quinta-feira, 21 de abril de 2016

TopSeller: Trailer do filme «A Rapariga no Comboio» aprovado por milhões de leitores


A Rapariga no Comboio, editado pela Topseller, foi o livro sensação de 2015 em todo o mundo. Segundo dados GFK, foi o livro mais vendido em Portugal o ano passado, somando já 15 edições - 78 mil exemplares editados em apenas nove meses. No início do ano, atingiu a fantástica marca de 10 milhões de livros vendidos em todo o mundo.

A história, recheada de suspense, cativou de imediato o interesse do mundo cinematográfico e o resultado chega às salas de cinema nacionais em outubro. À semelhança do livro, as filmagens estiveram envolvidas em bastante mistério, uma vez que pouco se soube da rodagem do filme e poucas foram as imagens que passaram para o exterior.

A seis meses da estreia de um dos mais aguardados filmes do ano, os muitos milhões de leitores do livro de Paula Hawinks puderam​ finalmente​ satisfazer a curiosidade sobre a adaptação da obra ao grande ecrã. A Universal Pictures divulgou​ o primeiro trailer de A Rapariga no Comboio, filme realizado por Tate Taylor​ e​ com Emily Blunt no papel principal (Rachel).  

Haley Bennett, Luke Evans, Rebecca Ferguson, Laura Prepon, Edgar Ramírez, Allison Janney, Justin Theroux e Lisa Kudrow, são alguns dos conhecidos actores que fazem parte do elenco de A Rapariga no Comboio.


A HISTÓRIA
O livro que vai mudar para sempre o modo como vemos a vida dos outros.

Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.
Até que um dia... Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.

De leitura compulsiva, este é o thriller do momento, absorvente, perturbador e arrepiante.


quarta-feira, 20 de abril de 2016

Mary Higgins Clark & Alafair Burke - O Assassínio de Cinderela [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 13 Maio 2016

               Título Original: The Cinderella Murder
               Preço com IVA: 16,60
               Páginas: 320
               ISBN: 9789722530521

Sinopse: Laurie Moran, produtora televisiva, está delirante com o sucesso do seu programa Sob Suspeita. Além do mais, este programa, que recria casos por resolver, ajudou a solucionar um homicídio logo no primeiro episódio. Agora, Laurie tem o caso ideal para o seu próximo programa: o Homicídio de Cinderella. 
Quando a bonita estudante universitária Susan Dempsey foi encontrada morta, o caso levantou muitas perguntas. Porque estava o seu carro estacionado a quilómetros do seu corpo? Teria chegado a aparecer para a audição combinada em casa de um realizador? Porque quererá o namorado de Susan esquivar-se a perguntas sobre a relação deles? E porque faltava um sapato a Susan quando o seu corpo foi encontrado? Laurie sabe que este caso vai dar um excelente programa, especialmente porque os suspeitos pertencem à elite de Hollywood e do mundo da tecnologia. O suspense e o drama são perfeitos para o pequeno ecrã, mas estará o assassino de Cinderela pronto para um grande plano?

Sobre os autores: 
Mary Higgins Clark é autora de mais de trinta romances que obtiveram um êxito assinalável, tendo vendido mais de 150 milhões de exemplares dos seus livros em todo o mundo.
Foi secretária e hospedeira, mas depois de se casar dedicou-se à escrita. Com a morte prematura do marido, que a deixou com cinco filhos pequenos, a autora investiu na escrita de guiões para rádio e, depois, nos romances. Rapidamente se tornou um dos grandes nomes da literatura de suspense, conquistando os tops de vendas, a crítica e os fãs.
Foi eleita Grand Master dos Edgar Awards 2000 pela Mystery Writers of America, que também lançou um prémio anual com o seu nome. Já foi presidente da Mystery Writers of America, bem como do International Crime Congress.   


Alafair Burke é autora best-seller de mais de uma dúzia de livros. Antiga advogada de acusação, é hoje professora de direito criminal em Manhattan.


Jo Nesbø - Baratas [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Com a publicação de Baratas, fica completa a série protagonizada por Harry Hole em terras lusas ainda que tenha começado a ler a mesma a partir do terceiro livro, O Pássaro de Peito Vermelho. No Outono, ao que tudo indica, teremos The Police. 
A minha percepção, agora que tenho a série lida desde o início, é que a qualidade da mesma vai-se solidificando a partir do terceiro livro.

Ao ler Baratas, infelizmente não senti o mesmo entusiasmo com que lera as mais recentes obras do autor, como O Fantasma, O Leopardo e O Boneco de Neve (estas duas, as minhas preferidas). 

Nesta obra, Harry Hole vai até à Tailândia investigar o homicídio de um embaixador norueguês. E vê-se enredado numa realidade bastante cruel... 
Devo confessar que não sinto uma grande afinidade com a Tailândia, não sei se isso terá contribuído para que não apreciasse a obra como usualmente. E a juntar a isto, há um punhado de personagens tailandesas com nomes impronunciáveis, tornando a retenção das mesmas um exercício de dificuldade acrescida. 

Comparativamente ao Morcego, em que o caso não era tão complexo como os dos últimos livros da série, Baratas mostra uma dinâmica mais intrincada. Também o cenário, um país de terceiro mundo, convida o leitor a conhecer uma realidade obscura e que não temos presente. Dado que nunca li (pelo menos que me lembre) sobre a Tailândia, achei esse pormenor interessante. 

A personagem de Harry Hole acaba por se consolidar e, nesta história, vejo-o como o conhecera dos livros anteriores, manifestando de forma mais séria, os seus problemas com o álcool. É também nesta obra em aparece pela primeira vez (e num papel muito sumido), uma das mais importantes personagens dos livros sucessores, Tom Waaler.

O balanço de ler Baratas é positivo, no entanto, devo confessar que, infelizmente, este livro não me arrebatou, tal como acontecera com O Morcego.  
A meu ver, a série protagonizada por Harry Hole é uma das melhores no que concerne a policial escandinavo, mas isto verifica-se a partir do terceiro livro, como afirmei anteriormente. 
Ainda assim, creio que esta série é obrigatória para os fãs do policial. 
Aguardo, expectante, a publicação de The Police.

sábado, 16 de abril de 2016

Ruth Ware - Numa Floresta Muito Escura [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Alternando entre o tempo passado e o presente, Numa Floresta Muito Escura é um livro bastante misterioso. Sabemos que Nora, a protagonista do livro, se encontra num hospital mas esta não se recorda das razões que a trouxeram ao local. Por isso vai relatando que foi convidada para uma despedida de solteira de uma amiga com quem não se relaciona há dez anos.
Daí que, na minha opinião, o factor de mistério instala-se logo nas páginas iniciais. Porque motivo a presença de Nora é tão desejada numa festa de alguém de quem não se sabe há tanto tempo?

A despedida de solteira, que ocorre num casebre num local ermo, deixa antever logo desde início que não terá um final feliz, como a acção presente comprova. 
A paisagem de Londres, cidade onde vive Nora contrasta com a neve e a floresta densa que engole a casa dos familiares de Flo, uma das amigas da noiva. Portanto, um ponto positivo pela sensação de claustrofobia que é palpável na trama. 
Muito sinceramente, não consegui eleger o elemento mais obscuro entre as personagens e o ambiente onde decorre a acção. Isto porque até os participantes da festa me pareceram bastante duvidosos, com especial incidência em Flo, obcecada com os planos da despedida de solteira e Nina, uma amiga comum de infância de Nora e Claire, a noiva.

À medida que folhamos as páginas apercebemo-nos de alguns segredos que povoam as personagens, sendo os mais interessantes aqueles que dizem respeito a Nora e a Claire. 
A autora consegue manter o interesse na narrativa, desenvolvendo um crescendo de emoções. Confesso que na minha cabeça surgiram algumas explicações, rapidamente descartadas pelo evoluir da narrativa. Algo de muito errado viria a acontecer na festa... O marketing em torno deste livro 'Alguém se Vai Casar, Alguém Vai Desaparecer' aligeira o que de facto acontece.

Numa Floresta Muito Escura é um thriller psicológico e emocionante que li em pouco mais de um dia. De louvar as revelações que me apanharam desprevenida num ambiente tenebroso, razões pelas quais considero esta obra um excelente romance de estreia de Ruth Ware, uma autora que vai ficar debaixo da mira! 


A. J. Rich - A Carícia do Assassino [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Iniciei A Carícia do Assassino muito expectante. Afinal de contas, a sinopse era elucidativa e, ao que tudo indicava, esperava-me um livro de acção frenética. Infelizmente, acabou por não ser bem assim.

De facto as páginas iniciais indiciavam uma leitura alucinante. Logo no início, encontramos a vítima de homicídio e as descrições, pejadas de pormenores chocantes, deixaram-me ávida para mais. No entanto, a caracterização exímia de um crime deu lugar a uma descrição quase aborrecida de rotinas da protagonista e páginas atrás de páginas de conteúdo susceptível de discussão para o PAN. E porquê? Tão importante quanto a protagonista, Morgan Prager, são três cães que vivem com a profiler, cujos destinos não só são esmiuçados, como são os menos desejados para os amantes de animais, como eu.

Sendo a protagonista uma profiler, esperava mais conteúdos sobre a Psicologia Criminal. E seria expectável que nos deparássemos com um carácter forte. Contudo, a protagonista deixa-se enredar facilmente por intrigas, pelo que há uma contradição entre a sua personalidade/comportamento e a área em que é versada (e que creio trazer maior maturidade à personagem).
Devo dizer que sobre a Psicologia Criminal, área que me interessa muito, apenas são apresentados um conceitos muito simples. Pessoalmente teria gostado de um maior desenvolvimento sobre os mecanismos que regem comportamentos desviantes como a Sociopatia (um distúrbio claramente identificável em algumas personagens nesta história).

Tirando as páginas iniciais que me despertaram bastante interesse, o livro é, na minha opinião, bastante morno para quem aprecia o género policial. Desconheço se A. J. Rich, pseudónimo de duas autoras, continuará a investir nesta série. A avaliar pelo primeiro livro, não trará mais valias ao género. Posto isto, devo confessar que, infelizmente, o livro não me cativou quanto gostaria.


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Chris Carter - O Assassino do Crucifixo [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Não consigo quantificar o quão gostei deste livro! 
É certo que demorei algum tempo a lê-lo (comecei durante uma semana de muito trabalho em que o o cansaço me combatia), no entanto, devorei-o praticamente no sábado passado.

A presente obra foca-se num serial killer. Ou um discípulo do afamado Assassino do Crucifixo, que marca as suas vítimas com um crucifixo pouco convencional. O tema é, já por si, interessante e esta percepção intensifica-se quando o principal detective, Robert Hunter, é entendido em psicologia criminal, uma área que me deixa muito curiosa. Fascinou-me a forma como o protagonista, ainda que tenha umas mazelas do passado, descortina o comportamento dos serial killers de uma forma extremamente interessante. Este pormenor é, certamente, fruto da experiência do autor como psicólogo criminal.

Apesar de reconhecer alguns clichés de histórias policiais anteriores, a trama é repleta de acção. Desde as páginas iniciais até literalmente à última, há sempre acontecimentos interessantes que me deixaram presa ao livro. No sábado, sempre que interrompia a leitura, só pensava em retomá-la. Adoro quando os livros têm este poder sobre mim!
Há umas duas ou três passagens que me recordaram um livro em particular, Um Dó Li Tá (de um dos meus autores preferidos, M. J. Arlidge, também publicado pela TopSeller) por ter umas provações à maneira do Saw. 

A maioria das passagens são pautadas por um forte conteúdo gráfico e a misoginia é o ponto de partida para sórdidos crimes. Portanto o autor não se coíbe nas descrições dos homicídios bem como os procedimentos forenses nas autópsias, pormenor que muito me agradou. Chris Carter conseguiu envolver-me também na investigação.

As personagens pareceram-me bastante reais uma vez que o elenco das personagens conta com polícias corruptos, prostitutas e os seus chulos, traficantes de drogas. Pessoalmente pareceu-me um reparo à sociedade americana actual, constituída por minorias étnicas, como o detective Carlos Garcia.

Estamos perante uma série que, a avaliar pelo primeiro volume, dará cartas por cá. Pelo que parece, o segundo volume será publicado após o Verão e eu estou deveras curiosa!

Marcello Simoni - A Abadia dos Cem Pecados [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: A Abadia dos Cem Pecados é o primeiro livro de uma trilogia. Já foi publicada uma outra trilogia da sua autoria, no entanto, nunca tive oportunidade de ler. Foi com esta obra que me estreei não só com este autor como no próprio género histórico. Bem, apesar de ser um romance histórico, há um mistério.

Agradeço à editora Clube do Autor que me enviou esta obra de surpresa e por conseguinte proporcionou a leitura da obra que, volto a realçar, nunca teria escolhido.

Enveredar pela leitura de A Abadia dos Cem Pecados foi como viajar até à Europa Medieval. 
Não há como não ficar rendido ao cenário (até porque, pessoalmente, não leio muitos livros cuja acção ocorra no século XIV). Além disso, a obra cativou-me ao ponto de dar por mim a indagar ao meu marido (que é historiador) ou verificar na internet se certos factos terão sido verídicos. Senti-me cativada com a descrição da sociedade medieval (e que tanto estudo com os meus alunos), com a imponência das catedrais e com o próprio ambiente em si, dominado pela religião.
Congratulo o autor Marcello Simoni, pelo exímio trabalho de pesquisa.

A história é cativante e misteriosa. Como é referido na sinopse, após a derrota francesa na batalha de Crécy, o rei da Boémia, já moribundo, entrega ao cavaleiro francês Maynard de Rocheblanch um pergaminho com um enigma. Ao ser detentor deste documento, o cavaleiro francês enreda-se numa teia de intrigas. A batalha de Crécy (e não Grécy como é referido na sinopse) foi o primeiro confronto da Guerra dos Cem Anos, pelo que achei que esta batalha foi magistralmente descrita. 

O que mais apreciei, a passo do fantástico cenário, foi esta dita teia de intrigas que se instala entre Maynard e as demais personagens, algumas de cariz maquiavélico, que mostram uma luta incessante pelo poder.

Gostei do livro, achei-o interessante e deixou-me mais open minded para ler outras obras do género. No entanto, A Abadia dos Cem Pecados é o primeiro de uma trilogia, servindo quase como uma introdução à história. Ficou tanto por explicar e eu curiosa para deslindar mais sobre este mundo!


Colleen Hoover - Amor Cruel [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Um Caso Perdido e Uma Nova Esperança abriram-me as portas para um novo género de livros (a descobrir), o Young Adult. Embora o género ainda não me tenha convencido por completo, devo dizer que foi um prazer ler as primeiras duas obras de Colleen Hoover.
Talvez por isso, uma amiga ofertou-me Amor Cruel e não tive dúvidas em lê-lo numa altura em que estava mais cansada do meu género preferido. Ainda que tenha sido uma das primeiras leituras do ano, recordo-me de ter lido Amor Cruel num domingo de ócio.

A minha percepção, finda a leitura, foi que gostara mais das primeiras obras de Colleen Hoover. A meu ver, Um Caso Perdido e Uma Nova Esperança foram mais intensas do que a trama de Amor Cruel. Creio que esta minha percepção deve-se ao facto de haver uma tragicidade distribuída pela trama ao invés de Amor Cruel em que os acontecimentos se tornam verdadeiramente emocionantes a partir da página 236.

As obras são muito diferentes: o mundo de Hopeless era, maioritariamente, adolescente enquanto que as personagens de Amor Cruel já estão nos 20s. Também as tramas são diferentes, embora consiga ver um ponto comum que tem a ver com uma exploração do lado mais dramático das relações entre os protagonistas ou o passado dos mesmos.
E realmente é o que acontece em Amor Cruel, onde há um segredo que afecta a personagem masculina, Miles, e a sua entrega na relação com Tate. O leitor desconhece o que terá acontecido há seis anos e que tornou Miles tão fechado e frio.

Por isso nas primeiras páginas, a história foca-se muito na relação entre Miles e Tate, parecendo, inicialmente, que esta baseia-se em sexo (nada contra, até gosto de um erótico). Como li Hopeless (e a relação entre os protagonistas era mais platónica), surpreendeu-me muito ter-me deparado com tantos actos sexuais (elegantemente descritos, no entanto). 

Em suma, esta foi uma leitura que desfrutei, no entanto, creio que me teria apreciado mais se o segredo de Miles fosse descoberto numa fase menos tardia do livro. Claro que me senti chocada com o que se passou com o Miles mas creio que ter-me-ia sentido ainda mais devastada como me senti nas obras anteriores da autora.
Creio que é essa a capacidade de Colleen Hoover: envolver-nos num romance cor de rosa, para depois arrasar-nos com um segredo chocante do passado. E eu gosto disso!


domingo, 3 de abril de 2016

Olen Steinhauer - Velhas Traições [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Começo esta opinião dizendo que não sou grande fã do subgénero de Espionagem, como já tive oportunidade de dizer inúmeras vezes. No entanto, tenho lido sobre algumas teorias da conspiração e sentia-me open minded a experimentar uma obra fora da minha zona de conforto. Sem esperar, chegou-me cá a casa este livro e pensei 'porque não?' Com cerca de 200 páginas, Velhas Traições é uma obra que se lê rapidamente. Sei que o autor já fora publicado por cá, mas nunca li O Caso do Cairo, daí que esta foi a minha estreia nos livros de Olen Steinhauer.

A temática é interessante e surge sob as memórias de dois ex-espiões que se encontram para um jantar. Não deixa de ser curioso que, embora a história seja pejada de analepses, a trama tem apenas a duração de um jantar. 
Celia e Henry além de serem antigos espiões, eram amantes, no entanto, os leitores não conhecem o motivo que levou à sua separação. A pretexto de um inquérito a Celia, Henry convida-a para jantar e a conversa recai, inevitavelmente, sobre alguns acontecimentos passados.
A personagem feminina, ao contrário de Henry, refez a sua vida e é agora casada e tem filhos. Aparentemente a vida de espia ficou no passado. Por sua vez, o protagonista masculino parece nutrir ainda alguns sentimentos por Celia.

Como referi, a trama subdivide-se entre o tempo presente e o passado, sendo neste último que nos é dado a conhecer um ataque a um avião em 2006. A temática é actual, fala sobre o terrorismo, intercalando com um punhado de segredos e intrigas políticas, justificando assim o título do livro, Velhas Traições. 
O leitor fica curioso não só em conhecer as provações por que passou o casal de espiões na sua missão, bem como as razões pelas quais estes seguiram caminhos separados.

Por ter um reduzido número de páginas, não creio que o livro seja maçudo, antes pelo contrário, há um equilíbrio que oscila entre as vidas pessoais dos protagonistas quer na acção passada como na presente, e também na actividade de ambos enquanto espiões.
Confesso que a dado ponto fiquei um pouco confusa pois Celia refere que os seus filhos estavam no avião que foi desviado. O Goodreads esclareceu essa dúvida.

Ainda muito imberbe no que concerne a histórias de espiões, devo confessar que acompanhei com algum interesse esta trama. Estranhamente comecei a ler esta obra no dia dos atentados em Bruxelas e encontrei alguns pontos comuns com esta história (felizmente de ficção) e a assombrosa realidade do dia 22 de Março.
No decorrer da leitura, estranhei a omissão de crimes com uma investigação policial, elementos chave nos meus livros de eleição. Não obstante, creio que gostaria de enveredar com mais frequência por este género. 


Chris Carter - O Assassino do Crucifixo [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 28 Março 2016

               Título Original: The Crucifix Killer
               Preço com IVA: 18,79
               Páginas: 384
               ISBN: 9789898831798

Sinopse: Um corpo mutilado.
Um assassino impiedoso.
Um pesadelo que parece não ter fim.
O corpo de uma jovem é encontrado numa cabana abandonada, no meio de uma floresta. Quando é chamado ao local do crime, o detetive Robert Hunter vê-se no meio de um cenário que parece saído de um filme de terror. Nua e presa pelos braços a dois postes, a vítima foi torturada até à morte e no seu corpo foi entalhada uma cruz que o detetive reconhece de imediato: é a assinatura de um psicopata conhecido como Assassino do Crucifixo. Mas como é possível, se o Assassino do Crucifixo foi condenado e executado há dois anos? Poderá este criminoso ser um imitador? Ou será que o impensável aconteceu e ele está, afinal, vivo e à solta? O detetive Robert Hunter e o seu parceiro embarcam numa investigação perigosa para descobrir a verdade e capturar de uma vez por todas este violento assassino. Mal sabem eles que estão, na verdade, prestes a entrar no mais terrível dos pesadelos.
Um thriller vertiginoso e arrepiante, que prenderá o leitor da primeira à última página.

Sobre o autor: Chris Carter nasceu no Brasil mas cedo se mudou para os Estados Unidos, onde se formou em Psicologia com especialização em Comportamento Criminal. Foi psicólogo criminal durante vários anos antes de se mudar para Los Angeles e depois para Londres, onde tocou como músico para artistas conhecidos, até que deixou tudo para se tornar escritor a tempo inteiro.
Hoje, aplica na escrita a sua experiência de vários anos enquanto psicólogo criminal. A série Robert Hunter conta já com seis volumes publicados, todos bestsellers internacionais. Os seus livros já foram traduzidos para 14 línguas e são êxitos de vendas na Dinamarca e na Alemanha. Neste último país, o autor já vendeu mais de um milhão de exemplares.


Imprensa 
«O autor e antigo psicólogo criminal baseou-se em entrevistas com assassinos para descrever os episódios mais perturbadores da história – e com grande impacto!»
Shortlist 

«Uma estreia impressionante…Atenção aos mais sensíveis.» 
Heat Magazine