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domingo, 10 de dezembro de 2017

Patricia MacDonald - Baptizo-te Para a Morte [Opinião]


Sinopse: Segredos e mistério, num thriller inesperado. Claire e Guy pareciam o casal perfeito. A casa em Long Island e o bebé que enche de alegria a família espelham uma imagem de felicidade. Morgan só se apercebe de que algo se passa com a sua amiga Claire na festa de baptismo do bebé. A depressão pós-parto deixou-a desorientada, e Morgan tenta apoiá-la, mas tem de partir em viagem. Já no aeroporto, recebe uma notícia trágica – Claire assassinou o marido e o filho. Incrédula e determinada a ajudar a melhor amiga, Morgan decide investigar ela própria tão tenebroso crime.

Opinião: Ia jurar que, quando li a sinopse que estava na contracapa do livro, esta omitia as últimas linhas pelo que a maior surpresa, além do desfecho da trama, foi a morte do bebé, Drew, e do marido de Claire, Guy. Bem, creio que omitindo este facto, o leitor teria uma grande surpresa, logo na parte inicial da história.
Como não li a sinopse e optei por esta leitura por dois motivos: precisava de ler um livro com um título macabro para um desafio;  teria que ler um livro esquecido na estante para outro e devo dizer que fiquei bastante satisfeita.

É um thriller psicológico bastante interessante e com uma particularidade: convenceu-me que Claire teria mesmo cometido o crime e, por isso, a minha percepção inicial foi ter considerado que, possivelmente, a história seria previsível. Contudo, a história mostrou ser bastante aliciante e surpreendente, embora seja um thriller simples. Reflectindo sobre este aspecto, sem dúvida já li tramas com construção mais complexa.

O primeiro elemento digno de ser mencionado é, e não menosprezando a morte de Guy, a morte do bebé. Creio que é consensual: as mortes de crianças, especialmente em tenra idade, são chocantes. Não menosprezando, claro, o homicídio de Guy. Não obstante aquele trágico destino do bebé deixar-me algo inquieta...

O outro aspecto que achei deveras interessante foi a abordagem à depressão pós-parto, uma doença que ainda vejo tabu ou desacreditada por terceiros devido à ideia de que a maternidade é tão maravilhosa que não tem associados quaisquer efeitos negativos. A trama mostra uma realidade que é um abre-olhos para muitos.

Não tinha qualquer suspeita sobre o rumo da história. Como referi anteriormente, pouco ou nada sabia sobre a história pelo que fui sendo apanhada de surpresa.

Baptizo-te para a Morte manteve-me entretida. Sem dúvida que tenho que introduzir mais frequentemente a autora Patricia MacDonald nas minhas leituras. Gostei! 


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Stephen King - A Rapariga que Adorava Tom Gordon [Opinião]


Sinopse: Trisha McFarland tem nove anos e é uma fã incondicional de Tom Gordon. Pelo menos assim o demonstra ao usar a camisola do jogador de basebol, quando, numa caminhada com o irmão e a mãe recém-divorciada se perde, sozinha na floresta. Tudo o que traz consigo é uma sanduíche, água e alguns aperitivos, além de um walkman, através do qual segue o relato dos jogos do seu herói, criando com este uma amizade imaginária. À medida que avança para o coração da floresta, apercebe-se, porém, de que o novo amigo não é a sua única companhia...

Opinião: Não foi o melhor livro de Stephen King, na minha opinião. A começar talvez pelo tema central: o do baseball, desporto com o qual, pessoalmente, não me identifico. Embora deva reconhecer uma certa originalidade do autor em estruturar a narrativa em innings, em vez dos típicos capítulos, conferindo à história um maior entrosamento ao desporto. O baseball é o desporto que pratica Tom Gordon, o ídolo da menina protagonista da história.

Trisha, de apenas nove anos, perde-se na floresta. Passa por inúmeras provações, como devem imaginar, a fome, a paranóia, o desespero... Os sentimentos de Trisha perante estas situações são palpáveis e a maior sensação, a que pode, efectivamente, conferir o ingrediente de terror a esta obra, é a de perseguição. Durante toda a leitura, o leitor sente-se inquieto por achar que há um stalker atrás de Trisha. E não, não falo do seu amigo imaginário Tom Gordon. Algo de maléfico parece estar a perseguir a criança.
Como tem sido costume, há uns laivos de sobrenatural. Não incomoda, é certo que uma das minhas obras de eleição do autor é Carrie, mas tira parte da credibilidade da história. Não obstante a minha interpretação poder atribuir esse ingrediente à paranóia que a menina sente ao longo dos dias em que está perdida. Aí, cada um poderá ter uma diferente ilação.

É um livro curto (nunca li até então uma obra de King que fosse tão pequena) mas não creio que a história esteja subdesenvolvida.
A minha percepção, e note-se que é algo muito pessoal e vindo de alguém que vê filmes de terror e praticamente só lê thrillers, é que a componente de terror é pouco assustadora. Pessoalmente apenas temi pela protagonista pelo facto de ser uma criança e não saber, à partida, como se desenrascar perdida numa floresta. Creio que sentira mais medo ou inquietação aquando a leitura de Carrie ou o Jogo de Gerald. Terei que, com todo o gosto, ler mais um punhado de obras de King.

Sobre Trisha, não há como não adorar a personagem. Tem apenas 9 anos e mostra aquela inocência que normalmente associamos à infância. A menina impressionou-me ao demonstrar sempre grande maturidade, desde o primeiro instante em que pensa racionar a comida que tem consigo. A criança passa por momentos aflitivos e King detalha-os de forma exímia. Não me esquecerei, por exemplo, de quando ela bebeu a água do ribeiro, uma passagem que é descrita com algum humor se bem que a situação era, decerto, muito séria.

Ainda assim, apesar de ter apreciado esta obra, confesso que a minha expectativa foi defraudada. Ambicionava uma história de terror que me inquietasse e em A Rapariga Que Adorava Tom Gordon encontrei uma aventura protagonizada por uma menina fã de baseball. Esperava um pouco mais, confesso. 

Stephen King é um autor que vocês têm em conta? Quais são as suas obras mais tenebrosas que me poderão aconselhar?


sábado, 3 de junho de 2017

Lisa Gardner - Não Me Apanhas [Divulgação Circulo de Leitores]


Data de publicação: Junho 2017

               Titulo Original: Catch Me
               Preço com IVA: 15,74€
               Páginas: 336
               ISBN:

Sinopse: Duas mulheres face a face. Qual delas é a vítima? Qual é a assassina?
A detetive D.D. Warren não se surpreende facilmente. Mas uma mulher junto ao local do crime que investiga faz-lhe uma proposta surpreendente. Charlene acredita piamente que vai ser assassinada dali a quatro dias e quer que seja a melhor detetive de Boston a dirigir a investigação sobre a sua própria morte. D.D. depressa percebe que não é uma vulgar vítima. Charlene não está disposta a desaparecer sem oferecer resistência − dispara, luta e corre melhor do que ninguém em Boston. O que leva à pergunta: Charlene é a próxima vítima ou a assassina? Ao tentar descobrir quem anda a matar pedófilos em Boston, D.D. estuda os homicídios das amigas de Charlene, esperando encontrar a resposta antes do próximo e sinistro dia 21 de janeiro. Charlene corre perigo ou guarda um segredo medonho que pode afinal ser a maior ameaça de todas?

Sobre a autora: Natural de Oregon, nos EUA, Lisa Gardner começou pelo romance editando sob o pseudónimo de Alicia Scott. Em finais dos anos 90 decidiu mudar de género e ao romantismo dos primeiros livros passou a aliar o suspense. Pesquisa alguns dos mais arrepiantes casos de psicopatas, inventa um enredo de pistas, aplica à escrita o rigor das pesquisas do FBI. «Minha até à Morte» - o seu primeiro grande sucesso - atinge os 6 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, tornando-a uma das mais aclamadas escritoras norte-americanas. Em Portugal foram editados, pelo Círculo de Leitores, alguns dos seus melhores títulos: «A Filha Secreta», «O Assassino das Sombras», «A Vingança de Olhos Negros», «O Clube das Sobreviventes», «A Hora da Morte».
Autora de 13 bestsellers da lista do New York Times. Já vendeu 22 milhões de livros em 30 países. Foi premiada com o galardão máximo da International Thriller Writers e com o Prémio Daphne du Maurier. Entre os romances da detetive D.D. Warren contam-se Salvar a Pele, A Sobrevivente e Plano Perfeito.


terça-feira, 28 de março de 2017

Tami Hoag - O Caminho do Inferno [Divulgação Circulo de Leitores]


Data de publicação: Março 2017

               Titulo Original: Down The Darkest Road
               Colecção: Oak Knoll #3
               Preço com IVA: 14,99€
               Páginas: 388
               ISBN: 9789724250632

Sinopse: «A minha filha desapareceu a 28 de maio de 1986. Passaram quatro anos. Nunca mais ninguém a viu ou ouviu falar dela desde então. Não sei se está viva ou morta, se é ou se era. Se me conformar ao tempo passado, admito que a minha filha desapareceu para sempre. Se me agarrar ao presente, sujeito-me ao infinito tormento da esperança. Vivo no limbo. Não é um local agradável. Daria o que quer que fosse para de lá sair, ou pelo menos para retirar a melancolia da minha alma. Anseio por alguma espécie de limpeza, de catarse, por uma eliminação do lixo tóxico que ficou para trás, na esteira de uma má experiência. A ideia de catarse incitou-me a começar este livro. A ideia, que, ao partilhar a minha experiência com o mundo, o veneno destas memórias poderia de algum modo diluir-se, foi como lançar uma corda a alguém que estivesse a ser arrastado pelas revoltas águas de um dilúvio. O problema, porém, é que não posso escapar à corrente, por muito forte que seja essa corda. Sou mãe de uma criança desaparecida.»

Sobre a autora: Natural do Minnesota, filha de um vendedor de seguros, casa com apenas 18 anos de idade e, enquanto o marido termina a sua formação académica, Tami Hoag sobrevive entre trabalhos. Treina cavalos, distribui jornais, tenta escrever mais de trinta palavras num minuto enquanto dactilógrafa, mas é a escrita que desde sempre a fascina. Hoje aponta «The Long Goodbye», de Raymond Chandler, como o seu livro favorito mas foi a partir da leitura de «The Wolf and the Dive» que ensaiou um primeiro texto com princípio, meio e fim. Com o dinheiro do seu primeiro sucesso, o mencionado «The Trouble With J.J.» (1988), compra um computador. Escreve então «Magic», «Sarah Sin», e faz uma primeira incursão nos domínios do suspense com «O Perigo Espreita», «Águas Calmas» e «Paraíso das Trevas». Com «Pecados na Noite», «A Mão do Pecado», «Falso Alarme» e «Barreiras Ocultas» assume definitivamente uma viragem do romance para o thriller. Um nova opção que a autora não hesita em justificar.

 

terça-feira, 7 de junho de 2016

V. C. Andrews - Anjo Negro [Opinião]


O segundo livro da saga dos Casteel prossegue com a história de Heaven, agora adolescente e a braços com uma nova situação pois vai viver com um membro da sua família biológica. É na mansão de Farthy que vai conhecer os pormenores intrincados do passado da sua mãe, Leigh.

Confesso que não gostei tanto deste livro quanto gostara do antecessor. Estranhamente não consigo explicar a diminuição do impacto que esta obra teve, se tiver em consideração que Anjo Negro também tem alguns elementos dramáticos, à semelhança de Heaven. Todavia, classifiquei a obra com 4 estrelas. Continuo a achar que esta série foi chocante para a altura da sua publicação.

Heaven conhece uma personagem que creio tornar-se preponderante até ao final da série, o milionário Tony Tatterton, que a conduz para um mundo completamente oposto a que a protagonista conhecia. Vive agora numa mansão de luxos e as privações a que estava habituada já não fazem grande sentido.
Nestas circunstâncias conhece Troy, o irmão de Tony, que é bastante censurado, pelo que me despertou grande curiosidade em saber a razão pela qual o personagem é oprimido.

Numa escola nova, a adaptação não foi a mais fácil, sendo abordada a temática de bullying, ainda que num contexto diferente dos que estamos habituados. Falamos de adolescentes, numa escola rígida onde, supostamente, as alunas têm grandes valores morais e quebrando o estereótipo que estas situações ocorrem em meios menos endinheirados.

O ponto forte deste título reside, sem dúvida, na grande revelação (ainda que tardia) sobre a família de Heaven. O autor quis induzir em erro sobre este facto e, pessoalmente, senti-me ludibriada com os factos que lera no livro anterior.  E sim, falo em autor pois, pelo que li na internet, apercebi-me que entretanto a autora V.C. Andrews morrera, e um autor fantasma assumiu a escrita do resto da série. Porém não se nota, pois os livros são muito semelhantes na carga emocional (e coerentes na história). Exceptuando esta grande revelação que me deixou de queixo caído, o grosso da trama prende-se com uma bela história de amor entre Heaven e um personagem masculino. Pessoalmente, senti falta das consequentes revelações que me deixaram chocada. Apenas conto uma, demasiado intensa, é certo, mas diria que a trama prende-se mais com a vida amorosa de Heaven.

Venha daí o terceiro volume!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

V. C. Andrews - Heaven [Opinião]


Há uns tempos atrás, em conversa com uma amiga, esta sugeriu-me uma autora de seu nome V. C. Andrews. A Carla leu uma saga, a dos Dollanganger, saga esta que foi publicada na íntegra há muitos anos pela Círculo de Leitores. Há cerca de dois anos, foi editado o primeiro livro por cá pela Quinta Essência mas parece-me que a autora caiu no esquecimento.

No ano passado comprei todas as sagas de V.C. Andrews. Cá em Portugal publicaram três, cada uma com cinco livros.
Visto que já conhecia a história dos Dollanganger devido aos filmes, comecei a ler Heaven. Não sabia nada sobre o livro, até porque não consta a sinopse no mesmo, daí que foi uma enorme surpresa, com excepção de que, tal como Os Herdeiros do Ódio, Heaven trata-se de uma saga familiar com uma pesada carga emocional.

Heaven é o nome de uma menina, a narradora da história. Orfã de mãe, sente que o pai a despreza. Mas esta reacção de Luke Casteel é muito diferente para com os irmãos de Heaven. À primeira vista, Tom, Fanny, Jane e Keith são acarinhados pelos avós e pelo pai. A família mora num local onde a pobreza impera. Nem a comida prospera e as cinco crianças têm que aprender a crescer à força depois de um acontecimento trágico na família.

Dei cinco estrelas no Goodreads a esta obra. A razão prende-se com o facto de eu ter ficado chocada com algumas passagens. As crianças passam muito mal, nem comida têm e a irmã mais velha,  Heaven tenta orientar os irmãos nas ausências prolongadas do pai. Abalou-me muito aquela condição de vida tão complicada assim como o feitio de Fanny, que vem a desenhar-se ser problemático em livros futuros. Além disso, as futuras provações a que as crianças vão ser submetidas comoveram-me muito. 

Nas primeiras páginas, a difícil vida desta família difunde-se com a inocência das crianças, no entanto, há um acontecimento que vai mudar a vida dos miúdos, e que irei omitir, obviamente, a fim de trazer o mesmo impacto que experienciei aquando a leitura do livro. A trama é pausada, com uma acção morosa de início mas que, estranhamente, me sugou para aquele ambiente estranho. Nunca consegui desconfiar dos acontecimentos sucessivos, pelo que fiquei absorta uma série de vezes. E esse sentimento intensificou-se a partir do momento em que Heaven vai viver com Kitty e Cal.

O primeiro livro da saga, Heaven, compreende o período de idades da protagonista entre os 12/13 até aos 16/17. Ficará o resto da vida da protagonista para os outros livros. Já li três, vou falar dos mesmos em posts posteriores.

Em suma, para uma série escrita nos anos 80, creio ter sido bastante avant garde. Gostei mesmo muito do primeiro livro, promissor de uma série chocante que tenciono terminar no mês de Maio. Infelizmente são livros que estão esgotados. E a edição da Círculo de Leitores não é das melhores: tem uma letra minúscula e pouco espaçada. Valeria a pena serem reeditados. Isto é bom, muito bom! 


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Lisa Gardner - Plano Perfeito [Divulgação Círculo de Leitores]


Data de publicação: Março 2016

               Título Original: Love You More
               Preço com IVA: 13,99
               Páginas: 352
               ISBN:

Sinopse: Seria uma mãe capaz de fazer mal à própria filha?
“De quem é que gostas?” Uma pergunta, uma decisão tomada numa fração de segundo e Brian Darby cai morto no chão da cozinha. A sua mulher, a agente da polícia, Tessa Leoni, afirma tê-lo alvejado em legítima defesa e o seu corpo espancado comprova a história. Para a experiente detetive D.D. Warren o caso está resolvido. Mas onde se encontra a filha deles? Quando a investigação obriga à busca frenética de uma criança desaparecida, D.D. Warren tem de trabalhar com o ex-amante Bobby Dodge e obter as respostas de perguntas incómodas. Seria uma agente da polícia capaz de matar o próprio marido? E seria uma mãe capaz de fazer mal à própria filha? 

Sobre a autora: Natural de Oregon, nos EUA, Lisa Gardner começou pelo romance editando sob o pseudónimo de Alicia Scott. Em finais dos anos 90 decidiu mudar de género e ao romantismo dos primeiros livros passou a aliar o suspense. 
Pesquisa alguns dos mais arrepiantes casos de psicopatas, inventa um enredo de pistas, aplica à escrita o rigor das pesquisas do FBI. «Minha até à Morte» - o seu primeiro grande sucesso – atinge os 6 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, tornando-a uma das mais aclamadas escritoras norte-americanas. 
Em Portugal foram editados, pelo Círculo de Leitores, alguns dos seus melhores títulos: «A Filha Secreta», «O Assassino das Sombras», «A Vingança de Olhos Negros», «O Clube das Sobreviventes», «A Hora da Morte».

Imprensa
«A maioria dos meus títulos são inspirados pelas parangonas dos jornais. Plano Perfeito (no original Love You More, significa literalmente “eu ainda gosto mais de ti”) foi inspirado num caso passado na Florida, em que uma mãe foi acusada de ter assassinado a filha de quatro anos. Enquanto pais, a primeira coisa que nos ocorre é ‘como foi possível uma mãe fazer tal coisa?’. Investiguei o caso, tendo em mente o que implica sermos pais. O resultado final é este livro que, por um lado teve origem num caso muito dramático, mas que por outro lado representa um tributo ao amor paternal. Pelos nossos filhos, a maioria de nós seria capaz de calcorrear o Planeta inteiro. Se além do mais, fôssemos polícias, com formação em uso de armas, seríamos uns pais imbatíveis.» 
Lisa Gardner

«Emotivamente real, arrepiante e irresistível.»
Lisa Scottoline

«Ninguém domina este nicho do género como Lisa Gardner. E Plano Perfeito pode ser o seu melhor livro de sempre.»
Lee Child

«A história palpitante de um drama familiar por uma mestra do thriller. Não consegui parar de ler.»
Tess Gerritsen



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Stephen King - O Jogo de Gerald [Opinião]



Opinião: Na minha última ida à feira de velharias em Belém, encontrei alguns livros de Stephen King nestas edições da Círculo de Leitores (que desconhecia a sua existência), extremamente baratos. Estas edições são lindíssimas mas têm um defeito em particular: omitem as sinopses. Ainda assim, e tendo em conta que Stephen King é o rei do terror (e as poucas obras suas que li, gostei), não hesitei em adquirir quatro livros ainda que desconhecesse os conteúdos dos mesmos.

Sobre O Jogo de Gerald nada sabia pelo que iniciei imediatamente a sua leitura. Creio que desconhecer a sinopse dos livros traz uma surpresa maior ao leitor. Desta forma, acho pertinente falar um pouco sobre a trama que se foca em Jessie Burlingame. Esta é casada com Gerald e ambos vão passar uns dias à sua casa de férias no Maine. Acontece que Gerald tem práticas sexuais ao estilo do Grey (gosta de dominar, portanto) e ultimamente o marido tem prendido a esposa à cama por meio de umas algemas. Acontece que Gerald morre antes do acto sexual e Jessie fica algemada à cama, tornando-se no pior pesadelo que alguma vez experienciou.

A história desenvolve-se entre as provações a que Jessie vai sendo submetida, estando imobilizada e privada de água/comida e os devaneios que vai tendo ao longo deste período de tempo e com o cadáver do marido ao lado. Enquanto isso, a personagem feminina tece algumas considerações sobre a sua vida até então enquanto o cadáver gradualmente entra em decomposição.
Muitas das revelações de Jessie são interessantes mas na minha opinião, também existem algumas considerações supérfluas. Daí que, para mim, este livro teve alguns picos de interesse e outros mais maçudos, especialmente ao início. A meio do livro surge uma revelação intensa e senti-me bastante angustiada em lê-la.

Escasseiam os diálogos em detrimento dos vários (e extensos) monólogos interiores da personagem feminina que subdividem-se em duas vozinhas: uma que apela à boa consciência e uma outra que é o diabinho. À medida que o leitor folheia a obra, percebe a razão desta dualidade de personalidades que se debatem no interior da personagem feminina.

É um bom romance de terror que explora, numa primeira fase, um relato de sobrevivência que se consubstancia não só pela coragem de Jessie como no medo. Medo de não conseguir sair dali e de, especialmente, lidar com as memórias passadas.
Posteriormente, a trama clarifica algumas das vivências da protagonista, culminando num final bastante impressionável. 
Gostei mesmo muito deste livro e tenho pena de não se encontrar nas livrarias hoje em dia.


terça-feira, 3 de março de 2015

Tami Hoag - Segredos de Morte [Divulgação Editorial Círculo de Leitores]


Data de publicação: Março 2015 
  
               Título Original: Secrets to the Grave
               Preço com IVA: 15,12€
               Páginas: 496

Sinopse: Sem gota de sangue. Assim é encontrada Marissa Fordham, no chão da cozinha da pacata casa em Pak Knoll. Sobre o corpo enroscou-se a filha, Haley. Ninguém sabe exatamente o que ela viu, quem matou a sua mãe, mas sabem que tem de lidar com a única testemunha do crime com especial cuidado. O detetive Mendez recorre aos serviços da Anne Leone, estudante de psicologia infantil mas a dupla cedo descobre que por detrás da aparente normalidade da vida daquela família se esconde um negro segredo… 

Sobre a autora: Autora norte-americana de grandes bestsellers internacionais, já vendeu 35 milhões de livros no mundo inteiro, traduzidos em 20 línguas. Entrou pela primeira vez na lista de bestsellers do New York Times com a obra Paraíso das Trevas e teve 13 títulos consecutivos nessa lista.

Imprensa
«Os fãs de literatura de mistério vão gostar desta complexa, mas realista, história.»
Kirkus Reviews 


«Uma das mais intensas autoras de suspense da atualidade»
Chicago Tribune



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Julie Garwood - Sem Perdão [Opinião]


Sinopse: Nas sombras paradas do confessionário, um louco fala de forma irreverente do seu plano para um homicídio que tenciona cometer, empurrando o padre Thomas Madden para um jogo embaraçoso ao revelar a sua próxima vítima: Laurant, a irmã do padre. Este, numa corrida frenética para a proteger, pede ao seu melhor amigo, Nick Buchanan, agente especial do FBI, que descubra o rastro do predador que, a pouco e pouco, está a fechar o seu cerco em torno de Laurant. Então, do mesmo modo que uma atração avassaladora cresce entre Laurant e Nick, também o perigo aumenta, ao ponto de o mais pequeno passo em falso poder vir a custar tudo o que há de mais precioso a ambos.

Opinião: Muito ao estilo das tramas de Sandra Brown e Karen Rose, Sem Perdão é um livro leve que alia o policial ao romance. O chamado suspense romântico simboliza, na minha opinião, leituras de entretenimento acima de tudo, embora apaixonantes e, simultaneamente, algo tensas como o género policial propicia.
Penso que disse tudo sobre o livro. Os meus policiais de eleição acabam por ser os mais gráficos e esta obra tem uma quantidade diminuta de violência.
Além disso, a obra apresenta alguns clichés: o homem que se apaixona pela irmã do amigo (e não lhe quer dizer nada, receando perder a sua amizade), a rapariga bonita em apuros e a química se se instala entre ambos. E mais, todos os personagens masculinos, incluíndo o padre Tom, são lindos de morrer!

Ainda assim, a trama tem muitos pontos fortes como o rápido arranque do livro. Nas páginas iniciais, o leitor é confrontado com o maníaco a sussurrar no confessionário, que iria matar. E consegue ser arrepiante. A partir daí, a trama desenrola-se em torno da protecção de Nick a Laurant, enquanto se apaixonam, gradualmente. Às páginas tantas, o facto de Laurant ter um perseguidor é um pretexto para estarem juntos o tempo todo.
Na minha opinião, não é dado muito ênfase ao antagonista, ao contrário da grande maioria dos livros que costumo ler. Este é, a meu ver, essencialmente um romance com muita acção e uma pitada de thriller psicológico. Como não leio muitos livros deste género, a obra proporcionou-me um bom momento de leitura.

Gostei bastante da interacção das personagens Nick Buchanan e Laurant. Com um papel tão importante quanto os protagonistas, achei muita piada à personagem Noah. Através de uma breve pesquisa na internet, percebi que o próprio Noah terá um livro exclusivamente dedicado a si, onde, ele próprio, será o protagonista de um romance. Fiquei curiosa mas pelo que parece, ainda vai tardar a chegar pois este livro em questão é o sexto da série. Por falar nisto, e sei que nem toda a gente acha piada às séries, esta é, pelo que me apercebi, uma saga invulgar na medida em que o livro é protagonizado por um elemento da família Buchanan diferente.

Gostei do desfecho em que existe uma reviravolta e o assassino é, uma vez mais, quem menos se espera. Toda a cena final está repleta de acção e emoções fortes, ingredientes que me entusiasmaram.

Em suma, embora Sem Perdão não seja um livro arrebatador, gostei da história. A avaliar por Sem Perdão, Garwood promete leituras ávidas e descontraídas. 
Certamente que lerei mais obras de Julie Garwood, até porque estou a coleccionar os seus livros.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Julie Garwood - Parque Paraíso [Divulgação Editorial Círculo de Leitores]


Data de publicação: Janeiro 2015

               Preço com IVA: 14,80€ (posteriormente 18,50€)
               Páginas: 312

Sinopse: Lyra Prescott estuda cinema em Los Angeles. A família pressiona-a para regressar a casa, mas Lyra dedica-se ao seu último trabalho para a faculdade – um documentário –, ainda com esperança de poder seguir o seu sonho. Em busca de material para este projeto, acaba por se ver envolvida num crime negro, que torna a sua vida um verdadeiro filme de terror… Com a chegada do sensual investigador do FBI Sam Kincaid – que a protege mas ao mesmo tempo a perturba –, o mistério alia-se às emoções de uma atração que a deixará ainda mais vulnerável.

Sobre o autor: Julie Garwood é natural de Kansas City, EUA, onde nasceu no seio de uma família de origem irlandesa. Sendo a sexta de sete irmãos, só quando os seus próprios filhos entraram para a escola se decidiu a escrever. Hoje é uma das mais reconhecidas escritoras norte-americanas. Com mais de 35 milhões de livros vendidos em todo o mundo, traduzida em 28 línguas, foi distinguida com o Career Achievement Award pelo RT Bookclub. Embora sejam as emoções e o amor o grande mote dos seus livros, faz-nos visitar, em simultâneo, os meandros do crime e da maldade.

Para mais informações sobre o Círculo de Leitores, clique aqui
Para mais informações sobre o livro Parque Paraíso, clique aqui


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Tess Gerritsen - Duplo Crime [Opinião]


Sinopse: Ao longo da sua carreira como médica-legista, a doutora Maura Isles já fez muitas autópsias, mas nunca imaginou que um dia o cadáver que veria na marquesa seria exatamente igual a si, a sua dupla perfeita. Um exame de ADN confirma o facto espantoso a Maura, que é filha única: a sósia misteriosa é, com efeito, sua irmã gémea. Ao investigar o homicídio, a detetive Jane Rizzoli irá levar Maura numa perturbadora excursão a um passado recheado de segredos tenebrosos e macabros. Maura quer saber mais sobre a família que nunca conheceu, sobre a mãe que a abandonou, a si e à sua irmã, para descobrir quem realmente é… mas estará preparada para a verdade?

Opinião: Duplo Crime é o quarto livro da série protagonizada por Maura Isles e Jane Rizolli. Estou a ler esta série ordenadamente (O Cirurgião, O Aprendiz e A Pecadora) e ando fascinada com a escrita e as histórias (macabras) desta autora. Apesar de me ser muito dificil optar por um livro preferido de Gerritsen, na minha opinião, este não foi tão bom quanto o anterior, A Pecadora. No entanto, há um aspecto comum ao livro antecessor se não, com a série até então: o livro é de ávida leitura.

Basicamente em Duplo Crime, conhecemos um pouco mais sobre a vida de Maura Isles. A autora já tinha levantado as pontas sobre o passado bastante duvidoso da patologista e em Duplo Crime temos efectivamente a confirmação deste facto. Existe um entrosamento entre esta história que é claramente a dominante e uma outra, paralela, sobre o encarceramento de uma mulher, sendo esta mais uma vítima de um homicida. Ainda assim, ambas as tramas têm contornos cativantes, quer pelo aprofundamento da personagem Isles, quer pelo modus operandi do antagonista.

Quem conhece as tramas de Gerritsen sabe que a sua escrita é extremamente gráfica. Esta autora estende-se em detalhes referentes à terminologia médica, explicando-os convincentemente para leigos como eu. Os procedimentos das autópsias estão minuciosamente explanados, sendo por isso, factores que podem ferir as susceptibilidades do leitor. A mim agrada-me mesmo muito!

Esta é uma história que apela a uma reflexão sobre o quão o nosso DNA nos pode condicionar como ser humano. Sabe-se, pelos princípios de psicologia básica, que o nosso carácter é moldado pelo ambiente e pelos factores intrínsecos à sociedade mas será que a genética também terá influência? Fica a questão para vós. E para mim, que após o término da leitura, fiquei a remoer neste assunto.

Esta é, provavelmente, uma das minhas séries preferidas. Penso que já referi este facto em opiniões anteriores, volto a reforçá-lo, esta série é de facto muito boa dentro do género policial, não só a nível das tramas que espelham várias temáticas diferentes como também pelos pormenores forenses extremamente credíveis e por conseguinte, interessante. Para nao falar de uma dupla bombástica como Rizzolli e Isles. Comparativamente com os livros, a série homónima fica bastante aquém. Fica a curiosidade em ler o próximo livro da saga, o quinto, Desaparecidas.


sexta-feira, 13 de junho de 2014

Tess Gerritsen - A Pecadora [Opinião]


Sinopse: Os corpos de duas freiras, vítimas de violência brutal, encontrados no solo sagrado da Capela da Nossa Senhora da Luz Divina conduzem a médica-legista Maura Isles e a detective Jane Rizzoli para o centro da investigação. Não vai ser fácil encontrar uma explicação para aquele cenário brutal, pois as freiras vivem em clausura, no convento, não tendo contactos com o exterior. Para adensar o mistério, Maura Isles descobre, ao fazer a autópsia à irmã Camille, uma jovem de vinte anos, que esta dera à luz pouco antes de ser barbaramente assassinada. Quando é encontrado o cadáver mutilado e irreconhecível de uma mulher num prédio abandonado, as investigações mudam de rumo. Começa então a desvendar-se a tenebrosa relação entre as mortes e, à medida que segredos há muito esquecidos vêm a lume, descobre-se um antigo horror que está por detrás destes homicídios horrendos.

Opinião: Em 2011 descobri uma autora de quem passei a gostar bastante, Tess Gerritsen (oh céus, como o tempo passa...), tendo lido dois livros de uma série protagonizada por duas carismáticas personagens: Jane Rizolli e Maura Isles: O Cirurgião e O Aprendiz.
Aguardei esperançosa que a Bertrand publicasse a restante colecção em tamanho standard. Passados dois anos e cansada de esperar, adquiri os outros na colecção da Círculo de Leitores. Se existe uma mania de leitor que eu tenho, é sem dúvida ter os livros todos da mesma colecção pois assim parece que os primeiros dois destoam. Enfim... 


Posto isto, ainda bem que comprei todos os livros de Gerritsen. Bem... ontem tive conhecimento que irá sair o nono livro da saga (espreitem aqui). Tinha tantas saudades de ler um livro seu e ter lido A Pecadora soube-me mesmo muito bem, tendo atribuído 5 estrelas no Goodreads. E vós sabeis que é muito raro dar esta pontuação a um livro...
Como os entusiastas desta série sabem de antemão, as protagonistas chamam-se Maura Isles e Jane Rizzoli. A Pecadora é o terceiro livro da saga e saliento a importância de ler a série ordenadamente uma vez que no presente livro, Rizzoli vê-se a braços com uma situação, consequência dos seus actos nos livros anteriores. Confesso que não me recordava da exactidão das histórias antecessoras, contudo, à medida que folheava o livro, fui-me recordando aos poucos do vilão Hoyt e do agente de FBI. Esta personagem, Gabriel Dean, vê o seu papel reduzido em A Pecadora e por consequente, achei que poderia ter sido desenvolvido. Cabe-me ter esperanças que no livro seguinte, Duplo Crime, o agente tenha um papel pleno. 

Tenho esta autora nos píncaros da minha consideração. Gerritsen é médica, não se coibindo de fundamentar os inúmeros processos associados a uma autópsia. Este aspecto acaba por tornar mais credível a personagem de Maura Isles que é médica patologista. Portanto, torna-se expectável que os procedimentos referentes a uma autópsia seja devidamente esclarecidos bem como inúmeras explicações de doenças provocadas por bactérias (tomara as minhas aulas de Microbiologia na faculdade tivessem sido tão interessantes como as dissertações de Gerritsen).
A escrita da autora é assim extremamente gráfica, cujos conteúdos podem ferir as susceptibilidades do leitor. Como a sinopse antecipa, os casos são por si chocantes: os corpos de duas freiras apareceram, num estado deplorável. Altamente mutilado, o corpo de Camille foi encontrado em circunstâncias altamente duvidosas. Para alguém que vive enclausurado num convento, é de difícil compreensão que tenha engravidado e posteriormente dado à luz, apresentando-se este facto como um mistério de dimensão menor face à identidade do homicida. Devo dizer que os contornos do caso associado à irmã Camille foram, na minha opinião, os mais chocantes. Em paralelo, um cadáver irreconhecível é encontrado. Uma mulher anónima cujo assassinato está de alguma forma, ligado com o caso das freiras, ligação esta bastante improvável.

No meio da investigação criminal, gostei de ver desenvolvida a vida afectiva da rainha dos mortos, ou como quem diz, a dra Maura Isles. Adoro conhecer estas duas protagonistas femininas e tão distintas uma da outra e da generalidade das mulheres. Se por um lado, A Pecadora deu a conhecer mais de Maura Isles, Jane Rizolli, como referi anteriormente, está a braços com um dilema pessoal e sensível. O leitor fica curioso não só com os dois casos criminais como com o deslindar das problemáticas pessoais de Isles e Rizzolli.

Existe uma série televisiva baseada nos livros de Tess Gerritsen, Rizzoli & Isles. Já tive oportunidade de ver alguns episódios e na minha opinião, os livros são bem melhores que a série, pois são mais explícitos. É uma série que põe a nu a muitos procedimentos do processamento de cadáveres, que por norma nos são interditos. Cativante, de rápida e empolgante leitura, a série dos livros de Rizzolli e Isles é definitivamente obrigatória para os leitores que apreciam casos de homicídio mórbidos e pormenores arrepiantes sobre autópsias.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Tess Gerritsen - Rapariga Silenciosa [Divulgação Editorial Círculo de Leitores]


Data de publicação: Junho 2014

               Título Original: Silent Girl
               Preço com IVA: 14,80€ (promocional). Posteriormente: 18,50€
               Páginas: 312

Livro Exclusivo para sócios da Círculo de Leitores

Sinopse: Um corpo desmembrado e vestígios de um animal junto às feridas. Esta é a misteriosa morte que Rizolli e Isles têm de resolver. Há alguns anos, naquelas mesmas ruas da Chinatown de Boston, teve lugar um massacre nunca deslindado e uma das sobreviventes manteve até hoje o silêncio, por medo. Mestre em artes marciais, esta mulher é a chave para a resolução de mais um crime. Mas conseguirá a dupla de investigadoras convencê-la a falar? Adaptado ao pequeno ecrã, Rapariga Silenciosa é um daqueles livros que, entre o medo e a curiosidade, não vai conseguir parar de ler.
A rainha do thriller americano está de volta com mais uma aventura da dupla de detetives de Boston, Jane Rizzoli e Maura Isles. Científica e meticulosa, Tess Gerritsen combina os seus conhecimentos em medicina com um singular registo de suspense, criando autênticos enredos de mistério. Os seus livros estão traduzidos para 40 línguas e contam já mais de 25 milhões de exemplares vendidos, em todo o mundo.

Sobre a autora: De ascendência asiática, nasceu nos EUA e formou-se em Medicina na Universidade da Califórnia. O seu primeiro grande bestseller internacional foi Harvest, em 1996, que impôs um novo género, o thriller médico. Seguem-se outras obras de suspense, cujo sucesso leva a autora a desistir da carreira em medicina e a dedicar-se a tempo inteiro à escrita.

Imprensa
«Não apenas recomendado. Obrigatório.»
Lee Child

«Mais uma alucinante viagem... A Rapariga Silenciosa é um dos melhores de Gerritsen.»
Associated Press

Para mais informações sobre Rapariga Silenciosa, clique aqui


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Lisa Gardner - A Hora da Morte [Opinião]


Sinopse: "O que farás quando o tempo chegar ao fim?"
Dia após dia, esperava que o primeiro cadáver fosse descoberto - um corpo contendo todas as pistas de que os detectives precisavam para encontrar a segunda vítima, que agardava uma morte lenta, mas certa. 
As horas passavam - o salvamento era possível, mas a polícia nunca chegou a tempo. Passaram-se anos, porém, para este assassino o tempo parara. 
Quando uma vaga de calor se abate sobre a região, o jogo recomeça. Duas raparigas desaparecem - e as horas continuam a passar. A agente do FBI Kimberly Quincy sabe que terá de infringir algumas regras para vencer um criminoso cruel no jogo que ele aperfeiçoou. A hora da morte chegou.

Opinião: A Hora da Morte é o quarto livro protagonizado por Quincy e Rainie. No entanto estas personagens vão sendo secundarizadas à medida que Kimberly, a filha de Quincy, se destaca.  É esta que será a força motriz na investigação da história, em conjunto com Mac McCormack.

Em todos os livros da autora, denota-se uma certa morbidez na formulação do serial killer e em A Hora da Morte, verifica-se o mesmo. As jovens raparigas são raptadas aos pares e se uma é imediatamente morta, a outra é levada para um local onde se depara com uma lenta e dolorosa morte. O ritmo de A Hora da Morte é intenso, sensação conseguida às custas das corridas contra o tempo para encontrar as vítimas antes de morrer. Em especial, a situação do último par de vítimas, concretamente a jovem Tina, que se definha. Mac e Kimberly buscam incessantemente a jovem, com base nas provas que foram deixadas.
Gardner consegue recriar um ambiente aterrador e um apelo à sobrevivência verossímil. Senti-me tensa, especialmente ao ler as passagens de Tina, com ânsias que a jovem conseguisse sair sã e salva.
Tal como o modus operandi sugere, a autora formula, uma vez mais, um psicopata extremamente mórbido. Apesar da sua identidade ser uma incógnita até ao final, apreciei e muito o perfil psicológico que foi-se desenhando ao longo da história.

Como tem sido hábito, a autora introduz uma parte romântica na narrativa. Há efectivamente um casal assumido: Rainie e Quincy. Contudo, Kimberly mostra grande empatia com McCormack. As cenas mais quentes entre estes são atenuadas pela componente thriller, que é claramente predominante.
Kimberly aparecera outrora na literatura da autora, em particular e com grande destaque no livro anterior, A Vingança de Olhos Negros, conferindo assim uma familiaridade ao leitor. Por mim falo que já sentia uma empatia pela personagem e foi agradável revê-la bem como a Rainie e Quincy. Estes surgem na história, trazendo algo de novo, um dilema nas suas vidas. Este não terá solução no presente livro e o leitor fica naturalmente curioso em ler o livro seguinte, Desaparecida.

Penso que já terei dito mas volto a reforçar, Lisa Gardner é uma autora de grande qualidade. Desde que li Diz Adeus, senti curiosidade em ler as restantes obras e estas não me têm desiludido. Antes pelo contrário,  estas prometem leituras empolgantes e surpreendentes e a presente não é excepção. Recomendo A Hora da Morte, bem como a restante saga de Quincy e Rainie.


terça-feira, 18 de junho de 2013

Lisa Gardner - A Vingança de Olhos Negros [Opinião]


Sinopse: O agente especial do FBI Pierce Quincy é perseguido pela morte da filha. O relatório oficial concluiu que Amanda conduzia embriagada quando perdeu o controlo do carro. Pierce estava a par do problema da filha com o álcool. Tal como o homem que a matou.
Este assassino é diferente. Tem uma fome insaciável de vingança. Não se contenta em tirar a vida às vítimas... quer entrar-lhes nas mentes e despojá-las de todas as defesas. O seu alvo não constitui segredo: a única filha sobrevivente de Quincy.

Opinião: Este é o terceiro livro protagonizado por Rainie e Quincy e tem sido para mim, um prazer acompanhar a evolução deste casal. Depois de Minha Até à Morte e O Assassino das Sombras, torna-se evidente o futuro destas duas personagens com este livro. Embora por vezes referenciada como autora de suspense romântico, na minha opinião o género não se verifica neste livro. Não obstante haver uma cena de cariz sexual relativamente explícito, a trama relaciona-se fortemente com o género de thriller.
É precisamente este o livro que explica os acontecimentos que assombrarão Pierce Quincy para o resto da sua vida. 

A Vingança de Olhos Negros foi sem dúvida, na minha opinião, um dos livros que mais gostei de Lisa Gardner. O título não poderia estar mais adequado pois a trama debruça-se sobre a temática da vingança e assume proporções que, sinceramente, eu estaria longe de imaginar. 
Assim, estamos perante um vilão extremamente maldoso e sedento de vingança, cujas acções não têm limites. Um bodycount considerável com indícios de grande malícia, consequência da perseguição cerrada a Quincy, foi de facto o que mais me impressionou no presente livro. Além disso, chocou-me, em particular, uma passagem referente à amiga de Mandy, Mary Olsen.
A familiaridade conferida pelas personagens é reconfortante, e consegui envolver-me nos dramas das mesmas.

Rainie Connor, que teve uma importância fulcral na obra antecessora, volta a ter destaque e juntamente com Quincy a força motora para a resolução do caso que se afigura em A Vingança de Olhos Negros. Ao contrário do constatado nos livros anteriores, Quincy dança no limbo de oscilar simultaneamente entre os papéis de herói e vítima.

Pela primeira vez surge Kimberly, a filha mais nova de Quincy que terá um papel de destaque em Diz Adeus (sim, eu devia ter lido por ordem mas confesso que foi esta obra que me deixou rendida com a autora). Ainda assim, aconselho ler a série ordenadamente. É que A Vingança de Olhos Negros traz referências a Jim Beckett (o vilão assumido de Minha Até à Morte) e ao episódio passado em O Assassino das Sombras.

Em suma, a série protagonizada por Rainie e Quincy é extremamente cativante, rica e diversificada. A cada história que leio, noto uma independência nos contornos criminais e uma ligação cada vez maior com as personagens. Adorei este livro, e considero que esta saga que merece destaque, sem margem para dúvidas!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Lisa Gardner - A Sobrevivente [Divulgação Editorial Círculo de Leitores]


Data de Publicação: Junho 2013

Título Original: Live To Tell
                  Preço com IVA: 13,99€
                 Colecção: Detective D.D. Warren #4

Sinopse: Na obra de suspense mais emocionante de Lisa Gardner, a vida de três mulheres vai desdobrar-se e conectar-se de maneiras inesperadas. Pecados do passado são revelados e segredos assustadores mostram a força que os laços de família podem ter. Às vezes, os crimes mais devastadores são aqueles que acontecem mais perto de nós. 
A queda dos inocentes. Uma família é brutalmente assassinada. O pai, único sobrevivente do massacre, é também o maior suspeito. Face ao horror, só a detetive D.D. Warren parece manter o sangue-frio e tentar chegar mais longe na sua investigação. Aos poucos, deixa-se envolver numa teia de mentiras que liga o destino de três mulheres – uma enfermeira na ala de psiquiatria, uma mãe decidida a proteger os filhos e uma menina sem medos. Quem planeou afinal aquele crime? Quem o oculta? 

Imprensa:
«Um romance emocionante que revela uma chocante solução e um perfeito senso de justiça.» 
Publishers Weekly
  
«A vida de três mulheres colide no novo arrepiante thriller de Gardner… Eletrizante.» 
Romantic Times 

«Afinado como um piano… Uma montanha-russa de suspense.» 
Karin Slaughter  


sábado, 8 de junho de 2013

Patricia MacDonald - Imperdoável [Opinião]


Sinopse: Maggie tentou esquecer. O corpo do homem que amou. O sangue a ensopar a neve. O escandaloso julgamento por homicídio. Os doze anos de tormento. A punição horrenda. Agora estava livre… livre para iniciar uma nova vida. Sozinha. Incógnita. A vida na pacata ilha de Heron’s Neck, ao largo da costa da Nova Inglaterra, era calma, até o terror começar. De novo. Alguém estava disposto a transformar a sua vida num pesadelo sem fim. Alguém queria ensinar-lhe que não havia refúgios nem fuga possível para o... imperdoável.

Opinião: Depois de ter lido Um Estranho em Casa, um livro que se configurou como um excelente thriller psicológico, comecei a reunir todos os livros da autora. Consegui, embora tenha sido uma tarefa complicada dado que vários livros já não se vendem na Círculo de Leitores. O difícil foi escolher a próxima leitura, e aproveitando a deixa de uma amiga que o leu recentemente, peguei neste livrinho.

Terei que ser sincera: Imperdoável não me cativou tanto quanto o livro anterior que li da autora. Ainda assim, li metade da obra numa noite, tendo terminado no dia seguinte.
Um número de personagens reduzido numa história com contornos cliché e uma história bastante simples foram os factores que justificaram a rápida leitura. No entanto, esta edição da Círculo de Leitores tem uma letra minúscula, o que pode cansar a vista, dificultando assim a leitura da obra.

Ainda assim foram muitos os episódios que me prenderam: a vivência na prisão por parte da protagonista, onde uma situação em particular me surpreendeu (aqueles que já leram Imperdoável identificar-se-ão com a associação banho/prisão/sabonete). Além disso, gostei daquela relação entre Maggie e Jess. Talvez por isso o livro se distanciou tanto de Um Estranho em Casa que estava isento de um envolvimento amoroso, pelo menos tão explícito como o que consta no presente livro.
Agradou-me particularmente o cenário e penso que a autora conseguiu recrear o ambiente propício de um vilarejo, com as ligações coesas entre os habitantes e as desconfianças dos outsiders.

Daí que o livro seja algo moroso na sua totalidade. Enfatiza muito a descrição do casal, nunca perdendo de vista o facto da protagonista ser uma ex-presidiária e portanto, o tabu de contar ao parceiro e a falta de confiança que se inevitavelmente se gera. No entanto, há um mistério patente em toda a narrativa que se debruça em actos maquiavélicos por parte de uma vilã, cuja identidade é conhecida praticamente desde o início da história. E quando falo em maldade, sou mesmo sincera: não que haja constantemente passagens de grande violência mas os poucos que existem são de facto bastante gráficos.
E como expectável, a residente é vista com desconfiança, acabando por despertar um sentimento de compaixão por parte do leitor.

Ora estamos perante um livro que não me foi indiferente devido às emoções despertadas em mim. Contudo, dada a simplicidade do enredo e até a previsibilidade do mesmo, este livro não me cativou tanto como gostaria. Achei-o medíocre mas ao mesmo tempo estou entusiasmada em conhecer mais obras da autora. Até breve Patricia MacDonald!


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Karen Rose - Não Contes a Ninguém [Opinião]


Sinopse: Mary Grace Winters sabia que a única forma de ela e o filho escaparem ao marido, um agente da polícia que os maltratava, passava pela simulação das suas mortes. Agora, tudo o que resta da sua antiga vida jaz no fundo do lago... Com uma nova identidade, numa nova cidade, encontrou um refúgio a centenas de quilómetros de distância. Quase se esqueceu do pesadelo vivido há nove anos. Até resolveu tentar a sua sorte no amor com Max Hunter, um homem que também carrega as suas próprias feridas. Contudo, o marido descobre-os e, pouco a pouco, o perigo aproxima-se e ameaça tudo e todos.

Opinião: Já há muito que me estava curiosa com os livros de Karen Rose, pelo que me decidi a ler por ordem, tendo constatado mais tarde, que estes foram publicados na ordem inversa. Não Contes a Ninguém é o primeiro e conta a história de Mary Grace, uma mulher que sofre de violência doméstica.

Quando li a sinopse, imediatamente me fez lembrar de Minha Até à Morte de Lisa Gardner. Confesso que estava com muitas reservas em iniciar esta leitura pois temia que os livros fossem demasiado parecidos. Medos que se revelaram infundados, apesar de à partida, serem histórias com o mesmo fio condutor, penso que os livros conseguem ser diferentes entre si.
O primeiro aspecto que ressalta à vista é a caracterização das personagens. A autora Karen Rose, assumiu que entrevistou várias mulheres vítimas de violência doméstica, o que terá contribuído para uma caracterização mais realista da personagem Mary Grace e como conseguinte, uma abordagem muito madura à temática do abuso e violência por parte dos cônjuges.

A autora debruça-se mais sobre as personagens do que propriamente a acção. Depois do fugaz panorama de maus tratos por parte do marido de Mary Grace, a autora relata a vida desta personagem após uma mudança de identidade. E aí, as descrições sobre Caroline e a relação com os outros, em especial Max, arrastam-se. Sim, é uma trama um tanto ou quanto parada, por várias vezes senti que lia apenas um romance mas deixei-me envolver na história, na magia que se sente quando conhecemos alguém e nos sentimos atraídos por essa pessoa. E nisso Karen Rose esteve muito bem!
Gostei de todos os aspectos da história excepto um que tenho que mencionar embora não pretenda revelar nenhum spoiler: a cena melodramática por parte de Max que levou a um afastamento por parte de Caroline, para mim foi pouco coerente. Seria expectável um azedume no meio do romance, mas penso que este poderia ter consequente de algo mais credível.

Posto isto, verifica-se que o livro é caracterizado por um "suspense romântico". Categorizado desta forma apenas conhecia Sandra Brown e não creio que Karen Rose esteja aquém das suas tramas.
E de facto, é notório o modo como a autora nos envolve na história, quer pela forma que nos apaixonamos pela história de Mary Grace ou Caroline e Max ou pela repulsa que naturalmente sentimos por Rob Winters, acabando por existir um dualismo: se por um lado existem cenas sexuais explícitas (não achando que estas sejam em demasia e descritas numa linguagem bastante refinada), por outro é indiscutível o grafismo de violência por parte de Rob. É um vilão à altura dos piores que se vão encontrando nas tramas policiais e surpreenderam-me muito as suas acções afim de encontrar Mary Grace. O "pior" nisto tudo, é que de facto os maridos que têm esta postura são socialmente bem aceites, escondendo os seus instintos violentos que são assumidos dentro de casa.

Embora a história de amor patente entre Max e Caroline alivie a densa carga psicológica que se esconde a vida clandestina da protagonista e do filho, é notória a forma como o thriller sobressai a partir do momento em que se inicia uma caça ao homem.
Também denotei muito emocionante a vida de Caroline quando era Mary Grace e as suas revelações sobre o seu passado. 

Um livro altamente recomendado para os fãs de Sandra Brown. Apaixonante, emocionante e arrepiante, Não contes a Ninguém mistura harmoniosamente a componente de thriller com o romance. Formidável a forma como a autora de repente, nos deixa sonhar com o enamoramento das personagens como instantaneamente deixa fluir os níveis de adrenalina!
Estou ansiosa por ler o segundo livro de Rose, O Riso do Assassino.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Lisa Gardner - O Assassino das Sombras [Opinião]


Sinopse: Um acto inqualificável deixou destroçada a pacífica cidade de Bakersville e os habitantes, outrora tolerantes, exigem justiça. Mas embora um rapaz tenha confessado o crime hediondo, tudo leva a crer que não seja culpado.
A agente Rainie Conner está no centro da controvérsia. Tudo se passa demasiado perto de casa, trazendo-lhe à memória os seus piores pesadelos e ameaçando revelar os seus pecados secretos. Porém, com a vida do rapaz em jogo, nada a detém na busca do verdadeiro assassino. Com a ajuda de Pierce Quincy, um agente do FBI, Rainie descobre uma verdade mais terrível do que alguma vez imaginara...

Opinião: Este é o segundo livro protagonizado por Quincy e Rainie, que relembro, em Minha Até à Morte, Quincy tinha um papel muito fugaz. Quanto a Rainie, esta nem sequer estava contemplada na narrativa.
Porém, em O Assassino das Sombras, o caso muda de figura. A autora investe em Lorraine Conner, dotando-a de um passado sombrio e volta a chamar o agente do FBI, Pierce Quincy, membro da Unidade de Ciência Comportamental, afim de analisar o caso que se sucede.

Não quero levantar spoilers, mas tenho mesmo que comentar este facto, apesar de não estar claro na sinopse. Este é um livro que aborda o fenómeno dos tiroteios em escolas. Achava eu ser este um fenómeno relativamente recente quando me apercebi que o livro, foi escrito em 2001 e já nesse ano, os Estados Unidos contavam com casos pontuais de tiroteios em comunidades escolares e levados a cabo por alunos.
Estas situações, para mim que trabalho numa escola, deixam-me muito apreensiva.

O que me chocou no livro foi precisamente esse facto: existe efectivamente uma criança suspeita da autoria dos disparos, e há grande desenvolvimento em torno da sua personalidade e vivências, isto num pano de fundo de investigação policial. 
Penso que a trama está longe de ser ficcionada, pois é verdadeiramente perceptível o medo e o choque que terão sentido os familiares dos envolvidos do massacre de Colombine. E este foi apenas um dos massacres desta dimensão. Nas notas iniciais da autora, chocou-me muito ela ter referido que em 1998, tragédias como esta teriam já ocorrido, assistindo ela a cinco tiroteios no espaço de quinze meses. É de facto uma situação lamentável, mas normalmente são desencadeadas por infâncias ou traumas mal resolvidos, daí cada vez mais eminente um acompanhamento das nossas crianças. Felizmente em Portugal não há casos registados, mas estes já terão ocorrido também um pouco pela Europa.

No entanto, o que me agradou na história, foi o modo como a autora recorre ao passado de Rainie e como de certa forma, este terá influenciado o massacre descrito na trama. E ninguém melhor que Quincy para entender Rainie, ele que também tem mazelas familiares e uma história de vida extremamente comovente.
As emoções não são descuradas, e Lisa Gardner cria um ambiente de muita empatia e cumplicidade entre os dois responsáveis da investigação antecipando um romance que certamente será mais desenvolvido em livros posteriores. 

O Assassino das Sombras constitui assim um policial poderosíssimo pela intensidade dos acontecimentos descritos, bem como a infeliz familiaridade que estes são acompanhados. Um tema desconfortável, que nunca vi abordado na literatura, com proporções comoventes como a que será a do luto numa inteira comunidade escolar. Sinceramente, nem quero imaginar...
Daí que este foi um livro que me marcou muito e anseio pela leitura do próximo livro da saga Quincy & Rainie, A Vingança de Olhos Negros.