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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Pierre Lemaitre - A Cicatriz do Mal [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: 4 Outubro 2017

               Titulo Original: Camille
               Preço com IVA: 17,50€
               Páginas: 320
               ISBN: 9789897243844

Temos boas e más notícias para os leitores portugueses. Camille Verhoeven está de regresso às livrarias nacionais mas A Cicatriz do Mal é o último livro da trilogia protagonizada pelo célebre comandante Verhoeven criado por Pierre Lemaitre. 
Verhoeven é uma personagem inesquecível, que se dá a conhecer ainda mais profundamente neste livro. Bom amigo, bom polícia, de convicções fortes e incomparável capacidade de argumentação, Verhoeven vai certamente deixar saudades.
Neste livro, como sempre acontece com Pierre Lemaitre, temos a impressão de se tratar de uma narrativa clássica, numa abordagem literária ao mais alto nível. E a verdade é que A Cicatriz do Mal revela um escritor na plena posse das suas qualidades estilísticas.

Sinopse: Galerie Monier, Paris. Uma mulher é apanhada de surpresa por três homens armados que assaltam uma joalharia em plena galeria de lojas dos Campos Elísios. A mulher chama-se Anne Forestier. Trata-se nada mais nada menos do que a companheira do comissário Camille Verhœven, responsável pela Brigada Criminal. Fazendo tábua rasa da lei e correndo o risco de perder o posto de trabalho, o comissário esconde dos demais polícias o facto de conhecer Anne e toma a investigação a seu cargo. É o primeiro passo de uma manipulação orquestrada por um assassino vingativo. 
Na realidade, quem dá caça a quem? E quem é a verdadeira presa?
Gravemente ferida e coberta de cicatrizes, Anne fica internada no hospital, até que Camille a esconde na casa isolada que herdou da mãe. Perseguida por um dos atacantes, esta misteriosa mulher manterá o comissário na corda bamba, tanto a nível pessoal como profissional. 
Digno herdeiro de Sherlock Holmes e Hercule Poirot, com uma costela de Philip Marlowe, o comandante é um mestre na arte de bem investigar, mas este caso revela-se uma manipulação com requintes de vingança pessoal.
Como habitualmente acontece na escrita de Lemaitre, as aparências enganam, e Camille acabará por compreender que é vítima de uma intriga que remonta ao passado, vendo-se obrigado a recorrer a todos os expedientes e mais algum para descobrir o responsável, bem como as razões que motivam o enigmático assassino.

Sobre o autor: Pierre Lemaitre nasceu em Paris, em 1951. Deu aulas de Literatura francesa e americana durante vários anos e atualmente dedica-se à escrita e ao teatro.
Os cinco thrillers que escreveu, premiados pela crítica e aplaudidos pelos leitores, fizeram dele um dos grandes nomes das letras francesas e granjearam-lhe o reconhecimento internacional.
A trilogia do comandante Camille Verhoeven recebeu, entre outros, os prémios Dagger, Prix du Premier Roman Policier de Cognac, the Prix du Meilleur Polar Francophone e Melhor Romance Policial Europeu. Até nos vermos lá em cima, a sua primeira incursão fora do romance «negro», foi galardoado com o Prémio Goncourt de 2013, o Prix du roman France Télévision, o Prix des lycéens en toutes lettres, o Prix des librairies Nancy/Le Point e o Prix littéraire de la ville de Brignoles.
As suas obras estão traduzidas em trinta línguas, e várias foram adaptados ao cinema e ao teatro.

Imprensa
«Lemaitre eleva o género negro a um nível que raramente se encontra: o lugar onde mora a literatura.» 
Le Figaro Magazine

«Um excelente escritor de livros de suspense.» 
Stephen King

«Uma trama que proporciona o melhor de Lemaitre: qualidade literária, ritmo, controlo da narrativa e uma personagem distinta, por vezes enternecedora e sempre tocante.» 
El País

«Lemaitre é um autor imprescindível no panorama literário atual. […] A cicatriz do mal é um romance de ação vibrante, visualmente perfeito.» 
El Periódico de Catalunya

«Lemaitre sabe renovar-se constantemente, surpreender a cada romance, e isso torna a verificar-se nesta obra, construída graças a uma maquinaria perfeita, com desenvolvimentos imprevisíveis. Decididamente, estamos perante um verdadeiro escritor.» 
L’Humanité

«Fascínio e medo. Uma arte maior.» 
Avantages


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Pierre Lemaître - Irène [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Há uns anos li um livro que me ficou retido na memória. Alex de Pierre Lemaître foi um dos melhores policiais que alguma vez li e, finda a sua leitura, procurei obras do autor, cujo protagonismo pertencesse à personagem Camille Verhoeven, embora sem sucesso.

No entanto, em Outubro tive conhecimento que o Clube do Autor iria publicar o primeiro da trilogia protagonizada por Verhoeven, intitulado Irène. Fiquei radiante! Há tanto tempo que esperara por este livro!

Embora tivesse lido Alex e até me recordava bem da história, Irène foi uma excelente surpresa.
Tal como a obra que lera anteriormente, este livro é repleto de reviravoltas e dotado de uma crueldade nas descrições providas de cenas gráficas e susceptíveis aos leitores. Fica a sensação que estamos junto de Camille, nas cenas do crime.
Irène é muito mais do que violência literária, claro. Para mim, é um hino a algumas obras consagradas no género de policial isto porque o serial killer da trama reproduz os homicídios retratados em alguns livros.
Desperta, portanto, uma vontade em ler estas obras mencionadas.

Como no livro antecessor, a investigação por parte de Camille mescla com a sua vida pessoal. Dado que tinha já lido Alex, sabia de antemão que este é uma personagem amargurada. Só não sabia a razão que é esmiuçada na presente trama. Tal acontecimento deixou-me abalada. Isto porque durante a trama, é inevitável sentir uma empatia por Camille e pela sua esposa Irène, que está grávida.
No entanto, creio que o ambiente tenso devido aos crimes sobrepõe-se aos momentos felizes do casal. Categorizaria, por isso, este livro como noir. O desfecho deixou-me devastada pois não é um final politicamente correcto.

Em suma, Irène é um livro tenso, violento e chocante. Mexeu muito comigo no decorrer da leitura logo, e na minha opinião, é um dos melhores policiais que li nos últimos tempos.

Em jeito de remate, faço figas para que o terceiro volume da trilogia seja publicado. Pelo sim, pelo não, já tenho os ebooks em inglês, contudo não consigo conter a vontade em ler o terceiro. 
Urge ler boa literatura neste novo ano.


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Pierre Lemaître - Irène [Divulgação Editorial Clube do Autor]


Data de publicação: 21 Outubro 2015 

               Título Original: Irène
               Tradução: Miguel Serra Pereira
               Colecção: Verhœven, #1
               Preço com IVA: 17,00€
               Páginas: 352
               ISBN: 9789897242595

Irène é um dos mais originais e poderosos thrillers dos últimos anos. Uma homenagem à literatura policial que só poderia ser escrita por um apaixonado pelo género e por um grande escritor como Pierre Lemaitre. 
O autor recorre a cinco cenas clássicas de crimes – de Bret Easton Ellis a James Ellroy – para criar uma obra psicologicamente densa, surpreendente e arrebatadora.

Sobre o autor:  Pierre Lemaitre nasceu em 1951. Escreveu cinco thrillers, todos premiados pela crítica internacional. Irène recebeu, entre outros, os prémios Dagger e Melhor Romance Policial Europeu.


Imprensa
«Um romance viciante, arrepiante, inteligente e genial.»
El Periódico

«Um romance de cinco estrelas, destinado a figurar entre os clássicos do género.»
ElCultural


 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Pierre Lemaître - Alex [Opinião]

A recente colecção Sextante TOP aposta na qualidade dos thrillers, estando a destacar-se na literatura do género. Depois de Síndrome E de Franck Thilliez, a Sextante publica Alex do autor francês que desconhecia até hoje, Pierre Lemaître.

Esta é a história tensa de uma mulher extremamente atraente e que é raptada. O detective Camille Verhoeven (o próprio com os seus fantasmas também devido a uma situação de rapto) fica responsável pelo caso. Tudo se complica quando, descoberto o local do sequestro, Alex simplesmente desapareceu.

Esta é a premissa de um livro simplesmente arrebatador. Mas vamos por partes, sim?
O livro estrutura-se em três grandes capítulos: a primeira parte não adianta muito mais do que já vos contei e que consta da sinopse. As coisas mudam a partir da segunda parte e a situação toma contornos nada usuais neste tipo de histórias, tendo um sôfrego culminar (que deixará o leitor a pensar no que aí virá pois aparentemente não há mais história). Pois aí é que se enganam!
A última parte está rica em revelações, daquelas que deixarão de boca aberta. É portanto, o trecho onde impera mais racionalidade embora na linha que o autor nos habituou deste início. Sim, pois Lemaître esmera-se em sordidez e pormenores macabros nas descrições mais violentas de mortes e mutilações, pormenores estes que abundam em todo o livro. Na primeira parte, destaca-se o realismo e crueldade das passagens sobre o cativeiro de Alex, verdadeiramente angustiantes.
Especialmente nesta fase há várias passagens que tornam-se desconfortáveis ao serem lidas.

Dentro de cada parte, os capítulos são curtos, intercalando entre o cativeiro de Alex (e felicito o autor pela autenticidade das cenas, extremamente cruas e violentas) e a vida privada de Verhoeven versus a sua prestação na investigação do caso.
A inclusão de um detective com os seus fantasmas pessoais é quase um cliché mas este Verhoeven acaba por ser especial: apenas com um metro e meio é um homem com uma grande determinação (esta não é de todo proporcional ao seu tamanho...). Destaca-se pela forma como não se deixa abater pela investigação do paradeiro de Alex, tendo em conta a semelhança do sequestro com um com que ele tem más recordações, conduzindo o caso com racionalidade e inteligência.
E a antítese: existe um psicopata. Dos mais perigosos que me lembro nestas lides, não só pela forma como mata como a complexidade dos requintes de malvadez, recorrendo ao uso de ácido sulfúrico (e aqui poderão uma vez mais constatar o nível de violência empregue por Lemaître) e a falta de remorso. Mata e não se arrepende... Uma personagem complexa que nos dá asco, mas que no final do livro os sentimentos sobre esta vão mudar, pois há toda uma análise da história de vida desta mente perturbada, quase desumana, e uma sede de vingança que motiva todos os homicídios brutais que foram ocorrendo na trama.

O desfecho do livro, este cada um interpreta à sua maneira. Não é totalmente claro uma vez que o narrado contraria as hipóteses levantadas por Verhoeven e a sua equipa, mas cada leitor fará a sua leitura e decifrará consoante o que depreendeu no livro. Se é mau? Não! A trama nada deixa por explicar.

Um livro que me chocou genuinamente pelos requintes maquiavélicos não só da personagem como das bárbaras descrições de violência, é uma profunda reflexão sobre a vingança. É dos livros que mais me surpreendeu até hoje, pois não esperava a enorme reviravolta de 180º que ocorreu na segunda parte do livro e a forma como brilhantemente conduziu a uma história tão arrepiante, tão viciante, tão surpreendente...! Um verdadeiro sui generis dentro do thriller, Alex é um dos melhores livros que li até hoje.
Não deixo de recomendar aos leitores com um estômago mais forte, pois como disse a violência é abundante. Como prometeu a Sextante Top, este é um livro que é um verdadeiro punch. Felicito a editora por esta publicação pois Alex é um livro que nunca esquecerei! Uma obra magistral que recomendo!
Link

sábado, 19 de maio de 2012

Divulgação Editorial Sextante: Pierre Lemaitre - Alex


Sinopse: Quem conhece verdadeiramente Alex? Ela é bela. Excitante. É por isso que a raptaram e torturaram de forma inimaginável? Quando o comandante da polícia Camille Verhœven descobre por fim o local do sequestro, Alex já tinha desaparecido. Alex, mais inteligente que o seu carrasco. Alex, que não perdoa a ninguém, que nada esquece.
Um thriller gelado que joga com os códigos da loucura assassina, um mecanismo diabólico e imprevisível, onde nos encontramos com o enorme talento de Pierre Lemaître. Alex foi um dos romances finalistas do Grand Prix de la littérature policière 2011.

Nas livrarias a 28 de Maio.