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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Delphine de Vigan - A Partir de Uma História Verdadeira [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: O livro foi publicado em Maio mas passou-me completamente ao lado. A capa não me deixava avistar que estava perante um thriller psicológico alicerçado sobre a obsessão. A trama, essa, é muito ao jeito do afamado Misery de Stephen King. Aliás, na obra encontramos alguns menções ao autor, em jeito talvez de tornar mais aterradora a situação da narradora, uma escritora chamada Delphine, dando a sensação de um registo autobiográfico.

De acordo com a autora, há uma fã que tenta a todo o custo, tornar-se íntima de Delphine. O que de inicio aparenta ser uma situação comum, rapidamente se torna assombrosa a presença de L. na vida da autora. Para mim, o elemento mais desconcertante reside neste facto: na dúvida se esta situação terá ou não derivada de uma situação verídica. Pois na minha opinião, a história é contada de uma forma tão convincente que acreditei que tal situação terá de facto acontecido a Delphine.

O ponto menos forte da trama é a forma como alia uma série de clichés. Fez-me lembrar, várias vezes, a obra de King já referida, não obstante na minha opinião, esta história ser contada de uma forma mais refinada. Apesar da semelhança entre as histórias, foi inevitável a forma como fui sugada para a trama de Delphine pois se há tema que me fascina ver retratado em literatura ou cinema é a obsessão e a maneira como esta conduz as pessoas a agir de forma repreensível. 
E de facto a amizade com contornos tóxicos entre a escritora e L. dá que pensar no quão temível pode ser um relacionamento. Até ao final fiquei na expectativa sobre quais seriam os limites das acções de L., surpreendendo pelos requintes de malvadez gradualmente revelados. E a dúvida persiste: esta situação terá, de facto, acontecido mesmo? 

Sendo Delphine uma autora conceituada em França, apraz-me muito que tenha sido retratado o universo dos escritores e livros. A minha percepção é que contactei directamente com um escritor e acompanhei os seus dilemas sentidos após a publicação de um bestseller e a pressão associada em escrever uma obra similar. 
Já a caracterização de L., a suposta antagonista da história, deixa uma sensação constante de dubiedade. Por mais que tentasse prever, não conseguia visualizar os limites de L.. Daí a trama me ter impressionado e até chocado uma série de vezes. Não só pela maldade dessimulada da personagem que contrastava claramente com a inocência e a boa fé de Delphine que acreditou, até tardiamente, na boa influência de L. na sua vida.

Creio que falei um pouco demais sobre a minha percepção do livro mas não faria sentido não explicitar a montanha russa de sensações que este livro desperta no leitor. Não obstante, e volto a frisar, ser semelhante à obra Misery de Stephen King e, consequentemente, não ser uma obra original. Certo é que me envolveu por completo no desenvolvimento de uma relação de amizade tóxica de consequências aterradoras. 
Muito bom!


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Roman Polanski adapta ao cinema «A Partir de Uma História Verdadeira», de Delphine de Vigan

O realizador Roman Polanski vai adaptar ao cinema o mais recente romance da escritora francesa — e também realizadora — Delphine de Vigan, A Partir de Uma História Verdadeira, publicado em Portugal pela Quetzal Editores, em maio de 2016. Olivier Assayas será o argumentista e estima-se que o filme chegue às salas de cinema em 2018. 

Esta não é a primeira obra de Delphine de Vigan a ser adaptada ao grande ecrã. Obras anteriores como No et Moi ou À Coup Sûr são exemplo disso. 

A Partir de Uma História Verdadeira conta a inquietante história – que se suspeita que seja autobiográfica – da luta de uma escritora em começar um novo livro e a relação perigosa que mantém com uma fã obcecada. 

“Sim L. entrou na minha vida e perturbou-a profunda, lenta, segura e insidiosamente. L. entrou na minha vida como num palco de teatro, a meio da representação, como se um encenador se tivesse esforçado por esbater tudo à sua volta para lhe dar destaque, como se L. fosse planeada para revelar a sua importância, para que naquele preciso momento o espectador e as outras personagens presentes na cena (eu, neste caso) só tivessem olhos para ela, para que tudo, à nossa volta, ficasse em suspenso, e que a voz dela se ouvisse no fundo da sala, enfim para que ela pudesse sobressair.» 

A Partir de Uma História Verdadeira foi galardoado com os prémios Renaudot 2015 e Goncourt des Lycéens 2015 e encontra-se disponível para compra nas livrarias portuguesas bem como online.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Delphine de Vigan - A Partir de Uma História Verdadeira [Divulgação Quetzal]


Data de publicação: Maio 2016
  
               Título Original: D'après une histoire vraie
               Preço com IVA: 18,80
               Páginas: 400
               ISBN: 9789897222993 

Sinopse: A história é contada na primeira pessoa, com Delphine, a narradora, como uma das duas personagens. Todos os nomes são de pessoas reais: o da autora/narradora, o dos filhos, do namorado… A história é aparentemente autobiográfica e, no entanto, torna-se a certa altura um jogo de espelhos, em que é difícil discernir entre realidade e ficção. Nada previsível, cheio de surpresas, com um suspense crescente (chega a ser atemorizante), mantém o leitor literalmente agarrado até ao fim(*). Delphine crê que a sua incapacidade de escrever terá coincidido com a entrada de L. na sua vida. L. é a mulher perfeita que Delphine gostaria de ser: muito bonita, impecavelmente cuidada, de uma grande sofisticação e inteligência. L. está também ligada à escrita - é escritora-fantasma. L. insinua-se lenta mas inexoravelmente na vida de Delphine: lê-lhe os pensamentos, adivinha-lhe os desejos e necessidades, termina-lhe as frases, torna-se totalmente indispensável - é a amiga ideal. Mas, aos poucos, sabemos que ela conseguiu isolar Delphine (afastando toda a gente), que lhe lê os diários, a correspondência, que se faz passar por ela! E quer demover Delphine de escrever o livro que esta está a preparar, obrigando-a a escrever a obra que ela (L.) quer: Introduz-se, assim, na vida da amiga de forma insidiosa, permanente, por fim violenta, controlando tudo. É aqui que há um volte-face na intriga - até aí muito perto do real - e uma possibilidade autobiográfica. O fim é maravilhosamente surpreendente. O seu livro anterior, Rien ne s’oppose à la nuit, em que conta a história da mãe, vendeu cerca de um milhão de exemplares em França e teve vendas na casa das dezenas de milhares em Espanha. 

Sobre a autora: Vive em Paris. Aplaudida pela crítica e consagrada pelo grande público, é autora de vários romances, entre os quais Nô e Eu, que venceu o Prémio dos Livreiros em 2008. Traduzido em mais de 25 países e adaptado ao cinema em 2010, ultrapassou, só em França, a marca dos 750 000 exemplares, sendo um dos romances mais lidos dos últimos anos. Com Rien ne s’oppose à la nuit, o seu último livro, Delphine de Vigan conquistou o prestigiado Prémio Romance Fnac, em 2011. Nô e Eu é o seu primeiro livro traduzido em Portugal.