sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Yrsa Sigurdardóttir - Lisboa Reykjavík [Divulgação Quetzal]


Um iate de luxo chega à marina de Reykjavík sem ninguém a bordo. O que aconteceu à tripulação e família que seguia nele quando zarpou de Lisboa com destino à Islândia? Lisboa Reykjavík, inicialmente editado com o título O Silêncio do Mar (julho, 2016), é considerado o melhor e mais assustador romance de Yrsa Sigurdardóttir, tendo sido galardoado com o Prémio Petrona 2015, que distingue literatura policial islandesa, norueguesa e sueca. Está de volta às livrarias nacionais a 17 de janeiro com tradução de Miguel Freitas da Costa.

Despedindo-se das temperaturas agradáveis da capital portuguesa, a bordo seguem sete pessoas que enfrentarão o frio mar daquele inverno, a caminho do norte. Porém, daí a alguns dias, quando o barco entra no porto de Reykjavík, ninguém é encontrado dentro da embarcação. O que se teria passado em Lisboa, ou durante a viagem, que possa explicar o desaparecimento? Um cenário que marca o regresso da rainha do noir nórdico, um mistério sobre a escuridão do oceano, Lisboa, a família, a fama, negócios obscuros e, como sempre, o mal e a conspiração do ódio.


terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Jessica Barry - A Fugitiva [Resultado Passatempo]


E o exemplar que tenho em duplicado já tem destino!
Após verificação das respostas e partilhas, contando com 93 participações válidas e posterior sorteio no random.org, a vencedora é:

58- Andreia Teixeira

Entrarei já em contacto com a vencedora, via e-mail, afim de solicitar a morada e enviar o livro. 

Obrigada, uma vez mais, por estarem desse lado! Farei, com toda a certeza, mais passatempos com outros livros. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Harlan Coben - Não Fujas Mais [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 9 Janeiro 2020

               Título Original:
               Colecção: Minutos Contados #43
               Tradução:
               Preço com IVA: 17,50€
               Páginas: 360
               ISBN: 9789722364973

Sinopse: Um thriller entusiasmante de um dos mais apreciados mestres do suspense da atualidade.
ELE PERDEU A FILHA.
Ela está agarrada às drogas e a um namorado abusivo. E deixou bem claro que não quer ser encontrada.
Um dia, por acaso, o pai vê-a a tocar guitarra em Central Park, Nova Iorque. Mas já não é a menina de quem se lembra. Esta mulher vive à beira do abismo, está assustada e claramente metida em apuros.
Sem qualquer hesitação, ele não para sequer para pensar. Aborda-a e pede-lhe que regresse a casa.
ELA FOGE.
E só há uma coisa que um pai pode fazer: segue-a por um mundo negro e perigoso cuja existência desconhecia. Quando dá por si, tanto a vida dele como a da sua família estão em risco. E para proteger a filha dos males desse mundo, ele tem de os encarar de frente.

Sobre o autor: Harlan Coben nasceu em 1962 na Nova Jérsia, onde vive com a mulher e os filhos. Foi o primeiro autor a vencer os três mais prestigiados prémios da literatura policial nos Estados Unidos da América, o Edgar Award, o Shamus Award e o Anthony Award.
A sua obra encontra-se traduzida em cerca de 43 línguas e conta com mais de 60 milhões de exemplares vendidos. A crítica tem-lhe dispensado as mais elogiosas referências.
A Presença publicou muitos dos seus bestsellers nesta coleção, entre os quais Falta de Provas, A Verdade nos Olhos, Seis Anos Depois e Apenas Um Olhar.


Nuno Nepomuceno - A Morte do Papa [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Não poderia ter escolhido melhor livro para começar o ano! 
Creio já me ter expressado noutras ocasiões no sentido de não me deixar influenciar pelo carinho e admiração que nutro pelo Nuno, procurando, desse modo, manter uma óbvia equidistância entre o Nuno, enquanto amigo e enquanto autor e, por conseguinte, preservar a integridade destas minhas singelas recensões para vós, caros leitores.
A minha percepção sobre as obras do Nuno Nepomuceno, que tenho acompanhado desde o início da sua carreira, prende-se com a capacidade extraordinária, que este autor tem, de arquitectar enredos emocionantes. Por isso considero-o um dos melhores autores nacionais contemporâneos do género.

Para mim, a presente edição obra marca, para mim, uma óbvia transição no estilo do autor que, inicialmente, se enquadrava no subgenero de conspiração/espionagem, ao passo que o título em epígrafe consubstancia um thriller de cariz religioso, um subgénero que, confesso, não abraço com frequência. Talvez por não ter como hábito ler tramas deste género (que geralmente associamos ao escritor norte-americano Dan Brown) A Morte do Papa consubstanciou-se uma leitura interessante ainda que com alguns momentos mornos devido à temática religiosa que, como sabereis, não me atrai particularmente. Por conseguinte a leitura do presente título não conseguiu destronar do pódio dos meus favoritos: A Célula Adormecida e Pecados Santos, ainda que o tema religião seja, ainda que parcialmente, um denominador comum entre as três obras.

No título em apreço a componente religiosa apresenta-se então com um maior peso do que nos títulos antecessores denotando-se um considerável esmero nas descrições que sustentam toda a trama e as várias subtramas. Sinto que aprendi alguns factos sobre a Bíblia, embora, como já referido anteriormente, não seja um tema que me fascine particularmente.
Estes aspectos mais descritivos são, naturalmente, extensíveis aos detalhes apresentados dos vários locais que o autor nos convida a visitar apenas pela sua escrita e por onde vai decorrendo o enredo. Senti-me então transportada para a acção e frequentemente tive a sensação de estar a viajar por várias cidades europeias como Lisboa, Roma e a cidade do Vaticano, Londres e Haia.
Creio que o trabalho de pesquisa do autor, no que concerne ao presente título, terá sido bastante exaustivo quer ao nível cultural, como no que toca aos vários detalhes históricos que me foram chamando a atenção ao longo da leitura.

Ainda assim, o que mais apreciei na trama foi voltar a encontrar o professor Afonso Catalão e a sua esposa Diana. O casal de protagonistas que, para mim, já se tornaram bastante familiares através da leitura dos títulos predecessores.

Marcada pelo ritmo ágil, onde os novos acontecimentos se coadunam harmoniosamente com conteúdos didácticos, considerei que a trama se torna ainda mais interessante quando ao acontecimento da morte do Papa Mateus I se junta o desaparecimento de uma jovem. Tomei igualmente conhecimento que parte desta trama se inspirou nos 33 dias de pontificado de Albino Luciani, conhecido para a posteridade como João Paulo I que, pelo seu sorriso cativante e afável alcançou o cognome de "papa sorridente".

Em suma, para esta minha quase primeira incursão ao subgénero do thriller religioso, diria que fiquei mais sapiente sem ter ficado fã pois continuo fiel ao meu género de eleição que, como sabeis, é o thriller policial puro. Creio que será uma percepção que se deve também ao Nuno, pois confesso ser grande fã das suas histórias, sobretudo da forma como tão bem entrelaça factos históricos numa trama de thriller, em que, por norma, o ritmo deverá ser mais veloz. 
Ficarei naturalmente a aguardar por mais obras do autor a quem aproveito para enviar um forte abraço! 

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Mattias Edvardsson - Uma Família Quase Normal [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 7 Janeiro 2020

               Título Original:
               Tradução:
               Preço com IVA: 19,90€
               Páginas: 472
               ISBN: 9789896659561

Sinopse: Stella é uma adolescente comum, de uma família honesta. O pai, Adam, é pastor da Igreja da Suécia, respeitado e de uma moral irrepreensível, casado com Ulrika, advogada de defesa.
Os Sandell são a família perfeita, até que Stella é acusada do assassinato brutal de um homem muito mais velho, Christopher Olsen. Mas que motivo poderia ela ter para conhecer um homem de negócios obscuro, quanto mais para o matar? Tudo deve não deve passar de um erro terrível.
Neste emocionante thriller, o magistral contador de histórias Mattias Edvardsson arquitecta uma teia na qual todos se envolvem e nada é o que parece. A história de um crime e a destruição de uma família é contada através de uma estrutura incomum de três partes que mantém o leitor a questionar tudo e todos. Tudo é virado do avesso à medida que a perspectiva muda, uma nova voz assume o controlo e novas sombras são lançadas na luz.

Sobre o autor: Mattias Edvardsson é escritor e professor na Suécia. O seu romance de suspense psicológico, Uma Família Quase Normal, publicado em mais de 30 línguas, é um grande sucesso de vendas e da crítica em todos os países onde já foi pulicado. Thriller recomendado pelo The New York Times.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Passatempo Jessica Barry - A Fugitiva


O que fazer quando se tem um exemplar em duplicado de um livro? Ofertá-lo! Nada melhor que começar o ano, oferecendo um exemplar do livro  A Fugitiva de Jessica Barry. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha do passatempo numa rede social, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 1 de Janeiro de 2020 e termina às 23h59 do dia 12 de Janeiro de 2019.
- Os participantes deverão ser seguidores do blogue (fazer login na caixa dos seguidores na barra direita do blogue)
- Os participantes vencedores serão escolhido aleatoriamente.
- Os vencedores serão contactados via e-mail.
- O blogue não se responsabiliza por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda podem consultar aqui

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)



terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Retrospectiva de 2019 [Livros]

Comecei 2019 com uma meta de 75 livros, tendo lido apenas 53. 
Nos últimos dois anos, tenho abraçado desafios novos no trabalho, dedicando-me mais ao mesmo e, por conseguinte, o ritmo de leituras tem vindo a descer significativamente. Honestamente, nos últimos meses senti-me tão cansada que passaram semanas sem que lesse uma página, imagine-se! Nessa altura notei que o desinteresse pela leitura pareceu ter alastrado também à compra de livros, durante algumas semanas não estive a par das novidades que saíram e mal actualizei o blogue. Todos os anos, desde que me lembre, sou uma entusiasta com as eleições para os melhores livros no Goodreads (voto apenas nas categorias de terror e thriller). Este ano falhei redondamente com esse dever eleitoral de livrólica. 
Desafiei-me a ler 12 livros de um autor que tanto admiro, Stephen King, contudo mal começou o ano lectivo corrente, tive consciência de que não iria conseguir. Ainda assim, acho que vou continuar a ler um livro deste autor por mês.


Em 2020 pretendo, claro, reverter esta tendência e disciplinar-me mais no que concerne aos meus hábitos de leitura bem como as actualizações do blogue. Afinal de contas, é neste ano que comemoro 10 anos de opiniões e partilhas literárias!
Baixei a minha fasquia para os 60 livros e estou esperançosa de conseguir pois outrora li muito mais mas ao mesmo tempo tenho consciência dos meus limites e tenho que ser mais moderada com os meus objectivos de leitura. 

Para terminar 2019, quero destacar os títulos que mais me marcaram:


Segundo me apercebi, avaliei estes cinco livros com 5 estrelas no Goodreads. As razões prendem-se sobretudo com o ritmo de leitura galopante ou uma história que me deixou deslumbrada. Ressalvo que o último livro, Uma Família Quase Normal, vai ser publicado em breve e merece ser atentado pelas razões que mencionei na minha recensão crítica. Aliás, todas as obras acima mencionadas têm opinião aqui no blogue.

Mais uma vez quero agradecer-vos por estarem aí desse lado! Até 2020! 

Retrospectiva 2019 [Filmes]

Como sabem, sou fascinada pelo género de terror. Este ano, como é habitual, vi uns quantos filmes e também eu quero deixar a minha lista dos best-of 2019.

As maiores surpresas:




As minhas desilusões:
  • It - Chapter 2 (achei-o muito repetitivo e similar ao primeiro filme. Não creio que tenha evoluído)
  • The Curse of La Llorona (a lenda poderia ter sido mais bem explorada e o filme resume-se a uma sucessão desconexa de jump scares)
  • Suspiria (o remake do clássico de Dario Argento ficou muito aquém das minhas expectativas)
E vocês? São fãs do género? Viram algum bom filme que me queiram recomendar? Que este ano de 2020 seja repleto de bom cinema de terror!

sábado, 28 de dezembro de 2019

Mattias Edvardsson - Uma Família Quase Normal [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Como ter-se-ão certamente apercebido, grande parte dos meus livros preferidos são oriundos da Escandinávia e tenho frequentemente constatado que existe um denominador comum entre todos eles: o crime e posterior investigação. Contudo, este título que será lançado já em Janeiro pela editora Suma de Letras afigura-se como extremamente original.
Mais do que um thriller psicológico, este título é, acima de tudo, um poderoso drama familiar.
Já sabem que me encontro numa fase de algum desinteresse pelos livros e, por conseguinte, parca em leituras mas devo dizer que li esta obra praticamente toda hoje e não consigo parar de pensar na história desde que terminei. Vou já explicar-vos, sem desvendar nada sobre a trama, para que percebam este meu entusiasmo.

Uma Família Quase Normal relata a história da família Sandall. Adam, o pai, é pastor numa igreja em Lund. É casado com Ulrika e têm uma filha, Stella, que é acusada de homicídio, abalando desta maneira, toda a estrutura familiar.

O que mais me agradou, numa primeira análise, foi a forma como o autor me embrenhou na narrativa. Rapidamente tive uma sensação de estar em Lund, e acompanhar a história da família Sandall. A obra é estruturada em três partes, sob três pontos de vista: o pai, a filha e a mãe. 

A subtrama principal alicerça-se na possibilidade de Stella ter cometido um homicídio, contudo, a mesma vai alternando com flashbacks do passado nos quais o pai relata alguns episódios do quotidiano ou divergências fortuitas com a filha adolescente, fazendo-nos analisar o que seria a sua família até então.
Na qualidade de pastor da igreja protestante, a referida personagem do pai tece algumas introspecções de cariz religioso com as quais confesso não me identificar mas tenho para mim que estas se revestiram de alguma importância para dar um cunho mais pessoal à personagem de Adam. A angústia, assim como a vontade de ajudar a filha, ainda que para isso ele tenha que mentir, contradizendo os seus princípios e preceitos religiosos, acabam por consubstanciar sentimentos palpáveis para o leitor. 

Após muito interesse em ler a perspectiva do pai, é a vez da filha, a qual, numa linguagem e registo muito diferentes das do progenitor, intensifica a caracterização da personagem mais jovem e, por conseguinte, mais rebelde e sem filtros. A mesma história é relatada sob o ponto de vista da adolescente, aludindo a certos pormenores que me fizeram sentir deveras desconfortável. Embora não seja inteiramente explícita, a trama aborda situações intensas que certamente não deixarão os leitores indiferentes. 

A terceira e última parte é narrada pela mãe, uma advogada criminal e, nesta fase terminal, a trama desenrola-se como se de um thriller jurídico se tratasse. Também esta personagem materna apresenta alguns segredos e partilha algumas considerações com as quais não concordei uma vez que, pessoalmente, tenho uma visão diferente sobre o papel de mãe de acordo com os nossos padrões mais ibéricos ou latinos. Contudo, tive sempre presente que a educação escandinava difere consideravelmente da que é praticada por cá. 
Só nas páginas finais, no epílogo, é que é desvendado o verdadeiro mistério que a trama propõe: terá mesmo sido Stella a assassina? Todavia, já eu estava rendida à história em virtude desta me ter envolvido tanto com aquela família ao ponto de a revelação final já não configurar propriamente um clímax, mas tão somente um ponto final na narrativa.

Em suma, estamos perante um lançamento que será, certamente, um sucesso! Não promete ser um thriller convencional, alicerçado em serial killers, porém o que mais aterroriza é, certamente, um acontecimento que pode comprometer a paz do seio familiar algo que acaba por nos trasmitir algum incómodo ou desconforto visto que a família, nas suas mais variadas vertentes, continua a ser um dos pilares fundamentais da nossa sociedade.
Envolvente e intrigante, Uma Família Quase Normal vai convidar-vos a uma profunda reflexão sobre onde iriam para proteger um filho. 
Imperdível! É o tipo de história que, garantidamente, ficar-vos-á na retina por muito tempo.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Stephen Chbosky - Amigo Imaginário [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Não se deixem intimidar pelo tamanho da obra em epígrafe. O autor de As Vantagens de Ser Invisível está de volta com uma história que, pelo que pude apurar, se encontra num registo bastante diferente do título antecessor, alicerçando-se nos géneros de terror e fantasia.
Agradou-me, por isso, bastante. Como sabeis, o género de terror em particular sempre me fascinou e, nesta obra em concreto, há um ingrediente que me deixou rendida: o facto da trama ser protagonizada por uma criança, Christopher. Tenho para mim que ter uma personagem principal infantil confere, aparentemente, um cunho de maior inocência à história. Ainda para mais quando estamos perante uma narrativa de terror, esta percepção parece intensificar-se.

Apesar de grande parte da acção se centrar, de facto, neste menino, fomentando uma inegável empatia entre o leitor e o protagonista, o autor garante uma interessante multiplicidade de personagens.

O primeiro capítulo situa-nos 50 anos antes da acção e relata um estranho e intrigante evento que se afigura como uma das forças motrizes do mistério desta trama. É então na actualidade que o autor nos dá a conhecer Christopher e a sua mãe, que se mudaram recentemente para a pacata vila de Mill Grove, após passarem por uma traumático episódio familiar.
A trama toma fôlego quando Christopher desaparece misteriosamente e, uns dias mais tarde, reaparece, mostrando um comportamento estranho. Confesso que foi a partir deste momento que a trama se tornou viciante. Apesar do número extenso de páginas e, aparentemente, muita informação transmitida ao leitor que, a meu ver, poderia ser condensada, creio que a magia desta obra reside precisamente no nível de detalhe. Como referi anteriormente e como o próprio título deixa antever, esta é uma trama repleta de elementos do género fantástico e terror. Estamos, portanto, perante uma narrativa com contornos inverosímeis. Devo dizer que sou uma leitora que procura sempre uma explicação racional nas histórias, contudo deixei-me levar pela inquietante aventura de Christopher.

Não obstante ter-me rendido ao pequeno protagonista e ao desenvolvimento da história, creio que esta não é completamente original. Frequentemente dei por mim a pensar na história de Coraline, aliando-a à fértil imaginação das crianças que, imiúde, criam amigos que só existem nas suas mentes. E sem levantar grandes spoilers sobre a história, posso apenas referir que é uma história sobre a eterna luta entre o Bem e o Mal, bastante fantasiosa, mágica e, em certos momentos, tenebrosa.
Como também sabeis, sou uma leitora ávida pelos livros de acção pelo que, em certos momentos, senti que a história se desenvolvia a um ritmo mais moroso. No entanto, compreendo que o autor tenha apostado neste registo para consolidar as personagens e até mesmo a própria acção. 

Em jeito de conclusão, terei que reiterar os adjectivos que atribuí acima: este livro é mesmo para os leitores que procuram uma obra extremamente fantasiosa com momentos de terror.