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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Bret Easton Ellis - Psicopata Americano [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: A obra Psicopata Americano já tem 25 anos mas é indiscutível a forma como choca o leitor ainda nos dias de hoje. Em primeira análise, a teoria de que a psicopatia desenvolve-se nos estratos sociais mais baixos cai por terra. Este psicopata americano, de seu nome Patrick Bateman, tem um cuidado com o seu corpo, alimentação e vestuário mas no fundo, ele tem um desejo desenfreado em torturar e matar. E ainda tem que manter a sua reputação de good guy na empresa onde trabalha.

Confesso que já tentara ler a obra numa outra ocasião (há muitos anos antes) mas o conteúdo, repleto de passagens difíceis de digerir, fez com que parasse. Desta feita, aproveitando a republicação pela Marcador, enveredei por uma leitura que, volto a frisar, pelos conteúdos altamente susceptíveis, não é adequada para todos os públicos. Atrevo-me a dizer que, apesar dos episódios repetitivos de violência extrema, há um certo je ne sais pas de glamour, percepção sentida através da enumeração exaustiva de marcas de roupas ou artigos de higiene. Além disso, as inúmeras passagens sobre sexo são igualmente fortes numa sociedade em que a informação sobre a sida começava a circular, intensificando o efeito de responsabilização sobre o sexo desprotegido.

Estamos perante uma trama bastante crua, de linguagem pouco floreada, sendo também um elemento pelo qual considero este livro muito pesado. As situações experienciadas pelo psicopata americano são descritas a um nível de pormenor que me incomodou diversas vezes e os métodos de tortura que inflige às vítimas são pejados de requintes de sadismo.

Embora pessoalmente não tenha apreciado a estrutura da obra cujos capítulos são situações protagonizadas por Bateman, sem que haja um fio condutor que as ligue, devo confessar que gostei das inúmeras referências aos anos 80, em especial sobre a música e mesmo os hábitos típicos desta década como o aluguer de filmes em videoclubes. O qual, devo dizer, achei muita piada e proporcionou um momento saudosista.

Existe uma adaptação cinematográfica que data do ano 2000 e que prima justamente pela violência. Contudo, na minha opinião, o livro é ainda mais forte pois contém cenas que foram descuradas no filme de cariz violento e sexual. Além disso, a minha percepção é que no filme, a situação fulcral relaciona-se com a personagem de Paul Owen e no livro esta dispersa-se nos inúmeros episódios protagonizados por Bateman.
Em suma, Psicopata Americano é um livro intemporal mas forte, muito forte. Como referi e aludindo inúmeros programas de TV "o livro que se segue poderá conter linguagem ou cenas susceptíveis de ferir a sensibilidade dos leitores".


domingo, 1 de maio de 2016

Bret Easton Ellis - Psicopata Americano [Divulgação Marcador]


Data de publicação: 4 Maio 2016

               Título Original: American Psycho
               Preço com IVA: 21,50
               Páginas: 456
               ISBN: 9789897542442 

Sinopse: «Breat Easton Ellis é um grande, grande escritor, (e) "Psicopata Americano" é um romance importante, belo, controlado e cuidado. A função do escritor é observar o progresso da nossa cultura; e elefá-lo brilhantemente. Um livro de referência.»The Washington Post «O primeiro romance, em muitos anos, que pega nos profundos temas de Dostoiévski. (Ellis) mostra aos escritores mais velhos como se escreve um livro.» Norman Mailer, Vanity Fair Uma obra que é a narrativa de um tempo –os anos oitenta, nos Estados Unidos –e um retrato inclemente e humorístico, cruel e pateta, emocionante e repulsivo dehumorístico, cruel e pateta, emocionante e repulsivo da natureza à luz da civilização ocidental. A tudo isto acrescem as referências à cultura das celebridades e ao estilo de vida superficial e ganancioso dos tempos modernos. É um espelho daquilo em que estamos a tornar-nos (ou que já somos), um espelho de feira popular, que nos distorce, encolhe e exagera, mas não deixa de refletir o Homem que Dostoiévski anuncia na epígrafe deste livro: «Ele representa uma geração que ainda está viva, e entre nós, nos dias que passam.»