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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Anders de La Motte - Bolha [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Bolha é o derradeiro volume da trilogia O Jogo, que coaduna a conspiração e espionagem com o avanço tecnológico, um conceito muito próprio actualmente, distanciando-se, desta forma, dos policiais escandinavos convencionais.
Depois da leitura de O Jogo e Vibração, este livro foi dos mais aguardados por mim em 2014, tendo sido publicado apenas em Abril deste ano. Foi uma longa espera, diria.
Dado que é o desfecho da trilogia, obviamente que não poderá ser lido sem a leitura prévia dos livros anteriores.

Desde o final de Vibração que Henrik Petterson é perseguido pelo Senhor do Jogo e o próprio Jogo passou a ter uma dimensão mais alargada. A teia de intrigas cada vez mais se adensa fazendo com que o protagonista Henrik Petterson, mais conhecido por HP, deixasse de saber em quem confiar.

À semelhança dos dois volumes anteriores, Bolha é pautado por muita acção. Confesso que não esperava que o rumo da saga convergisse para aquele que nos é apresentado nesta obra, explorando o lado familiar de Rebecka e HP. Depois de algumas revelações destas personagens, eis que a intriga se intensifica sobre as mesmas.
Apesar de ser a terceira vez com que nos deparamos com Rebecka e HP, senti que o autor quis aprofundar a relação entre ambas.

Como já referi, creio que um dos ingredientes que mais gostei da trilogia foi precisamente a peculiaridade do protagonista HP e a caracterização psicológica antagónica que se verifica entre este e Rebecka. Escuso de tecer grandes considerações quando já mencionei nas opiniões dos livros antecessores o quão diferente é esta personagem face aos protagonistas comuns de thrillers.

Bolha não foi o meu volume preferido da trilogia (na minha opinião foi o segundo, Vibração) mas o autor conseguiu pegar naquele universo complexo e expandi-lo a uma escala maior, onde impera a conspiração política. Muito embora, este ingrediente não é do meu agrado, facto que explica a minha preferência pelo segundo volume.

Recordo-me da entrevista que fiz ao autor em Setembro do ano passado e este ter mencionado as suas próximas publicações, nomeadamente o MemoRandom, uma obra que desejo ver publicada no nosso país. Fica a vontade em rever este autor por cá! 

Em suma, estamos perante uma trilogia de bastante qualidade e inovadora dentro do género. Uma trama bastante actual que recorre aos novos gadgets, repleta de muita acção. 


domingo, 26 de abril de 2015

Anders de la Motte - Bolha [Divulgação Editorial Bertrand]


Data de publicação: 24 Abril 2015 

               Tradução: Fernanda Oliveira 
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 424
               ISBN: 9789722529174

Sinopse: O Jogo foi uma experiência perigosa para Henrik «HP». Encontra-se agora no meio de uma crise profunda, numa vida de grande isolamento, convencido de que está sob constante vigilância da polícia e do Mestre do Jogo. Vê sistematicamente pessoas das suas missões passadas e não tarda a que a sua paranoia se transforme em loucura. Já não sabe em quem ou em que acreditar e a fronteira entre o Jogo e a vida real é cada vez mais ténue. Ainda assim, está determinado a concluir uma derradeira missão que irá tornar o Jogo mais claro e desvendar a verdade que se esconde por detrás dele, sejam quais forem as consequências.
A vida de Rebecca mudou radicalmente desde que o irmão se envolveu no Jogo. Deixou a Polícia e começou a trabalhar numa empresa privada de IT. A sua relação está por um fio e ela tenta salvá-la. Quando se depara com um cofre que em tempos pertenceu ao seu pai e que contém uma arma e vários passaportes, começa a sua própria investigação em busca da verdade. Pode haver uma relação entre o passado do seu pai, o Jogo e aquilo que está a acontecer ao seu irmão, HP…

Sobre o autor: Anders de la Motte nasceu em 1971 e iniciou a sua carreira literária em 2010 com O Jogo, vencedor do romance de estreia da Academia Sueca de Escritores. Foi investigador da polícia e, até recentemente, responsável pela Segurança de uma das maiores empresas de IT do mundo. Atualmente, é consultor de Segurança Internacional. Com a fusão de suspense, ação, humor e conhecimentos de IT, Anders de la Motte é uma das vozes mais interessantes da literatura.

Imprensa
«Uma trilogia a não perder... Não é fácil concluir uma trilogia cujos primeiros dois volumes são tão fortes, mas Anders de la Motte faz uma escalada até um nível de cortara respiração.»
Dagens Nyheter 

«Há ainda mais ação neste volume, os acontecimentos dramáticos sucedem-se sem parar… Não se pode confiar em ninguém e nada é aquilo que parece ser.»
DAST Magazine 

«Com um grande enfoque na sociedade digital, Anders de la Motte oferece uma vez mais aos seus leitores thriller alucinante, como a MTV em fast-forward. Eis que vos espera uma verdadeira experiência de leitura.»
Metro 

«Esta trilogia destaca-se completamente na mediocridade que abunda nas secções de thrillers das livrarias… Um ritmo acelerado e fascinante, a ponto de não se conseguir parar de ler. Pode muito simplesmente dizer-se que Anders de la Motte escreveu um thriller perfeito.»
Magasinet Paragraf

Anteriormente publicado













segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Anders de la Motte em Portugal

A blogger, Vera Brandão com o autor Anders de la Motte
Anders de la Motte esteve em Portugal para promover os livros O Jogo e Vibração, publicados pela Bertrand. Na manhã do dia 16 de Setembro, a menina dos policiais esteve à conversa com o simpático autor numa conversa deveras interessante, a qual passo a transcrever em seguida. Não deixo de endereçar os meus agradecimentos à Bertrand pela oportunidade fantástica de conhecer o autor.

Verovsky (V): Primeiro gostaria de agradecer a oportunidade de entrevistá-lo e conhecer mais sobre uma trilogia que, dentro do género policial nórdico, destaca-se por ser diferente não só pela trama que apela às novas tecnologias, como acima de tudo pelo carácter das personagens.
Onde encontrou inspiração para criar personagens tão diferentes como Henrik e Rebecca?

Anders (A): Eu comecei a escrever em 2007. Sempre fui um leitor muito ávido antes, lia imensos livros. Na altura trabalhava para a Dell e viajava por toda a Europa, aproveitava e lia muito nas viagens. Nessa altura, a minha esposa perguntou "Quando é que começas a escrever?". Eu já tinha a ideia geral mas precisava que alguém me incentivasse a escrever. Então pus as mãos à obra, dizendo à minha mulher: "A ideia foi tua, se correr mal a culpa foi tua!" (risos). O primeiro romance que escrevi foi um policial tradicional mas não chegou a ser publicado por nenhuma editora. Como sabes, na Suécia e em geral, na Escandinávia existem muitos policiais e temos que ser muito bons para podermos ver publicadas as nossas obras.

V: Mas isso aconteceu depois do Stieg Larsson? Pergunto isto porque cá em Portugal, foi esse o autor que despoletou a onda dos policiais nórdicos.

A: Não, ainda antes. Existem bons autores nórdicos do género ainda antes de Stieg Larsson. Por isso, nós temos que ser muito bons ou escrever algo que seja uma novidade. Então fiz mais uma tentativa, desta vez com uma história diferente. Por isso pensei no herói como alguém que não fosse um polícia, pois essa personagem é comum. Pensei como protagonista, alguém de quem não se gosta e foi assim que surgiu HP. Depois de ter escrito algumas páginas com ele pensei que o livro inteiro não poderia ser só sobre ele, daí ter imaginado a Rebecca. Pensei em HP como a voz no subconsciente que representa uma criança interior. Imagina que estás no elevador com o HP. Ele é a pessoa que vai carregar no botão de emergência sem medo das consequências. (risos)
A Rebecca é o contrário, ela gosta de ter tudo sob controle e obedecer às regras.
Depois pensei na história. Se quero uma história diferente tem que ser moderna e não se resumir à investigação de um crime.

V: De facto tenho que concordar. HP é dos protagonistas que, embora encontre redenção ao longo do livro, é uma personagem que não se gosta. E no final até achei que fosse ok.
Os leitores já leram O Jogo, saiu em Janeiro. O que podemos esperar agora de Vibração? E do próximo, Bolha?

A: Bem, para já todos os que sobrevivem em O Jogo, aparecem agora em Vibração. (o autor pega nos livros e fita as capas)

V: Gosta das capas? Como são as capas originais dos livros na Suécia?

A: Não são tão giras quanto estas! Bem, elas também são giras. Têm um fundo branco com a parte de trás de um telemóvel, não se vê a parte da frente do telemóvel. Por isso, estas são mais elaboradas. Dá mesmo vontade de agarrar na capa e mexer nestes botõezinhos (risos)
Vibração passa-se dez meses depois dos acontecimentos de O Jogo. HP tem tudo o que quer, dinheiro e liberdade, pode fazer o que quiser. Uma vida muito pacata para uma personagem como ele, que só quer envolver-se em problemas. Ele quer que O Jogo o encontre, vida pacata não é bem o seu género. Este é o ponto de partida de Vibração.

V: Quando escreveu esta trilogia, que referências é que teve dentro deste género? Costuma falar com outros autores suecos?

A: Sim, falamos bastante. Para a próxima semana encontrar-nos-emos numa feira do livro em Gotemburgo. Muitos de nós temos o mesmo agente por isso cruzamo-nos com frequência nestes eventos a fim de trocar algumas impressões.

V: Está cá em Portugal. Está a gostar? Já cá tinha estado? Conhece alguma literatura portuguesa?

A: Já cá tinha duas vezes quando trabalhava para a Dell. Infelizmente nessa altura não vi muito mais que aeroportos, hotel e escritório. Espero explorar Lisboa hoje e amanhã, agora que estou cá de visita. Devia conhecer alguma literatura portuguesa... alguma coisa que recomendes?

V: Talvez José Saramago, creio que é o expoente da literatura portuguesa.

A: Ahhh sim, já ouvi falar. Ele ganhou um prémio Nobel. Já ouvi falar dele. Gostaria de ler alguma obra da sua autoria, agora que se fala nisso... Agora estou a ler Sharp Objects de Gillian Flynn (falámos um pouco sobre esta autora)

V: Teve alguma experiência pessoal que tivesse passado para o livro?

A: Sim! Eu fui agente da polícia durante 8 anos em Estocolmo e trabalhei como segurança numa empresa. Por isso algumas coisas do livro são baseadas em coisas que experienciei no meu trabalho, outras ouvi falar e outras que inventei, exagerando factos da realidade.

V: Perde muito tempo na investigação para os seus livros? Pergunto-lhe isto porque, sabemos que é um thriller e até com algumas coisas baseadas na sua experiência mas há uma componente tecnológica muito forte, deduzo que tenha havido algum tempo dispendido para investigar e tornar a trama convincente.

A: Conheço bem o ambiente de Estocolmo por ter trabalhado por lá. Por outro lado, e no que respeita à tecnologia, quero certificar-me que conheço os detalhes suficientes. Tento manter as coisas mais próximas quanto possíveis quanto possível. Há claro, alguma pesquisa mas também as minhas experiências condicionaram algumas das situações que escrevi. Ainda tenho alguns amigos na polícia ou na segurança e a troca de impressões ajuda a criar melhor os cenários.

V: Planeia voltar a Portugal? Teve azar com o tempo... esta chuva... Talvez quando sair Bolha (a relações públicas da Bertrand confirma que será no próximo ano)

A: Gostaria muito, Portugal é um país acolhedor. Aliás, quando escrevi a cena inicial de O Jogo, baseei-me num local daqui. Escrevi O Jogo em 2009 e sinceramente não me recordo do nome, mas lembrei-me das casas e do ambiente, por isso escrevi umas páginas baseadas no local. Claro que não eram muito apelativas, com tanta descrição e sendo um thriller. Tirei este excerto mas guardei-o pois foi um trabalho de pesquisa sobre um local português.

V: Depois desta trilogia, o que podemos esperar de Anders de la Motte?

A: Escrevi agora um quarto livro, um stand alone, sem as personagens Rebecca e HP. Haverá um quinto livro mais tarde. Estes serão uma duologia. O primeiro já foi publicado em Março na Suécia e chama-se MemoRandom. É sobre um inspector da polícia perito em informações secretas e faz muitos relatórios criminais, mantendo-os na memória em vez de os formalizar. Entretanto sofre um enfarte e quando acorda, esquece-se de muitas informações... A sequela deste livro chamar-se-á Ultimatum.

V: Muito obrigada pelo seu tempo e por ter dado a conhecer um pouco mais de si e do seu trabalho.

A: Eu é que agradeço e fico satisfeito por teres gostado do livro.

Os meus exemplares de O Jogo e Vibração, agora autografados

domingo, 21 de setembro de 2014

Anders de la Motte - Vibração [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Depois de O Jogo, chega-nos a aguardada sequela Vibração, oferecendo ao leitor novos desenvolvimento na trilogia O Jogo da autoria do escritor sueco Anders de la Motte.
Comparativamente a O Jogo, do qual gostei bastante, posso afirmar que ainda gostei mais de Vibração.
Esta sequela tem lugar catorze meses depois dos acontecimentos do primeiro livro. E mostra o protagonista Henrik Petterson num ambiente inicialmente idílico ainda sem saber os alucinantes acontecimentos que o aguardam.
Por outro lado, Rebecca Normén, a outra protagonista, cuja personalidade está nos antípodas da de Henrik, está também a braços com um dilema, pelo que a trama se vai desenvolvendo em torno destes dois protagonistas, ambos sob provações, permitindo ao leitor acompanhar as subtramas em simultâneo.

Quem leu O Jogo, sabe que Henrik é um personagem muito peculiar, buscando incessantemente o conflito e envolvendo-se em situações de risco, demonstrando um comportamento simultaneamente hedonista e estoico. Em Vibração, Henrik, protagoniza, inclusive, um episódio caricato de cariz mais sexual que me fez soltar algumas gargalhadas, algo que não acontecera em O Jogo, mostrando, desse modo, que pode haver algumas cambiantes na narrativa de uma sequela comparativamente à obra original.

Na minha opinião, um dos pontos fortes da obra reside precisamente nas suas personagens e na forma como estas evoluem no meio de tantas crises, em especial Henrik. Com base noutras opiniões que li sobre a obra de Anders de la Motte penso até que é consensual o facto de a personalidade deste protagonista despertar alguma irritação no leitor, uma vez que, pelas razões acima expostas, manifesta características que impossibilitam uma empatia por parte de quem lê o livro. Contudo, é uma personagem que acaba por encontrar a redenção tal como já acontecera em O Jogo.

O enredo, que no primeiro livro estava restrito às funcionalidades do telemóvel, mostra ter proporções maiores em Vibração, acabando por ser o universo desta última obra a que mais me surpreendeu, concretamente através da introdução, na narrativa, dos mecanismos de actuação de uma empresa (ainda que fictícia) no ramo da tecnologia, a ArgosEye, acabando o referido enredo por assumir contornos de grande verosimilhança.

Como blogger e utilizadora assidua da internet não considerei o trato do tema enfadonho, pois creio que para navega no mundo da internet, facilmente sentir-se-á cativado por esta história onde são explorados os limites de uma situação algo corriqueira nos dias que correm: de que forma os comentários anónimos num fórum podem desencadear comportamentos de desobidiência civil. O tema da privacidade é também fortemente analisado e salienta o quão susceptíveis estão aqueles que não têm pudor em expor as suas vidas pessoais nas redes sociais, explorando também o poder dos blogues e a forma como estes conseguem mover massas em prole das suas crenças, ainda que o seu autor permaneça no anonimato.

Por ser repleto de acção, Vibração é um livro de ávida leitura pois estamos perante uma conspiração a nível cibernético algo que me parece totalmente diferente da afamada conspiração de cariz político ou religioso.

A avaliar pelos dois primeiros volumes, a trilogia O Jogo parece-me também bastante distante dos aclamados policiais nórdicos, tendo em conta o protagonismo que é dado à temática da tecnologia e ainda ao facto de ser uma história repleta de acção, pois embora não seja uma narrativa que demonstre uma violência gráfica, a mesma é composta, como já referido, por várias sequências de acção.

Sem querer levantar muito o véu, sempre poderei dizer que iremos assistir em Vibração a um alargamento da trama de O Jogo a uma escala maior, sendo que as características dos protagonistas Henrik e Rebecca irão acompanhar esse crescimento exponencial  tornando a narrativa mais emocionante, facto que terá contribuído para que gostasse ainda mais deste volume do que do primeiro.

Posto isto, mal posso esperar para ler Bolha e desvendar a conclusão desta trilogia que poderei sintetizar como sendo diferente mas deveras empolgante.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Anders de la Motte - Vibração [Divulgação Editorial Bertrand]


Data de publicação: 19 Setembro 2014

               Titulo Original: Buzz
               Tradução: Ana Mendes Lopes
               Preço com IVA: 16,60€
               Páginas: 400
               ISBN: 9789722528061

Sinopse: Henrik «HP» está em fuga. Passaram-se catorze meses desde que ele se tornou prisioneiro de um Jogo de Realidade Alternativa que quase lhe acabou com a vida. Agora tem tudo aquilo que deseja: dinheiro, liberdade e um mínimo de responsabilidades. Mas, apesar de tudo isto, não está satisfeito. Sente falta da adrenalina e o seu novo estilo de vida aborrece-o. Quando conhece a bonita e rica Anna Argos num hotel luxuoso do Dubai, a vida torna-se logo mais interessante. Mas há alguma coisa inquietante debaixo da superfície calma de Anna. E passa-se alguma coisa estranha com o telemóvel dela… Para Rebecca, a vida devia ser mais fácil agora que o seu passado já não a persegue. Acaba de ser promovida novamente e está prestes a ir viver com o namorado. Mas, apesar disso, está com dificuldade em assentar. Tudo muda quando toma conhecimento de um fórum na Internet onde um detetive anónimo escreve histórias ameaçadora que são claramente acerca dela. À medida que o cerco se vai fechando sobre HP e Rebecca, as questões vão surgindo. O que é real? Em quem se pode confiar? E como é que uma pessoa se protege de uma ameaça cuja existência não se pode provar?

Sobre o autor: Anders de la Motte (nascido em 1971) fez a sua estreia em 2010 com Geim, tendo ganho o prémio  'First Book Award' pela Swedish Academy of Crime Writers.
Ele é ex-agente da polícia e recentemente foi director de segurança de uma das maiores empresas tecnológicas do mundo. Actualmente é Consultor de Segurança Internacional. Anders de la Motte representa uma nova voz distinta na ficção crime escandinavo: selvagem, brincalhão e cheio de referências à cultura popular, incluindo seu primo literário Philip K. Dick.

Anteriormente publicado
Opinião AQUI











terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Anders de la Motte - O Jogo [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: O Jogo é um thriller muito moderno, baseando-se nas tecnologias actuais e no poder que estas têem sobre as pessoas. É o primeiro de uma trilogia que, a avaliar pelo primeiro volume, se trata de uma história complexa, abordando temáticas como implicações políticas e teorias da conspiração, tratadas de forma pouco maçuda.   

A meu ver,  tal como o jogo sugerido na narrativa, a própria história também é muito viciante. Principalmente as primeiras páginas, em que um sujeito tão vulgar como HP, de seu nome Henrik Pettersson, descobre um telemóvel num comboio e é incentivado a iniciar um jogo. A primeira provação acaba por ser inofensiva mas o leitor antecipa que este jogo assumirá proporções avassaladoras.
Desde cedo o leitor fica em suspense para saber algumas questões, vulgo as seguintes:
a) quais serão os limites do jogo?
b) porque terá sido Henrik Pettersson o escolhido para jogar? Ou terá sido meramente aleatório?
c) que relação tem esta personagem com Rebecca Normén?

Durante o tempo em que HP participa no jogo, o autor alterna entre o ponto de vista desta personagem e o de uma jovem mulher, Rebecca Normén, cujo foco e ambição são contrastantes face à preguiça da HP. Personagens aparentemente sem ligação que convergem a dado ponto da narrativa.
Apesar de HP ser quase uma pária na sociedade, desempregado, desinteressado, falido e algo egoísta, foi uma personagem que me cativou no final do livro. À medida que a história se desenvolve, o leitor descobre em HP algumas qualidades redentoras. No entanto, reconheço que o perfil de HP tão absentista acaba por sucumbir mais facilmente ao que o jogo prometia. Penso que é neste ponto que reside a importância desta caracterização negativa do protagonista masculino.
Isto acontece também com Rebecca. O leitor percebe que esta é uma personagem controladora e calculista com os factos ocorrentes na sua vida. E eis que é desvendado um acontecimento traumático e inesperado que condiciona e explica a sua forma de ser.

É portanto um livro que joga muito com a psicologia do ser humano.
A história vai para além da acção inerente ao jogo e debruça-se sobre as histórias de vida dos dois protagonistas. Uma componente pessoal bastante influente se tivermos em conta que no prólogo são desmistificadas inúmeras definições do jogo e uma delas é preciosamente o lado mais negro: as sensações de adrenalina e vício, mais usuais decorridas de um jogo, seja ele qual for.
Além disso, a história abrange um aspecto, que para mim é fascinante pois sou fascinada pela cultura escandinava, como as questões sociais típicas da Suécia, em particular a imigração e intregração árabe. Uma das personagens com papel importante é precisamente o melhor amigo de HP, Manga, alcunha de Farook, personagem que promete dar que falar nos livros seguintes.

Na minha opinião, O Jogo é um livro altamente promissor. Finda a leitura, muitas questões ficaram por esclarecer, daí que estou expectante por ler os seguintes livros da trilogia, cujos nomes foram adiantados pela Bertrand e serão Bolha e Vibração.
Recomendo, principalmente aos leitores que, como eu, não passam sem as novas tecnologias. Para esses sobretudo, O Jogo é um livro aterrador. Adorei!

Para mais informações sobre a Bertrand, clique aqui.
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Anders de La Motte - O Jogo [Divulgação Editorial Bertrand]


Data de publicação: 17 Janeiro 2014

               Titulo Original: Geim
               Preço com IVA: 16,60€
               Páginas: 328
               ISBN: 9789722527453    

Sinopse: Henrik Pettersson, «HP», encontra acidentalmente um telemóvel que o convida a entrar num jogo de realidade alternativa. Passado o teste de admissão, começa a receber uma grande variedade de missões emocionantes, todas elas filmadas e avaliadas secretamente. HP deixa-se imediatamente conquistar por este jogo, mas não tarda a perceber que ele não é tão inocente como a princípio parecia. 
A inspetora da polícia Rebecca Normén é o oposto de HP. É uma mulher com perfeito controlo da sua vida e uma carreira ambiciosa em ascensão. Tudo seria perfeito não fosse o bilhete escrito à mão que ela encontra no seu cacifo. Seja quem for que o escreveu, sabe demais acerca do seu passado. Os mundos de HP e Rebecca aproximam-se inevitavelmente um do outro. Mas se a realidade é apenas um jogo, então o que é real?

Sobre o autor: Anders de la Motte (nascido em 1971) fez a sua estreia em 2010 com Geim, tendo ganho o prémio  'First Book Award' pela Swedish Academy of Crime Writers.
Ele é ex-agente da polícia e recentemente foi director de segurança de uma das maiores empresas tecnológicas do mundo. Actualmente é Consultor de Segurança Internacional. Anders de la Motte representa uma nova voz distinta na ficção crime escandinavo: selvagem, brincalhão e cheio de referências à cultura popular, incluindo seu primo literário Philip K. Dick.