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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Passatempo Pack Círculo de Leitores



Agosto é sinónimo de férias mas, para mim, tem um gosto especial!
Neste mês comemoro 10 anos de blogue e, para assinalar a data, coadunando-a com a praia e sol, tenho para oferecer 3 kits compostos pelos livros A 9ª Vítima de Tami Hoag e Sem Medo de Lisa Gardner bem como dois produtos solares.

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 4 de Agosto de 2020 e termina às 23h59 do dia 15 de Agosto de 2020.
- Os participantes deverão ser seguidores do blogue (fazer login na caixa dos seguidores na barra direita do blogue)
- Os participantes vencedores serão escolhidos aleatoriamente.
- O blogue não se responsabiliza por extravios dos CTT. O kit será enviado directamente pela editora
- A partilha do passatempo numa rede social, pública, vale uma entrada grátis
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.

Participem, divulguem pelos vossos amigos e, boa sorte :)

sábado, 3 de junho de 2017

Lisa Gardner - Não Me Apanhas [Divulgação Circulo de Leitores]


Data de publicação: Junho 2017

               Titulo Original: Catch Me
               Preço com IVA: 15,74€
               Páginas: 336
               ISBN:

Sinopse: Duas mulheres face a face. Qual delas é a vítima? Qual é a assassina?
A detetive D.D. Warren não se surpreende facilmente. Mas uma mulher junto ao local do crime que investiga faz-lhe uma proposta surpreendente. Charlene acredita piamente que vai ser assassinada dali a quatro dias e quer que seja a melhor detetive de Boston a dirigir a investigação sobre a sua própria morte. D.D. depressa percebe que não é uma vulgar vítima. Charlene não está disposta a desaparecer sem oferecer resistência − dispara, luta e corre melhor do que ninguém em Boston. O que leva à pergunta: Charlene é a próxima vítima ou a assassina? Ao tentar descobrir quem anda a matar pedófilos em Boston, D.D. estuda os homicídios das amigas de Charlene, esperando encontrar a resposta antes do próximo e sinistro dia 21 de janeiro. Charlene corre perigo ou guarda um segredo medonho que pode afinal ser a maior ameaça de todas?

Sobre a autora: Natural de Oregon, nos EUA, Lisa Gardner começou pelo romance editando sob o pseudónimo de Alicia Scott. Em finais dos anos 90 decidiu mudar de género e ao romantismo dos primeiros livros passou a aliar o suspense. Pesquisa alguns dos mais arrepiantes casos de psicopatas, inventa um enredo de pistas, aplica à escrita o rigor das pesquisas do FBI. «Minha até à Morte» - o seu primeiro grande sucesso - atinge os 6 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, tornando-a uma das mais aclamadas escritoras norte-americanas. Em Portugal foram editados, pelo Círculo de Leitores, alguns dos seus melhores títulos: «A Filha Secreta», «O Assassino das Sombras», «A Vingança de Olhos Negros», «O Clube das Sobreviventes», «A Hora da Morte».
Autora de 13 bestsellers da lista do New York Times. Já vendeu 22 milhões de livros em 30 países. Foi premiada com o galardão máximo da International Thriller Writers e com o Prémio Daphne du Maurier. Entre os romances da detetive D.D. Warren contam-se Salvar a Pele, A Sobrevivente e Plano Perfeito.


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Lisa Gardner - Plano Perfeito [Divulgação Círculo de Leitores]


Data de publicação: Março 2016

               Título Original: Love You More
               Preço com IVA: 13,99€
               Páginas: 352
               ISBN:

Sinopse: Seria uma mãe capaz de fazer mal à própria filha?
“De quem é que gostas?” Uma pergunta, uma decisão tomada numa fração de segundo e Brian Darby cai morto no chão da cozinha. A sua mulher, a agente da polícia, Tessa Leoni, afirma tê-lo alvejado em legítima defesa e o seu corpo espancado comprova a história. Para a experiente detetive D.D. Warren o caso está resolvido. Mas onde se encontra a filha deles? Quando a investigação obriga à busca frenética de uma criança desaparecida, D.D. Warren tem de trabalhar com o ex-amante Bobby Dodge e obter as respostas de perguntas incómodas. Seria uma agente da polícia capaz de matar o próprio marido? E seria uma mãe capaz de fazer mal à própria filha? 

Sobre a autora: Natural de Oregon, nos EUA, Lisa Gardner começou pelo romance editando sob o pseudónimo de Alicia Scott. Em finais dos anos 90 decidiu mudar de género e ao romantismo dos primeiros livros passou a aliar o suspense. 
Pesquisa alguns dos mais arrepiantes casos de psicopatas, inventa um enredo de pistas, aplica à escrita o rigor das pesquisas do FBI. «Minha até à Morte» - o seu primeiro grande sucesso – atinge os 6 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, tornando-a uma das mais aclamadas escritoras norte-americanas. 
Em Portugal foram editados, pelo Círculo de Leitores, alguns dos seus melhores títulos: «A Filha Secreta», «O Assassino das Sombras», «A Vingança de Olhos Negros», «O Clube das Sobreviventes», «A Hora da Morte».

Imprensa
«A maioria dos meus títulos são inspirados pelas parangonas dos jornais. Plano Perfeito (no original Love You More, significa literalmente “eu ainda gosto mais de ti”) foi inspirado num caso passado na Florida, em que uma mãe foi acusada de ter assassinado a filha de quatro anos. Enquanto pais, a primeira coisa que nos ocorre é ‘como foi possível uma mãe fazer tal coisa?’. Investiguei o caso, tendo em mente o que implica sermos pais. O resultado final é este livro que, por um lado teve origem num caso muito dramático, mas que por outro lado representa um tributo ao amor paternal. Pelos nossos filhos, a maioria de nós seria capaz de calcorrear o Planeta inteiro. Se além do mais, fôssemos polícias, com formação em uso de armas, seríamos uns pais imbatíveis.» 
Lisa Gardner

«Emotivamente real, arrepiante e irresistível.»
Lisa Scottoline

«Ninguém domina este nicho do género como Lisa Gardner. E Plano Perfeito pode ser o seu melhor livro de sempre.»
Lee Child

«A história palpitante de um drama familiar por uma mestra do thriller. Não consegui parar de ler.»
Tess Gerritsen



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Lisa Gardner - A Hora da Morte [Opinião]


Sinopse: "O que farás quando o tempo chegar ao fim?"
Dia após dia, esperava que o primeiro cadáver fosse descoberto - um corpo contendo todas as pistas de que os detectives precisavam para encontrar a segunda vítima, que agardava uma morte lenta, mas certa. 
As horas passavam - o salvamento era possível, mas a polícia nunca chegou a tempo. Passaram-se anos, porém, para este assassino o tempo parara. 
Quando uma vaga de calor se abate sobre a região, o jogo recomeça. Duas raparigas desaparecem - e as horas continuam a passar. A agente do FBI Kimberly Quincy sabe que terá de infringir algumas regras para vencer um criminoso cruel no jogo que ele aperfeiçoou. A hora da morte chegou.

Opinião: A Hora da Morte é o quarto livro protagonizado por Quincy e Rainie. No entanto estas personagens vão sendo secundarizadas à medida que Kimberly, a filha de Quincy, se destaca.  É esta que será a força motriz na investigação da história, em conjunto com Mac McCormack.

Em todos os livros da autora, denota-se uma certa morbidez na formulação do serial killer e em A Hora da Morte, verifica-se o mesmo. As jovens raparigas são raptadas aos pares e se uma é imediatamente morta, a outra é levada para um local onde se depara com uma lenta e dolorosa morte. O ritmo de A Hora da Morte é intenso, sensação conseguida às custas das corridas contra o tempo para encontrar as vítimas antes de morrer. Em especial, a situação do último par de vítimas, concretamente a jovem Tina, que se definha. Mac e Kimberly buscam incessantemente a jovem, com base nas provas que foram deixadas.
Gardner consegue recriar um ambiente aterrador e um apelo à sobrevivência verossímil. Senti-me tensa, especialmente ao ler as passagens de Tina, com ânsias que a jovem conseguisse sair sã e salva.
Tal como o modus operandi sugere, a autora formula, uma vez mais, um psicopata extremamente mórbido. Apesar da sua identidade ser uma incógnita até ao final, apreciei e muito o perfil psicológico que foi-se desenhando ao longo da história.

Como tem sido hábito, a autora introduz uma parte romântica na narrativa. Há efectivamente um casal assumido: Rainie e Quincy. Contudo, Kimberly mostra grande empatia com McCormack. As cenas mais quentes entre estes são atenuadas pela componente thriller, que é claramente predominante.
Kimberly aparecera outrora na literatura da autora, em particular e com grande destaque no livro anterior, A Vingança de Olhos Negros, conferindo assim uma familiaridade ao leitor. Por mim falo que já sentia uma empatia pela personagem e foi agradável revê-la bem como a Rainie e Quincy. Estes surgem na história, trazendo algo de novo, um dilema nas suas vidas. Este não terá solução no presente livro e o leitor fica naturalmente curioso em ler o livro seguinte, Desaparecida.

Penso que já terei dito mas volto a reforçar, Lisa Gardner é uma autora de grande qualidade. Desde que li Diz Adeus, senti curiosidade em ler as restantes obras e estas não me têm desiludido. Antes pelo contrário,  estas prometem leituras empolgantes e surpreendentes e a presente não é excepção. Recomendo A Hora da Morte, bem como a restante saga de Quincy e Rainie.


terça-feira, 18 de junho de 2013

Lisa Gardner - A Vingança de Olhos Negros [Opinião]


Sinopse: O agente especial do FBI Pierce Quincy é perseguido pela morte da filha. O relatório oficial concluiu que Amanda conduzia embriagada quando perdeu o controlo do carro. Pierce estava a par do problema da filha com o álcool. Tal como o homem que a matou.
Este assassino é diferente. Tem uma fome insaciável de vingança. Não se contenta em tirar a vida às vítimas... quer entrar-lhes nas mentes e despojá-las de todas as defesas. O seu alvo não constitui segredo: a única filha sobrevivente de Quincy.

Opinião: Este é o terceiro livro protagonizado por Rainie e Quincy e tem sido para mim, um prazer acompanhar a evolução deste casal. Depois de Minha Até à Morte e O Assassino das Sombras, torna-se evidente o futuro destas duas personagens com este livro. Embora por vezes referenciada como autora de suspense romântico, na minha opinião o género não se verifica neste livro. Não obstante haver uma cena de cariz sexual relativamente explícito, a trama relaciona-se fortemente com o género de thriller.
É precisamente este o livro que explica os acontecimentos que assombrarão Pierce Quincy para o resto da sua vida. 

A Vingança de Olhos Negros foi sem dúvida, na minha opinião, um dos livros que mais gostei de Lisa Gardner. O título não poderia estar mais adequado pois a trama debruça-se sobre a temática da vingança e assume proporções que, sinceramente, eu estaria longe de imaginar. 
Assim, estamos perante um vilão extremamente maldoso e sedento de vingança, cujas acções não têm limites. Um bodycount considerável com indícios de grande malícia, consequência da perseguição cerrada a Quincy, foi de facto o que mais me impressionou no presente livro. Além disso, chocou-me, em particular, uma passagem referente à amiga de Mandy, Mary Olsen.
A familiaridade conferida pelas personagens é reconfortante, e consegui envolver-me nos dramas das mesmas.

Rainie Connor, que teve uma importância fulcral na obra antecessora, volta a ter destaque e juntamente com Quincy a força motora para a resolução do caso que se afigura em A Vingança de Olhos Negros. Ao contrário do constatado nos livros anteriores, Quincy dança no limbo de oscilar simultaneamente entre os papéis de herói e vítima.

Pela primeira vez surge Kimberly, a filha mais nova de Quincy que terá um papel de destaque em Diz Adeus (sim, eu devia ter lido por ordem mas confesso que foi esta obra que me deixou rendida com a autora). Ainda assim, aconselho ler a série ordenadamente. É que A Vingança de Olhos Negros traz referências a Jim Beckett (o vilão assumido de Minha Até à Morte) e ao episódio passado em O Assassino das Sombras.

Em suma, a série protagonizada por Rainie e Quincy é extremamente cativante, rica e diversificada. A cada história que leio, noto uma independência nos contornos criminais e uma ligação cada vez maior com as personagens. Adorei este livro, e considero que esta saga que merece destaque, sem margem para dúvidas!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Lisa Gardner - A Sobrevivente [Divulgação Editorial Círculo de Leitores]


Data de Publicação: Junho 2013

Título Original: Live To Tell
                  Preço com IVA: 13,99€
                 Colecção: Detective D.D. Warren #4

Sinopse: Na obra de suspense mais emocionante de Lisa Gardner, a vida de três mulheres vai desdobrar-se e conectar-se de maneiras inesperadas. Pecados do passado são revelados e segredos assustadores mostram a força que os laços de família podem ter. Às vezes, os crimes mais devastadores são aqueles que acontecem mais perto de nós. 
A queda dos inocentes. Uma família é brutalmente assassinada. O pai, único sobrevivente do massacre, é também o maior suspeito. Face ao horror, só a detetive D.D. Warren parece manter o sangue-frio e tentar chegar mais longe na sua investigação. Aos poucos, deixa-se envolver numa teia de mentiras que liga o destino de três mulheres – uma enfermeira na ala de psiquiatria, uma mãe decidida a proteger os filhos e uma menina sem medos. Quem planeou afinal aquele crime? Quem o oculta? 

Imprensa:
«Um romance emocionante que revela uma chocante solução e um perfeito senso de justiça.» 
Publishers Weekly
  
«A vida de três mulheres colide no novo arrepiante thriller de Gardner… Eletrizante.» 
Romantic Times 

«Afinado como um piano… Uma montanha-russa de suspense.» 
Karin Slaughter  


domingo, 21 de abril de 2013

Lisa Gardner - A Filha Secreta [Opinião]


Sinopse: Aquilo que não sabemos pode matar-nos. Melanie perdera todas as recordações anteriores à adopção e agora alguém quer devolver-lhas. Mesmo que isso inclua o pesadelo mais tenebroso que a família Stokes já enfrentou: o assassínio da sua primeira filha no Texas. À medida que Melanie persegue toda e qualquer pista em busca da sua verdadeira identidade, dois acontecimentos aparentemente não relacionados de há vinte anos juntam-se numa perigosa explosão de verdade. E com a própria vida em risco, Melanie receia que as pessoas que mais ama, as da sua família, sejam aquelas em quem menos deve confiar.

Opinião: Mais um excelente livro desta autora!
Estou a ler a série ordenadamente mas constatei que A Filha Secreta seria um livro independente. As várias opiniões favoráveis bem como a sinopse, levaram-me à escolha deste livro invés de ter optado pela Vingança de Olhos Negros, o sucessor de O Assassino das Sombras.
De facto, o agente especial Pierce Quincy tem uma breve aparição e autora inclui uns lamirés do caso de Jim, que remota ao livro Minha Até à Morte. Nada que dificulte o desfrutar em pleno deste livro, sem a leitura prévia das obras da autora.

O livro aborda um tema muito delicado: a adopção de crianças. Em particular, esta adopção está embebida num ambiente sombrio até porque se considera a criança adoptada como substituta de uma que terá sido vítima de um homicídio.
O tema da pena de morte também é incluído embora sem grandes desenvolvimento. Como tal, o início do livro é bastante angustiante uma vez que presenciamos uma execução, descrita sem qualquer floreado.
O mais tenebroso não é nem a adopção, nem a pena de morte. É a forma como ela recalcou as vivências antes da adopção. No início pareceu-me algo forçado, afinal de contas aquando a adopção, Melanie teria 9 anos, altura em que são vividas todas as memórias passadas. Mas recordo-me das minhas antigas aulas de psicologia de 12º, que estes mecanismos de defesa são accionados na altura de um trauma e eu, felizmente não tendo passado por nenhum, não sei conceber este processo. Logo, dei o benefício da dúvida a este estado amnésico por parte de Melanie.

Não que tenha desgostado da personagem. Como já é hábito, a autora desenvolve de uma forma bastante completa as personagens fulcrais da trama. Segue-se todo um panorama dos vinte e nove anos de Melanie bem como a vida de David, este um pouco mais velho. Desde o início que é previsível o seu envolvimento uma vez que a autora consegue, e muito eficazmente, enfatizar ainda que de forma discreta, a química que surge entre ambos. Apenas não é discreta na descrição da primeira noite de amor que passam juntos, estando quase à altura daquelas autoras versadas nos romances sensuais.
Exceptuando este facto, o único que a meu ver que é de facto expectável, a trama assegura umas grandes reviravoltas. Aliás, esta é uma história com contornos misteriosos e uma pitada de romance combinando com um desfecho bastante imprevisível.

Enfatizando uma vez mais a componente pessoal das personagens, a autora consegue pôr em prática o conceito de uma família desfuncional, o que acaba por realçar Melanie e tornar as restantes personagens algo suspeitas, embora de forma traiçoeira, uma vez que o vilão assumido terá morrido há mais de vinte anos. 

A Filha Secreta proporcionou-me uma excelente leitura, sem margem para dúvidas! Mais uma vez mostra o porquê se ser fã de Lisa Gardner. Até ao próximo livro!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Lisa Gardner - O Assassino das Sombras [Opinião]


Sinopse: Um acto inqualificável deixou destroçada a pacífica cidade de Bakersville e os habitantes, outrora tolerantes, exigem justiça. Mas embora um rapaz tenha confessado o crime hediondo, tudo leva a crer que não seja culpado.
A agente Rainie Conner está no centro da controvérsia. Tudo se passa demasiado perto de casa, trazendo-lhe à memória os seus piores pesadelos e ameaçando revelar os seus pecados secretos. Porém, com a vida do rapaz em jogo, nada a detém na busca do verdadeiro assassino. Com a ajuda de Pierce Quincy, um agente do FBI, Rainie descobre uma verdade mais terrível do que alguma vez imaginara...

Opinião: Este é o segundo livro protagonizado por Quincy e Rainie, que relembro, em Minha Até à Morte, Quincy tinha um papel muito fugaz. Quanto a Rainie, esta nem sequer estava contemplada na narrativa.
Porém, em O Assassino das Sombras, o caso muda de figura. A autora investe em Lorraine Conner, dotando-a de um passado sombrio e volta a chamar o agente do FBI, Pierce Quincy, membro da Unidade de Ciência Comportamental, afim de analisar o caso que se sucede.

Não quero levantar spoilers, mas tenho mesmo que comentar este facto, apesar de não estar claro na sinopse. Este é um livro que aborda o fenómeno dos tiroteios em escolas. Achava eu ser este um fenómeno relativamente recente quando me apercebi que o livro, foi escrito em 2001 e já nesse ano, os Estados Unidos contavam com casos pontuais de tiroteios em comunidades escolares e levados a cabo por alunos.
Estas situações, para mim que trabalho numa escola, deixam-me muito apreensiva.

O que me chocou no livro foi precisamente esse facto: existe efectivamente uma criança suspeita da autoria dos disparos, e há grande desenvolvimento em torno da sua personalidade e vivências, isto num pano de fundo de investigação policial. 
Penso que a trama está longe de ser ficcionada, pois é verdadeiramente perceptível o medo e o choque que terão sentido os familiares dos envolvidos do massacre de Colombine. E este foi apenas um dos massacres desta dimensão. Nas notas iniciais da autora, chocou-me muito ela ter referido que em 1998, tragédias como esta teriam já ocorrido, assistindo ela a cinco tiroteios no espaço de quinze meses. É de facto uma situação lamentável, mas normalmente são desencadeadas por infâncias ou traumas mal resolvidos, daí cada vez mais eminente um acompanhamento das nossas crianças. Felizmente em Portugal não há casos registados, mas estes já terão ocorrido também um pouco pela Europa.

No entanto, o que me agradou na história, foi o modo como a autora recorre ao passado de Rainie e como de certa forma, este terá influenciado o massacre descrito na trama. E ninguém melhor que Quincy para entender Rainie, ele que também tem mazelas familiares e uma história de vida extremamente comovente.
As emoções não são descuradas, e Lisa Gardner cria um ambiente de muita empatia e cumplicidade entre os dois responsáveis da investigação antecipando um romance que certamente será mais desenvolvido em livros posteriores. 

O Assassino das Sombras constitui assim um policial poderosíssimo pela intensidade dos acontecimentos descritos, bem como a infeliz familiaridade que estes são acompanhados. Um tema desconfortável, que nunca vi abordado na literatura, com proporções comoventes como a que será a do luto numa inteira comunidade escolar. Sinceramente, nem quero imaginar...
Daí que este foi um livro que me marcou muito e anseio pela leitura do próximo livro da saga Quincy & Rainie, A Vingança de Olhos Negros.


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Lisa Gardner - Desaparecida [Divulgação Editorial Círculo de Leitores]


Sinopse: Um carro abandonado numa noite de tempestade na zona rural de Oregon. No interior é encontrada apenas a carteira, mas não há vestígios da condutora. O que pode parecer um banal acidente acaba por se revelar um mistério de intrincados contornos. Pierce Quincy, profiler do FBI é chamada para investigar. Aquele é o carro da sua ex-mulher, uma alcoólica que sofreu uma recaída e que tinha todas as razões do mundo para querer desaparecer. Apesar de separados, eles investigavam um duplo homicídio e o abandono do carro em plena estrada, sem mensagens nem pistas pode ter sido engendrado como uma terrível vingança. Intenso thriller psicológico assinado por Lisa Gardner.



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Lisa Gardner - Minha Até à Morte [Opinião]

Ter lido Diz Adeus de Lisa Gardner no mês passado deu-me a certeza que iria continuar a ler as restantes obras da autora. Desta forma, foi com muitas expectativas que escolhi Minha Até à Morte, o primeiro da saga protagonizada pelo agente especial do FBI Pierce Quincy e Rainie Connor, uma agente da polícia.

Tess é muito jovem quando se casa com o polícia Jim Beckett, descobrindo que este é na realidade um controlador, maníaco, abusivo, psicopata (só qualidades, portanto!). Mas esta é uma faceta que apenas Tess conhece, sendo um policia socialmente bem aceite na comunidade onde vive. Mas Tess consegue denunciar o role de abusos e Jim é preso. Quatro anos depois, consegue evadir-se da prisão, com um enorme desejo de vingança. É então que Tess, sob uma entidade falsa, pede ajuda a um ex mercenário solitário, J.T. Este tem vários problemas associados ao álcool que derivam da sua condição social e da vida quase eremita que este leva.

Esta é, à semelhança de Diz Adeus e O Vizinho, uma história extremamente envolvente. A autora prima pela descrição dura dos vários maus tratos a que Tess é submetida, ultrapassando a barreira da ficção/realidade. Afinal de contas, Jim é uma personagem deveras bem caracterizada e acima de tudo credível, pois infelizmente violência doméstica é uma temática controversa mas até frequente na sociedade actual.

Apesar de suscitar uma história de amor entre uma personagem tão fragilizada como Tess e outra tão carente e isolada como J.T., a relação remete sobretudo para a aprendizagem da confiança e da auto estima que tão bem é retratada ao percorrer as páginas do livro. Contudo, esta relação é igualmente munida por uma carga sexual e uma sensualidade muito fincadas. Existem algumas passagens mais sexuais, que talvez se enquadram mais num género de romance sensual, subtilmente narradas, dentro de uma voluptuosidade que eu própria desconhecia da autora. Afinal de contas, O Vizinho e Diz Adeus, são livros que integralmente pertencem ao género de thriller.
A par, J.T. tenta estabelecer laços mais fortes com a sua irmã. Estes estão fragilizados devido a fantasmas do passado e que, a pouco e pouco, voltam para desorientar Marion. Daí que este livro tenha uma carga emocional particularmente forte, debatendo não só questões do foro romântico como fraternal.

Apesar de ser, como já referi anteriormente, o primeiro livro da saga de Rainie & Quincy, a primeira personagem não participa no livro. Sei de antemão que irá relacionar-se com Quincy num livro posterior. Resta-me portanto ler o resto da saga e os livros de Lisa Gardner estão todos na estante a aguardar a sua vez, que será para breve. 
Já Quincy tem um papel muito ligeiro na investigação e na caça ao homem a Jim Beckett. Afinal de contas, passa a ser este o enfoque de toda a acção, tendo como pano de fundo os planos e o treino a que se submete Tess para se defender do ex-marido. Portanto, em relação ao enredo, achei-o bastante simples e até algo básico. A envolvência da história dá-se através da forma como são apresentadas as personagens bem como os sentimentos que elas transmitem ao leitor. E claro, à adrenalina que se faz sentir através da sede de vingança de Jim e o sentimento de posse não só em relação a Tess mas sobretudo para com a filha de ambos, Samantha. E claro, tal sentimento tão poderoso vem provocar um número de homicídios, que não sendo propriamente dentro do chocante, as suas descrições estão dignas e repletas de emoções fortes.

Inquestionavelmente Lisa Gardner tornou-se uma das minhas autoras de eleição, prometendo tramas bem arquitectadas e emocionantes, fazendo com que cada livro seja um momento de leitura compulsiva e impressionante. Minha até à Morte está longe de ser o meu favorito da autora (e tendo em conta que com este livro, perfazem três os que li de Gardner), mas que, por tudo que anteriormente referi, proporcionou um bom momento de leitura. Gostei e recomendo!

sábado, 18 de agosto de 2012

Lisa Gardner - Diz Adeus [Opinião]

Este é o segundo livro de Lisa Gardner que leio e achei absolutamente fantástico! Depois de ter lido O Vizinho, acumulei alguns livros da autora que certamente irei ler, mais convicta anda depois da experiência com Diz Adeus.

Ginny Jones desaparece sem deixar rasto...
Kimberly Quincy está grávida de cinco meses e é agente especial do FBI. Certa noite, Kimberly recebe um telefonema estranho de um polícia local, pedindo-lhe para vir falar com uma prostituta. Esta diz a Kimberly que outras prostitutas estão a ser assassinadas por um homem que se chama Dinchara, um tipo sombrio obcecado com aranhas.

Confesso que normalmente não leio muitos livros editados pela Círculo de Leitores, apesar da editora publicar uma das minhas autoras preferidas (e uma das primeiras que li em matéria de thriller), Tami Hoag. Penso que os livros, de capa dura (e como tal mais resistentes), são igualmente mais pesados, o que dificulta o seu transporte, para quem lê muito fora de casa (como é o meu caso) o que no presente caso não achei. Também a referir, o CL tem livros muitíssimo bons mas restritos apenas aos sócios do Círculo de Leitores.

Fortemente desaconselhado a aracnofóbicos, a trama contém vários factos sobre aracnídeos, arrepiantes. Aliás. para ser mais específica, cada capítulo começa com uma frase alusiva às aranhas.
Por um lado felicito a autora pelo extenso trabalho de pesquisa sobre inúmeros factos sobre biologia aracnídea, por outro, Lisa Gardner fez com que eu ficasse arrepiada com estes bichos, coisa que nem me passaria pela cabeça pois sempre fui indiferente aos artrópodes. E por isso devo dizer que aprendi uma série de coisas sobre aranhas e claro, acho que passei a ter mais respeito e até algum medo destas...

Aranhas são portanto um fetiche numa história aterradora, onde a autora constrói o perfil psicológico de um serial killer, abordando uma série de maus tratos inconcebíveis passando por práticas de pedofilia. São portanto relatos difíceis de digerir mas que fazem todo o sentido se consciencializarmos que possivelmente os psicopatas terão tido uma infância conturbada.
Esta descrição de uma infância roubada é feita em primeira mão, por um menino que cresce sob as paredes do temível Homem dos Hambúrgueres.
O perturbador do livro reside também na forma como a degradação social é ilustrada, nomeadamente como este homem trata e manipula as prostitutas. A maneira como é retratada a evolução de vítima a predador é igualmente estonteante, deixando antever que vilões há possivelmente mais do que um, partilhando do mesmo perfil doentio.
Basicamente são estes os aspectos que me deixaram horrorizada mas extremamente embrenhada nesta leitura compulsiva que durou dois dias apenas. Achei a trama muito boa, com alguns e inesperados twists, com muita acção e suspense. Por outro lado, o facto da protagonista estar grávida faz com que haja uma ternura muito natural relacionada com Kimberly.

Apesar de Diz Adeus ser o sexto livro protagonizado por Quincy e Rainie, senti-me confortável com as personagens, por isso encorajo quem desconhece os livros de Lisa Gardner e se sinta curioso em ler este, que o faça pois entenderá e desfrutará de uma história mórbida e horripilante.
Quincy é o pai da protagonista Kimberly e Rainie a madrasta. Certamente que terão tido a evolução da sua relação retratada nos livros anteriores, o que aguçou a minha curiosidade em ler os demais livros.

Em suma, Diz Adeus é um livro que recomendo fortemente... se não for aracnofóbico, claro!







Mais informações sobre o livro aqui.

sábado, 21 de maio de 2011

Lisa Gardner - O Vizinho [Opinião]

Com o apoio das Publicações Europa América, estreei-me nesta autora e devo dizer que adorei!
Este livro é um típico thriller psicológico. Sabem aquelas leituras que nos fazem com que olhemos para trás diversas vezes ao mínimo barulho que oiçamos e com que os pêlos dos braços se arrepiem? Pois esta encaixa-se mesmo nesse perfil!
Em O Vizinho, Sandra Jones de 23 anos é raptada, deixando para trás os seus pertences e acima de tudo, a sua filha Ree de 4 anos.

Ora o livro começa precisamente com um relato em primeira mão de Sandra nos momentos que antecedem o bater na porta e a personagem ser levada do seu próprio lar. Como a sinopse indica, as suspeitas recaem sobretudo no marido, Jason Jones, um pouco mais velho que Sandra, uma vez que este almeja arduamente limpar qualquer pista para encontrar a sua esposa.

Então e perguntam vocês porquê o título do livro "O Vizinho"? Nas redondezas da casa dos Jones, vive um rapaz bastante estranho Aidan Brewster, ex presidiário, e que tenta a todo o custo ilibar-se do que possa ter acontecido à rapariga, tal é o poder do estigma que ele exerce sobre a vizinhança.
Desta forma, a sargento detective D.D. Warren (não faço a mais pequena ideia do que significam as iniciais) e o sargento Brian Miller são chamados a investigar este estranho caso.

Um aspecto interessante da estrutura do livro é a forma em como as personagens Sandra e Aidan relatam na primeira pessoa, as suas próprias perspectivas e vivências, permitindo ao leitor percepcionar as suas maneiras de ser. Assim, este vê com os seus próprios olhos, ou sente na pele o que estas personagens nos transmitem no decorrer da narrativa.
Jason é uma personagem mais superficial, tendo uma descrição mais subjectiva, o leitor interpreta-a de forma mais pessoal, incutindo um certo sentimento de desconfiança. E a adorável Ree, uma criança inocente que terá testemunhado o súbito desaparecimento da mãe, uma personagem a qual nos é impossível ficar indiferentes.

Em relação aos detectives, não senti grande ligação com os mesmos. Talvez porque este livro seja já o terceiro protagonizado por D.D. Warren e muito provavelmente o seu perfil estaria já mais delineado nos livros anteriores. E tendo eu lido livros com brilhantes prestações de detectives, não achei que Miller e Warren fossem assim tão relevantes na história...

Apesar do livro não ser dotado de aspectos violentos ou gore, torna-se por vezes desconfortável ler passagens que se relacionam com a temática dos abusos sexuais. No entanto há uma vertente de mistério que se adensa página após página, aliado a uma pitadinha ligeira de romance e drama...muito drama. Munido de alguns twists, o desenvolvimento da história distancia-se da linearidade que eu imaginava ao início. O desfecho é bastante intenso, e nas últimas páginas somos confrontados com o que realmente se passou com Sandra, e devo dizer que foi bastante imprevisível.

Uma leitura rápida e bastante viciante, que nos faz reflectir sobre vários aspectos, nomeadamente:
- Conhecemos realmente o nosso companheiro de vida?
- Por muito que amemos alguém, estaremos mesmo aptos a ficar com essa pessoa para sempre?
- Que sacrifícios somos capazes de fazer por quem amamos?
- Os nossos vizinhos serão fáceis de inteligir?

É realmente um livro que, constituindo um thriller, também nos deixa apreensivos com estas questões. Recomendo sem reservas!