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terça-feira, 22 de maio de 2018

Ana Saragoça - Todos Os Dias São Meus [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Um policial delicioso é o que me apraz dizer desta obra, a primeira, pelo que pude apurar, de Ana Saragoça. É também uma história invulgar na medida que se desenrola sobre vários questionários aos moradores de um prédio. Assim, o ponto forte da trama reside, precisamente, no desenvolvimento das personagens. 

O crime tem lugar no elevador do prédio e é um acontecimento marcante, embora descrito com grande sensibilidade. Até alguns momentos de cariz mais eróticos são descritos com requinte, o que me cativou na escrita da autora.
Portanto, fãs de tramas fortes, repletas de violência, sentir-se-ão desapontados, não obstante achar que o tom irónico com que é escrita a história supera esta avidez de elementos gráficos. 

Sobre as personagens, a componente que mais gostei na obra, tenho algumas considerações a fazer, 
Começo, evidentemente, por falar na porteira. Um retrato tão real e caricato das antigas porteiras que se inteiravam pela vida dos residentes. As suas considerações são castiças e, decididamente, foram nos seus testemunhos que eu esboçava sorrisos. Uma sensação que não costumo ter aquando leio policiais.
Outro aspecto que achei incomum é a desvalorização do detective, personagem que assume maior relevância nas tramas policiais. Aqui, a identidade deste é praticamente irrisória, fazendo com que os possíveis suspeitos manifestem um papel fulcral no deslindar deste invulgar caso. 
Confesso que à medida que ia folheando as páginas, tornava-se tão impreterível saber mais sobre as personagens como a resolução do crime.

Todos os Dias São Meus é um livro muito interessante, que retrata a sociedade portuguesa, de uma forma caricata. Com pouco mais de 100 páginas, é uma obra que pode ser lida numa assentada. Além de nos arrancar algumas gargalhadas, o suspense não se desvanece e promete umas horinhas de bom entretenimento. 

Segundo constatei, Todos os Dias São Meus já fora publicado e passou-me ao lado. Em boa hora, a editora Planeta reeditou esta obra. Foi uma boa surpresa. E o mais importante, é nacional! 


quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Ana Saragoça - Todos os Dias São Meus [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 6 Março 2018

               Preço com IVA: 14,41€
               Páginas: 112
               ISBN:

Um thriller português que nos faz rir? Não é piada, é a sério. E ainda tem personagens inesquecíveis, diálogos certeiros e um crime no elevador.
Um livro cheio de inteligência e humor que explora os tiques e as vicissitudes de personagens que todos reconhecemos do prédio, do local de trabalho ou até mesmo das nossas amizades.
É raro a literatura portuguesa apresentar uma mistura tão fina de sensibilidade e ironia. Mais ainda quando garante uma grande dose de humor.

Sinopse: É suposto as porteiras verem, ouvirem e saberem tudo. Mas a deste romance, pelos vistos, foge à regra.
Quando uma jovem solitária é assassinada no elevador do prédio onde vive, a porteira, que tem um cão bulímico, suspeita imediatamente dos «cranianos» que afinal são moldavos.
A polícia vai provar que estava enganada. E interrogar todos os moradores: o engenheiro divorciado que enche a casa de mulheres, a namorada artista que inventa coreografias sexuais à Nove Semanas e Meia, os dois gémeos que passam as noites a brincar com o elevador ou o solitário jovem do Norte que veio à cidade vender óculos. 


Sobre a autora: Nasceu em Viana do Alentejo em 1966 e frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa. Formou-se como actriz na Escola Superior de Teatro e Cinema.
Estreou-se no romance em 2012 com um dos mais interessantes títulos do ano literário: Todos os Dias São Meus, agora relançado pela Planeta e que já foi considerado uma pérola esquecida da literatura nacional, pelo cunho de romance negro e retrato social.
Dramaturga, estreou as peças A Mãe da Noiva, Não Sou Eu, És Tu, no Teatro Rápido em 2012, e Sem Rede, pela Companhia de Teatro Chão de Oliva em 2013, tendo ainda lançado no mesmo ano, com a Planeta, o livro Quando Fores Mãe Vais Ver, uma pérola do folclore materno, onde desfia frases conhecidas de todos e revela uma escrita repleta de humor.
Estreia em 2018 o monólogo A Mãe da Noiva ou o Pranto de Maria Parva, interpretado por si.
Colabora ocasionalmente com a revista Egoísta.