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terça-feira, 15 de maio de 2012

Passatempo Contraponto - Giorgio Faletti: Eu Sou Deus (Resultado)

Com a preciosa colaboração da Contraponto, a menina dos policiais tinha um exemplar deste livro para oferecer. Desde já agradeço à editora e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 262 participações, das quais 260 válidas, as respostas correctas eram:

1. Que cidade é aterrorizada por um serial killer?
Nova Iorque.

2. Qual é a profissão de Russel Wade?
Reoórter fotográfico.

3. Como se chama a detective responsável pela investigação?
Vivien Light.

4. Complete a seguinte frase: "Este é o meu poder. Este é o meu dever. Este é o meu...
querer (Eu sou Deus).

5. Em que é licenciado o autor Giorgio Faletti?
Direito.

E após um sorteio no random.org, a vencedora é:

134 - Ana Catarina Dias (Viseu)

Parabéns à vencedora!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Passatempo Contraponto - Giorgio Faletti: Eu Sou Deus


Desta vez, e em parceria com a Contraponto, a menina dos policiais tem para sortear, um exemplar do livro Eu Sou Deus de Giorgio Faletti. Para participar no passatempo, tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.

Regras do Passatempo:
- O passatempo começa hoje dia 3 de Maio de 2012 e termina às 23h59 do dia 14 de Maio de 2012.

- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.

- O vencedor será contactado via e-mail.

- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.

- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui:

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Divulgação Contraponto: Giorgio Faletti - Eu Sou Deus


A aguardada obra de Giorgio Faletti, autor de Eu Mato, está prestes a chegar às bancas, sob a chancela da Contraponto.

Sinopse: Um serial killer aterroriza a cidade de Nova Iorque. As suas ações não seguem os padrões conhecidos pelos criminalistas, sendo a escolha das vítimas totalmente aleatória. Não lhes olha nos olhos enquanto morrem, mas também não o poderia fazer, pois ataca massivamente. As autoridades procuram desesperadamente um rosto, mas o assassino não tem rosto, nem nome, nem passado, nem futuro. Vivien Light, uma jovem detetive que esconde os dramas pessoais sob uma sólida imagem profissional, e Russel Wade, um repórter fotográfico com um passado que deseja esquecer, são a única esperança para deter este homicida - um homem que não pode ser responsabilizado pelos seus atos, um homem que acredita ser Deus.

Excerto

«Encontro um botão e pressiono-o com delicadeza. E outro. E mais outro. Um instante ou mil anos depois, a explosão é um trovão sem tempestade, a terra que acolhe o céu, um momento de libertação. Depois os gritos e a poeira e o barulho dos carros que chocam uns contra os outros e as sirenes que me avisam que, para muitas das pessoas que estão atrás de mim, chegaram ao fim os oito minutos. Este é o meu poder. Este é o meu dever. Este é o meu querer. Eu sou Deus.»

Críticas de imprensa

«Um fenómeno literário.»
Financial Times

«Com um só golpe, Faletti modernizou o tradicional mundo literário e editorial italiano. Em Eu Sou Deus, Faletti regressa ao thriller puro e duro.»
Corriere della Sera


Sobre o autor: Giorgio Faletti, licenciado em Direito, foi um cómico de grande sucesso da televisão italiana e mais tarde um cantor de êxito de música popular, chegando a ganhar o Prémio da Crítica no Festival de Sanremo de 1994. Eu Mato foi a estreia de Faletti na literatura, que se revelou, à semelhança de outras aventuras na sua carreira, um retumbante sucesso. De toda a sua obra já foram vendidos mais de 11 milhões de exemplares só na Itália, e o reconhecimento da crítica e do público saltaram rapidamente as fronteiras italianas.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Giorgio Faletti - Eu Sou Deus [Opinião]


Eu Sou Deus é o segundo romance do famigerado autor Giorgio Faletti, autor de um dos melhores livros que li em 2011, Eu Mato. Desde Maio do ano passado que ansiava pela publicação deste livro, que será posto à venda no próximo mês.

Comparando ambas as histórias, estas são definitivamente de cariz diferente. Eu Mato trazia um rápido e empolgante arranque na narrativa. Ora, Eu Sou Deus contrapõe-se na forma como se inicia, lenta e focada no veterano de guerra Wendell Johnson e na sua árdua história de vida. Em passagens no mínimo emocionantes, são descritos os efeitos da guerra do Vietname e os traumas que daí advêm tanto físicos como psicológicos, enfatizando esta personagem e a relação que estabelece com os demais. O leitor questiona-se como terá este homem influência na acção explanada na sinopse. E esta inicia-se apenas na página 68, altura em que, numa outra fase temporal, apresenta a detective Vivien Light. A então protagonista desta história investiga um caso de um desconhecido emparedado numa obra. Sem certezas sobre a sua identidade, tudo o que resta é uma estranha fotografia antiga e uma carteira. Ela irá associar-se a Russell Wade, um fotógrafo jornalista filho de uma família abastada mas que vê a sua carreira em decadência.

São duas personagens com um carácter forte, com os seus esqueletos no armário. A conjugação destas duas personagens de sexo oposto e dotadas desta forma, não é de todo inovadora e consegue ser bastante previsível o rumo da relação dos dois. Um cliché que resulta, e alivia a carga pesada da trama.
Além da componente thriller e do romance (ainda que numa versão muito discreta) há também um forte peso de emoções fortes, trazidas muito a partir do dramatismo dado pelas personagens secundárias. Estas, embora com um papel mais reduzido, revelam-se fulcrais com o desenvolvimento da narrativa.

Dado que há muitas passagens com a finalidade de apresentação de personagens, o autor recorre frequentemente a flashbacks, de forma a dar a conhecer um pouco mais sobre estas ou situações que sejam fulcrais para a narrativa. A forma como o faz não baralha o leitor, e enquadra-se bem na estrutura da narrativa.O autor tem uma escrita versátil, ora adequando-se às confissões homicidas deste homem perturbado, ora relatando com mestria os demais diálogos de personagens que, embora traumatizadas, não deixam transparecer qualquer tipo de más intenções. Faletti é um autor extremamente descritivo, e na minha opinião, muitas das passagens que se inserem nesta categoria seriam dispensáveis e contribuíram para alguma da morosidade que caracteriza a acção em Eu Sou Deus. Descrições violentas são nulas, embora choquem as passagens relativas aos massacres que vão ocorrendo.

Ora bem, Eu Sou Deus é a história de um homem que julga ter o poder de uma entidade superior, eliminando quem quiser e como o entender. Ele acha que é Deus, e como tal pode controlar quem vive e quem morre. Mas com este pressuposto achei que os homicídios fossem mais direccionados e chocantes. Não, este homem que se julga Deus mata em massa, escolhendo colocar de forma estratégica, dispositivos como bombas, permitindo assim eliminar várias pessoas ao mesmo tempo e contrariando as minhas expectativas. Não é não me sinta chocada com atentados terroristas, não é isso. É que a premissa do livro fez-me pensar que cada pessoa seria eliminada após um cauteloso critério, à semelhança de Eu Mato e isso teria um outro impacto na história, muito mais forte, a meu ver.
Àparte deste reparo, Eu Sou Deus é uma boa história: tramas paralelas aparentemente sem ligação cujo fio condutor remota há anos atrás, vinganças pessoais por parte de personagens complexas e uma dose sobrelevada de mistério. O que se avizinhava por um livro moroso, rapidamente se torna frenético e compulsivo.

Mas eis que Faletti nos troca as voltas, e o final é absolutamente imprevisível. Quando o leitor julga que tem desvendado o crime, eis que há uma reviravolta final, muitíssimo bem conseguida e coerente no contexto da narrativa, que marcará a diferença. Eu fiquei genuinamente surpreendida e quando fechei o livro, nem queria acreditar no que tinha acabado de ler!

Na minha opinião, o livro fica um pouco aquém de Eu Mato, contudo não posso deixar de recomenda-lo. Eu Sou Deus comprova que o autor Giorgio Faletti continua a dar cartas na literatura thriller. Da leitura dos seus livros, ficou a ansiedade em ler uma próxima obra do autor.

Link

quinta-feira, 24 de março de 2011

Giorgio Faletti - Eu Mato [Opinião]



Quem diria que um comediante escreve um bom policial... pois se Giorgio Faletti desperta sorrisos e gargalhadas a muitos, a outros consegue arrancar arrepios, indignação e tensão!

Eu Mato conta a história de um serial killer bastante sórdido, que liga para um programa de rádio a anunciar o homicídio, deixando uma música como pista para a identificação da potencial vítima.

Nas primeiras páginas do livro, são apresentadas as personagens, com quem imediatamente sentimos empatia, o menino com problemas mentais que acompanha religiosamente os programas e as músicas da rádio, Pierrot e Jean-Loup Verdier, o apresentador desse mesmo programa. Também o agente do FBI Frank Ottobre,que estava em Monte Carlo, debatendo-se com os seus próprios fantasmas e, aliado ao amigo, o delegado de polícia Nicolas Hulot, decide que dará um fim à matança. Mas não só estas personagens aguçam a curiosidade do leitor, o que terá a esconder a misteriosa Helena Parker?

No que concerne a descrições de personagens tenho a referir que até as vítimas são tidas em conta. Assim, todas elas têm uma personalidade, uma maneira de estar na vida que, normalmente não são aspectos tão enfatizados numa personagem de literatura policial.
E não são só descrições de personagens, o autor prima pelas referências de pormenores a locais e a situações. A descrição no romance policial é sempre algo ambíguo: se por um lado o leitor quer imediatamente passar a acção, descurando os pormenores descritivos, por outro esta componente facilita um visionamento da acção na nossa mente, tal como um filme!

No que diz respeito ao serial killer, este é uma mistura entre o famigerado Ed Gein e Hannibal Lecter. Um dos aspectos mais relevantes do livro é a sua análise do perfil psicológico e o encaixe deste com a tipologia dos crimes, muito sangue e rostos mutilados. Denotei que o autor utiliza uma linguagem diferente nas falas desta personagem quando os telefonemas para a rádio, comparativamente aos demais personagens, facto que ajuda o leitor a sentir-se mais irrequieto, tenso e desconfiado. Achei que os telefonemas, ainda que breves, tinham um cariz perturbador e conseguiram deixar-me inquieta. Quanto às músicas escolhidas para cada vítima, devo dizer que o autor fez uma ligação bastante inteligente e que não era assim tão imediata.

Inicia-se então uma verdadeira caça ao homem, cujos homicídios são bastante gráficos, encontrando-se descritos ao pormenor, havendo pelo meio algumas peripécias surpreendentes.

Gostei do desfecho, conhecer a identidade do serial killer e o seu background, a sua infância e o desenvolvimento como indivíduo na sociedade.

Fico a aguardar atentamente o segundo livro do autor, intitulado "Eu sou Deus". Recomendo vivamente, é uma excelente leitura!