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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Lauren DeStefano - Raptada [Opinião]


Sinopse: Graças à ciência moderna, todos os recém-nascidos são bombas-relógio genéticas - os homens só vivem até aos vinte e cinco anos e as mulheres até aos vinte. Neste cenário desolador, as raparigas são raptadas e forçadas a casamentos polígamos para que a raça humana não desapareça. Levada pelos Colectores para se casar à força, Rhine Ellery, uma rapariga de dezasseis anos entra num mundo de riqueza e privilégio. Apesar do amor genuíno do marido Linden e da amizade relativa das suas irmãs-esposas, Rhine só pensa numa coisa: fugir, encontrar o irmão gémeo e voltar para casa.
Mas a liberdade não é o único problema. O excêntrico pai de Linden está decidido a encontrar um antídoto para o vírus genético que está prestes a levar-lhe o filho e usa cadáveres nas suas experiências. Com a ajuda de um criado, Gabriel, pelo qual se sente perigosamente atraída, Rhine tenta fugir no limitado tempo que lhe resta.

Opinião: Já revelei aqui no blogue que ando rendida às distopias. Já não lia nada do género há algum tempo e o recente lançamento do último livro desta saga intitulada O Jardim Químico, foi impulsionador para que enveredasse por esta leitura.

Confesso que me fez alguma confusão o conceito motriz destes livros e que se baseia numa esperança média de vida muito diminuta comparativamente aos dias de hoje. Pessoalmente, relaciono a longevidade com o avanço da tecnologia e parto do princípio que esta será mais longa no futuro e não o contrário. Mas claro, as distopias funcionam quase sempre no worst case scenario...

Um outro conceito que estranhei foi a poligamia. Em primeira análise, a sociedade que nos é retratada em Raptada não difere da sociedade egípcia em que o faraó tinha uma série de esposas, relacionando-se todos de uma forma harmoniosa. Senti-me como se tivesse regredido cinco ou seis mil anos atrás, embora o ambiente seja complementado com muitos elementos futuristas. Muitas das uniões são involuntárias e o caso mais flagrante é o da protagonista Rhine, que foi raptada para se poder casar com um governador. A sociedade não é mais do que dois estratos, os ricos e os pobres. Os ricos que nos dão a conhecer neste primeiro volume, estão isolados durante praticamente a narrativa toda, embora haja uma percepção sólida de como funciona esta sociedade aos olhos de Lauren DeStefano.

Um outro factor que me agradou particularmente foi a forma como esta história se centra na protagonista. Bem, diria que a trama se foca maioritariamente na união Cecily/Jenna/Rhine/Linden e eventualmente no governador Vaughn e serventia da mansão. Normalmente no género distópico, toda uma sociedade contrastante com a dos dias de hoje é acentuada e tem igual importância que um casal protagonista. Na presente obra, porém, não creio que isso aconteça.

Todos os acontecimentos de uma vida são experienciados numa fase muito precoce. Falo sobretudo do casamento e da maternidade. E tal facto acontece porque a esperança média de vida é bastante curta sendo de vinte anos para a mulher e vinte e cinco para o homem. Gostei do ambiente onde a história se insere, dotado de requintes decorativos dentro da mansão. Fora da mesma, os elementos arquitectónicos futuristas adequam-se à história.

Agora que findei a leitura, creio que estas abordagens fora do comum foram determinantes por ter gostado desta leitura. Além disso esta distopia, a meu ver, abarca uma série de subgéneros. Ora apresenta um súbtil mistério, tem imensa acção e até um romance, apelando a uma reflexão sobre esta sociedade. 
Tendo já os dois outros volumes na estante, sinto-me algo expectante em iniciar a leitura das mesmas.


sábado, 21 de junho de 2014

Justin Cronin - A Passagem Vol.1 [Opinião]


Sinopse: A Passagem é o primeiro livro de uma grandiosa epopeia pós-apocalíptica. Uma experiência científica a que o exército dos Estados Unidos submete vários homens e uma menina, para os tornar invencíveis, resulta numa catástrofe cujos efeitos têm consequências inimagináveis. Os homens submetidos àquela experiência tornam-se detentores de extraordinários poderes, mas são monstros assassinos sedentos de sangue. Neste primeiro volume do livro acompanhamos a sangrenta destruição que se segue à invasão dos mutantes, bem como a penosa reorganização dos sobreviventes em pequenas comunidades precárias, onde a gestão dos escassos recursos é uma prioridade. Neste cenário de devastação instala-se uma dinâmica que vai modificando as personagens e as relações que se estabelecem entre elas.

Opinião: Talvez deva começar por explicar que a compra deste livro foi completamente inesperada. Já ouvira testemunhos sobre quão forte é esta obra e numa ocasião em que me esqueci completamente do meu livro em casa (e eu não passo uma viagem para o trabalho sem a fiel companhia da leitura), decidi adquirir A Passagem. A sinopse deixa antever que a presente história se debruça sobre vampiros após uma manipulação de um vírus. Pessoalmente esta abordagem sobre estes seres é a que mais gosto (já tive oportunidade de ler A Estirpe de Guillermo del Toro e Chuck Hogan, cujos moldes se assemelham ao presente livro e foi das obras com vampiros que mais gostei). Pois na minha opinião, estes são seres maléficos e sedentos de sangue que não se coíbem de ceifar vidas humanas para se alimentarem. 

A estrutura do livro é muito dinâmica: ora alterna entre a narrativa propriamente dita ora entre os planos de contingência do Estado Americano ou registos do diário de uma testemunha do apocalipse. A meu ver, estas duas últimas formas conferem um efeito de realismo bastante acentuado à trama. Apesar de estar dividido em cinco partes, há claramente dois momentos distintos na narrativa: as circunstâncias actuais que antecedem e originam o apocalípse e o período que sucede este acontecimento, mostrando uma sociedade que se rege essencialmente através do instinto de sobrevivência. Aponto que este factor é para mim, o mais cativante no género distópico. Cada autor tem uma leitura diferente sobre o apocalipse e o modo como se organiza a sociedade difere de acordo com as circunstâncias instigadas pelo fenómeno.

As primeiras páginas prenderam-me imediatamente à narrativa pois apesar de toda uma descrição sobre as personagens há um certo clima tenso. Ao longo da leitura tive a sensação de que "algo muito errado vai acontecer". Além disso, fiquei muito sensibilizada com a história da menina, Amy, que tão nova e passou por provações tão complicadas. As personagens são descritas com grande profundidade e todas elas munidas de dramas pessoais, independentemente do papel que estas desempenham na trama.
Adorei a pequena Amy, pelo que já explanei anteriormente embora não tenha ficado indiferente à personagem de Brad Wolgast e ao aparente "vilão" Anthony Carter. Identifiquei-me com estas personagens e mexeram comigo por apresentarem histórias de vida tão atribuladas. Reconheço que inicialmente estava impaciente, queria apenas ler sobre o apocalipse quando fui absorvida por estas personagens espectaculares. Dava por mim a interessar-me cada vez por elas, sabendo que uma catástrofe seria iminente. 
Posteriormente, numa fase mais avançada do livro, são desenvolvidas outras personagens nos mesmos moldes. Não senti grande empatia com estas, confesso, ainda que reconheça características interessantes devidas ao árduo ambiente onde vivem. Talvez tenha tido esta percepção pois ligara-me muito à personagem de Brad e sinceramente senti a sua falta. Afinal de contas, a relação que este desenvolvera com a menina foi tão forte e repleta de ternura, brotando os instintos mais bonitos que o ser humano pode revelar. E a meu ver, uma verdadeira antítese pois um cenário pós apocalíptico não oferece margem para tais sentimentos. 
Já para não falar de Amy, embora esta acabe por ser a força motriz, participando na totalidade do livro.

O mundo criado por Cronin não difere muito do cenário que conhecia de The Walking Dead, diferindo apenas nos seres, que neste caso são os virais, um termo usado para as criaturas sedentas de sangue. Embora Cronin tenha intensificado o efeito paranormal através da personagem Amy que participa em toda a narrativa ainda que futurista, ocorrendo uma centena de anos após o apocalipse.
A Passagem é um livro muito gráfico e o autor não se poupa nos pormenores dos ataques dos vampiros que são verdadeiramente impressionantes.

Fica a curiosidade: em livro algum vi a expressão de admiração "Fisga-se". Até ler o presente livro. E como os momentos de surpresa em A Pssagem surgem em catadupa, vi esta expressão inúmeras vezes. Este livro poderá muito bem dirigir-se para um público mais jovem, desadequando-se assim o uso de uma linguagem escatológica, daí que compreendo ser-se usado este invulgar termo.
Aponto como defeito o facto deste livro ter sido dividido em dois. Os livros publicados pela Editorial Presença encontram-se em papel reciclado e são leves, pelo que não me importaria de andar sempre com o livro mesmo que este tivesse mais umas quantas páginas.
Felizmente na Hora H da Feira do Livro de Lisboa comprei o segundo volume a um preço bastante simpático, o qual tenciono ler o mais breve possível.

A Passagem é um excelente distopia com nuances de terror que me manteve em suspense no decorrer da sua leitura. Visto que a escrita do terceiro livro da trilogia ainda está em curso, o primeiro volume da Passagem será decididamente um livro que mais tarde irei reler (embora sinta que o poder da história foi tal, que a tornou inesquecível) a fim de saborear conveniente a trilogia num só trago. Gostei mesmo muito!

Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui
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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Veronica Roth - Convergente [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Terminei a trilogia Divergente de Veronica Roth e fico com um gosto agridoce. Se por um lado ansiava em ler o final da série, por outro vou ter saudades desta sociedade dividida em facções. Confesso que inicialmente estabeleci algumas comparações com outras distopias que li, no entanto, esta série evoluiu para algo de muito diferente, com muitas revelações e surpresas. 

Antes de começar a leitura de Convergente, devo dizer que tive o prazer de ver a adaptação cinematográfica do primeiro livro. E gostei imenso. Além de ter considerado muito fiel à obra, é daqueles filmes que estão tão bons quanto o próprio livro. E note-se que, geralmente, considero o livro bem melhor do que as adaptações em filme.

Antes de mais, o título: Convergente. Não se relaciona com o título original, Allegiant. É uma palavra que penso não ter tradução, contudo, no decorrer desta leitura apercebi-me que a história converge, de facto, para um propósito.

Achei curioso a forma como está escrito Convergente, distanciando-se dos outros livros antecessores. A narrativa alterna entre o ponto de vista de Tris e o de Tobias, e pela primeira vez, o leitor atenta as observações do personagem masculino que tem tanto destaque quanto Tris. E penso que este prisma de narração acaba com qualquer expectativa sobre a mesma série reescrita pelo protagonista masculino, como já ouvi falar noutras trilogias.
Constatei que este volume é algo mais moroso mas também, a meu ver, mais fascinante. Isto porque se debruça sobre uma área que aprecio: a engenharia genética, e como tal a autora despende algum tempo em formulações da genética para explicar os carácteres das facções e em especial, dos divergentes. 
Continua a haver mortes, um ingrediente que, como podem depreender, é do meu agrado.

Outro ingrediente que gostei, e já referi anteriormente, é a relação de Tris com Tobias. Por isso, não me vou alongar sobre considerações sobre os actos das personagens e as consequências que acarretam para a relação. Mas gostei de conhecer a personagem Nita e como ela poderia ser uma ameaça no relacionamento.

Visto que Convergente é o livro final, são explicados muitas das pontas soltas que foram sendo deixadas em Divergente e Insurgente. É o culminar de muitas situações, associando algumas situações que não esperava de todo. O que, curiosamente, não ocorreu com o desfecho. Esse controverso desfecho. Confesso que não me chocou e até já tinha equacionado tal final. Apraz-me congratular a audácia da autora por ter enveredado por esta história pois é certo que poderia ter levado outro rumo que desencadeasse outras reacções por parte dos leitores. 

Em suma, finda a leitura esta trilogia, fez-me perceber a razão porque me fascina tanto o género da distopia. Para constatar o pior cenário para manter uma ordem no mundo que é, como temos constatado ao longo da História, por vezes utópica. Uma trilogia que reúne ingredientes tão fascinantes como a intriga, acção, o instinto de sobrevivência e acima de tudo, como em cenários tão caóticos e consequente, propícios à desconfiança pode ocorrer uma história de amor.
Apesar de rotulado como juvenil, é uma trilogia que acredito ser apreciada por um público adulto. E por último, uma série que, futuramente, considero reler.


sexta-feira, 28 de março de 2014

Veronica Roth - Insurgente [Opinião]


Sinopse: A tua escolha pode transformar-te - ou destruir-te. Mas qualquer escolha implica consequências, e à medida que as várias fações começam a insurgir-se, Tris Prior precisa de continuar a lutar pelos que ama - e por ela própria.
O dia da iniciação de Tris devia ter sido marcado pela celebração com a fação escolhida. No entanto, o dia termina da pior forma possível. À medida que o conflito entre as diferentes fações e as ideologias de cada uma se agita, a guerra parece ser inevitável. Escolher é cada vez mais incontornável... e fatal.
Transformada pelas próprias decisões mas ainda assombrada pela dor e pela culpa, Tris terá de aceitar em pleno o seu estatuto de Divergente, mesmo que não compreenda completamente o que poderá vir a perder.
A muito esperada continuação da saga Divergente volta a impressionar os fãs, com um enredo pleno de reviravoltas, romance e desilusões amorosas, e uma maravilhosa reflexão sobre a natureza humana.

Opinião: Após ter lido Divergente fiquei curiosa com esta trilogia distópica. Insurgente é o segundo volume e li-o tão avidamente quanto o primeiro. Aquando li Divergente, não consegui deixar de estabelecer comparações com a afamada trilogia Jogos de Fome, sensação que desvaneceu neste segundo volume. Ainda que não tenha lido muitas distopias, que achei este livro extremamente original.

O leitor não perde pitada da acção pois Insurgente inicia-se no preciso momento em que termina o livro antecessor. Este tinha deixado muitas questões em aberto, e terminado Insurgente, continuo com a mesma sensação. Fico ainda mais curiosa com a leitura do livro que encerra esta trilogia, Convergente, publicado na semana passada em Portugal.

Se Divergente funcionou como uma apresentação sobre as facções e suas ideologias, em Insurgente são reveladas as verdadeiras motivações das mesmas e o leitor apercebe-se que é iminente um conflito politico-ideológico. E a trama basicamente oscila muito entre algumas revelações desencadeando conflitos e traições, imperando um poderoso sentimento de sobrevivência. 

Não tenho a adiantar muito mais das personagens, que são familiares pois o leitor esteve em contacto com as mesmas no livro antecessor. Se outrora achei que Beatrice ou Tris era a protagonista, agora considero Tobias ou Quatro, tão importante quanto a personagem feminina. 
Houve alturas em que as atitudes de Tris mexeram comigo e algumas decisões suas não achei consistentes. Tal facto contribuiu para um maior dramatismo por parte de Tris. E isso foi tão intenso que, finda a leitura, acho que passei a gostar mais da personagem. E há que pensar que atitudes contraditórias reforçam o ser Divergente, que é afinal de contas, a essência da personagem feminina. 
Gostei de ver o aprofundamento da sua relação com Tobias. 

Com este volume, verifica-se novamente que a realidade distópica concebida por Roth é extremamente imprevisível. Além disso bastante sólida. Apesar da trilogia ter como publico alvo o juvenil, creio que os adultos também são fãs. Até porque Insurgente promete capítulos muitos intensos, pautados por muitas tragédias e mortes. Bem, para quem adora estes ingredientes, como eu, este é o livro indicado! Não hesito em começar Convergente já, já!

Para quem aprecia este género, não deixo de recomendar a leitura desta trilogia. Curiosa que sou, irei no próximo dia 1 à ante-estreia do filme baseado em Divergente. Por falar no primeiro livro da saga, este foi reeditado com a capa alusiva ao filme:

E por falar no filme. Se ainda não viram, convido-vos a espreitar o trailer e ficarem tão curiosos quanto eu:


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quarta-feira, 12 de março de 2014

Veronica Roth - Convergente [Divulgação Editorial Porto Editora]


Data de publicação: 21 Março 2014

               Titulo Original: Allegiant
               Tradução: Alcinda Martinho
               Preço com IVA: 15,50€
               Páginas: 416

Nunca a data de publicação de um livro motivou tantos leitores a contactarem a Porto Editora. Finalmente, é oficial: Convergente, o último livro da trilogia Divergente, de Veronica Roth, é publicado em Portugal a 21 de março. 
Este livro sucede a Divergente e Insurgente, obras que garantiram a uma muito jovem autora (tinha 23 anos aquando da publicação do primeiro livro) um sucesso à escala global e muitos fãs em Portugal. 

As aventuras desta saga desenrolam-se em cenário futurista, verosímil e sem figuras sobrenaturais. Figuraram em várias listas de melhores do ano – Amazon, Publishers Weekly, Goodreads, Barnes & Nobles – e chegaram a número um do top do The New York Times. 
Convergente chega às livrarias poucos dias antes de estrear nos cinemas portugueses, a 3 de abril, o filme Divergente, produzido pela Summit Entertainment/Lionsgate, estúdio conhecido pela saga Crepúsculo.

Sinopse: A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída – dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. 
Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas. Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama. Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor. Convergente encerra de forma poderosa a série que cativou milhões de leitores, revelando os segredos do universo Divergente.

Sobre o autor: Veronica Roth estudou Escrita Criativa na Northwestern University. Nos seus tempos de faculdade, preferiu dedicar-se a escrever o que viria a ser a sua primeira obra, Divergente, e deixar de lado os trabalhos de casa – uma escolha que acabou por transformar totalmente a sua vida. 
Veronica Roth foi considerada a melhor autora pelo GoodReads Choice Awards em 2012. Divergente foi eleito o melhor livro de 2011 e Insurgente o melhor livro de fantasia para jovens-adultos em 2012, pela mesma entidade, a única cujas distinções são atribuídas exclusivamente pelos leitores.

Anteriormente publicados
OPINIÃO












terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Marie Lu - Legend [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Rendida às distopias, foi com grande entusiasmo que aguardei pela publicação de Legend, um livro para os fãs d´Os Jogos da Fome. Um livro que, finda a leitura, superou as minhas expectativas. 
Ao contrário de certas distopias em que durante a sua leitura era inevitável tecer semelhanças com o afamado Jogos de Fome, em Legend posso já garantir que o mesmo não acontece. À medida que percorria as páginas de Legend afigurou-se-me sim, uma semelhança com a bela história de amor Romeu e Julieta, embora passado em cenário futurista.  
O que dificulta o romance entre Day e June são as diferenças sociais, sendo que June pertence a uma classe mais alta. Day é o criminoso mais procurado na República.

Apesar das diferenças vertiginosas das duas personagens, é certo que o leitor facilmente nutre empatia por ambas. Legend é narrado sob a perspectiva das duas personagens, em capítulos curtos, mantendo o leitor informado sob os dois (diferentes) pontos de vista.
Uma outra particularidade do género é a forma como a distopia expõe as vulnerabilidades do sistema social e o mais desprotegido. Em Legend, a autora debruça-se de igual forma sobre ambas as personagens. Um outro ponto forte reside precisamente na concepção das mesmas. A autora soube diferenciar os seus carácteres praticamente antagónicos bem como as suas percepções perante a realidade. Day é um criminoso que luta pela sociedade renegada. Representa uma parte muito humanitária, contrastando com a personalidade de June, inicialmente autoritária, característica mais usual na prática militar. 
Embora com características tão díspares, juntos têm uma química, facilmente transponível para o leitor.

Em linhas gerais, a concepção da sociedade distópica em Los Angeles tem alicerces sobre uma organização diferente: as pessoas vivem na República que corresponde à actual Costa Leste dos EUA. São explorados os extremos da sociedade: as pessoas em que vivem nos bairros tipo favelas, em situação de grande pobreza e expostos a pestes ou as pessoas que usufruem de melhor qualidade de vida, servindo serviço militar à República. O alcance de uma melhor condição de vida é feito através de um exame escrito, como se faz na faculdade. 

Este é um romance que contempla poucas personagens, o que permite um elevado nível de detalhe em torno de Day e June. Além disso, o enredo é relativamente linear e previsível. 
Ainda assim gostei muito. Na minha opinião, esta história proporcionará um excelente momento de leitura. Mistura uma história de amor quase proibida, com muita acção e uns laivos de thriller, não deixando de contemplar uma lição sobre vingança.
Finda a leitura chego à conclusão que poderia haver uma continuação. Espero que assim seja, este livro deixou-me a desejar por mais!


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Marie Lu - Legend [Divulgação Editorial 1001 Mundos]


Data de publicação: 4 Fevereiro 2014

               Titulo Original: Legend
               Preço com IVA: 16,90€
               Páginas: 296
               ISBN: 9789892325415

Sinopse: Outrora conhecida como a costa ocidental dos Estados Unidos, a República é agora uma nação em guerra permanente com as vizinhas, as Colónias. Nascida numa família de elite num dos distritos mais abastados da República, June, aos quinze anos, é um prodígio militar. Obediente, entusiasmada e dedicada ao seu país, está a ser aperfeiçoada para fazer parte dos círculos mais elevados da República. 
Nascido num dos bairros de lata do Setor Lake da República, Day, também com quinze anos, é o criminoso mais procurado da República. Mas talvez os seus motivos não sejam tão maliciosos quanto parecem. Pertencendo a mundos muito diferentes, não há motivo algum para que os caminhos de June e Day se cruzem - até ao dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado, e Day se torna o principal suspeito. 
Agora, apanhado no derradeiro jogo do gato e do rato, Day corre pela sobrevivência da sua família, enquanto June tenta desesperadamente vingar a morte do irmão. Contudo, numa reviravolta chocante, os dois descobrem a verdade daquilo que verdadeiramente os levou a encontrarem-se, e a que ponto a nação de ambos está disposta a chegar para manter os seus segredos. Repleto de ação imparável, suspense e romance, o fascinante primeiro romance de Marie Lu irá certamente comover e arrebatar os leitores.
 

domingo, 19 de janeiro de 2014

Robison Wells - A Floresta Mecânica [Opinião]


Sinopse: Benson Fisher pensou que uma bolsa para frequentar a Academia Maxfield seria o seu passaporte para uma vida com futuro. Estava enganado. Agora, vive num colégio cercado por uma vedação de arame farpado. Um colégio onde câmaras de vigilância monitorizam todos os seus movimentos. Onde não há adultos. Onde os alunos se dividiram em grupos para sobreviver. Onde a punição por violar as regras é a morte. Mas, quando descobre, por acidente, o verdadeiro segredo do colégio, Benson percebe que cumprir as regras poderá trazer-lhe um destino pior do que a morte, e que a fuga - a sua única esperança de sobrevivência - talvez seja uma missão impossível.

Opinião: Estou rendida ao género da Distopia! Foi com um livro da Planeta que me tornei fã (falo de Destinos Interrompidos de Lissa Price) e este livro veio a confirmar que o Fantástico é um género literário a ter em conta.
A Floresta Mecânica é uma história pouco realista, diria até com contornos de sci-fi, que me prendeu desde a primeira página. Finda a leitura, tenho pena de não estar publicado o segundo volume desta trilogia, Variant, pois a presente obra termina abruptamente, apontando para o desenvolvimento da história em livros posteriores.
A capa, na minha opinião, é sombria e ao mesmo tempo deslumbrante. Para mim, supera a capa original do livro!

O cenário d´A Floresta Mecância cinge-se à escola que funciona nos moldes do Big Brother. A escola é envolvida por uma densa floresta que encerra vários mistérios, desmotivando os alunos de fugir da academia. Estes, constantemente monitorizados, dispensam do supervisionamento por parte dos adultos, subdividindo-se em grupos com atribuição específica de tarefas. Acaba por ser assim, uma sociedade pouco volátil, que se rege pela pressão e medo, funcionando à base de recompensas e punições. Portanto, uma escola que prescinde de adultos, tem obrigatoriamente como personagens, jovens. Embora não seja completamente original uma sociedade distópica que se divide em grupos consoante as tarefas, penso que o elemento mais cativante é sem dúvida o ambiente restrito e quase claustrofóbico que se faz sentir. 

Um conceito bastante interessante com os quais os estudantes se irão identificar. Este é claramente um livro juvenil, de fácil e rápida leitura dados os acontecimentos inesperados que ocorrem na Academia. Considero-o isento de violência gráfica, o que não implica que hajam algumas mortes, presumidamente homícidios.

Gostei da personagem principal Benson, um rapaz de 17 anos que já estivera noutros colégios e não consegue integrar-se na Academia Maxfield. Wells mantém a forma como a história é narrada, similar a outras distopias, e fá-lo na primeira pessoa, através de Benson. Como já tive oportunidade de afirmar anteriormente, é a melhor forma de "puxar" o leitor para a história, e no caso específico das distopias, resulta melhor ainda, uma vez que se trata de uma realidade criada pelo autor e que o leitor desconhece por completo.
Assim que Benson descobre o segredo por detrás de Maxfield, ele fez alguns inimigos e pouquíssimos aliados. E assim surge o conselho que ilustra a capa: Não confie em ninguém. Benson cresceu sem família e foi adoptado diversas vezes, daí que esteja habituado a estar sozinho. E Wells recriou na perfeição um sentimento de verdadeiro isolamento em Benson e o terror de ficar sozinho.
Benson e Jane afunilam a sua relação e tudo indica que esta converge para o romance. No entanto, e para mim foi a principal surpresa, como esta caiu por terra.

Fiquei muito agradada por saber que Robison Wells é na realidade, irmão de Dan Wells, o autor da trilogia protagonizada pelo jovem psicopata John Cleaver. Lembram-se dele? Histórias completamente diferentes mas com um aspecto em comum: o talento e a extraordinária capacidade de recriarem personagens e ambientes diferentes no género do Fantástico (ora Dan relaciona-se mais com o sobrenatural e Robison com a distopia).

Imprevisível, com muita acção e extremamente enigmático, A Floresta Mecânica foi uma distopia que me deixou rendida, uma vez mais. Anseio por ler mais obras do género e em particular, a restante trilogia Variant. Fiquei fã!

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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Veronica Roth - Divergente [Opinião]


Sinopse: Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco fações, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família... e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos, inclusive a própria jovem.
Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se enamora por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo, que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama... ou acabar por destruí-la

Opinião: Devido à minha recente curiosidade pelo género do Fantástico, mais concretamente as distopias, aquele que é o blogue que sigo para me inteirar mais sobre o género, fez-me uma surpresa. A Sofia Teixeira do blogue Morrighan ofereceu-me este livro, já há uns meses, e deixei-o para agora que estava mais cansada dos meus policiais. Foi uma excelente leitura! Ainda sou muito verdinha neste tipo de literatura mas tenho vindo a fascinar-me a cada dia que passa e já tenho mais alguns na estante para ler mais tarde.

Divergente é um livro mais juvenil, de rápida leitura. Assim, não tive reservas em recomendar este livro aos meus alunos na escola.
Mesmo não tendo lido a célebre trilogia de Suzanne Collins, tendo apenas visto as adaptações cinematográficas, atrevo-me a dizer que Divergente é algo semelhante aos Jogos de Fome, que tenciono ler em breve.
Aparentemente as distopias (não que tenha grande experiência, apenas li Destinos Interrompidos), apresentam na sua essência graves regras de subsistência numa sociedade futurista, focando-se essencialmente na sobrevivência. Divergente não foge à regra.
Em particular no presente livro, existe um conceito interessante: desde cedo que os jovens têm que definir a sua principal característica, e assim inserirem-se numa das cinco facções. Percebe-se o porquê do nome Divergente, uma ideia que acaba por ser coerente com a própria adolescência. O que a mim me pareceu ser uma medida arrojada foi a forma algo tão simples como a decisão de facção pode significar um afastamento da família, praticamente total.

A heroína da história é Beatrice Prior, posteriormente chamada de Tris. O livro está narrado na primeira pessoa, sob o seu ponto de vista. A jovem submete-se aos testes pois não tem uma inclinação sobre a facção a que irá pertencer. Gostei do conceito dos testes de iniciação, em que os jovens são desafiados física, emocional e mentalmente, alguns dos desafios com terríveis consequências. Estes rituais públicos e extremamente competitivos de ordenação, por se regerem principalmente em batalhas entre facções, afunilaram as coincidências com os já referidos Jogos de Fome já que os confrontos físicos se davam também em praça pública e com o intuito da sobrevivência. Um pouco violento, portanto, mas nada a que o meu leitor não esteja habituado (na literatura policial há bem mais chocante).
Ainda sobre Tris, penso que o aspecto mais notório é a forma como a personagem evolui face às provações, representando na sua maioria, grandes situações de perigo e incerteza.

As personagens, apesar de na sua grande maioria serem ainda adolescentes, são profundas, maduras e resistentes. Afinal de contas, na sociedade de hoje tal como a conhecemos, acharíamos muito improvável um adolescente ser submetido a tantas provas tão desgastantes como as que são contempladas em Divergente. Apesar da tenra idade, são também mais fortes a nível emocional, divergindo dos demais adolescentes que se centram em si próprios. Uma sociedade diferente...
Contudo, são estes mesmos testes que determinam os verdadeiros amigos da protagonista. A traição está tão perto de si. Ainda que futurista, as intrigas e os conflitos estão lá bem como uma doce e subtil história de amor.

A acção desenvolve-se num ritmo bastante célere, pelo que Divergente constitui um livro de rápida leitura. Acompanhado de alguns acontecimentos improváveis, reviravoltas e muitas emoções fortes, manteve-me na expectativa até ao final. O conceito das facções é, sem dúvida, é interessante e relativamente inovador. Congratulo a autora Veronica Roth por tamanha imaginação nos vários pormenores, um deles o ambiente além da cidade de Chicago dividida em facções. Quem não consegue optar por nenhuma delas, também tem um destino marcado.
Diferente do que costumo ler, fiquei muito curiosa com o desenvolvimento da história, tanto que já tenho o segundo volume na estante, Insurgente, para ler em breve.


domingo, 12 de maio de 2013

Lissa Price - Destinos Interrompidos [Opinião]


Sinopse: Callie tem dezasseis anos e vive com Tyler, o irmão mais novo, e Michael, um amigo, nos escombros da cidade de Los Angeles. Quando as Guerras dos Esporos rebentaram, matando todos aqueles que tinham mais de vinte anos e menos de sessenta, Callie perdeu os pais. Como muitos outros Iniciantes, teve de aprender a sobreviver, ocupando prédios desabitados, roubando água e alimentos, fugindo aos Inspectores e combatendo os Renegados. Para tirar Tyler das ruas e garantir ao irmão uma vida melhor, Callie só vê uma solução: oferecer a sua juventude à Destinos Primordiais, uma empresa misteriosa que aluga corpos adolescentes aos velhos Terminantes - seniores, com centenas de anos, que querem ser jovens outra vez. Tudo corre como previsto, até o neurochip que lhe colocaram na cabeça avariar. Callie acorda, de súbito, na vida da sua locatária, a viver numa luxuosa mansão, a guiar carros topo de gama e a sair com o neto de um senador. A vida quase parece um conto de fadas, até Callie descobrir que a sua locatária não quer apenas divertir-se e que, no mundo perverso da Destinos Primordiais, a sobrevivência é apenas o começo.

Opinião: Sempre pensei como será o futuro com este crescendo exponencial de avanços tecnológicos. Será que os mesmos comprometerão a humanidade? Haverá uma inversão de valores, neste país/mundo onde o dinheiro tem um poder, por vezes superior ao valor humano? E a paz, prevalecerá sobre guerras mesquinhas de derivam de tentativas de supremacia de religiões?
O Futuro sempre foi uma preocupação só minha, levado aos limites ou não, nada que visse desenvolvida em nenhuma da literatura que conheço até hoje. Ter lido Destinos Interrompidos abriu-me os horizontes para um mundo que até hoje desconhecia: a da distopia, um ramo do Fantástico. Fãs do género saberão certamente clarificar-vos melhor do que eu, até porque a minha praia é mesmo o policial mas doravante quero inserir este género pontualmente nas minhas leituras.

Assumidamente imberbe neste estilo literário, fiquei maravilhada com a história que se segue. Reparei que este livro era indicado para as fãs dos Jogos de Fome. Confesso que não li esse livro, tendo apenas visto a adaptação cinematográfica bem como Battle Royale e fiquei até bastante surpreendida com a qualidade das histórias. Tramas estas que valorizam apenas um único aspecto: a sobrevivência quando a raça humana está inexplicavelmente diferente, desacreditando qualquer teoria de selecção natural de Darwin. E eu que sou extremamente racional e tento explicar tudo com base na ciência, não consegui distanciar-me nem depreciar o novo conceito (pelo menos para mim que apenas agora entrei neste tipo de literatura) associado à generalidade das distopias.

Destinos Interrompidos é uma narrativa assoberbada em ficção científica. Está patente a evolução da tecnologia que se reflecte nas coisas básicas do dia-a-dia, baseando-se em hologramas, que devido à ilusão óptica, conferem um poder mais realista. Mas este avanço também se reflecte na longevidade do ser humano, que alcança os 200 anos, numa sociedade altamente modificada. Esta está sobretudo a cargo da autora, que eliminou as faixas etárias, escolhendo apenas duas que se designam por Iniciantes e Terminantes.

Mas o que se destaca é sem dúvidas, a evolução da informática que por chips, inserem toda uma vida facilmente transponível para um corpo. Praticamente isento de ética, este é um retrato de um elixir de juventude levado aos extremos, num cenário de era pós apocalíptica, marcada por uma guerra singular e bem distante daquelas de que a nossa História é feita. Pior do que o Homem, é mesmo a ameaça biológica e aquele que é o Armagedão retratado em Destinos Interrompidos é mesmo uma Guerra dos Esporos, que aniquilou grande parte da população norte-americana. Desconheço, no entanto, como terá sido à escala mundial: a autora cinge-se ao panorama do seu país.

Mas a magia da história reside muito em Callie, menina-mulher, orfã de pais, tem a seu cargo o irmão doente. A narrativa é toda ela feita sob as observações de Callie, funcionando como uma experiência "in loco" do leitor neste futuro tão... alternativo. 
Gostei da protagonista, de como ela lida, de forma tão madura, com a morte dos pais e do encargo para com o irmão. Admirou-me a forma como tão heroicamente cedeu perante a Destinos Primordiais. As passagens referentes às perdas de consciência estavam muito bem e achei que transmitiram perfeitamente o conceito da cedência de corpos.

Visto que a garota tem apenas 16 anos, e apesar do futurismo abordado influenciar esta adolescência, o livro destina-se a um público mais juvenil. No entanto, penso que os adultos também deliciar-se-ão com a presente trama.

Em suma, por ser um livro tão diferente ao que estou habituada foi para mim, uma excelente leitura! Gostei bastante deste mundo criado pela autora, por mais sôfrego que possa ser. Este livro marca o início do interesse pela Distopia e Ficção Científica, temas que vou procurar abordar mais nas minhas leituras. Agradeço assim, à Planeta Manuscrito, pela oportunidade de ter lido Destinos Interrompidos e por conseguinte, ter alargado os meus gostos literários!