quinta-feira, 14 de julho de 2016

Ellery Queen - Vivenda Calamidade [Opinião]


Sinopse: AQUI


Opinião: A colecção Vampiro existe desde os anos 40 e é um must have para pessoas como eu, ávidos por um bom crime! Acontece que eu, vergonhosamente, não tinha nenhum Vampiro devido a três razões: a) Não sou fã de clássicos (no entanto, sinto-me mais open minded para enveredar mais por esta categoria); b) A colecção Vampiro abarcava mais de 700 títulos e eu começando a fazer uma colecção, quero os volumes todos (seria portanto, difícil terminá-la) e c) Não sou grande fã de livros de bolso (tenho que começar a olhar para o quão prático eles são para serem transportados fora de casa). Resumindo: sou esquisita.

Contudo, assim de surpresa recebi os dois primeiros livros da reedição da colecção e fiquei pasmada. O que chama a atenção, à primeira vista, é o facto destes Vampiros revivalistas manterem o classicismo das capas, sem perder o toque actual. A edição está melhorada: são um pouco maiores (creio que são do tamanho dos livros 11x17 da Bertrand), a capa é resistente e são novos! Em todos os Vampiro que vi até então, as marcas do tempo e do uso eram visíveis nas capas.
E eu apaixonei-me. Vou querer, decididamente, esta colecção na minha estante!

Entretanto já são 3 os novos vampiros que habitam a minha estante e escolher de entre estes foi fácil. Já há muito que queria ler Ellery Queen, um "autor" clássico de renome que ombreia com Dashiell Hammett, Rex Stout ou Raymond Chandler. Ambiciono ler todos estes autores! E parece-me que Ellery Queen foi inovador para a altura pois é o pseudónimo de dois autores. Hoje vemos Erik Axl Sund ou Lars Kepler e achamos que a escrita a quatro mãos funciona bem. Imagino as reacções a Ellery Queen aquando o autor surgiu.

A minha estreia com Ellery não poderia ter corrido melhor. Logo nas primeiras páginas fiquei intrigada com a sucessão de acontecimentos trágicos na aclamada Vivenda Calamidade que se abatem sobre três irmãs: Lola, Nora e Patricia. Curiosamente, esta última não é vítima dos sucessivos azares,  juntando-se a Ellery para tentar desvendar um mistério.
Não obstante o cenário ser estranhamente duvidoso, o cerne da história reside na irmã do meio, Nora. A personagem está prestes a casar com Jim que desapareceu há três anos, na véspera do casamento. Parece que volvidos três anos está mais que na hora de casar e Jim reaparece para esse propósito! No entanto, nesta vida de casado nem tudo são rosas: começam a acontecer algumas situações bastante estranhas que culmina num homicídio.

Embora haja uma morte, esta é isenta de cenas gráficas. Como até seria de esperar. O ritmo é algo moroso, embora a meu ver, as primeiras páginas foram fulcrais para despertar a curiosidade do leitor. Além disso, há uma longa passagem com cenário num tribunal, remetendo-nos para o subgénero de thriller judicial.
É curioso ver como é feita a resolução do crime, baseando-se unicamente pela lógica, afinal de contas, Vivenda Calamidade tem lugar nos anos 40, altura em que a tecnologia de hoje era uma utopia. Foi igualmente interessante desvendar a identidade do assassino bem como o motivo, uma vez que todas as suspeitas apontavam para Jim. Era demasiado óbvio, daí ter desconfiado de todos os que frequentavam a Vivenda Calamidade. Contudo, fiquei mais surpreendida com o motivo que encerrou uma trama intrincada e estimulante. Começo a mudar de ideias sobre os clássicos e pretendo ler mais este subgénero. A colecção Vampiro ajudar-me-á, certamente!

terça-feira, 12 de julho de 2016

Chelsea Cain - Nunca Perdoar, Nunca Esquecer [Divulgação Saída de Emergência]


Data de publicação: 22 Julho 2016
  
               Título Original: One Kick
               Preço com IVA: 17,76
               Páginas: 320
               ISBN: 9789896379865

Sinopse: Kick Lanning, 21 anos, é uma sobrevivente. Raptada aos seis anos, a família, a polícia, bem como a comunidade, assumiram que o pior tinha acontecido. Mas é encontrada viva seis anos depois. Submetida a toda uma série de terapias para a ajudar a superar o trauma, é só quando canaliza as suas forças e raiva para a luta que Lannigan se sente melhor. Aos 13 anos, começa a aprender todo o tipo de artes marciais e técnicas de luta, jurando que nunca mais voltará a ser vítima. Quando duas crianças desaparecem na área de Portland, Kick é abordada por um enigmático homem de nome Bishop que a convence de que a sua experiência e habilidades podem ajudar a salvar as vítimas. Mal sabe ela que o caso irá desvendar o seu próprio passado aterrorizador...

Sobre a autora: Chelsea Cain nasceu em 1972 e viveu os primeiros anos de vida numa comunidade hippie no Iowa, passando a juventude em Bellingham (Washington), nos EUA. Atualmente, vive em Portland, no estado de Oregon, com a sua família.
Cain foi nomeada uma das quatro autoras sensação do outono de 2007 pela Entertainment Weekly.
O primeiro livro publicado em Portugal, Beleza Assassina, foi considerado Amazon’s Mystery/Thriller of the Year em 2007 e recebeu a distinção New York Times Book Review - editor’s choice.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Carol O´Connell - Osso a Osso [Opinião]


Sinopse: Na cidade de Coventry, no norte da Califórnia, dois irmãos adolescentes vão passear num bosque, mas só um regressa. Ninguém sabe o que aconteceu a Josh, um rapaz de quinze anos incrivelmente dotado para a fotografia, até que, vinte anos mais tarde, o irmão mais velho, Oren, agora um ex-investigador criminal do Exército, regressa a Coventry pela primeira vez em muitos anos. Na madrugada do seu regresso, ouve um barulho no alpendre. Caído à porta de casa está o osso de um maxilar humano, com os dentes ainda intactos. E o pai diz-lhe que já não é o primeiro. Já ali apareceram outros ossos. Josh está finalmente a voltar a casa… osso a osso.
Valendo-se de todos os seus conhecimentos como investigador, Oren decide resolver o mistério do homicídio do irmão, mas Coventry é uma cidade cheia de segredos.
Entre os que têm segredos a esconder está a governanta, com um passado que ninguém conhece; o misterioso ex-polícia de Los Angeles; a mulher a quem chamam o monstro da cidade e, não menos importante, o próprio Oren. Mas o maior segredo é o do seu irmão, que nas suas fotos captara muito do que os habitantes de Coventry ciosamente escondiam, e só ao desvendá-lo Oren descobre a verdade que os assombrou a todos durante vinte anos.

Opinião: Comecei a ler este livro em 2010. A sério. Ainda me recordo que me foi oferecido pelo meu marido (na altura, ainda namorado) para apaziguar a então febre pelos policiais, que era relativamente recente. Também me lembro de quando o comecei a ler: estava eu a trabalhar no Congresso Ibérico de Egiptologia, uma semana extenuante, pouco propícia às leituras. Achei eu que seria essa a desculpa por ter desistido então da obra Osso a Osso de Carol O´Connell.
Seis anos volvidos e volto a pegar na obra em resposta a dois desafios: um no Facebook em que consistia em ler um livro que deixáramos em stand by, outro por sugestão de uma menina com quem comecei a falar no Goodreads e que também desistira deste livro. Partimos então para uma leitura conjunta. Ela terminou primeiro que eu e confirmou as minhas suspeitas. Até porque eu e a Marina temos gostos similares.

Sei que houve muita gente que adorou este livro, infelizmente não senti o mesmo entusiasmo. Às 200 páginas lidas (com muito esforço), custava-me pegar no livro para ler. Simplesmente, a história não me estava a seduzir. O que é curioso, é que os primeiros capítulos me agarraram. Foi altamente sugestiva a ideia do regresso de Josh a casa, osso a osso. Era certo que o jovem, desaparecido à vinte anos, fora morto e o seu suposto assassino enviava os ossos para a casa onde residia. Portanto, o mistério consistia em saber o que se teria passado com Josh para, primeiro, o terem morto e seguidamente estarem a enviar o seu esqueleto, de forma gradual e tão maquiavélica.
Ao analisar o esqueleto que era composto na casa de Josh e Oren, chegou-se a um facto bastante interessante, e esse foi, provavelmente, o ponto alto do livro. Teria havido algum outro homicídio para desvendar!

No entanto, página após página, o meu afinco foi esmorecendo. Achei o ritmo demasiado lento a ponto de tornar penosa a sua leitura. Demasiado focado nas personagens, raros eram os acontecimentos excitantes e que avançavam a investigação. Aliás, parecia que mais importante do que a investigação, eram as atitudes das personagens que foram esmiuçadas até ao ínfimo detalhe. Muitas das quais considerei algo mesquinhas e em nada contribuíram para a investigação.

Raramente desgosto de um livro. Desde que me mantenha entusiasmada com a descoberta do mistério, que me impressione com as suas reviravoltas e posteriormente me surpreenda no final, sinto-me satisfeita com a leitura. Talvez seja por isso que, regra geral, goste tanto dos livros que leio. No entanto este foi tão maçudo que só pensava em desistir, uma vez mais. Mas não, li até ao fim para descobrir, afinal, quem teria sido o culpado. E sinceramente, nem o desfecho me entusiasmou...

Agora que penso nisso, lembro-me de ter lido há uns bons anos, As Filhas de Judas desta autora e recordo-me de ler o livro na diagonal do autocarro, pois também tinha perdido o interesse. Não me lembro de nada sobre a história... Note-se que a obra está muito bem cotada no Goodreads.

Mensalmente saem dezenas de thrillers espectaculares e este livro data de 2010. Não pretendo dizer com isto que devemos dar primazia às novidades (até porque este ano quero ler alguns clássicos) não obstante, tenho para mim, que poderia ter despendido este tempo na leitura de outro título. Ainda assim, ver as coisas pelo lado positivo: ficou concretizado o desafio de leitura, gostei da experiência da leitura conjunta e, a avaliar por este título, concluo que Carol O´Connell não é autora que me encha as medidas.


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Dennis Lehane - Moonlight Mile: A Última Causa [Divulgação Porto Editora]


Data de publicação: 14 Julho 2016
  
               Título Original: Moonlight Mile
               Tradução: Maria Lúcia Lima
               Preço com IVA: 16,60
               Páginas: 288
               ISBN: 

No dia 14 de julho a Porto Editora publica Moonlight Mile, um novo livro de Dennis Lehane, autor de bestsellers como Mystic River, Shutter Island, e um dos grandes nomes da literatura policial contemporânea americana.
No estilo veloz e sombrio a que Lehane habituou os seus leitores, Moonlight Mile remete à tradição iniciada por Dashiell Hammett e Raymond Chandler. Doze anos depois de levar a cabo a busca pelo paradeiro de Amanda, o detetive de Gone, Baby, Gone (romance que foi adaptado ao cinema por Ben Affleck) regressa neste novo livro para voltar a procurar essa mesma rapariga, agora adolescente. De acordo com o The New York Times, Moonlight Mile é «um prazer renovado frase após frase. Estamos nas mãos de um mestre. E sabemo-lo».

Sinopse: «Lembra-se de mim?», interroga, do outro lado da linha, a voz que arranca Patrick Kenzie do sono profundo. Uma voz feminina e uma frase em jeito de ameaça: «Encontrou-a uma vez. Volte a encontrá-la. Deve-me isso.»
No dia seguinte, eis que ela surge de novo, no cimo das escadas do metro. Um rosto marcado pelo tempo e pela mão severa do destino.
Um rosto que Kenzie não esperava rever.
Há doze anos aquela mulher pedira-lhe que encontrasse a sobrinha Amanda, de quatro anos, que desaparecera. Os detetives privados Kenzie e Angie Gennaro tiveram sucesso, mas o caso deixou-lhes um amargo de boca: a menina foi devolvida aos cuidados de uma mãe negligente e alcoólica; e os raptores que, afinal, não queriam mais do que entregá-la a uma família que cuidasse bem dela, foram sentenciados a duras penas de prisão.
Por isso agora que Amanda, com dezasseis anos, desapareceu novamente, Kenzie sente-se obrigado a investigar. Mais a mais porque também ele sabe o que é ter uma filha e o que um pai está disposto a fazer para a ver feliz. A sua investigação será o começo de uma viagem ao coração de um mercado sombrio, onde se traficam identidades e adoções. Um mundo onde o bem pode assumir os contornos do mal, e o mal camuflar-se de bem. Um precipício do qual é melhor não nos aproximarmos muito.

Sobre o autor: Dennis Lehane nasceu e foi criado em Dorchester, Massachusetts.
Antes de se dedicar à escrita a tempo inteiro, trabalhou com crianças com deficiências mentais e vítimas de abusos, foi empregado de mesa, motorista de limusinas, livreiro e carregador. Várias vezes premiadas e traduzidas em 22 línguas, algumas das suas obras foram também adaptadas ao cinema em filmes de grande êxito junto do público e da crítica, como Mystic River, Shutter Island e Gone, Baby, Gone.

Imprensa
«Apesar de anos separarem a publicação de Gone, Baby, Gone e Moonlight Mile, Dennis Lehane não enferrujou a sua escrita. O final é surpreendente e deixa o leitor ansioso por mais.»
Bookreporter

«É impossível dizermos se foi divertido escrever Moonlight Mile; mas que as personagens principais do livro o tornam divertido de ler, disso não há dúvida – mesmo quando a tensão aumenta. Moonlight Mile tem tudo aquilo que os leitores de Lehane esperam: um enredo intricado, muitas reviravoltas, e uma escrita agradável que torna a leitura verdadeiramente compulsiva. A história termina cedo de mais – mas não porque o final seja abrupto ou pouco convincente; aliás, é fantástico. É apenas cedo de mais para abandonarmos a dupla Kenzie e Gennaro.»
The Denver Post

«Um thriller que também é uma sublime história de amor sobre o que realmente importa no grande esquema das coisas.» 
USA Today

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Herman Koch - Casa de Férias com Piscina [Divulgação Alfaguara]


Data de publicação: 13 Julho 2016
  
               Título Original: Zomerhuis met zwembad
               Preço com IVA: 19,90
               Páginas: 400
               ISBN: 9789896651114

Sinopse: Numa extravagante casa de férias com piscina no Mediterrâneo, a convite do célebre actor e amigo Marc Meier, o reputado e cínico cirurgião do famoso doutor Marc Schloss passa férias com a sua família. Entre dias de sol, idas à praia e provas de vinho, algo de terrível acontece e o idílio das férias depressa se transforma num pesadelo que marcará para sempre as vidas de todos os hóspedes.
Antes de o bronze dos protagonistas desaparecer, Marc Meier morre na sequência de uma intervenção cirúrgica executada pelo doutor Marc Schloss. Apesar de não estar particularmente incomodado com a morte do amigo e actor, o cirurgião vê-se obrigado a defender a sua reputação perante a Ordem dos Médicos, que o acusa de negligência médica e o questiona sobre o que realmente aconteceu na sala de operações - e naquelas férias. Terá Marc Meier sido vítima de erro médico? Ou terá sido assassinado?
Marcado por uma ironia desarmante, o enredo negro e fortemente psicológico de Casa de férias com piscina proporciona uma leitura ávida, controversa e intrigante que confirma o incrível talento literário de Herman Koch no dissecar da farsa amoral de uma sociedade à deriva.

Sobre o autor: Herman Koch nasceu em 1953 em Arnhem, na Holanda. Estudou Russo e viveu na Finlândia durante alguns anos, até se mudar para Amsterdão, onde é produtor de televisão e escritor. O Jantar, bestseller mundial publicado em 40 países e com mais de 700.000 exemplares vendidos na Holanda, recebeu o Prémio Publieksprijs de 2009 e é parcialmente baseado na história verídica de uma mulher sem-abrigo, María del Rosario Endrinal Petit, queimada viva no interior de um ATM em Barcelona, em 2005. É autor de O Jantar, publicado pela Alfaguara no ano passado.

Imprensa
«Um romance inquietante onde o sexo, a fama e a ética médica se entrelaçam num cenário idílico de férias de verão.» 
Kirkus Reviews

«Um romance mais expansivo e ainda mais venenoso que O jantar, sobre dois rivais de férias no Mediterrâneo.» 
The Washington Post

«A grande arte de Herman Koch consiste em arrepiar o leitor com personagens cuja crueldade se esconde atrás de um fino verniz de decência e boas-maneiras.» 
Der Spiegel

«Alucinante, perturbador e inesperado. Koch não poupa ninguém, muito menos os leitores.» 
Herald Sun  

Anteriormente publicado
 

Jonas Karlsson - A Factura [Divulgação Alfaguara]


Data de publicação: 6 Julho 2016
  
               Título Original: Fakturan
               Preço com IVA: 14,90
               Páginas: 166
               ISBN: 9789896651084

Sinopse: 5.700.000 Coroas suecas. 600.000 Euros. Era esse o valor da factura que o nosso narrador recebeu um dia na caixa de correio. O nome na factura era o dele. A morada também.
Mas o que poderia justificar uma soma tão astronómica? Bom… a vida. A vida de um homem modesto, cinéfilo, trabalhador em part-time num clube de vídeo, com um punhado de amigos, um pequeno apartamento soalheiro em Estocolmo e um coração partido, que se contenta com pouco e que tira grande prazer dos pequenos nadas que a vida lhe vai… oferecendo? Bem, aparentemente, nada é de borla. Tudo tem um preço, e o nosso narrador vai descobri-lo da pior forma possível.
Minimalista, surreal e original, o romance de Jonas Karlsson explora o absurdo da vida e questiona a grande meca dos tempos modernos: numa sociedade em que só o dinheiro conta, o que é, afinal, a felicidade e como a medimos?

Sobre o autor: Jonas Karlsson, nascido a 11 de Março de 1971 em Salem, na Suécia, é um reconhecido actor e escritor sueco. Depois de vários anos a interpretar diversas personagens no palco, no cinema e na televisão, Karlsson deu o salto para a criação literária em 2007. A factura, traduzido para mais de 25 línguas, é o seu sexto livro.

Imprensa
«Um olhar irónico e orwelliano sobre o materialismo, o endividamento e a felicidade.»
The Guardian 

«Esta fábula dos tempos modernos é divertida, intrigante e muito bem-humorada.»
The Observer 

«Um livro incrível (…) uma pérola cheia de humor.» 
Livres Hebdo

«Contada através de uma voz peculiar, A factura é uma história diferente e refrescante, com uma resistência ao conformismo arreigada no seu coração.»
The Independent

Jørn Lier Horst - Fechada Para o Inverno [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Fechada Para O Inverno é o sétimo livro de uma série policial norueguesa protagonizada pelo inspector chefe no Departamento de Investigação Criminal da Polícia de Larvik, William Wisting. Não obstante ser um volume já avançado, posso afiançar que o leitor inicia a leitura já com algumas bases na série devido à nota introdutória que preambula a história. Nestas páginas, pude acompanhar um pouco do percurso profissional de Wisting, bem como a sua vida pessoal. Parece-me que esta componente tem um forte peso na série.
Ao ler a nota introdutória ficou, naturalmente, a vontade de ler os volumes antecessores com especial ênfase no 5º livro, tendo-me parecido que este foi preponderante na adição de desenvolvimentos significativos na vida pessoal do protagonista.

Ao longo da leitura, foi inevitável que estabelecesse um paralelismo entre este autor e o seu conterrâneo, Jø Nesbo. Isto porque também a obra de Nesbo intercala a investigação criminal com a vida pessoal do protagonista e, além do mais, os cenários decorrem na Noruega e em outros países. 
Horst utiliza esta mesma fórmula já conhecida pelos leitores da saga protagonizada por Harry Hole. O cenário norueguês é apaixonante: o autor trocou o ambiente citadino, mais usual na literatura escandinava, pelo cenário rural de Larvik e, em muitas das passagens, é palpável a beleza dos fiordes noruegueses. Brilhante! Não obstante a viagem pela Noruega, o leitor é também transportado, juntamente com o inspector, para outros países, designadamente para a Lituânia. Sou sincera, não sinto uma particularmente afinidade pelos países da Europa de Leste, todavia, aprendi imenso sobre a cultura lituana. Acho estimulante quando os livros têm este efeito em nós.

Não quero, obviamente, desvendar nada sobre a investigação, que acaba por ser mais complexa (e até mesmo verossímil). Fui apanhada de surpresa quanto aos métodos de actuação dos antagonista e móbil dos crimes, porque uma coisa vos garanto, ao cadáver que aparece numa casa de férias, muitos juntar-se-lhe-ão. E não sei qual dos elementos é o mais perturbador, se é este incrível body counting ou o facto de, gradualmente, inúmeros pássaros caírem mortos do céu.

Outro ponto favorável são as personagens. Mais que a empatia pelo William Wisting, creio que este sentimento se acentuou com Line, a sua filha, que tem a mesma idade que eu e gosta de policiais! Apesar de parecer algo redutor, esta minha percepção intensificou-se, devido à situação que a acompanha ao longo da trama: a relação com o dinamarquês Tommy, até ao desfecho emocionante. 

Ora, a trama é estimulante e convincente; as personagens soaram-me algo familiares e parece-me uma mais valia que o livro tenha sido traduzido directamente do norueguês. Já afirmei numa outra ocasião que esta tradução evita que certos detalhes se percam com as traduções intermediárias.

Perante aspectos tão positivos, só me resta desejar ver publicadas mais obras do autor! A avaliar por Fechada Para O Inverno, Jørn Lier Horst é um autor que ainda dará cartas por cá! 


terça-feira, 5 de julho de 2016

Audrey Carlan - A Rapariga do Calendário [Opinião]


Sinopse: Mia Saunders precisa de dinheiro. De muito dinheiro. Tem um ano para pagar ao agiota que ameaça a vida do pai e exige o reembolso de uma enorme dívida de jogo. Um milhão de dólares para ser exacto.
A sua missão é simples: trabalhar como acompanhante de luxo para a empresa da tia, com sede em Los Angeles, e pagar mensalmente uma parte da dívida. Passar um mês com um homem rico, com o qual não é obrigada a ir para a cama se não quiser. Dinheiro fácil.
A curvilínea morena amante de motas tem um plano: entrar no jogo, conseguir o dinheiro e voltar a sair. Parte do plano é manter o coração fechado a sete chaves e os olhos no objectivo.
Pelo menos é como espera que corra.
Sexo, Amor e segredos. Uma história que a fará sonhar.

Opinião: Não tenho lido muitos eróticos ultimamente mas vi que o livro 'A Rapariga do Calendário' estava tão bem cotado que não resisti em enveredar por esta leitura mal o livro chegou cá a casa.
Ainda que tenha uma experiência algo restrita em eróticos contemporâneos, devo referir que este é dos melhores que li do género uma vez que, no meu entender, a trama não se debruça apenas sobre sexo. Existem, como é o esperado neste tipo de livros, inúmeras passagens explícitas de cariz sexual, no entanto, cada mês é como se uma pequena lição de vida se tratasse. Além disso, o sexo vai além de um acto físico. Sim, o conceito pode ser estranho, estamos a falar de uma acompanhante de luxo mas a convivência entre a personagem principal, Mia Saunders, e os clientes gera um sentimento de carinho e o sexo acaba por fluir.

Agradou-me também que Mia não seja o estereótipo de mulher neste tipo de romances, que tendem, normalmente, a serem submissas aos parceiros. Assim, Mia é uma mulher com garra, não tivesse ela a braços com uma situação delicada: a de saldar uma dívida de uma quantidade avultada de dinheiro, dívida esta instaurada pelo pai, mostrando um certo altruísmo por parte da personagem feminina. 
A par da personagem feminina, devo constatar que gostei das experiências eróticas descritas, isentas de jogos de submissão que tanto estão em voga.

A estrutura do livro também é diferente das com que me tenho deparado neste tipo de tramas. Cada mês, Mia tem um parceiro, não sendo propriamente necessário que tenham relações sexuais e cada personagem masculina tem algo a ensinar a Mia. No final do primeiro trimestre, denota-se uma evolução da protagonista no que concerne à sua auto-estima ou à capacidade de amar. 

O mês de Janeiro será, certamente, o mais marcante. O início do ano foi pautado por uma primeira experiência profissional bastante agradável e, quanto a mim, parece que Wes ainda vai dar cartas ao longo do ano. Todavia, o mês mais hilariante, a meu ver, foi o mês de Março em que Mia conhece um homem bastante atípico neste tipo de serviços. Durante a leitura deste mês, constantemente perguntava a mim mesma como ela se iria desenvencilhar da situação.
A avaliar pelo primeiro livro e por este trimestre, o resto do ano de Mia será, certamente, repleto de experiências eróticas.

Sensual e diferente, com uns laivos de humor, parece-me que A Rapariga do Calendário é uma proposta audaz da Planeta para as leituras deste verão. Gostei muito!



segunda-feira, 4 de julho de 2016

Yrsa Sigurdardóttir - O Silêncio do Mar [Divulgação Quetzal]


Data de publicação: 22 Julho 2016
  
               Título Original: Brakið 
               Preço com IVA: 18,80
               Páginas: 448
               ISBN: 9789897222849

Sinopse: Um iate de luxo chega à marina de Reiquiavique sem ninguém a bordo. O que aconteceu à tripulação e à família que seguia nele quando zarpou de Lisboa? Um iate abandonado e uma jovem família desaparecida - um romance policial arrepiante pela pena da rainha do noir nórdico. O melhor e mais assustador romance que Sigurdardóttir escreveu até hoje e um bestseller internacional.

Sobre a autora: Yrsa Sigurdardóttir nasceu em 1963, na Islândia, e trabalha como engenheira civil em Reiquiavique. Os seus livros para crianças têm sido galardoados com vários prémios e conquistado muito apreço junto do público. O bestseller internacional O Último Ritual lançou-a para as luzes da ribalta, sendo que, desde então, todos os seus livros se posicionam nos lugares cimeiros das listas de bestsellers em todo o Mundo. Muitos deles estão a ser adaptados ao cinema e à televisão.

Anteriormente publicados
  

 

L.S. Hilton - Maestra [Resultado Passatempo Editorial Presença]


Com a preciosa colaboração da editora Editorial Presença, a menina dos policiais tinha um exemplar do livro Maestra de L.S. Hilton para oferecer.
Desde já agradeço à editora e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 206 participações válidas, as respostas correctas eram:

1.  Onde trabalha a protagonista de Maestra, Judith Rashleigh? Numa prestigiada leiloeira em Londres
2. Como se chama a argumentista responsável pela adaptação de Maestra ao cinema? Cressinda Wilsonde (também aceitei o nome que consta no IMDb, Erin Cressida Wilson)
3. De que país é natural a autora L. S. Hilton? Inglaterra / Reino Unido
4. Que orgão de imprensa compara Judith a Tom Ripley e Lauren Bacall? Revista Vogue

Note-se que este passatempo tinha uma particularidade facultativa: quem partilhasse o passatempo no Facebook, no seu mural e de forma pública, a participação era duplicada. Assim, quem participaria na posição 1 e cumprisse este requisito, participa com os números 1 e 2. O objectivo era divulgar o blogue aos amigos :)

E após um sorteio no random.org, a vencedora é:

189 - Marilina Fernandes (Aveiro)

Parabéns à vencedora!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos!

Para mais informações sobre o livro Maestra, clique aqui
Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui