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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Åsa Larsson - Sacifício a Moloc [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Sacrifício a Moloc é o quinto livro protagonizado por Rebecka Martinsson e Anna Maria Mella, uma saga que tem-se consolidado a cada livro publicado. A autora tem-me conquistado cada vez mais, tendo-se tornado numa das minhas favoritas, embora não tenha apreciado tanto o título Sangue Derramado, como os demais.

Tendo como premissa algo tão chocante como a descoberta de restos humanos no interior de um urso, a trama desenrola-se em duas frentes, tal como acontecera no livro anterior, Quando a Tua Ira Passar. Assim, existe uma subtrama actual e uma outra que remota ao ano de 1914.  Diria que a componente policial está maioritariamente presente na trama actual por intermédio da investigação da morte de Sol-Britt que vivia com o seu neto Marcus. Quanto à trama do passado, esta aparenta ser uma história de amor entre uma jovem professora e o proprietário de uma mina local.
Aparentemente independentes e a meu ver, extremamente apelativas, a tramas irão convergir embora o leitor desconheça o elo de ligação, sendo este um dos principais mistérios da narrativa.
Confesso que gosto bastante dos livros com esta estrutura que nos permita acompanhar um evento passado e, simultaneamente, uma situação actual.

Além de ter ficado particularmente agradada com a história, pois fiquei intrigada com as subtramas e qual seria o ponto de ligação entre as mesmas, tenho a apontar um outro factor à margem da narrativa que é a descrição dos locais. Kiruna, perto da Lapónia, é a avaliar pelas obras da autora, um local lindíssimo (apesar do frio avassalador).

Na presente obra, a investigação passa, maioritariamente, pelas mãos da advogada Rebecka. A personagem Anna Maria Mella tem um papel mais reduzido no caso.
As suas vidas pessoais acabam por ter bastante importância nas tramas, ficando eu, uma vez mais, curiosa com o desfecho amoroso de Rebecka, que terá, certamente, mais desenvolvimentos num futuro livro. Também me agrada que a advogada tenha uma preocupação com os animais, em particular com os cães, criando mais pontos de contacto entre esta personagem e o leitor.

Um caso independente das tramas anteriores, podendo por isso, ser lido sem haver contacto prévio com as demais obras da autora, no entanto e simultaneamente, a série prima pelo desenrolar do fio condutor da vida das personagens femininas.

Em suma, Sacrifício a Moloc é um livro inteligente, cativante e instigante. Recomendo vivamente a série de policiais de Asa Larsson e ficarei, sem sombra de dúvidas, expectante a aguardar pelo próximo.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Åsa Larsson - Sacifício a Moloc [Resultado do Passatempo]


Com a preciosa colaboração da Planeta, a menina dos policiais tinha um exemplar de Sacrifício a Moloc para oferecer. Desde já agradeço à editora e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 237 participações válidas, as respostas correctas eram:

1. Em que animal foram encontrados restos humanos entre as vísceras? Urso
2. Como se chama a personagem feminina que emparelha com Rebecka Martinsson nas tramas de Åsa Larsson? Anna Maria Mella
3. Qual é o primeiro título da série de Rebecka Martinsson? Aurora Boreal
4. Com que objecto foi agredida a mulher encontrada assassinada em casa? Forquilha

Note-se que este passatempo tinha uma particularidade facultativa: quem partilhasse o passatempo no Facebook, no seu mural e de forma pública, a participação era duplicada. Assim, quem participaria na posição 1 e cumprisse este requisito, participa com os números 1 e 2. O objectivo era divulgar o blogue aos amigos :)

E após um sorteio no random.org, a vencedora é:

57 - Marta Rocha (Coimbra)

Parabéns à vencedora!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos!


terça-feira, 17 de março de 2015

Åsa Larsson - Sacifício a Moloc [Passatempo Planeta]


Desta vez, e em parceria com a Planeta, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro Sacifício a Moloc de Åsa Larsson. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha do passatempo numa rede social, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 17 de Março de 2015 e termina às 23h59 do dia 29 de Março de 2015.
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue e as editoras não se responsabilizam por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui e aqui

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)

Para mais informações sobre a Planeta, clique aqui

segunda-feira, 16 de março de 2015

Åsa Larsson - Sacrifício a Moloc [Divulgação Editorial Planeta]


Data de publicação: 18 Março 2015 
  
               Título Original: Till offer åt Molok
               Colecção: Rebecka Martinsson #5
               Preço com IVA: 18,85€
               Páginas: 328
               ISBN: 9789896576240

Åsa Larsson é uma das autoras de romance policial mais reconhecidas do mundo e os livros estão publicados em mais de 16 países. 

Aurora Boreal, Sangue Derramado, A Senda Obscura, e Quando a Tua Ira Passar, os seus anteriores romances, foram um êxito de vendas aclamado pela crítica. O primeiro livro da série vendeu mais de 1 000 000 de exemplares na Suécia. 

A série de Rebecka Martinsson foi incluída na lista das Top Mysteries Every Woman Should Read da famosa apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, que se referiu à protagonista da série como uma «brilhante e credível detective feminina». 

Este novo livro é uma viagem alucinante no caminho mais negro da natureza humana. Destaca-se não só pela crueza mas também pela pureza com que é escrito. O que faz dele um livro belo e cruel. 
A arte narrativa da autora evidencia-se nesta história, que se inicia com um crime brutal impactante e um final arrasador. Tal como nos livros anteriores, a ligação com a natureza está interligada com a história.

Sinopse: Um grupo de caçadores mata um urso nos bosques perto de Kiruna. Quando abrem a barriga do animal, encontram restos humanos entre as vísceras. 
Uns meses mais tarde, encontram uma mulher assassinada em sua casa. Agrediram-na brutalmente com uma forquilha e Marcus, o neto de sete anos desapareceu. Rebecka Martinsson, que no princípio foi destacada para a investigação é retirada do caso. 
Mas há poucas coisas que causem mais indignação que a violência contra uma criança, e Rebecka fica obcecada com o desaparecimento do menino. Por sua conta e risco começa a indagar o assassino da mulher: a morte parece perseguir esta família, e Rebecka não está disposta a permitir que o seu último membro tenha o mesmo destino.

Sobre a autora: Nasceu em Kiruna em 1966; actualmente vive em Mariefred.
Estudou Direito em Uppsala e, tal como a sua personagem Rebecka Martinsson, exerceu durante uns tempos como advogada de direito fiscal. 
Em 2003 publicou o romance Aurora Boreal, e foi-lhe atribuído o Prémio da Associação de Escritores Suecos de Romance Policial para o Melhor Primeiro Romance, sendo adaptado ao cinema. Sangue Derramado também foi galardoado com o Prémio para o Melhor Romance Policial Negro Sueco, assim como A Senda Obscura (2006), ambos publicados pela Planeta. 
Os seus livros têm sido um êxito imediato, obtendo o elogio da crítica e dos leitores nos vários países, sendo já considerada uma das mais importantes representantes do policial escandinavo.

Imprensa
«Diferente da maioria de policiais. Uma narradora superlativa.»
The Independent

«Åsa Larsson possui uma assombrosa e fantástica capacidade para criar cenas capazes de deixar o leitor sem fôlego.» 
Washington Post 

«A alucinante viagem de Åsa Larsson ao lado mais obscuro da natureza humana é perfeito.» 
The Irish Examiner 

 

domingo, 2 de março de 2014

Asa Larsson - Quando a Tua Ira Passar [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Já há muito que aguardava uma nova investigação por parte de Rebecka Martinsson e Anna-Maria Mella. Quando A Tua Ira Passar é o quarto livro protagonizado por esta dupla e que tem-me cativado cada vez mais. Não consigo eleger o meu preferido pois fiquei rendida com Aurora Boreal, A Senda Obscura e este, Quando a Tua Ira Passar.
Para ser sincera, o único livro que achei mais mediano foi o segundo, Sangue Derramado

O aspecto que ressaiu de imediato foi a forma como a história está narrada, diferente dos outros livros da autora, embora não seja de todo inédita. Lembro-me de um autor que aprecio muito, também sueco, que utiliza este modo narrativo, Mons Kallentoft.
Isto porque Larsson confere alguma profundidade à personagem Wilma ao partilhar os seus pensamentos apesar da jovem estar já morta. Efectivamente, é ela que narra certas passagens, alternando com o narrador omnipresente, permitindo que a conheçamos e às restantes personagens locais sobretudo a sua família: a bisavó Anni, com quem ela vive e a sua tia-bisavó, Kerttu.

Reconheço que este elemento sobrenatural não será do agrado de todos mas creio que dá à história uma dimensão adicional: o da vítima, que pode contar a sua versão do que realmente aconteceu. Além disso, confere uma fonte de informação ao leitor: Wilma e o seu namorado Simon, tinham descoberto no fundo do lago, um avião que teve um importante papel em 1943, mensagem que é cedida ao leitor ainda antes da descoberta das entidades policiais. No entanto, esta informação é simultaneamente limitada, pois nos são ocultados diversos elementos alusivos à investigação e serão apenas revelados no decorrer da trama.
Existe apenas este elemento paranormal, tendo considerado algo perturbante, embora ache que não influencia em nada a credibilidade do caso. O desenrolar da investigação cinge-se a aspectos verossímeis, assentando em moldes históricos.

Quando a Tua Ira Passar é muito mais do que uma investigação de homicídio. Dotada de uma componente pessoal muito intensa sobre as personagens, a história incide sobre uma pequena localidade no norte da Suécia e como os populares se comportaram há 60 anos, durante a Segunda Guerra Mundial. 
O factor familiaridade está presente uma vez que regressam diversas personagens conhecidas do leitor. Mais uma vez, a autora estabelece uma reflexão sobre relações: a inspectora Anna-Maria Mella, mãe de quatro filhos, luta contra a rotina no casamento, tentando não se desgastar com o seu trabalho e Rebecka Martinsson, ainda fragilizada com os acontecimentos ocorridos no livro anterior, e que tenta manter a sua independência em Kiruna quando o seu amante voltou a Estocolmo. Cativou-me sobretudo a forma como Rebecka lida com os animais e a sua dedicação para com os cães.

O que me impressionou mais na trama foi, sem dúvida, a família disfuncional Krekula. Um velho pai dominante, Isak, uma mãe amargurada, Kerttu e dois filhos já adultos e maliciosos, Tore e Hjalmar. Por meio de flashbacks que remontam à infância destas duas personagens, há uma delas que apela ao coração do leitor, por ter passado por um traumático incidente.

Além disso, e este é um aspecto intrínseco à literatura escandinava, não tenho como evitar este fascínio sobre a Suécia. A autora descreve aquele ambiente gélido das florestas, coadunando com a frieza das personagens, em particular os Krekula, mostrando o quão diferente é a cultura sueca (factor extensível aos restantes países escandinavos) face à mediterrânica.

Esta é uma trama que se baseia nos valores familiares bem como um tema que tenho gostado de saber mais: a Segunda Guerra Mundial. E neste caso concreto, a relação da Suécia com a Alemanha neste período. E acreditem que a ficção relacionada com este facto histórico resultou num excelente policial!

Para mais informações sobre a Planeta, clique aqui.
Para mais informações sobre Quando a Tua Ira Passar, clique aqui.





segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Asa Larsson - Quando A Tua Ira Passar [Divulgação Editorial Planeta]


Data de publicação: 5 Fevereiro 2014

               Titulo Original: Till dess din vrede upphör
               Preço com IVA: 18,85€
               Páginas: 312
               ISBN:  9789896574789

Aurora Boreal, Sangue Derramado e A Senda Obscura, os seus anteriores romances, foram um êxito de vendas aclamado pela crítica.
O primeiro livro da série vendeu mais de 1 000 000 de exemplares na Suécia.

A série de Rebecka Martinsson foi incluída na lista das Top Mysteries Every Woman Should Read da famosa apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, que se referiu à protagonista da série como uma «brilhante e credível detective feminina».

Este novo livro é baseado em factos reais de colaboradores nazis em Kiruna e num segredo que hoje em dia as autoridades não querem que venha a público. Um tema muito oportuno, sobretudo numa altura em que a extrema-direita está a ganhar influência na Europa e é uma ameaça nos
países nórdicos.

Sinopse: Wilma e Simon são dois jovens apaixonados que decidiram mergulhar no lago gelado de Vittangijärvi, no norte da Suécia, em busca dos destroços de um avião alemão desaparecido em 1943.
Enquanto mergulham, alguém corta a corda de segurança de Wilma e tapa o orifício de saída no gelo. Não têm como escapar. Quando a Primavera se aproxima do norte da Suécia, o corpo de Wilma emerge das águas do rio Torneälven. Ao mesmo tempo, uma figura fantasmagórica aparece nos sonhos de Rebecka Martinsson, a reputada advogada de Kiruna. Será o fantasma do corpo que apareceu no rio? Com a inspectora da polícia Anna-Maria, Rebecka envolve-se num enigma que desperta antigos rumores de colaboradores nazis em Kiruna, um lugar onde a vergonha e o segredo controlam as recordações da guerra.
Além disso, um assassino está disposto a continuar a matar de modo a manter o passado enterrado para sempre debaixo do gelo e da neve.

Sobre a autora: Åsa Larsson nasceu em Kiruna em 1966; actualmente vive em Mariefred.
Estudou Direito em Uppsala e, tal como a sua personagem Rebecka Martinsson, exerceu durante uns tempos como advogada de direito fiscal. Em 2003 publicou o romance Aurora Boreal, e foi-lhe atribuído o Prémio da Associação de Escritores Suecos de Romance Policial para o Melhor Primeiro Romance, sendo adaptado ao cinema. Sangue Derramado também foi galardoado com o Prémio para o Melhor Romance Policial Negro Sueco, assim como A Senda Obscura (2006), ambos publicados pela Planeta.
Os seus livros têm sido um êxito imediato, obtendo o elogio da crítica e dos leitores nos vários países, sendo já considerada uma das mais importantes representantes do policial escandinavo


Imprensa:
«Diferente da maioria de policiais. Uma narradora superlativa.»
The Independent


 «Åsa Larsson possui uma assombrosa e fantástica capacidade para criar cenas capazes de deixar o leitor sem fôlego.»
Washington Post


«No seu novo romance, Åsa Larsson demonstra mais uma vez que é uma narradora segura e bem informada do isolamento sueco. Ninguém como ela consegue fazer com que a linguagem se ilumine de novo.»
Dagens Nyheter


 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Asa Larsson - A Senda Obscura [Opinião]

A Senda Obscura é o terceiro livro protagonizado pela dupla advogada Rebecka Martinsson e inspectora da polícia Anna Maria Mella. Recordo que os livros anteriores são Aurora Boreal e Sangue Derramado. Devo confessar que tenho uma relação quase oscilatória com esta autora uma vez que fiquei rendida com o primeiro livro mas o segundo achei-o menos emocionante.
Pois bem, gostei imenso d´A Senda Obscura e passo já a explicar porquê.

Numa cabana é encontrado o corpo de Inna Wattrang, uma executiva de uma empresa mineira. As duas protagonistas, incluindo o solitário inspector Sven Erik Stalnacke, iniciam uma investigação cujos contornos levam à descoberta de uma aterradora verdade sobre a relação entre Inna, o meio empresarial e o próprio dono da empresa, Mauri Kallis.

A trama inicia-se com a recuperação de Rebecka, que passou por uma experiência traumática em Sangue Derramado. Lembrava-me vagamente, mas esta edição d´A Senda Obscura inicia-se com algumas frases em jeito de resumo, de forma a contextualizar o leitor da acção que agora se segue. Contudo, penso que o resumo não altera o que para mim é importante: ler os livros anteriores de forma a que conheçamos bem as personagens principais.

Quem segue a autora, deve certamente lembrar-se que a temática usada nos dois livros anteriores prendia-se com a religião e o crime ocorria no seio de uma comunidade religiosa. Pois eis que a presente trama desenvolve-se sob outros contornos, que serão conhecidos sensivelmente a meio do livro.
A autora narra a história no presente, recorrendo frequentemente a analepses, que na minha opinião, poderiam estar devidamente identificadas no tempo. Tal facto não acontece e Larsson conta episódios de várias personagens incluindo a evolução da relação da vítima com Mauri sem antes contextualizar o papel do irmão de Inna, Diddi Wattrang na trama, focando igualmente o seu passado. A autora apresenta ainda uma personagem que terá alguma importância na trama, de seu nome Ester, embora aparente distar da acção central propriamente dita.

Tais analepses poderiam ser mais sintetizadas, factor que justifica o maior número de páginas deste romance policial (cerca de 400), explicando a par e passo o crescimento de personagens ou a sua relação, incluindo também episódios da infância de Rebecka, que passavam mais despercebidos nos livros anteriores mas que justificam a sua personalidade ou falta de confiança em si própria actualmente.
Em relação à outra protagonista Anna Maria Mella, já sentia afinidade por ela que aumentou e respeito-a por ser inspectora da polícia, mulher e mãe, que intensifica seguramente um lado muito humano e terno. Adoro a forma como a autora retrata pequenos episódios da sua rotina com Robert e com os filhos, alguns destes com algum humor.

Além da investigação do crime, a vida doméstica de Anna, os dilemas emocionais de Rebecka, são incorporadas na trama, temáticas como o capitalismo sueco, corrupção e suborno ou a arte, que geram profundas reflexões sobre os efeitos da prosperidade financeira ou obsessões para alcançar certas finalidades. Deparamo-nos portanto, com uma trama mais morosa mas muito interessante e que abrange uma diversidade de temas. A própria investigação do crime leva a pistas que investigadas, rumam por outros caminhos, permitindo descobrir vários segredos e revelações sobre a vítima e a empresa Kallis Mining.

Um outro aspecto que achei interessante no livro foi a referência da cultura sami e a conjugação desta com a sueca. Kiruna é de facto, a maior cidade da Lapónia Sueca, mas nas obras anteriores, a autora não se esmerou com estes detalhes etnográficos, que na minha opinião (fascinada que sou com a cultura escandinava), só enriqueceu a narrativa no presente livro.

O livro acaba muitíssimo bem, depois de uma intensa sucessão de acontecimentos. Ao contrário de Sangue Derramado, cujo desfecho não foi abonatório para Rebecka, neste livro a personagem é finalmente poupada (aleluia!) de mais colapsos emocionais e eis que por ela sorrimos. No entanto sofremos por Erik Sven. Estas duas personagens fazem com que sintamos curiosidade em ler imediatamente o próximo livro de Asa Larsson e por mim falo, fá-lo-ei assim que seja publicado pela Planeta. Recomendadíssimo!






Mais informações sobre este livro aqui.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Divulgação Editorial Planeta Manuscrito: Asa Larsson - A Senda Obscura

Sinopse: Está escuro no Norte da Suécia e uma tempestade de neve fustiga o lago gelado de Torneträsk. Procurando abrigo do frio mortal, um pescador encontra o cadáver de uma jovem numa cabana. A vítima é Inna Wattrang, uma executiva da empresa mineira Kallis Mining. Anna-Maria Mella, a inspectora da polícia encarregada do caso, precisa da ajuda de um especialista em leis, e conhece o melhor: Rebecka Martinsson. Juntas iniciam uma investigação em duas frentes que parece revelar uma sinistra relação entre o ambiente que rodeia a vítima e o dono da empresa.

Åsa Larsson é uma das autoras de romance policial mais reconhecidas do mundo e queridas em vários países. Aurora Boreal e Sangue Derramado, os seus anteriores romances, foram um êxito de vendas aclamado pela crítica. No entanto, nada do que possa ser dito irá preparar o leitor para o abalo emocional de A Senda Obscura, um relato arrepiante que deixa a descoberto a fragilidade da alma humana.

Nas livrarias a 12 de Julho.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Asa Larsson - Sangue Derramado [Opinião]


Depois da estreia surpreendente em Aurora Boreal, Rebecka Martinsson, a protagonista das tramas de Asa Larsson regressa com Sangue Derramado. A acção do novo livro de Larsson ocorre dezoito meses após a trama passada e como tal, Rebecka ainda se sente fragilizada dados os acontecimentos e o desfecho do livro anterior.

Mildred Nilsson tem um papel bastante activo na igreja. Alguns populares adoram-na, outros nem por isso... Até que Mildred aparece morta e é a advogada Rebecka Martinsson a inteirar-se da investigação, juntamente com os polícias Anna-Maria Mella e Sven-Erik Stalnacke.
À medida que a investigação decorre, há inúmeros flashbacks que relatam acontecimentos protagonizados pela própria Mildred, que deixarão o leitor estrondosamente surpreendido. É através desta forma que começamos a perceber como são as personagens mas até ao final do livro, estaremos longe de imaginar o que realmente aconteceu a Nilsson. Inúmeros segredos sobre esta mulher são desvendados num timing quase mágico. À medida que nos aproximamos do clímax da trama, esta torna-se mais emocionante e imprevisível, prendendo-nos ao livro até que se torne impossível não o terminar de imediato.

Os mais cépticos poderão assumir que a autora não foi muito original. Afinal também no primeiro livro a investigação prendia-se num líder religioso encontrado morto, Viktor Strandgard. No entanto, a minha opinião é que a autora se envolve muito no tema da religião. O que será mais controverso do que líderes religiosos vítimas de homicídio?
Achei este livro um tanto ou pouco similar ao livro "A Raiz do Ódio" de Anne Holt. Ora vejamos, uma mulher ligada à religião que é morta: check; a controversa abordagem da temática da homossexualidade: check; a investigação do crime como fundo da história pessoal do investigador (se no caso anterior era o casal Stubo, aqui é Martinsson). Dado o curto intervalo que espaçou estas leituras, fez com que pensasse em ambos os livros, e estabelecesse por diversas vezes um paralelismo entre as autoras nórdicas. Afinal Mildred Nilsson e Eva Karin Lysgaard são personagens bastante similares, dado o seu estatuto social e até mesmo as suas caracterizações. Por isso não posso deixar de aconselhar aos fanáticos dos policiais nórdicos, que estendam o intervalo de leitura entre Larsson e Holt a ponto de garantir uma melhor apreciação (e distinção) entre estes livros.

Não deixo de sublinhar o quão interessante é ler um policial nórdico. Penso que os escandinavos têm uma perspectiva diferente sobre a criminologia face aos livros americanos mais vistos por aí. Além disso, querem melhor do que avaliar as diferenças culturais entre os nórdicos e os mediterrâneos? Curiosa a gastronomia sueca, que apresentam deliciosos pratos confeccionados com carne de rena, por exemplo. Mas a leitura de um livro com origem escandinava associa um senão: a complexa toponímia dos locais e personagens. Achei particularmente difícil assimilar os nomes dos locais suecos por onde decorria a acção, devo confessar, mas nada que um rascunho a lápis não facilite.

Um livro cujo arranque é lento relativamente a Aurora Boreal. Talvez explique o maior número de páginas que sustenta esta história. A autora perde-se em pormenores, relativos ao extenso elenco de personagens. Ainda assim, não recomendo a leitura deste livro sem previamente ler-se Aurora Boreal. São fantásticas as descrições das florestas e bosques suecos envoltos naquele frio gélido.
A trama, dotada de grande mistério e suspense, vê estas componentes suspendidas quando se interpõem passagens com episódios relativos a uma loba, de seu nome Patas Douradas. Estes relatos incidem sobretudo na vivência do animal e do seu clã nos bosques suecos, e o que implica para garantir a sua sobrevivência. Curioso é perceber que há todo um movimento dos populares para a conservação deste animal, tão semelhante quanto os mediterrânicos se assegurarem da não extinção de espécies semelhantes aqui na Península Ibérica.

De facto, a autora revela uma preocupação acima do comum dado o género do livro, com os animais. No entanto, esta apreensão perde o seu sentido quando no final, o leitor é confrontado com uma passagem terrorífica de violência relacionada com cães domésticos. O desfecho é tão impressionável como imprevisível. É no final, que são juntas as peças do puzzle e o leitor conhece assim, as relações familiares entre as demais personagens, que até ao momento, aparentemente nada as mantém ligadas. A autora vai assim, além de um simples policial, revolvendo emoções das personagens através não só das suas tragédias como das vitórias pessoais.

Em relação às personagens, já as conhecia, do livro anterior. Gosto de Rebecka Martinsson, que sendo advogada envolve-se em demasia nas investigações criminais. Uma mulher frágil mas que de certa forma mostra alguma destreza nesta função. Pelo menos mais do que os polícias, que numa situação de alta importância, se esquecem de um mandato para revistar uma casa. Anna-Maria Mella, que estava grávida na anterior narrativa, vê a sua vida pessoal um pouco diferente. No entanto não é dado grande ênfase nesta componente na história, a autora cingiu-se apenas ao fundamental.

Sangue derramado de título, mas o livro é um dos mais despercebidamente sangrentos que li até à data. Ainda assim não deixo de recomendar este grande policial aos fanáticos da literatura do género escandinava, que está mais que provada, ser uma das mais arrebatadoras de sempre. Muito mistério, alguma acção, twists não equacionados e uma passagem perturbadora garantem um excelente momento de leitura!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Divulgação Planeta Manuscrito - Åsa Larsson: Sangue Derramado


Depois de Aurora Boreal, vem aí... Sangue Derramado

Sinopse:
É Verão na Suécia, quando brilha o Sol da meia-noite e o longo Inverno foi esquecido. Neste tempo mágico, uma pastora protestante, Mildred, é encontrada morta com sinais de tortura, na cidade de Kiruna. Mildred era uma feminista, uma lutadora tão amada como odiada. É evidente que nem todos aceitam uma mulher na Igreja.

Rebecka Martinsson regressa a Kiruna, o lugar onde cresceu, e rapidamente se vê envolvida neste caso misterioso: só ela é capaz de desmascarar os habitantes desta cidade gélida. Åsa Larsson surpreendeu os leitores com Aurora Boreal, um êxito que a enalteceu como a autora revelação do romance negro escandinavo. Com Sangue Derramado, vencedor do Prémio para o Melhor Romance Negro Sueco do Ano, Åsa Larsson volta a envolver-nos na inesquecível e inquietante atmosfera de Kiruna.

Nas livrarias a 12 ou 14 de Outubro.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Åsa Larsson - Aurora Boreal


Apesar do apelido em comum, esta autora nada tem a ver com Stieg Larsson, a não ser na escrita brilhante!

Este livro está, na minha opinião, simplesmente espectacular. Não lhe consigo apontar aspectos negativos. A acção é bastante fluída e a narrativa consegue por um lado, caracterizar a personagem principal e a sua rotina, demonstrando, como contraponto, de que forma a morte de um jovem padre na sua terra natal afecta a personagem principal bem como o ambiente que a rodeia. Por outro lado, os contornos desta morte são macabros, arrepiando o leitor. A investigação do crime está brilhante, assim como o próprio desenlace. Pode ser um livro tanto ou quanto polémico, uma vez que faz muitas referências à Religião, nomeadamente a Bíblia.

Embora a toponímia das terras escandinavas seja naturalmente difícil, neste livro esse aspecto é suavizado pelo facto da acção se passar, na sua maioria, em Kiruna, porém, aqui destaco a diferença entre a narrativa desta obra e a de Stieg Larsson (que inclusivé, se dizia fã desta autora), cuja acção se desenrolava em Uppsala, Estocolmo, etc etc.
Nesta linha de pensamento, devo dizer que existe um numero limitado de personagens, bem definidas e caracterizadas e este facto não interfere com a surpreendente resolução do livro!

Tendo 321 páginas de acção vertiginosa, este livro é de rápida leitura pois prende o leitor na expectativa de deslindar todos os mistérios que encobrem a cidade natal de Rebecka Martinsson.

Dou, sem qualquer margem de dúvida, 5 estrelas bem merecidas a Aurora Boreal.

O livro encontra-se já adaptado para cinema, pelas mãos dos conterrâneos da autora.
Chama-se Solstorm, é de 2007 e aqui deixo o link para o trailer
http://www.youtube.com/watch?v=wpIWfodyZ-Y

Boas leituras :)