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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Clare Mackintosh - Estou A Ver-te [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: No ano passado li um livro que me deixou boquiaberta. A cerca de 1/3 da narrativa, surgiu uma reviravolta e a trama mudou completamente. Clare Mackintosh tornou-se uma autora a ter debaixo de mira e Deixei-te Ir um dos melhores livros de 2016.
Talvez por ter escrito uma obra de estreia tão arrebatadora, estava expectante com o segundo título da autora, Estou a Ver-te.

Acontece que, para ser sincera, este livro não me deslumbrou. Estava à espera de uma reviravolta que me tirasse o fôlego, tal como acontecera na obra anterior. A nível de estrutura, esta trama diferencia-se muito da predecessora, sendo mais linear. A história foca sobretudo o estranho caso das raparigas que aparecem mortas depois de aparecerem num anúncio de encontros amorosos e toma proporções maiores quando Zoe julga ver a sua fotografia numa destas publicações.

A premissa da história é muito interessante e, numa primeira análise, permite tecer algumas considerações sobre os vários perigos dos sites de encontros que ultimamente proliferam na Internet, tornando a trama convincente.

Só que, no meu entender, a autora arrasta o conceito. Aliás, a minha principal critica assenta sobre a morosidade do ritmo da trama. Além disso, alguns factos são repetitivos, tendo feito com que a leitura fosse menos voraz do que seria expectável. Tão pouco as reviravoltas me pareceram tão intensas quanto o livro antecessor de Clare Mackintosh. Há uma tentativa, porém, da autora em agilizar a trama, relatando-a sob dois pontos de vista: o da vítima, Zoe, e o da polícia Kelly que, como já vem sendo costume, também tem esqueletos no armário. Parecendo que não, ler a história em duas frentes sempre dinamiza mais o ritmo. Não obstante o suspense incidir maioritariamente sobre a identidade do autor dos vários anúncios das mulheres e respectivos homicídios.

Em relação a este ponto, agora que reflicto naquele clímax, devo explanar o meu sentimento dúbio. Se por um lado, na recta final, senti uma voracidade na leitura que não sentira até então, por outro, o vilão acaba por ser inesperado. Não obstante sentir algumas dúvidas no comportamento que manifestou durante toda a trama, caracterizado como assertivo e que nas páginas finais, subitamente, se revela bastante alterado. Não me soou muito convincente. Além disso, uma revelação nas linhas finais, alterou o que li até então, mostrando um maior nexo para o desfecho da história.

Em suma, não deixo de comparar Estou a Ver-te com o romance de estreia e considerar que este ficou aquém do predecessor. Ainda assim gostaria de dar uma nova oportunidade a esta autora e ler o seu próximo romance, prestes a ser publicado lá fora, Let Me Lie. 


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Clare Mackintosh - Estou a Ver-te [Divulgação Marcador]


Data de publicação: 21 Junho 2017

               Título Original: I See You
               Preço com IVA: 17,50€ 
               Páginas: 352
               ISBN: 9789897543159

Sinopse: Todas as manhãs, Zoe Walker faz o mesmo caminho para a estação de metro, espera no mesmo lugar da plataforma e escolhe o seu assento preferido na carruagem, sem nunca suspeitar que alguém a observa.
Durante uma dessas viagens, certo fim de tarde, enquanto lê o jornal local, Zoe vê a sua cara num dos anúncios: uma foto de má qualidade, um número de telefone e a morada de um website: FindTheOne.com (Encontra-a.com).
Nos dias seguintes, as fotografias de outras mulheres começam a aparecer no mesmo anúncio, e Zoe percebe que foram vítimas de crimes extremamente violentos, incluindo homicídio.
Com a ajuda de uma polícia determinada, Zoe procura saber o que está por trás daquele anúncio perverso, uma descoberta que vai transformar a sua paranoia em pânico total. Alguém anda a seguir todos os seus passos. E Zoe tem a certeza de que alguém próximo de si a escolheu como próximo alvo.

Um thriller obscuro, claustrofóbico e repleto de volte-faces.

Sobre a autora: Clare Mackintosh passou doze anos ao serviço da polícia, alguns deles no Departamento de Investigação Criminal do Reino Unido.
Deixou a polícia em 2011 para trabalhar como jornalista e consultora de comunicação.
É fundadora do Festival Literário de Chipping Norton.
Agora, escreve a tempo inteiro e vive em Gales, com o marido e três filhos.
O seu romance de estreia, Deixei-te Ir, tornou-se um bestseller do Sunday Times e do The New York Times, e está publicado em 30 países.

Imprensa
«Arrepiante.»
Paula Hawkins

 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Clare Mackintosh - Deixei-te Ir [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Este livro, meus caros seguidores, é muito diferente dos thrillers que andam aí. E utilizei o adjectivo 'diferente' porquê? Existe uma espécie de clímax a cerca de 1/3 do livro, fazendo com que a acção rumasse para um desenvolvimento completamente diferente do que estava à espera.
A sinopse do livro é tão vaga uma vez que a trama se divide em duas partes e a segunda não tem nada a ver com o sumário. Nada mesmo. Já terminei o livro há uns dias e ainda penso na história... entranhou-se mesmo!

O ponto forte de Deixei-te Ir reside na forma como é inteligentemente escrito. Até à página 162 a trama desenrola-se de uma forma morosa: temos um atropelamento e fuga (que resulta na morte de um menino); uma investigação que parece ir a lado nenhum; inúmeras reflexões sobre a culpa e a perda. Não obstante nesta página referida haver um twist tão brilhante que eu nem quis acreditar! A sério, apeteceu-me ler tudo para trás para perceber o que me tinha escapado. 
Embora não o tenha feito (e fica a vontade de reler esta obra um dia mais tarde), sempre que penso na primeira parte apraz-me dizer, correndo o risco de ser repetitiva, que está escrito de uma forma deveras inteligente. Atrevo-me a afirmar que a as primeiras 162 páginas enganarão todos os leitores da mesma forma que me ludibriou.

Quanto à segunda parte da história, esta leva um rumo completamente diferente do que estava à espera. Vou, obviamente, omitir a temática principal, dizendo que é um assunto ao qual sou muito sensível. Como mulher, sempre que leio obras baseadas nesse flagelo, acabo sempre por ficar bastante impressionada. Há um segundo twist que encerra a obra, muito embora, pessoalmente, não tenha achado completamente coerente com o que lera até então. Não posso revelar muito mais mas fica o convite para me enviarem um email após a vossa leitura a relatar a vossa consideração perante estes dois (grandes) momentos. 
A segunda parte prima por um ritmo mais rápido e uma sensação de desconhecido perante o que aí vem. A minha percepção, em primeira análise, foi de alguma confusão uma vez que entra uma personagem nova como narrador e que terá um papel determinante na trama.

Creio que a autora foi exímia na caracterização das personagens. A partir da segunda parte torna-se mais evidente que Mackintosh dá um toque bastante duvidoso às personagens. Nada o que parece é, com excepção de um aspecto: tenho-me focado na subnarrativa referente à personagem feminina sem referir que há uma outra, mais concentrada no detective, Ray cujos problemas no casamento, no trato com os filhos e interacção profissional. Na minha opinião, a subtrama em questão não é tão estimulante quanto a história principal não obstante sentir-me algo cativada com a mesma. É também a subtrama em que diria que existe maior coerência nas personagens.
Um outro ponto relevante foi a forma convincente como a investigação foi conduzida. Mackintosh trabalhou na polícia e creio que a sua experiência profissional terá sido uma mais valia na maneira como conduz a componente dita policial.

Em suma, Deixei-te Ir é um livro engenhoso, no role dos melhores que li nos últimos tempos. Não arrecadou as cinco estrelas por duas razões: pela morosidade inicial e pelo segundo twist que não me deixou completamente convencida.
Ainda assim é uma lufada de ar fresco nos thrillers que por aí andam. Uma estreia auspiciosa de Clare Mackintosh no mundo literário!


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Clare Mackintosh - Deixei-te Ir [Divulgação Marcador]


Data de publicação: 6 Julho 2016
  
               Título Original: I Let You Go
               Preço com IVA: 17,50
               Páginas: 360
               ISBN: 9789897542619

MAIS DE 5 MILHÕES DE LIVROS EM TODO O MUNDO
«ARREPIANTE, ENVOLVENTE E SURPREENDENTE!»
Paula Hawkins, autora de A Rapariga no Comboio

Sinopse: Numa fração de segundos, um acidente trágico faz desabar o mundo de Jenna Gray, obrigando uma mãe a viver o seu pior pesadelo. Nada poderia ter feito para evitar esse acidente. Ou poderia? Essa é a pergunta que a inquieta quando tenta deixar para trás tudo o que conhece, procurando um novo recomeço refugiada num chalé isolado na costa de Gales.
Também o detetive Ray Stevens, responsável pela investigação por este caso que procura a verdade, começa a ser consumido pela sua entrega ao mesmo, deixando a vida pessoal e profissional à beira do precipício.
À medida que o detetive e a sua equipa vão juntando as pontas do mistério, Jenny, lentamente, permite-se vislumbrar uma luz de esperança no futuro, o que lhe dá alguma segurança, mas é o passado que está prestes a apanhá-la, e as consequências serão devastadoras.

Sobre a autora: Clare Mackintosh passou doze anos na força policial, incluindo o período em que esteve no Departamento de Investigação Criminal como comandante da ordem pública. Deixou a polícia em 2011 para trabalhar como jornalista e consultora para a Comunicação Social, e é a fundadora do Festival Literário de Chipping Norton. Neste momento, é escritora a tempo inteiro e vive em Cotswolds com o marido e os seus três filhos.
É patrona da Silver Star Society, uma instituição de caridade com sede em Oxford que apoia o trabalho desenvolvido pela unidade da Silver Star dentro do Hospital John Radcliff, no fornecimento de cuidados especializados às mães com complicações de saúde durante a gravidez.