Mostrar mensagens com a etiqueta David Lagercrantz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta David Lagercrantz. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de outubro de 2017

David Lagercrantz - O Homem Que Perseguia A Sua Sombra [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: É consensual afirmar que a trilogia Millennium de Stieg Larsson revolucionou a literatura policial nórdica. Todavia, as opiniões divergem no que concerne à continuação da série por David Lagercrantz. Quanto a mim, valorizo que o autor mantenha viva não só a trama, como, principalmente, as personagens. Em especial, uma das mais carismáticas e irreverentes da literatura, Lisbeth Salander, por quem nutro um carinho especial.

Posto isto, e seguindo a linha do livro antecessor, Lisbeth encontra-se numa prisão feminina de alta segurança a cumprir pena.
Gostei de ver a garra da personagem feminina, protagonizando alguns episódios tensos. Não obstante ter-me parecido que, posteriormente, Lisbeth começa a esmorecer. No final do livro, a hacker pareceu-me menos intrépida. Como balanço geral, teria gostado de ver Lisbeth mais activa na trama pois consegui identificar algumas personagens que disputam o protagonismo na trama: Lisbeth, Mikael e duas novas personagens que explicarão devidamente o rumo proposto por Lagercrantz sobre a vida pessoal da protagonista feminina.

Nunca saberemos se seria intenção de Larsson prosseguir com a série Millennium, incidindo em alguns aspectos sobre Salander que nos pareciam, até ver, indecifráveis. Um dos quais, sem dúvida, a tatuagem do dragão cujo significado é desmistificado. 
O outro é sobre a família da protagonista feminina, alicerçado sobre um estudo sobre gémeos bem como a situação relativa a Holger Palmgren, o ex tutor de Lisbeth. 

No entanto, face ao desenvolvimento sobre esta faceta de Lisbeth, tive a percepção de que a parceria entre esta e Mikael poderia ter sido mais explorada. Senti falta da interacção entre estes como a que nos foi outrora apresentada no primeiro volume da série. 
Além disso, creio que o autor poderia ter desenvolvido com mais afinco a situação relativa à personagem Faria Kazi, remetendo-nos para a temática do Islamismo. Creio que esta foi parcamente abordada e teria sido interessante caso tivesse sido mais explorada.

Tirando estes pontos, menos positivos na minha opinião, é um livro que não deixa de ter valor justamente pela continuação do crescimento destas personagens tão carismáticas. O meu maior prazer nesta leitura residiu neste ponto (rever Lisbeth e Mikael), bem como ver desvendados alguns mistérios relativos à hacker. Para mim, esta será sempre uma personagem icónica. 

Notei que O Homem Que Perseguia A Sua Sombra é, até então, o volume com menos páginas. Talvez por isso, dei por mim a terminar a leitura cedo demais. Pessoalmente teria gostado de me deliciar com mais algumas páginas. A sensação de saudade das personagens rapidamente se instalou.  

É um livro interessante, esclarecedor sobre alguns pontos sobre a hacker mas não me deixou rendida como acontecera com os livros anteriores da série. Não obstante, enquanto o autor David Lagercrantz prosseguir com a série, tenciono lê-la com o mesmo interesse. 


 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

David Lagercrantz - O Homem Que Perseguia a Sua Sombra [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 7 Setembro 2017

               Título Original: Mannen som sökte sin skugga
               Preço com IVA: 20,90€ 
               Páginas: 400
               ISBN: 9789722063425

Sinopse: Primeiro procura-se a verdade. Depois vem a vingança. 
Lisbeth Salander cumpre uma curta pena no estabelecimento prisional feminino de Flodberga e faz o possível por evitar qualquer conflito com as outras reclusas, mas ao proteger uma jovem do Bangladesh que ocupa a cela vizinha, é imediatamente desafiada por Benito, a reclusa que domina o bloco B.
Holger Palmgren, o antigo tutor de Lisbeth, visita-a para lhe dizer que recebeu documentos que contêm informações sobre os abusos de que ela foi vítima em criança.
Lisbeth pede ajuda a Mikael Blomvkist e juntos iniciam uma investigação que pode trazer à luz do dia uma das experiências mais terríveis implementadas na Suécia no século XX. Os indícios conduzem-nos a Leo Mannheimer, sócio da corretora de valores Alfred Ӧgren, com quem Lisbeth tem em comum muito mais do que algum deles podia pensar. 
Em O Homem Que Perseguia a Sua Sombra, o quinto volume da série Millennium, David Lagercrantz construiu uma história emocionante sobre abuso de autoridade, e também sobre as sombras da infância de Lisbeth que ainda a perseguem. 
 
Sobre o autor: David Lagercrantz nasceu na Suécia em 1962. É escritor e jornalista e vive em Estocolmo. Depois de ter estudado Filosofia e Religião, licenciou-se em Jornalismo pela Universidade de Gotemburgo. Trabalhou para o diário Expressen como repórter criminal tendo feito a cobertura dos casos mais mediáticos no final dos anos 80 e início dos anos 90 na Suécia.
Publicou várias biografias de personalidades muito conhecidas dos suecos e, em 2011, aquela que foi o seu maior sucesso – I am Zlatan Ibrahimovic – a história do famoso jogador de futebol, nomeada para vários prémios importantes, traduzida em 30 línguas e com milhares de exemplares vendidos. Fez a sua estreia na ficção com The Fall of Man in Wilmslow, uma história baseada na vida do célebre matemático britânico Alan Turing que teve um enorme sucesso internacional. Nos livros de David Lagercrantz encontra-se frequentemente um padrão: grandes talentos que se recusaram a seguir as convenções. Interessam-lhe não só os que se destacam da multidão, mas também a resistência que a sua criatividade inevitavelmente enfrenta. Talvez por isso tenha aceitado a proposta que lhe foi feita em Dezembro de 2013 para escrever o quarto volume da série Millennium criada por Stieg Larsson (1954-2004). Decerto não conseguiu resistir a Lisbeth Salander, uma das personagens mais criativas e irreverentes da literatura contemporânea. 
 
Anteriormente publicado
 

 
 

domingo, 11 de outubro de 2015

David Lagercrantz - A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Provavelmente (quase) todos os seguidores conhecerão a trilogia Millennium de Stieg Larsson e creio ser unânime em afirmar que esta foi das melhores séries escritas.
Daí que quando ouvi que iria sair um novo livro da série pela mão de David Lagercrantz fiquei algo expectante e ao mesmo tempo apreensiva. Estaria este autor ao nível dos três livros antecessores? 

A fasquia era muito alta mas na minha opinião, sim, Lagercrantz não fica aquém de Larsson.
A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha é uma trama complexa e inteligente e acima de tudo (este era, a meu ver, o maior desafio), Lagercrantz conseguiu manter a essência de Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander. E o desafio era particularmente difícil se tivermos em conta a personagem de Salander. Já na recta final e o confronto entre esta e um antagonista recordou-me a força que tem esta personagem que tanto despreza os homens que odeiam as mulheres.

Além disso, na minha opinião, o autor foi bastante audaz na medida em que são explicados em detalhe mais alguns factos sobre o passado de Salander num diálogo entre o jornalista da Millennium e o tutor Holger Palmgren. Factos que, mesmo que não constem dos livros anteriores, são perfeitamente coerentes com o passado complexo da hacker.

O autor faz uma alusão a outras personagens secundárias, como o caso do médico Teleborian, relembrando-me de alguns aspectos sobre a história da trilogia. Confesso que não tinha na memória alguma informação e urge a vontade de reler os livros anteriores.
Ainda que a trama se centre num caso diferente dos antecessores retratados na série, não diria que se possa ler A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha sem a leitura prévia da trilogia. Há um fio condutor sobre as personagens principais dos livros anteriores e que, a meu ver, foi muito bem conseguido. Não me canso de elogiar o autor sobre o quão semelhantes estão Mikael, Lisbeth e até Erika.

Como referi anteriormente, a trama é complexa, ao modo do autor que criou a série juntando a espionagem informática à história de August Balder, um menino autista. Munido de uma capacidade incrível para o desenho e uma destreza nos números, August vai ser alvo de uma perseguição por ter testemunhado um crime. Esta subtrama sensibilizou-me pois a descrição de August, sendo ele autista, está exímia. Além disso, o contexto familiar do menino deixou-me bastante apreensiva.
Embora não esteja familiarizada com os inúmeros termos alusivos ao universo da Informática, foi com bastante interesse que segui a actuação de Lisbeth na conspiração informática abordada nesta trama.

Repleto de acção frenética e inúmeras alusões à área da Matemática (satisfazendo o meu lado mais intelectual), A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha foi uma boa resposta à continuação da série Millennium que poderá ser estendida se o autor assim o desejar. Torço para que isso aconteça! Gostei mesmo muito!


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

David Lagercrantz - A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha [Divulgação Editorial Dom Quixote]


Data de publicação: 29 Setembro 2015 

               Título Original: Det som inte dödar oss 
               Preço com IVA: 21,90€
               Páginas: 512
               ISBN: 9789722058094

Sinopse: Neste thriller carregado de adrenalina, a genial hacker Lisbeth Salander e o jornalista Mikael Blomkvist enfrentam uma nova e perigosa ameaça que os leva mais uma vez a unir as suas forças.Uma noite, Blomkvist recebe um telefonema de uma fonte confiável declarando ter informação vital para os Estados Unidos. A fonte tinha estado em contacto com uma jovem mulher, uma super-hacker que se parecia com alguém que Blomkvit conhecia bem de mais. As consequências são surpreendentes. Blomkvist, a precisar urgentemente de um furo jornalístico para a Millennium, pede ajuda a Lisbeth, que, como habitualmente, tem a sua agenda própria. Em "A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha", o duo que fez vibrar 80 milhões de leitores com "Os Homens Que Odeiam as Mulheres", "A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo" e "A Rainha no Palácio das Correntes de Ar" encontra-se de novo num actual e extraordinário thriller.

Sobre o autor: David Lagercrantz nasceu na Suécia em 1962. É escritor e jornalista e vive em Estocolmo. Depois de ter estudado Filosofia e Religião, licenciou-se em Jornalismo pela Universidade de Gotemburgo. Trabalhou para o diário Expressen como repórter criminal tendo feito a cobertura dos casos mais mediáticos no final dos anos 80 e início dos anos 90 na Suécia.
Publicou várias biografias de personalidades muito conhecidas dos suecos e, em 2011, aquela que foi o seu maior sucesso – I am Zlatan Ibrahimovic – a história do famoso jogador de futebol, nomeada para vários prémios importantes, traduzida em 30 línguas e com milhares de exemplares vendidos. Fez a sua estreia na ficção com The Fall of Man in Wilmslow, uma história baseada na vida do célebre matemático britânico Alan Turing que teve um enorme sucesso internacional. Nos livros de David Lagercrantz encontra-se frequentemente um padrão: grandes talentos que se recusaram a seguir as convenções. Interessam-lhe não só os que se destacam da multidão, mas também a resistência que a sua criatividade inevitavelmente enfrenta. Talvez por isso tenha aceitado a proposta que lhe foi feita em Dezembro de 2013 para escrever o quarto volume da série Millennium criada por Stieg Larsson (1954-2004). Decerto não conseguiu resistir a Lisbeth Salander, uma das personagens mais criativas e irreverentes da literatura contemporânea.