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sábado, 25 de julho de 2015

Donna Tartt - A História Secreta [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Depois de ter lido O Pintassilgo no ano passado, tive conhecimento que o magnus opus da autora era a sua obra de estreia, A História Secreta, um livro que fora publicado em Portugal mas já estava esgotado. Eis que a Editorial Presença republicou a obra em Junho, tendo-ma oferecido num evento da Feira do Livro de Lisboa.

Numa iniciativa de leitura conjunta promovida pela editora, li A História Secreta juntamente com outros leitores que foram deixando alguns pareceres sobre a obra, havendo inclusivé uma página de Facebook associada ao evento.
Para melhorar o entrosamento entre leitores, a editora decidiu estipular prazos para a leitura de determinados capítulos. Face às circunstâncias, para não me adiantar demasiado, fui parando a leitura de A História Secreta, intercalando com outros livros. Estas paragens, a meu ver, terão sido algo prejudiciais na medida em que a leitura deste livro deve ser corrida, de forma a desfrutar da mesma. Desse modo, retomar a leitura desta história não foi fácil dado que Donna Tartt tem uma escrita bastante peculiar, rica em pormenores tal como constatei quando li O Pintassilgo.

Daí que a minha opinião seja algo ambígua: sim, gostei do livro e da história em si mas por norma opto por livros mais ricos em acção ao passo que a pormenorização de Tartt leva a uma morosidade no ritmo da trama.

Também por ter lido O Pintassilgo, inconscientemente fui estabelecendo comparações entre os dois livros. Entre Richard Papen, narrador e protagonista de A História Secreta e Theo Decker da obra que li anteriormente, senti uma maior empatia pelo pequeno Theo, talvez explicada pela tenra idade do mesmo e das vivências que foi experienciando ao longo da sua vida.
Já o protagonista do presente livro, Richard, é um adolescente que vai frequentar a universidade de Hampden num curso relacionado com a Cultura Grega. Ele vem de uma família de classe baixa e o seu relacionamento com os pais é distante, contrastando com o nível mais elevado dos estudantes com quem se irá relacionar: um grupo bastante restrito e com afinidades pela cultura helénica.

O prólogo é bastante elucidativo em relação a um dos pontos altos da história: a morte de uma das personagens centrais da história, deixando antever que os outros amigos estarão, de alguma forma, envolvidos. A acção retrocede alguns meses para explicar as circunstâncias daquele acontecimento.
Diria que o crime é apenas um dos pontos fortes pois na minha opinião, o livro vai muito além deste,  explorando a intrincada teia de relacionamentos entre os jovens universitários: os gémeos Charles e Camilla, Henry, Francis, Bunny e Richard.
A trama baseia-se sobretudo nas consequências irreflectidas de actos inconscientes, tão próprios dos adolescentes e deste grupo em particular que tem um estilo de vida dionisíaco. Creio que a autora faz um retrato bastante fidedigno da descompensação emocional e psicológica destas cinco personagens, que se intensifica após o crime bem como o trato das condicionantes morais decorrentes do acontecimento.

É-me muito difícil abordar o que, para mim, definitivamente fere as susceptibilidades sem fazer spoilers e que se relaciona com dois membros desse grupo em particular. Esta relação chocante, que já vi retratada em inúmeras obras literárias mas ainda assim faz-me imensa confusão, toma contornos ainda mais assombrosos quando é toldada pelo efeito de drogas e bebida.

Apesar da trama abordar um estilo de vida muito libertino, simultâneamente também é bastante erudita dado que o livro é riquíssimo em citações alusivas a textos gregos e outras obras que com o tempo se tornaram clássicos de literatura.

Em suma, apesar de ter gostado da essência de A História Secreta (afinal de contas aprecio sempre um bom crime) creio que é uma obra com um ritmo lento e parca em reviravoltas, não me tendo surpreendido particularmente.

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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Donna Tartt - A História Secreta [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 17 Junho 2015

               Título Original: The Secret History
               Colecção: Grandes Narrativas #609
               Preço com IVA: 21,90€ 
               Páginas: 544
               ISBN: 9789722355551

Sinopse: Um grupo de estudantes inteligentes, excêntricos e rebeldes de uma escola em Nova Inglaterra frequentada por alunos oriundos da nata da sociedade norte-americana, sob a influência de um carismático professor de Estudos Clássicos, descobre um novo modo de pensar e viver, totalmente diferente do resto dos colegas.
Só que, quando os limites da normalidade moral são ultrapassados, as suas vidas alteram-se totalmente e para eles torna-se tão fácil viver como matar…
A História Secreta é escrito pela autora de O Pintassilgo, vencedor do Prémio Pulitzer 2014.

Sobre a autora: Donna Tartt, originária do Mississípi, nos Estados Unidos da América, é autora de romances, ensaio e também crítica literária. A sua obra está traduzida em cerca de 30 línguas.
O Pintassilgo é o seu terceiro romance, um bestseller do New York Times, do Sunday Times, e da Amazon, que foi galardoado com o Prémio Pulitzer de Ficção e com a Andrew Carnegie Medal for Excellence in Fiction.
Em 2014, foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes pela revista Time.

Imprensa
«Tão irresistível e sedutor… um prazer desmedido.»
The Guardian 

«Uma leitura verdadeiramente compulsiva.»
The Independent

«Brilhante!» 
The Sunday Times 

«Não querendo parecer excessivo no meu entusiasmo, apetece dar uma sugestão ao leitor: se ler um único romance este ano, leia este. Penso que se justifica chamar-lhe obra-prima.»
L. M. Faria, Expresso 

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domingo, 26 de outubro de 2014

Donna Tartt - O Pintassilgo [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: O Pintassilgo é um romance extenso, com cerca de 900 páginas, cuja história é centrada na vida do jovem norte-americano Theodore Decker. A acção começa quando este tem 27 anos, começando a narrativa por mostrar um Theo aterrorizado, num hotel holandês, vendo nas notícias se existe alguma referência à sua pessoa. Por intermédio de um flashback somos então transportados até ao tempo em que Theo tinha 13 anos e é vítima de um atentado num museu onde passeava com a sua mãe.

O que é narrado nesta altura é tão intenso que nos prende de imediato. 
Esta obra de grande envergadura tem a particularidade de se encontrar repleta de emoções dos mais variados tipos, facto que me levou a experimentar diversos estados de espírito ao longo da leitura, pois creio que me comovi, enfureci e até sorri com o pequeno Theo. Arrisco-me a afirmar que tão poucos livros desencadeiam no leitor sensações tão genuinamente díspares como a presente obra, facto ao qual não será alheio o tamanho da mesma.

Confesso que neste livro procurei fugir da minha zona de conforto, procurando uma trama num registo claramente mais dramático, embora com uns laivos de thriller nas páginas finais.

Uma outra característica pertinente que destaco é a seguinte: agora que se passaram uns dias desde que terminei a sua leitura, ainda me recordo do Theo com alguma comoção e nostalgia.

Apesar do título, o quadro O Pintassilgo de Carel Fabritius, pintor holandês do séc. XVII, é um elemento periférico na obra. Apesar das subtis considerações sobre arte, em grosso modo a obra debruça-se essencialmente sobre a vida de Theo, abarcando um período entre os seus 13 e 27 anos, bem como as sua acções que se afiguram como consequências da perda da mãe, explorando uma vontade de viver face a uma situação tão adversa quanto a morte de uma pessoa tão importante.
Como já mencionei em diversas alturas, trabalho com crianças e talvez por isso, tenha ficado ainda mais sensibilizada com o protagonista.

A obra acaba assim, por ter uma carga dramática intensa na medida em que abarca um leque de experiências de Theo bastante complicadas. Esse facto é ainda sublinhado pela narração, na primeira pessoa, sob a perspectiva de Theo. Este acaba por ser um protagonista atípico na medida que, condicionado pelo acidente que mudou a sua vida, se torna um anti-herói. Ainda assim, ele não omite as suas acções e o leitor rapidamente se apercebe que a sua conduta é pautada por algumas imoralidades.

Embora com papel secundário, a personagem Boris é extremamente importante na trama. Amigo de Theo, de nacionalidade russa e a braços com alguns dissabores, o seu sentido de humor face à árdua experiência de vida convida a alguma introspecção por parte do leitor.
Apesar de Boris ser um rapaz com tendências marginais, muitas foram as lições de vida que esta personagem apresentou.

Apesar de O Pintassilgo ser a terceira obra da autora Donna Tartt, gostei da forma detalhada e envolvente com que a história está dotada. O tamanho do livro não corresponde à morosidade da acção, pois ainda que com 900 páginas, O Pintassilgo é um livro que se lê muitíssimo bem, mau grado certas passagens serem mais difíceis de digerir pela intensidade dramática das mesmas, conforme já sublinhei. A trama tem poucos momentos monótonos e, como referi, rico em passagens de cariz dramático, suspense e alguns de natureza mais espirituosa.
A leitura desta obra deixou-me curiosa relativamente aos trabalhos anteriores da autora.

Atrevo-me a dizer que nunca li uma obra como esta, sendo o adjectivo que melhor se adequa à mesma é "memorável". Ainda hoje, volvidas algumas semanas, consigo relembrar com alguma facilidade a história de Theo e Boris e os seus ensinamentos.

O Pintassilgo apela pois a uma reflexão sobre o valor da vida, e sobre o crescimento forçado por acontecimentos traumáticos embora a grande lição que se retire desta obra seja, sobretudo, a preserverança.
Gostei muito!

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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Donna Tartt - O Pintassilgo [Passatempo Editorial Presença]


Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro O Pintassilgo de Donna Tartt. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha no facebook, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 5 de Setembro de 2014 e termina às 23h59 do dia 14 de Setembro de 2014.
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue e as editoras não se responsabilizam por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui.

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)


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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Donna Tartt - O Pintassilgo [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 3 Setembro 2014

               Titulo Original: The Goldfinch
               Tradução: Ana Saldanha
               Colecção: Grandes Narrativas
               Preço com IVA: 28,80€
               Páginas: 896
               ISBN: 9789722353663


O PINTASSILGO VENCEU O PRÉMIO PULITZER DE FICÇÃO 2014, UM DOS MAIS IMPORTANTES GALARDÕES MUNDIAIS

• O Pintassilgo foi concluído ao fim de 11 anos e pelo seu impacto mundial os produtores de The Hunger Games já anunciaram uma adaptação ao cinema. 

• «O Melhor Livro de 2013» segundo a amazon.com

• «Um dos 10 Melhores Livros de 2013» – The New York Times

Sinopse: Theo Decker, um adolescente de 13 anos, vive em Nova Iorque com a mãe com quem partilha uma relação muito próxima e que é a figura parental única, após a separação dos pais pouco antes do trágico acontecimento que dá início a este romance. Theo sobrevive inexplicavelmente ao acidente em que a mãe morre, no dia em que visitavam o Metropolitan Museum. 
Abandonado pelo pai, Theo é levado para casa da família de um amigo rico. Mas Theo tem dificuldade em se adaptar à sua nova vida em Park Avenue, e sente a falta da mãe como uma dor intolerável. É neste contexto que uma pequena e misteriosa pintura que ela lhe tinha revelado no dia em que morreu se vai impondo a Theo como uma obsessão. E será essa pintura que finalmente, já adulto, o conduzirá a entrar no submundo do crime. 
O Pintassilgo é um livro poderoso sobre amor e perda, sobrevivência e capacidade de nos reinventarmos, uma brilhante odisseia através da América dos nossos dias, onde o suspense e a arte são dois elementos decisivos para agarrar o leitor.

Sobre a autora: Donna Tartt, originária do Mississípi, nos Estados Unidos da América, é autora de romances, ensaio e também crítica literária. A sua obra está traduzida em cerca de 30 línguas. O Pintassilgo é o seu terceiro romance, um bestseller do New York Times, do Sunday Times, e da Amazon, que foi galardoado com o Prémio Pulitzer de Ficção e com a Andrew Carnegie Medal for Excellence in Fiction. Em 2014, foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes pela revista Time.

Imprensa
«Uma obra-prima»
The Times

«Uma obra surpreendente... Se alguém perdeu o gosto pela leitura, irá reencontrá-lo com O Pintassilgo.»
The Guardian

«Deslumbrante... Um romance poderoso na linha de Dickens, que reúne os notáveis talentos narrativos de Donna Tartt numa sinfonia arrebatadora, lembrando ao leitor o prazer de ficar acordado durante toda a noite a ler.»
The New York Times

«O Pintassilgo é um daqueles livros raros que aparecem uma meia dúzia de vezes por década; um magnífico romance literário capaz de tocar tanto o coração como a mente... Donna Tartt criou uma extraordinária obra de ficção.» - Stephen King
The New York Times Book Review

«Um romance de formação, soberbamente escrito, povoado de personagens elegantemente construídas, que segue a estranha ligação de um rapaz a um pequeno quadro famoso. Um livro que estimula a mente e toca o coração.» 
Little Brown (editora original)

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