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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Douglas Preston & Lincoln Child - A Relíquia [Opinião]


Sinopse: Quando uma equipa de arqueólogos é selvaticamente massacrada na bacia do Amazonas, tudo o que resta da expedição são algumas caixas contendo amostras de plantas e a estátua de um deus misterioso.Viajando de barco em barco e de porto para porto, as caixas acabam por chegar ao Museu de História Natural de Nova Iorque, apenas para serem fechadas numa cave e esquecidas.
Mas o coração negro da Amazónia nunca esquece. Algum tempo depois, quando o museu decide expor a arrepiante estátua, alguém ou algo começa a vaguear pelos corredores e galerias poeirentas do museu. E é então que se dão as mortes brutais. Mas quem será o responsável? Um louco... ou algo muito mais inexplicável?
A Relíquia é um romance arrepiante onde se entrelaça o dia a dia de um enorme museu com factos científicos, personagens poderosas e um enredo que arrebata o leitor da primeira página até à reviravolta final.

Opinião: A Relíquia é o primeiro livro da série protagonizada por Pendergast, uma personagem carismática no universo das tramas da dupla Preston e Child. É uma série que já conhecia pois já li alguns livros protagonizados por Pendergast e D´Agosta. Com excepção da trilogia Diogenes, os casos são completamente independentes. Também sei que estas histórias pertencem ao género do thriller ou até policial uma vez que a dupla de protagonistas investigam um ou mais homicídios, por vezes num contexto sobrenatural, embora de resolução racional.
Há excepção: A Relíquia. O livro relaciona-se mais com os géneros fantástico e terror, por isso descredibiliza qualquer explicação lógica.
Ainda assim, ocorrem inúmeros homicídios (e atenção que Douglas Preston e Lincoln Child não se coíbem nos pormenores violentos e circunstâncias em que ocorrem estas estranhas mortes), pelo que o livro se torna bastante intrigante.

Outro ingrediente que me agradou particularmente neste livro foi o cenário. Grande parte da acção tem lugar no museu de História Natural em Nova Iorque, um local que efectivamente existe e que tem um efeito de realismo na história. Claro que esta é ficcionada. Apenas devo admitir que fiquei um pouco baralhada com tantas passagens secretas subterrâneas por baixo do museu. Talvez se tivessem inserido um croqui, como tantos autores o fazem, simplificaria a ideia dos espaços físicos onde ocorrem a acção.
Ainda assim, para quem aprecia os museus como eu, acaba por ser estimulante ler uma história em que contextualize a rotina destes pontos de interesse.
Falando ainda no outro ingrediente que constatara noutras tramas destes autores, é a forma como eles usam a Ciência, fornecendo bases verossímeis em que assenta a história. Sim, achei as explicações científicas algo abundantes e bem explanadas mas eu sou aficionada pela Ciência e sou suspeita, gostei bastante dessas passagens. Por isso os amantes da genética e da antropologia sentir-se-ão particularmente fascinados com a trama.

Já conhecia as personagens Pendergast e D´Agosta. Pendergast, que costuma ter um humor negro e julgo ser uma personagem sarcástica, não mostrou esta característica no presente livro. De cariz mais sério, Pendergast é, ainda assim, uma personagem cativante. Emparelha com D´Agosta e já neste primeiro volume se sente a empatia do seu trabalho conjunto.
Margo Green, a antropóloga que participa noutras tramas dos autores, também tem um papel de destaque em A Relíquia, uma vez que trabalha neste museu.

A Reliquia está ao nível das grandes obras de terror de Stephen King. Um livro que oferece duas personagens cativantes, uma dose abundante de acção, terror e explicações científicas bem interessantes. Uma leitura que acaba por fugir aos parâmetros do que costumo ler e por isso, gostei bastante!


sábado, 18 de maio de 2013

Douglas Preston & Lincoln Child - O Vírus do Apocalipse [Opinião]


Sinopse: Num vasto deserto do Novo México esconde-se um enorme complexo dedicado à investigação científica: o Mount Dragon. É lá que se encontram Guy e Susana a trabalhar lado a lado com algumas das mais brilhantes mentes científicas do planeta. Liderados pelo génio visionário Brent Scopes, o objetivo secreto é alcançar uma descoberta médica que irá trazer inúmeros benefícios à raça humana.

Opinião: Antes de mais, quero agradecer à editora Saída de Emergência pela possibilidade de ler este livro. Mal soube da sua publicação, fiquei ansiosa com a sua leitura! Como sabem, sou grande fã desta dupla de escritores e da personagem que criaram, Pendergast. No entanto, O Vírus do Apocalipse é completamente independente da saga do famoso detective. Desde as personagens e à própria trama, as diferenças entre este livro e os que conhecia anteriormente da dupla, são colossais.

De facto, a história vai muito além de um mero thriller, aproximando-se do género sci-fi, o qual tem vindo a interessar-me recentemente. Como a sinopse deixa antever, é uma história com contornos científicos, o qual muito me agradou por ser precisamente da área. Confesso que sempre me fascinou o mundo da microbiologia e o da virologia, embora tenha que admitir que me deixam apreensiva principalmente as doenças virais. Aliás, quem não receia?
Tendo um ponto de partida, por si só já assustador, Preston e Child desenvolvem os limites daquela que poderia ser uma apocalipse fundamentada num vírus criado em laboratório, mais mortal do que os vírus que conhecemos actualmente. As descrições das consequências da incubação deste no homem são no mínimo horripilantes e não me recordo de haver uma pormenorização desta natureza nas tramas com Pendergast.

A meu ver, o livro tem um moroso arranque, fundamentando a experiência de Guy Carson no complexo de experiência e justificando com sólidas bases científicas, a actividade experimental que visa em Mount Dragon. Ainda assim, a sensação de "Algo de muito errado vai acontecer" permanece constantemente.
Quer-me fazer parecer que terá sido rica a pesquisa por parte dos autores (não esqueçamos que Preston está ligado ao mundo dos museus e Child graduou-se em literatura, salvo erro, áreas um pouco distantes da engenharia genética). Por outro lado, os autores tentam desenvolver as personagens que trabalham no complexo, um grupo heterogéneo de cientistas com especializações diferentes.

O que me chocou, foi a veracidade que os autores deram à narrativa, justamente pela constante justificação científica que está por detrás. Por esta natureza, penso que as tramas protagonizadas por Pendergast não conseguem ser comparáveis a este Vírus do Apocalipse.
Outro pormenor que acho importante de realçar, é que este livro não é de todo recente. Dado que a temática da evolução tecnológica é fulcral e tendo em conta que a tecnologia evoluiu e muito na última década e nos mais diversos ramos incluindo o da genética e internet, acredito que terá sido concerteza maior o choque e a surpresa quando a publicação deste livro que foi em 1996 do que ler agora em 2013.

Penso que as personagens estiveram à altura da trama. À partida pouco emocionais, altamente profissionais dos quais se destaca Carson. Embora com algumas reservas entre os cientistas, técnicos e pessoal relacionado com a segurança, ele está empenhado neste projecto aparentemente desafiador. Para mim foi fácil a ligação com Carson e Susana Cabeza de Vaca (no que estariam a pensar os autores para dar um nome como este? Ninguém merece, nem mesmo personagens fictícios!)

A própria conjectura do livro, deixaria antever aquele final. Nada que me surpreendesse, portanto, estando à altura do próprio desenvolvimento da história. Que eu saiba Douglas Preston e Lincoln Child ainda não arriscaram na escrita de uma história dentro do mundo da distopia.

Um livro que recomendo aos fãs de tramas relacionadas com a biotecnologia e teoria cibernética! Um outro lado de Douglas Preston e Lincoln Child que desconhecia, mas que prova que a dupla é versátil na escrita das suas histórias. Gostei!


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Douglas Preston & Lincoln Child - O Vírus do Apocalipse [Divulgação Editorial Saída de Emergência]

Data de Publicação: 10 Maio 2013 

Título Original: Mount Dragon
Páginas: 416
Preço com IVA: 17,76
                 ISBN: 9789896375232  

Sinopse: Num vasto deserto do Novo México esconde-se um enorme complexo dedicado à investigação científica: o Mount Dragon. É lá que se encontram Guy e Susana a trabalhar lado a lado com algumas das mais brilhantes mentes científicas do planeta. 
Liderados pelo génio visionário Brent Scopes, o objetivo secreto é alcançar uma descoberta médica que irá trazer inúmeros benefícios à raça humana. Mas apesar de Scopes acreditar estar a desbravar o caminho para uma nova ordem mundial, Guy e Susana temem que a ambição dele abra as portas para a extinção da Humanidade. 
Quando o confrontam com essa possibilidade, tanto as suas carreiras como as suas vidas passam a correr perigo. E desencadeia-se uma corrida frenética para evitar um apocalipse libertado pela ciência…




sexta-feira, 18 de maio de 2012

Douglas Preston & Mario Spezi - O Monstro de Florença [Opinião]

Confesso que sou uma fervorosa fã de Douglas Preston. Já o conheço de outras andanças e realmente os seus romances de thriller escritos a duas mãos com Lincoln Child, ou individuais, são absolutamente fantásticos. Preston é. nada mais nada menos, que um dos criadores de uma das minhas personagens favoritas, Pendergast.

Mas não é disso que vos venho falar hoje. O Monstro de Florença, escrito com a colaboração de Mario Spezi, um afamado jornalista na área criminal, debruça-se sobre o mediático serial killer que aterrorizou esta cidade italiana durante cerca de 20 anos.
É portanto uma obra particular onde são relatados os homicídios e respectivos modus operandi, a identidade das vitimas e a investigação criminal tendo como pano de fundo, a inquieta sociedade florentina que temia os eventuais atentados.

Foi o segundo livro que li nestes moldes e devo dizer que esta foi uma obra desconcertante. Afinal de contas, quantos de nós não sentem desconforto quando lemos sobre os vários serial killers que compõem o lado mais negro da História: Jack o Estripador, Zodiac, O Assassino do Laser, o Estrangulador de Boston ou aqui tão perto de nós, Diogo Alves e mais recentemente, o Estripador de Lisboa. Infelizmente, nem na mais pacífica ou evoluída das cidades está imune o aparecimento de um assassino em série.

Este é um livro que, dentro do género policial, tem uma abordagem científica e objectiva, relatando os factos verídicos, sem qualquer floreado. Portanto a descrição dos cadáveres é bastante gráfica, explicitando o trabalho do Monstro que matava casais, incidindo sobretudo na mutilação sexual do corpo feminino.
O nível de realismo e veracidade dos factos narrados está patente em todo o livro e para garantir que estes não se desvaneçam, são inseridos um conjunto de fotografias alusivas ao caso referentes ao retrato robot do Monstro, algumas das vítimas e personalidades que de alguma forma, terão tido influência neste caso em particular.

Esta é a primeira parte do livro, narrada por Mario Spezi. Na segunda parte, é Douglas Preston que relata, numa fase inicial, a adaptação da sua família à Italia, passagens descritas com algum humor, que rapidamente se esmorece para dar lugar a uma descrição verdadeiramente angustiante: Spezi e Preston são considerados directamente envolvidos na história do Monstro, após várias pessoas inocentes presas. Numa tentativa absurda de abafar o caso (como se de uma ditadura se tratasse), policia e governo italianos lançam falsas acusações.
Por isso fiquei impressionada não só com este serial killer e os seus requintes de malvadez, como também a forma como o manuscrito deste livro desencadeou uma péssima experiência para os autores Douglas e Spezi.

Uma investigação criminal que terá sido deficientemente conduzida, a meu ver (tendo em conta que esta ainda seria arcaica nos anos 80), fez com que nunca tivessem apanhado este assassino, e tal como por exemplo Jack O Estripador ou Zodiac, nunca obtiveram a sua real identidade.

Um livro real e arrepiante que simplesmente adorei! Embora pertencendo à colecção Grandes Narrativas, poderia muito bem estar contemplado no Fio da Navalha ou nos Minutos Contados. Mais do que recomendá-lo aos amantes do policial, aconselho-o sobretudo aos curiosos e estudiosos da criminologia.





Mais informações sobre o livro aqui.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Douglas Preston & Lincoln Child - Gabinete de Curiosidades [Opinião]

Foi por esta altura de férias que, no ano passado, me tornei fã incondicional da dupla Douglas Preston e Lincoln Child. Tenho acompanhado os autores, nomeadamente a saga de Pendergast, ainda que não siga estritamente a leitura dos livros por ordem cronológica. Depois de ter lido a trilogia Diogenes, Dança no Cemitério e os Corvos enveredei por aquele que foi o terceiro livro protagonizado pelo agente do FBI mais invulgar da história da literatura.

Neste livro, Pendergast é arrastado para investigar uma série de assassinatos que datam do século XIX e cujos cadáveres são descobertos durante um projecto de construção. Parece que estaria soterrado um gabinete de curiosidades (que é quase como um mini museu privado). O cenário piora quando surge um imitador moderno que recria estes crimes, inspirado por uma reportagem escrita por William Smithback, uma personagem igualmente repetente nas andanças da saga Pendergast. É neste livro que a arqueóloga Nora Kelly contacta pela primeira vez com Pendergast, o que não deixar de ser curioso.

Falo tanto de Pendergast mas tenho a perfeita noção que nem toda a gente o conhece. Esta personagem destaca-se como um carácter único, extremamente misterioso e perspicaz, com uma força e resistência quase sobre-humanas e um conhecimento enciclopédico. Ninguém fica indiferente a este agente do FBI, que é, sem sombra de dúvida, a genialidade em pessoa.

Apenas falta o nosso Vincent D´Agosta, que juntamente com Pendergast formam uma dupla extremamente eficiente na resolução dos mais variados casos. Ao invés de D´Agosta surge a personagem Patrick O´Shaughnessy. A meu ver, este está bastante aquém de D´Agosta e transmite menos empatia.

Quem está familiarizado com os livros de DP & LC sabe de antemão que estes autores recorrem a indícios do sobrenatural como forma de explicar certas situações narradas nas aventuras de Pendergast. Ora neste livro, certos pormenores são suficientemente baseados na ciência, de forma a tornar a trama até relativamente plausível. Associado a este realismo subjacente, há ainda uma componente assustadora, através da descrição de pormenores macabros sobre o estranho Enoch Long, um homem estranho que terá vivido no século XIX e também terá trabalhado num gabinete de curiosidades. De certa forma, lembrou-me o filme do Rob Zombie, a Casa dos 1000 Cadáveres.

Depois uma fórmula bastante própria destes autores é a fórmula como mantêm o suspense e os níveis de adrenalina constantes, através na narração de situações limite com certas personagens. Deixam o leitor de coração na boca, como se costuma dizer. E dados os capítulos curtos, intercalando as várias situações com as demais personagens, conhecemos a acção das várias personagens e nas suas demais vertentes em simultâneo. Vagueando em cenários riquíssimos em pormenores como o Museu de História Natural ou o panorama dos gabinetes de curiosidades, aliado a alguns factos históricos de Nova Iorque, o leitor sente uma empatia e familiaridade com o espaço físico envolvente.

Um suspense com laivos de arqueologia e muita especulação no campo antropológico, são os temas que, de grosso modo, envolvem os crimes propriamente ditos. O humor é fundamental e indispensável, bem como um toque de romance e dissabores entre os então namorados Nora Kelly e William Smithback.

Ainda que tenha gostado mais da trilogia Diogenes, achei que o Gabinete de Curiosidades é um livro rápido, assustador, emocionante, angustiante, acelerado! É um bom thriller o qual não devem certamente perder! Recomendo acima de tudo, ler a saga Pendergast de acordo com a ordem cronológica, afim de evitar o que aconteceu comigo (sabia previamente o destino futuro das demais personagens.)


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Douglas Preston e Lincoln Child - Dança no Cemitério


Este é o 5º livro que leio da dupla Vicent D´Agosta e Aloysius Pendergast, duas personagens fantásticas, então Pendergast...é simplesmente fenomenal.

Ainda que tenha gostado mais da trilogia Diogenes, "Dança no Cemitério" foi uma óptima leitura e misturou a acção e o suspense, factores a que Douglas Preston e Lincoln Child já nos habituaram nos seus livros.

Este livro tem uma acção independente dos restantes da saga Pendergast, só as personagens são em comum, além dos protagonistas, Nora Kelly e William Smithback (que teve um papel de destaque nos últimos volumes da trilogia).
Fiquei surpreendidissima com a sinopse da história e o que teria acontecido a este personagem, o qual já nutria uma simpatia especial (por ele e pela Nora, um casal querido). Então neste livro, Smithback morre...e quem o mata já está morto! Bizarro não?

Desde aí aguça a curiosidade em saber se o assassino está mesmo morto? Se não qual seria a sua identidade? Haverá ainda mais mortes? E porquê Smithback?

Este livro mistura muitos elementos sobrenaturais como obeah e vudu, para enriquecer o enredo, que por si só é altamente imprevisível e a cada virar de página revela novas surpresas! Há também muitas mortes bizarras, cultos estranhos e sacrifícios de animais...

Um livro que os amantes da acção e adrenalina em páginas não devem perder!


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Douglas Preston e Lincoln Child - O Livro dos Mortos



Hoje aqui deixo a minha opinião sobre o último da trilogia Diogenes, uma das melhores trilogias de policiais/thriller que existe publicada!

Aqui temos o culminar de toda a acção! Mas vamos por partes, grande parte da acção passa-se no museu de história natural e incide sobre a colecção egípcia. Ora quem me conhece sabe que o tema Egipto me é muito especial, e este livro foi de toda a trilogia o que mais ansiei ler :)

Adoro a capa! Eu tenho a edição da Ulisseia com a capa do Akenathon (adoro este faraó, pai e sogro de Tutankhamon :))

E a par da preparação do túmulo egípcio para a exposição, eis que nos deparamos com o cenário de uma prisão de alta segurança e o debater de Aloysius Pendergast, o irmão bom, completamente inocente lá encarcerado. Enquanto isso, Diogenes, o irmão terrífico tem espaço de manobra para planear a derrota do seu irmão. Uma rivalidade sem fim que terá um final no terceiro volume daquela que é conhecida como trilogia Diogenes.
Estas acções que decorrem em paralelo despertam o interesse do leitor, tornando o livro apetecível e viciante pois é crescente a curiosidade em saber o desfecho dos dois plots.

Assim sublinho como pontos fortes a acção em primeiro lugar. Contrariamente ao que li noutros blogs que puseram o Enxofre num pedestral e o restante da trilogia de opinião mais fraca, eu considerei toda a trilogia fantástica! Claro que todos os livros têm os seus pontos mais mortos no enredo, mas de modo geral, estes autores cativaram-me. Os livros têm bastante acção, muito mistério e algum enredo amoroso.

Penso que um factor abonatório a estes autores é o facto de estando a descrever as personagens em todos os livros da trilogia e o estado do plot, não se torne estritamente necessário ler previamente os dois livros anteriores.

Está bastante bem o confronto entre irmãos Aloysius/Diogenes e adoro a caracterização de ambos ao longo da trilogia. Também o mistério entre estes irmãos é aqui desvendado e fiquei bastante surpreendida assim como a personagem da pupila de Pendergast, Constance Greene que se mostrou discreta em toda a saga, mostra aqui o seu esplendor.

Um outro factor bastante positivo foi a pesquisa bem conseguida sobre factos históricos referentes ao antigo Egipto, desde o processo de mumificação até à lenda de Ammut, facto que me surpreendeu bastante, tendo aqui a apontar que o faraó em questão não se chama Tutmósis Quatro mas sim Tutmés IV! O único ponto ficcional aqui a apontar é talvez o nome do suposto vizir do faraó, Senef (nunca ouvi falar...).

Com isto faço a ponte para os aspectos negativos do livro que se referem essencialmente à revisão. Existem inúmeros erros ortográficos e uma gaffe que me deixou boquiaberta na pag. 100 da ed. Ulisseia "Laura Croft, põe-te a pau"...pois é estranho...

São livros que recomendo a quem aprecie o género de acção/suspense pois estes livros, na minha opinião, não se enquadram no género de policial convencional.

Ed. Ulisseia ou Arcádia, a não perder!


domingo, 29 de agosto de 2010

Douglas Preston e Lincoln Child - Dança da Morte


Depois de Enxofre (que deixa umas pontas soltas, propositadamente para ler este livro), tive mesmo que o adquirir pois estou vidrada nestes autores!

Assim, neste segundo volume da trilogia o terrível irmão Diogenes desenvolve os seus planos para incriminar o seu irmão Aloysius. Neste livro, ao contrário do anterior, podemos aferir a personagem Diogenes em todo o seu esplendor (relembrando que em Enxofre, a personagem não foi suficientemente descrita).

Então este livro começa com uma morte estranhíssima de um professor em plena aula. Mas não será certamente a única morte em toda a narrativa, uma sequência de assassinatos tem inicio e curiosamente, as vítimas são conhecidas do nosso amigo Pendergast. Será D´Agosta um dos infelizes contemplados?
É a luta entre irmãos!

Um aspecto que gostei foi acompanhar a evolução da relação de Laura e D´Agosta. Já o irmão de Pendergast, Diogenes tem aqui uma caracterização brilhante, e mexe muito com o leitor! Há uma empatia entre as personagens e o leitor muito própria.

O desfecho do livro fica em aberto, pormenor convidativo para ler o último livro da saga, o Livro dos Mortos, em que explicará por certo, o desenlace entre Aloysius e Diogenes.

Outro livro a não perder, simplesmente espectacular!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Douglas Preston e Lincoln Child - Os Corvos


Este foi um livro comprado por recurso. Melhor dizendo, faltou-me literatura nestas férias, e ao passear no Ria Shopping, não resisti.

Tem um bom mote: numa aldeia muito pacata surge no meio das plantações de milho um corpo de uma mulher mutilado. Este acontecimento veio trazer À praça pública a lenda dos quarenta e cinco, que foi ganhando alguma importância com o passar dos anos.

Os pontos positivos do livro a meu ver, estão nos pormenores sórdidos contados na autópsia da rapariga morta. Estes também são visíveis nas mortes de outras pessoas ao longo do livro.
Também foi interessante a introdução do tema da modificação genética do milho, que desmistificou algumas das ideias sobre o mesmo. É também um livro muito real na medida em que retrata toda a vivência em meios pequenos, e rapidamente identificamo-nos com este aspecto.

Gostei das personagens, nomeadamente a evolução da Corrie e da relação desta com Pendergast. Já este continua a personagem perspicaz de sempre, assim como D´Agosta!

Ora sobre pontos negativos tenho a dizer que apesar de não ter lido as obras anteriores destes autores, nomeadamente A Relíquia e o Relicário, sabia que envolviam bichos no museu, e receava que este livro fosse pelo mesmo caminho. Mas não, os autores no final da trama encontraram uma solução bastante viável para explicar os vários homicídios de Medicine Creek.

Aconselho apesar de, na minha opinião, o livro Enxofre ser melhor (este marca o início da trilogia Diogenes e que estou agora a ler o último).

Boas leituras!

domingo, 15 de agosto de 2010

Douglas Preston e Lincoln Child - Enxofre


Foi este livro, que me introduziu no vício de ler estes autores e foi um mero achado. Encontrei na feira de livros do Chiado, que tanto adoro, foi um achado e pêras. Desde logo me senti seduzida pela sinopse e o preço foi convidativo a adquirir um dos melhores livros que alguma vez li.

Então o livro começa com o homicídio misterioso de Jeremy Groove, um crítico de arte detestado por muitos, cujo cadáver foi encontrado queimado apenas por dentro do corpo. No peito estava a marca de uma cruz derretida e no soalho da casa estava uma marca de uma pata. Havia um odor intenso a enxofre.

Ao investigar o crime, D´Agosta e claro, o famigerado Pendergast descobrem que Jeremy ligou a duas pessoas, que terão um fim em tudo semelhante ao de Jeremy. Mas realmente terá sido obra do Diabo como aparenta?
Adorei a personagem Pendergast, apesar do seu aspecto dito egocêntrico, consegue opinar de uma forma perspicaz e inteligente!

Uma coisa que gostei nestes autores, foi o facto de não haver momentos mortos na narrativa, há sempre surpresas, muita acção com uma ou outra perseguição pelo meio e mistério... por isso este calhamaço (na verdadeira ascensão da palavra) lê-se em pouquíssimo tempo. A fórmula dos capítulos curtos deixados em suspense, faz com que o leitor leia mais e mais.

Gostei das alusões à Bíblia para tentar explicar o enxofre, nomeadamente através dos episódios de Gomorra e Sodoma. Também gostei do enquadramento do violino Stradivarius na narrativa.
Um outro aspecto que foi uma lufada de ar fresco na história, foi a presença de Laura Hayward, uma polícia envolvida na investigação e que faz faísca com D´Agosta :)
As cenas em Florença...simplesmente espectaculares!

O crime é deslindado no final, e não querendo ser céptica, tudo tem uma explicação... O que falta explicar são mesmo certos pormenores referentes ao irmão de Pendergast, que é totalmente o seu oposto, é completamente maléfico por isso não hesito em ler já de seguida o próximo livro da trilogia, a Dança da Morte!

Recomendo vivamente! Um livro a não perder :D


domingo, 8 de agosto de 2010

Douglas Preston - O Codex Maia


Esta foi a minha primeira experiência em ler um dos autores preferidos a solo. Sou uma aficionada pela personagem Pendergast e pela escrita de Douglas Preston e Lincoln Child pelo que optei em ler este livro (que vinha no pack grandes thrillers da Saída de Emergência) no Verão, à sombra das palmeiras da piscina do Parque de Campismo de Olhão.

Então este livro, com a etiqueta de thriller arqueológico me despertou a atenção!
Tudo começa com uma cassete de vídeo de Maxwell Breadbent, em que refere que todos os tesouros que roubou estão desaparecidos e cabe aos seus três filhos a árdua missão de os descobrir pois estes tesouros é o seu legado e herança à sua descendência.

Assim, os três irmãos, com maneiras de estar na vida completamente diferentes, debatem-se com a opção de procurar o tesouro. Nisto é evidente, que todos eles vão alinhar na caça ao tesouro mas serão eles os únicos? Entre o tesouro está também um antigo código maia que pode conter a cura para o cancro, o que alicia terceiros na procura da herança de Max.

Desta forma conhecemos os três irmãos Tom, Philip e Vernon, completamente diferentes entre si e que darão início a uma aventura tipo Indiana Jones, pela selva dentro, à procura do suposto tesouro do pai, que estava às portas da morte, e encontra-se desaparecido...estará já morto?

Devo dizer, que apesar deste livro não ser propriamente o meu género, me proporcionou horas de leitura fantástica, cheias de aventura e com um final inesperado. Afinal na selva há anacondas e inimigos que querem passar a perna aos protagonistas, mas serão eles capazes de enfrentar todos estes perigos? A luxúria valerá a pena de serem quase mortos?

Gostei do jogo do rato-gato entre Tom e Sally, e no meu íntimo, pedia para que ficassem juntos, mesmo que a selva não seja um local propício para duas pessoas se apaixonarem. Um outro ponto forte, alguns diálogos que revelam algum humor ainda que negro, por parte do velho índio machista Alfonso.

Como ponto fraco aponto...a falta que Lincoln Child faz aqui! Douglas Preston poderia ter investido mais na pesquisa histórica sobre a cultura maia, teria enriquecido mais o livro!

Para quem leu Enxofre e outros livros da saga Pendergast, facilmente tem expectativas frustradas em ler este "Codex Maia". Mas altamente recomendável a fãs de acção tipo Indiana Jones.