quinta-feira, 29 de maio de 2014
As minhas sugestões para a Feira do Livro [Contraponto]
quinta-feira, 21 de março de 2013
Dan Wells - Não te Quero Matar [Opinião]
sexta-feira, 1 de março de 2013
Dan Wells - Não Te Quero Matar [Divulgação Editorial Contraponto]
Data de Publicação: Março 2013
Em Não Te Quero Matar, John Wayne Cleaver apercebe-se de que a única maneira de pôr fim a estes ataques é fazer frente aos demónios que mataram tantos dos seus amigos e vizinhos.
Para isso, vai ter de desafiar uma das criaturas mais perigosas com que já se deparou; e os demónios nunca fazem jogo limpo…
Um thriller sobrenatural irresistível, com um dos protagonistas mais inesquecíveis deste género.
Kirkus Reviews
«Um romance de estreia emocionante.»
Publishers Weekly
«Incrivelmente divertido.»
FHM
Livros Anteriores do autor:
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Dan Wells - Senhor Monstro [Opinião]
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Divulgação Editorial Contraponto: Dan Wells - Senhor Monstro
John Cleaver
No entanto, como rapidamente descobre, até os demónios têm amigos, e o desaparecimento daquele que John matou atraiu outro monstro ao condado de Clayton. As suas vítimas vão aparecendo na casa mortuária onde John trabalha, e ele tenta resolver o mistério, uma vez mais. Desta vez, contudo, há uma diferença: John já provou o sabor da morte, e a parte mais escura da sua personalidade pode descontrolar-se, com consequências imprevisíveis mas muito perigosas.
Ninguém em Clayton estará seguro se John não conseguir derrotar estes dois adversários tremendos: o demónio desconhecido que tem de caçar, e o seu próprio demónio interior – a criatura sedenta de sangue a que ele chama «Senhor Monstro».
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Mari Jungstedt - Ninguém Quis Saber [Opinião]
Apesar de ser impensável à primeira vista, que corridas de cavalos ocorram em Novembro (sabendo que em pleno Inverno as temperaturas são frequentemente negativas na Suécia), o leitor depara-se com uma boa história em Ninguém Quis Saber.
Confesso que parte do meu fascínio pela Escandinávia deriva das gélidas mas atraentes paisagens invernais típicas da Suécia, tornando-as apelativas para boas tramas criminais como esta.
Este livro e tal como uma sequela, pega em aspectos que foram deixados pelas personagens, requerendo a leitura prévia de Ninguém Viu. Uma delas é a história pessoal de Johan e a situação deste com Emma. Inicialmente não me lembrava desta história até porque li o Ninguém Viu há sensivelmente dois anos, mas depois de rapidamente ter folheado o livro anterior, consegui recordar o contexto onde estas personagens se inseriam.
No entanto, Ninguém Quis Saber distancia-se do outro pela natureza das investigações criminais aqui retratada: por um lado temos o caso do homicídio de Henry Dahlstrom, um fotógrafo em decadência apoderado pelo vício do jogo e do álcool, por outro o desaparecimento de Fanny Jannson, uma menina de apenas catorze anos e que se vê envolvida num caso de pedofilia. Os dois casos que aparentemente são independentes, começam por convergir na mesma linha de acção.
A acção tem lugar no espaço de sensivelmente um mês e meio, nos quais são relatados inúmeros flashbacks que remotam a meses antes, de forma a que o leitor acompanhe a evolução de Fanny com um homem cuja identidade se desconhece. De tenra idade, Fanny é talvez uma das personagens mais empáticas que desfilam em Ninguém Quis Saber. Com traços fisionómicos não comuns na Suécia (dada a natureza estrangeira paterna), a rapariga não tem grandes amizades e é constantemente negligenciada pela mãe que recorre cada vez mais ao álcool.
Penso que a autora deixa passar ao leitor, todo o sentimento respeitante ao isolamento e à necessidade forçada que a personagem teve em crescer mentalmente. Digo isto porque até eu sofri com Fanny. Por outro lado faz-me duvidar sobre as minhas convicções sobre o mundo laboral da Escandinávia, ainda que numa terreola, uma vez que estamos perante uma situação de trabalho infantil não renumerado, esperando que seja mera ficção.
Esta é Fanny, a personagem com a qual mais me identifiquei. Mas os protagonistas são mesmo os nossos já conhecidos Anders Knutas, Johan e Emma, personagens completamente bem descritas e dotadas de características tais que é impossível não nos identificarmos com as mesmas. Estas têm um background que remota a Ninguém Viu, e embora inseridas num contexto cultural tão diferente do nosso, retratam muitos problemas facilmente familiarizados.
Ninguém Quis Saber é uma trama sinistra no que diz respeito à temática da pedofilia e crianças negligenciadas não sendo um livro fácil de ler apesar de ser tão interessante como o livro de estreia da autora. A descrição dos homicídios não é de todo chocante apesar do grafismo das passagens, mas não consegue perturbar tanto quanto o subenredo referente a Fanny.
Confesso que me surpreendeu a resolução do crime. Esta encerrou o ciclo de ansiedade e mistério que a trama esbanjava em redor das investigações. Ora no plano pessoal, não é bem assim: afinal de contas Jungstedt deixa um final em aberto para os nossos Johan e Emma, deixando-me ansiar que a Contraponto publique o mais depressa possível o terceiro livro da autora.
Este é um típico policial intrigante com uma boa dose de mistério que enfatiza toda uma componente humana das personagens. Disseca até ao âmago da questão as problemáticas do alcoolismo e pedofilia, abordando igualmente temáticas como problemas dentro do matrimónio e negligência parental. É portanto um livro tão inquietante como comovente. Acresce o facto de ter como cenário um país, que no meu ponto de vista, é fascinante. Um livro simplesmente imperdível.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Divulgação Editorial Contraponto: Mari Jungstedt - Ninguém Quer Saber
Sinopse: O fotógrafo Henry Dahstrom aparece assassinado na até então adormecida e invernal ilha de Gotland, após ter recebido uma avultada soma das apostas nas corridas de cavalos. A resolução do caso parece ser fácil pois tudo indica que o crime foi cometido por alguém do círculo social de Dahlstrom, com o intuito de ficar com o seu dinheiro.
Enquanto isto, uma jovem de catorze anos, Fanny, desaparece e a polícia começa a investigar um suposto sequestro.
O rumo das investigações dá, porém, uma reviravolta quando o porteiro do edifício onde morava Dahlstorm descobre uma caixa com fotografias pedófilas, nas quais aparece a jovem Fanny.
Anders Knutas vai precisar de todo o seu talento e da ajuda do seu amigo, o jornalista Johan Berg, para descobrir o que se esconde por detrás deste terrível caso.
Nas livrarias a 15 de Junho.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Passatempo Contraponto - Giorgio Faletti: Eu Sou Deus (Resultado)
5. Em que é licenciado o autor Giorgio Faletti?
Direito.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Passatempo Contraponto - Giorgio Faletti: Eu Sou Deus
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Divulgação Contraponto: Giorgio Faletti - Eu Sou Deus
A aguardada obra de Giorgio Faletti, autor de Eu Mato, está prestes a chegar às bancas, sob a chancela da Contraponto.
Sinopse: Um serial killer aterroriza a cidade de Nova Iorque. As suas ações não seguem os padrões conhecidos pelos criminalistas, sendo a escolha das vítimas totalmente aleatória. Não lhes olha nos olhos enquanto morrem, mas também não o poderia fazer, pois ataca massivamente. As autoridades procuram desesperadamente um rosto, mas o assassino não tem rosto, nem nome, nem passado, nem futuro. Vivien Light, uma jovem detetive que esconde os dramas pessoais sob uma sólida imagem profissional, e Russel Wade, um repórter fotográfico com um passado que deseja esquecer, são a única esperança para deter este homicida - um homem que não pode ser responsabilizado pelos seus atos, um homem que acredita ser Deus.
Excerto
«Encontro um botão e pressiono-o com delicadeza. E outro. E mais outro. Um instante ou mil anos depois, a explosão é um trovão sem tempestade, a terra que acolhe o céu, um momento de libertação. Depois os gritos e a poeira e o barulho dos carros que chocam uns contra os outros e as sirenes que me avisam que, para muitas das pessoas que estão atrás de mim, chegaram ao fim os oito minutos. Este é o meu poder. Este é o meu dever. Este é o meu querer. Eu sou Deus.»
Críticas de imprensa
«Um fenómeno literário.»
Financial Times
«Com um só golpe, Faletti modernizou o tradicional mundo literário e editorial italiano. Em Eu Sou Deus, Faletti regressa ao thriller puro e duro.»
Corriere della Sera
Sobre o autor: Giorgio Faletti, licenciado em Direito, foi um cómico de grande sucesso da televisão italiana e mais tarde um cantor de êxito de música popular, chegando a ganhar o Prémio da Crítica no Festival de Sanremo de 1994. Eu Mato foi a estreia de Faletti na literatura, que se revelou, à semelhança de outras aventuras na sua carreira, um retumbante sucesso. De toda a sua obra já foram vendidos mais de 11 milhões de exemplares só na Itália, e o reconhecimento da crítica e do público saltaram rapidamente as fronteiras italianas.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Giorgio Faletti - Eu Sou Deus [Opinião]
domingo, 4 de março de 2012
Dan Wells - Não Sou Um Serial Killer [Opinião]

Não Sou Um Serial Killer é o livro de estreia de Dan Wells. Um livro, à partida promissor, que promete misturar ingredientes como o terror, a acção, o thriller e o humor negro, combinados num enredo cuja sinopse é deveras aliciante.
A editora não alterou a capa, dado a original e sabem que mais? Gosto! E combina mesmo bem com a imagem do blog da menina dos policiais, não acham?
Não Sou um Serial Killer conta a história de John Wayne Cleaver, um rapaz de 15 anos, diagnosticado com um transtorno de personalidade antissocial. Além disso, John ajuda a mãe numa agência funerária, tendo como principal função o embalsamamento de corpos.
John é estudante, enfrentando os demais problemas que advêm das escolas como enfrentar bullys ou professores chatos, bem como tentar não dar nas vistas com Brooke, a moça por quem John secretamente está apaixonado. Além disso, a família do protagonista é algo destruturada.
O seu pacato bairro torna-se perigoso quando se dão inúmeros casos de homicídios, sugerindo que há um serial killer à solta na vizinhança de John...
OK, posto isto, achei a personagem principal tão mas tão semelhante ao nosso conhecido Dexter Morgan. Diria que é mesmo uma versão mais jovem desta personagem.
O analista de salpicos de sangue mais conhecido de Miami poderá muito bem ter tido uma adolescência bastante semelhante à de John no que toca aos comportamentos sociais e a presença da dita voz interior maligna. No caso de Dexter é o Dark Passanger, aqui esta é designada por Monstro. Nomes diferentes para o mesmo esqueleto no armário. Ambos têm tarefas um tanto ou quanto mórbidas (Dexter analista de sangue; John embalsamador de cadáveres). A forma como se relacionam com as pessoas é idêntica e peculiar.
Por isso, à medida em que lia o livro, não conseguia deixar de estabelecer paralelismos com o nosso caro Dexter.
Contudo e dada a faixa etária do protagonista de Não Sou um Serial Killer, este livro será também apreciado para um publico alvo mais jovem. Certamente que estes se poderãoidentificar com a rotina de John. Este estudante tem um fascínio exacerbado por serial killers e adora ajudar nos embalsamamentos, ainda que os corpos não estejam nas condições maisaceitáveis. Depois a sua capacidade reduzida em relacionar-se com as pessoas realça o transtorno de personalidade que a personagem é diagnosticada. A meu ver foi interessante ler sobre a dualidade de John. Ora ele tem o Monstro dentro de si e deseja fazer o mal mas a sua inteligência e bom senso puxam-no para as boas acções e a esconder estes desejos obscuros secretos.
O livro é escrito na primeira pessoa, de forma a que o leitor se infiltre na pele do adolescente sociopata e viva a acção que o autor nos conta.
Apesar da componente de terror estar presente nas várias descrições realistas dos cadáveres após o ataque do serial killer. De forma a enriquecer a cultura geral sobre serial killers, o autor faz referência a inúmeros casos de assassinos em série, o que se torna deveras interessante. O próprio nome da personagem, John Wayne, é inspirado no famigerado serial killer John Wayne Gracy Jr. (o qual eu nem conhecia...)
Relativamente a meio da trama é desvendada a identidade do serial killer e a partir daí é uma caça ao homem por parte do jovem, que não irá descansar enquanto não travar o Demónio (nome pelo qual John apelida o psicopata) e não alimentar o monstro dentro de si. E claro, esta tarefa é árdua, principalmente quando John tem de lidar com problemas familiares, confissões ao psicólogo e gerir a sua forma e conduta na comunidade escolar. A entrelaçar os ataques do serial killer há uns laivos mais de cariz sobrenatural, o que diminuiu o realismo ao enredo.
Um livro que se lê muitíssimo bem, e como terei lido algures, é o primeiro de uma saga protagonizada por John Wayne Cleaver, o que me deixou com algumas expectativas em ler o segundo volume, esperando que a Contraponto publique o mais depressa possível!
É um livro que de facto mistura criminologia, humor negro, rotina adolescente, paranormalidade e considerações sobre sociopatia e que irá entretê-lo durante horas. Se gosta de Dexter Morgan ou de Hannibal Lecter, este é sem dúvida o livro ideal para si! Gostei!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Divulgação Editorial Contraponto: Dan Wells - Não Sou um Serial Killer

sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Anne Holt - A Raíz do Ódio [Opinião]

Anne Holt é mais do que uma mera autora de policiais. Ela foi também ministra da Justiça e talvez tenha sido esse facto que desencadeou uma percepção bastante realista sobre a criminalidade e que Holt descreve com brio nos seus livros. Sou uma fã inveterada dela, confesso! Assim que saíram os livros Castigo e Crepúsculo em Oslo, li-os em menos de nada, ficando a ansiar por mais. No entanto não li a Senhora Presidente, cuja sinopse revela um cariz mais de conspiração política e menos de policial propriamente dito, o que fez atrasar o seu momento para ser lido. Eventualmente irei lê-lo em breve.
Para quem não leu este dois últimos, o autor faz uma contextualização muito básica sobre as personagens, possibilitando a leitura deste sem que seja necessário ler os dois primeiros livros.
Em "A Raiz do Ódio", deparamo-nos com três subtramas: a investigação da morte da episcopisa Eva Karin Lysgaard, em circunstâncias um pouco estranhas. Tendo marido e um filho, esta senhora de 62 anos, terá encontrado Jesus aos 16 anos, enveredando então pela via religiosa. Em simultâneo decorre o inquérito policial sobre um corpo encontrado num rio, já em elevado estado de decomposição. À parte, o leitor acompanha o drama pessoal de Marcus Koll, um homossexual muito pacato e casado com Rolf, vê a sua vida a descambar quando incorre num erro fatal. Mas também é dado um ênfase à vida pessoal de Johanne Vik, e Adam Stubo. Para quem não está familiarizado com estas personagens, devo adiantar que ele é polícia, ela é psicóloga e criminologista. Johanne tem uma filha do casamento com Isak, Kristiane, com agora 14 anos. Esta menina tem alguma limitação e quer-me fazer crer que é autista. Em comum com Stubo, Vik tem uma filha, Ragnhild, de 5 anos.
Relativamente às subtramas acima mencionadas, achei que estas têm pontos em comum e estão bem conduzidas até aos seis finais, que são no mínimo, surpreendentes!
Neste livro há uma nítida evolução na personagem de Stubo. Deixou mais de lado os seus fantasmas pessoais (pois o próprio teve um acidente que abalou por inteiro a sua existência). Senti que agora estava uma personagem mais madura, mais adulta, com mais confiança em si próprio. É deixada mais de parte a relação com o genro e o neto, cuja importância era significativa nos livros anteriores.
No entanto continua-se sem perceber de facto o que se passa com a sua enteada, embora eu já tenha formulado uma teoria sobre a mesma. As restantes personagens estão bem caracterizadas, e bastante reais até, desde o viúvo Erik Lysgaard, que certamente esconde algo sobre a episcopisa até ao simpático casal Marcus e Rolf. Isto para não falar da vida familiar de Johanne, mãe preocupada, debate-se com uma série de contratempos já conhecidos por quem vive a maternidade dia após dia.
As emoções são de facto transmitidas ao leitor, que acompanha a par e passo a investigação de Stubo bem como a investigação paralela por parte da detective Silje Sorensen.
Como tenho vindo a denotar em policiais nórdicos, e penso já ter partilhado convosco este meu ponto de vista, as relações humanas são postas em segundo plano. E quando falo de relações humanas, refiro-me aos sentimentos e à demonstração dos mesmos. Ora vejamos, acompanhámos desde o início a evolução da relação entre Vik e Stubo, desde o livro Castigo. E embora a sua relação tenha convergido para um relacionamento amoroso, poucas são as descrições que demonstrem este facto. Nota-se um à vontade bastante incomum por parte dos mediterrânicos, especialmente no lidar com o ex da actual esposa, por exemplo. Por mais que leia policiais nórdicos, parece que nunca me cansarei de ler sobre os vários costumes desta cultura e confronta-los com os nossos.
O livro tem uma abordagem muito intensa sobre ódio expressando-se sobretudo na discriminação, quer sexual, quer racial. São tópicos já bastante desenvolvidos em livros policiais é certo, mas achei que este tinha o seu quê de especial. E eis que no fim do livro percebi porquê: a própria Anne Holt dedica este livro à sua companheira. Terá ela sentido na pele todo este preconceito e equacionado as proporções extremas que descreve no livro?
Misterioso até ao fim, adorei o prólogo, quando recuamos até 1962 e finalmente descobrimos o que aconteceu no encontro de Eva Karin com Jesus. Desta feita a autora não deixa nada por explicar, deixando prever uma aventura completamente diferente no próximo livro da saga de Vik/Stubo. Um livro que tem todos os ingredientes dignos de um magnifico policial: Mistério e segredos de família, alguns crimes sem aparentemente uma ligação e a análise dos limites exacerbados do racismo e da homossexualidade.
Mal terminei este e já ando em ânsias para ler o quinto livro da autora. Recomendo vivamente! Um excelente (e viciante) leitura! Garanto que não vai conseguir largar o livro e desvendar os três mistérios que Anne Holt brilhantemente apresenta! Atenção fanáticos de policiais nórdicos: não quererão perder este livro!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Divulgação Contraponto - Anne Holt: A Raíz do Ódio

Nas livrarias a 4 de Novembro.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Giorgio Faletti - Eu Mato [Opinião]

Quem diria que um comediante escreve um bom policial... pois se Giorgio Faletti desperta sorrisos e gargalhadas a muitos, a outros consegue arrancar arrepios, indignação e tensão!
Eu Mato conta a história de um serial killer bastante sórdido, que liga para um programa de rádio a anunciar o homicídio, deixando uma música como pista para a identificação da potencial vítima.
Nas primeiras páginas do livro, são apresentadas as personagens, com quem imediatamente sentimos empatia, o menino com problemas mentais que acompanha religiosamente os programas e as músicas da rádio, Pierrot e Jean-Loup Verdier, o apresentador desse mesmo programa. Também o agente do FBI Frank Ottobre,que estava em Monte Carlo, debatendo-se com os seus próprios fantasmas e, aliado ao amigo, o delegado de polícia Nicolas Hulot, decide que dará um fim à matança. Mas não só estas personagens aguçam a curiosidade do leitor, o que terá a esconder a misteriosa Helena Parker?
No que concerne a descrições de personagens tenho a referir que até as vítimas são tidas em conta. Assim, todas elas têm uma personalidade, uma maneira de estar na vida que, normalmente não são aspectos tão enfatizados numa personagem de literatura policial.
E não são só descrições de personagens, o autor prima pelas referências de pormenores a locais e a situações. A descrição no romance policial é sempre algo ambíguo: se por um lado o leitor quer imediatamente passar a acção, descurando os pormenores descritivos, por outro esta componente facilita um visionamento da acção na nossa mente, tal como um filme!
No que diz respeito ao serial killer, este é uma mistura entre o famigerado Ed Gein e Hannibal Lecter. Um dos aspectos mais relevantes do livro é a sua análise do perfil psicológico e o encaixe deste com a tipologia dos crimes, muito sangue e rostos mutilados. Denotei que o autor utiliza uma linguagem diferente nas falas desta personagem quando os telefonemas para a rádio, comparativamente aos demais personagens, facto que ajuda o leitor a sentir-se mais irrequieto, tenso e desconfiado. Achei que os telefonemas, ainda que breves, tinham um cariz perturbador e conseguiram deixar-me inquieta. Quanto às músicas escolhidas para cada vítima, devo dizer que o autor fez uma ligação bastante inteligente e que não era assim tão imediata.
Inicia-se então uma verdadeira caça ao homem, cujos homicídios são bastante gráficos, encontrando-se descritos ao pormenor, havendo pelo meio algumas peripécias surpreendentes.
Gostei do desfecho, conhecer a identidade do serial killer e o seu background, a sua infância e o desenvolvimento como indivíduo na sociedade.
Fico a aguardar atentamente o segundo livro do autor, intitulado "Eu sou Deus". Recomendo vivamente, é uma excelente leitura!






