Mostrar mensagens com a etiqueta Don Winslow. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Don Winslow. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Don Winslow - O Inverno de Frankie Machine [Divulgação Editorial Porto Editora]


Data de publicação: 24 Janeiro 2014

               Titulo Original: The Winter of Frankie Machine
               Tradução: Maria João Delgado
               Preço com IVA: 16,60€
               Páginas: 230
               ISBN: 9789720045645


Sinopse: Frank Machianno deve a alcunha – Frankie Machine – ao seu talento de atirador de elite: no tempo em que trabalhou para a Máfia era uma verdadeira máquina de matar. Hoje, reformado, passa as manhãs a surfar nas praias de San Diego, na companhia de alguns amigos; durante o resto do tempo, trata da sua loja de apetrechos de pesca e vela para que tudo corra bem com os restaurantes a que fornece peixe fresco e toalhas de mesa. Até ao dia em que, aceitando prestar serviço ao filho de um boss local, é apanhado numa armadilha. O passado regressa então a galope e Frankie não consegue compreender a razão por que todos desejam a sua morte…

Sobre o autor: Don Winslow, nascido em Nova Iorque e ex-detetive privado, é autor de quinze romances policiais, de entre os quais destacamos The Power of the Dog, California Fire and Life, The Death and Life of Bobby Z, The Kings of Cool e as séries Neal Carey e Boone Daniels.
Do mesmo autor, a Porto Editora publicou Selvagens, considerado um dos melhores livros de 2010 e adaptado ao cinema por Oliver Stone.

Leia aqui as primeiras páginas.

Anteriormente publicado:


 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Don Winslow - Selvagens [Opinião]

Selvagens de Don Winslow é o novíssimo livro a integrar a colecção Alta Tensão da Porto Editora. A sua adaptação cinematográfica estreia agora dia 6 de Setembro nas salas de cinema portuguesas.

Mais uma vez o livro alia-se ao marketing alusivo ao filme e "veste" a capa com o cartaz do mesmo. Apesar de ser grande fã do actor Benicio Del Toro, e consequentemente estar satisfeita que este esteja presente na capa, não posso deixar de confessar que, ao tirar a sobrecapa, encontrei uma muito mais apelativa!

Esta foi a minha estreia nos romances de Don Winslow e se há algo que estes devem ter é realismo. Winslow foi um detective e há de ter astúcia e conhecimento sobre o submundo do tráfico de droga. Daí que esta trama, embora fictícia, poderá ser similar à realidade que circunscrita o mundo dos cartéis de droga, onde impera a ilegalidade e imoralidade.

A trama gira sobre as personagens Ben e Chon, dois amigos que dirigem um negócio de plantação de marijuana, e Ophelia, mais conhecida por O, amante dos dois. Dada a rentabilidade deste negócio, Ben e Chon são chantageados pelo Cartel de droga de Baja, o núcleo do narcotráfico mexicano e para os pressionar, os responsáveis do Cartel raptam O. Caberá aos amigos a decisão de ceder à chantagem resgatar O ou pagar vinte milhões de dólares.

Embora me dedique à leitura de policiais mais convencionais estou consciente que a gama deste estilo ainda é extensa e vai desde as tramas com investigações criminais, até às de conspiração, não deixando de abordar aquelas que são mais originais incidindo em temáticas de substâncias ilícitas que culminam nos mais vários crimes, desde a rapto até à agravante de homicídio.
É precisamente sobre esta última a que o livro se insere.

Penso que a apresentação das personagens está um pouco confusa, desrespeitando qualquer linha cronológica. O autor menciona episódios aleatórios, incidindo sobre aqueles em que as personagens tiveram uma prestação pouco ética. Diga-se episódios relacionados maioritariamente com sexo, experiências com droga ou relações com os demais.
Uma dos assuntos que o autor explora é a relação de O com a mãe, fora dos contornos usuais. Para terem uma noção, a senhora tem uma alcunha, Paqu (cujo sinónimo podeis encontrar no livro) e tem uma relação distante com a filha, assimilando-se a uma relação de amigas talvez na idade da adolescência. A própria da O também é uma personagem invulgar. Ninfomaníaca e viciada em compras, nutre um amor muito próprio por Chon e por Ben, apoiando a ideia de promiscuidade, ainda que dentro de um triângulo amoroso.

Em relação a Ben (ambientalista) e a Chon (ex marcenário), dois personagens de carácter quase oposto, têm como paixão a menina O, bem como as suas plantinhas.
Penso que neste ponto o autor esteve muito bem, pois capta a essência de personagens que enveredam pela toxicodependência, embora de um modo pouco assumido (acima de tudo estas dedicam-se à plantação de marijuana, consumindo de vez em quando pois claro, para efeitos de teste do produto).
Por outro lado, para melhor descrever a atitude destas, a narrativa torna-se muito morosa, sendo que começa a surtir efeitos mais emocionantes lá para a página 120 (altura em que O é raptada).

Se existe uma abordagem a temas tão polémicos, o autor adaptou a linguagem para tal. Há um sobre-uso de calão, aliado a um humor negro ou uma ironia muito acentuada, que se reflectem nos episódios sarcásticos sobre a sociedade americana (achei brilhante a forma como o autor encara talkshows como o da Oprah, Ellen deGeneres ou Dr Phil).
Posto isto, há quem se possa sentir desconfortável pelo teor descrito em certas passagens. Quase que me sinto à vontade para dar um requisito fundamental para esta leitura: seja open-minded e não censure as sensações do amor livre entre Chon, Ben e O sob o efeito de drogas ou não.

No entanto os capítulos são muito pequenos, e para dar o exemplo, o primeiro é apenas uma frase. Há desta forma uma dicotomia: a dificuldade em assimilar a temática e a rudeza da linguagem face à facilidade de leitura dado a extensão dos capítulos.

Em suma, Selvagens é uma trama que recomendo aos amantes de temáticas pesadas. É um livro, acima de tudo diferente.
Apesar de Selvagens não se inserir no meu género favorito, não posso deixar de reconhecer o talento do autor face à escrita e a produção de uma trama obscura dentro de um mote até bastante simples. No entanto, estou curiosa em saber como Oliver Stone adaptou este enredo à tela cinematográfica.



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Divulgação Editorial Porto Editora: Don Winslow - Selvagens

No dia 31 de Agosto, a Porto Editora publica Selvagens, um policial de Don Winslow que dá o mote ao novo filme de Oliver Stone, a estrear nas salas de cinema no dia 6 de Setembro.
Don Winslow é um dos maiores escritores do thriller policial da actualidade e domina com mestria o suspense, a violência e o humor que envolvem a acção desta história sobre cartéis de droga, corrupção e chantagem.
O filme, produzido pela Universal Pictures, conta com um verdadeiro elenco de estrelas como John Travolta, Blake Lively, Salma Hayek, Taylor Kitsch e Benicio del Toro.

Sinopse: Ben, filantropo e ambientalista em part-time, e o seu amigo Chon, ex-mercenário, dirigem um negócio bastante rentável de plantação de marijuana em Laguna Beach.
Chon sempre se encarregou de eliminar qualquer ameaça ao seu território, mas agora os dois amigos deparam-se com um problema que os ultrapassa – o Cartel de Baja, o núcleo do narcotráfico mexicano, quer uma parte do negócio e não está disposto a aceitar um «não».
Quando Ophelia, amiga e amante de ambos, é raptada, eles terão de tomar uma decisão: ceder à chantagem, resgatar Ophelia, ou pagar vinte milhões de dólares…
Selvagens é uma combinação hábil de adrenalina e suspense, numa visita guiada ao mundo do crime e da guerra contra o narcotráfico pela mão de um dos mestres do thriller.

Sobre o autor: Don Winslow, nascido em Nova Iorque e ex-detetive privado, é autor de quinze romances policiais, publicados em vários países.
Selvagens, considerado pelo The New York Times, Entertainment Weekly e The Los Angeles Times um dos melhores livros de 2010, foi adaptado ao cinema por Oliver Stone.
A Porto Editora publicará em breve The Winter of Frankie Machine.

Imprensa
Uma revelação… Butch Cassidy encontra Sundance Kid.
Stephen King

Selvagens eleva Don Winslow a outro nível […] O seu humor é tão perspicaz, as personagens tão geniais e a escrita tão desapiedada que vale a pena arriscar.
The New York Times

Um tour de force inacreditável absolutamente impossível de largar.
Christopher Reich

A escrita de Winslow é magnífica, inflexível e rica em detalhes… uma lição para todos aqueles que não consideram o romance policial verdadeira literatura.
The Huffington Post

Selvagens é também um olhar profundo sobre a cultura americana contemporânea.
Los Angeles Times