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domingo, 9 de novembro de 2014

Cheryl Holt - Meu Único Amor [Opinião]


Sinopse: Um belo desconhecido... um coração destroçado... o amor de uma vida. A jovem Maggie Brown viajou até uma estância balnear, com a esperança de esquecer a dor causada pela recente morte da mãe. Nunca imaginou que a sua agridoce estada a submetesse ao abraço mágico de um misterioso desconhecido, ou que ele apenas lhe deixasse recordações. Contudo, em seguida, por ironia do destino, reuniu-se ao homem que tanto amava - que lhe tinha dado o coração, mas não o seu nome.Para escapar a pressões familiares, o marquês de Belmont disfarçou-se de plebeu a fim de passar umas férias à beira-mar - e perdeu o coração para uma mulher com quem nunca poderia casar. No entanto, determinado a que nenhum outro homem a possuísse, arrastou-a para um amor apaixonado que em breve se transformou em mágoa. Agora, embora receie que possa ser demasiado tarde, jura convencer Maggie de que trocará sem hesitar o seu legado por toda a vida nos braços dela.

Opinião: Parabéns à editora Quinta Essência. A capa é lindíssima, como já é habitual nestes livros. As fitas de cetim dão um toque requintado à obra. E que bem que fica na minha biblioteca de livros eróticos, onde constam os outros da autora. Por falar nisso, gosto imenso dos livros de Cheryl Holt mas tenho que confidenciar que este foi o que menos gostei. A meu ver, na presente obra, a autora coibiu-se nas cenas sexuais sendo este livro um romance histórico. Não sou grande fã do género, confesso, e a autora habituara-me a um desfile de passagens ousadas, pelo que senti falta dessa componente em Meu Único Amor.

A segunda razão pela qual considero Meu Único Amor como o menos bom da autora prende-se com a formulação das personagens. Cheryl Holt dotou o protagonista masculino, Adam, com o pior carácter que já lera num livro do género. Ele é completamente intragável. Em síntese, uma personagem que foge dos clichés, portanto, exceptuando no final em que ele encontra a redenção, mas ainda assim não me convenceu.
Compreendo que o comportamento da mulher na sociedade do século XIX se caracterize por uma passividade e submissão mas as atitudes de Maggie foram mais do que isso, um atentado à auto estima. A meu ver, Maggie foi bastante permissiva, e até humilhada com os comportamentos irascíveis de Adam e isso deixou-me algo irada.
Não tendo gostado dos protagonistas, as minhas preferências recaíram sobre Anne e James, um casal determinado na união ainda que com alguns preconceitos a ultrapassar.

A história acaba por se caracterizar num intenso registo dramático, focando-se maioritariamente no casal Maggie e Adam. Confesso que não consegui sentir uma química mútua, como é habitual neste género literário.

Críticas à parte, há um conjunto de factores que tornaram, ainda assim, esta leitura como plazerosa. O primeiro é o óbvio, uma leitura do género ajuda a descomprimir dos homicídios dos meus livros de eleição. Estes eróticos, e Meu Único Amor não é excepção, são livros que, geralmente, se lêem muitíssimo bem, proporcionando leituras descontraídas e céleres. Além disso, gosto de viajar à epoca vitoriana e revisitar os hábitos e costumes da altura.

Em suma, Meu Único Amor está repleto de emoções, embora um pouco pobre em matéria de passagens quentes. É um romance histórico cuja trama desperta na leitora uma palete de sentimentos, desde a raiva até à comoção. Um livro que peca por um conjunto exagerado de atitudes por parte do herói (e consequentes desculpas por parte da mulher). Embora não seja dos meus preferidos da autora, pretendo continuar a seguir as suas obras. 


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Cheryl Holt - Mais Forte Que O Desejo [Opinião]


Sinopse: Com a família a atravessar uma grave situação financeira, Olivia Hopkins dispõe-se a conseguir uma proposta de casamento do já maduro conde de Salisbury. Contudo, o plano cai por terra quando ela descobre um livro erótico na biblioteca do conde. O livro incendeia o corpo de Olivia, que não consegue pô-lo de lado, até ser apanhada em flagrante pelo diabolicamente bonito filho do conde, um homem que lhe acelera o coração e lhe preenche o imaginário com pensamentos escaldantes… Phillip Paxton não consegue acreditar na sua boa sorte. O facto de ter apanhado Olivia com aquele livro picante confere-lhe a maravilhosa oportunidade de humilhar o pai que despreza. Servindo-se do livro como isco, Phillip atrai Olivia para uma ligação eletrizante que resulta em ardentes lições de paixão. Phillip não esperava apaixonar-se pela sua encantadora aluna, mas o que começa como um esquema libertino em breve se transforma num romance genuíno e que Phillip protegerá a qualquer custo…

Opinião: Sob uma maravilhosa capa, Mais Forte Que o Desejo é, acima de tudo, uma história estereotipada sobre a rapariga encalhada e sem dinheiro que se apaixona pela pessoa errada e entra em jogos eróticos, numa sociedade onde este tipo de atitude era censurada. Algo familiar, não? Contudo, embora assentando sobre bases muito baixas a nível de originalidade, gostei muito deste livro. A autora já me conquistara!
Embora sejam muitos os clichés da presente história, adianto que a mesma se distancia de outros romances eróticos de época por dois motivos.

Primeiro, aborda temas nunca antes vistos neste tipo de livro como a pedofilia, violação e crianças deficientes. Desconheço se na época vitoriana, as práticas de pedofilia eram recorrentes, sem qualquer punição e se as crianças deficientes eram tratadas como entraves. Um coisa é certa, de certa forma estas temáticas quebraram o excessivo ambiente sexual que primam estes livros e acabaram por me chocar... Sei que pensam que leio muitos policiais e como tal, deveria estar habituada a este tipo de temas. Contudo, a leitura sensual é essencialmente um escape das minhas leituras habituais e acabei por ficar surpreendida com a abordagem das temáticas.

Segundo, a história não se cinge num único casal. Aliás, como mencionei acima até existem outras subtramas que não têm necessariamente a ver com sexo. No entanto há um romance paralelo, uma outra história também de cariz romântico/sexual, faz pensar em quão forte é o poder do amor/desejo que possa perdurar anos a fio. A inclusão desta subtrama acabou por descentralizar a história do casal Olivia e Philip, contando uma outra história de amor à qual a leitora não fica indiferente. 

A própria Olivia fez-me lembrar um pouco a Cinderela pela forma como se relaciona com a irmã e a madrasta. Por sua vez, Philip segue o estereótipo das personagem masculina. Uma nota: parece que a trama claramente sensual, se preocupa com a definição de relações e se Holt se debruça sobre o relacionamento entre Olivia e a madrasta, também o faz em relação ao de Philip e Edward, evidenciando claramente a filiação bastarda nas fileiras da aristocracia britânica.

Fica o apontamento curioso de que como um local que para mim é tão mágico, a biblioteca, pode ser cenário do desabrochar de uma paixão.

Como é habitual da autora, as cenas voluptuosas e ousadas encaixam muito bem no ambiente histórico que me fascina sempre que enveredo por uma obra de Holt. Apesar de não ser um livro inteiramente original, é deliciosamente cativante, como as demais obras da autora! Esta autora, a par de Jess Michaels, está já na minha lista de preferências no género.


domingo, 27 de janeiro de 2013

Cheryl Holt - Ligações Proibidas [Opinião]

Sinopse: Abigail Weston, uma solteirona resoluta de vinte e cinco anos, está decidida a ver a irmã mais nova casada com um homem de bem. Contudo, a sua falta de experiência com o sexo oposto impede-a de apaziguar os medos da irmã em relação à noite de núpcias - a não ser que se atreva a dar um passo arriscado de forma a aprender o que a intimidade entre um homem e uma mulher implica. No entanto, o único homem em Londres qualificado para a ensinar fá-la desejar algo que ela nunca esperou: experimentar todos os prazeres por si própria...
James Stevens - rico, imoral e tremendamente aborrecido com a sociedade londrina - acredita que nada é capaz de chocá-lo. Embora o pedido de Abigail, a explicação verbal dos prazeres da carne, seja um pouco surpreendente, o que o espanta realmente é a sua reacção poderosa em relação à inocência e beleza dela. Um romance entre ambos pode trazer grandes êxtases carnais, mas qualquer coisa mais arruinaria para sempre Abigail. Pela primeira vez na vida, James suspeita que a mera intimidade física nada é quanto comparada ao amor verdadeiro...

Opinião: Ando verdadeiramente fascinada com estes romances sensuais eróticos de época. Já tinha lido da autora, Entrega Total e dado que adorei, tinha que voltar a ler um outro livro de Cheryl Holt.
Ligações Proibidas é o livro que antecede Entrega Total e embora tenha lido fora de ordem, não senti qualquer dificuldade em adaptar-me às tramas. Estas, embora independentes, têm um aspecto em comum: as personagens. Se bem se lembram, Entrega Total tinha como protagonista Michael Stevens, que também é contemplado nesta história, embora com um papel de menor destaque visto que o protagonismo vai para o casal James Stevens e Abigail Weston.

A trama tem de simples como cativante: é uma história de amor entre duas personagens com diferentes estratos sociais. Lady Abigail Weston, de 25 anos, é uma senhora ainda solteira mas que deseja ver bem casada a sua irmã Caroline, de 17 anos, pedido para isso lições sobre sexualidade. Por isso, e como senhora que é, é dotada de uma grande ingenuidade. Bem... e destas lições, como se espera, da teoria à prática vai um pequeno passo. Para isso pede ajuda a James Stevens, que representa a vida boémia da sociedade. Ele e o irmão Michael, gerem uma casa de jogos e conhecem os riscos do vício. É um bon vivant que aprecia relações ocasionais com mulheres.

As personagens são os típicos clichés: a falta de informação sobre as práticas sexuais nas mulheres de alta sociedade em contraste com a vasta experiência por parte de Stevens. Ainda assim, a personagem masculina cativou-me. Mesmo consciente das diferenças sociais, e depois de uma experiência romântica mal sucedida, a personagem rapidamente assume os seus sentimentos. Embora grande parte da trama, seja um homem aparentemente frio, por ter a real percepção que esta será provavelmente uma relação infrutífera, pelas pressões da sociedade.

Um aspecto que gostei muito, foi a forma como a autora formulou uma história para os outros casais, não se cingindo em demasia em James e Abigail. Holt formula uma história, ainda que secundária mas igualmente apaixonante para Angela e Edward, provando que o amor verdadeiro permanece apesar das várias reviravoltas que a vida dá.

Achei que o livro tinha menor teor sexual do que Entrega Total, embora sejam captados de forma apaixonada, os momentos relativos à sedução entre o casal. A forma como as cenas sexuais são contextualizadas acabam também por ser diferentes do livro que li anteriormente, estas são feitas por apresentação de imagens captadas por um desenhador, enfatizando o impacto visual como principal sentido.
Adorei a história de amor, que acompanha a avassaladora paixão que une James e Abigail e a forma como esta se depara às inúmeras provações.
Acredito que a trama traduz com muito realismo aquelas que terão sido ligações menos aceites dentro da sociedade inglesa pré vitoriana do século XIX, onde impera a intriga, os dissabores de uma filiação ilegítima e sobretudo as aparências. Estas são responsáveis por dificultar qualquer ligação entre casais de diferentes estratos sociais, deflagrando-se facilmente um escândalo, na altura mais susceptível que actualmente, sem qualquer dúvida.

Cheryl Holt disputa já o lugar cimeiro das autoras dos romances sensuais que mais aprecio. Ligações Proibidas, fez-me "viver" na sociedade de época, aluna destas sensuais lições de sexo. Adorei!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Cheryl Holt - Entrega Total [Opinião]

Depois de ter lido a trilogia de Grey, confesso que o meu interesse pelo género Romance Sensual disparou. E ler um livro destes, é indiscutivelmente a melhor forma de descansar das exigentes leituras que caracterizam o meu género de eleição.

Em Inglaterra de 1812, Lady Sarah Compton tem consciência que a família está arruinada. Embora filha de um falecido conde,o irmão de Sarah, Hugh, perdeu o dote em resposta aos seus vícios. Precisando de mais dinheiro para sustentar o seu modo de vida, Hugh exige a Sarah um marido rico. Mas Sarah decide passar umas férias na casa da sua amiga Pamela. É neste cenário que decorre uma festa repleta de luxúria e ela conhece Michael Stevens, um homem que irá abalar a sua vida, fazendo-a embarcar numa aventura extremamente sensual.

O que me fascinou logo à partida, foi o ambiente histórico em que se insere a narrativa. 
Confesso que aquele ambiente de época com uma compartição bem diferenciada dos vários estratos sociais aliado às formas de pensar e até aos vestuários, sobretudo os femininos, me cativam muito. Sobretudo no século XIX, em que as mulheres da alta sociedade envergam aqueles vestidos lindíssimos compridos com espartilho.
Haverá melhor cenário para uma história de amor? Sim, porque apesar de ter um conceito muito diferente de amor, esta é inevitavelmente uma história romântica. Com muitas passagens sobre os actos físicos que advêm da paixão.
Pessoalmente sobre estas, e tendo apenas como comparação a escrita de E.L. James (ainda sou muito verdinha neste estilo de livros), gostei muito mais. Achei-as igualmente empolgantes, até um pouco embaraçosas para quem é tímido mas melhor escritas, de forma mais madura talvez. Apenas não gostei do nome dado ao órgão feminino (não pretendo fazer spoilers mas Holt dirigia-se constantemente a este como gruta. Terá a autora, alguma pretensão em ser espeleóloga?)

Não só o cariz sexual patente em grande parte da narrativa, Holt aborda as temáticas de conspiração (ainda que aqui assuma pequenas proporções), e outros valores imorais como a traição ou promiscuidade de relações efémeras que se caracterizam fundamentalmente pelos actos sexuais sem compromisso logo no primeiro cenário apresentado.

Cheryl Holt reúne então um leque de personagens diferentes. O personagem masculino é deveras sensual mas tem um lado muito presunçoso. A sua virilidade leva-o na busca de inúmeras aventuras. Porém quando conhece Sarah, inexplicavelmente, há um súbito interesse em protegê-la daquele ambiente promíscuo onde imperam orgias e bacanais dos mais variados tipos. Ele irá incitar Sarah nas vais vertentes sexuais, de uma sensualidade imensa.
Ao longo da leitura denotei que Michael terá sido figurante na anterior obra de Holt, Ligações Perigosas, ao que é mencionado o seu irmão e a esposa. Calculo portanto, que o casal terá tido uma aventura deste estilo, antes de se comprometer. Fiquei extremamente curiosa em conhecer a história de ambos.
E embora este seja um romance, há um vilão, Hugh, que é irmão de Sarah. As suas más intenções espelham-se desde o início do romance e decorre de uma vida de vícios, tornando-o um burguês em decadência.
Por sua vez, adorei a personagem feminina, Sarah Compton, cuja evolução é notória. Desde virgem curiosa, alheada a tantos aspectos sobre a sexualidade até à atitude determinada que ela tem no desfecho do livro, e que me deixou boquiaberta. Daí que a extrema inocência inicial de Sarah tenha um impacto em mim, quase como humorístico. Ela desconhece aspectos básicos da sexualidade, o que entendo perfeitamente, pois tenho consciência que no século XIX o acesso à informação era muito restrito. Por outro lado ela faz muito bem a ponte daquilo que é o conhecimento masculino (que desde cedo frequentam os mais finos bordéis para se instruírem nas artes do amor) face ao saber feminino, que em camadas mais superiores, se reduzia à experiência no casamento.

Este foi o primeiro livro que li da autora, e tive que comprar os anteriores tal era a minha curiosidade relativamente a Cheryl Holt. Claramente destinado a um público feminino, este é um livro que fará com que saia da sua rotina, envolvendo-a num contexto histórico embebido de luxúria. O conselho que eu dou em resposta a este livro: apimente e atreva-se!