quinta-feira, 28 de junho de 2018

Liz Lawler - Não Adormeças [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Don´t Wake Up, traduzido cá como Não Adormeças (simplesmente não consigo compreender a tradução contraditória do título para português que, na minha modesta opinião, deveria ser Não Acordes) é o thriller de estreia da autora britânica Liz Lawler. Pelo que pude apurar, a actividade profissional da autora relacionou-se com Enfermagem, o que terá, certamente, contribuído para a construção desta fantástica história.

O ambiente, maioritariamente situado em contexto hospitalar, é, a meu ver, o ponto forte da trama, sendo também o aspecto que destaca esta obra dos demais thrillers que tenho lido. Relembrou-me, de certa forma, as histórias de Robin Cook, as quais têm o condão de me transportar para um estado de hipocondria que, confesso, nunca sinto aquando da leitura de outros títulos do género, por mais violentos que sejam. Confesso que revivi esse estado de espírito durante a leitura de Não Adormeças. Creio que nem todas as obras têm este poder de mexer tanto com o leitor.

A trama inicia-se com um sinistro episódio: não tive como não me imaginar ali, numa marquesa, imobilizada e à mercê de um estranho. Embora desconheçamos o que terá acontecido à Dra. Alex, não há como não sentir algum desconforto com a situação e, na minha opinião, esta ocorrência foi determinante para que surja uma empatia quase imediata com a protagonista.

Portanto, a trama cativou-me e prendeu a minha atenção desde o primeiro instante.

Ainda que a protagonista seja médica, uma actividade profissional de elevada consideração, o suspense da história advém da convicção da Dra. Alex em provar o que lhe aconteceu ou melhor, o que ela acha que aconteceu. No meu ponto de vista, o leitor ficará convencido que os acontecimentos do primeiro capítulo são reais, não obstante pairar a dúvida se terá sido apenas uma alucinação da protagonista.
Tal como a grande parte dos thrillers psicológicos publicados ultimamente, a personagem principal não é confiável, facto que dificulta a tarefa de tentar descortinar o sucedido, contudo, no caso em apreço, a situação inicial poderá ser confundida com um episódio psicótico, o que, a meu ver, reforça  o suspense da trama na perfeição.

O desenvolvimento, repleto de situações sufocantes e falsas pistas, entrosadas com crimes bem suspeitos, facto que se revelou deveras entusiasmante. Senti-me genuinamente intrigada com a história e, acima de tudo, com a impossibilidade em apontar um vilão. Gostei de ler algumas considerações mais técnicas do foro médico, uma área que sempre me fascinou.

Creio que o factor que constitui a maior surpresa relaciona-se com o desvendar da identidade do vilão, bem como das motivações do mesmo. Desse modo estamos perante um clímax digno desse nome.
Em suma um thriller empolgante e diferente devido, como já frisei, ao ambiente no qual se desenrola.



quarta-feira, 27 de junho de 2018

Edgar Wallace - A Porta das Sete Chaves [Divulgação Colecção Vampiro]


Data de publicação: 5 Julho 2018

               Titulo Original: The Door with Seven Locks
               Tradução: Pedro Bruno Dischinger
               Preço com IVA: 7,70€
               Páginas: 240
               ISBN: 9789723830699

Depois de A Pista do Alfinete Novo, a Livros do Brasil lança a 5 de julho na sua coleção Vampiro A Porta das Sete Chaves, de Edgar Wallace, um dos livros mais lidos do autor e adaptado ao cinema em 1940 pelo realizador inglês Norman Lee. 
Numa história que envolve um herdeiro britânico numa viagem de trajetória impossível de acompanhar, um ladrão de automóveis convertido em motorista de um doutor em leis e um jardineiro
madeirense portador de um precioso objeto, Edgar Wallace constrói em A Porta das Sete Chaves uma trama emocionante e cheia de reviravoltas.

Sinopse: Em vésperas de deixar a Scotland Yard, o subinspetor Dick Martin recebe como última incumbência a captura de Lew Pheeney, um criminoso seu velho conhecido e principal suspeito do assalto ao Banco de Helborough. Mas este apresenta-lhe um álibi surpreendente: na mesma hora em que se dava aquele crime, encontrava-se a executar um serviço particular, um tanto sujo mas honesto, de arrombamento de fechaduras. Depois de uma conversa com a bela bibliotecária Sybil Lansdown e de uma visita ao doutor Stalletti por causa de um livro desaparecido, quando o subinspetor regressa a casa, depara-se com um Lew Pheeney aterrado, em fuga do homem que o contratara. Mas, afinal, que serviço foi esse? Pheeney acaba por confessar: «Estive a tentar abrir um túmulo.»

Sobre o autor: Edgar Wallace nasceu em Londres a 1 de abril de 1875 e foi um prolífico jornalista, dramaturgo e romancista. Abandonando a escola aos doze anos, Wallace alista-se no exército aos dezoito e passa sete anos na África do Sul, onde se estreia no jornalismo como correspondente da agência Reuters. Regressa ao Reino Unido em 1901 e publica em 1905 o romance Os Quatro Homens
Justos, o primeiro de mais de cento e setenta títulos que publicaria ao longo de vinte e sete anos. Mais do que a construção de problemas complexos que desafiassem o leitor, Wallace privilegiou a elaboração de histórias policiais de ação e aventura, de ritmo acelerado, num estilo cinematográfico que resultou com efeito na adaptação ao cinema de vários dos seus livros, tendo sido inclusive coargumentista do filme King Kong de 1933. Morreu em Hollywood a 10 de fevereiro de 1932.

Já na coleção Vampiro:
No. 1: Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine
No. 2: Vivenda Calamidade, de Ellery Queen
No. 3: O Falcão de Malta, de Dashiell Hammett
No. 4: O Imenso Adeus, de Raymond Chandler
No. 5: Picada Mortal, de Rex Stout 
No. 6: O Mistério dos Fósforos Queimados, de Ellery Queen
No. 7: A Liga dos Homens Assustados, de Rex Stout
No. 8: A Morte da Canária, de S. S. Van Dine 
No. 9: O Grande Mistério de Bow, de Israel Zangwill
No. 10. A Dama do Lago, de Raymond Chandler
No. 11. A Pista do Alfinete Novo, de Edgar Wallace
No. 12. Colheita Sangrenta, de Dashiell Hammett
No. 13. O Caso da Quinta Avenida, de Anna Katharine Green  
No. 14. O Caso Benson, de S.S. Van Dine 
No. 15. O Impostor, de E. Phillips Oppenheim
No. 16. A Chave de Cristal, de Dashiell Hammett
No. 17. O Crime do Escaravelho, de S.S. Van Dine
No. 18. O Gato de Diamantes, de Dorothy L. Sayers 
No. 19. A Quadrilha de Rubber, de Rex Stout 
No. 20. O Enigma do Sapato Holandês, de Ellery Queen
No. 21. Um Crime em Glenlitten, de E. Phillips Oppenheim
No. 22. Estrada Para A Morte, de Margery Allingham
No. 23. O Crime Exige Propaganda, de Dorothy L. Sayers

Clare Empson - O Amor da Minha Vida [Divulgação ASA]


Data de publicação: 10 Julho 2018

               Título Original: Him
               Preço com IVA: 16,90€ 
               Páginas: 368
               ISBN: 9789892342740

Sinopse: CATHERINE deixou de falar. Algo a perturbou de tal forma que não consegue comunicar. Ninguém sabe o que foi. Para a ajudarem, os médicos terão de desvendar esse mistério. E começar pelo seu passado… por ele.
LUCIAN. O grande e único amor de Catherine, a quem ela abandonou uma noite, sem qualquer explicação, estilhaçando a vida de ambos. Anos depois, Catherine e Lucian voltam a encontrar-se. Tudo pode acontecer pois a paixão que os uniu mantém-se… mas sobre eles pesa ainda o segredo daquela noite fatídica. Catherine sabe que chegou o momento de o revelar. Será a verdade capaz de salvar este amor imenso que nem o tempo conseguiu esmorecer? Ou irá destruí-los de novo, arrastando-os irremediavelmente para o abismo?
O que acontece a seguir está na origem do silêncio de Catherine.
O que acontece a seguir… é a única coisa que ninguém podia prever. 

Sobre a autora: Clare Empson escrevia artigos para vários jornais ingleses até há oito anos, quando se mudou para o Sudoeste do país.
Nessa altura, começou o blogue de lifestyle e cultura countrycalling.co.uk.
Foi o cenário idílico que a rodeia o mote que inspirou o seu romance de estreia O Amor da Minha Vida.


quinta-feira, 21 de junho de 2018

John Douglas & Mark Olshaker - Mindhunter: Caçador de Mentes


Data de publicação: 21 Junho 2018

               Título Original: Mindhunter - Inside the FBI's Elite Serial Crime Unit
               Colecção: Diversos #59
               Preço com IVA: 19,50€ 
               Páginas: 396
               ISBN: 9789722362344

Sinopse: O que faz de alguém um assassino em série?
Os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, mais impressionantes e desafiadores investigados pelo FBI. Ao longo de mais de duas décadas ao serviço desta instituição, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária, com uma ação exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais sádicos e violentos homicidas do nosso tempo.
Tal como John Crawford em O Silêncio dos Inocentes, Douglas confrontou, entrevistou e estudou muitos assassinos em série, entre os quais Charles Manson, autor dos macabros crimes de Los Angeles no final da década de 1960. Com uma extraordinária habilidade para se colocar quer no lugar da vítima quer na do criminoso, Douglas analisa cada cena do crime, revivendo mentalmente as ações de um e de outro, definindo os seus perfis, descrevendo os seus hábitos, antevendo os passos seguintes.
Um fascinante relato de vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu.
Escrito com a força de um thriller, embora assustadoramente real, Mindhunter - Caçador de Mentes é um clássico do género. Um livro que serviu de inspiração à série homónima da Netflix.

Sobre os autores:  
John Douglas é um ex-agente especial, pioneiro na elaboração de perfis de criminosos, do FBI. Ali, ajudou a desenvolver e a estabelecer a prática de análise de perfis para a resolução dos casos mais sinistros que envolvem assassinos em série. É autor de diversos livros, sobre a mente de assassinos e sobre os procedimentos de análise de perfis de criminosos. Escreveu, em coautoria, o célebre Crime Classification Manual. John Douglas aposentou-se ao fim de vinte e cinco anos ao serviço do FBI, deixando como legado uma prática consagrada de investigação.

Mark Olshaker é romancista e autor de livros de não ficção. Além disso, é argumentista, realizador e produtor de cinema. Escreveu e produziu numerosos documentários, entre os quais Mind of a Serial Killer, nomeado para um Emmy.

Imprensa
«Fascinante.» 
Paper 

«John Douglas sabe mais sobre assassinos em série do que qualquer outra pessoa em todo o mundo.»
Jonathan Demme, realizador de O Silêncio dos Inocentes 

«Um herói dos anos noventa: não como o polícia sempre em ação, mas sim como o agente especial que ousou investigar os inexplorados caminhos da mente.» 
The Observer 

«Um livro sensacional!»
Esquire 

«John Douglas foi pioneiro e mestre na elaboração de perfis de criminosos para o FBI. É uma das figuras mais interessantes, ao serviço do cumprimento da lei, que tive o privilégio de conhecer.» 
Patricia Cornwell, autora de romances policiais da série Scarpetta (Editorial Presença)

Para saber mais informações sobre o livro Mindhunter, clique aqui
Para saber mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui

Laura Lippman - Escaldão [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 18 Junho 2018

               Título Original: Sunburn
               Preço com IVA: 17,69€ 
               Páginas: 320
               ISBN: 9789898917034

Sinopse: Para um deles isto é um jogo.
Polly Costello e Adam Bosk conhecem-se num café de uma pequena cidade no estado americano de Delaware. Polly diz estar a caminho do oeste. Adam também parece estar de passagem. No entanto, ela acaba por ficar, e ele também, atraído por aquela ruiva misteriosa cuja quietude tanto o enerva quanto o apaixona.
Ao longo de um verão particularmente quente, Polly e Adam envolvem-se numa relação escaldante e implacável. No entanto, cada um deles esconde algo do outro. Algo perigoso, talvez letal. Até que alguém morre. Terá sido acidente, ou fará parte do plano de algum deles? Por essa altura, Polly e Adam estão tão embrenhados nas vidas e nas mentiras um do outro que nenhum deles sabe como dali sair, nem se o quererá fazer. Será o que sentem um pelo outro forte o suficiente para suportar a verdade, ou irá esta destruí-los?
Alguém vai ter de ceder. Qual deles será?

Sobre a autora: Laura Lippman é uma autora bestseller do New York Times. Foi jornalista durante 20 anos, 12 dos quais no Baltimore Sun, tendo escrito também para o New York Times, o Wall Street Journal e o Washington Post. Pela sua obra, já recebeu mais de 20 reconhecidos prémios literários, como o Edgar Award, o Anthony Award e o Agatha Award, e foi nomeada para cerca de outros 30.
Desde a sua estreia literária, em 1997, a autora já publicou 20 romances, uma novela e uma coleção de contos. O site Literary Hub nomeou-a uma das mais importantes escritoras de thrillers dos últimos 100 anos. Atualmente, vive em Baltimore com o marido e a filha.
Saiba mais sobre a autora em: www.lauralippman.net

Imprensa
«Laura Lippman é uma das melhores escritoras do momento. Ponto final.»
The Washington Post


Chris Carter - Um Por Um [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 18 Junho 2018

               Título Original: One By One
               Preço com IVA: 20,99€ 
               Páginas: 416
               ISBN: 9789898917058

Sinopse: O público escolhe. Eles morrem.
Um por Um.
Quem será o próximo?
Preciso da sua ajuda, inspetor: afogamo-lo ou queimamo-lo vivo?

O inspetor Robert Hunter, da Divisão de Assaltos e Homicídios da Polícia de Los Angeles, recebe um telefonema anónimo de alguém a dizer-lhe que vá a uma transmissão privada num endereço específico da Internet. Hunter regista-se e depara-se com um espetáculo macabro, feito apenas para os seus olhos. Mas quem telefonou não quer que ele se limite a observar; quer que ele participe. E a recusa não é opção.

ESCOLHA! Fogo ou água?
Obrigado a fazer uma escolha brutal, ele tem de assistir em direto à tortura e à morte atroz de uma vítima não identificada. A Polícia de Los Angeles e o FBI usam todos os meios ao seu dispor para localizar a origem da transmissão, mas este assassino não é um amador, e ocultou todo o seu rasto. E antes mesmo de Hunter e o seu parceiro, Garcia, terem tempo de começar a investigação, eis que o primeiro recebe um novo telefonema. Um novo endereço. Outra vítima.
Mas desta vez o homicida elevou o jogo a um nível superior. Transformou-o num programa ao vivo a que toda a gente pode assistir e onde cada um pode decidir sobre como deve a vítima morrer.

Sobre o autor: Chris Carter nasceu no Brasil mas cedo se mudou para os Estados Unidos, onde se formou em Psicologia, com especialização em Comportamento Criminal, na Universidade de Michigan. Foi psicólogo criminal durante vários anos, antes de se mudar para Los Angeles e depois para Londres, onde se tornou músico, tocando guitarra com artistas conhecidos, até que deixou tudo para se tornar escritor a tempo inteiro. Hoje, aplica na escrita a sua experiência de vários anos enquanto psicólogo criminal e já publicou nove volumes da série policial Robert Hunter, todos eles bestsellers internacionais, da qual a Topseller lança agora o quinto livro.
Os seus livros já foram traduzidos para 14 línguas e são autênticos êxitos de vendas na Dinamarca e na Alemanha. Neste último país, Chris Carter já vendeu mais de um milhão de exemplares.
Saiba mais sobre o autor em: www.chriscarterbooks.com


Mons Kallentoft & Markus Lutteman - Zack [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Fiquei extremamente entusiasmada quando tive conhecimento que iria ser publicada mais uma obra de Mons Kallentoft. Desta vez, em parceria com um outro autor sueco que desconhecia, Markus Lutteman. 
Kallentoft já é, para mim, uma referência no que concerne à literatura policial nórdica pois uma das séries escandinavas que mais apreciei, até à data, foi a protagonizada por Malin Fors.

Zack é o título da presente obra, que inaugura uma série cujo protagonista tem precisamente este nome. Devo confidenciar que as páginas iniciais não me aliciaram. Zack é, à semelhança de Malin Fors (simplesmente não consigo deixar de estabelecer uma comparação entre as duas personagens criadas por Kallentoft), uma figura complexa, com os seus esqueletos no armário.
As primeiras páginas condicionaram-me a caracterizar Zack como uma espécie de anti-herói, percepção que se foi alterando no decorrer da leitura. Numa fase inicial parecia-me inconcebível que um membro da força policial tivesse um comportamento tão borguista e que não comprometesse o seu profissionalismo mas, posteriormente, comecei a ter mais empatia com este.

Pelo que pude apurar, na concepção de Mons Kallentoft, Zack é uma espécie de Hércules contemporâneo e parece-me que a série será inspirada nos 12 trabalhos da personagem grega.
Portanto, a avaliar por este primeiro volume, será uma série promissora.

Como tem vindo a ser hábito, a literatura policial nórdica tem vindo a dissecar alguns problemas sociais no contexto da realidade escandinava. Foi precisamente este ponto que mais me cativou na trama. Sem querer deslindar muito sobre a narrativa, afinal de contas senti que a maior surpresa residiu precisamente na omissão de factos concretos sobre a história, posso afiançar que esta levanta questões convidativas à reflexão. Tendo como ponto de partida o brutal homicídio de quatro prostitutas tailandesas numa cidade sueca, a trama debruça-se sobre a investigação do caso focando alguns pontos bastantes interessantes, como as consequências do fenómeno crescente da emigração. 

Considerei algumas das passagens de cariz atroz. Contudo, estes pormenores gráficos entusiasmaram-me bem como a acção, de ritmo alucinante. Uma cena em particular, no capítulo 16, ficar-me-á na retina por muito tempo devido ao explícito teor violento.
Esta obra, Zack, seria, a meu ver, passível de ser adaptada para o grande écran, com a certeza de que resultaria muitíssimo bem. 

A conclusão foi extremamente excitante. Confesso que fiquei sem fôlego na última página pois o final fica em suspenso. Muito bom sinal, portanto, para esta série não obstante sentir-me um pouco frustrada por não ter acesso imediato ao segundo livro.

Em suma, um livro cujos pormenores gráficos e acção trepidante fazem com que espere atentamente pela publicação do próximo da série. Quero manter esta dupla, Kallentoft e Lutteman, debaixo de mira. Uma obra imperdível para quem, como eu, é fascinado pelas tramas policiais nórdicas.

Book Bingo - Leituras ao Sol - 2ª Edição


À semelhança do ano passado, começa hoje a 2ª edição da maratona Book Bingo Leituras ao Sol, organizada pelas Isa e Patrícia. Decorrerá entre hoje, dia 21 de Junho até 22 de Setembro. Já organizei uma TBR e partilho convosco.

1. Livro lançado no ano em que nasceste:
Nasci em 1983, pelo que escolhi o Samitério das Mascotes de Stephen King

2. Livro cujo título tenhas as letras M, A, R:
Uma Mãe Perfeita de Aimee Molloy

3. Autor Português:
Os Crimes Inocentes de Gabriel Magalhães ou A Embaixadora de Dick Haskins

4. Autor com as tuas iniciais:
Fiz um pouco de batota, afinal de contas não encontrei nenhum autor cujas iniciais fossem VB. Ora ajustando as minhas iniciais a um processo de reflexão, isso daria BV, logo Barbara Vine! Vou ler Bodas de Enxofre desta autora

5. Um livro escrito por uma mulher:
À Beira do Colapso de B.A. Paris

6. Livro silly:
Não é costume ler livros assim, exceptuando o autor Romain Puértolas. Tenho o Re-Viva o Imperador deste autor e no e-reader tenho So Far Gone, Girl de Luke Young (uma paródia ao meu querido Gone Girl) e The Hunger Pains (uma paródia aos Hunger Games).

7. Livro com apenas uma palavra no título:
Escaldão de Laura Lippman

8. Livro que leste quando eras jovem e gostaste muito:
Recordo-me de ter lido alguns da Agatha Christie quando era adolescente e ter adorado. Vou reler um deles. Tenho que pensar...

9. Livro que se passe no Verão:
Casa de Férias com Piscina de Herman Koch

10. Livro com um número no título:
Um por Um de Chris Carter

11. Livro de não Ficção:
Descomplicar de Brooke McAlary

12. Livro que compraste pela capa:
O Último Capítulo de Edmund Power

13. Prémio Literário Estrangeiro:
Antes da Queda de Noah Hawley, vencedor do Edgar Award e do International Thriller Writers Award para melhor romance de 2017

14. Livro escrito por uma celebridade:
O Voo Fantasma de Bear Grylls

15. Livro que tenha sido publicado há mais de 10 anos:
Um Estranho Caso de Culpa de Harlan Coben (editado em 2007)

16. Prémio Literário Português
Esta não sei se consigo fazer, embora esteja a pensar n´O Bom Inverno de João Tordo

Vamos ver como corre este desafio! Boa sorte aos participantes! 

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Gabriel Magalhães - Os Crimes Inocentes [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 19 Junho 2018

               Preço com IVA: 17,95€
               Páginas: 408
               ISBN: 9789897770876

Do mesmo autor do polémico e provocatório ensaio Como Sobreviver a Portugal continuando a ser Português, chega agora um romance cheio de ironia que é também uma crítica impiedosa ao modus operandi das elites portuguesas e um retrato dos alpinistas sociais, ávidos de reconhecimento e poder. 

A estreia auspiciosa de Gabriel Magalhães, reputado professor catedrático de Literatura, no género policial.
Uma intriga subtil sobre os bastidores do poder político e os meandros da cultura que decorre nalguns dos mais emblemáticos e belos lugares de Lisboa. Personagens fortes, um protagonista atípico
e um piscar de olho à história.

Um livro inteligente e divertido que ajuda a perceber a sociedade portuguesa e as suas elites, a partir de uma sucessão de crimes que assentam na ganância, vaidade e desejo de poder.

Uma obra que percorre os lugares mais emblemáticos de Lisboa, do Museu dos Coches à Praça Luís de Camões, da Estrela ao Parque das Nações. Um panorama irónico dos bastidores da cultura e da política, com os seus jogos e guerras, e um retrato lúcido do povo que lava no rio.

Um olhar crítico e divertido sobre um país que não perdoa a diferença.
Ironia das ironias: os crimes serão desvendados por uma mulher banal, a anti heroína. Rosário, filha de emigrantes que vive de empregos precários vai revelar-se o cérebro da investigação. Pelo caminho, não faltam peripécias e sobressaltos históricos como a célebre queda de Salazar da cadeira.

Sinopse: Um crime no Museu dos Coches.
Uma jovem historiadora transformada em detective.
Um político ambicioso que se senta na cadeira de Salazar.
Um homem aparece assassinado no salão principal do Museu dos
Coches com uma lança atravessada no ventre. Ao longo dos dias seguintes, morrem misteriosamente mais pessoas.
Quem é o serial killer por trás de tudo isto? Rosário do Amaral, uma filha de emigrantes que vive de empregos precários, vai revelar-se o cérebro da investigação.

Sobre o autor: Gabriel Magalhães (Luanda, 1965) é professor de Literatura na Universidade da Beira Interior, tendo também dado aulas em Espanha – país onde viveu muitos anos e onde fez o seu doutoramento.
É autor de vários livros de ficção e não ficção - Como Sobreviver a Portugal continuando a ser Português, Planeta, 2014.
Em 2009 ganhou o Prémio Revelação da APE.


domingo, 17 de junho de 2018

Iain Reid - I´m Thinking of Ending Things [Opinião]


I´m Thinking of Ending Things foi um livro que me despertou a atenção por aliar o thriller psicológico ao terror e a alguns fundamentos filosóficos. Por isso nem hesitei ouvir este audiobook que tem sensivelmente 5 horas, correspondendo, portanto, a um livro pequeno. Nem vos confidenciei que ultimamente tenho-me dedicado a este formato aquando vou a caminho do meu trabalho.

A trama inicia-se quando a protagonista segue no carro com o namorado, a caminho da casa dos pais dele. Desconhecemos o nome dela, mas temos acesso aos seus pensamentos mais íntimos: ela pensa em terminar com tudo. A partir desta premissa, a personagem tece uma série de considerações, muitas delas convidativas à reflexão.
Confesso que, apesar do livro ser curto, o início não me cativou particularmente. Achei o ritmo algo moroso, percepção que atribuo aos vários pensamentos da personagem feminina. Esta disserta sobre a complexidade de uma relação, passando a relatar alguns episódios da sua infância bem como terá conhecido Jake. Ouvia estes trechos sem grande interesse quando ela descreve o conteúdo bizarro de chamadas anónimas que recebe no seu telemóvel. Confesso ter ficado bastante intrigada a partir desse momento.

Bizarro é, aliás, o adjectivo que eu utilizaria para exprimir esta história, em linhas gerais. 

A experiência de ter ouvido este audiobook foi excelente. A narradora do audiobook manteve-me na expectativa e conseguiu transmitir o ambiente tenso que se faz sentir, não só na viagem, como sobretudo na casa dos pais dele e nos acontecimentos seguintes. Diria que esse é o ponto forte da trama: no decorrer desta "leitura", sentia-me constantemente desconfortável sem saber porquê. Simplesmente não havia uma razão concreta para me sentir daquela forma. E como referi anteriormente, esta sensação acentuou-se a partir do momento em que as personagens chegam à casa dos pais dele. 

Fiquei sem palavras em vários momentos, de tão insólitos eram as passagens. Tudo se encaminhava para ser um livro inesquecível porém, tive um problema com o desfecho. Antes de discuti-lo, sem evidentemente, deixar spoilers, gostaria de mencionar que a experiência do audiobook havia contribuído para que viesse a sentir uma maior intensidade no final. A resolução desta narrativa inicia-se após um trecho extremamente bizarro e que funcionou muitíssimo bem na leitura. Dei uma olhada ao ebook e senti-me igualmente arrepiada.

Contudo, tive alguns problemas em digerir o que acontecera até então. Confesso que não percebi, assim que ouvi o clímax, tendo recuado instantes antes para tentar aperceber-me realmente do que se passou então. Senti-me frustrada e surpreendida.
Só quando pesquisei no Goodreads um fórum com uma discussão entre os vários leitores é que, como se costuma dizer, me caiu a ficha. O autor foi extremamente inteligente em fechar a história, de uma forma mais subjectiva e implícita, obrigando-me a reflectir sobre a mesma. Devo afiançar que, ainda que tenha terminado a obra há uns dias, esta tarda em sair da retina. Sendo um audiobook e em inglês, foi com a máxima atenção que ouvi a história e atentei nos detalhes que considerei mais inusitados. Só após este exercício de reflexão é que consegui perceber que o final não fora tão descabido como avaliei na altura.

Não descurando o desenvolvimento da narrativa que, sublinho, se caracteriza por um ambiente sufocante, esta obra marca, principalmente, uma incredulidade sobre o final. 

Em suma, um livro pequeno, diferente e bizarro que me deixou a matutar. Ainda hoje penso na história e na sua complexidade. Embora curto, é, sem dúvida, uma trama deveras intensa e que nos convida a questionar sobre múltiplos pontos.