístico da sua carreira, relacionado com um estranho manuscrito medieval. Compreende-se assim, aos poucos, que a identidade do assassino de Hannah Schlegel está ligada a um mistério que envolve um antigo tesouro religioso roubado de Castelombres, em França, e ao destino de alguns velhos simpatizantes do nazismo.

Sobre o autor: Paul Sussman foi jornalista e arqueólogo, actividade que o levou a passar vários meses por ano em escavações no Egipto. Autor best-seller de quatro thrillers, é um dos mais conceituados e populares autores do género e o Independent chamou aos seus livros «a resposta inteligente a Dan Brown». Morreu inesperadamente em 2012, com apenas 45 anos de idade.


Resultado Passatempo de Natal [Nuno Nepomuceno] Trilogia Freelancer

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Com a preciosa colaboração do autor Nuno Nepomuceno, a menina dos policiais tinha uma Trilogia Freelancer para oferecer.
Desde já agradeço ao Nuno e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 118 participações válidas, as respostas correctas eram:

1. Além de ser espião, André Marques-Smith é funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros
2. Como se chama a agência de espionagem para a qual trabalha secretamente André Marques-Smith? Cadmo
3. Qual é o nome de código da personagem feminina que surge em A Espia do Oriente? China Girl
4. Refira uma cidade que serviu de pano de fundo para o livro A Hora Solene: Moscovo, Londres, Lisboa, Praga...
5. Em que dia foi a apresentação do livro A Hora Solene?
8 de Dezembro de 2015. Note-se que muitos concorrentes responderam 11 de Novembro mas não era pedido a data da publicação do livro mas sim a data de apresentação!
6. A Hora Solene foi inspirado num discurso de guerra de que político? Winston Churchill 

Note-se que este passatempo tinha uma particularidade facultativa: quem partilhasse o passatempo no Facebook, no seu mural e de forma pública, a participação era duplicada. Assim, quem participaria na posição 1 e cumprisse este requisito, participa com os números 1 e 2. O objectivo era divulgar o blogue aos amigos :)

E após um sorteio no random.org, a vencedora é:

94 - Ana Damião (Terrugem)

Parabéns à vencedora!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

R. J. Palacio - Wonder [Opinião]


Reticente sobre se iria gostar de Wonder (afinal de contas, iria sair da minha zona de conforto), li este livro em formato e-book no idioma inglês. Em Portugal foi publicado com o nome Milagre pela ASA.

Este é um livro muito conhecido, pelo menos, tenho visto diversas recomendações do mesmo na blogosfera embora não seja uma novidade.
A história centra-se em August, um menino que nasceu com uma deformação na cara. Como tal, tive alguma dificuldade em imaginar esta personagem. Ele próprio afirma que "é muito pior do que nós imaginemos". Esta criança sempre teve aulas em casa mas precisa de frequentar a escola, agora que tem 11 anos.

Wonder poderia ser um livro que explorasse os dramas banais de uma criança mas não é. Porque August não é uma criança fisicamente normal. Por dentro, é maravilhoso. Sim, é esta a primeira lição de muitas outras que o livro transmite. Não avaliar as pessoas pelo aspecto exterior, o que tanta gente inconscientemente o faz.

De repente, eu com 30s, senti-me pequena junto a esta personagem de apenas 11. Embora o protagonista seja uma criança, este livro não é infantil. Aliás, nem sequer consigo pensar no August como uma personagem pois creio que ele acaba por ser o estereótipo do menino com excesso de peso ou com óculos.

O livro tem imensos ensinamentos propensos a uma reflexão. Eu, que trabalho com crianças, acho que deviam motivar os alunos na escola a ler este livro. 

A obra é de rápida leitura, uma vez que os capítulos são muito curtos. O nível de inglês é bastante acessível. 
O livro divide-se nos testemunhos de August, da sua irmã e, sem querer precisar (já li o livro no ano passado), a amiga da irmã Miranda e um amigo do protagonista. Conseguimos perceber as interacções que se vão gerando entre August e as restantes personagens não só pelo ponto de vista do menino.

Por mera curiosidade, achei grande piada à utilização extensiva de termos de Star Wars. Enquanto decorria a leitura, curiosamente estava a ver os filmes, estando longe de imaginar que também eu me tornaria fã. Obrigada, August, foi também graças a ti que senti mais magia por esta saga! 

Por ser uma livro completamente diferente dos que costumo ler, creio que não consigo analisar a obra como devia. Não é o livro com as reviravoltas que tanto aprecio, estas são substituídas por imensos ensinamentos. Li com interesse a obra até ao final, expectante com um final à altura de August e da sua adorável família. E assim o foi.
Afianço-vos que, embora não seja o livro que escolheria, valeu bem a pena a sua leitura. Gostei bastante e até hoje, August ainda não me saiu completamente da cabeça.

Pierre Lemaître - Irène [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Há uns anos li um livro que me ficou retido na memória. Alex de Pierre Lemaître foi um dos melhores policiais que alguma vez li e, finda a sua leitura, procurei obras do autor, cujo protagonismo pertencesse à personagem Camille Verhoeven, embora sem sucesso.

No entanto, em Outubro tive conhecimento que o Clube do Autor iria publicar o primeiro da trilogia protagonizada por Verhoeven, intitulado Irène. Fiquei radiante! Há tanto tempo que esperara por este livro!

Embora tivesse lido Alex e até me recordava bem da história, Irène foi uma excelente surpresa.
Tal como a obra que lera anteriormente, este livro é repleto de reviravoltas e dotado de uma crueldade nas descrições providas de cenas gráficas e susceptíveis aos leitores. Fica a sensação que estamos junto de Camille, nas cenas do crime.
Irène é muito mais do que violência literária, claro. Para mim, é um hino a algumas obras consagradas no género de policial isto porque o serial killer da trama reproduz os homicídios retratados em alguns livros.
Desperta, portanto, uma vontade em ler estas obras mencionadas.

Como no livro antecessor, a investigação por parte de Camille mescla com a sua vida pessoal. Dado que tinha já lido Alex, sabia de antemão que este é uma personagem amargurada. Só não sabia a razão que é esmiuçada na presente trama. Tal acontecimento deixou-me abalada. Isto porque durante a trama, é inevitável sentir uma empatia por Camille e pela sua esposa Irène, que está grávida.
No entanto, creio que o ambiente tenso devido aos crimes sobrepõe-se aos momentos felizes do casal. Categorizaria, por isso, este livro como noir. O desfecho deixou-me devastada pois não é um final politicamente correcto.

Em suma, Irène é um livro tenso, violento e chocante. Mexeu muito comigo no decorrer da leitura logo, e na minha opinião, é um dos melhores policiais que li nos últimos tempos.

Em jeito de remate, faço figas para que o terceiro volume da trilogia seja publicado. Pelo sim, pelo não, já tenho os ebooks em inglês, contudo não consigo conter a vontade em ler o terceiro. 
Urge ler boa literatura neste novo ano.


Jussi Adler-Olsen - Desejo de Vingança [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 7 Janeiro 2016

               Título Original: Fasandraeberne
               Tradução: Isabel Andrade
               Colecção: O Fio da Navalha #118
               Preço com IVA: 19,95€ 
               Páginas: 440
               ISBN: 9789722355896

Sinopse: Quando Carl Mørck o subinspetor do Departamento Q, se depara com o processo de um antigo crime na sua secretária, de imediato estranha o sucedido. Trata-se do homicídio violento de dois irmãos vinte anos antes, o culpado confessara e fora condenado. Sendo assim, como explicar o misterioso aparecimento daquele processo na sua secretária? 
Quem o deixara ali? Movido pelo instinto, Carl reabre o caso. As pistas guiam-no a Kimmie, uma mulher atormentada movida por um único propósito: vingança.
Mas Carl não é o único a procurar Kimmie. Homens poderosos tentam desesperadamente encontrá-la para silenciar os terríveis segredos que ameaçariam o seu futuro. Mas Kimmie esconde um segredo muito mais desconcertante do que todos imaginam.

Desejo de Vingança é o segundo livro da série Departamento Q e traz de volta o detetive Carl Mørck e o seu assistente Assad. É uma obra sádica, perturbadora, mas definitivamente inovadora.

Sobre o autor: Jussi Adler-Olsen nasceu em Copenhaga e trabalhou como editor em diversas publicações antes de escrever ficção. 
Recebeu numerosas distinções e prémios nos últimos anos, nomeadamente o Golden Laurels, o maior prémio literário da Dinamarca. Detém o prestigiado Glass Key Award, concedido anualmente a romances policiais de autores escandinavos. Conta com 10 milhões de livros vendidos em mais de 40 países. Desejo de Vingança é o segundo romance da série do Departamento Q, da qual a Presença publicou já O Guardião das Causas Perdidas.

Imprensa
«O novo eleito da Nordic Noir.» 
The Times 

«Adler-Olsen, figura de proa do policial dinamarquês, supera O Guardião das Causas Perdidas neste segundo romance do Departamento Q.» 
Publishers Weekly

Para mais informações sobre o livro Desejo de Vingança, clique aqui
Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Top 10 de 2015


Mais um ano que termina e gostaria de registar as melhores leituras do ano. Este ano pautou-se por uma menor disponibilidade para o blogue (com menos posts) e até as leituras foram reduzidas, como expliquei no post anterior.

Sem mais demoras, e sem qualquer ordem de preferência aqui deixo os meus preferidos de 2015:

No início do ano, logo em Janeiro, li o derradeiro volume da trilogia As Faces de Victoria Bergman, uma série que ficará na retina por muito tempo. Embora tivesse ficado algo decepcionada com o final, este livro, bem como os volumes antecessores, são de uma qualidade excepcional. 







Na realidade, eu já tinha lido este livro na edição da Gótica, mas confesso que não me recordava bem da história (embora no Goodreads estivessem lá as cinco estrelinhas). Para mim Gillian Flynn é exímia na caracterização de personagens repulsivas e na minha opinião, Objetos Cortantes supera ainda o Lugares Escuros e Em Parte Incerta. Imperdível!






Por falar em personagens especiais, lembro-me logo dos livros de Karin Slaughter. São muito, muito bons. Génesis é o terceiro da série protagonizada por Will Trent e creio que mantém a qualidade. Eu pelo menos não consigo indicar um preferido. São negros, entusiasmantes... 







Segundo livro da trilogia de Lewis, este livro entusiasmou-me muito. Adorei viajar até àquela ilha escocesa e desvendar o passado misterioso do pai da Marsaili. Fico a aguardar a publicação do terceiro pela Marcador. Já tinha gostado bastante do primeiro, também lido este ano. Este superou-o!







Claro que teria que incluir nesta lista Irène de Pierre Lemaitre. Abençoada editora Clube do Autor, já desesperava há tanto tempo por mais um livro deste autor.Irène, na minha opinião, não fia nada atrás de Alex, um dos melhores policiais que alguma vez li. É macabro, forte, repleto de passagens gráficas e faz uma alusão a algumas obras policiais. Um must-have na estante ;)






Este ano participei numa maratona de leitura conjunta das Crónicas de Gelo e Fogo (que não consegui concluir) mas houve um livro em particular que considero como um dos melhores que li este ano. Falo de A Glória dos Traidores, obra que se traduz por uma série de acontecimentos alucinantes. Bem, para quem vê a série como eu, não se torna uma grande surpresa... mas este livro é qualquer coisa de espectacular!





É inevitável dar 5 estrelas aos livros da Camilla Lackberg. Simplesmente adoro esta autora. Já me apaixonei pela família da Erika e os casos policiais são tão interessantes quanto a vida desta personagem.








Mais uma dupla sueca que me cativou. Segredos Obscuros é o primeiro de uma série que gostaria de ver publicada na íntegra no nosso país.









Adorei este livro! Li metade numa noite, assim sem conseguir parar! Adoro esse efeito dos livros em mim. Basicamente Não Contes Nada é a história de um homem que vai fazer tudo para proteger o seu filho. Foi extremamente emocionante e fez que com tivesse vontade de procurar os livros da autora publicados pela Editorial Presença.






Segunda Vida é um thriller psicológico por excelência e um verdadeiro abre-olhos para o mundo cibernáutico onde a fantasia se mescla com a realidade. Tal como o livro anterior, li cerca de metade numa só noite sem conseguir parar. Gostei mesmo muito!








Optar por 10 livros não é nada fácil quando o ano foi repleto de excelentes leituras. Gostei muito dos livros de M.J Arlidge e do novo da Mary Kubica.

O Jogo de Gerald impressionou-me muito bem como Sem Regras, provando que livros antigos têm tanta qualidade quanto os mais recentes no mercado dos thrillers. Não sou grande fã da escola do policial clássico mas gostei bastante do Crime Num Quarto Fechado de Hans Olav Lahlum.

Gosto imenso de thrillers psicológicos e ficaram-me na retina as histórias de Doce Tortura de Rebecca James e Pura Coincidência de Renée Knight. 

Por cá (e continua a ser uma falha minha, devo ler mais autores nacionais), tenho que destacar os fantásticos livros A Espia do Oriente e A Hora Solene de Nuno Nepomuceno.

Li uma trilogia fantástica, a de Wayward Pines. Também vi a série que ficou aquém dos livros, na minha consideração.

Vou partir para 2016 esperançosa que seja frutífero em bons livros tal como este ano que agora finda!
Bom ano para vós!

Balanço literário de 2015

Estamos praticamente no final de ano e é altura para fazer um balanço literário de 2015.
O número de livros lidos têm diminuído (e lembro-me que há dois anos li mais de 100) e creio que a tendência assim o será pelo que no próximo desafio de leitura do Goodreads, não serei tão ambiciosa. Este ano li 79 livros, não cumprindo, portanto, o meu desafio pessoal de ler 80 livros. Estive perto!

Vieram muitos livros cá para casa, pelo que uma das resoluções de 2016 (e correndo o risco de parecer cliché) será controlar as minhas compras no próximo ano. Isto porque, e acreditem que fiquei chocada!, comprei... nada mais, nada menos que 78, dos quais apenas li 5. Vieram muitos outros ofertados por editoras, que não contei para não me assustar. Outros foram ofertados pelo Ricardo, especialmente nos últimos tempos em que procurei afincadamente os livros das colecções Minutos Contados e Fio da Navalha.

Mas a compra livrólica do ano (que me permitirá poupar muitos tostões em livros) foi um e-reader. Eu já tinha um Mini Kobo mas confesso nunca ter usufruído muito do aparelho. Não obstante agora consegui render-me ao formato electrónico. Este ano, dos 79 livros lidos, 7 foram em formato e-book em que 3 foram em inglês. Gostaria muito de tornar um hábito a leitura nesse idioma.

Notei que em 2015 li alguns livros que não eram nem policial nem thriller. Falo das obras da Colleen Hoover e do Eleanor & Park de Rainbow Rowell, livros que se enquadram no género Young Adult. Tenho apreciado ler um livro fora da minha zona de conforto e após terminá-lo, encontrar o entusiasmo com que abraço as minhas leituras do policial e thriller.

2015 foi marcado por duas iniciativas muito interessantes a propósito de livros: as duas apresentações dos livros do meu querido Nuno Nepomuceno, a quem endereço novamente os meus agradecimentos por ter confiado em mim em tal tarefa. Fico muito feliz que autores como o Nuno vejam as suas obras publicadas, daí que me sinto muito satisfeita em ter lido a continuação do Espião Português!
Numa tertúlia promovida pela Gulbenkian a propósito da leitura policial em Maio, conheci o autor brasileiro Raphael Montes. Gostei muito desta conversa em que pude conhecer um pouco mais sobre as realidades da literaturas do género em países como o Brasil, Argentina e África. Do autor li Dias Perfeitos e O Vilarejo. Para 2016 guardei As Suicidas.

Também irei recordar, com muito carinho, o encontro entre os leitores promovido pela Editorial Presença na Feira do Livro de Lisboa. Foi nesta altura que começou o ciclo dos almoços livrólicos do GLA, uma iniciativa extremamente divertida e que me permitiu conhecer pessoas com interesses comuns aos meus.

Em jeito de conclusão, falta eleger as dez melhores leituras do ano. Vou ali ao Goodreads e meditar um pouco sobre o tema e já cá volto!

A Estante está mais cheia [Dezembro 2015]

Já não compro mais livros este ano! :)

Num dos meus últimos posts, mostrei-vos as minhas compras da promoção da Editorial Presença mas a estes juntaram-se muitos outros livros na estante.


Como sabem, andei a comprar livros desenfreadamente a fim de completar as colecções O Fio da Navalha e Minutos Contados. Em particulares, comprei O Espião Fiel, À Margem da Lei e Boas Notícias. Rio Abaixo veio da feira de Belém, foi 2,50€ e tendo em conta que achei bastante interessante o outro livro que li do autor, nem sequer hesitei e veio comigo.

Num passeio à livraria Sá da Costa encontrei o raríssimo, O Criminoso Pálido, por apenas 5€. Aproveito para recomendar aos meus leitores alfacinhas que visitem esta livraria. Já teve dias menos felizes mas parece-me reabilitada. Achei os preços bastante em conta, pelo menos os livros do género de literatura.

A Editora Individual enviou-me de surpresa dois livros: O Papa e o Mussolini e The Wolf Wilder - A Encantadora de Lobos. Li desta autora o Rooftoppers e achei que o livro é mesmo terno. 
O Mar Infinito veio da Editorial Presença. Tive oportunidade de presentear um seguidor com o primeiro desta saga, A 5a Vaga.

Fala-me de um dia Perfeito veio de uma troca de prendas no almoço de Natal promovido pelo GLA - Grupo dos Livrólicos Anónimos. O Ricardo recebeu, nesta mesma troca, A Rapariga Inglesa mas ainda não usurpei o livro ;)


Neste mesmo almoço tive algumas surpresas: a minha querida Adelaide ofertou-me O Projecto Midas e a minha querida Carla, Numa Fracção de Segundo e Jogada de Mestre. Obrigada pelo vosso contributo para a minha colecção :)
A minha querida Mira, uma menina com quem falo desde os primórdios do Facebook, ofereceu-me o Nas Teias do Crime, acompanhado de dois marcadores lindíssimos. Nem sei como agradecer!

Por falar em surpresas, recebi o White Jazz ofertado pelo Raul, um seguidor do blogue a quem endereço os meus agradecimentos, novamente!

Na véspera de Natal chegou cá a casa Um Requiem Alemão, o livro que me fez terminar a colecção, ofertado pelo meu mais que tudo. Mais tarde abri um presente do Ricardo e lá estava, Temos que Falar Sobre o Kevin. Já vi o filme baseado nesta obra e adorei!

Como rescaldo deste 2015, vejo muitos livros que chegaram à estante e poucos lidos... 
Em 2016 quero conter-me com as compras literárias. E vocês, compraram muitos livros neste ano que agora finda? Um fantástico ano novo para vocês!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Boas Festas!


Faço votos sinceros que os seguidores e visitantes da menina dos policiais passem um excelente Natal, repleto de saúde, felicidade, paz, amor e... como não podia deixar de ser, livrinhos. Thrillers e policiais, preferencialmente ;)

Que 2016 transborde em sucessos e concretizações pessoais e profissionais.

Quero agradecer-vos pelo apoio que me transmitem aqui no blogue. Muito obrigada! Em 2016 continuaremos por cá, sempre ávidos por bons crimes literários.

Sejam sempre muito felizes, amigos leitores!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

João Pinto Coelho - Perguntem à Sarah Gross [Opinião]


Sinopse: Fora ali que Sarah Gross aprendera a ser feliz. Mas eles chegaram e mudaram tudo.
Até o nome da cidade. Auschwitz?
Que raio era Auschwitz?

Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador.
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História.

Opinião do Ricardo: Perguntem a Sarah Gross é uma obra da autoria de João Pinto Coelho e publicada pela D. Quixote, tendo sido também uma das obras finalistas do Prémio Leya 2014. O autor, embora de nacionalidade portuguesa, poder-se-á dizer que é “um cidadão do Mundo”, parafraseando a famosa frase atribuída ao filósofo Sócrates através, naturalmente, do seu principal discípulo, Platão. O autor nasceu em Londres mas viveu a maior parte da sua vida em Lisboa, embora tenha também passado, por diversas vezes, pelos Estados Unidos. Embora arquitecto de formação, nos últimos anos, João Pinto Coelho tem-se dedicado a estudar o tema do Holocausto, tema esse que não é despiciendo quando falamos da presente obra.

A trama gira em torno da figura de Sarah Gross, uma mulher que nos é apresentada como tendo um certo carisma austero mas que se vai revelando, simultaneamente, como alguém de espírito doce, tenaz e até visionário procurando superar barreiras sociais e quebrar determinados estereótipos que se encontram enraizados no local onde decorre uma parte substancial da acção, o enigmático colégio de St. Oswald’s, situado na região da Nova Inglaterra, na costa Leste dos Estados Unidos e frequentado pelos descendentes das elites norte-americanas.

Estamos perante uma obra que contém duas narrativas paralelas, residindo neste ponto a primeira crítica à presente obra. Se no caso de uma das narrativas, sabemos que a mesma é feita por Kimberly Parker, uma jovem professora cujo destino leva até ao colégio de St. Oswald’s, o facto é que é uma segunda narrativa que nos dá a conhecer o percurso da vida de Sarah desde a sua infância até à idade adulta, sendo esta feita por narrador não participativo e omnisciente ou, pelo menos, assim pensamos até uma fase já adiantada da obra, na altura em que ambas as narrativas se cruzam.

No que concerne à narrativa de Kimberly poder-se-á dizer que a mesma é temporalmente mais estática, uma vez que se desenrola ao longo de alguns meses, centrando-se no processo de adaptação desta mesma personagem ao colégio e à sua relação com alguns membros já instalados naquele reduto elitista como Miranda, Clement, Mr. Forrester e, claro, Sarah Gross, ao mesmo tempo que Kimberly vai lidando com alguns dos “fantasmas” do seu passado numa narrativa lenta mas cuja tensão vai aumentando até ao seu zénite que dá lugar a um longo anti-climax (demasiado longo, acrescentamos), mal as narrativas se fundem.

Falando ainda da segunda narrativa, esta decorre ao longo dos vários anos que medeiam entre o nascimento de Sarah e a sua chegada à idade adulta, centrando-se tanto nela como nos seus progenitores, Henryk e Anna, como na sua amiga Esther, estabelecendo-se um notório paralelismo entre a adaptação a uma nova vida por parte de Sarah, no continente europeu e o que acontece a Kimberly com a sua chegada a St. Oswald’s. Também nesta segunda narrativa, sentimos o adensar da tensão à medida que ventos da guerra se espalham pelo velho continente.

Não obstante os pontos positivos que surgem sublinhados na própria sinopse, na contracapa do livro, designadamente a riqueza das descrições e o nível de detalhe das mesmas, num olhar quase cinematográfico sobre os locais onde decorre a acção, a verdade é que, no nosso entender, a obra enferma de algumas incoerências. Desde logo a já referida questão do narrador omnisciente não participativo, mas também o facto de nessa mesma narrativa se passarem vários capítulos onde a figura central (ou mesmo aglutinador) é o seu pai, Henryk, sabendo-se apenas de Sarah através de cartas por ela enviadas a partir da Universidade de Gottingen, quer aos seus pais, quer a Esther. 

Lendo a obra compreendemos o contexto em que surgem estes capítulos dedicados ao pai de Sarah, no sentido de explicar os “fantasmas” que também atormentam esta personagem (e aproveitamos para acrescentar que esta obra é rica em personagens que carregam sombras dos respectivos passados, talvez até em quantidade excessiva), contudo, não deixamos de considerar uma opção menos positiva, a de preferir centrar a narrativa na carreira política de Henryk em Oshpitzin, ao invés de permitir que o leitor acompanhasse a vida de Sarah, o seu percurso académico e o encontro com Aleck Hirsch em Gottingen, sobretudo numa altura tão crucial e fervilhante da história da Alemanha, como a da ascensão do Partido Nacional-Socialista (NSDAP), o que não se afiguraria, decerto, como tarefa difícil para um estudioso do Holocausto.

Em suma, estamos perante uma narrativa, sem sombra de dúvidas, pungente e, nalguns momentos, bastante interessante e surpreendente, mas que, na nossa modesta opinião, parece-nos bem longe das críticas que apontam este livro como uma obra-prima.
Por certo ficaremos atentos a novas obras deste autor.