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domingo, 30 de setembro de 2018

Camilla Läckberg - A Menina na Floresta [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Com cerca de 700 páginas, A Menina na Floresta será, decerto, o livro mais longo e complexo que já li da autora sueca Camilla Läckberg. 
Uma vez que O Domador de Leões fora publicado há sensivelmente dois anos, confesso que esta espera foi algo penosa e Camilla Läckberg nunca me saiu da retina. Foi, portanto, com grande entusiasmo e expectativa que iniciei esta leitura.

Como decerto os fãs da autora saberão, a série tem sido acarinhada não só devido às investigações policiais - que são diferentes a cada volume - como através do acompanhamento da narrativa mais romanesca, sobretudo respeitante às dinâmicas familiares entre Erica e Patrik e os seus filhos, Maja e os gémeos Anton e Noel. Estas interacções expandem-se para personagens secundários que, ainda que não tenham um papel tão preponderante como o do casal protagonista, a pouco e pouco instalam-se nos nossos corações devido à empatia que transmitem. Sobre esta componente, a que se relaciona com a vida pessoal dos personagens, pouco posso adiantar. Só não me agradou o facto de nem todas as personagens terem um destino feliz como o do casal protagonista, e até me apoquenta que algumas situações sejam um pouco trágicas, como foi o caso do jovem detective Martin narrado em livros antecessores.

No que concerne à componente policial, esta debruça-se sobre o desaparecimento de uma criança de 4 anos numa quinta onde, outrora, desaparecera uma outra menina da mesma idade. Ora perante dois crimes que, aparentemente, partilham alguns elos de ligação, tentei, desde cedo, tecer uma teoria que pudesse explicar o encadeamento de ambos os acontecimentos.
Numa fase precoce da trama somos então confrontados com o que realmente aconteceu a Nea, embora, a meu ver, as reviravoltas do enredo se prendam com os contornos da investigação deste estranho desaparecimento. 

Há pouco caracterizei esta obra como complexa sem explicar devidamente porquê. A subtrama, já rica em detalhes sobre a investigação, multiplica-se em pequenas subtramas que abordam temáticas como cyberbulling, negligência parental ou o trato dos imigrantes, facto que de correlaciona com os actuais fenómenos de exclusão social. Ainda que não tenha havido, no meu entender, um aprofundamento destas temáticas - sob o risco de estender ainda mais o número de páginas da obra - creio que, mesmo assim, a abordagem foi bastante interessante.

Não obstante o facto de a autora usar praticamente a mesma fórmula nos seus livros, alternando as várias acções temporais, Läckberg revelou alguma audácia em elaborar uma subtrama que se alicerça em casos de bruxaria ocorridos no século XVII. Não me recordo de um salto temporal tão distante para com a subtrama da actualidade nos seus livros anteriores. A autora menciona ainda, nas suas considerações finais, que estes trechos decorreram após muita pesquisa e eu, muito sinceramente, não vislumbrei qualquer relação entre a temática da bruxaria do século XVII com a trama principal ocorrida na actualidade pelo que, a meu ver, esta subtrama poderia ser perfeitamente dispensável. 
Creio que, por esse motivo, este obra será das poucas da autora à qual não atribuí a cotação máxima no Goodreads.

Senti-me, uma vez mais, completamente desolada com o desfecho da história, realçando mais um acontecimento trágico no seio familiar da protagonista. Virei a última página já com uma nostalgia a instalar-se. Pelo que pude apurar, o lançamento dos títulos desta autora, da parte da Dom Quixote, já acompanha a edição das obras da autora lá fora e, como tal, avizinha-se mais uma longa espera pelo próximo livro.

Em suma, ainda que não tenha apreciado totalmente alguns contornos referentes à vida pessoal das personagens da série - assim como a subtrama que se desenrola no ano de 1672, devo dizer que foi uma história que, em termos gerais, me agradou muito. Adorei rever a família de Erica, bem como os personagens colegas de Patrik. São, decididamente, personagens que deixarão saudades enquanto aguardamos por mais um título desta série.


terça-feira, 11 de setembro de 2018

Camilla Läckberg - A Menina na Floresta [Divulgação Editorial Dom Quixote]


Data de publicação: 18 Setembro 2018

               Título Original: Häxan
               Preço com IVA: 24,90€ 
               Páginas: 712
               ISBN: 9789722065672
 
Sinopse: Quando Nea, uma menina de quatro anos, desaparece, a comunidade fica em choque. Trinta anos antes, Stella, também de quatro anos, que vivia com os pais na mesma quinta, desaparecera e viria a ser encontrada morta na floresta que rodeia Fjällbacka. Nessa altura a culpa foi atribuída a duas adolescentes, Marie e Helen, hoje mulheres.
Poderá ser um acaso o desaparecimento de Nea ter coincidido com o regresso a Fjällbacka de Marie, agora uma famosa atriz de cinema,, para interpretar o papel de Ingrid Bergman? Patrik Hedström começa a investigar e, como sempre, conta com a ajuda de Erica, que pretende escrever um livro inspirado na morte da pequena Stella. Mas à medida que vão desfiando os intricados fios da meada, tudo se torna mais confuso. Como se tal não bastasse, têm ainda de lidar com a perturbação que a presença de refugiados sírios causa na pequena comunidade e com as consequências de um fogo posto no centro comunitário que os acolhe.
Uma sucessão de acontecimentos que abala os habitantes da pacata vila, e acabará por levar o nome de Fjällbacka aos quatro cantos do mundo… sem ser pelas melhores razões. 


Sobre a autora: Nascida em 1974, Camilla Läckberg licenciou-se na Universidade de Economia de Gotemburgo antes de se mudar para Estocolmo, onde foi economista durante alguns anos. Um curso de escrita criativa de policiais levou-a a uma mudança drástica de carreira.
Foi considerada a escritora sueca do ano em 2004 e 2005, e os seus quatro primeiros livros atingiram o primeiro lugar no top de vendas da Suécia. Foi a sexta autora mais lida na Europa em 2009, e a partir daí manteve-se nos lugares cimeiros nos tops internacionais. Os seus livros estão publicados em 55 países – incluindo os EUA – onde já vendeu mais de 15 milhões de exemplares.




segunda-feira, 27 de junho de 2016

Camilla Läckberg - O Domador de Leões [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: O Domador de Leões é o nono livro da série protagonizada pelo querido casal Patrik Hedström e Erica Falck, uma saga que há muito entrou nas minhas preferidas. Por mim falo, que aguardo, com grande expectativa, todos os verões uma vez que é nesta altura que é publicado mais um título da autora sueca.

À medida que a série progride, denoto que a mesma nunca perde qualidade pois, à semelhança dos livros antecessores, O Domador de Leões arrebatou-me. Fico surpreendida com a capacidade da autora em formular enredos que, embora mantenham a continuidade devido às vidas pessoais das personagens, os casos de investigação são todos diferentes e têm uma capacidade intrínseca de me ludibriar. O que, efectivamente e uma vez mais, aconteceu nesta obra.

Comecemos pelo caso da actualidade, parecendo-me que seja este o principal, e que se debruça sobre a investigação de uma jovem ligada à prática do hipismo. O crime, com contornos macabros, impressiona a comunidade de Fjällbacka e é alvo da investigação por parte de Patrik e sua equipa. Por sua vez, Erica esmiúça o estranho caso de Laila que terá sido acusada de ter morto o seu marido.

Em relação à história, como é habitual da autora, há duas acções paralelas mas igualmente envolventes. Se por um lado senti-me envolvida na investigação actual e no desvendar dos segredos que a população mantinha fechados a sete chaves, por outro, a subnarrativa que se inicia nos anos 70  e que se debruça sobre a vida de Laila revelou ser bastante misteriosa. Ao longo destes pequenos capítulos que pautam a narrativa actual, percebi que todas as minhas percepções iniciais sobre o estranho caso de Laila eram distorcidas. Além disso, devo referir que as referências às artes circenses conferiram um toque bastante exótico à trama.

Já o que concerne às vidas pessoais dos nossos personagens (confesso que me senti rendida pela mesma), fiquei particularmente feliz com um aspecto passível de ser referido sem grandes spoilers: a autora deu um final feliz à irmã de Erica, Anna. Já merecia, depois de tanto por que passou. A vida familiar de Erica é, como sempre, uma ternura. Adoro acompanhar as travessuras dos gémeos e de Maya. Aprecio também aquele núcleo familiar de Mellberg que se tornou bem mais animado no livro anterior. Um dos ingredientes que tornam esta série tão fantástica é, indubitavelmente e como já tive oportunidade de referir, esta familiaridade com os personagens que se vai estreitando a cada livro que leio. 
Já os novos personagens são tão enigmáticos que confesso que desconfiei de todos. Pareceram-me todos suspeitos, embora o desfecho tenha designado um móbil e identidade do assassino bastante impressionantes. Principalmente o motivo. Surpreendeu-me genuinamente e, como consideração final, achei o livro muito arrebatador, uma vez mais.

Não há muito por dizer quando se tem uma série em tão boa conta e quando se fala da mesma vezes a fio, recomendando-a aos amigos e aos fãs de thrillers. O Domador de Leões é simplesmente espectacular, assim como a saga!


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Camilla Läckberg - O Domador de Leões [Divulgação Editorial Dom Quixote]

Data de publicação: 21 Junho 2016

               Título Original: Lejontämjaren
               Preço com IVA: 18,90€ 
               Páginas: 424
               ISBN: 9789722060271

Sinopse: É janeiro e um manto de neve cobre Fjällbacka. Uma adolescente seminua sai do gélido bosque a cambalear, e atravessa a estrada. O carro aparece do nada e o condutor não consegue travar a tempo de evitar a tragédia. Quando Patrik Hedström e a sua equipa são alertados para o acidente, já o corpo da rapariga tinha sido identificado. Era Victoria Hallberg, que desaparecera quatro meses antes, quando regressava a casa depois de uma aula na escola de equitação. 
A Polícia apercebe-se de que aquele terrível acidente foi o melhor que podia ter acontecido a Victoria. O seu corpo evidencia sinais de ter sofrido atrocidades inimagináveis e tudo leva a crer que não será a única vítima. 
Enquanto isso, Erica Falk investiga o trágico passado de uma família ligada ao circo, o que a leva por diversas vezes a um estabelecimento prisional para visitar Laila, uma mulher acusada de ter matado o marido. Mas não consegue desvendar o que realmente se passou naquele longínquo dia fatídico. 
O que estará Laila a esconder? Para onde foram os dois filhos depois da tragédia? Erica desconfia de que há em toda aquela história algo que não se encaixa. E que o passado estende os seus longos braços para vir ensombrar o presente. 



terça-feira, 7 de julho de 2015

Camilla Läckberg - O Olhar dos Inocentes [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: O Olhar dos Inocentes é o oitavo livro da saga protagonizada por Erica Falck e Patrik Hedström, uma série que sigo atentamente desde que foi publicado o livro A Princesa de Gelo em 2009 e da qual me assumo fã acérrima.

Embora com um fio condutor desde o início da série que se traduz pela evolução do relacionamento entre os protagonistas, todos os casos de investigação, até então, se debruçam sobre acontecimentos independentes. Contudo, como já referi em outras opiniões de livros da autora, creio que é uma série que tem um especial interesse se acompanhada desde o primeiro volume.

Em O Olhar dos Inocentes, a investigação prende-se com Ebba, uma mulher que retorna à ilha onde viveu em bebé até ao fatídico dia da Páscoa de 1974 quando toda a sua família subitamente desaparece de casa. A par deste caso, à partida insolúvel, creio que a trama é bastante envolvente devido aos dramas familiares das personagens. Se nos dois livros anteriores, senti alguma compaixão por Anna, irmã da protagonista, na presente trama uma outra personagem secundária está a braços com um dilema delicado. Na minha opinião, a componente pessoal das personagens é tão interessante e cativante quanto a investigação policial.

Esta obra segue os moldes das anteriores, desenrolando-se sobre duas fases distintas: uma acção que se passa na actualidade e uma outra que remota, neste caso em particular, ao ano de 1908. As duas subnarrativas fascinaram-me muito. A subtrama que tem lugar no período de 1908 até a 1974 relata três gerações de mulheres e é verdadeiramente apaixonante acompanhar as suas vidas e descobrir a ligação das mesmas com Ebba.
Achei estimulante que a autora tenha ficcionado as consequências da ida à Suécia de um militar alemão, que efectivamente existiu e que esteve ligado às altas esferas nazis, numa história paralela tão entusiasmante quanto o próprio caso.

Li rapidamente O Olhar dos Inocentes, como é habitual com as obras da autora. O entrosamento das narrativas é feito inteligentemente de forma a manter o suspense.
É-me muito difícil enumerar mais qualidades neste livro quando já realcei as mesmas em obras anteriores da autora. Na minha opinião, a série não perde qualidade, antes pelo contrário, fico ainda mais ansiosa por saber o destino das personagens que me acompanham há oito livros. Fiquei rendida em todos!

Posso afirmar que em síntese, O Olhar dos Inocentes é uma trama intrincada e repleta de personagens cativantes. Um livro que se lê num ápice, tendo-o lido em três dias.
Posto isto, classifiquei o livro com 5 estrelas no Goodreads. A minha crítica? Verifiquei que existe o 9º livro apenas em sueco. Ora as nossas traduções são feitas a partir do inglês, receio ter de esperar mais de um moroso ano por um novo livro de Camilla Läckberg.


domingo, 14 de junho de 2015

Camilla Läckberg - O Olhar dos Inocentes [Divulgação Editorial Dom Quixote]


Data de publicação: 23 Junho 2015

               Título Original: Änglamakerskan
               Preço com IVA: 19,90€ 
               Páginas: 480
               ISBN: 9789722057738

Sinopse: Numa idílica ilha frente a Fjallbacka houve em tempos um colégio, propriedade de uma família que, no domingo de Páscoa de 1974, desapareceu deixando para trás uma bebé de meses. Na altura, o mistério deixou a Polícia perplexa: o que poderia levar os pais a abandonarem uma bebé? Teriam sido raptados? Assassinados? Apesar dos esforços das autoridades locais não foi encontrado rasto da família nem qualquer explicação plausível para o sucedido. A bebé, Ebba, foi entregue a uma família que a acolheu e educou e a investigação foi arquivada. Agora, muitos anos depois, Ebba regressa à ilha com o marido. Acabaram de perder o seu único filho e tentam começar uma nova vida restaurando o velho colégio abandonado. Porém, com a chegada de Ebba à Ilha, regressam também os estranhos acontecimentos: primeiro há uma tentativa de pegar fogo à casa, depois de atingir Ebba a tiro.
Chamado a investigar, Patrik Hedström conta involuntariamente com a ajuda da sua mulher Erica, que decide pesquisar por conta própria o desaparecimento que desde sempre lhe despertou curiosidade, talvez a pensar no enredo de um próximo livro. Patrik e Erica não se poupam a esforços, mas, para manter o passado enterrado, há quem esteja disposto a dificultar-lhes a vida.…



sábado, 12 de julho de 2014

Camilla Läckberg - A Ilha dos Espíritos [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: A Ilha dos Espíritos é já o sétimo livro protagonizado por Patrick Hedstrom e Erica Falk e posso dizer que esta dupla continua a surpreender-me. Esta é daquelas séries que não tenho reservas em recomendar, especialmente a quem gosta de romances e gostaria de enveredar num policial. Penso que esta é a autora perfeita para tal uma vez que o desenvolvimento da relação entre as personagens assume um preponderante destaque.

Aguardava por este livro desde que li A Sombra da Sereia, um livro que me marcara por ter um final tão aliciante como imprevisível. Rapidamente li as primeiras páginas no Kobo, em inglês e por não estar habituada (à língua e ao formato), fui instigada a desistir e enveredar por outras leituras em português.

Um ano depois, eis que chega A Ilha dos Espíritos. A presente obra segue a fórmula já usada por Läckberg, interpondo duas narrativas aparentemente independentes, distanciadas por espaço temporal relevante. Se por um lado, a acção recua até 1870 na ilha de Gråskär, por outro acompanhamos a actualidade em Fjällbacka.
À primeira vista, um aspecto que apreciei neste livro foi a forma como a autora me deu a conhecer mais um local na Escandinávia. A ilha de Gråskär não é ficcionada, aliás como Fjällbacka (a terra natal da escritora) e para quem não foi ainda à Suécia, foi a forma perfeita de conhecer mais um local, ainda que na trama esta ilha em questão seja, aparentemente, pejada de suposições sobrenaturais. Claro que, como todos os livros até então da autora, estas hipóteses são deitadas por terra e todas as explicações são lógicas e racionais.

O tema base é, como referido na sinopse, a violência doméstica. É tema recorrente na literatura policial e com um trato bastante cru, uma vez que, infelizmente, este ainda é um dos flagelos que atinge a sociedade actual. Este é também o fio condutor das duas subtramas: a de Emelie que vive com Karl no século XIX na ilha e agora no século XXI, de mulheres que passaram pelo Refúgio: uma associação de acolhimento de vítimas de maus tratos. E é precisamente um colaborador que trabalha na associação, Mats Sverin, que é morto a tiro. Relativamente a este homicídio devo dizer que gostei da descrição do mesmo, breve mas simultaneamente gráfica.

Como já acontecera com os livros anteriores, A Ilha dos Espíritos proporcionou uma ávida leitura. É daqueles livros que simplesmente não se consegue parar de ler. Quer pela intensidade dos acontecimentos, quer pelos novos desenvolvimentos das personagens que, para quem acompanha a série como eu, tornam-se tão fascinantes quanto a resolução do caso policial. Em relação a este, posso dizer que é pautado por inúmeras reviravoltas e, a páginas tantas, segue um rumo que para mim, foi completamente inesperado.
Inesperado é um adjectivo que pode qualificar o destino de uma das personagens, que a pouco e pouco foi-se tornando querida pelos leitores: Anna, a irmã de Erica, vê-se a braços com um problema que muda o seu papel na trama.

Esta narrativa prima por um clímax bastante satisfatório, bem diferente do final do livro antecessor em que as circunstâncias de um acidente tinham ficado em aberto. O início de A Ilha dos Espíritos explica aquilo que ficou em stand-by n´A Sombra da Sereia. Claro que, ainda assim, anseio muito por ler o próximo livro da autora, sabendo que, para tal, terei que esperar mais um ano. 

Em suma, este foi um livro que me deixou expectante durante toda a sua leitura. Pela crueza das descrições, da resolução final do crime e pelos próprios destinos das personagens. Mais do que um livro espectacular, esta é uma série obrigatória. Recomendo vivamente!


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Camilla Läckberg - A Ilha dos Espíritos [Divulgação Editorial Dom Quixote]


Data de publicação: 8 Julho 2014

               Título Original: Fyrvaktaren
               Preço com IVA: 19,90€ 
               Páginas: 496
               ISBN: 9789722055123

Sinopse: Erica e Patrik sobreviveram ao trágico final de A Sombra da Sereia, mas não saíram incólumes desses terríveis eventos. Ainda a recuperar, Patrik regressa à esquadra depois de uma baixa prolongada. Mal se sentou na secretária viu-se envolvido numa nova investigação. Mats Sverin, um antigo colega de liceu de Erica, foi encontrado morto em casa com uma bala na cabeça. Mas ninguém tem nada a dizer dele. Por onde passou deixou boas recordações e todos parecem concordar que era um jovem simpático, apesar de nada deixar transparecer da sua vida privada. E é este o grande desafio de Patrik: chegar à verdade por detrás das aparências. Mais uma vez vai contar com a inesperada ajuda de Erica para descobrir o horror que esconde a sinistra ilha de Gråskär, a ilha dos espíritos, onde se refugiou uma antiga namorada de Mats com o filho…
Mais um livro empolgante de Camilla Läckberg que, a par do suspense, revela as trágicas consequências de um drama que atravessa gerações: a violência doméstica.

Imprensa
«A escritora sueca de maior sucesso da atualidade.»
The Independent

«Läckberg é perita em combinar cenas familiares harmoniosas com um terror capaz de fazer gelar o sangue.»
The Guardian



terça-feira, 16 de julho de 2013

Camilla Lackberg - A Sombra da Sereia [Opinião]


Sou grande fã da autora sueca que ao sexto livro, continua a surpreender os seus leitores. A autora está mais do que consagrada na lista dos meus autores de policiais preferidos. Os seus mistérios são cativantes bem como o casal protagonista, Erica Falck e Patrik Hedstrom, havendo quase que uma harmonia entre a rotina e a evolução da relação destas personagens com o policial ou o thriller psicológico propriamente dito. Os casos criminais são sempre diferentes coincidindo num aspecto: a existência de uma perspectiva para o passado que auxilia na sua resolução actualmente.

Comecei a ler em inglês no Kobo este livro, que se chama The Drowning, mas depressa passei para a versão portuguesa por estar mais à vontade em literatura na língua materna. Já para não falar que colecciono os livros da autora e quero completá-la com as obras que vão sendo traduzidas no nosso país.
No entanto, as quase 70 páginas que li em versão inglesa sugeriram uma leitura fluída, apontando uma tradução do sueco para um registo de inglês bastante compreensível. Não obstante, dou os meus parabéns à editora Dom Quixote e ao próprio tradutor, que em notas de rodapé, vai informando o leitor sobre inúmeras curiosidades oriundas da Suécia, facto este isento na tradução em inglês. Sem dúvida de que esta edição de A Sombra da Sereia encontra-se bastante completa face à tradução em inglês.
A maior crítica que aponto, neste sentido, foi a forma como senti que a sinopse estava bastante reveladora uma vez que, sinceramente, não esperava que o inicialmente desaparecido Magnus Kjellner estivesse de facto morto.

Posto isto, penso que a trama em questão é habilmente construída numa fórmula que Lackberg tanto usa: uma viagem ao passado que ilustra uma vivência por norma sofrida, para fazer o contraponto com a acção presente. Neste caso, a autora ilustra uma infância de uma criança orfã, caracterizada por relações negligentes tanto por parte da mãe biológica, como posteriormente pelos pais adoptivos. 
A impaciência em conhecer a identidade desta criança bem como o desfecho da sua história foi tal que li o livro em pouco mais de 24 horas. Fiquei arrebatada não só pela história desta personagem bem como as demais da acção actualmente: quatro casais com os seus dilemas, que abrangem desde o alcoolismo, o adultério ou doença de um conjugue.

Erica Faulk, apesar de, como a própria diz "estar enorme", volta a ter um papel activo na investigação, embora o faça por conta própria, complementando o trabalho policial do marido e da equipa. Afinal de contas é amiga de Christian Thydell. Acho que qualquer entusiasta pelos livros certamente irá gostar de desta personagem que acaba de escrever um livro, A Sereia. Um estreante nestas lides que sendo um bibliotecário, é tão amante de livros quanto eu! E dado que a autora não se coíbe em pormenores da vida pessoal das personagens, conseguimos apercebermo-nos um pouco aquele receio dos críticos literários, baixos números de vendas ou o impacto das apresentações dos livros como estratégia de marketing. 

Depois de uma leitura algo sôfrega, um desfecho brilhante, arrebatador e chocante. A Sombra da Sereia encerra o mistério com um dos acontecimentos que mais me chocou nas novelas de Lackberg. Não obstante, deixa em aberto dois acontecimentos sobre a vida do casal protagonista, fazendo com que deseje ler o The Lost Boy o mais breve quanto possível e ansiando com que a editora o publique quanto antes. Sem dúvida, nota máxima para A Sombra da Sereia!


terça-feira, 2 de julho de 2013

Camilla Lackberg - A Sombra da Sereia [Divulgação Editorial Dom Quixote]


Data de Publicação: 8 Julho 2013

Título Original: Sjöjungfrun
Páginas: 472
                 Colecção: Fjällbacka #6
                 ISBN: 9789722052559
                 Preço com IVA: 19,90€

Sinopse: Um homem desaparece misteriosamente em Fjällbacka e, apesar de todos os esforços de Patrik Hedstrom e dos seus colegas da Polícia, ninguém sabe se está vivo ou morto. Meses mais tarde, é encontrado no gelo com sinais de ter sido assassinado. 
O caso complica-se quando Christian Thydell, um amigo da vítima, começa a receber ameaças anónimas. Christian, cujo primeiro romance, A Sereia, acaba de ser publicado com grande sucesso, não aguenta a pressão e mostra as cartas anónimas a Erica Falk, que o tinha ajudado a rever o manuscrito. Erica entrega-as ao marido. Suspeitava há muito da existência de uma sombra ameaçadora na vida de Christian e está preocupada com o que possa vir a acontecer-lhe. Alguém tem um profundo ódio por ele, alguém aparentemente perturbado e instável que não hesitará em concretizar as suas ameaças. Apesar de estar no final de uma gravidez de gémeos, Erica procura encontrar respostas para as suas inquietações e essas respostas remetem para o passado e para uma história terrível. 

Anteriormente publicado pela Dom Quixote, desta colecção:












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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Camilla Lackberg - Os Diários Secretos [Opinião]


Camilla Lackberg: um nome que dispensa já apresentações no fenómeno da literatura policial nórdica. Este é o quinto livro protagonizado pelo casal Erika Falk e Patrik Hedstrom e por mais sequelas que a autora nos apresente, ponho as mãos no fogo em que a qualidade se manterá.

Neste livro, Patrik está em licença de paternidade e é Erica que volta ao trabalho, como quem diz, de volta à escrita que requer um ambiente de sossego e acolhedor. Ou seja, sem crianças envolvidas. E entre as várias dúvidas e dilemas que vão tomando conta de Patrik, Erica distancia-se da tarefa de escrita do seu livro, para investigar os diários de Elsy, a sua mãe, com quem teve uma relação fria e quase isenta de carinho.
Neste cenário morre o historiador Erik Frankel, a quem Erica tinha pedido que analisasse a medalha de cariz nazi. Desta forma, Erica conclui que a descoberta do passado da sua mãe está directamente relacionada com o caso contemporâneo.

Desta forma é expectável que o livro englobe duas subtramas: uma referente à investigação do assassino do historiador, que nem é muito pesada e habilmente conduzida por equipa policial empática com o leitor. Cada oficial da polícia cativa à sua própria forma: a nova recruta Paula, de origem hispânica, e a sua adaptação na Suécia; Mellberg que está visivelmente mais feliz tendo em conta que a sua vida pessoal em Ave de Mau Agoiro, esteve profundamente abalada e Martin Molin, ansioso pelo dia em que será pai. Isto para não falar de Patrik que acompanha mais de perto o desenvolvimento da sua filha, Maja.
O segundo enredo tem lugar em 1943 a 1945 e é apresentado em pequenos capítulos dispersos ao longo do livro, tendo como protagonistas os jovens Erik, Axel, Frans, Britta e Elsy. Os primeiros quatro entram na narrativa contemporânea, e o leitor facilmente deduz que a solução para os crimes actuais reside no passado, sendo que a natureza da ligação entre as personagens é praticamente oculta quase até ao final do livro. De forma a enriquecer a narrativa, e de acordo com a fórmula usada pela autora, Lackberg incide igualmente sobre a vida familiar das personagens.

Lackberg apresenta então uma trama policial tendo como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial. Apesar de não ser grande fã de História, como já referi diversas, nem sequer me interessar por guerras, achei extremamente interessante a subtrama dos anos 40, dando por mim a pesquisar o papel da Suécia face à Segunda Guerra. O curioso é que já li um livro de semelhante género, também de origem escandinava (O Pássaro de Peito Vermelho de Jo Nesbo).

Em Os Diários Secretos, a Segunda Guerra serve para explicar aquilo que foi deixado em aberto no livro antecessor, Ave de Mau Agoiro, que como se recordam, era uma medalha com elementos nazis e uma camisa com sangue, num baú de pertences de Elsy. Talvez tal marco histórico seja igualmente uma inspiração da figura histórica Raoul Wallenberg, para criar aquela que será talvez a personagem mais enigmática de toda a trama, Hans Olavsen.

Um livro em que a complexidade reside, como já é habitual, nas teias de interligações entre as várias personagens. Em particular neste livro, o crime foi de mais fácil resolução dado o número mais restrito de suspeitos que se poderiam contemplar. Claro que a autora recorre às habituais reviravoltas, surpreendendo mais uma vez o leitor naquele que é o desvendar da teia de relacionamentos entre as personagens secundárias.

No entanto, dado que leio esta saga desde o início, nutro já um carinho pelas personagens principais, e é sempre com ansiedade que conheço melhor a dinâmica das mesmas. Por isso, a autora continua a investir grande parte da trama na vida pessoal destas, contemplando não só a inexperiência de um pai nas lides domésticas, como o stress da escrita ou o desenvolvimento precoce da doce criança Maja, que agora conta com um ano de idade.

E mais um vez o confronto entre as culturas nórdica e mediterrânica, onde são levantadas uma série de questões sociais, onde são frisadas a homossexualidade que aparentemente não representa tanto preconceito e é bem aceite (especialmente em Estocolmo) e por antítese, o aumento de grupos neo-nazis na Suécia actual, explorando as consequências dos limites extremos do racismo.
A autora aborda também problemáticas como o alcoolismo ou famílias destruturadas, mencionando um caso de um relacionamento entre um ex casal que corre às mil maravilhas.

Em suma, Camilla Lackberg é para mim, um completo e envolvente registo de um excelente livro, contemplando personagens complexas mas que dotadas de uma panóplia de características e problemáticas comuns, um crime bem articulado e um núcleo familiar extremamente querido. Recomendo, além deste livro, a leitura da saga. Muito bom! Fico ansiosa que a Dom Quixote publique o próximo livro da autora!



quinta-feira, 21 de junho de 2012

Novidade Editorial Dom Quixote: Camilla Lackberg - Os Diários Secretos

Sinopse: O verão está a chegar ao fim e a escritora Erica Falk regressa ao trabalho depois de gozar a licença de maternidade. Agora cabe ao marido, o inspetor Patrik Hedstr¿m, tratar da pequena Maja. Mas o crime não dá tréguas, nem sequer na tranquila cidade de Fjällbacka e, quando dois adolescentes descobrem o cadáver de Erik Frankel, Patrik terá de conciliar os cuidados à filha com a investigação do homicídio deste historiador especializado na Segunda Guerra Mundial.
Recentemente, Erica fez uma surpreendente descoberta: encontrou os diários da mãe, com quem teve um relacionamento difícil, junto a uma antiga medalha nazi. Mas o mais inquietante é que, pouco antes da morte do historiador, Erica tinha ido a casa dele para obter informações sobre a medalha. Será que a sua visita desencadeou os acontecimentos que levaram à sua morte? E estará Erica preparada para conhecer os segredos dos diários da mãe? Camilla Läckberg combina com mestria uma história contemporânea com a vida de uma jovem na Suécia dos anos 1940. Com recurso a numerosos flashbacks, a autora leva-nos a descobrir o obscuro passado da família de Erica Falk.


Nas livrarias a 16 de Julho.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Camilla Lackberg - Ave de Mau Agoiro [Opinião]

Ave de Mau Agoiro é o quarto livro da autoria Camilla Lackberg, protagonizado por Patrik Hedstrom e a sua companheira Erica Falck. Esta é uma saga que acompanho com muita curiosidade, uma vez que desde o primeiro livro, A Princesa de Gelo, a autora mostrou estar à altura dos meus autores policiais favoritos.

À medida que se desenrolam os vários tramas dos livros, é feito através de um fio condutor, comum e evolutivo, que é a relação entre Patrik e Erica. Depois de se enamorarem, no primeiro livro, da gravidez de Erica, surge, numa linha bastante natural mas ao mesmo tempo cativante, os preparativos do seu casamento. Desta forma, aconselho acima de tudo, a leitura dos livros de Lackberg por ordem, afim de não perder pitada sobre cada etapa do progresso da relação entre estas duas personagens. Nem o mais insensível ao romance ficará indiferente a estas duas personagens, não deixando de estabelecer no entanto, as diferenças culturais que dotam estas figuras face aos mediterrânicos.

Neste livro, em concreto, a componente íntima de Patrik e Erica, reflecte-se sobretudo na ansiedade existente no desenrolar dos procedimentos desta cerimónia tão especial. E o quão complicada pode ser esta tarefa quando existe um bebé. Pois eis que Maja cresceu e já tem oito meses. Não esqueçamos o drama pessoal da irmã da protagonista, Anna, que teve uma vida complicada devido a Lucas, o marido com precedentes de violência doméstica.
Em grosso modo, e em semelhança dos livros anteriores, é posta uma grande dosagem da vida pessoal das personagens, o que cativa o leitor e fá-lo sentir mais próximo das mesmas. Talvez o público feminino se sinta mais entusiasmado com esta abordagem, no entanto, Camilla Lackberg entrelaça esta vertente mais romanceada com a investigação em paralelo de dois crimes. Esta é feita por Patrik Hedstrom e a sua equipa. Erica vai tendo ao longo da saga, um papel cada vez menos activo na formulação de teorias que auxiliem o desvendar dos crimes. Neste livro em concreto, o papel de Erica cinge-se apenas a ouvir os desabafos do seu companheiro. Se eu concordo? Bem, penso que tal personagem tão perspicaz em relacionar factos, vê assim reduzido o seu potencial na investigação do crime.

Em Tanumshede, uma mulher abstémica, de seu nome Marit, Kaspersen, tem um acidente de viação e morre. O estranho é que ela revela uma taxa de alcoolémia bastante elevada tendo em conta o absentismo à bebida, e a polícia que investiga este caso considera-o portanto,um homicídio. Sendo divorciada de Ola, um homem maníaco pela organização, e mãe de Sophie, não há. aparentemente, razões para a ocorrência de um acto tão cruel. Em sintonia com a investigação deste crime, há também um outro, ocorrido em pleno reality show.

Com uma componente forense muito intensa, a resolução destes crimes passa sobretudo no associar de pistas, recorrendo ao passado das vítimas e terceiros. Mas Camilla Lackberg fá-lo com mestria, desvendando as peças chave do puzzle quase como em passadas largas na acção da trama.

As personagens são cativantes e misteriosas mas não deixam de ser bastante reais. Falo portanto de um leque de intervenientes que aparece pela primeira vez em Ave de Mau Agoiro, como a nova polícia Hannah e o seu marido Lars, os jovens que concorrem no reality show sueco, os familiares das vítimas de homicídio.
No fundo, a autora quer incluir testemunhos de realidades já nossas conhecidas, e aborda aqui, temas como homossexualidade, a burla, a ansiedade na preparação de um casamento ou a ruptura deste, a morte da mãe quando se é uma menina adolescente, o rapto de crianças... enfim, uma panóplia de situações possíveis que são espelhadas nas demais personagens que compõem a trama. E são precisamente estes dramas que arrastam o leitor e envolvem-no profundamente. Falo por mim que fiquei seduzida pela investigação do crime e pela leitura sobre os demais dramas de Kerstin; feliz nos preparativos do casamento de Erica; comovida na descrição da rotina de Erica com os passos da bebé; frustrada quando me apercebia que não se chegaria à resolução do crime daquela forma; angustiada ao conhecer o passado dos jovens que enveredaram pela participação num reality show e acima de tudo surpreendida ao assistir à resolução dos crimes.

Um enredo imprevisível, que vai ligando as pontas soltas à medida que caminhamos para o final do livro, tem direito a um desfecho brilhante e que deixa o leitor ansioso por ler o livro seguinte afim de desvendar o tenebroso passado de Elsy, a mãe de Erica. O identificar do assassino para mim não foi assim tão inesperado quanto comparado com os livros anteriores. No entanto o genial da história foi a conexão dos factos, garantindo de certa forma uma imprevisibilidade dos mesmos.

Um livro que, sem sombra de dúvidas, recomendo vivamente! Por ser um policial, com uma relevância para as relações humanas, penso que se adequa a qualquer público. Um toque de dramático acompanha as tramas das personagens. Mais do que aconselhar este livro, recomendo os três livros anteriores. Mal posso esperar que a Dom Quixote publique o próximo volume desta saga de Fjallbacka.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Divulgação D. Quixote - Camilla Lackberg: Ave de Mau Agoiro


Sinopse: Um trágico acidente de viação. Uma vítima mortal.
Patrick Hedström é chamado ao local do acidente para tomar conta da ocorrência enquanto os habitantes de Tanumshede se concentram num evento sem precedentes na pequena localidade: é ali que vão decorrer as filmagens de um Reality
Show televisivo que já fez sucesso noutras pequenas cidades da Suécia. Uma oportunidade única para promover a região.
Ao mesmo tempo que Patrick Hedström tenta resolver o enigma que resultou do acidente de viação, as câmaras captam cada movimento dos participantes do programa televisivo, jovens problemáticos e irreverentes cuja convivência se torna mais difícil a cada momento, aproximando-se rapidamente do ponto de ruptura. Quando uma festa termina com a morte de um dos concorrentes que se tornou particularmente impopular, os colegas e a equipa de produção passam a ser os suspeitos óbvios. Haverá um assassino entre eles?

Nas livrarias a 14 de Novembro.


sábado, 14 de maio de 2011

Camilla Lackberg - Teia de Cinzas [Opinião]

Teia de Cinzas é o terceiro livro publicado em Portugal, da autoria de Camilla Lackberg. Os outros dois livros chamam-se Princesa de Gelo e Gritos do Passado (este último podem ver a opinião aqui).
Na minha opinião, dos três títulos adoptados, este livro é aquele cujo nome melhor se adequa à narrativa.
Em relação à autora, ela cativa-me bastante! Estive a contar os dias até que saísse este livro para o poder ler, no entanto só agora à dias é que tive a oportunidade de o adquirir e apreciar a sua leitura.

Desde a primeira página que o livro prende e até ao final a sua leitura é compulsiva (li este livro em apenas 4 dias!)

É descoberto uma cadáver de uma menina de 7 anos, ao que tudo indica, afogada, e desde cedo se impõe as dúvidas: Quem será a menina? A sua morte terá sido um acidente? Porque foram encontradas cinzas nos seus pulmões e no seu estômago? Porque é que as mesmas cinzas voltam a aparecer, primeiro, num bebé deixado por instantes à porta duma loja e, depois, na bebé do próprio Patrik?

A investigação do crime por parte de Patrik Hellstrom e a sua equipa, ocorre em circunstâncias muito especiais para o companheiro de Erica, uma vez que Maja já nasceu e os recém pais ainda estão na fase de adaptação. À semelhança dos outros livros da autora, a vida pessoal das personagens é fortemente explorada, o que leva o leitor a identificar-se com certos aspectos rotineiros de uma vida a dois. Mais do que isso, faz com que o leitor se apaixone por Erica e Patrik (tal como me aconteceu) e quer saber da evolução da relação deles.

Se Erica teve um papel pouco relevante na resolução do caso em Gritos do Passado, a tendência neste livro é a mesma. Erika encontra-se um pouco em baixo de forma, no início do livro, deparando-se com um problema que, sendo algo frequente hoje em dia, ainda há um certo tabu em ser discutido.
As personagens que aparecem no livro pela primeira vez (os pais da menina morta, Charlotte e Niclas, os avós maníacos Lilian e Stig e até os vizinhos estranhos Kaj, Monica e Morgan) constituem uma vez mais, personagens riquíssimas, com a complexidade que Lackberg tão bem sabe atribuir aos intervenientes das suas histórias. Apenas tive pena da pouca intervenção da irmã de Erica, Anna, neste livro, reduzindo-se à mesma situação em que estava no livro anterior.

Quem já leu "A Princesa de Gelo" e "Gritos do Passado", sabe que a escrita de Lackberg se caracteriza pela fluidez e a capacidade de deixar várias pontas soltas (que apenas serão conectadas no final do livro, de forma a surpreender até o leitor mais habituado às reviravoltas deste género literário).
No entanto a autora fez uma inovação que resultou muitíssimo bem: encurtou os capítulos, sendo que a introdução de cada um deles relata acontecimentos datados de 1920´s até 1962. Na minha opinião, estas introduções que contam a história de vida de Agnes, uma mulher fria e calculista, estão soberbas porque é mesmo muito difícil associar os eventos passados com a actualidade.

De certa forma esta leitura também se caracterizou por didáctica nomeadamente através da abordagem sobre o Síndrome de Asperger.

Uma vez mais eu não adivinharia aquele desfecho! Tanto a identidade do assassino como o móbil. Mas a autora consegue explicar de uma forma convincente tudo o que foi relatado e que resultou na perfeição. No entanto acho que a última página deixa o engodo de ler o próximo livro da autora já que se deixa muito pano para mangas.

Altamente recomendável para todos os fãs de policiais e emoções fortes! Um livro imperdível!


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Camilla Läckberg - Gritos do Passado


Acabei há momentos um grande momento de leitura. O novo livro de Camilla Läckberg não me desiludiu nem um bocadinho!

O mote é o assassínio de uma turista alemã. O seu corpo aparece junto a dois esqueletos que datam de 1979! Que terão a ver estes homicídios? Num enredo complexo onde nada é o que parece, existe uma atmosfera de mistério no ar sobre o responsável destes assassinos e uma família intrigante.

Li páginas a fio para descobrir mais detalhes sobre a investigação, e a cada momento se desvendava qualquer coisa nova, que me desse mais alento para continuar a leitura.

As personagens são caracterizadas a um nível de pormenor que envolve o leitor. Gostei particularmente das descrições das vítimas no início dos capítulos, bastante realistas, conferem certa curiosidade em saber que tipo de pessoa faz uma coisa destas aos outros.

Foi com alguma surpresa que se descobre a identidade do assassino, pois às páginas tantas, pensei que nenhum se poderia encaixar no perfil. Numa outra ocasião desconfiei de uma personagem e não teve nada a ver!

Adorei os segredos daquela família, descobertos de forma quase que uniforme, ao longo de toda a leitura.

Os momentos pesados da investigação dos homicídios são compensados pelas descrições do quotidiano do casal Erica e Patrik, que estão à espera do primeiro filho, embora aqui, a personagem feminina pouco contribua para a investigação do crime. Fico com pena, visto que ela foi a força motriz da descoberta do crime em "Princesa de Gelo".
Gostei de ler sobre a relação entre Erica e a sua irmã, assim como os infiltrados que vão aparecendo em casa ao longo do livro.

Como pontos fortes identifico a acção, a maneira da escrita que consegue prender o leitor e a complexidade da história mas que teve um óptimo efeito.

Como ponto fraco, talvez apontaria o facto de não haver grande descrição sobre o casal Erica-Patrik, pormenor que dificulta a apreciação da leitura deste "Gritos do Passado" sem que previamente a leitura de "Princesa de Gelo".
Gostaria que tivesse sido mais explorado o final da personagem Martin. Oh well, vou mesmo esperar pelo próximo livro da autora...

Um livro formidável, a não perder!