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domingo, 1 de abril de 2012

Brian Freeman - Perseguida [Opinião]

Perseguida é o terceiro livro da autoria de Brian Freeman e protagonizado pelo já nosso carismático Jonathan Stride. Já li os outros livros do autor editados na nossa língua: Segredos Imorais, Cidade Inquieta e O Voyeur e desde já confesso que Freeman é um dos meus escritores preferidos. Freeman combina harmoniosamente o género policial com o thriller psicológico como poucos o sabem fazer.

Nesta terceira história, a história recai numa personagem que teve um papel demasiado subtil em Cidade Inquieta. Falo de Maggie Bei, a parceira de Stride. Uma personagem que tem grande destaque no romance de estreia de Freeman mas na sequela tem um papel muito reduzido, cingindo-se quase como uma mera figurante. Neste livro, ela vai ser incriminada pelo homicídio do seu marido Eric. Dada a ligação directa entre as personagens Bei e Stride, o responsável pela investigação será Abel Teitscher que aponta o dedo a Maggie. Ele próprio teve uma parceira, Nicole Castro, agora detida pelo homicídio do seu marido.
Entretanto Serena Dial lida com um caso de chantagem a Dan Erickson, um advogado com uma grande influência em Duluth. Ela será a mediadora entre o chantagista e Erickson, o que poderá ser um risco para Serena... Por sua vez, Stride é responsável pela investigação do desaparecimento de Tanjy Powell, uma mulher que é tão atraente como de estranha e que trabalha precisamente na boutique da esposa de Dan Erickson.
E nisto há um voyeur, com desejos reprimidos e que quer concretizá-los a todo o custo...

Um dos pontos interessantes do livro é a forma como a trama se inicia, enfatizando a fuga da prisão de um homem cuja identidade desconhecemos. Ora, dadas as três subtramas anteriormente mencionadas, o leitor não tem como cruzar os vários tipos de informação. Fica assente que, aparentemente estas acções independentes provavelmente têm um ponto em comum. E à medida que a acção se desenvolve, as várias questões deixadas como peças de puzzle sem explicação, serão devidamente fundamentadas à medida que caminhamos para o final do livro. Entretanto são muitas as reviravoltas no enredo e nada, mas nada está garantido!

Como já tem sido hábito, Brian Freeman escreve uma história que gira sobre a imoralidade. Esta é sobretudo devido à falta dos valores éticos que as personagens vão desfilando, bem como segredos obscuros que se relacionam com a sua sexualidade. Ora em Perseguida é notável esta fórmula que tão bem resulta em enredos de elevada tensão psicológica. Esta componente intensifica-se quando há momentos de grande acção, especialmente quando tememos pela vida de Stride.
No entanto, neste livro, a temática abordada por Freeman por ser demasiado sórdida. O tema da violação ultrapassa aqui todos os seus limites, onde orgias e clubes de sexo são o ponto forte da história. Se uma violação já é por norma, um relato angustiante, então acreditem que neste enredo muitas serão as passagens que vos deixarão chocados.

A frisar este aspecto, não nos esqueçamos que Freeman é um autor descritivo, sem qualquer pudor na descrição tanto de elementos violentos, bem como passagens sexuais explícitas, intensificando a sensação de desconforto perante determinadas cenas. Existe também alguma repulsa nos relatos do ex-presidiário na forma como a inibição da sexualidade o caracteriza doravante e como isso influenciará na definição dos seus maquiavélicos planos. Estas passagens são cruas e eventualmente de linguagem chocante.

Muita acção, adrenalina e momentos que literalmente tiram o fôlego tornam este livro como compulsivo. A juntar o ingrediente da imprevisibilidade que se abate sobre as personagens complexas, tão típicas do autor.
Neste enredo apenas há três personagens comuns aos restantes romances de Freeman: Jonathan Stride, Serena Dial e Maggue Bei, o que torna mais interessante a leitura dos livros do autor por ordem. É notória a evolução entre as duas primeiras personagens, que não estão tão presos aos seus fantasmas como outrora. As personagens estão mais evoluídas e maduras, e claro, a sensação de familiaridade e empatia estão asseguradas dos livros anteriores. Em geral as personagens femininas, novidade deste livro, são muito passivas. Um aspecto que me chocou particularmente foi a definição da rapariga alfa, uma mulher alvo de inúmeras práticas sexuais, por vezes descabidas. Basicamente a sensação que estas personagens nos transmitem é o facto de nós não as conhecermos tão profundamente como desejaríamos, e todas acabam por omitir algum segredo, mais normalmente ligado a desvios de sexualidade os fetiches menos comuns.
Não fosse este um livro cuja sexualidade está patente em toda a trama, as personagens são um pouco promíscuas. deixando antever que existe uma teia de ligações entre as mesmas. As constantes revelações deixarão o leitor ávido para descobrir a resolução dos três mistérios.
O desfecho foi até convincente mas relativamente ao desvendar a terceira da peça do puzzle (o autor do homicídio de Eric), achei-o muito rápido e quase como um cliché dado que é semelhante ao final de um mau da fita de um outro livro do autor.

Pessoalmente gostei mais de Segredos Imorais e Cidade Inquieta, em que existem de facto, crimes associados à sexualidade e violação desta, no entanto mais comedidos. Perseguida é além de um sórdido e extenso desfile de práticas sexuais, um enredo repleto de intrigas, segredos, mistério e crimes.
Mas devo dizer que este foi um livro que gostei e recomendo, aliás bem como os restantes do autor!





Mais informações sobre o livro aqui.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Brian Freeman - Cidade Inquieta [Opinião]

Brian Freeman conta já com quatro livros, publicados na famigerada colecção policial/thriller, Fio da Navalha da Editorial Presença. Apesar de ter lido o primeiro livro, Segredos Imorais, prosseguido pela leitura do quarto, O Voyeur, livros que constam do meu top 10 das leituras do ano que passou, não poderia deixar de ler os livros intermédios. Desta feita, li Cidade Inquieta, o segundo livro protagonizado por Jonathan Stide, do qual vos falarei neste post.

A trama inicia-se quando assistimos ao homicídio de Amira Luz, uma entertainer das lides nocturnas de Las Vegas. Desde já o prólogo do livro prende o leitor, fazendo-o questionar quem seria Amira e principalmente, quem terá sido o seu executor. Mas eis que, ao iniciar-se o primeiro capítulo, o leitor fica ainda mais surpreendido (e genuinamente chocado) quando M.J. Lane é morto. As cenas descritivas são chocantes, e não apropriadas para publico mais susceptível.

Jonathan Stride trocou Duluth por Las Vegas. O leitor é confrontado com aquela vida boémia e tão típica desta cidade americana. Logo aí sente-se desconfortável, afinal de contas, uma cidade assim é bem mais propícia à ocorrência de crimes do que uma aldeola pacata.
Stride emparelha com Amanda Gillen. Na verdade, Amanda é um transsexual, estado ainda incompleto, vulgo ainda com a genitália masculina, sendo quase como uma vítima da sociedade.
Entretanto Serena Dial, a namorada de Stride, e o parceiro Cordy, investigam um estranho atropelamento de um menino. A ocorrência de outras mortes faz-nos crer que há uma ligação dissimulada, entre as personagens.

Quem já leu um livro de Brian Freeman, sabe que a escrita do autor é dura. Ele não tem qualquer pudor em descrever, utilizando a linguagem mais dura e real, cenas de sexo ou prostituição e os homicídios chocantes. O que até faz sentido. Num bom livro policial, não há que ter rodeios na descrição destes elementos chave. E é expectável que, num mundo de corrupção, prostituição e drogas, as pessoas não se cinjam à boa educação. Portanto, e com isto quero dizer que, sim encontrarão muita linguagem obscena, muito sangue, tripas e violência gratuita. Uma linguagem deveras gráfica, que poderá deixar o leitor verdadeiramente desconfortável.

A trama é intrincada e Freeman, consegue deixar pontas soltas, que brilhantemente são resolvidas no final. Nada garante à partida, uma ligação entre os crimes, mas o autor, e através de constantes reviravoltas no enredo, formula complicadas mas lógicas ligações entre as personagens, que acabam eventualmente, por explicar as consequências. Afinal, os meios justificam os fins. E não é só no crime que Brian Freeman é mestre. O autor consegue explorar temas complicados como a homossexualidade, o estigma na sociedade quando se faz escolhas contra a natureza humana, o mundo da prostituição e o luxo e o glamour em Las Vegas e a ambição desmesurada das pessoas em singrar neste meio e na vida. Além disso, o autor não tem qualquer pejo na elaboração da estrutura das personagens. Certamente que o seguidor concorda comigo, afinal de contas é a primeira vez (que eu tenha conhecimento) que existe como polícia, uma figura transsexual.

É um livro, que na minha opinião, se encontra muitíssimo bem estruturado. Se Freeman introduz uma personagem nova, dedica um capítulo à mesma, para que o leitor conheça o seu passado e tudo o que este interveniente traga de novo à narrativa.

As personagens são formidáveis. Falo de todas, mas claro que adoro o par Jonathan Stride e Serena Dial, as já nossas conhecidas desde Segredos Imorais. Neste livro, a ex parceira de Stride, Maggie, tem um papel meramente figurativo, o que é pena, eu engracei com ela no livro anterior, e as suas deixas humorísticas desanuviavam em muito, os momentos dramáticos contemplados pela acção. Mas o leitor vem a descobrir neste livro, um terrível drama pessoal de Maggie, que acredito piamente, mudará o rumo da personagem, para a frente da saga.
Também Serena tem os seus esqueletos no armário, ainda... O primeiro livro desvenda por completo o seu passado, e no decorrer de Cidade Inquieta, é notório o quão influenciáveis são os seus segredos face à actualidade. Optar pela prévia leitura de Segredos Imorais torna-se quase imprescindível, para compreendermos profundamente esta personagem, uma vez que só nos apercebemos da autenticidade dos seus fantasmas do passado relativamente a meio da trama.
O restante leque de personagens representa quase como uma crítica à sociedade, caracterizando a ganância do poder, à corrupção, às ligações amorosas que funcionam como troca de favores pessoais, entre outros, havendo um rácio equilibrado entre o número de vítimas e o de suspeitos.

Uma leitura que aconselho vivamente aos amantes do suspense e da acção. Torna-se compulsivo ler cada capítulo afim de desvendar toda o fio condutor do enredo. Acima de tudo, recomendo a leitura prévia de Segredos Imorais, afim de não perder pitada sobre as personagens!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Brian Freeman - O Voyeur [Opinião]

Não é novidade que Brian Freeman tem já o seu nome destacado na literatura de suspense. Os seus livros enquadram-se num género de policial muito específico munido de uma carga constante de suspense psicológico. De facto, e tendo eu lido um livro do autor, Segredos Imorais, posso desde já adiantar que as suas obras proporcionam realmente excelentes momentos de leitura.

Neste livro, O Voyeur, regredimos ao passado de Jonathan Stride, que à semelhança que Segredos Imorais, é o protagonista da trama. Ele é confrontado com a chegada de Tish Verdure que pretende reabrir o caso de homicídio da sua amiga Laura Starr, irmã da sua falecida esposa Cindy Starr. Já se passaram trinta anos desde este trágico acidente e como tal, Jonathan está relutante em voltar a remexer neste assunto. Logo deparamo-nos com a única pergunta, força motriz para o desenvolvimento de todo o enredo: "Who killed Laura Starr?". Está cá a parecer-me que aqui há uma estranha mas subtil inspiração no famigerado David Lynch e na pergunta que ele deixou nos anos 90 "Who Killed Laura Palmer?" na série Twin Peaks. A enriquecer o enredo, o autor desenvolve uma trama secundária mas de igual importância: a presença de um voyeur que espia Mary Biggs, uma adolescente com uma limitação mental e dadas as circunstâncias, não tem qualquer consciência sobre o seu corpo, daí que ela não esteja completamente inteirada sobre o que se está a passar.

Sendo um livro que recua até às origens de Stride, este poderia ter sido perfeitamente o livro de estreia do autor. Embora eu já sentisse empatia com esta personagem, foi com esta obra que conheci o seu passado, a sua essência, aquilo que desencadeou todos os fantasmas que Stride tenta arduamente ultrapassar em Segredos Imorais. É sem dúvida um livro que envolve o leitor, graças à intensidade de sentimentos que é perfeitamente descrita através dos diários de Tish Verdure. Embora não sejam directamente sobre o ponto de vista desta personagem (o que pode originar inicialmente alguma confusão) são relatos bastante interessantes, pois permitem o leitor viajar no tempo e acompanhar "in loco" o que aconteceu nessa altura. Alguns flashbacks inteligentemente inseridos a meio da história, fazem com que o leitor tome conhecimento de acções passadas, nunca perdendo o fio à meada do tempo presente.

Se a própria construção e estrutura do livro adequam-se brilhantemente ao género do thriller, o mesmo posso dizer sobre as personagens. E é sobre estas que gostaria de dissertar. Grande parte delas são comuns aos livros do autor. Falo portanto de Jonathan Stride, Maggie Bei e Serena Dial. Se Maggie Bei era noviça, muito verdinha ainda nas lides das investigações criminais em Segredos Imorais, denotei que esta teve uma grande evolução neste livro. Simplesmente Maggie já não é aquela rapariguinha cujos diálogos davam um certo toque humorístico ao livro. Não, Maggie cresceu e é tão profissional quanto os seus colegas. Tem um papel fundamental nesta trama, sem qualquer dúvida. Mas também Stride amadureceu. Tendo Serena do seu lado, conseguiu por fim ultrapassar o trauma da morte da sua esposa Cindy. Mas eis que vem aquela personagem enigmática que é Tish Verdure. Não sabemos realmente quais são as verdadeiras intenções ao desenterrar o passado. Uma coisa é certa: irá perturbar Stride!
Mas não nos restrinjamos a estas personagens. O autor dá um toque de dramático na narrativa ao introduzir a família Biggs. Clark, embora separado de Donna, cuida da sua filha deficiente Mary. E ao longo da trama denotamos o quão este pai ama a sua filha.

Freeman caracteriza-se sobretudo por recorrer a um elemento tão íntimo e importante, a sexualidade, para dotar as personagens de alguns aspectos sejam estes ditos normais ou não. Ora vejamos, é de senso comum que uma sexualidade reprimida poderá desencadear desvios na personalidade de uma pessoa, podendo assumir proporções incontroláveis. Pois este autor explora estes limites da sexualidade (e seus desvios) para criar personagens que eventualmente podem ser chocantes, para quem partilhe uma mentalidade mais tradicionalista.

A fórmula que Brian Freeman utiliza com mestria relaciona-se fortemente pelo desvendar destes segredos, nos timings certos e das formas mais inesperadas. Se a meio da trama o leitor acha que estas pontas soltas que vão sendo deixadas são não têm qualquer resolução, no final estas são bem argumentadas. Estes constantes twists deixam qualquer leitor ansioso em descobrir o final do livro, tornando o desfolhar das páginas qualquer coisa como viciante. Devo adiantar que nada é o que parece...
Tendo lido este livro tive a confirmação de que Brian Freeman é um dos meus autores de eleição, e acompanharei de bom grado toda a saga protagonizada por Stride. Ler os outros dois livros é uma tentação, enquanto espero ansiosa pela tradução na língua portuguesa das restantes obras.

Muita acção, suspense, reviravoltas inesperadas, sexualidade à flor da pele e tensão é o que este autor tem para vos oferecer! A trama é tão real que os diálogos entre as demais personagens absorvem o leitor por inteiro e as descrições de Duluth são tão ricas, a ponto de fazer viajar até lá. Um livro que, depois de ter lido, irá continuar a pensar nele. Recomendo vivamente!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Passatempo Brian Freeman - O Voyeur (exemplar autografado)


Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro O Voyeur de Brian Freeman autografado. Para participar no passatempo, tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes:

Regras do Passatempo:

-O passatempo começa hoje dia 8 de Novembro de 2011 e termina às 23.59h do dia 15 de Novembro de 2011;

-O participante vencedor será escolhido aleatoriamente;

-O vencedor será contactado via e-mail;

-Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.

- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui:
Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!!

sábado, 9 de abril de 2011

Brian Freeman - Segredos Imorais [Opinião]

Fantástica a minha estreia no autor Brian Freeman! Desta vez decidi-me por ler este autor , recomendado por uma amiga "facebookiana" bastante culta em policiais.

Então conhecemos o polícia Jonathan Stride que está a viver uma situação de deja vu. Em 15 meses desapareceram duas adolescentes. Primeiro desapareceu Kerry McGrath, uma rapariga doce e de bem com a vida mas agora é a vez de Rachel Deese, uma moça estranha, revoltada com inúmeros problemas com a mãe. Estará a pequena localidade no Minnesota à mercê de um serial killer?

O livro é constituído pela narrativa propriamente dita e por alguns flashbacks de vivências do passado de Emily, a mãe de Rachel e de Graeme, o padrasto. Esta estrutura permite enquadrar de uma maneira adequada, pedaços de narrativa que conferem maior profundidade à história. O que me chocou no meio disto tudo foi que parte da história foi baseada em factos verídicos, mais concretamente um desaparecimento de uma rapariga no Minnesota (no entanto , não sei qual terá sido o desfecho...)

Desde a primeira página que Freeman tem a capacidade de prender o leitor num enredo engenhoso. Todo o livro está envolto num véu de mistério: o desaparecimento das duas raparigas e os próprios habitantes da localidade parecem ter os seus segredos. Apesar de no prólogo direccionar alguns factos para o que eventualmente aconteceu a Rachel, todos nós sabemos que o género thriller se caracteriza para o mínimo de linearidade possível de acontecimentos.
Assim, em todo o decorrer do livro o leitor está na dúvida com o que terá realmente acontecido à rapariga, se está morta, raptada ou simplesmente desaparecida por vontade própria.
No desenrolar do livro há uns twists inesperados e interessantes, que nem eu tinha equacionado, mas que resultaram muitíssimo bem!

Os diálogos envolventes entre os intervenientes da narrativa aguçam a curiosidade em conhecer mais e mais sobre o passado das mesmas. O desenvolvimento da história traz associado alguns twists inesperados. No entanto é um livro duro mas realista em termos de descrições.

Uma coisa que gostei foi a forma como o autor incorpora vários elementos na mesma história: temos a parte da investigação criminal, algum sentimentalismo por parte de Strider e Andrea (que achei um belíssimo par, os dois fizeram mesmo faísca) e humor qb entre o polícia e a noviça nestas lides, Maggie. Esta personagem confere alguns bons momentos no livro, através de diálogos engraçados.

Tive uma empatia imediata com Strider. Como já tem vindo a ser habitual, os polícias protagonistas têm uma história de vida mais obscura, o que permite um maior envolvimento entre estes e o leitor. Aqui acontece o mesmo, Strider é viúvo, ainda amargurado pelo seu estado civil. Depois a professora Andrea também se destaca pelo papel activo no desenrolar da história consegue simpatizar com o leitor. O rumo da sua relação no decorrer da história é algo de inesperado e intenso!

No que concerne ao desenlace, devo dizer que não estava nada mas mesmo nada à espera. Todas as pontas soltas que foram sendo deixadas no decorrer da acção foram explicadas e convergiram na explicação lógica de todo o mistério das adolescentes desaparecidas. Inesperado e bastante intenso são os adjectivos que caracterizam na perfeição este final.

Recomendo vivamente a quem goste emoções fortes, um brilhante livro a não perder!