Mostrar mensagens com a etiqueta Crime à Hora do Chá. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Crime à Hora do Chá. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 24 de abril de 2018

The Detection Club - Seis Crimes (Im)Perfeitos [Divulgação ASA]


Data de publicação: 24 Abril 2018

               Título Original:
               Preço com IVA: 14,90€
               Páginas: 272
               ISBN: 9789892341798

Sinopse: Será possível cometer o crime perfeito? Poderá um homicídio ser executado com tanta perícia que seja impossível de resolver, até pelo mais astuto dos investigadores? Nesta coletânea singular, os mestres do policial Margery Allingham, Anthony Berkeley, Freeman Wills Crofts, Ronald Knox, Dorothy L. Sayers e Russell Thorndike vão tentar fazer isso mesmo: descrever o “seu” crime perfeito… capaz até de iludir o superintendente Cornish da Scotland Yard. Ele, por sua vez, irá dar o seu parecer quanto à genialidade (ou não!) dos cenários propostos… E Agatha Christie, a Rainha do Crime, é claro, não podia ficar de fora… é da sua autoria um ensaio sobre o mistério – real e nunca resolvido – dos Envenenamentos de Croydon. Escrita por algumas das mentes da ficção policial mais criativas do século XX, Seis Crimes (Im)perfeitos é a antologia mais que perfeita para os aficionados do crime… do crime perfeito, pois claro!

Sobre o autor: O The Detection Club foi formado em 1930 por um grupo de escritores britânicos: Agatha Christie, Dorothy L. Sayers, Ronald Knox, Freeman Wills Crofts, Arthur Morrison, John Rhode, Jessie Rickard, Baroness Emma Orczy, R. Austin Freeman, G.D.H. Cole, Margaret Cole, E.C. Bentley, Henry Wade, e H.C. Bailey. Este clube era presidido por G.K. Chesterton.

Anteriormente publicados
 



domingo, 11 de fevereiro de 2018

Robert Goldsborough - O Caso de Nero Wolfe [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: É com alguma vergonha que revelo nunca ter lido nada (ainda) de Rex Stout. Na realidade, deixo-me fascinar pelas novidades editoriais que os clássicos vão ficando para trás, com muita pena minha.
Por isso, foi com O Caso de Nero Wolfe que tive contacto, pela primeira vez, com as personagens icónicas criadas por Rex Stout. Poder-se-ia até dizer que este livro funciona como uma prequela da série desenvolvida por Stout uma vez que recria o encontro de Archie Goodwin com Nero Wolfe, originando a parceria que eles desenvolvem no decorrer dos casos criados por um dos clássicos mestres policiais.

Como tal, e dadas as circunstâncias, basear-me-ei apenas na presente obra para fazer algumas observações referentes às personagens centrais. Creio que estarão fidedignas com o registo de Stout. 

O Caso de Nero Wolfe é um cozy mystery muito simpático que integra a colecção Crime à Hora do Chá. Apesar de ser uma obra publicada em 2012, está muitíssimo bem contextualizada na época. 
A descrição primorosa sobre o ambiente do autor transportou-me para a sociedade nova-iorquina dos anos 30, altura em que se sentiram os efeitos da Grande Depressão. 

Relativamente ao caso policial, este começa por ser um sequestro de uma criança, o Tommie de apenas oito anos. Senti-me surpreendida quando foi revelada, a poucas páginas do início, a resolução deste caso e temi que a trama não voltasse a surpreender até ao final. Contudo, este rapto trouxe algumas implicações que me agradaram. 
Um outro aspecto que me satisfez foi a descrição da família de Tommie. Talvez por já não haver esta tradição, a dinâmica na casa da criança, com toda uma interacção entre os serviçais, mordomo e donos da casa fez-me lembrar a afamada série Downton Abbey.

Gostei de conhecer o emblemático Nero Wolfe e questiono-me se a personagem também não participa tão activamente como na presente trama. Refiro-me a ele nesta forma pois Wolfe cinge-se a ficar em casa, a analisar e relacionar factos decorrentes dos testemunhos de Archie.
Apercebi-me que Wolfe é excêntrico e só me apetece comprovar e ler um livro escrito por Rex Stout. Creio que a publicação desta obra poderá potenciar a leitura dos clássicos policiais do autor que criou a personagem.

O ritmo da história é lento, à semelhança dos policiais ditos clássicos, e a investigação do caso entrelaça com um enquadramento da época. A trama é desprovida de elementos chocantes. Como certamente sabeis, sou uma leitora que dá primazia às tramas mais violentas com pormenores mais sórdidos. 
No entanto, ler um mistério destes é um guilty pleasure. São histórias que primam pela dedução lógica na resolução dos casos e tenho para mim que é apreciar a literatura policial na sua essência.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Robert Goldsborough - O Caso de Nero Wolfe [Divulgação ASA]


Data de publicação: 23 Janeiro 2018

            Título Original: Archie Meets Nero Wolfe: A Prequel to Rex Stout’s Nero Wolfe Mysteries
               Preço com IVA: 13,90€
               Páginas: 272
               ISBN: 9789892340821

Sinopse: Em 1930, o jovem Archie Goodwin chega a Nova Iorque ansioso por viver em primeira mão o frenesim da cidade. Esse excesso de entusiasmo começa por lhe trazer dissabores mas acaba por lhe dar notoriedade suficiente para iniciar uma carreira de investigador. Mas será o rapto de Tommie Williamson, filho de um magnata, a pôr Archie frente ao homem que alterará o rumo da sua vida para sempre.
O desaparecimento do pequeno Tommie, de oito anos, está a deixar Nova Iorque em alvoroço. Apenas uma pessoa parece ter a capacidade de deslindar este caso: o genial e excêntrico Nero Wolfe. Mas o detetive vive em luxuosa reclusão e vai precisar de ajuda no terreno. Archie quer desesperadamente encontrar o rapazinho e mostrar que tem a aptidão necessária para formar uma parceria com Wolfe… mas conseguirá ele aquilo que nunca ninguém conseguiu antes?
O Caso de Nero Wolfe fala-nos das origens do duo detetivesco criado por Rex Stout. Robert Goldsborough capta gloriosamente o espírito da Nova Iorque dos anos 30 e revela como Nero Wolfe e Archie Goodwin uniram forças e se transformaram em lendas da literatura policial.

Sobre o autor: Robert Goldsborough nasceu em 1937 em Chicago, Estados Unidos da América. Trabalhou 45 anos para o jornal Chicago Tribune e no Advertising Age. Com o consentimento dos familiares de Rex Stout, Goldsborough escreveu a primeira obra nos 1980s protagonizada por Nero Wolfe, personagem criada por Stout. Escreveu posteriormente mais seis romances policiais protagonizados por esta personagem.
Recentemente o autor escreve com recurso a personagens criadas por si. O primeiro foi Three Strikes You're Dead, trama com lugar em Chicago e protagonizado por um jornalista do Tribune, Steve Malek.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Erle Stanley Gardner - Perry Mason E O Caso do Gato Distraído [Divulgação ASA]


Data de publicação: 25 Julho 2017

               Título Original: The Case of the Careless Kitten
               Preço com IVA: 13,90€
               Páginas: 272
               ISBN: 9789892339450

Sinopse: Quando Helen Kendal recebe um telefonema do seu tio, Franklin Shore, fica tudo em alvoroço. É que o afamado banqueiro desaparecera misteriosamente dez anos antes, tendo deixado para trás a sua vasta fortuna. Agora, alguém parece querer impedir o reencontro entre os dois… Alguém capaz de deixar um rasto de sangue atrás de si.
Num caso mirabolante que envolve um jardineiro “raptado”, um gatinho distraído, e uma fiel secretária a braços com a justiça, Perry Mason vê-se obrigado usar os seus dotes para repor a verdade.

Considerado um dos melhores romances de Erle Stanley Gardner, "Perry Mason e o Caso do Gato Distraído" vendeu mais de 2 milhões de exemplares.

Sobre o autor: Erle Stanley Gardner foi um advogado criminalista norte-americano e escritor de histórias de detetives que também publicou sob os pseudônimos: A.A. Fair, Kyle Corning, Charles M. Green, Carleton Kendrake, Charles J. Kenny, Les Tillray, e Robert Parr. Foi o criador do detetive Perry Mason, de Della Street, confidente de Mason e de Paul Drake, um velho amigo de Mason que é chefe da Agência Detetive Drake. 
Ao todo foram quase 150 romances policiais e histórias de ficção científica, Erle Stanley vendeu mais de 3000 milhões de livros e entrou para o Guiness. Após a sua morte, a série de Perry Mason teve continuidade através de Thomas Chastain.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Jessica Fletcher & Donald Bain - Crime, Disse Ela: Morte em Savannah [Divulgação ASA]


Data de publicação: 21 Março 2017

               Titulo Original: Murder, She Wrote: A Slaying In Savannah
               Preço com IVA: 13,50€
               Páginas: 272
               ISBN: 9789892337609

Sinopse: Uma mansão assombrada.
Um mistério milionário.
Uma corrida contra o tempo.

A famosa escritora de romances policiais Jessica Fletcher está a ouvir a leitura do testamento da sua querida amiga Tillie, quando é surpreendida por uma das cláusulas. Tillie doará um milhão de dólares à obra de caridade que ambas fundaram... se Jessica descobrir quem foi o responsável pela morte do noivo dela, assassinado numa festa de fim de ano quarenta anos antes. E tem um prazo de trinta dias para o fazer.
Assim que Jessica se instala na mansão de Tillie, percebe que não é bem-vinda. Nenhum dos herdeiros lhe vai facilitar a vida. Consta que a velha casa está assombrada… E, sem arma do crime ou quaisquer pistas, como poderá ela solucionar o mistério? E quais seriam as verdadeiras intenções da amiga, uma vez que nunca saberá a resposta à sua derradeira pergunta?

Sobre a autora: Jessica Fletcher (nascida Jessica Beatrice MacGill que escreve sob J.B. Fletcher) é uma personagem ficcional da série televisiva americana, Crime, Disse Ela (no original Murder, She Wrote), interpretada por Angela Lansbury.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Hans Olav Lahlum - À Mesa Com O Assassino [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Um ano depois da resolução da investigação de Crime Num Quarto Fechado, o detective Kolbjørn Kristiansen, mais conhecido por K2, volta ao activo, desta feita, para deslindar o estranho caso da morte de Magdalon Schelderup, um homem milionário morto sob circunstâncias invulgares. Isto porque, antes de morrer, Magdalon dirige-se ao detective a fim de o alertar que será morto em breve por alguém seu conhecido.  Mas quando outros membros da família começam a morrer, K2 procura a ajuda da brilhante Patricia que, a partir de sua cadeira de rodas, orienta o curso da investigação.

O sucessor de Crime Num Quarto Fechado mantém a linha clássica que nos remete para as obras de Agatha Christie ou Sir Arthur Conan Doyle que apresentam casos cuja resolução apela ao raciocínio lógico. No caso de Hans Olav Lahlum, a investigação torna-se mais aliciante uma vez que conta um pouco de História. Sendo a acção passada no final dos anos sessenta, os eventos da Segunda Guerra Mundial, temática novamente dissecada por Lahlum, parecem ter ocorrido há relativamente pouco tempo, o que prova que a escrita do autor nos consegue transportar no tempo. 
Além disso, a temática oferece muitas possibilidades de segredos ou traições. O início de militância no partido nazi ou a participação na Segunda Guerra Mundial podem ser motes interessantes para adensar ou despistar os suspeitos de um homicidio, não vos parece?

Confesso que, comparando as duas obras do autor, a primeira me causou mais impacto. Gostei da aparente impossibilidade de um crime ser cometido numa divisória fechada. Esta trama, por outro lado, rege-se pelas típicas histórias de Christie: morte, a investigação por interrogatório de uma dupla (neste caso K2 e Patrícia) que culmina no desvendar do culpado numa reunião onde estão todos os suspeitos. No posfácio do autor, Lahlum homenageia Agatha Christie, a autora que ele considera como "a maior escritora policial do mundo". E, de facto, são notórias as suas influências nesta obra.

A trama é inteligente e realmente faz jus aos clássicos policiais da Rainha do Crime. Pensei na similaridade no decorrer da história e sobretudo no final, que é verdadeiramente surpreendente. 
Apesar de ser uma fã assumida de policiais mais gráficos, À Mesa Com O Assassino proporcionou-me um agradável momento de leitura. 


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Hans Olav Lahlum - À Mesa Com O Assassino [Divulgação ASA]


Data de publicação: 1 Novembro 2016
  
               Título Original: Satellittmenneskene
               Preço com IVA: 13,90€
               Páginas: 352
               ISBN: 9789892336756

Sinopse: Após Crime num Quarto Fechado, o detetive inspector K2 e Patrícia Borchmann voltam a unir-se para desvendar mais um mistério em Oslo.
Durante um jantar privado, em oslo, um rico empresário morre inesperadamente.
A notícia deixa o detetive inspetor Kolbjørn Kristiansen (também conhecido como K2) particularmente perturbado. Isto porque, apenas um dia antes, a vítima o contactara, dizendo temer pela vida.
São dez as pessoas que se reuniram no jantar fatal. Todos são suspeitos pois todos tinham motivos para odiar o milionário, e as alterações recentes ao seu testamento podem ter desencadeado o crime. Mas quem, de entre os dez, teria o motivo mais forte? A mulher? A ex-mulher? Os filhos? Seria a secretária atraente, ou o seu antigo companheiro de luta?
Mais uma vez, K2 recorre à enigmática e genial Patricia Borchmann. Embora esteja presa a uma cadeira de rodas, a jovem tem a mente suficientemente arguta para desenredar a trama de mentiras dos convidados. Mas quando começam a chegar cartas misteriosas a anunciar novas mortes, K2 sabe que tem de agir depressa…

Sobre o autor: Hans Olav Lahlum é escritor, historiador, político e jogador de xadrez. Nasceu e vive na Noruega, onde os seus livros policiais protagonizados pelo detetive inspetor Kolbjørn Kristiansen e a precoce Patrícia Borchmann têm vindo a conquistar os leitores e a crítica, os quais lhe valeram comparações com ícones do romance policial clássico como Agatha Christie e Rex Stout. 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Dorothy L. Sayers - Veneno Fatal [Divulgação ASA]


Data de publicação: 16 Maio 2016

               Título Original: Strong Poison
               Colecção: Crime à Hora do Chá
               Preço com IVA: 14,90
               Páginas: 304
               ISBN: 9789892335223

Sinopse: Harriet Vane é uma talentosa autora de romances policiais. Os seus enredos – em que “usa” generosas quantidades de veneno – são populares e fazem dela uma mulher independente. Ou melhor, faziam... Harriet está agora presa, acusada de assassinar o noivo que, curiosamente, morreu envenenado, numa tragédia que parece reproduzir à letra uma das suas obras. Não ajuda nada o facto de ela, na altura da morte de Philip, ter arsénico em casa. Todos os indícios apontam para a sua culpa. Harriet Vane corre o sério risco de morrer na forca.
Por sorte, um membro do júri não está convencido.
E Lord Peter Wimsey, cujo comportamento perante a ré é ainda mais extravagante do que em circunstâncias normais, também não. Juntos, tentarão provar a inocência da jovem. Mas o tempo escasseia, e o nó da corda parece apertar-se a cada dia que passa...

Sobre a autora: Dorothy Leigh Sayers (1893-1957) é um dos nomes maiores da literatura policial clássica britânica. Foi também poeta, ensaísta, dramaturga, crítica literária e tradutora.
Embora considerasse a tradução de A Divina Comédia, de Dante, a sua maior obra, foi devido aos seus livros policiais que alcançou a fama que se estende até aos nossos dias. Trata-se de contos e romances que decorrem entre a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, e têm como protagonista o formidável Lord Peter Wimsey, cuja “vida” começa com um explosivo “Oh, raios!”.

 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

The Detection Club - Perguntem ao Polícia [Divulgação Editorial ASA]


Data de publicação: 16 Fevereiro 2016
  
               Título Original: Ask a Policeman
               Colecção: Crime à Hora do Chá
               Preço com IVA: 14,90€
               Páginas: 312
               ISBN: 9789892334455

Sinopse: Lord Comstock, o tirânico magnata da imprensa, é assassinado na sua casa de campo, o que deixa o ministro do Interior britânico perante um enorme dilema. Não era segredo nenhum que Comstock tinha uma longa lista de inimigos. Para complicar ainda mais as coisas, recebeu, poucas horas antes de morrer, a visita de um arcebispo, de um político, e de uma figura proeminente da Scotland Yard. Uma vez que a suspeita recai sobre todos, é quase impossível conduzir a investigação de forma imparcial. O ministro resolve então recorrer à ajuda de quatro detetives de renome: Mrs. Adela Bradley, Sir John Saumarez, Mr. Roger Sheringham e Lord Peter Wimsey. Todos diferentes, todos competentes, todos ilustres – e nenhum deles disposto a recorrer à polícia...

Um policial escrito a várias mãos não é tarefa fácil, mas os membros do Detection Club provaram mais uma vez serem capazes de combinar esforços com mestria e humor. Para além de uma introdução de Martin Edwards e de um maravilhoso prefácio de Agatha Christie, Perguntem ao Polícia conta com a colaboração de Anthony Berkeley, Milward Kennedy, Gladys Mitchell, John Rhode, Dorothy L. Sayers e Helen Simpson.

 
Sobre o autor: O The Detection Club foi formado em 1930 por um grupo de escritores britânicos: Agatha Christie, Dorothy L. Sayers, Ronald Knox, Freeman Wills Crofts, Arthur Morrison, John Rhode, Jessie Rickard, Baroness Emma Orczy, R. Austin Freeman, G.D.H. Cole, Margaret Cole, E.C. Bentley, Henry Wade, e H.C. Bailey. Este clube era presidido por G.K. Chesterton.

Anteriormente publicado
http://verovsky-meninadospoliciais.blogspot.pt/2015/07/the-detection-club-quem-matou-o.html
 

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Anne Perry - O Crime em Paragon Walk [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: O Crime de Paragon Walk foi o livro com que encerrei o ano de 2015. Escolhi-o pois gosto de alternar as minhas leituras de thrillers mais gráficos com policiais clássicos. Este foi o mais recente título a integrar a colecção Crime à Hora do Chá, tendo sido publicado no Verão. Confesso que tenho algumas saudades desta colecção e faço votos que retomem agora em 2016.

Falando sobre a obra em questão, tal como o Estrangulador de Cater Street, este é um policial cuja acção se passa no período vitoriano. Portanto, estamos perante uma trama com um riquíssimo background histórico. Recordo-me que o início do livro antecessor fora algo moroso, na presente obra é precisamente o oposto: na primeira página é-nos descrita a descoberta do cadáver de Fanny Nash, embora, na minha opinião, desprovido de descrições chocantes. 

A investigação é, como é usual neste tipo de livros, baseada em inquéritos ao círculo de personagens que interagem com a vítima. O número de suspeitos é elevado uma vez que estes têm segredos e que são gradualmente desvendados. Numa sociedade onde se vive da aparência, as personagens podem tornar-se irritantes, dando importância a pormenores banais. 
Ainda assim, adoro descobrir aqueles pequenos segredos sobre estes. 

Notei que O Crime em Paragon Walk é o terceiro livro protagonizado por Thomas Pitt que entretanto casou com Charlotte e já têm um bebé. Recordo-me que em Estrangulador de Cater Street, o inspector fazia a corte à jovem (uma sedução muito diferente das que ocorrem nos dias de hoje). Portanto há um lapso temporal entre as acções do livro anterior e este.

A destacar que, a meu ver, o mais interessante nas obras de Anne Perry é a forma como a autora mescla a investigação policial com a recriação da sociedade vitoriana. E claro, a investigação tão bem conduzida até à identificação da personagem mais insuspeita e com os motivos mais sombrios.

É, indubitavelmente, um romance recomendado aos fãs da escola do policial clássico como os livros de Agatha Christie. Encontro bastantes semelhanças entre o Inspector Pitt e Poirot que recaem num raciocínio e lógicas apuradas.

Em suma, O Crime de Paragon Walk é bastante intrigante, na medida em que os suspeitos têm todos algo a ocultar e interessante pois aprendo sempre imenso sobre os costumes sociais desta época.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

The Detection Club - Quem Matou o Almirante [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião do Ricardo: O desafio consistiu em ler um policial clássico, contudo, deparamo-nos com um clássico, de certa forma, atípico, na medida em que o mesmo foi escrito por vários autores, autores esses que constituíam The Detection Club. 

Segundo pude apurar, no prefácio da presente obra, da autoria de Simon Brett, o actual presidente deste clube, The Detection Club foi fundado em 1930 por vários escritores britânicos que, de um modo geral, se dedicavam à escrita do género policial, incluindo alguns nomes mais sonantes como Agatha Christie, Dorothy Sayers ou G. K. Chesterton, tendo este último sido o presidente fundador.
As actividades do clube iam desde as meras tertúlias, até à elaboração conjunta de contos policiais, tendo a obra, Quem Matou o Almirante, publicada em Dezembro de 1931, sido uma das primeiras obras resultantes dessa colaboração entre membros do clube.

No aludido prefácio tomamos, desde logo, conhecimento dos estatutos do clube conforme foram decididos em 1930, os quais indicam que, todo o crime deverá ser resolvido sem recurso a qualquer artifício, recorrendo-se unicamente à lógica, o que, convenhamos, é um claro estereótipo presente na denominada literatura policial clássica. Apercebemo-nos que este clube não se coibia de sublinhar esse estereótipo, como o tornava obrigatório em todas as obras que fossem publicadas sob a sua chancela.

Feita esta primeira análise, partimos então para a leitura da obra com um prólogo, da autoria do primeiro presidente do clube, G.K. Chesterton, seguido de doze capítulos escritos por treze membros do clube, isto porque, o segundo capítulo foi escrito a meias do G.D.H. Cole e Margaret Cole, um casal de escritores.
Cremos que um dos desafios desta leitura prende-se com o facto de termos, em cada capítulo, uma forma diferente de escrever e isso pode-se reflectir na própria leitura. Desse ponto de vista, podemos afirmar que os capítulos escritos por Agatha Christie e Dorothy Sayers, bem como o capítulo final da autoria de Anthony Berkeley foram lidos muito mais rapidamente do que, por exemplo, o capítulo escrito por Ronald Knox, mas, tal facto será uma necessária consequência de uma obra colectiva.

Ao longo da obra travamos então conhecimento com o caso, a morte do almirante Penistone na pacata vila costeira de Whynmouth, cujo corpo é descoberto dentro de um barco à deriva no rio Whyn. O inspector Rudge, da polícia local, é então encarregue do caso e à boa maneira clássica, este inspector, vai seguir o modelo tradicional de investigação através de interrogatórios às pessoas que, de uma forma ou de outra, privaram com a vítima, seguindo algumas pistas falsas, outras verdadeiras, até chegar à conclusão final e ao necessário desfecho que consubstancia o climax da obra.

Sem quaisquer laivos de contemporaneidade (por tal entenda-se tudo o que implique uma investigação do foro laboratorial), Quem matou o almirante é, sem dúvida, um polícial clássico na verdadeira acepção da palavra. Por aqui ainda predomina a tradicional formulação do problema centrada no who done it? ou seja, na descoberta do autor do homicídio, assistindo-se a uma secundarização do why done it?
 
Recuperando um pouco da árvore genealógica da ficção policial, considera-se o período entre as décadas de 1920 e 1950, como a idade de ouro do who done it? antes da complexificação do género policial e da passagem para a ribalta do why done it? que se mantém como peça fulcral na literatura policial contemporânea.

Chamamos ainda a atenção para o final da obra onde cada um dos autores envolvidos, apresenta o seu próprio final alternativo ao que foi decidido por Anthony Berkeley , sendo de destacar o final alternativo de Agatha Christie, bastante inovador e ousado para a época, bem como o final alternativo de Dorothy Sayers, muito pormenorizado e surpreendente.

De um modo geral, é uma leitura fácil para quem gosta de literatura clássica ou, para quem está habituado à literatura policial, embora a obra em questão seja parca em terminologia criminal ou forense. Pelo motivo já explanado, da diversidade de autores, é possível que alguns capítulos sejam de leitura mais rápida do que outros.


quinta-feira, 21 de maio de 2015

Anne Perry - O Crime de Paragon Walk [Divulgação Editorial ASA]


Data de publicação: 9 Junho 2015 
  
               Título Original: Paragon Walk
               Colecção: Crime à Hora do Chá
               Preço com IVA: 13,90€
               Páginas: 288
               ISBN: 9789892331270

Sinopse: Quando a jovem Fanny Nash sucumbe nos braços da cunhada, vítima de um brutal ataque na sofisticada rua de Paragon Walk, cabe ao inspetor Pitt investigar o caso. Recorrendo ao seu incomparável talento e à ajuda de Charlotte, sua mulher e parceira na luta contra o crime, Pitt tudo fará para impedir que o assassino escape impune. Charlotte, cujo cunhado também se encontra sob suspeita, fica incumbida de interrogar todos os residentes da rua, desenterrando sórdidas intrigas e amargas rivalidades. O formidável casal descobre que por detrás das mais elegantes fachadas da sociedade vitoriana espreita algo de muito sombrio. À medida que as máscaras começam a cair, a ameaça de uma nova morte torna-se cada vez mais real...
 
Sobre a autora: Anne Perry (pseudónimo de Juliet Hulme) nasceu em Londres em 1938. Autora de romances policiais com uma forte componente histórica e social, conta já com uma longa e aclamada carreira. O Estrangulador de Cater Street (1979) foi o seu primeiro romance. Vive na Escócia.

Anteriormente publicado
 Opinião AQUI
 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Hans Olav Lahlum - Crime Num Quarto Fechado [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: O número 7 da colecção Crime à Hora do Chá traz-nos um autor... diferente. É sabido que esta colecção se tem dedicado a autores que já não se encontram entre nós, mas Hans Olav Lahlum, é contemporâneo, sendo também considerado, pelos seus conterrâneos, a personalidade mais interessante na Noruega, estando actualmente no Guinness World Record como detentor do título A Entrevista mais longa da história. Para quem não sabe, este autor foi entrevistado durante 30 horas seguidas e o seu vasto conhecimento sobre História  e Política teria permitido ainda mais horas de entrevista.

Daí que fiquei bastante curiosa quando tive conhecimento que uma obra deste autor seria publicado pela colecção Crime à Hora do Chá que, como sabeis, se dedica a policiais da escola clássica. De facto, Crime Num Quarto Fechado, apesar de contemporâneo, poderá ser categorizado neste subgénero. 

A acção passa-se em 1968 em Oslo e o método de investigação do crime é pura e simplesmente o interrogatório aos inquilinos do prédio onde foi morto Harald Olesen.
Crime Num Quarto Fechado relembrou-me, por vezes, algumas obras de Agatha Christie ou de Sir Arthur Conan Doyle. O caso é inteiramente descortinado através da lógica assemelhando-se aos métodos descritos nos romances protagonizados por Poirot ou Sherlock Holmes. Destaco ainda a forma como Lahlum coloca uma personagem a emparelhar com o detective Kolbjørn Kristiansen, resultando tão bem como as duplas Poirot/Hastings e Sherlock/Watson. 
O elemento original reside no facto de Patricia, a jovem que ajuda o detective na investigação, ter maior destaque que o próprio protagonista.

Nesta óptica, e sabendo de antemão que estes policiais clássicos desenvolvem-se, normalmente, a um ritmo moroso, não creio, contudo, que tal tenha acontecido com a presente obra. O autor soube envolver o leitor numa espiral de segredos dos moradores em conjugação com uma perspectiva histórica sobre o envolvimento da Noruega na 2ª Guerra Mundial. O autor, embora versado no tema, disserta sobre esta guerra de modo leve e apelativo mesmo para um público fora da Noruega, que, naturalmente não sente curiosidade natural em conhecer os detalhes do envolvimento deste país na 2ª Guerra Mundial.

A história é narrada na primeira pessoa sob a perspectiva do detective Kolbjørn Kristiansen pelo que à medida que este vai desvendando os vários enigmas os leitores vão, progressivamente tomando conhecimento de novos elementos da trama, destacando-se o facto deste caso de homicídio ser o primeiro na carreira de Kristiansen.

Hans Olav Lahlum usa frequentemente o termo "mosca humana" para as personagens do livro (com excepção do protagonista e de Patricia), não deixando de crer que é uma sátira ao comportamento humano numa situação de pressão como uma investigação criminal certamente terá.
Todos os inquilinos são suspeitos e cada um deles é intrigante devido ao leque de segredos que respectivamente possuem. Para além desse facto a trama pareceu-me altamente rica em aspectos históricos que entrosam inteligentemente com a acção de 1968, podendo afirmar que se trata de um policial de época.

Não deixa de ser interessante também o posfácio onde o autor tece algumas considerações sobre si e sobre a sua tia, decerto que uma personalidade tão interessante quanto o próprio autor.

Muito diferente dos demais policiais escandinavos que já li, Crime Num Quarto Fechado assemelha-se a um policial clássico apelando à dedução do leitor para chegar ao culpado antes do próprio Kolbjørn Kristiansen. Um policial leve, desprovido de passagens gráficas mas pejado de reviravoltas.
Indubitavelmente, destronou o meu livro preferido desta colecção que foi Morte Na Aldeia. 
A título final, deixo um apelo: Edições ASA, incluam novamente Hans Olav Lahlum nesta colecção!


segunda-feira, 2 de março de 2015

Hans Olav Lahlum - Crime Num Quarto Fechado [Divulgação Editorial ASA]


Data de publicação: 17 Março 2015 
  
               Título Original: Menneskefluene
               Colecção: Crime à Hora do Chá
               Preço com IVA: 13,90€
               Páginas: 368
               ISBN: 9789892330358

Sinopse: Num pequeno prédio em Oslo onde todos os moradores se conhecem, dá-se um crime impossível. Harald Olesen é assassinado a tiro na sua sala de estar. A arma não foi encontrada. A divisão estava fechada à chave por dentro, o apartamento vazio. Admirado por todos, Harald era um lendário herói da resistência a Hitler. É difícil imaginar quem terá cometido um crime tão vil. Mais complicado ainda é imaginar como terá sido executado.
O detetive inspetor Kolbjørn Kristiansen (também conhecido como K2) é chamado ao local. À medida que interroga os vizinhos da vítima, K2 começa a desenredar uma teia de mentiras que teme não ter fim. Felizmente, tem uma aliada: Patrícia Borchmann. A jovem está confinada a uma cadeira de rodas mas a sua mente prodigiosa não se detém perante tais limitações. Juntos, são a única esperança de deslindar este enigma aparentemente insolúvel.

Sobre o autor: Hans Olav Lahlum é escritor, historiador, político e jogador de xadrez. Nasceu e vive na Noruega, onde os seus livros policiais protagonizados pelo detetive inspetor Kolbjørn Kristiansen e a precoce Patrícia Borchmann têm vindo a conquistar os leitores e a crítica e lhe valeram comparações com ícones do romance policial clássico como Agatha Christie e Rex Stout. 



sábado, 18 de outubro de 2014

Peter Lovesey - Um Caso de Espíritos [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: A colecção Crime à Hora do Chá da ASA tem-me apresentado autores clássicos de policiais que desconhecia por completo. Associava o policial clássico à afamada Agatha Christie e por intermédio desta colecção, tenho constatado que há uma imensidão de autores, que dentro do género, proporcionam uma boa história. Peter Lovesey é um deles.

Em Um Caso de Espíritos, o cerne da história assenta na vida de um médium e nas suas práticas em casas particulares. Constatei que na época vitoriana, alguma elite intelectual ligada ao romantismo preenchia os seu muito tempo de ócio dedicando-se a conhecer melhor as ciências ocultas e, por conseguinte, a participar em sessões de espiritismo.

Embora não seja grande fã de tramas paranormais que fogem às explicações lógicas, foi com muita curiosidade que folheei as 240 páginas desta história. Posso dizer que a mediunidade constitui apenas o contexto deste caso. Não há explicações paranormais que fundamentem o caso que o Inspector Cribb nos traz na presente obra.

O roubo de uma obra de arte e posteriormente uma morte são os motes da investigação que nos é trazida em Um Caso de Espíritos. Completamente isento de pormenores mórbidos, pormenor que já frisei como um dos meus preferidos na literatura, a presente trama convida ao raciocínio e à capacidade de dedução de forma a descortinar o culpado. Os suspeitos, como é já costume, são vários e todos eles com razões para matar, o que dificulta a percepção do verdadeiro culpado. 

Muito ao estilo de Poirot, o Inspector Cribb é um sujeito bastante inteligente e protagoniza alguns momentos espirituosos juntamente com o guarda Thackeray, podendo o leitor estabelecer um paralelismo entre o par de personagens e a dupla Poirot/Hastings.
No entanto, ainda que certas cenas sejam interessantes, não se conhece muito mais sobre o Inspector Cribb, facto que poderá ser explicado pelo seguinte: Um Caso de Espíritos é o sexto livro protagonizado por este personagem, tendo chegado também ao meu conhecimento que a presente obra terá ganho o Prix Du Roman D’aventures em 1987, pelo que acredito que esta história sobressaia perante as anteriores.

Achei, aliás, como é frequente nos livros do estilo, que a trama se desenvolveu a um ritmo moroso, no caso em apreço, dando a conhecer sobre a sociedade vitoriana e a forma como esta encarava as sessões de espiritismo, tema que considero bastante interessante. Devo referir que as passagens que mais gostei foram precisamente referentes ao desenvolvimento de uma sessão deste tipo. Embora seja céptica em relação ao tema, estas passagens de tão bem desenvolvidas, não deixaram de me fazer sentir alguma inquietação e curiosidade sobre o desfecho da trama. 
Gostei de ver omitida a identidade da vitima na sinopse, tendo constituído a maior surpresa da trama bem como o deslindar do culpado e os fundamentos deste.

Em suma, Um Caso de Espíritos é um livro que, na minha opinião, ainda que seja um policial, é leve e proporciona uma boa e rápida leitura. Gostei do protagonista e fico curiosa em ler mais casos resolvidos por este inspector e pelo fiel ajudante Thackeray.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Peter Lovesey - Um Caso de Espíritos [Divulgação Editorial ASA]


Data de publicação: 21 Outubro 2014

               Titulo Original: A Case of Spirits
               Colecção: Crime à Hora do Chá
               Preço com IVA: 13,90€
               Páginas: 240
               ISBN:  9789892328645   

Sinopse: Na era vitoriana, as sessões espíritas são a grande sensação entre os britânicos. De respeitáveis senhoras da alta sociedade a académicos céticos ou improváveis homens de negócios, ninguém parece resistir a conversar com o Outro Lado. Também a Scotland Yard acaba por participar desta nova moda, ainda que de forma indireta. Quando, após uma sessão em casa da abastada família Probert, desaparece uma obra de arte, o sargento Cribb e o guarda Thackeray são chamados a investigar. Tudo parece simples… até acontecer uma morte. Para complicar a investigação, todos os presentes têm motivos para odiar a vítima. Os dois detetives debatem-se com o excêntrico grupo de suspeitos e uma médium assustadoramente convincente. E à medida que se vão movimentando neste mundo perturbador e obscuro, a verdade parece iludi-los a cada passo.


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Caroline Graham - Morte em Palco [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Apesar dos policiais clássicos não serem os meus favoritos em termos de literatura (pessoalmente gosto mais de livros mais gráficos), devo dizer que estou apaixonada pela colecção Crime à Hora do Chá desde o lançamento do primeiro livro. As capas, todas elas, são lindíssimas e estes livros permitiram-me conhecer autores que nunca ouvido falar pois tenho contemplado autores policiais contemporâneos nas minhas escolhas literárias.
Morte em Palco é o quarto volume, escrito pela autora do meu livro preferido da colecção, Morte na Aldeia. Ainda que tenha gostado do presente livro, este não destronou o antecessor da posição de preferido.

Ressalvo que Morte em Palco é o segundo livro protagonizado pelo inspector chefe Barnaby, o que é de valorizar dado que, actualmente, séries como estas nem sempre são publicadas de forma cronológica. Por isso apraz-me que a ASA tenha publicado este título e congratulo a editora na escolha do mesmo.

A trama começa com os ensaios de uma companhia teatral para a peça Amadeus. A tensão paira no ar: os actores estão a lidar com os seus papéis e as encenações são muito amadoras. O director, Harold Winstanley, comporta-se com a sua habitual prepotência. Harold é talvez assim, a personagem com quem o leitor é imediatamente levado a antipatizar. No outro extremo está Joyce Barnaby (e quem é que não gostou desta personagem em Morte na Aldeia?) que também ensaia na peça.
O elenco do teatro e os ensaios reproduzem aquele ambiente de cidade pequena que acho tão engraçado e onde a intriga e o boato imperam. Um ambiente apelativo para umas personagens curiosos, portanto. As personagens são imensas e valha a apresentação inicial das mesmas logo no início do livro para o leitor não se perder no meio de tantos intervenientes e respectivas tramas.

Em relação à presente obra, constatei que a primeira parte é de um ritmo deveras moroso. Não deixa de ser curioso como o crime ocorre na noite de estreia (logo para terem uma ideia de muitas páginas de ensaio antes do homicídio propriamente dito) e em moldes deveras curioso.
Por abordar temáticas como a homossexualidade e bissexualidade, creio que esta autora tenha estado na vanguarda aquando a publicação não só do seu livro antecessor, como também deste.

Graças a esta colecção, tive oportunidade de conhecer esta autora. Faço votos que Crime à Hora do Chá contemple mais livros da mesma pois esta é a minha favorita dentro da colecção.
Em última análise, embora seja de um ritmo lento, Morte em Palco não deixa de apresentar uma boa história policial da velha escola, onde a dedução e a lógica são soberanas no deslindar do crime. 
Adianto já que o próximo volume de Crime à Hora do Chá está prestes a ser lançado. Ainda não sabiam? Ora espreitem lá aqui.


quarta-feira, 21 de maio de 2014

The Detection Club - Quem Matou O Almirante? [Divulgação Editorial ASA]


Data de publicação: 3 Junho 2014

               Título Original: The Floating Admiral
               Colecção: Crime à Hora do Chá #5
               Preço com IVA: 13,90€
               Páginas: 344
               ISBN: 9789892327495

Sinopse: O inspetor Rudge não se depara com muitos crimes na pacata vila costeira de Whynmouth. Por isso, quando um cadáver é encontrado num barco à deriva, a sua perplexidade é total. Os obstáculos multiplicam-se. 
Torna-se óbvio que o vigário da vila, infeliz dono do barco, não está a contar tudo o que sabe. A sobrinha da vítima desaparece… e até a identidade do próprio morto é posta em causa. Perante tantas pistas contraditórias, o perplexo inspetor começa a questionar o número de pessoas envolvidas no crime extraordinário e, pior, se conseguirá um dia desvendá-lo.

Sobre o autor: O The Detection Club foi formado em 1930 por um grupo de escritores britânicos: Agatha Christie, Dorothy L. Sayers, Ronald Knox, Freeman Wills Crofts, Arthur Morrison, John Rhode, Jessie Rickard, Baroness Emma Orczy, R. Austin Freeman, G.D.H. Cole, Margaret Cole, E.C. Bentley, Henry Wade, e H.C. Bailey. Este clube era presidido por G.K. Chesterton.