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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Donna Leon [Divulgação Relógio d´Água]


Cair de Amores

               Titulo Original: Falling in Love
               Tradução: Maria Eduarda Cardoso
               Preço com IVA: 17,00€
               Páginas: 248
               ISBN: 9789896416966

Sinopse: Em A Morte no Teatro La Fenice, primeiro romance desta série, Donna Leon introduziu os leitores ao glamoroso mundo da opera e de Flavia Petrelli, uma das mais prestigiadas sopranos de Itália. Agora, Flavia regressa a Veneza como voz principal da peça Tosca. Uma noite, depois de uma actuação, Flavia encontra o seu camarote repleto de rosas amarelas. Demasiadas rosas… Um admirador anónimo tem-lhe oferecido prendas em Londres, São Petersburgo, Amesterdão, e agora Veneza.
Ao mesmo tempo que confessa a Brunetti que se sente preocupada com as excessivas demonstrações de apreço, uma colega de profissão de Flavia é gravemente atacada, o que faz com que Brunetti se aperceba que os receios de Flavia são afinal justificados. O comissário tem de se colocar no papel do admirador obsessivo antes que aconteça algo a Flávia, ou a qualquer outra pessoa em seu redor.


As Águas da Eterna Juventude

               Titulo Original: The Waters of Eternal Youth
               Tradução: Margarida Periquito
               Preço com IVA: 17,00€
               Páginas: 264
               ISBN: 9789896417215

Sinopse: Em As Águas da Eterna Juventude, vigésimo quinto livro da série Guido Brunetti, o comissário vê-se envolvido num caso que pode não ser um crime.
Brunetti encontra-se a investigar um processo arquivado a pedido da Condessa Lando-Continui, uma amiga da sogra da sua mãe. Há cerca de quinze anos Manuela, a neta da Condessa, foi encontrada num canal. Apesar de ter sido resgatada no último momento, era já demasiado tarde — sofreu graves danos cerebrais e a sua vida nunca foi a mesma. Em tempos uma cavaleira apaixonada, Manuela, agora com trinta anos, não se recorda do acidente, vivendo prisioneira de uma juventude eterna.
A Condessa, que não está convencida de que se tratou de um acidente, implora Brunetti para que encontre o culpado. Preso numa mistura de curiosidade, pena, e um estranho desejo de ajudar uma pessoa tão amável, Brunetti decide reabrir o caso. Mas assim que começa a investigação, depara-se com um passado turvo.
As Águas da Eterna Juventude está repleto dos ritmos e preocupações da vida Veneziana contemporânea, como a preservação histórica, o alojamento e as novas ondas de migrantes Africanos, que rodeiam a história de uma mulher presa a uma juventude eterna.

Sobre a autora: Donna Leon é uma autora que dispensa apresentações. Sobejamente conhecida na Alemanha, Itália, Reino Unido, Espanha, EUA e Portugal, é muitas vezes comparada a Agatha Christie, consagrando-se como uma das melhores escritoras de romances policiais, com a série protagonizada pelo comissário Guido Brunetti. A escritora norte-americana tem vindo a destacar-se mundialmente como uma das mais importantes autoras do policial contemporâneo, sendo que, as suas obras se mantêm sucessivamente nas listas dos mais vendidos em todo o mundo. Regra geral nas suas obras, a escritora oferece aos leitores personagens peculiares, entre as quais se encontram vítimas simpáticas merecedoras de compaixão, assassinos bondosos que não merecem qualquer castigo e criminosos de tal forma perversos que nunca serão punidos. Leon já viveu e ensinou Inglês na Suiça, no Irão, na China e na Arábia Saudita. Actualmente, é professora de Literatura Inglesa numa universidade próxima da cidade de Veneza, onde reside. 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Donna Leon - Vestido Para a Morte [Divulgação Editorial Planeta]


Data de publicação: 23 Julho 2014

               Titulo Original: Dressed to Death
               Preço com IVA: 18,85€
               Páginas: 296
               ISBN: 9789896574987


O terceiro livro escrito pela grande Senhora do Crime, agora recuperado e reeditado pela Planeta.

Uma história de mistério e intriga emocionante, protagonizada pelo Comissário Guido Brunetti, com a assinatura da consagrada Donna Leon.

Já com um total de dez livros editados pela Planeta, os romances desta autora acrescentam ao policial uma componente social. 
Neste livro, Donna Leon aborda os problemas da prostituição masculina - crítica a homofobia da sociedade - e da corrupção bancária, sempre com Veneza como pano de fundo.

Sinopse: A esperança do Commissario Guido Brunetti de escapar do calor sufocante de Veneza em Agosto e de desfrutar de umas férias em família nas montanhas é gorada quando uma descoberta macabra é feita num campo em Marghera. 
Um corpo está tão espancado, que o rosto é irreconhecível. A vítima parece ser uma prostituta transsexual. O comissário começa as buscas em Veneza de alguém que possa identificar o cadáver, mas depara-se com um muro de silêncio. 
Então recebe um telefonema prometendo informações, a condição é que se encontre com o interlocutor numa ponte na cidade, a meio da noite. Apesar do perigo, Brunetti continua determinado a descobrir a verdade e quando a desvenda depara-se com uma realidade assustadora.

Sobre a autora: Donna Leon nasceu a 29 de Setembro de 1942, em Nova Jérsia, mas viveu em Veneza durante vinte anos. Exerceu a actividade de Leitora de Literatura Inglesa na Universidade de Maryland. 
Há alguns anos a autora decidiu deixar o ensino para se dedicar à escrita e à música barroca. Apesar de ter chegado à escrita por acaso, atingiu rapidamente o êxito com a série policial protagonizada pelo Commissário Brunetti, consagrando-se como A Grande Senhora do Crime. 
Os seus livros estão traduzidos em mais de 23 línguas e são um êxito de vendas e da crítica. A escritora venceu o Crime Writters Association Silver Dagger em 2000 na Europa e nos Estados Unidos.

Imprensa
«Donna Leon possui um talento especial para a criação de ambientes e reviravoltas no enredo que cativou milhões de admiradores e se nunca passou pela experiência de ler um dos seus romances, não poderia haver ocasião mais apropriada para começar do que esta.» 
Sunday Telegraph



segunda-feira, 24 de março de 2014

Donna Leon - Vestido Para A Morte [Opinião]


Sinopse: Da autora de «Morte no La Fenice», chega-nos agora mais um romance de ficção policial de grande sucesso mundial: «Vestido Para a Morte». Um cadáver masculino encontrado num acetinado vestido vermelho, roupa interior rendada a preceito e sapatos de salto alto vermelhos consegue chocar drásticamente Guido Brunetti da polícia de Veneza. Mas o estado alterado do comissário de polícia não tinha sido provocado pela vestimenta do corpo: a razão era a semelhança entre ambos, que de facto era abismal. Após a autópsia descobre-se que a vítima encontrada em trajes femininos era banqueiro de um pequeno mas altamente bem frequentado banco. 
O superior do comissário estava prestes a fechar o caso como tendo sido o homicídio de um travesti/prostituto, mas Brunetti desconfiava de algo mais. Resistindo a pressões políticas, Brunetti lança-se numa investigação muita própria ao negócio bancário que o falecido mantinha com o poderoso director de uma instituição de caridade religiosa. Em «Vestido Para a Morte», Guido Brunetti irá enfrentar o seu mais poderoso inimigo de sempre, um que mantém relações ao mais alto nível: finanças, governo e até mesmo em relação à Igreja. Enquanto a tensão vai aumentando, a autora presenteia o leitor com cristalinas imagens de Veneza - no seu melhor e pior - através do olhar singularmente perspicaz de Brunetti, um devoto homem de família, cidadão preocupado e exemplar, perfeitamente irresistível investigador de polícia.

Opinião: Para tentar escoar alguns livros, tenho participado em iniciativas de maratonas literárias, e no dia 1 de Março de 2014, teve início uma alusiva ao Carnaval. O objectivo seria ler um livro que tenha como cenário uma cidade onde tradicionalmente se festeja o Carnaval. E haverá algo mais apropriado do que Veneza?

Já há muito que a série protagonizada por Guido Brunetti reside na minha estante. A minha intenção seria ler por ordem cronológica, desejo falhado pois já li um ou outro mais actual (agora a autora é publicada pela Planeta). Vestido Para A Morte é o terceiro livro protagonizado por Guido Brunetti e, lamentavelmente, já se encontra esgotado do catálogo da Editorial Presença. E é lamentável pois baseada na minha ainda breve experiência com a autora, posso afirmar que esta é uma série interessante. 

O livro em questão foi escrito em 1994. Vinte anos depois li esta obra e nunca em nenhuma altura aquando a sua leitura, tive noção do salto temporal. O livro aborda temáticas recorrentes nos dias de hoje, como o negócio do sexo ilícito, homossexualidade e corrupção policial. 
Comparativamente ao primeiro da série, por exemplo (recordam-se de Morte no Teatro La Fenice), diria que este livro é mais obscuro pois é uma viagem a um submundo que até então Guido Brunetti desconhecia. Ainda assim, apresenta um bom mistério policial que se lê muitíssimo bem. Um pouco graças ao envolvimento pessoal das personagens.

A par da investigação policial, a série de Guido Brunetti está cheia de paisagens e a atmosfera é quase palpável da moderna cidade italiana. São várias as menções gastronómicas bem como as sensações de afectividade do povo, transversal aos mediterrânicos.
Como já referi anteriormente, a propósito de um outro livro da série, um dos aspectos mais engraçados, para mim, é a relação de Brunetti com a família. A sua vida familiar acaba por ter um interesse igualável ao da investigação. E o leitor acaba por construir uma relação de familiaridade com as personagens.
Sobre este aspecto, a minha percepção é que neste livro, a autora cinge-se ao fundamental e Vestido Para a Morte é talvez um dos livros que li até hoje, em que de facto a vida familiar de Brunetti é mencionada, embora de forma mais contida.

Em suma, o terceiro livro de Donna Leon aguçou-me para continuar a saga de Brunetti. É uma série que, até então, se tem mostrado original. Apesar de ter o mesmo ambiente em Veneza protagonizado pelas mesmas personagens, os enredos e os casos criminais são distintos e intrigantes.
Apesar de este Vestido Para A Morte não constar entre os meus livros preferidos da autora, foi uma agradável leitura. 


sábado, 17 de agosto de 2013

Donna Leon - A Rapariga dos Seus Sonhos [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Eu bem que tentei ler a saga por ordem mas foi mais forte do que eu. Sim, li Morte no Teatro La Fenice, Morte Num País Estranho e agora este... o décimo sétimo. Volto a defender-me, não resisti à capa, que é lindíssima, apelando à sinopse.

Quem é fã da saga sabe que um elemento fascinante é a forma como a autora descreve a cidade de Veneza. Já o tinha mencionado nas opiniões anteriores e não me vou alargar sobre o que me cativa nos romances de Donna Leon. Ainda para mais, o comissário Guido Brunetti destaca-se dos protagonistas do género, que geralmente são homens atormentados, tendo uma dinâmica familiar bastante feliz. 
São adoráveis as cenas em família e Leon transmite a paixão dos mediterrânicos na refeição como um momento em família, daí que a autora acaba por enfatizar gastronomia italiana, uma das melhores a nível mundial.

Por isso, continuei a simpatizar com Paola, a esposa de Guido, compreensiva e dedicada, tendo sentido o mesmo em relação aos filhos Raffi e Chiara. No entanto, e tendo em conta que Guido conversava muito com Paola sobre os casos que tinha em mão, a esposa pouco fala da sua perspectiva no presente caso. Outro aspecto que achei: para quem saltou quinze livros da saga, achei que os filhos não cresceram. Continuam os adolescentes afáveis que conheci nos dois primeiros livros.
No entanto, e em comparação com os únicos dois livros, achei que esta componente mais pessoal do Brunetti está mais reduzida. 

Confesso que, nas primeiras noventa páginas, o livro não me cativou. O enredo focou-se num único evento, que nem é mencionado na sinopse e cujo desfecho fica em aberto, certamente encerrado num volume posterior. Falo do possível caso de extorsão de dinheiro por parte de Leonardo Mutti, um alegado líder de uma seita ligada à religião. Inevitavelmente, é esta a temática de pano de fundo que se estende por toda a trama. Denote-se que o inicio do livro é uma cerimónia fúnebre, coincidindo com o final com o mesmo evento.

A partir do momento em que o cadáver é descoberto, a trama assume uma outra perspectiva. Donna Leon vitima uma criança de etnia cigana. Num local tão lindo como certamente é a paisagem dos canais venezianos, a existência deste elemento perturbador, o cadáver que flutua nas águas calmas.
E os pormenores que são revelados na autópsia são no mínimo aterradores. Já me expressei sobre o quanto me deixam chocada as tramas que recaem em homicídios infantis. E embora tenha uma amostra pouco representativa de comparação ao ter lido apenas dois livros da autora, penso que ela foi mais longe com o presente livro. Não esperava, de todo, que na autópsia viesse a confirmar que a menina tivesse uma experiência de vida tão dura, face à sua tenra idade.

Afinal de contas, a Itália tem os mesmos preconceitos a nível social, debatendo a dúvida da desconfiança que as minorias étnicas representam. Não deixando, portanto, de ser uma abordagem interessante, não só pela interacção dos venezianos para com os ciganos, como a relação em comunidade: o desleixo na educação e nos cuidados de saúde e, em particular neste caso, a vivência em acampamentos (um costume que penso estar já ultrapassado). Não obstante, acredito que muitos dos factos até estão bastante fiéis à realidade.

Em suma, A Rapariga dos Seus Sonhos é um livro que mexe com o leitor, e quero realçar sobretudo na investigação da morte da criança. Ninguém fica indiferente a algo tão terrível como o infanticídio.
Peca apenas pela extensão do caso Leonardo Mutti, como referi anteriormente pois de resto, gostei bastante do caso que Brunetti resolve, do entrosamento do caso com a rotina da comunidade cigana e dos sórdidos pormenores por trás de um cadáver de uma criança. 

Para mais informações sobre o livro A Rapariga dos Seus Sonhos, clique aqui.


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Donna Leon - A Rapariga dos Seus Sonhos [Divulgação Editorial Planeta]


Data de Publicação: 13 Junho 2013

Título Original: The Girl of His Dreams
Páginas: 308
Preço com IVA: 17,76€
                 ISBN: 9789896574055

«Uma história de mistério e intriga emocionante, que começa e acaba com um funeral, protagonizada pelo Comissário Guido Brunetti, com a assinatura da grande dama do crime, Donna Leon.»


Sinopse: Numa manhã chuvosa o Commissario Brunetti e o Ispettore Vianello respondem a uma chamada de emergência sobre o aparecimento de um cadáver a flutuar perto de uns degraus no Grande Canal.
Ao estender os braços para puxar o corpo, o pulso de Brunetti é enredado pelo cabelo dourado e avista um pequeno pé – juntos, Brunetti e Vianello retiram uma rapariga morta da água.
Todavia, por incompreensível que possa parecer, ninguém comunicou o desaparecimento de uma criança, nem o roubo das jóias em ouro que tem na sua posse.
Brunetti é atraído para uma busca não só sobre a causa da sua morte, como também da sua identidade, a família e os segredos que as pessoas estão dispostas a guardar a fim de proteger os filhos – sejam inocentes ou culpados.
 
Sobre o autor: Donna Leon nasceu a 29 de Setembro de 1942, em Nova Jérsia, mas viveu em Veneza durante vinte anos. Exerceu a actividade de Leitora de Literatura Inglesa na Universidade de Maryland.
Há alguns anos a autora decidiu deixar o ensino para se dedicar à escrita e à música barroca.
Apesar de ter chegado à escrita por acaso, atingiu rapidamente o êxito com a série policial protagonizada pelo Commissário Brunetti, consagrando-se como A Grande Senhora do Crime.
Os seus livros estão traduzidos em mais de 23 línguas e são um êxito de vendas e da crítica.
A escritora venceu o Crime Writters Association Silver Dagger em 2000 na Europa e nos Estados Unidos.
 

domingo, 15 de julho de 2012

Donna Leon - Morte Num País Estranho [Opinião]

Morte num País Estranho é o livro que sucede a Morte no Teatro La Fenice, este que é a estreia da autora Donna Leon (mais uma saga que tento ler ordenadamente). A capa do livro é lindíssima: gosto particularmente da combinação de cores roxo e azul no cenário veneziano na estética da capa, considerando eu esta mais apelativa face a tantas outras versões deste livro, oriundas de vários países.
Tendo como cenário a bela cidade italiana de Veneza e como protagonista o comissário Guido Brunetti, esta trama inicia-se quando é descoberto um corpo num canal veneziano. Depois de se averiguar a sua identidade, chega-se à conclusão que era um militar americano. À primeira vista este seria um homicídio decorrente de um assalto mal sucedido, mas a investigação conduzida por Brunetti leva a outras conclusões.

Ao ler Morte Num País Estranho, escrito em 1993, senti que o livro aborda questões ainda bastante actuais, nomeadamente a emigração ou questões ambientais referentes a depósito de lixo sem tratamento. Talvez Leon, tenha pegado nestes assuntos fracturantes, sem qualquer dependência, de forma a elaborar o enredo. Senti ao início que tal corrupção no depósito não autorizado de material refugo pudesse dispersar a investigação da morte de
Escandaliza-me, como engenheira do ambiente, que já nos anos 90, a eliminação de produtos tóxicos pudesse ser feita de forma ilegal, gerando largos lucros para algumas pessoas. E claro, sabe-se que este cenário vai muito além da mera ficção.

Donna Leon escreve tramas policiais fáceis de ler, embora com algum grau de complexidade, que se encaixam na descontraída vida familiar de Brunetti. Penso já ter referido numa crítica anterior, que o vulgar do detective em tramas policiais é a existência de um trauma ou algo mal resolvido na sua vida, que o condiciona perante a investigação criminal.
Guido Brunetti afasta-se claramente desta categoria: é um homem de bem com a vida, e tem uma família deveras castiça: a esposa Paola e os filhos Raffaele e Chiara são extremamente unidos, especialmente Paola que atenta em observações importantes para a resolução do caso. Já o fez no livro anterior, fá-lo agora e desconfio que terá a mesma postura doravante na saga.

Esta é uma das razões porque gosto tanto de Leon, justamente, por exemplo, pela forma como uma refeição mediterrânica é preparada e apreciada numa família feliz e equilibrada. Posso enumerar mais razões que se prendem com a forma como a autora formula os enredos policiais, não tão simples como aparentam ser à primeira vista como também a capacidade descritiva da cidade de Veneza, incutindo uma vez mais, uma natural e genuína vontade em visitar a cidade em questão.

Donna Leon mantém a mesma linhagem na escrita, quase isenta de grafismo. Embora a autora contemple mais do que uma morte relativamente violenta, não há grandes pormenores macabros que possam chocar. Nem em termos de sexualidade apesar das inúmeras evidências da contínua paixão de Guido pela esposa. Não contem com uma história com inúmeros twists, cheia de adrenalina ou acção: ao invés, a autora oferece 312 páginas de mistério e suspense, adequando-se uma quase familiaridade e conforto na descrição de uma vida familiar harmoniosa, pautados por momentos mordazes, em que está presente algum humor. Estes sobretudo presentes na relação entre Brunetti e o seu superior Patta.
A própria beleza da cidade de Veneza é um factor que afasta a possibilidade de ocorrência de crimes.

Morte Num País Estranho não faz qualquer referência ao seu antecessor, Morte no Teatro La Fenice mas penso que se deve ler os romances de Leon por ordem, a fim de não perder pitada sobre a personagem, que evoluiu desde o romance de estreia, e penso que continuará a evoluir na sua astucia e perspicácia na resolução dos casos. Como já referi, a vida quotidiana de Brunetti é simplesmente apetitosa, pelo que é interessante acompanhar o crescimento de Raffaele e Chiara. Neste livro Raffaele entra na fase da adolescência e para já começa a apresentar aqueles pormenores tão típicos desta faixa etária. A autora não desenvolveu, mas o livro termina justamente em aberto para esta personagem, tendo eu ficado curiosa em ler o terceiro livro, que será Vestido para a Morte.

Não querendo eu tecer considerações específicas para este livro, penso que será mais adequado fazê-lo para a saga de Donna Leon. As tramas conduzidas por Guido Brunetti são altamente recomendáveis. Não é preciso ser-se viciado em leituras policiais para as ler e apreciar, pois como disse anteriormente, são livros relativamente descontraídos, não tendo um público alvo específico. Altamente recomendado para quem gostaria de estar em Itália sem sair do seu próprio sofá e conhecer o quotidiano de um simpático e afável polícia no seio da cultura mediterrânica. E claro, no meio de tudo, não esqueçamos o mais importante: acompanhar a investigação de um crime...





Mais informações sobre o livro aqui.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Divulgação Editorial Planeta Manuscrito: Donna Leon - Quem Sofre São as Crianças


Sinopse: A tranquilidade da noite veneziana é perturbada quando um bando de homens armados força a entrada no apartamento do Doutor Gustavo Pedrolli, fraturando-lhe o crânio e levando o bebé de dezoito meses.
Quando o Comissário Guido Brunetti, arrancado da cama pela notícia, chega ao hospital para investigar, ninguém sabe o porquê de tão violenta agressão ao eminente pediatra.
Mas Brunetti em breve começa a descortinar uma história de infertilidade e desespero, e um submundo onde os bebés podem ser comprados com dinheiro, entre um esquema fraudulento com farmácias e médicos da cidade. O conhecimento pode ser tão destrutivo como a ganância, certas informações acerca de um vizinho podem levar a todos os tipos de corrupção e diversas formas de dor.

Nas livrarias a 28 de Junho.

sábado, 23 de julho de 2011

Donna Leon - Morte no Teatro La Fenice [Opinião]

Donna Leon, a senhora do crime, destaca-se no mundo da literatura policial com a criação do detective italiano Guido Brunetti, cujas histórias têm lugar na belíssima cidade de Veneza.

Neste que é o primeiro livro protagonizado por Brunetti, acompanhamos a investigação do assassinato de um maestro alemão, Helmut Wellauer, que é envenenado durante uma pausa na execução da ópera La Traviata no famoso teatro La Fenice.
Wellauer, consagrado na música clássica e nos círculos de ópera, tem uma série de inimigos, devido à sua mentalidade de extrema-direita, os pontos de vista homofóbicos e aventuras extra-conjugais.
Mas quem estaria suficientemente motivado para o matar?

Ao contrário do que é vulgar na literatura policial, temos aqui um detective sem problemas pessoais! Bem casado, feliz, sem aparentemente nada a esconder, o comissário caracteriza-se como sensato, cordial e assertivo
para com as testemunhas e suspeitos. Até porque a investigação de Brunetti evolui praticamente a partir de conversas informais com estes. Portanto quem espera procedimentos forenses e técnicas laboratoriais ao mais alto nível, este não é certamente o livro indicado, dado que a resolução do crime prende-se com pressupostos e muito jogo de lógica.

Desta forma, o enredo foca-se essencialmente na investigação da morte do maestro, descurando outros mistérios que poderiam surgir em torno do protagonista, como já se constatou que é usual. A autora ainda relata momentos de descontracção de Brunetti com a esposa, Paola, de modo a que o leitor possa aferir que a sua vida pessoal em nada interfere com o trabalho. Interessante ainda é a interacção entre o protagonista com os filhos Chiara e Raffaeli.
No meio de belos pequenos almoços onde o brioche não pode faltar, assim como outros costumes italianos, torna-se particularmente interessante a abordagem de assuntos como situações governamentais mal geridas.

Um livro fácil e rápido de ler, pela linguagem fluída da autora, bem como a elegância da descrição dos pormenores que eventualmente poderiam ser chocantes. O tom descontraído e até um pouco divertido da escrita da autora é recorrente, suavizando a temática de um homicídio, que é por norma, bastante pesarosa. A autora debruça-se ainda sobre os detalhes da cidade de Veneza, dando um ênfase não só à magia e ao misticismo que a cidade aparenta ter, como também o panorama histórico da mesma. O facto da autora ter vivido na cidade durante 20 anos, é talvez explicativo do realismo das descrições. Devo confessar que eu, nunca tendo ido a Itália, fiquei com uma vontade enorme em conhecer Veneza, depois de ter lido este livro.

Um aspecto que achei bastante curioso: a autora debruça-se sobre a pormenorização de certos aspectos fisionómicos na descrição das personagens, que recaem sobretudo sobre os olhos e narizes das mesmas.

A resolução do trama é bastante interessante. Não posso dizer que a identidade do assassino me tenha surpreendido, até porque existiu sempre um núcleo de suspeitos bastante limitado. Ainda assim ocorreu o efeito "choque", recaindo sobre o rápido raciocínio de Brunetti na conclusão do caso.

Fiquei bastante intrigada em ler os restantes livros da colecção, e conhecer mais e melhor aquela personagem com quem senti tanta afinidade, Guido Brunetti. Este primeiro livro definitivamente reúne todos os requisitos para uma série brilhante! Recomendo vivamente!


domingo, 29 de maio de 2011

Novidade Planeta: Donna Leon - Veneno de Cristal

Nunca li nada de Donna Leon e confesso que até tenho alguma curiosidade. Este é o 15º livro protagonizado pelo Comissário Guido Brunetti.

Sinopse:
Está um dia luminoso de Primavera, quando o Comissario Brunetti e o Inspettore Vianello decidem fazer uma pausa na Questura para ajudar um amigo de Vianello, Marco Ribetti, que foi detido enquanto se manifestava contra a poluição química da lagoa de Veneza. Mas não foi Marco quem revelou o segredo vergonhoso das fundições de vidro poluidoras da ilha de Murano, nem é dele o corpo que foi encontrado diante dos fornos que ardem a 1400 graus, de noite e de dia. A vítima deixou pistas num exemplar de Dante e Brunetti tem de descer a um inferno para descobrir quem está a sujar as águas da lagoa...

Com motivações do foro ambiental, este policial parece-me muitíssimo bem!