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domingo, 30 de setembro de 2018

Camilla Läckberg - A Menina na Floresta [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Com cerca de 700 páginas, A Menina na Floresta será, decerto, o livro mais longo e complexo que já li da autora sueca Camilla Läckberg. 
Uma vez que O Domador de Leões fora publicado há sensivelmente dois anos, confesso que esta espera foi algo penosa e Camilla Läckberg nunca me saiu da retina. Foi, portanto, com grande entusiasmo e expectativa que iniciei esta leitura.

Como decerto os fãs da autora saberão, a série tem sido acarinhada não só devido às investigações policiais - que são diferentes a cada volume - como através do acompanhamento da narrativa mais romanesca, sobretudo respeitante às dinâmicas familiares entre Erica e Patrik e os seus filhos, Maja e os gémeos Anton e Noel. Estas interacções expandem-se para personagens secundários que, ainda que não tenham um papel tão preponderante como o do casal protagonista, a pouco e pouco instalam-se nos nossos corações devido à empatia que transmitem. Sobre esta componente, a que se relaciona com a vida pessoal dos personagens, pouco posso adiantar. Só não me agradou o facto de nem todas as personagens terem um destino feliz como o do casal protagonista, e até me apoquenta que algumas situações sejam um pouco trágicas, como foi o caso do jovem detective Martin narrado em livros antecessores.

No que concerne à componente policial, esta debruça-se sobre o desaparecimento de uma criança de 4 anos numa quinta onde, outrora, desaparecera uma outra menina da mesma idade. Ora perante dois crimes que, aparentemente, partilham alguns elos de ligação, tentei, desde cedo, tecer uma teoria que pudesse explicar o encadeamento de ambos os acontecimentos.
Numa fase precoce da trama somos então confrontados com o que realmente aconteceu a Nea, embora, a meu ver, as reviravoltas do enredo se prendam com os contornos da investigação deste estranho desaparecimento. 

Há pouco caracterizei esta obra como complexa sem explicar devidamente porquê. A subtrama, já rica em detalhes sobre a investigação, multiplica-se em pequenas subtramas que abordam temáticas como cyberbulling, negligência parental ou o trato dos imigrantes, facto que de correlaciona com os actuais fenómenos de exclusão social. Ainda que não tenha havido, no meu entender, um aprofundamento destas temáticas - sob o risco de estender ainda mais o número de páginas da obra - creio que, mesmo assim, a abordagem foi bastante interessante.

Não obstante o facto de a autora usar praticamente a mesma fórmula nos seus livros, alternando as várias acções temporais, Läckberg revelou alguma audácia em elaborar uma subtrama que se alicerça em casos de bruxaria ocorridos no século XVII. Não me recordo de um salto temporal tão distante para com a subtrama da actualidade nos seus livros anteriores. A autora menciona ainda, nas suas considerações finais, que estes trechos decorreram após muita pesquisa e eu, muito sinceramente, não vislumbrei qualquer relação entre a temática da bruxaria do século XVII com a trama principal ocorrida na actualidade pelo que, a meu ver, esta subtrama poderia ser perfeitamente dispensável. 
Creio que, por esse motivo, este obra será das poucas da autora à qual não atribuí a cotação máxima no Goodreads.

Senti-me, uma vez mais, completamente desolada com o desfecho da história, realçando mais um acontecimento trágico no seio familiar da protagonista. Virei a última página já com uma nostalgia a instalar-se. Pelo que pude apurar, o lançamento dos títulos desta autora, da parte da Dom Quixote, já acompanha a edição das obras da autora lá fora e, como tal, avizinha-se mais uma longa espera pelo próximo livro.

Em suma, ainda que não tenha apreciado totalmente alguns contornos referentes à vida pessoal das personagens da série - assim como a subtrama que se desenrola no ano de 1672, devo dizer que foi uma história que, em termos gerais, me agradou muito. Adorei rever a família de Erica, bem como os personagens colegas de Patrik. São, decididamente, personagens que deixarão saudades enquanto aguardamos por mais um título desta série.


terça-feira, 11 de setembro de 2018

Camilla Läckberg - A Menina na Floresta [Divulgação Editorial Dom Quixote]


Data de publicação: 18 Setembro 2018

               Título Original: Häxan
               Preço com IVA: 24,90€ 
               Páginas: 712
               ISBN: 9789722065672
 
Sinopse: Quando Nea, uma menina de quatro anos, desaparece, a comunidade fica em choque. Trinta anos antes, Stella, também de quatro anos, que vivia com os pais na mesma quinta, desaparecera e viria a ser encontrada morta na floresta que rodeia Fjällbacka. Nessa altura a culpa foi atribuída a duas adolescentes, Marie e Helen, hoje mulheres.
Poderá ser um acaso o desaparecimento de Nea ter coincidido com o regresso a Fjällbacka de Marie, agora uma famosa atriz de cinema,, para interpretar o papel de Ingrid Bergman? Patrik Hedström começa a investigar e, como sempre, conta com a ajuda de Erica, que pretende escrever um livro inspirado na morte da pequena Stella. Mas à medida que vão desfiando os intricados fios da meada, tudo se torna mais confuso. Como se tal não bastasse, têm ainda de lidar com a perturbação que a presença de refugiados sírios causa na pequena comunidade e com as consequências de um fogo posto no centro comunitário que os acolhe.
Uma sucessão de acontecimentos que abala os habitantes da pacata vila, e acabará por levar o nome de Fjällbacka aos quatro cantos do mundo… sem ser pelas melhores razões. 


Sobre a autora: Nascida em 1974, Camilla Läckberg licenciou-se na Universidade de Economia de Gotemburgo antes de se mudar para Estocolmo, onde foi economista durante alguns anos. Um curso de escrita criativa de policiais levou-a a uma mudança drástica de carreira.
Foi considerada a escritora sueca do ano em 2004 e 2005, e os seus quatro primeiros livros atingiram o primeiro lugar no top de vendas da Suécia. Foi a sexta autora mais lida na Europa em 2009, e a partir daí manteve-se nos lugares cimeiros nos tops internacionais. Os seus livros estão publicados em 55 países – incluindo os EUA – onde já vendeu mais de 15 milhões de exemplares.




quinta-feira, 21 de junho de 2018

Mons Kallentoft & Markus Lutteman - Zack [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Fiquei extremamente entusiasmada quando tive conhecimento que iria ser publicada mais uma obra de Mons Kallentoft. Desta vez, em parceria com um outro autor sueco que desconhecia, Markus Lutteman. 
Kallentoft já é, para mim, uma referência no que concerne à literatura policial nórdica pois uma das séries escandinavas que mais apreciei, até à data, foi a protagonizada por Malin Fors.

Zack é o título da presente obra, que inaugura uma série cujo protagonista tem precisamente este nome. Devo confidenciar que as páginas iniciais não me aliciaram. Zack é, à semelhança de Malin Fors (simplesmente não consigo deixar de estabelecer uma comparação entre as duas personagens criadas por Kallentoft), uma figura complexa, com os seus esqueletos no armário.
As primeiras páginas condicionaram-me a caracterizar Zack como uma espécie de anti-herói, percepção que se foi alterando no decorrer da leitura. Numa fase inicial parecia-me inconcebível que um membro da força policial tivesse um comportamento tão borguista e que não comprometesse o seu profissionalismo mas, posteriormente, comecei a ter mais empatia com este.

Pelo que pude apurar, na concepção de Mons Kallentoft, Zack é uma espécie de Hércules contemporâneo e parece-me que a série será inspirada nos 12 trabalhos da personagem grega.
Portanto, a avaliar por este primeiro volume, será uma série promissora.

Como tem vindo a ser hábito, a literatura policial nórdica tem vindo a dissecar alguns problemas sociais no contexto da realidade escandinava. Foi precisamente este ponto que mais me cativou na trama. Sem querer deslindar muito sobre a narrativa, afinal de contas senti que a maior surpresa residiu precisamente na omissão de factos concretos sobre a história, posso afiançar que esta levanta questões convidativas à reflexão. Tendo como ponto de partida o brutal homicídio de quatro prostitutas tailandesas numa cidade sueca, a trama debruça-se sobre a investigação do caso focando alguns pontos bastantes interessantes, como as consequências do fenómeno crescente da emigração. 

Considerei algumas das passagens de cariz atroz. Contudo, estes pormenores gráficos entusiasmaram-me bem como a acção, de ritmo alucinante. Uma cena em particular, no capítulo 16, ficar-me-á na retina por muito tempo devido ao explícito teor violento.
Esta obra, Zack, seria, a meu ver, passível de ser adaptada para o grande écran, com a certeza de que resultaria muitíssimo bem. 

A conclusão foi extremamente excitante. Confesso que fiquei sem fôlego na última página pois o final fica em suspenso. Muito bom sinal, portanto, para esta série não obstante sentir-me um pouco frustrada por não ter acesso imediato ao segundo livro.

Em suma, um livro cujos pormenores gráficos e acção trepidante fazem com que espere atentamente pela publicação do próximo da série. Quero manter esta dupla, Kallentoft e Lutteman, debaixo de mira. Uma obra imperdível para quem, como eu, é fascinado pelas tramas policiais nórdicas.

domingo, 17 de junho de 2018

Claudia Piñeiro - Uma Pequena Sorte [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: Junho 2018

               Titulo Original: Una suerte pequeña
               Preço com IVA: 15,50€
               Páginas: 256
               ISBN: 9789722064491

Sinopse: Uma mulher regressa à Argentina vinte anos depois de a ter deixado para fugir de uma tragédia. Mas aquela que regressa é outra: já não tem a mesma aparência e a sua voz é diferente. Nem tem sequer o mesmo nome. Será que aqueles que a conheceram em tempos a vão reconhecer? Será que ele a vai reconhecer?
Mary Lohan, Marilé Lauría ou María Elena Pujol – a mulher que ela é, a mulher que foi e a mulher que terá sido –, volta aos arredores de Buenos Aires, ao subúrbio onde formou uma família e viveu, e onde irá enfrentar os atores do drama que a fez fugir. Ainda não compreende porque aceitou regressar ao passado que se havia proposto esquecer para sempre. Mas à medida que o vai compreendendo, entre encontros esperados e revelações inesperadas, perceberá também que às vezes a vida não é nem destino nem acaso: talvez o seu regresso mais não seja do que um pequeno golpe de sorte… uma pequena sorte.
Claudia Piñeiro surpreende e cativa com este romance incisivo e comovente, onde a realidade e a intimidade se cruzam numa densa teia urdida para prender o leitor.

Sobre a autora: Claudia Piñeiro nasceu em Buenos Aires, em 1960. É escritora, dramaturga, guionista de televisão e colaboradora de diversos meios de comunicação. Ganhou vários prémios nacionais e internacionais pelo seu trabalho literário, teatral e jornalístico. É autora dos romances As Viúvas das Quintas-feiras (2005), que recebeu o Prémio Clarín Novel de 2005 e vendeu centenas de milhares de exemplares, e acabou por ser levado ao cinema. Sobre ele escreveu José Saramago: “Um romance ágil, escrito numa linguagem perfeitamente adequada ao tema, uma análise implacável de um microcosmos social em acelerado processo de decadência.» Uma Pequena Sorte é também uma reflexão sobre o mundo em que vivemos.


quarta-feira, 13 de junho de 2018

Jørn Lier Horst - O Homem das Cavernas [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 19 Junho 2018

               Titulo Original: Hulemannen
               Preço com IVA: 18,80€
               Páginas: 384
               ISBN: 99789722065283

Sinopse: Durante quatro meses, um cadáver permaneceu por descobrir apenas a algumas portas da casa do inspetor-chefe William Wisting.
Viggo Hansen morreu sentado em frente à televisão e aí permaneceu sem que ninguém tenha dado conta. Ter-se-á a sociedade norueguesa tornado tão grosseira que já ninguém se importa? A filha de Wisting, a jornalista Line, importa-se, e vai investigar o sucedido.
Enquanto isso, Wisting tem em mãos um caso que começa a adquirir proporções inimagináveis. A sua suspeita de que um assassino em série norte-americano tem estado ativo na Noruega, escondendo as suas vítimas no fundo de poços secos, confirma-se… mas há quanto tempo, e por quantos países passou até aí chegar? Quando o FBI e a Interpol finalmente se envolvem no caso, as apostas aumentam e as tensões acumulam-se, até à última corrida mortal contra o tempo, com a vida de Line em jogo. 

Sobre o autor: Jørn Lier Horst nasceu em Bamble, em 1970. Estreou-se na escrita em 2004, com o livro Nøkkelvitnet (Testemunha-Chave), baseado num crime real, e em 2013 abandonou a carreira na polícia para se dedicar à escrita a tempo inteiro.
Distinguido com inúmeros prémios, são de destacar o Prémio dos Livreiros da Noruega 2011, pelo livro Fechada para o Inverno, o Prémio Riverton/ Revólver Dourado 2012 (para o melhor romance policial norueguês), o Prémio Chave de Vidro 2013 (para o melhor policial escandinavo) e o Prémio Martin Beck 2014 (da Academia Sueca de Escritores de Policiais), os três atribuídos a Cães de Caça.
Os seus livros têm a qualidade de agradar tanto ao público como aos críticos, e encontram-se traduzidos em várias línguas, tendo vendido mais de um milhão de exemplares.

Anteriormente publicado









terça-feira, 24 de abril de 2018

Mons Kallentoft & Markus Lutteman - Zack [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 8 Maio 2018

               Título Original: Zack
               Preço com IVA: 19,90€
               Páginas: 400
               ISBN: 9789722063449

Sinopse:  Belo e irreverente, Zack é um jovem detetive da Polícia de Estocolmo à procura de si próprio.
ZACK é o primeiro livro de uma série sobre o jovem detetive Zack Herry que, como um Hércules dos tempos modernos, tenta combater os criminosos do submundo de Estocolmo, enquanto se debate com as memórias de uma noite estrelada com cheiro a relva e sangue. Zack é uma personagem contraditória que nos cativa desde o primeiro momento. A série é já um sucesso em vários países entre os quais se contam a Alemanha, a França, o Japão e os Estados Unidos da América.

Sobre o autor: 
Mons Kallentoft nasceu em 1960. O caminho para o seu percurso de escritor passou pela publicidade, o jornalismo e os bairros mais sombrios de Madrid.
O seu livro de estreia, Pesetas , recebeu o prémio da Associação Sueca de Escritores para um primeiro livro. Depois de dois outros romances e de um livro sobre viagens e comida, Kallentoft escolheu dar o seu toque pessoal ao clássico romance policial sueco. Em 2007 começou a série protagonizada por Malin Fors e que conta já com nove romances publicados.


Markus Lutteman nasceu em 1973. É escritor e jornalista, tendo trabalhado em Svenska Dagbladet, Aftonbladet e Nerikes Allehanda. Escreve policiais e biografias. O seu livro de estreia foi El Choco, em 2007, uma biografia de Jonas Andersson que foi condenado à prisão na Bolívia em 2002 por tráfico de droga.
Em junho de 2014, Markus Lutteman e Mons Kallentoft lançaram o romance Zack, agora publicado pela Dom Quixote, o primeiro de uma série alicerçada sobre o jovem detective Zack Herry, da Polícia de Estocolmo.


terça-feira, 20 de março de 2018

Jo Nesbø - Sangue Na Neve [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Ainda que sinta falta de Harry Hole, foi com muito agrado que li Sangue na Neve. Como sabem, este é um stand-alone, com um protagonista muito peculiar. Mas já lá vamos...

O primeiro aspecto que, evidentemente, salta à vista é a parca quantidade de páginas. O último livro que li de Nesbø, A Sede, era extenso, com mais de 600 páginas. Este é claramente o oposto. É uma obra pequena, ficando-se apenas pelas 150 páginas, mas tem tanto no seu conteúdo que será o título ideal para ler, de uma assentada, numa tarde de ócio.

Devo falar, antes de mais, do que mais me agrada nos policiais nórdicos e que o autor não descurou (apesar do reduzido número de páginas). A par da trama, fascina-me os ambientes gélidos, tão próprios da região. Como tal, as descrições da cidade de Oslo, onde tem lugar a acção, deixaram-me rendida. É palpável o contraste de cor entre a neve e o sangue.

A segunda componente que devo realçar é a caracterização do protagonista, Olav, um assassino a soldo que se depara com uma missão, a de matar a mulher do patrão.

Gostei do facto de Olav ser o narrador da história. Este é, de facto, uma espécie de anti-herói. Não diria que seja sociopata pois o mesmo vai confidenciando aos leitores que se apaixona demasiado depressa. Relata alguns episódios da sua vida para que nós, leitores, sintamos uma proximidade com o protagonista mesmo que este tenha uma actividade profissional controversa.
Confesso que a maneira de ser de Olav me cativou muito e creio que será uma percepção consensual.
O autor esmerou-se na caracterização do protagonista, sem dúvida, embora tenha considerado que as demais personagens soaram um pouco superficiais. Careciam de um desenvolvimento mais profundo.
A parca caracterização das personagens secundárias dever-se-á, porventura, a um maior realce do protagonista.

No que concerne à trama, devo dizer que estamos, definitivamente, perante uma história tensa que explora a vingança e a traição de uma forma exímia. Se podia ser mais desenvolvida? Sem dúvida, 150 páginas souberam-me a pouco, mas creio que está tudo na história: um protagonista carismático, uma história aliciante e descrições fantásticas da capital norueguesa.

Portanto e como considerações finais, queria aconselhar os meus leitores a não se deixarem intimidar pelo ínfimo tamanho da obra. Pessoalmente teria gostado de ler mais ainda sobre esta história, contudo sinto que não é incompleta: a trama é cativante e tenho a certeza que Olav tornar-se-á um protagonista memorável. Algumas descrições são extremamente visuais. 
Mesmo sentindo falta de Harry Hole, Nesbø proporcionou-me um excelente momento de leitura com esta narrativa protagonizada por um invulgar assassino.


domingo, 11 de março de 2018

Jo Nesbø - A Sede [Opinião]

Sinopse: AQUI


Opinião: Em vésperas de ser publicado mais um livro daquele que é um dos meus autores de eleição, lembrei-me que ainda não tinha tecido um comentário sobre A Sede. Apercebi-me que esta obra é a última, até então, protagonizada por Harry Hole.
Por um lado fico feliz pela célere publicação destas obras, e pelo facto de não ter havido nenhum salto, por outro começa a avolumar-se um sentimento de saudades da carismática personagem Harry Hole.

Em plena era digital, o primeiro aspecto que me chamou à atenção foi o facto das vítimas estarem registadas na rede social dedicada ao engate, Tinder. Alertando-nos para a iminência do perigo nos encontros fortuitos com estranhos na esperança de encontrar o amor, A Sede é um poderosíssimo thriller com um vilão memorável. Não querendo desvendar demasiado sobre o antagonista, posso apenas afiançar que este tem um prazer invulgar com sangue humano.
Posso afiançar que este psicopata fascinou-me devido à sua caracterização tão excêntrica que levou a ser denominado por Vampirista.

Portanto. a meu ver, este título é, talvez, uma das tramas mais gráficas de Nesbø.

Além disso, um aspecto digno de ser salientado é, indubitavelmente, a vida pessoal de Hole. Confesso ter-me sentido chocada com os acontecimentos relacionados com Rakel. Agora reconheço que esta componente terá servido certamente para entusiasmar (ainda mais) os leitores com algo que não a investigação policial. Quer queiramos quer não, os esqueletos no armário de Hole, relacionados com a luta contra a bebida e a sua relação com Rakel Fauke (que remota à obra O Pássaro de Peito Vermelho) são tão fascinantes quanto os casos policiais. 

Assim, a narrativa combina as duas componentes de uma forma extremamente cativante. Apesar de ser um livro extenso, com mais de 500 páginas, é deveras empolgante e não perde o ritmo da acção. Além disso, os assassinatos são brutais e as reviravoltas na trama são verdadeiramente surpreendentes.
O final foi muito intenso e dramático. Foi um culminar que fez jus a uma trama tensa e intrincada. 

Em suma, foi um deleite apreciar A Sede. Confesso que sentirei saudades de Harry Hole enquanto aguardo que o autor proponha um novo caso para esta personagem Até lá, espero que Sangue na Neve (a ser publicado no próximo dia 20) atenue esta nostalgia que se vai instalando. 
Uma série imprescindível na minha estante!


segunda-feira, 5 de março de 2018

Jo Nesbø - Sangue Na Neve [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 20 Março 2018

               Título Original: Blod på snø
               Preço com IVA: 14,90€
               Páginas: 152
               ISBN: 9789722064590

Sinopse: Um thriller cheio de humor negro em que o assassino é afinal uma personagem que nos comove. 
Olav é um assassino contratado, mas tem uma vida solitária e tranquila. Quando o que se faz na vida é matar o próximo, não é fácil fazer amigos, mas sem ninguém a quem se afeiçoar ou prestar contas, os dias também decorrem sem problemas. Só que o quotidiano de Olav complica-se ao conhecer a mulher dos seus sonhos. Apaixonar-se por alguém já é por si só uma situação desafiante, mas há duas outras particularidades que fazem desta mulher um vendaval na sua rotina: é casada com o seu chefe. E este acaba de o contratar para a matar.
Como é que Olav irá gerir a situação?
Será que vai conseguir enganar um dos mais temíveis criminosos do país?

Este livro, anterior à série Harry Hole, tem já todos os ingredientes que fazem com que Jo Nesbø seja um dos autores nórdicos de policiais mais bem-sucedidos em todo o mundo. 

Sobre o autor: Jo Nesbø nasceu na Noruega em 1960. É músico, compositor, e um dos escritores de policiais mais elogiados e bem-sucedidos da Europa. Com os livros da série protagonizada pelo inspetor Harry Hole conseguiu um sucesso invejável quer no seu país de origem quer a nível internacional, recebendo elogios da crítica e do público. É traduzido em mais de 40 línguas, recebeu vários prémios literários e muitos dos seus livros atingiram os tops de vendas. Em Fevereiro de 2013 o Parlamento norueguês atribuiu-lhe o Peer Gynt Prize, que premeia uma personalidade ou instituição que se tenha distinguido na sociedade e tenha contribuído para valorizar a reputação da Noruega a nível internacional.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Jo Nesbø - A Sede [Divulgação Editorial Dom Quixote]


Data de Publicação: 14 Novembro 2017

               Título Original: Tørst
               Páginas: 608
               Preço com IVA: 20,90€
               ISBN: 9789722063654

Sinopse:  Ela marcou um encontro pela Internet. Depois foi encontrada morta, assassinada. Pelas marcas no corpo, a Polícia percebe estar a lidar com um assassino particularmente cruel. Pressionada pela Comunicação Social para encontrar o culpado, a Polícia reconhece que só há um homem indicado para a tarefa. Mas Harry Hole sente relutância em assumir o lugar que lhe roubou quase tudo… até começar a suspeitar que este crime pode estar relacionado com o único caso que nunca conseguiu resolver. Quando uma nova vítima é encontrada, Harry percebe que terá de pôr tudo em causa se quer finalmente encontrar o único assassino que um dia lhe escapou.

Sobre o autor: Jo Nesbø nasceu na Noruega em 1960. É músico, compositor, e um dos escritores de policiais mais elogiados e bem-sucedidos da Europa. Com os livros da série protagonizada pelo inspetor Harry Hole conseguiu um sucesso invejável quer no seu país de origem quer a nível internacional, recebendo elogios da crítica e do público. É traduzido em mais de 40 línguas, recebeu vários prémios literários e muitos dos seus livros atingiram os tops de vendas. Em Fevereiro de 2013 o Parlamento norueguês atribuiu-lhe o Peer Gynt Prize, que premeia uma personalidade ou instituição que se tenha distinguido na sociedade e tenha contribuído para valorizar a reputação da Noruega a nível internacional.

domingo, 1 de outubro de 2017

David Lagercrantz - O Homem Que Perseguia A Sua Sombra [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: É consensual afirmar que a trilogia Millennium de Stieg Larsson revolucionou a literatura policial nórdica. Todavia, as opiniões divergem no que concerne à continuação da série por David Lagercrantz. Quanto a mim, valorizo que o autor mantenha viva não só a trama, como, principalmente, as personagens. Em especial, uma das mais carismáticas e irreverentes da literatura, Lisbeth Salander, por quem nutro um carinho especial.

Posto isto, e seguindo a linha do livro antecessor, Lisbeth encontra-se numa prisão feminina de alta segurança a cumprir pena.
Gostei de ver a garra da personagem feminina, protagonizando alguns episódios tensos. Não obstante ter-me parecido que, posteriormente, Lisbeth começa a esmorecer. No final do livro, a hacker pareceu-me menos intrépida. Como balanço geral, teria gostado de ver Lisbeth mais activa na trama pois consegui identificar algumas personagens que disputam o protagonismo na trama: Lisbeth, Mikael e duas novas personagens que explicarão devidamente o rumo proposto por Lagercrantz sobre a vida pessoal da protagonista feminina.

Nunca saberemos se seria intenção de Larsson prosseguir com a série Millennium, incidindo em alguns aspectos sobre Salander que nos pareciam, até ver, indecifráveis. Um dos quais, sem dúvida, a tatuagem do dragão cujo significado é desmistificado. 
O outro é sobre a família da protagonista feminina, alicerçado sobre um estudo sobre gémeos bem como a situação relativa a Holger Palmgren, o ex tutor de Lisbeth. 

No entanto, face ao desenvolvimento sobre esta faceta de Lisbeth, tive a percepção de que a parceria entre esta e Mikael poderia ter sido mais explorada. Senti falta da interacção entre estes como a que nos foi outrora apresentada no primeiro volume da série. 
Além disso, creio que o autor poderia ter desenvolvido com mais afinco a situação relativa à personagem Faria Kazi, remetendo-nos para a temática do Islamismo. Creio que esta foi parcamente abordada e teria sido interessante caso tivesse sido mais explorada.

Tirando estes pontos, menos positivos na minha opinião, é um livro que não deixa de ter valor justamente pela continuação do crescimento destas personagens tão carismáticas. O meu maior prazer nesta leitura residiu neste ponto (rever Lisbeth e Mikael), bem como ver desvendados alguns mistérios relativos à hacker. Para mim, esta será sempre uma personagem icónica. 

Notei que O Homem Que Perseguia A Sua Sombra é, até então, o volume com menos páginas. Talvez por isso, dei por mim a terminar a leitura cedo demais. Pessoalmente teria gostado de me deliciar com mais algumas páginas. A sensação de saudade das personagens rapidamente se instalou.  

É um livro interessante, esclarecedor sobre alguns pontos sobre a hacker mas não me deixou rendida como acontecera com os livros anteriores da série. Não obstante, enquanto o autor David Lagercrantz prosseguir com a série, tenciono lê-la com o mesmo interesse. 


 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

David Lagercrantz - O Homem Que Perseguia a Sua Sombra [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 7 Setembro 2017

               Título Original: Mannen som sökte sin skugga
               Preço com IVA: 20,90€ 
               Páginas: 400
               ISBN: 9789722063425

Sinopse: Primeiro procura-se a verdade. Depois vem a vingança. 
Lisbeth Salander cumpre uma curta pena no estabelecimento prisional feminino de Flodberga e faz o possível por evitar qualquer conflito com as outras reclusas, mas ao proteger uma jovem do Bangladesh que ocupa a cela vizinha, é imediatamente desafiada por Benito, a reclusa que domina o bloco B.
Holger Palmgren, o antigo tutor de Lisbeth, visita-a para lhe dizer que recebeu documentos que contêm informações sobre os abusos de que ela foi vítima em criança.
Lisbeth pede ajuda a Mikael Blomvkist e juntos iniciam uma investigação que pode trazer à luz do dia uma das experiências mais terríveis implementadas na Suécia no século XX. Os indícios conduzem-nos a Leo Mannheimer, sócio da corretora de valores Alfred Ӧgren, com quem Lisbeth tem em comum muito mais do que algum deles podia pensar. 
Em O Homem Que Perseguia a Sua Sombra, o quinto volume da série Millennium, David Lagercrantz construiu uma história emocionante sobre abuso de autoridade, e também sobre as sombras da infância de Lisbeth que ainda a perseguem. 
 
Sobre o autor: David Lagercrantz nasceu na Suécia em 1962. É escritor e jornalista e vive em Estocolmo. Depois de ter estudado Filosofia e Religião, licenciou-se em Jornalismo pela Universidade de Gotemburgo. Trabalhou para o diário Expressen como repórter criminal tendo feito a cobertura dos casos mais mediáticos no final dos anos 80 e início dos anos 90 na Suécia.
Publicou várias biografias de personalidades muito conhecidas dos suecos e, em 2011, aquela que foi o seu maior sucesso – I am Zlatan Ibrahimovic – a história do famoso jogador de futebol, nomeada para vários prémios importantes, traduzida em 30 línguas e com milhares de exemplares vendidos. Fez a sua estreia na ficção com The Fall of Man in Wilmslow, uma história baseada na vida do célebre matemático britânico Alan Turing que teve um enorme sucesso internacional. Nos livros de David Lagercrantz encontra-se frequentemente um padrão: grandes talentos que se recusaram a seguir as convenções. Interessam-lhe não só os que se destacam da multidão, mas também a resistência que a sua criatividade inevitavelmente enfrenta. Talvez por isso tenha aceitado a proposta que lhe foi feita em Dezembro de 2013 para escrever o quarto volume da série Millennium criada por Stieg Larsson (1954-2004). Decerto não conseguiu resistir a Lisbeth Salander, uma das personagens mais criativas e irreverentes da literatura contemporânea. 
 
Anteriormente publicado
 

 
 

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Selva Almada - Raparigas Mortas [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 4 Setembro 2017

               Título Original: Chicas muertas
               Preço com IVA: 13,90€
               Páginas: 192
               ISBN: 9789722063050

Sinopse: «Três adolescentes de província assassinadas nos anos oitenta, três mortes impunes ocorridas quando ainda, no nosso país, desconhecíamos o termo femicídio.» Três assassínios entre centenas que não chegam aos títulos de capa nem atraem as câmaras dos canais de TV de Buenos Aires. Três casos que chegam desordenados: são anunciados na rádio, recordados no jornal de uma cidade, alguém fala deles numa conversa. Três crimes ocorridos no interior da Argentina, enquanto este país festejava o regresso da democracia. Três mortes sem culpados. Convertidos em obsessão com o passar dos anos, estes casos dão lugar a uma investigação atípica e infrutífera. A prosa nítida de Selva Almada plasma em negro o invisível, e as formas quotidianas da violência contra meninas e mulheres passam a integrar uma mesma trama intensa e vívida. Inscrevendo-se no género «romance não ficção», inaugurado por Truman Capote, Raparigas Mortas é uma obra singular. Combinando perceções e lembranças pessoais com a investigação de três femicídios no interior da Argentina durante a década de 80, Selva Almada revela, de modo subtil, a ferocidade do machismo e o desamparo das mulheres pobres, ao mesmo tempo que abre novos rumos à narrativa latino-americana.  

Sobre a autora: Selva Almada é uma escritora argentina. Dirige o ciclo de leitura Carne Argentina, desde o seu início em 2006. De parte do financiamento que recebeu do Fondo Nacional de las Artes de Argentina (FNA - Argentina) para desenvolver um projecto sobre o homicídio adolescente, resultou a obra Raparigas Mortas.



quarta-feira, 24 de maio de 2017

Jo Nesbø - O Filho [Opinião]

 

Sinopse: AQUI

Opinião: O Filho é um stand alone de um dos meus autores nórdicos de eleição, Jo Nesbø.
Devo confessar que, nas primeiras páginas, estranhei a ausência de Harry Hole, uma das mais carismáticas personagens criadas pelo autor. Porém, essa saudosa sensação acabou por desaparecer e centrei-me na história de Sonny Lofthus, um jovem que está preso ainda que inocente dos crimes pelos quais foi condenado.

Logo por aqui temos uma premissa curiosa, o facto de haver um recluso que é um modelo na comunidade prisional e que está, aparentemente, desprovido de qualquer culpa de índole criminal. A trama parece, numa primeira análise, levantar questões interessantes como a redenção ou a ambiguidade moral. Porém, a história vai mais além: é uma incursão ao submundo da droga e à corrupção dentro da polícia norueguesa, sem que seja uma abordagem aborrecida. Por vezes lembrou-me O Fantasma, cuja temática é, como saberão os fiéis da série, relativamente semelhante, mas o rumo da história é completamente diferente.
 
Ao contrário do que costuma acontecer quando inicio a leitura de um romance de Jo Nesbø, regra geral, é reviver as personagens. Creio que o elemento de sucesso é a relação especial que existe entre as personagens da saga e o leitor.
Sendo este um livro fora da série, estabelecemos uma relação de raiz com as personagens. 
Claro que não há como não torcer por Sonny. Senti-me constantemente intrigada sobre o pai do recluso e creio que parte do interesse que se vai maturando no decorrer das páginas vai ao encontro do passado de Sonny e do seu pai. A acção frenética dos acontecimentos é um elemento com igual peso. Até apreciei a componente romântica do enredo, penso que desanuviou um pouco o clima tenso que por vezes se gerava.

O Filho é uma obra extensa mas nunca me senti maçada no decorrer da leitura. Reitero que senti alguma dificuldade em mergulhar na história, nas páginas iniciais, não obstante ter valido a pena insistir. A minha apreensão inicial transformou-se num entusiasmo que teima em persistir, ainda que tenha terminado a leitura há uns tempos.
Noto que, comparativamente à série de Harry Hole, O Filho não teve tanto destaque, facto que lamento. Estamos perante uma obra muito bem conseguida, cheia de torções surpreendentes e lições de moral convidativas à reflexão. Um livro que é electrizante, e ainda que tenha sentido falta de Harry, esta leitura foi extremamente plazerosa.

Não precisei de ter lido esta obra para reforçar que Jo Nesbø é um dos autores que sigo atentamente. Quanto a mim, ficarei a aguardar, com alguma ansiedade, pela publicação de mais obras do autor.



quinta-feira, 27 de abril de 2017

Jørn Lier Horst - Cães de Caça [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 30 Maio 2017

               Titulo Original: Jakthundene
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 352
               ISBN: 9789722062268

Sinopse: O inspector-chefe William Wisting é suspenso e alvo de uma investigação após ser acusado de falsificar provas. Há dezessete anos, Wisting foi o responsável pela resolução do homicídio da jovem Cecilia Linde, um dos crimes mais mediáticos da Noruega. Agora, descobriu-se que as provas foram forjadas e o homem errado condenado. Wisting passou toda a sua carreira a perseguir criminosos, mas desta vez é ele o perseguido. Para descobrir o que realmente aconteceu e limpar o seu nome, ele terá de conduzir a sua própria investigação secreta, auxiliado pela filha jornalista, Line. Depois, outra jovem desaparece. E inicia-se, então, uma corrida entusiasmante.

- PRÉMIO MARTIN BECK 2014
(atribuído pela Academia Sueca de Escritores de Policiais)

- PRÉMIO CHAVE DE VIDRO 2013
(para o melhor policial escandinavo)

- PRÉMIO RIVERTON/ REVÓLVER DOURADO 2012
(para o melhor romance policial norueguês)

Sobre o autor: Crítico e editor, Arne Dahl é considerado um dos melhores autores de policiais nórdicos.
Os seus livros encontram-se traduzidos em 32 países e já venderam perto de três milhões de exemplares. Uma das suas séries foi adaptada à televisão e os episódios da primeira temporada já exibidos em 40 países. Areias Movediças, que tem como protagonistas os detetives Sam Berger e Molly Blom, é o primeiro título de uma nova série iniciada em 2016.

Anteriormente publicado
 Opinião AQUI

Arne Dahl - Areias Movediças [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 9 Maio 2017

               Titulo Original: Utmarker
               Preço com IVA: 18,90€
               Páginas: 408
               ISBN: 9789722062664

Sinopse: O primeiro livro da nova série do galardoado autor sueco Arne Dahl, protagonizada pelo inspetor Sam Berger  e a agente infiltrada do Serviço de Segurança, Molly Blom, abre caminho a uma sequência de policiais em que o enredo escapa aos limites das tradicionais competências da Polícia, concentrando-se mais nas vítimas… e nos assassinos.
Ellen Savinger, de 15 anos, está desaparecida há duas semanas. Sam Berger receia que tenha sido raptada por um serial killer, mas são poucos os colegas no Comando da Polícia de Estocolmo dispostos a ouvi-lo: sem corpo não há crime.
Sam decide agir sozinho, e no decorrer das suas diligências começa por interrogar Nathalie, uma mulher que sabe mais do que deixa transparecer, e que ele acredita ser cúmplice do criminoso. À medida que aprofunda esta tese, apercebe-se de uma sinistra ligação ao seu próprio passado e depressa o caçador passa a ser a presa.
O primeiro romance da nova série do galardoado autor sueco Arne Dahl, protagonizada pelo inspetor Sam Berger e a agente infiltrada do Serviço de Segurança, Molly Blom, abre caminho a uma sequência de policiais em que o enredo escapa aos limites das tradicionais competências da Polícia, concentrando-se mais nas vítimas... e nos assassinos.

Sobre o autor: Crítico e editor, Arne Dahl é considerado um dos melhores autores de policiais nórdicos.
Os seus livros encontram-se traduzidos em 32 países e já venderam perto de três milhões de exemplares. Uma das suas séries foi adaptada à televisão e os episódios da primeira temporada já exibidos em 40 países. Areias Movediças, que tem como protagonistas os detetives Sam Berger e Molly Blom, é o primeiro título de uma nova série iniciada em 2016.


segunda-feira, 13 de março de 2017

Jo Nesbø - Polícia [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Polícia é já o 10º livro da série protagonizada pelo Harry Hole.Mas a verdade é que não parece. Ainda não me sinto cansada dos casos deslindados por este invulgar protagonista, não obstante parecer-me que à medida que a saga avança, os seus problemas com o álcool, vão-se mitigando progressivamente.

O caso aqui presente debruça-se sobre os homicídios de vários polícias e, hei de jurar que por entre as primeiras vítimas, os nomes eram algo conhecidos. Talvez tenham entrado em O Morcego ou Baratas (ou até em demais títulos da série) mas a dificuldade em reter ou mesmo de associar estes nomes escandinavos às obras, é uma tarefa, a meu ver, assaz complexa.
Confesso que, até ao presente livro, a morte que mais me tinha chocado, nesta série protagonizada por Harry Hole, tinha sido a do seu colega, o jovem polícia Halvorsen, o qual deixara, como legado, um filho bebé que, tenho visto mencionado, pontualmente, em outros livros da série. Teria sido importante, e omito as minhas razões, que se tivesse falado igualmente desta criança na presente trama. Com isto quero apenas dizer que ao longo desta leitura deparei-me com o homicídio de uma personagem muito querida e da qual, doravante, sentirei falta. 

Afinal de contas, não é apenas sobre a vida pessoal de Harry que o autor se debruça. Os fãs da série sabem igualmente as vidas de personagens tão carismáticas, ou não, como é o caso de Beate Lønn, Stale Aune e até mesmo Silje. Deixo uma ressalva, ainda sobre as personagens secundárias, para a forma como Anton Mittet progride ao longo da trama. Ele é um desconhecido investigador policial e, aparentemente, sem grande importância. Rapidamente essa minha percepção foi deitada por terra. E não, não estou a revelar a verdadeira identidade do antagonista, Valentin.

Durante as primeiras 200 páginas, sentia-me algo desinteressada pelo livro, confesso. No decorrer da primeira parte da história, o protagonista Harry Hole manteve-se oculto e eu sentia-me inquieta com a possibilidade de uma secundarização deste protagonista. O final de Fantasma não fora o mais abonatório para o detective e estava expectante sobre a sua participação em Polícia. As dúvidas ficaram desfeitas quando o caso passou, finalmente, para as mãos de Harry. Agradou-me muito o desenrolar da trama mais pessoal do personagem principal. A situação relativa a Rakel e Oleg que teve início em O Boneco de Neve, parece-me, enfim, ultrapassada.

Não foi o meu livro favorito da série. Esse lugar ainda está preenchido pel'O Boneco de Neve e O Leopardo. No entanto, noto que ao 10º livro, o autor ainda logra cativar os seus fãs. Não me senti defraudada, de forma nenhuma, com Polícia. Finda a leitura, fui de imediato averiguar como prosseguia a série. Ficarei, certamente, expectante com um novo caso de Harry Hole, porém, nas livrarias a partir da próxima semana, teremos um stand alone, O Filho. Sempre ameniza o tempo de espera até voltar a ler mais um caso do nosso inspector norueguês de eleição.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Jo Nesbø - O Filho [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 21 Março 2017

               Titulo Original: Sønnen
               Preço com IVA: 19,90€
               Páginas: 536
               ISBN: 9789722062039

Sinopse: Antes de ser condenado, Sonny era um adolescente exemplar, campeão de luta livre, e tinha um futuro brilhante pela frente. Até saber que o pai, o seu ídolo, era afinal um polícia corrupto que preferiu o suicídio a ser exposto.
Agora, Sonny é um prisioneiro modelo. Metade da sua vida foi passada como recluso, cumprindo penas por crimes que não cometeu. Como compensação, nunca lhe falta heroína. É o centro de um núcleo de corrupção: guardas prisionais, polícias, advogados, e até um capelão desesperado, todos empenhados em mantê-lo drogado na prisão. Mas quando Sonny descobre a chocante verdade por detrás do suicídio do pai, planeia uma engenhosa fuga e começa a perseguir os responsáveis. Contudo, ao mesmo tempo que faz justiça pelas próprias mãos, é também perseguido por criminosos e pelas forças da lei. Com destaque para Simon, um inspetor prestes a reformar-se, e antigo amigo do pai.
A questão é quem conseguirá chegar a ele primeiro, e o que fará Sonny quando se sentir encurralado?

Mais uma narrativa, fora da série Harry Hole, em que Nesbø prova, uma vez mais, ser exímio em criar personagens marcantes e merecer a distinção de mestre do suspense.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Sofie Sarenbrant - Uma Morte Conveniente [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Que agradável surpresa o romance de estreia de Sofie Sarenbrant. Também sou suspeita, os policiais escandinavos fascinam-me e esta história em particular não foi excepção.
Mal vi a capa, percebi que queria ler a obra, pelo que nem a sinopse li e fui apanhada desprevenida por desconhecer quem seria a vítima bem como as circunstâncias do homicídio. O efeito surpresa foi, sem dúvida, maior.

Começo pela construção das personagens. Existem três núcleos familiares de grande relevância: Cornelia e a sua filha Astrid; Josefin, Andreas e os filhos e por último Emma, a protagonista, que espera um bebé do seu namorado. Ela já foi casada anteriormente, o que nos leva ao primeiro ponto relativo a este livro: relacionamentos obsessivos. Na minha óptica, torna-se particularmente interessante aprofundar dois tipos de relacionamentos repulsivos: a relação entre Emma e Hugo, em que o ex-marido está em fase de negação com o término da relação e é obsessivo. Já Cornelia sofre de maus tratos pelo marido, tornando-se a principal suspeita do homicídio.

É um bom livro de estreia da série uma vez que desenvolve convenientemente as personagens. Agradou-me muito a força de Emma que, apesar da sua condição, não deixa que atrapalhe a investigação policial. Fica a dúvida se a série se desenvolverá, à semelhança da nossa querida saga da Camilla Lackberg, em que os casos criminais se imiscuem na vida familiar da protagonista.

Gostei imenso do desenvolvimento da história, em que são revelados alguns segredos relativamente às personagens, ocasionando outras duas mortes. O leitor tem acesso a alguns pensamentos do vilão, sempre ocultando a sua identidade, pelo que é de fácil entendimento a sua mente deturpada. Não obstante, os meus sentimentos se relacionarem com a menina, a Astrid, e a forma como experiencia uma mudança súbita na sua vida em tão tenra idade.
Li rapidamente a obra, quase metade numa tarde de espera no guichet das Finanças, sem nunca perder o interesse.

No entanto, devo confessar que a identidade do vilão não me surpreendeu como gostaria. Isto deveu-se ao número muito reduzido de personagens, tornando-se relativamente fácil apontar o dedo ao antagonista. Lamentei, de igual forma, o final abrupto do livro. A confissão do vilão nas duas ou três páginas finais, fez com que a minha percepção fosse um "final a despachar". Não obstante, ficar curiosa com o desenvolvimento da série e verificar se o vilão escapará, de facto, incólume como aparentou nesta obra.

Em jeito de conclusão, tenciono seguir a série de Emma Skold, fazendo votos que seja uma aposta permanente da Dom Quixote, editora que nos tem habituado a bons thrillers oriundos do frio.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Jo Nesbø - Polícia [Divulgação Editorial Dom Quixote]


Data de Publicação: 8 Novembro 2016

               Título Original: Politi   
               Páginas: 584
               Preço com IVA: 19,90€
               ISBN: 9789722061407

Sinopse:  Durante muitos anos o inspetor Harry Hole foi o centro das mais importantes investigações criminais em Oslo. As suas brilhantes deduções e a profunda dedicação ao trabalho permitiram salvar inúmeras vidas ao longo dos anos. Mas mesmo com um assassino à solta cada vez mais atrevido em Oslo e os meios de comunicação noruegueses cada vez mais histéricos, a Brigada Anticrime não pode contar com o carismático inspetor. Mesmo quando aqueles que sempre foram mais importantes para ele correm perigo de vida, Harry não está lá para os proteger.
Há um assassino à solta nas ruas de Oslo. Mas não é um assassino qualquer. É um criminoso que seleciona cuidadosamente as suas vítimas: polícias envolvidos em anteriores investigações de crimes que nunca foram solucionadas. A Brigada Anticrime precisa urgentemente de Harry Hole, mas será que o carismático inspetor sobreviveu aos dramáticos acontecimentos de O Fantasma?

Sobre o autor: Jo Nesbø nasceu na Noruega em 1960. É músico, compositor, e um dos escritores de policiais mais elogiados e bem-sucedidos da Europa. Com os livros da série protagonizada pelo inspetor Harry Hole conseguiu um sucesso invejável quer no seu país de origem quer a nível internacional, recebendo elogios da crítica e do público. É traduzido em mais de 40 línguas, recebeu vários prémios literários e muitos dos seus livros atingiram os tops de vendas. Em Fevereiro de 2013 o Parlamento norueguês atribuiu-lhe o Peer Gynt Prize, que premeia uma personalidade ou instituição que se tenha distinguido na sociedade e tenha contribuído para valorizar a reputação da Noruega a nível internacional.

Imprensa
«Nunca houve policial escandinavo mais sombrio ou tenso do que os best-sellers da série Harry Hole, e este décimo volume sobre o inspetor norueguês é o melhor até agora.»
Sunday Mirror


«Os calafrios são tangíveis neste exasperante policial.»
The New York Times Book Review