segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Lars Kepler - Stalker [Divulgação Porto Editora]


Data de publicação: 3 Março 2016

               Título Original: Stalker
               Tradução: Ana Diniz
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 576
               ISBN: 

Em 2010, a Porto Editora publicou O Hipnotista, a estreia da saga policial de Lars Kepler que alcançou o sucesso e o reconhecimento da crítica. 

A 3 de março chega às livrarias o quinto título da série, Stalker, cuja trama inclui o inspetor Joona Linna, como é habitual, mas também o hipnotista Erik Maria Bark que cativou os leitores do primeiro livro. 

Graças ao suspense, à complexidade do enredo e às personagens cativantes, Stalker foi o livro mais vendido na Suécia no ano da sua publicação. A dupla Lars Kepler, composta por Alexander Ahndoril e pela luso-descendente Alexandra Coelho Ahndoril, é já uma marca no panorama do thriller nórdico, e a sua série já ultrapassa os 5 milhões de exemplares vendidos nos 40 países em que está publicada.

Sinopse: Um assassino em série aterroriza Estocolmo. Qual voyeurista, ele filma as suas presas, sempre mulheres, na intimidade das suas casas e depois coloca os vídeos no YouTube, enviando em simultâneo um link para o Departamento da Polícia Criminal.
Quando a primeira mulher aparece morta, vítima de um brutal homicídio, a Polícia começa as suas investigações, mas os vídeos que se sucedem não permitem identificar os alvos. Desconfiando de que o marido da segunda vítima, Björn Kern, traumatizado após ter encontrado o corpo da mulher, detém informações cruciais que podem ajudar o caso, a Polícia decide pedir ajuda ao hipnotista Erik Maria Bark. No entanto, aquilo que Björn lhe conta leva Erik a mentir à Polícia.
Se as luzes estiverem acesas, um stalker consegue ver a sua presa do lado de fora, mas, se estiverem apagadas, é impossível ver um stalker que já se encontre dentro de casa. Tranque as portas e corra as cortinas – os Lars Kepler regressaram com um novo thriller de cortar a respiração.

Sobre o autor: Lars Kepler é o pseudónimo de uma dupla de escritores de sucesso na Suécia: Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril. O Hipnotista, primeiro volume da saga, alcançou um enorme sucesso internacional e foi adaptado ao cinema pela mão do realizador Lasse Hallström. Depois de O Hipnotista, O Executor, A Vidente e O Homem da Areia, chega-nos Stalker.

Mais informações em www.larskepler.com












Imprensa
«Lars Kepler, os sucessores de Larsson.»
El Mundo 

«Joona Linna é um polícia deveras merecedor de uma série de romances.»
José Riço Direitinho, Ípsilon 

«Incrível [...] Este livro consegue ser melhor do que os anteriores.»
Berglingske 

«Uma receita fantástica com ingredientes capazes de despertar os maiores medos e as fantasias mais obscuras.»
Dagsavisen

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Marcello Simoni - A Abadia dos Cem Pecados [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: 23 Fevereiro 2016

               Título Original: L'abbazia dei cento peccati
               Tradução: Inês Guerreiro
               Preço com IVA: 17,50
               Páginas: 366
               ISBN: 9789897242786

Marcello Simoni é por muitos considerado o escritor sensação do romance histórico e está já publicado em vários países. A sua obra tornou-se internacionalmente conhecida com O Mercador de Livros Malditos, o seu romance de estreia, distinguido com o Prémio Bancarella e o Prémio Literário Emilio Salgari, entre outros.

O autor estará em Portugal de 7 a 9 de Março para apresentar o primeiro romance da sua mais recente trilogia, a trilogia das abadias. A abadia dos cem pecados é o novo livro do autor que, tal como a trilogia dos livros malditos, também ambienta os leitores na idade Europa medieval. Neste novo volume, o autor tece uma história de religião, batalhas e alianças numa época muito marcada por lutas de supremacia política e domínio religioso.

Sinopse: Agosto de 1346. França e Inglaterra estão em guerra. No final da batalha de Grécy, o rei da Boémia, já moribundo, entrega a um cavaleiro francês, Maynard de Rocheblanche, um pergaminho com um misterioso enigma. Este obscuro texto faz referência a uma relíquia preciosa, o Lapis exilii. São muitos os que procuram apoderar-se dele, nomeadamente um ambicioso cardeal de Avinhão e o príncipe Karel do Luxemburgo, ansioso por se fazer coroar imperador.
Para proteger o valioso documento, Maynard será obrigado a fugir. Refugiar-se-á primeiro em Reims, junto da irmã Eudeline, abadessa do convento de Sainte-Balsamie, e depois na abadia de Pomposa. Será aí que encontra o abade Andrea e o jovem pintor Gualtiero de’Bruni, com os quais tentará descobrir a verdade sobre o pergaminho. No entanto, o único que a conhece é um monge de aspeto disforme, que arrebatou o segredo do Lapis exilii de um lugar inacessível, o mosteiro de Mont-Fleur...

Sobre o autor: Marcello Simoni nasceu em Comacchio, em 1975, onde atualmente vive e trabalha. Licenciado em Letras, trabalha como bibliotecário mas já foi arqueólogo. O Mercador de Livros Malditos foi o seu romance de estreia, que rapidamente conquistou o público internacional e a crítica, tendo sido distinguido, entre outros, com o Prémio Bancarella.


Top Blog Awards 2015

Conforme anunciei há dias na página de Facebook da Menina dos Policiais, estou, à semelhança do ano passado, nomeada na categoria de Literatura dos Top Blog Awards.
Para alguém que começou um blogue há quase 6 anos, para apenas registar o que lia, isto é grandioso. Claro que nunca teria chegado aqui se não fossem vocês, o que de melhor a blogosfera me ofereceu foi a interacção de quem gosta tanto deste género como eu. Actualmente há amizades que surgiram de uma troca de emails sobre os livros! Obrigada!

Voltando aos Top Blog Awards, podem ver os outros blogues candidatos em http://topimprensa.blogspot.pt/2016/02/top-blog-awards-nomeados.html

Ainda estamos na fase de nomeações pelo que podem inscrever os vossos blogues favoritos que não constem da lista aqui: http://topimprensa.blogspot.pt/2015/10/top-blog-awards-2015.html

Este ano as votações serão premiadas aleatoriamente com alguns vales para os votantes, pelo que não deixem de participar e votar nos blogues preferidos. Espero que na categoria de Literatura, a menina dos policiais seja o vosso favorito :)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Karin Slaughter - Flores Cortadas [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Terminei há uns dias a leitura da mais recente obra publicada por cá de Karin Slaughter, desta feita pela Harper Collins, mas ainda hoje penso na história e sinto-me devastada. Se um livro tem este efeito em mim, é porque é qualquer coisa de espectacular.

Flores Cortadas é um stand alone e nada tem a ver com a série de Will Trent e a de Sara Linton. Na minha opinião, a presente obra não consegue destronar as séries mencionadas embora a história tenha um grande impacto tal como as que li outrora da autora, daí ter arrecadado a pontuação máxima no Goodreads, 5 estrelas.

A história assenta sobre o desaparecimento de Julia de 19 anos, há mais de duas décadas. A família destronou-se face a este acontecimento e as irmãs Claire e Lydia seguiram caminhos diferentes. As irmãs reúnem-se após a morte do marido de Claire e as circunstâncias levam a que elas descubram uma verdade aterradora.

O livro está muitíssimo bem escrito, estruturado sob três perspectivas diferentes que vão intercalando: a de Claire, Lydia e umas pequenas cartas do pai delas para a filha que desapareceu. E estes testemunhos são extremamente tristes, emotivos, sentimentos que, de certa forma, contrastam com os sentimentos que a acção desperta. Se há um aspecto em que Karin Slaughter é exímia é na descrição mórbida, tornando grande parte das passagens bastante incómodas e perturbadoras. E foi assim que me senti no decorrer desta leitura, muito incomodada.

Para maior impacto aquando a vossa leitura, vou omitir o tema central da história e que torna o livro angustiante, adiantando apenas que, para mim, é das temáticas mais inconcebíveis. Creio que ainda não lera nada sobre esta, tornando, a meu ver, esta trama original e perturbadora.
Não percebo como é que um ser humano pode ser assim tão horrível. E quando esperamos que a história não assuma proporções piores, eis que acontece uma reviravolta que nos deixa sem chão. Até à última página.

No meu ereader tenho agora a bibliografia completa em inglês da autora. Karin Slaughter é, decididamente, uma das minhas autoras preferidas. Quando acho que nada me consegue chocar, eis que leio uma das suas histórias e termino-as com uma sensação avassaladora.

Há um conto que acompanha este livro, uma espécie de prequela, intitulado Arrancadas, que ainda não li mas faço questão de fazê-lo em breve.

Em suma, Flores Cortadas é um livro chocante e perturbador, ideal para os fãs dos thrillers mais pesados. Ainda que o ano esteja no início, decididamente que Flores Cortadas será dos melhores livros de 2016.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Nelson DeMille - Fogo Mortal [Divulgação Marcador]


Data de publicação: 17 Fevereiro 2016

               Título Original: Wild Fire
               Colecção: John Corey #4
               Preço com IVA: 19,95€
               Páginas: 536
               ISBN: 9789897542190

Sinopse: Fogo Mortal é o novo sucesso de um dos autores mais lidos em todo o mundo, é um thriller de leitura obrigatória.
Neste novo livro Nelson DeMille fala-nos do Clube Custer Hill – uma sociedade secreta cujos membros incluem alguns dos homens mais poderosos da América. 
À primeira vista, trata-se de um sítio para relaxar com velhos amigos. Porém, num fim de semana, o clube reúne-se para falar sobre a tragédia do 11 de Setembro e dar os últimos retoques num plano de retaliação mortal, conhecido apenas pelo seu nome: Fogo Mortal.

Sobre o autor: Nelson DeMille nasceu na cidade de Nova Iorque em 1943. Em 1978 publicou o seu primeiro grande romance By the Rivers of Babylon, que foi um sucesso comercial junto da crítica. Desde então escreveu mais catorze romances e passou bons bocados a criar as suas personagens, entre elas John Corey. Construiu uma carreira literária marcada por enormes sucessos mundiais. 

Todos os seus livros chegaram ao primeiro lugar do The New York Times e da Publishers Weekly, tendo totalizado em conjunto, 380 semanas na lista dos mais vendidos. 
É um dos três escritores que mais vendem em todo o Mundo, com mais de 100 milhões de livros vendidos. Os seus romances têm sido amplamente aclamados pelo público e pela crítica. Na Marcador publicou os livros Força Divina, A Ilha do Medo, Quando a Noite Cai, O Jogo do Leão, O Leão, e O Jogo do Leopardo.

Imprensa
«DeMille é o mestre do thriller inteligente»
Dan Brown

«Milhões de leitores não podem estar errados!»
The New York Times

Anteriormente publicado 


Sophie Jaff - O Amor É Vermelho [Divulgação Marcador]


Data de publicação: 17 Fevereiro 2016

               Título Original: Love Is Red
               Tradução: Liliana Lavado 
               Preço com IVA: 17,50€
               Páginas: 360
               ISBN: 9789897542152

Sinopse: Katherine Emerson nasceu para cumprir uma profecia secular, mas ela ainda não o sabe. 
No entanto, há um homem que o sabe: um assassino que persegue as mulheres da cidade de Nova Iorque, um monstro que os media apelidaram de Homem Foice devido à arma que utiliza para transformar os corpos das suas vítimas em telas para a sua arte perversa. Ele rouba mais do que a vida das suas vítimas, e cada morte aproxima-o mais da mulher que tem de possuir custe o que custar.

Sobre a autora: Sophie Jaff nasceu na África do Sul. 

É aluna do Graduate Musical eatre Writing Program na Tisch School of the Arts, da Universidade de Nova Iorque e membro da Dramatist Guild. Sophie foi escritora e letrista do musical infantil A Shelter in Our Car, escrito em colaboração com Robert L. Wilson, o qual o New York Times descreveu como «comovente, escrito com sensibilidade e um espetáculo futuante.» 
Tem ainda um livro infantil, e Adventures of Lula the Discontented Cow, que foi publicado em 2005 pela Human & Rousseau.

Imprensa
«A força deste livro absurdamente fantástico é a dúvida constante que ele cria no cérebro do leitor.» 
The New York Times

«Um livro dinâmico, um thriller escrito de forma brilhante. Altamente viciante.» 
San Francisco Book Review

«O Amor é Vermelho é tão cativante que o leitor vai dar por si a levá-lo para todo o lado até chegar à última página… e irá querer relê-lo assim que o terminar.» 
Elizabeth Haynes, autora bestseller do The New York Times


Mason Cross - O Caçador [Divulgação TopSeller]


Data de Publicação: 15 Fevereiro 2016

               Título Original: The Killing Season
               Páginas: 368
               Preço com IVA: 18,79
               ISBN: 9789898831736

Mason Cross, pela primeira vez editado em Portugal, é considerado uma das novas estrelas do thriller mundial. 
O Caçador é o primeiro livro de uma trilogia com uma mistura irrepreensível de ação, um elenco inteligente e com personagens bem desenhadas.

Sinopse:  Caleb Wardell, o «Sniper de Chicago», escapa ao corredor da morte duas semanas antes da sua execução, quando a carrinha de transporte de prisioneiros onde segue é impedida de chegar ao seu destino pela máfia russa. O FBI recorre aos serviços de Carter Blake como a única forma de conseguir capturar Wardell.
Blake é um homem com um passado misterioso e um talento especial para encontrar aqueles que não querem ser encontrados. Juntamente com Elaine Banner, uma ambiciosa agente do FBI, os dois irão perseguir Wardell enquanto este, por pura crueldade, começa a matar pessoas, aparentemente ao acaso, nas horas de maior tráfego das cidades.
Mas nem tudo é o que parece. Atrás do assassino esconde-se uma conspiração que ameaça o país. Para Blake conseguir capturar o criminoso e travar a ameaça, ele irá ter de infringir todas as regras...

Sobre o autor: Mason Cross nasceu em Glasgow, na Escócia, em 1979. Licenciou-se em Línguas e fez uma pós-graduação em Tecnologias de Informação, o que lhe permitiu descobrir que tem muito mais êxito com as palavras do que com os computadores.
O Caçador é o seu romance de estreia, da série Carter Blake. O 2.o volume, O Samaritano – que a Topseller também publicará –, foi selecionado para o Richard and Judy Book Club, um selo de qualidade. Vive com a mulher e os três filhos na sua cidade-natal.

Conheça melhor o autor e leia as fantásticas críticas da imprensa internacional em: www.masoncross.net.

Imprensa
«O meu tipo de livro.» 
Lee Child

«O Caçador é a estrela surpreendente de Mason Cross, o primeiro volume de uma nova série de thrillers em que o suspense percorre a ação até chegar a um final de reter a respiração. Os leitores vão ansiar por mais livros de Carter Blake.» 
Publishers Weekly

Jo Nesbø - Baratas [Divulgação Editorial Dom Quixote]


Data de Publicação: 1 Março 2016

               Título Original: Kakerlakkene
               Páginas: 392
               Preço com IVA: 18,90€
               ISBN: 9789722059213

Sinopse:  Com o zumbido do constante e intenso tráfego rodoviário nos ouvidos, Harry mergulha no submundo de Banguecoque, apinhado de clubes noturnos, templos, antros de ópio e anúncios turísticos, numa investigação que ninguém lhe pediu nem deseja.
Nem ele próprio. E, uma vez mais, é vítima dos seus próprios instintos.

Sobre o autor: Jo Nesbø nasceu na Noruega em 1960. É músico, compositor, e um dos escritores de policiais mais elogiados e bem-sucedidos da Europa. Com os livros da série protagonizada pelo inspetor Harry Hole conseguiu um sucesso invejável quer no seu país de origem quer a nível internacional, recebendo elogios da crítica e do público. É traduzido em mais de 40 línguas, recebeu vários prémios literários e muitos dos seus livros atingiram os tops de vendas. Em Fevereiro de 2013 o Parlamento norueguês atribuiu-lhe o Peer Gynt Prize, que premeia uma personalidade ou instituição que se tenha distinguido na sociedade e tenha contribuído para valorizar a reputação da Noruega a nível internacional.

Imprensa
«Nesbø escreve como um anjo. Mas o anjo é Lúcifer.»
The Philadelphia Inquirer (EUA)

«Segundo os policiais nórdicos, o mundo é negro e gelado, tal como o coração humano. Mas é a magia com que Nesbø trabalha as metáforas neste género literário que faz a diferença. Diria que é o meu favorito entre os seus pares.»
Michael Robbins, Chicago Tribune (EUA) 



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Jane Shemilt - A Filha Desaparecida [Resultado Passatempo Editorial Presença]


Com a preciosa colaboração da editora Editorial Presença, a menina dos policiais tinha um exemplar do livro A Filha Desaparecida de Jane Shemilt para oferecer.
Desde já agradeço à editora e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 262 participações válidas, as respostas correctas eram:

1. Qual o título original da obra? Daughter
2. Quantas estrelas tem A Filha Desaparecida no Goodreads? 3,6 (estava no post de divulgação) mas também aceitei a pontuação exacta para quem foi verificar no Goodreads
3. Porque razão Jenny está desesperada? porque a filha adolescente já devia ter voltado da escola, onde participou numa peça de teatro.
4. Que profissão tem Jenny (e a autora Jane Shemilt)? Médica

Note-se que este passatempo tinha uma particularidade facultativa: quem partilhasse o passatempo no Facebook, no seu mural e de forma pública, a participação era duplicada. Assim, quem participaria na posição 1 e cumprisse este requisito, participa com os números 1 e 2. O objectivo era divulgar o blogue aos amigos :)

E após um sorteio no random.org, a vencedora é:

105 - Susana Sousa (Tabuado)

Parabéns à vencedora!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos!

Para mais informações sobre o livro A Filha Desaparecida, clique aqui
Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui




Jane Shemilt - A Filha Desaparecida [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: A Filha Desaparecida, tal como o nome indica, tem como mote o desaparecimento de uma adolescente de 15 anos, Naomi. Filha de pais médicos, e aparentemente inseridos numa classe social alta, torna-se inesperado que a jovem não retorne de um ensaio de teatro na escola.

O livro é narrado pela mãe, Jenny, em duas instâncias temporais distintas, amplificando o interesse pela trama. Recordo que esta estrutura de narrativa resultara bem em obras como Em Parte Incerta e Não Digas Nada, permitindo ao leitor conhecer ao mesmo tempo duas acções temporalmente distintas.
Assim, somos privilegiados em saber o que antecedeu e nos dias após o desaparecimento, em 2009 e ao mesmo tempo em que ponto está a situação um ano depois. Inicialmente parece que passado um ano, a jovem continua desaparecida e o contexto pessoal/profissional da mãe modificou-se muito.

Numa primeira análise achei que esta narração actual não fosse decisiva para a trama (afinal de contas, a subnarrativa de 2009 dá-nos a conhecer uma série de elementos referentes não só a Naomi como o restante núcleo familiar da jovem).
No entanto, é esta subnarrativa que dita o que afinal aconteceu à adolescente e, a meu ver, acresce um dramatismo à história que intensifica a credibilidade da mesma. A mãe tece considerações muito profundas sobre a dor. Convidativo para uma reflexão sobre os valores familiares, A Filha Desaparecida disseca também sobre as consequências da perda de um filho, agravadas pelo desconhecimento sobre o que terá de facto acontecido à adolescente. Também faz uma advertência à forma como a adolescência pode ser um período conturbado, de omissões para os pais. Portanto, descobrem-se alguns factos sobre Naomi que o leitor não esperava e o juízo de valores sobre esta personagem vai-se modificando ao longo da leitura.

Muito sinceramente, a única personagem com quem senti alguma afinidade foi Jenny. Creio que ela arrasta o leitor consigo naquela espiral de dor. 
Esta tem outros dois filhos gémeos que me pareceram algo mimados e o pai também me pareceu distante do acontecimento, pelo que não consegui mesmo sentir empatia pelo resto da família.

A trama é muito intrigante e o livro prendeu-me a ponto de passar duas madrugadas a ler contudo não creio que o desfecho fosse estimulante. No decorrer da leitura imaginei uma série de hipóteses sobre o que teria acontecido a Naomi e de facto a que nos é apresentada nunca me passou pela cabeça. Fiquei tão incrédula que reli aquelas duas páginas finais e senti-me profundamente decepcionada.
Compreendo que já exista alguma literatura relacionada com a temática de desaparecimento de jovens e crianças e que a autora tenha querido seguir um caminho que nunca foi explorado mas aquele final, lamentavelmente, não me convenceu.

Em suma, A Filha Desaparecida teria sido um livro excepcional se o final tivesse sido diferente, na minha opinião. É deveras convincente e intrigante mas, infelizmente, munido de um desfecho muito duvidoso.

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