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segunda-feira, 11 de maio de 2020

Tarryn Fisher - Margo [Opinião]


Sinopse: Em Bone há uma casa. Na casa há uma rapariga. Na rapariga há uma escuridão.
Margo não é como as outras raparigas. Ela vive em Bone, um bairro abandonado, numa casa decrépita, com a sua mãe negligente que não lhe fala há dois anos. Os dias passam e ela sente-se invisível. O seu mundo vira do avesso quando conhece o vizinho Judah Grant, preso a uma cadeira de rodas, que a ajuda a dar mais sentido à sua vida.
Um dia, a tragédia abate-se sobre a pequena comunidade quando uma rapariga de sete anos desaparece. Judah vai tentar ajudar Margo a descobrir o que aconteceu à menina, mas a revelação da verdade irá despertar uma escuridão no seu interior.
Agora Margo está determinada em descobrir molestadores de crianças, e em puni-los, um por um. Mas caçar o mal é perigoso e a jovem arrisca-se a perder tudo, incluindo a sua alma…

Opinião: O lançamento desta obra passou-me despercebida e questiono-me porque razão este livro não teve um maior hype. A verdade é que este título ficar-me-á na retina durante muito tempo pois a narrativa é simplesmente visceral, como há muito não encontrava uma história com uma carga tão pesada.

É inevitável sentir uma empatia imediata nos instantes iniciais com a protagonista, Margo, devendo-se, sobretudo, à relação negligente que esta tem com a mãe e a forma como isso a afecta no seu crescimento. É certo que as relações disfuncionais vão além da ficção, pelo que se torna especialmente desconfortante ler pormenores sobre como estes relacionamentos, em particular o de mãe e filha, se desenvolvem.
É neste cenário incómodo que a trama progride, sempre num registo negro. A atmosfera lembrou-me, em certos momentos, a recriada pela autora Gillian Flynn, pela descrição mais crua dos elementos do bairro onde vive Margo bem como o seu seio familiar. A trama adensa-se quando desaparece uma menina, acontecimento que acompanha uma mudança interior profunda da protagonista.

Margo poderia ter-se deixado influenciar pela negligência da mãe, torna-se uma personagem corajosa e determinada em eliminar os criminosos. Esta pretensão a ser social justice warrior - lembro-me, de repente, da personagem Dexter que, claramente, partilha este traço - não é uma característica completamente incomum mas o que torna Margo especial é, sem dúvida, o seu crescimento pessoal. Nunca me saiu da retina as primeiras passagens do livro e como me senti, angustiada, relativamente à protagonista.

Não vou desvendar muito sobre o enredo, a sinopse é parca e creio que a maior surpresa advém precisamente do facto de desconhecermos os contornos da história. Contudo poderei assegurar que, em poucas páginas, a autora Tarryn Fisher apresenta uma história cujos contornos não são particularmente inovadores, mas que me envolveu por completo. Confesso que sinto um fascínio por histórias de vinganças pessoais, protagonizadas por figuras fortes e destemidas. Todavia o que mais me agradou foi, de facto, o ambiente obscuro onde a narrativa tem lugar.

Em suma, há muito que não lia uma história tão psicologicamente pesada. Senti-me consternada, revoltada e emocionada com esta história sombria que, além de ser um brilhante thriller psicológico, é uma verdadeira bofetada através da sua abordagem às famílias disfuncionais e negligentes. Esta história fez-me mergulhar num bairro problemático e envolver-me com uma personagem especial. E por estas razões, Margo é, com certeza, um livro inesquecível!


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Kimberly Belle - A Última Mentira [Divulgação Saída de Emergência]


Data de publicação: 1 Junho 2018

               Título Original: The Marriage Lie
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 304
               ISBN: 9789897103179

Sinopse: ATÉ O CASAMENTO PERFEITO TEM O SEU LADO NEGRO…
O casamento de Iris e Will é perfeito: uma mansão num bairro excelente, carreiras apaixonantes e a excitação de tentarem ter o primeiro filho. Mas na manhã em que Will parte para uma viagem de negócios a Orlando, o mundo idílico de Iris desmorona-se. Um avião que se dirigia para Seattle despenhou-se e, de acordo com a companhia aérea, Will é uma das vítimas mortais. 
Confusa e arrasada pela dor, Iris pensa que só pode ser um mal-entendido. Mas à medida que o tempo passa e não há sinal de Will, ela aceita relutantemente que ele morreu. Ainda assim, precisa de respostas. Porque é que Will mentiu sobre o destino da viagem? O que ia fazer a Seattle? E que mais mentiras contou? Infelizmente, há perguntas que só devemos fazer quando estamos preparados para as respostas.

Sobre a autora: Kimberly Belle cresceu no Tennessee oriental, numa pequena cidade aninhada no sopé dos Apalaches. É também autora dos romances The Last Breath e The Ones We Trust. Trabalhou na área de marketing e de angariação de fundos para organizações não-lucrativas antes de se dedicar à escrita de ficção. Viveu durante mais de uma década na Holanda e atualmente divide o seu tempo entre Atlanta e Amesterdão.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Simon Scarrow & Lee Francis - Brincar Com A Morte [Divulgação Saída de Emergência]


Data de publicação: 9 Fevereiro 2018

               Título Original: Playing with Death
               Preço com IVA: 17,70€ 
               Páginas: 400
               ISBN: 9789897730948

Sinopse: Às vezes, o assassino vence...
A agente especial do FBI Rose Blake enfrentou o mal e sobreviveu. Assombrada por uma desastrosa missão infiltrada, Rose não consegue esquecer a memória do seu encontro cara a cara com um cruel serial killer – que continua em liberdade e pode atacar a qualquer momento.
A chamada para investigar um incêndio com possível mão criminosa que causou uma morte é uma distração bem-vinda. Este é um caso que normalmente não é atribuído ao FBI, mas nada neste crime é comum, e Rose teme o pior: que um assassino impiedoso tenha executado o crime perfeito. Um criminoso com uma imaginação aterradora e a inteligência para se manter sempre um passo à frente. Ela sabe apenas uma coisa sobre ele: que vai voltar a matar.

Sobre os autores 
Simon Scarrow: Com grande paixão pela escrita e pela antiguidade clássica, Simon Scarrow é professor no colégio de Norwich. Apaixonado pelo período romano, organizou muitos encontros para levar os seus alunos a muitas ruínas e museus por toda a Inglaterra. Grande fã das obras de Forester, Cornwell e O’Brian, um dia decidiu escrever precisamente aquilo que gostava de ler: romances passados no seio das míticas legiõs romanas. E ainda bem que o fez pois os seus livros, tal como as legiões sobre as quais escreve, arrasaram a crítica e conquistaram leitores em todos os países onde foram publicados.

Lee Francis trabalhou durante vários anos no mundo do cinema, televisão e publicidade como leitor de guiões e assistente de realização. Brincar com a Morte é o seu primeiro romance.  

Imprensa
«Se Stephen King tivesse colaborado com Michael Crichton num thriller, talvez fosse tão bom como este.»
Peterborough Evening Telegraph

«Intriga, traição e violência... ação intensa, personagens sedutoras e detalhes genuínos.»
Publishers Weekly


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Jeff Vandermeer - Aniquilação [Opinião]


Sinopse: Área X. Uma zona misteriosa e isolada do resto do mundo. Onde a natureza reclamou para si qualquer vestígio de civilização. Sucessivas expedições são enviadas para investigar o mistério que levou à sua contaminação, mas todas redundam em fracasso e os seus membros regressam meras sombras das pessoas que partiram.
Até que chega a vez da 12.ª expedição. Composta por quatro mulheres (antropóloga, topógrafa, psicóloga e bióloga), a sua missão é desvendar o enigma. Mas acontecimentos bizarros e formas de vida que ultrapassam o entendimento minam a confiança entre os membros da expedição. Nada é o que parece e o perigo espreita a cada esquina. Que novos horrores se escondem na Área X? Será a 12.ª expedição capaz de revelar todos os segredos… ou estará condenada à pior das tragédias?

Opinião: Uma leitura completamente diferente (e inesperada) este mês: Aniquilação.
Este livro foi um dos prémios do quiz de terror promovido pelo evento Sustos Às Sextas, em Linda-a-Velha (quem é fã do género tem mesmo que vir a uma sessão. Para o ano há mais! E não, não faço ideia como é que consegui ganhar o questionário uma vez que os meus conhecimentos em matéria de terror clássico são limitados).

Assim que os recebi, enquanto o marido socializava com os restantes convivas, li as primeiras páginas e senti-me imediatamente sugada para um mundo diferente. Isto porque o cenário, a dita Área X, envolta numa áurea de mistério, numa primeira análise, tem uma fauna e flora características, o que o distingue do típico ambiente urbano a que estou habituada. Claro que estes elementos acabam por ser preponderantes na narrativa pois não são tão singelos quanto aparentam. Creio que o factor mais importante na história é justamente o ambiente pois surge de imediato a sensação de que algo de muito errado se passa naquele local.

Estamos perante uma trama que valoriza o cenário em prole das personagens. Estas nem sequer têm nome e são mencionadas apenas pelas suas áreas de formação. São quatro as mulheres que vão numa expedição e deparam-se com uma realidade bem assustadora.
O filme é narrado na perspectiva de uma das participantes da expedição, a bióloga, que intensifica a percepção de terror ao contar, na primeira pessoa, os estranhos acontecimentos pelos quais passam as quatro mulheres.
A par destes testemunhos, há uma outra componente que me parece ser igualmente intrigante: a bióloga revela que também o marido participara numa expedição àquele local outrora. E a intriga adensa-se.

Aniquilação é o cartão de visita de uma trilogia que parece-me ser muito boa no que concerne ao género de sy-fy e terror. Não me apoquento com grande facilidade mas confesso que no decorrer da leitura me senti inquieta. Sentia que algo não estava bem naquele local. Curiosamente, enquanto lia esta obra, fui recordando um filme chamado A Descida, não sei se pela forte presença feminina, se pelas provações que as amigas passavam aquando a sua expedição com provações e situações bastante atípicas.

É um livro curto, de poucas páginas, com um ritmo acelerado, o que apela a uma leitura voraz. No entanto, apesar do reduzido tamanho, desengane-se quem pensa que esta é uma obra simples, antes pelo contrário, é uma trama densa e inquietante.

No entanto, Aniquilação, sendo o primeiro volume de uma trilogia, acaba por deixar algumas pontas soltas. O leitor é, assim, obrigado a ler Autoridade e Acceptance (ainda não publicado em Portugal) a fim de saber as respostas que encerram o mistério da Área X. Estou particularmente curiosa embora não tenha ouvido as melhores críticas sobre o segundo livro.

Para quem é fã da sétima arte, o filme está previsto para 2018. Podem ver mais informações aqui.

Em suma, Aniquilação foi uma boa surpresa. Não esperava de todo ler esta obra, em boa hora o fiz. Fica a vontade de explorar com mais frequência este género. Muito bom! 


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Emily Bleeker - Destroços [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Destroços é um thriller psicológico que li no final de Março, mês que, como se lembram, foi pautado pelo Especial Thrillers Psicológicos, razão pela qual tive de incluir este título nas minhas leituras. Infelizmente não foi marcante a ponto de ser mencionado nesta iniciativa.

A opinião tardou (o mês passado foi pautado por uma menor dedicação ao blogue) mas não queria deixar de mencionar as minhas observações sobre a presente obra. A história, alicerçada sobre duas personagens, Lilian e Dave, é construída a partir de mentiras e do poder que a ribalta pode exercer sobre o anonimato.  Os protagonistas sobreviveram a um acidente de avião e viveram numa ilha deserta durante dois anos. Quando retornam, têm a imprensa atrás de si. Seria impensável terem sobrevivido sem recursos durante tanto tempo mas uma distorção dos acontecimentos da ilha será pertinente para que continuem a viver as suas vidas.

A premissa é bastante interessante, porém intrigava-me qual seria a componente do thriller. Só se considerarmos o facto de termos como protagonistas, duas personagens aparentemente duvidosas e haver um certo mistério sobre os verdadeiros acontecimentos que tiveram lugar na ilha. Além disso, há uma situação inicial que foi bastante astuta, permitindo reduzir as personagens a apenas duas naquele lugar tão recôndito.

Ainda assim, grosso modo, creio que o subgénero do thriller se desvaneceu na aventura passada na ilha, onde prevalecia o instinto de sobrevivência. No entanto, o que mais temia, aconteceu e, para ser honesta, muitas das passagens recordaram-me a história da Lagoa Azul.

Os flashbacks dos acontecimentos passados alternam com a actualidade para que o leitor acompanhe gradualmente a aventura da ilha, enquanto Lillian conta a sua versão dos acontecimentos à entrevistadora. Há um evidente paralelismo entre a ficção e a realidade e o leitor consegue facilmente discernir a versão falaciosa. Quando se tem uma personagem que se autoproclama mentirosa, não há grande margem para enganos.

Gostei de acompanhar as vidas de Lillian e Dave antes do acontecimento. Achei emocionante a história de Dave e Beth que tanto ansiavam por ser pais e o rumo desta após o regresso de Dave, uma personagem cuja evolução foi notória. A permanência na ilha moldou-o. Já Lilian não me transmitiu a mesma empatia. Precisei sempre de corroborar a informação que ia disponibilizando na entrevista, recorrendo aos flashbacks.

Estamos perante uma história que é, na minha opinião, algo previsível. Apenas um acontecimento na ilha me deixou genuinamente surpreendida. Além disso, considerei o final um pouco anti-climático.
No entanto, penso na grande mensagem indissociável à trama: a importância da família e a desvalorização dos bens materiais em detrimento das relações sociais. Essas sim é que são importantes. Fiquei também a pensar na esperança que os familiares de Dave e Lilian depositaram, nunca desistindo de ver com vida os seus entes queridos.

Em suma, por estas razões que mencionei anteriormente, ainda que Destroços tenha proporcionado uma rápida e plazerosa leitura, não me fascinou por completo. Deveria ter explorado com mais intensidade a componente de thriller. O cenário, caracterizado pelo isolamento, seria bem propício a tal e eu teria ficado bem mais impressionada. Um livro que entretém mas que não acrescenta nada de novo ao género.


terça-feira, 14 de março de 2017

Emily Bleeker - Destroços [Divulgação Saida de Emergência]


Data de publicação: 17 Março 2017

               Titulo Original: Wreckage
               Preço com IVA: 16,60€
               Páginas: 288
               ISBN: 9789897730443

Sinopse: Poderão duas pessoas unidas pela tragédia admitir a verdade, mesmo que implique arruinar as suas vidas? Lillian Linder é uma mentirosa. À superfície, aparenta ser a sobrevivente corajosa de um acidente de avião. Mas tem vindo a mentir à sua família e ao resto do mundo desde que os helicópteros de salvamento a resgataram a si e a Dave, outro sobrevivente, de uma ilha deserta no Pacífico Sul. Desaparecidos durante dois anos, tornaram- -se estrelas e recebem as atenções de toda a imprensa. Mas nunca poderão contar a verdadeira história… O público está fascinado por ambos, mas Lillian e Dave têm de regressar às suas vidas e esposos. Genevieve Randall, uma jornalista experiente e obstinada, suspeita que a história pode ser falsa e está determinada a desvendar a verdade a qualquer custo, mesmo que implique destruir as vidas de Lillian e Dave. Uma história eletrizante que nos faz questionar a importância da sobrevivência, tanto no meio da natureza selvagem como sob os holofotes da imprensa implacável.


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Chelsea Cain - Nunca Perdoar, Nunca Esquecer [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Há uns (bons) anos, li um livro de seu nome Beleza Assassina cuja autora me era desconhecida. Finda a leitura, ficou a vontade de ver mais títulos de Chelsea Cain. Por isso fiquei em êxtase quando soube que iria ser publicado Nunca Perdoar, Nunca Esquecer pela Saída de Emergência, desta feita uma nova série, protagonizada por Kick Lannigan. Uma série que, a avaliar pelo primeiro volume, será promissora!

Comecemos pelo prólogo que lançou os dados numa trama alucinante. As primeiras páginas deixaram-me bastante expectante com o desenvolvimento da acção. Descobrimos que a protagonista, Kick, fora raptada aos seis anos e assistimos ao seu resgate. 
De imediato percebi que esta heroína é bastante atípica uma vez que nos é imediatamente a conhecer o seu esqueleto no armário. E sabem que mais? Gostei muito de Kick! Ainda que tenha passado por um acontecimento traumático, nunca deixou que este lhe toldasse a personalidade. Kick é uma mulher de armas e, agora que é adulta, tem como objectivo resgatar duas crianças também elas desaparecidas, uma realidade que lhe é, certamente, conhecida.
De destacar uma outra personagem que mexeu comigo, embora de outra forma: enquanto admirei Kick, o misterioso Bishop, por sua vez, deixou-me bastante curiosa sobre a sua verdadeira natureza. Creio que é um elemento que, a par da trama, associa assaz expectativa.

À medida que me embrenhava na história, senti que a mesma proporciona um misto de emoções: inicialmente estava intrigada sobre o que acontecera aos miúdos mas ao longo das páginas fui sendo engolida para uma realidade dura e a desconfiança foi dando lugar à incredulidade. A história torna-se pesada e, certas passagens, complicadas de se digerir, uma sensação que creio intensificada para quem é pai/mãe ou trabalha com crianças como é o meu caso. A acção é bastante célere, sendo um livro que se lê rapidamente.

Por essas razões considero que Nunca Perdoar, Nunca Esquecer é uma obra muitíssimo interessante, deixando-me bastante curiosa com o desenrolar desta nova série! Chelsea Cain é, de facto, um nome sonante no género do thriller. Esta obra reforçou esta minha percepção.


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Megan Abbott - Tens Coragem? [Divulgação Saída de Emergência]


Data de publicação: 16 Setembro 2016
  
               Título Original: Dare Me
               Preço com IVA: 17,76€
               Páginas: 288
               ISBN: 9789896379957

Sinopse: De uma das mais promissoras autoras na área do thriller
Addy Hanlon sempre foi a melhor amiga de Beth Cassidy e a sua parceira de confiança. Ambas cheerleaders temidas pelas raparigas da escola, atingiram o pico das suas carreiras no secundário e lideram uma claque intensamente competitiva e admirada por todas as colegas – até ao momento em que chega a nova treinadora.
Dominante e carismática, e uma emissária do mundo adulto além do alcance das jovens, a treinadora Colette French seduz  Addy e as outras cheerleaders com o seu charme. Apenas Beth, incapaz de aceitar a nova autoridade, permanece fora do círculo de confiança da treinadora, tentando por todos os meios recuperar a sua posição como cheerleader de topo.
Mas quando um crime abala a comunidade, começa uma investigação policial que tem como alvo as alunas da escola. À medida que se aproxima o final da época, Addy e Beth irão aprender, da pior forma, que as fronteiras entre lealdade e amor podem ser um terreno perigoso num jogo que já ultrapassou todos os limites.
 


Sobre a autora: Megan Abbott (1971-) é a autor premiada dos romances Die a Little, Bury Me Deep, The End of Everything, Tens Coragem? e The Fever. Natural de Detroit, EUA, formou-se na Universidade do Michigan e doutorou-se em Literatura Inglesa e Norte-Americana na Universidade de Nova Iorque. Deu aulas em Nova Iorque e o seu nome já figurou em várias antologias de ficção policial e crime.
Recebeu nomeações para inúmeros prémios, incluindo os prémios Edgar, Shirley Jackson, Los Angeles Times e Folio. O romance Tens Coragem? encontra-se a ser adaptado para televisão pelo canal HBO.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

David Soares - Batalha [Opinião]


Sinopse: Em Batalha, David Soares apresenta uma história em que os animais são protagonistas. Passado no início do século XV, Batalha é um romance sombrio, filosófico e comovente, que observa o fenómeno religioso do ponto de vista dos animais e especula sobre o que significa ser-se humano.
Batalha, a ratazana, procura por sentido, numa viagem arrojada que a levará até ao local de construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, o derradeiro projecto do mestre arquitecto Afonso Domingues. Entre o romance fantástico e a alegoria hermética, Batalha cruza, com sensibilidade e sofisticação, o encantamento das fábulas com o estilo negro do autor.

Opinião: Encontrei o autor David Soares várias vezes numa iniciativa perto de casa chamada Sustos às Sextas na localidade onde vivo. Desde então que a curiosidade em ler uma obra da sua autoria aumentou exponencialmente e fui conseguindo alguns dos seus livros. Ouvi falar tão bem do "livro da ratazana" que optei por me estrear nas obras do autor justamente com Batalha.

Inicialmente pensei que Batalha seria uma fábula. A história sobre a ratazana abandonada, acolhida por uma família de ratos fez-me pensar que provavelmente esta obra não se ajustava aos meus (mórbidos) gostos. Não obstante saber de antemão que David Soares prima precisamente pelo Romance Gótico/ Terror/ Fantasia. 
E de facto, à medida que me embrenhava nas páginas, me ia sentindo cada vez mais curiosa pela peculiaridade da obra. Vai muito além de uma fábula. Há que valorizar a riquíssima perspectiva histórica, grande parte aquando a construção de um dos monumentos mais emblemáticos da nossa História. E a trama propriamente dita? Tantos ensinamentos sobre a morte e os valores mais preciosos da vida. O livro está repleto de passagens enternecedoras, grande parte devido aos diálogos. Apesar destes tomarem forma a partir de animais, há uma grande seriedade na forma como os temas são introduzidos.

Embora seja uma obra de cariz claramente fantasioso, consigo reconhecer alguns elementos que identifiquei assistindo às palestras e breves comunicações do autor nos Sustos Às Sextas: um ambiente obscuro que equilibra de feição tantas lições de natureza mais comovente. A ratazana Batalha ficará, por essa razão, na minha memória durante muito, muito tempo. 

É uma obra que se distancia do thriller, tratando-se de uma trama cativante e madura que visa a reflexão de temáticas que mencionei anteriormente. É, portanto, uma obra a que não estou nada habituada mas que ainda assim gostei da experiência. Achei enriquecedor ser em jeito de fábula, um género que associei até então (e de forma errada) às crianças. Gostei e irei, certamente, ler as demais obras do autor.


terça-feira, 12 de julho de 2016

Chelsea Cain - Nunca Perdoar, Nunca Esquecer [Divulgação Saída de Emergência]


Data de publicação: 22 Julho 2016
  
               Título Original: One Kick
               Preço com IVA: 17,76€
               Páginas: 320
               ISBN: 9789896379865

Sinopse: Kick Lanning, 21 anos, é uma sobrevivente. Raptada aos seis anos, a família, a polícia, bem como a comunidade, assumiram que o pior tinha acontecido. Mas é encontrada viva seis anos depois. Submetida a toda uma série de terapias para a ajudar a superar o trauma, é só quando canaliza as suas forças e raiva para a luta que Lannigan se sente melhor. Aos 13 anos, começa a aprender todo o tipo de artes marciais e técnicas de luta, jurando que nunca mais voltará a ser vítima. Quando duas crianças desaparecem na área de Portland, Kick é abordada por um enigmático homem de nome Bishop que a convence de que a sua experiência e habilidades podem ajudar a salvar as vítimas. Mal sabe ela que o caso irá desvendar o seu próprio passado aterrorizador...

Sobre a autora: Chelsea Cain nasceu em 1972 e viveu os primeiros anos de vida numa comunidade hippie no Iowa, passando a juventude em Bellingham (Washington), nos EUA. Atualmente, vive em Portland, no estado de Oregon, com a sua família.
Cain foi nomeada uma das quatro autoras sensação do outono de 2007 pela Entertainment Weekly.
O primeiro livro publicado em Portugal, Beleza Assassina, foi considerado Amazon’s Mystery/Thriller of the Year em 2007 e recebeu a distinção New York Times Book Review - editor’s choice.


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Rainbow Rowell - Eleanor & Park [Opinião]


Sinopse: Dois inadaptados. Um amor extraordinário.
Eleanor... é uma miúda nova na escola, vinda de outra cidade. A sua vida familiar é um caos; sendo roliça e ruiva, e com a sua forma estranha de vestir, atrai a atenção de todos em seu redor, nem sempre pelos melhores motivos.
Park... é um rapaz meio coreano. Não é propriamente popular, mas vestido de negro e sempre isolado nos seus fones e livros, conseguiu tornar-se invisível. Tudo começa a mudar quando Park aceita que Eleanor se sente ao seu lado no autocarro da escola.
A princípio nem sequer se falam, mas pouco a pouco nasce uma genuína relação de amizade e cumplicidade que mudará as suas vidas. E contra o mundo, o amor aparece. Porque o amor é um superpoder.

Opinião: Escolhi Eleanor & Park, um livro juvenil, para desanuviar das minhas leituras. E cumpriu o objectivo: é leve, proporcionando uma rápida leitura e que não obriga a grandes reflexões.
O que mais me agradou na trama foi o ambiente dos anos 80s, a alusão de inúmeros objectos que são obsoletos nos dias de hoje mas trazem-me tão boas recordações da minha infância. Aliás, escrevo esta opinião precisamente ao som de uma playlist dos 80s.

E por falar em música, a personagem de Park é fã (sempre com o seu walkman e as cassetes atrás) e muitas foram as bandas mencionadas que nasceram na década de 80 e ainda hoje me são familiares. 
Confesso que senti uma afinidade com esta personagem dado que, musicalmente, prefere darkwave tal como eu (fala com frequência dos Joy Division, The Cure, bandas que aprecio bastante!)

Todavia, mais do que os revivalismos desta década, Eleanor & Park é, na sua essência, uma história de amor entre dois jovens de 16 anos. Dois adolescentes que são postos de parte, ela por ser gordinha e ele por se vestir de preto. Dois jovens que travam amizade que acaba por crescer e transformar-se em amor. Basicamente a história é esta, não traz grandes surpresas a não ser no final (em que fiquei desapontada, confesso).

Nem tudo são rosas, enquanto floresce este sentimento entre Eleanor e Park, deparamo-nos também com a difícil situação familiar de Eleanor. A personagem vive no seio de uma família destruturada, influenciando na auto-estima da menina, e consequentemente a interacção desta com as demais personagens. Poder-se-á dizer que a mesma é alvo de algum bullying na escola. 

Gostei da forma como o livro se estrutura alternando sobre os testemunhos de Eleanor e os de Park. A narrativa é bastante dinâmica e permite conhecer igualmente ambos os protagonistas.

Normalmente não optaria por um livro do género contudo fiquei embrenhada na vida destes dois jovens no decorrer da leitura. Vale também pela incursão aos anos 80! Devo, no entanto, frisar novamente que não fiquei satisfeita com o desfecho. 
Não obstante, como balanço final, foi um bom livro de entretenimento.


domingo, 14 de junho de 2015

George R. R. Martin - O Despertar da Magia [Opinião]


Sinopse: Quarto volume de As Crónicas de Gelo e Fogo, a saga de fantasia mais vendida, elogiada e premiada dos últimos 50 anos, e a única obra de fantasia a conseguir o primeiro lugar do Top do New York Times.

Esta é uma saga de grande fôlego, que vai buscar à realidade medieval a textura e o pormenor que conferem dimensão e crueza a um universo de fantasia tão bem construído que faz empalidecer a Terra Média de Tolkien. Martin é um especialista na manipulação das expectativas dos leitores e, profundo conhecedor do género, não deixa de estender sucessivas armadilhas com as quais desarma os tropos que o leitor pensa reconhecer a cada página. O épico de fantasia que toda a Fantasia Épica gostava de ser.

Opinião: Dei 3 estrelas no Goodreads ao 4º volume da saga As Crónicas de Gelo e Fogo e passo a explicar porquê nesta opinião. Comparativamente aos outros livros da saga que li, O Despertar da Magia é pautado pela omissão de uma reviravolta flagrante (vulgo a morte geralmente de forma brutal de uma personagem que aprecio). Não contemplando um acontecimento que me revoltasse tanto, aliás esta é uma sensação recorrente na leitura destes livros, achei portanto que este livro é, até agora, mais fraco comparando com os demais da série.

Ainda assim, a acção prossegue em várias frentes, uma das quais a batalha que Stannis preparava desde o volume anterior. Se em A Fúria dos Reis havia muita estratégia e planeamento militar, O Despertar da Magia traz-nos as consequências práticas dessa batalha.
Se há algo que não aprecio na literatura é ler sobre guerras sejam elas quais forem. E reconheço que a descrição das batalhas é feita pelo autor de forma exímia. Talvez este pormenor tenha contribuído igualmente para o facto de não ter apreciado tanto este livro quanto gostaria.

Continuo a estabelecer comparações com a série televisiva e encontrar vários pontos em comum. Para os aficionados da adaptação televisiva, os livros não trarão grandes surpresas. Não obstante, as obras têm um maior nível de pormenorização, pelo que cada vez mais me fascina o mundo de Westeros. Portanto, foi com bastante interesse e entusiasmo que li O Despertar da Magia, que aliás se mantêm após a leitura desta obra. Até porque sei que o fôlego da saga intensifica-se nos dois próximos livros, especialmente em A Glória dos Traidores e anseio por ler essas obras uma vez que sendo fã da série da HBO, é nestes volumes que a adaptação televisiva começa a divergir da história original.

À medida que a saga prossegue começo a não ter considerações sobre as personagens pois já formulei os meus juízos de valor sobre as mesmas. Tenho Tyrion como a minha personagem preferida e creio que a cada volume da saga lido, não mudarei a minha opinião, antes pelo contrário, o anão Lannister tão diferente da família continuará a cativar-me, tenho a certeza.

Em suma, O Despertar da Magia  ainda que tenha sido o volume que menos gostei, acaba por consolidar a ideia que tenho formada sobre a saga de George R. R. Martin: complexa e apaixonante. Venha daí A Tormenta de Espadas!

domingo, 17 de maio de 2015

George R. R. Martin - A Fúria dos Reis [Opinião]


Sinopse: Quando um cometa vermelho surge nos céus de Westeros encontra os Sete Reinos em plena guerra civil. Os combates estendem-se pelas terras fluviais e os grandes exércitos dos Stark e dos Lannister preparam-se para o derradeiro embate.
No seu domínio insular, Stannis, irmão do falecido Rei Robert, luta por construir um exército que suporte a sua reivindicação ao trono e alia-se a uma misteriosa religião vinda do oriente. Mas não é o único, pois o seu irmão mais novo também se proclama rei, suportado por uma hoste que reúne quase todas as forças do sul. Para pior as coisas, nas Ilhas de Ferro, os Greyjoy planeiam a vingança contra aqueles que os humilharam dez anos atrás.
O Trono de Ferro é ocupado pelo caprichoso filho de Robert, Joffrey, mas quem de facto governa é a sua cruel e maquiavélica mãe. Com a afluência de refugiados e um fornecimento insuficiente de mantimentos, a cidade transformou-se num lugar perigoso, e a Corte aguarda com medo o momento em que os dois irmãos do falecido rei avancem contra ela. Mas quando finalmente o fazem, não é contra a cidade que investem...
O que os Sete Reinos não sabem é que nada disto se compara ao derradeiro perigo que se avizinha: no distante Leste, os dragões crescem em poder, e não faltará muito para que cheguem com fogo e morte!

Opinião: Provavelmente os meus leitores sabem que embarquei numa aventura sob a forma de uma maratona literária dedicada à leitura da série de George R. R. Martin. Dispensei a releitura dos dois primeiros volumes pois relembrava-me bem da história, tendo começado a maratona com o primeira parte de A Clash of Kings.

Apesar de ser uma grande fã da série televisiva baseada na obras, A Fúria dos Reis foi um livro que complementou alguns dos meus conhecimentos alusivos à (rica e intrincada) história. E no final, não me deixou de surpreender pois não me recordava daquela passagem. Fiquei absolutamente incrédula! Já falarei sobre isso.

O livro proporcionou uma ávida e bastante deleitosa leitura. A estrutura da narrativa está na linha dos dois livros anteriores, em que se intervalam os POV (point of view) das várias personagens inclusivé aquelas que são mais secundarizadas como o Theon Greyjoy.
Uma narrativa riquíssima na medida em que nos permite acompanhar a evolução das várias personagens bem como a acção simultaneamente em vários pontos de Westeros.

Neste volume, a minha relação de empatia com o anão Tyrion consolidou-se. Desde A Guerra dos Tronos que esta personagem é a minha preferida, tecendo, uma vez mais, brilhantes e espirituosas considerações que amenizaram o ambiente tenso que caracteriza esta narrativa. E adjectivo esta como tenso pois muito do que é lido em A Fúria dos Reis tem a ver com uma organização e estratégia militar que antecede uma batalha. Stannis está focado em conquistar o trono!

Em comparação com os volumes anteriores, achei o ritmo da trama mais moroso, justificado talvez pelo planeamento militar a que a trama se propõe. Não deixa, no entanto, de proporcionar um estrondoso final. Confesso que não me recordava do mesmo na série e tive que rever a cena no Youtube que está extremamente fiel e está deveras emocionante. Muito, muito bom!

Numa só palavra: A Fúria dos Reis é um livro viciante. Um adjectivo extensível a toda a saga. Embora conheça a história pois acompanho a série, é com grande entusiasmo que leio estes livros e respiro o ambiente de intriga e acção em Westeros.
O terceiro volume da série proporcionou-me uma excelente leitura e com uma vontade imensa em devorar a continuação, O Despertar da Magia.. Esta é, indubitavelmente, uma saga fantástica! Sem que imaginasse, dou por mim a ler com a mesma satisfação que um policial, estes livros do género Fantástico!


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Hannah Kent - Últimos Ritos [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Últimos Ritos de Hannah Kent relembrou-me um filme que vi, há muitos anos atrás, de seu nome Dead Man Walking por abordar o tema da pena de morte. No entanto, existe algo que distingue esse filme desta obra: o contexto temporal.
Baseado em factos verídicos, este livro conta a história de Agnes Magnusdóttir, a última condenada à pena capital na Islândia em 1830. 
De ritmo moroso, a obra relata os seis meses finais de vida da protagonista, que fora condenada à morte por decapitação por ter assassinado dois homens. Ainda que contemple estes homicídios, Últimos Ritos é uma obra que se distancia do género policial.

Esta é uma trama bastante linear, que prima pela ausência de grandes reviravoltas. Sabe-se que, efectivamente, o destino de Agnes é a morte e a história vale pela redenção da personagem bem como, para uma aficionada como eu pela Escandinávia, pelos cenários maravilhosos e frios que a Islândia proporciona.

A grandiosidade deste livro reside, sobretudo, na escrita da autora. É sublime, quase poética, sabem? Aliás, Kent incluiu alguns poemas islandeses e a sua tradução, para que possamos apreciá-los devidamente. Além disso, denota-se um trabalho de pesquisa exímio. Não deve ser fácil reunir tantos pormenores quando se passaram quase duzentos anos sobre este acontecimento. Mas a autora fê-lo e para tornar a narrativa ainda mais verossímil, apresenta alguns documentos de época.

A obra está escrita sob três perspectivas: a da família com quem Agnes fica nestes seis meses que antecedem a sua morte, a do reverendo cuja função é conduzi-la espiritualmente e a da própria Agnes. Existem, portanto, três formas de encarar a mesma personagem e são subjectivas. Confesso que eu própria, também me deixei influenciar sobre como era vista a protagonista. Não obstante, e à medida que fui folheando as páginas do livro, os meus juízos de valor também foram mudando.

Não nos esqueçamos que esta história tem lugar na primeira metade do século XIX e nesta altura, os comportamentos ligados à violência eram associados à bruxaria. Então, no início do livro, eu própria fiquei condicionada por estes estereótipos. Quem mataria, aparentemente sem nenhum motivo, dois homens? E de uma forma tão selvagem? 

Portanto, e como referi anteriormente, este é um livro parco em acção mas pejado de uma intensa carga emocional, pondo a nú sentimentos de compaixão e acima de tudo redenção. 

Em suma, Últimos Ritos é uma obra belíssima, apaixonante e vibrante! 


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Hannah Kent - Últimos Ritos [Divulgação Editorial Saída de Emergência]


Data de publicação: 18 Fevereiro 2015 
  
               Título Original: Burial Rites
               Preço com IVA: 17,76€
               Páginas: 320
               ISBN: 9789896377366

Sinopse:  Uma magnífica estreia literária baseada e inspirada numa história real: os últimos dias de uma jovem acusada de homicídio na Islândia em 1829.

Na agreste paisagem islandesa, Hannah Kent traz à luz dos nossos dias a história de Agnes que, acusada do brutal assassínio do seu anterior amo, é enviada para uma quinta isolada enquanto aguarda a sua hora final. Apavorados com a perspetiva de virem a albergar uma assassina, a família que a acolhe evita Agnes nas primeiras abordagens. Apenas Tóti, um padre designado para acompanhar Agnes nesta última caminhada e ser o seu guardião espiritual, procura compreendê-la. Mas assim que a data da morte de Agnes se avizinha, a mulher e filhas do lavrador descobrem que há uma segunda versão para a história brutal que ouviram. Fascinante e lírica, "Útimos Ritos" evoca uma existência dramática num tempo e espaço distantes, dirigindo-nos a enigmática pergunta: como pode uma mulher suportar a mágoa e a injustiça quando a sua vida depende das histórias contadas pelos outros?

Sobre a autora:
Hannah Kent nasceu em Adelaide, Austrália, em 1985. Em jovem viajou até à Islândia num intercâmbio do Rotary Club, onde primeiro conheceu a história de Agnes Magnúsdóttir. Hannah é a co-fundadora e editora do jornal literário australiano Kill Your Darlings, e encontra-se a completar o doutoramento na Flinders University.

Em 2011 ganhou o primeiro Escrever a Austrália – Melhor Manuscrito Não Publicado (Writing Australia Unpublished Manuscript Award).Últimos Ritos é o seu primeiro romance. 

Imprensa
«Eis uma voz original e nova, com um profundo e encantador sentido linguístico e de narrativa. O primeiro romance de Hannah Kent, Últimos Ritos, é uma verdadeira pedra preciosa, com a sua prosa tão resistente e cintilante como a paisagem escandinava.»
Geraldine Brooks, Vencedora do Prémio Pulitzer  

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Passatempo Natal Saída de Emergência [Resultado]


Com a preciosa colaboração da Saída de Emergência, a menina dos policiais tinha um exemplar de Os Três de Sarah Lotz para oferecer. Desde já agradeço à editora e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 158 participações válidas, as respostas correctas eram:

1. Como se chama a autora do livro "Quinta Feira Negra. Da Queda à Conspiração?" Elspeth Martins
2. Quais foram as últimas palavras de Pamela Donald? Eles estão aqui. Eu… não deixem a Snookie comer chocolate, é veneno para os cães, mas ela irá pedi-lo, o rapaz. O rapaz ajudem o rapaz vejam as pessoas mortas oh meu Deus há tantas… Estão agora a aproximar-se de mim. Vamos todos já não demora muito. Todos. Adeus Joanie adoro o saco adeus Joanie, pastor Len avise-os de que o rapaz não deve…
3. Em que município africano caiu o avião alugado pela transportadora nigeriana Dalu Air? Khayelitsha
4. Como se chama a menina de nacionalidade britânica, uma das três sobreviventes? Jessica Craddock
5. Pelo que é conhecida a floresta de Aokigahara? Floresta dos Suicídios

Note-se que este passatempo tinha uma particularidade facultativa: quem partilhasse o passatempo no Facebook, no seu mural e de forma pública, a participação era duplicada. Assim, quem participaria na posição 1 e cumprisse este requisito, participa com os números 1 e 2. O objectivo era divulgar o blogue aos amigos :)

E após um sorteio no random.org, a vencedora é:

127 - Neuza Dias (Alverca) 

Parabéns à vencedora!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos!


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Passatempo Natal [Saída de Emergência]


Desta vez, e em parceria com a Saída de Emergência, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro Os Três de Sarah Lotz. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha no facebook, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 4 de Dezembro de 2014 e termina às 23h59 do dia 24 de Dezembro de 2014.
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue e as editoras não se responsabilizam por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui
ATENÇÃO: Por sugestão da editora, este passatempo realizar-se-á em moldes diferentes: por sugestão da editora, as respostas às perguntas encontram-se no excerto do livro que se encontra no site da editora.

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)

Para mais informações sobre a Saída de Emergência, clique aqui




sábado, 22 de novembro de 2014

Passatempo Claire Kendal - Diário de Uma Obsessão [Resultado]


Com a preciosa colaboração da editora Saída de Emergência, a menina dos policiais tinha um exemplar de Diário de uma Obsessão da autora Claire Kendal para oferecer. Desde já agradeço à editora e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 299 participações válidas, as respostas correctas eram:

1.Porque razão Clarissa está assustada com Rafe? Porque ele não a deixa em paz / Ele não a deixa em paz e recusa-se a aceitar “não” como resposta. Está sempre presente.
2. Qual é o título original da obra? The Book Of You
3. Para que função foi convocada Clarissa? Jurada
4. Qual é a nacionalidade de Claire Kendal? Norte-Americana

Note-se que este passatempo tinha uma particularidade facultativa: quem partilhasse o passatempo no Facebook, no seu mural e de forma pública, a participação era duplicada. Assim, quem participaria na posição 1 e cumprisse este requisito, participa com os números 1 e 2. O objectivo era divulgar o blogue aos amigos :)

E após um sorteio no random.org, a vencedora é:

288 - Joana Rodrigues (Vila Nova de Gaia) 

Parabéns à vencedora!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos!


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Sarah Lotz - Os Três [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Confesso que estava extremamente empolgada com a leitura deste livro devido à sinopse e à recomendação de Stephen King, um dos autores mais reconhecidos em matéria de terror.
Mal o folheei apercebi-me que o tipo de narrativa difere da presente na maior parte das obras, sendo composta por entrevistas, reprodução de mensagens, emails e excertos de notícias, facto que me deixou ainda mais curiosa, pois a minha única experiência neste tipo de narrativa resumia-se à obra Guerra Mundial Z de Max Brooks.

Esta compilação de textos informativos acaba por transformar esta leitura como se de um documento se tratasse. Bastante verossímil a leitura acaba, contudo, por se tornar um pouco confusa uma vez que existem uma série de personagens que participam na trama, quer por testemunhos, ou indirectamente como familiares e conhecedores dos factos decorridos na Quinta Feira Negra. Posso confidenciar-vos que tive que reler uma segunda vez as páginas iniciais, a fim de me inteirar da totalidade dos acontecimentos descritos.

Claro que um acidente destes despoleta uma série de reacções por parte da sociedade, e várias teorias começam a ter forma, sobressaindo, sem dúvida, a teoria religiosa. A autora tornou bastante exaustiva a abordagem de uma nova religião baseada numa suposta profecia de Pamela May Donald onde as crianças surgem associados aos cavaleiros do Apocalipse.

Penso que a teoria religiosa foi bastante extensa face às demais e num dado ponto acaba por se gerar uma certa confusão com o quebrar dos selos, a vinda dos cavaleiros do Apocalipse e a chegada do Anticristo à Terra. Confesso que sou algo leiga em simbologia bíblica por isso procurei averiguar a relação entre as representações da guerra, peste, fome e morte com a entidade do Anticristo, tendo chegado à conclusão que o texto bíblico é muito mais curto e lacunar do que algumas referências na literatura contemporânea a temáticas apocalípticas.

Na realidade, esperava um maior desenvolvimento sobre as atitudes dos três sobreviventes após o acidente, ou melhor, esperava ficar chocada com os seus comportamentos. O facto de tal não ter acontecido deveu-se ao facto de a autora se ter centrado mais nas teorias da conspiração em torno da sobrevivência das crianças do que propriamente nas acções das mesmas, sendo explícito na sinopse que os seus comportamentos se classificariam como bizarros. Confesso que fiquei algo decepcionada pois quando li a sinopse, fiquei com a sensação que os Três teriam reacções bem ao estilo de Damien Thorn no filme The Omen.

Uma vez que os acidentes tiveram pontos distintos no mundo, há que destacar a multiplicidade de cenários na obra. O que mais me fascinou, a ponto de ir investigar sobre o mesmo, foi a famosa floresta dos suicídios no Japão, a Floresta de Aokigahara.

Os Três não é uma obra que considere um page turner, pois requer uma leitura mais morosa a fim de reter todas as informações que são deixadas, bem como o papel das personagens na trama. Em relação a estas, fiquei com  impressão que, por termos uma narrativa pejada de textos informativos, a autora não tece considerações directas sobre as personagens, cabendo ao leitor avaliá-las consoante os juízos de valor que vai fazendo sobre as mesmas ao longo da leitura. 

Devo também apontar alguma desilusão por parte do desfecho pois o mesmo apela a uma interpretação por parte do leitor, contando com a subjectividade de cada um.  

Em suma, Os Três é uma obra bem pensada. Escrita de forma inteligente, apresentando uma premissa que, no meu entender, poderia ter sido mais desenvolvida. Volto a realçar que teria ficado mais satisfeita se a autora fosse mais ousada no comportamento dos Três. Ao invés, Lotz optou por explorar uma teoria da conspiração referente à religião, tema que acho interessante, contudo, creio que, actualmente, já se encontra demasiado explorado. Não deixa, no entanto, de ser interessante e fidedigna a abordagem sociológica que um fenómeno desta natureza pode desencadear.
É uma obra diferente das que costumo ler e gostei, ainda assim, devo confessar que esperava um pouco mais. 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Claire Kendal - Diário de Uma Obsessão [Passatempo Saída de Emergência]


Desta vez, e em parceria com a Saída de Emergência, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro Diário de Uma Obsessão de Claire Kendal. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha no facebook, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 28 de Outubro de 2014 e termina às 23h59 do dia 9 de Novembro de 2014.
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue e as editoras não se responsabilizam por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui.

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)

Para mais informações sobre o livro Diário de Uma Obsessão, clique aqui
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