quarta-feira, 19 de junho de 2019

Caroline Kepnes - Tu [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: No ano passado foi lançada na Netflix a série televisiva You, baseada na obra homónima de Caroline Kepnes e que chega hoje, dia 19 de Junho, às livrarias portuguesas.
Confesso que vi os dez episódios avidamente, o que me entusiasmou ao ponto de ler o livro em inglês no início deste ano, sempre expectante que fosse publicado em Portugal.

A trama tem início quando o narrador, Joe, conhece Guinevere Beck, conhecida apenas pelo apelido, na livraria onde ele trabalha e interpreta de forma errada a breve conversa entabulada entre o próprio e a cliente.

Tu é uma história de stalking com a particularidade de ser narrada pelo próprio vilão, Joe, oferecendo-nos toda uma perspectiva, sem filtros, de uma mente distorcida, toldada por uma obsessão desmesurada. A história também é contada de uma forma invulgar, alicerçando-se num monólogo em que Joe expressa os seus desejos, muitas vezes contrapostos pelos factos reais.
Tenho para mim que este é o factor que mais se realça na obra e decerto a que mais incomoda o leitor na medida em que o mesmo é confrontado pelos impulsos obsessivos de Joe resultando em atitudes maquiavélicas.

Sendo entusiasta da série torna-se, para mim, inevitável estabelecer um paralelismo entre esta e a obra, podendo desde já afiançar que considerei o livro superior à sua adaptação.

Na série de TV, Joe comporta-se como um anti-herói, fazendo com que, estranhamente, por mais que considerasse imorais as várias atitudes do narrador, acabei por torcer por ele e pelo sucesso da sua relação com Beck, tendo-me lembrado, de certa forma, da personagem de Dexter criada por Jeff Lindsay e igualmente adaptada ao pequeno écran.
No livro, a personagem Joe é mais execrável, uma personalidade que se manifesta através de um discurso de cariz ordinário e monólogos maléficos, pelo que, pessoalmente, considerei-a mais sombria do que na série. Os acontecimentos e o próprio desenvolvimento da acção está fielmente adaptado. 

Devo mencionar, a título de curiosidade, que agradaram-me as referências a alguns livros, em particular a do lançamento de Doutor Sono de Stephen King e o fenómeno que o autor americano representa. Na série o livro destacado foi o Sleeping Beauties e, pessoalmente, não senti tanta euforia como a que senti aquando a leitura da obra. 

Se o facto da história ser narrada pelo antagonista, um elemento sui generis foi o que mais me cativou nesta obra, posso afiançar que não fiquei propriamente surpreendida com o rumo da trama, tendo-a considerado relativamente linear. Sem dúvida que é uma trama parca em reviravoltas todavia plena no que concerne à complexidade das personagens.
Também devo confessar que esperava um desfecho com um maior impacto mas o que a autora nos propõe era o mais lógico tendo em conta que o segundo livro da autora, Hidden Bodies, é uma sequela deste título.

Embora tenha presente que existem várias tramas debruçadas sobre o tema da obsessão, a meu ver, Tu destaca-se dos demais por conseguirmos entrar no íntimo da mente de uma pessoa verdadeiramente perturbada. Por esta razão, é um título que não hesito em recomendar.

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Caroline Kepnes - Tu [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 19 Junho 2019

               Título Original: You
               Colecção: Grandes Narrativas #720
               Tradução: Alberto Gomes
               Preço com IVA: 18,90€
               Páginas: 392
               ISBN: 9789722363990 

Sinopse: Uma jovem atraente e aspirante a escritora entra na livraria em East Village onde Joe Goldberg trabalha. O seu interesse imediato por esta mulher leva-o a pesquisar no Google o nome que consta no cartão de crédito que ela usa para pagar. Trata-se de Guinevere Beck, e Joe constata que na cidade de Nova Iorque há apenas uma pessoa com aquele nome. Guinevere utiliza incessantemente as redes sociais, o que permite a Joe ir descobrindo os detalhes mais íntimos da vida dela: é simplesmente Beck para os amigos, frequentou a Brown University, mora na Bank Street, nessa noite irá a um bar em Brooklyn - o lugar perfeito para um encontro casual.
À medida que Joe vai controlando a vida de Beck, de forma obsessiva e sem que ninguém se aperceba, ele vai removendo os obstáculos que se interpõem entre ambos e faz tudo para que ela caia nos seus braços - mesmo que isso implique matar.
Um thriller arrebatador, com suspense permanente e de leitura compulsiva, já comparado aos melhores livros do género e muito elogiado por Stephen King.

Sobre a autora: Caroline Kepnes nasceu em Cape Cod, Massachusetts, e vive em Los Angeles. Tu, o seu primeiro romance, finalista do New Blood Award da Crime Writers’ Association, está traduzido em vinte línguas e foi adaptado, com grande sucesso, pela Netflix à série homónima de televisão. Surgiu entretanto a sequela Hidden Bodies. Posteriormente, Caroline publicou Providence, o seu romance mais recente.
Website da autora: carolinekepnes.com

Imprensa
«O thriller do ano.»
Daily Mail

«Um olhar sobre a ténue linha entre a sedução e a perseguição... Uma leitura surpreendentemente interessante.»
The Guardian

«Um thriller fantástico e perturbador... O género de livro que nos põe totalmente em suspenso.»
Glamour

«Um thriller viciante!»
Closer

«Arrepiante... uma história que o fará olhar à sua volta com desconfiança.»
Publishers Weekly

«Hipnotizante e inquietante... Absolutamente original.»
Stephen King, escritor

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terça-feira, 18 de junho de 2019

Daniel Cole - O Carrasco [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 6 Março 2018

               Título Original: Hangman
               Tradução:  José Remelhe
               Preço com IVA: 19,90€
               Páginas: 392
               ISBN: 9789896657918

Sinopse: A inspectora-chefe Emily Baxter é convocada para uma reunião com dois agentes americanos - a agente especial Elliot Curtis, do FBI, e o agente especial Damien Rouche, da CIA - que lhe mostram fotografias do mais recente homicídio: um cadáver contorcido numa posição familiar, pendurado na ponte de Brooklyn, com a palavra ISCO esculpida no peito.
Mediante a pressão dos meios de comunicação social, Baxter recebe ordens para ajudar na investigação e acaba por ter de visitar outro local de crime, descobrindo a mesma palavra esculpida no peito da vítima e, no peito do assassino, também morto, a palavra FANTOCHE.
À medida que, nos dois lados do Atlântico, a espectacularidade e crueza dos homicídios aumenta, a equipa tenta desesperadamente apanhar os culpados. A única esperança é descobrir a quem se destina o ISCO e como são escolhidos os FANTOCHES mas, acima de tudo, quem está a puxar as cordas.


Sobre o autor: Aos 33 anos, Daniel Cole já trabalhou como paramédico, foi oficial da Real Sociedade Protetora dos Animais e membro da Guarda Costeira Real, sempre imbuído do desejo de salvar pessoas — ou talvez movido pela culpa de ter matado tantas personagens nos seus textos. Boneca de Trapos, o seu primeiro romance, escrito originalmente como piloto para uma série de TV, é um bestseller internacional e logo nos primeiros dias após o lançamento no Reino Unido, Itália, Alemanha, França e Holanda alcançou as principais listas de mais vendidos. Será publicado em 32 países e foi também finalista do prémio CWA John Creasy Award para primeiro romance, o prémio britânico mais prestigiado para thrillers.

Imprensa
«Aterrador, perturbador e diabolicamente excelente.» 
Amazon

«Cole não exita em superar todos os limites, tanto nos assassinatos como nos diálogos.
Os leitores que esperavam tremer de medo, mais ainda do que com Boneca de Trapos, ficaram satisfeitos.» 
Publishers Weekly

«Muito emocionante, como um bom filme!» 
Lovely Books

«Daniel Cole traz-nos a sequela de Boneca de Trapos… e é uma aventura de adrenalina garantida.» 
Goodreads

«Uma complexa teia de mentiras e manipulações que fará o leitor reflectir sobre como são criados os vilões. E, claro, muitas reviravoltas de que todos poderão desfrutar.»
The Mistery Blog

Melanie Golding - A Mãe [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Se acham que a maternidade é um mar de rosas, garanto-vos que vão mudar de ideias após a leitura deste livro.

O que destaca esta obra dos demais thrillers psicológicos, género actualmente em voga, é, indubitavelmente, a temática. Que tenha conhecimento, exceptuando uma obra recentemente publicada por cá, creio que este subgénero se debruça mais sobre relacionamentos amorosos, na sua grande maioria, disfuncionais ou relações de amizade. Contudo, este título prende-se com a condição de maternidade associado a uma bênção ou estado de graça, sentimentos antagónicos aos que são transmitidos pelo género de thriller.

Lauren Tranter acabou de dar à luz dois gémeos, Morgan e Riley. Após o parto, na sua primeira noite no hospital, ela começa a acreditar que alguém que lhe quer trocar os bebés.
Estamos, portanto, perante uma narradora não confiável, um elemento importante no subgénero de thriller psicológico, uma vez que fomenta alguma dúvida sobre a veracidade dos acontecimentos, ainda que a história seja narrada na primeira pessoa. Podemos, de facto, atribuir a percepção de Lauren como sendo algo resultante do cansaço, da tensão ou mesmo de uma eventual situação de depressão pós-parto ou, em alternativa, podemos dar por nós a acreditar, juntamente com a personagem, que alguém lhe quer trocar o Riley ou o Morgan.

As primeiras linhas sugeriram-me uma trama linear, assente numa tentativa de rapto dos bebés, contudo, acabei por ser surpreendida pois a história vai muito além. Devo dizer que ainda bem que a minha impressão inicial se revelou infundada.

Os capítulos são introduzidos por excertos de contos sinistros, algo que, a meu ver, nos instiga à leitura dos clássicos contos de terror, como as obras dos irmãos Grimm. Pelo que pude apurar, algumas das suas histórias apresentam um cariz mais tenebroso do que as narrativas infantis mais conhecidas.
O folclore assume assim uma especial relevância, enriquecendo a narrativa com uns toques de sobrenatural e fazendo com que o género deste título oscile entre o thriller psicológico e o terror, o que pessoalmente me agradou. Por norma não aprecio tramas exclusivamente sobrenaturais pois, para mim, as mesmas revestem-se de contornos inverosímeis, todavia A Mãe consegue interligar todos esses elementos numa história que poderia ser real.

Por ser uma trama fortemente relacionada com crianças, neste particular caso, bebés, a mesma acabou por me trazer uma sensação de desconforto acrescida. Durante a leitura senti-me ansiosa, temi pelos gémeos mas, simultaneamente, receei pelas atitudes da mãe que ora mostrava lucidez, ora tinha actos que me pareceram insanos. 

É uma obra que, por estas características, creio que vá mexer com a grande maioria das mulheres, em particular com aquelas que sejam mães ou mesmo aquelas que não o sendo desejam sê-lo.

Em suma, estamos perante um thriller que vai muito além da função de entretenimento. Dentro do género é um título que se consubstancia como verdadeiramente tenebroso e propenso à reflexão sobre as questões relacionadas com a maternidade. 


Melanie Golding - A Mãe [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 18 Junho 2019

               Título Original: Little Darlings
               Tradução:
               Preço com IVA: 18,85€
               Páginas: 328
               ISBN: 9789897772160

Sinopse: Os gémeos têm fome.Os gémeos estão a chorar. Lauren chora. Lauren está exausta. Por detrás da cortina do hospital, alguém espera...
Após um parto traumático, Lauren está sozinha na maternidade com os gémeos recém-nascidos quando um encontro aterrorizante a meio da noite, convence-a de que alguém está a tentar roubar-lhe os filhos.
Lauren, desesperada e em pânico, tranca-se com os bebés na casa de banho até a polícia chegar.

Sobre a autora: Melanie Golding é uma autora britânica com diversos interesses, incluindo música e folclore. Em 2016 completou o seu mestrado em escrita criativa, em Bath Spa University com distinção. A Mãe é o seu romance de estreia.

Imprensa
«Melanie Golding conta a verdade sobre o que significa ser mãe como nenhuma outra escritora desde Sylvia Platt [...] Muito bem feito continuará a perturbar os leitores muito depois de o terem acabado.»
Felicity Everett, autora de Os Vizinhos do Número 9

«Fascinante, aterrador e por vezes dilacerante [...]. O perturbador retrato que Melanie Golding traça da paranóia de uma nova mãe é soberbamente escrito, inteligentemente urdido e horripilantemente belo de uma maneira inesquecível.»
Annie Ward
 
 

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Viveca Sten - Nas Águas Mais Calmas [Opinião]


Opinião: Antes de mais, gostaria de mencionar que no que concerne ao título em apreço, tentei estabelecer uma equidistância entre a qualidade do livro e o sentimento especial que este me desperta por ter estado nos locais onde decorre a acção, bem como o facto de ter conhecido a autora.

Como sabeis, sou fascinada pelos policiais nórdicos, principalmente porque sempre que leio um, deparo-me com um ambiente e uma cultura diametralmente diferentes da nossa. Nas Águas Mais Calmas de Viveca Sten acaba por se destacar, dentro do próprio subgénero, devido ao cenário onde a trama se desenrola, a ilha de Sandhamn. Por norma, os homicídios decorrem em territórios mais urbanos ao passo que o presente título tem como cenário uma ilha maravilhosa que tive o prazer de visitar na semana passada. Obviamente que, por este motivo, consegui visualizar com maior clareza os locais mencionados, algo que tornou a leitura da obra ainda mais espectacular!

Devo dizer que considero a leitura deste livro deveras sensorial. Antes de visitar a ilha, consegui deslocar-me até aquele idílico cenário, ainda que entre páginas, deslumbrando-me com a gastronomia local e deixando-me conquistar pelas personagens. Pessoalmente acredito que Sandhamn, pelas razões que mencionei acima, será um local que, certamente, arrebatará o leitor.

Por entre as maravilhosas descrições do local são-nos dadas a conhecer as personagens principais. A forma como estas são desenvolvidas, naquela pitoresca comunidade de ilhéus (que é geralmente procurada como destino de Verão) levou-me, inevitavelmente, a estabelecer uma comparação entre esta obra, a primeira de uma série, e os livros de uma outra série que têm como cenário a cidade costeira de Fjallbacka, série essa da autoria da escritora sueca Camilla Lackberg, 

Agradou-me muito que, à semelhança da série supra-referida, as personagens principais, designadamente Thomas e Nora, apresentem verdadeiros problemas e dilemas reais, sabendo já de antemão que as vidas destes protagonistas irão ter novos desenvolvimentos nos próximos volumes da série. Assim sendo, instalou-se em mim, naturalmente, uma enorme vontade em prosseguir com a leitura dos livros seguintes, uma percepção que relaciono com o desejo de querer conhecer a evolução daquela pequena comunidade.
Assinalo como curioso o facto de a autora não ter criado um casal de protagonistas mas sim duas personagens amigas que colaboram no processo de investigação. 

Thomas é o inspector detective da polícia destacado para investigar o caso de um cadáver que deu à costa, enrolado numa rede de pesca já em avançado estado de decomposição. Nora, advogada e amiga de longa data de Thomas, acaba por colaborar com o inspector no esclarecimento do mistério e no apuramento da verdade. 

Tal como nos livros de Camilla Lackberg, a investigação policial é tão relevante quanto a vida pessoal dos protagonistas, levando o leitor a identificar-se tanto com os dramas de Thomas e Nora ao ponto de se sentir tão curioso com os seus problemas pessoais, como com o progresso do inquérito criminal. 

É ainda de salientar o facto de a descrição dos crimes ser feita numa linguagem polida, fazendo-me recordar, inevitavelmente, os policiais da escola clássica de Agatha Christie. É um estilo que se coaduna na perfeição com a apresentação da maravilhosa ilha de Sandhamn.

A tranquilidade da ilha, os costumes locais e a comunidade fechada, repleta de personagens com segredos foram factores que me fizeram considerar este policial como uma obra indispensável em qualquer estante de literatura escandinava. É um livro que se afigura essencial para aqueles fãs que não dispensam um cosy mystery oriundo da Escandinava, desta feita, isento de neve, pois devo dizer que não é usual ver retratado um clima tão ameno e marítimo nos policiais nórdicos. 

Em jeito de conclusão, gostaria de expressar que gostaria imenso de ver a série de TV adaptada dos livros e, desta forma, matar as saudades daquele local tão mágico. 

Pessoalmente, espero que se apaixonem pelas personagens e pelo bucólico cenário da ilha tanto como eu. Este título estará nas livrarias a partir de 4 de Julho. 


Catherine Steadman - Há Algo Estranho na Água [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 5 Junho 2019

               Título Original: Something in the Water
               Colecção: Grandes Narrativas #718
               Tradução: Paulo Pires
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 422
               ISBN: 9789722363952


Sinopse: Erin, autora de documentários televisivos, está à beira de uma reviravolta profissional. Mark é um atraente gestor de investimentos com um futuro risonho. Parecem ter tudo para serem felizes, até que Mark perde o emprego, o que ensombra a vida perfeita do casal. Mas ambos estão determinados a fazer com que as coisas resultem. Decidem partir para uma lua de mel num local paradisíaco, confiantes de que tudo se resolva - afinal, têm-se um ao outro. 
Em Bora Bora, Mark leva Erin a fazer mergulho. Mark está com ela, Erin sabe que está segura. Vai correr tudo bem. Porém, descobrem algo estranho na água...
O casal decide manter a sua descoberta em segredo - se mais ninguém souber o que eles encontraram, que mal poderá haver nisso? Mas a decisão que tomam desencadeia uma devastadora sequência de acontecimentos... que vai pôr em causa tudo o que lhes é mais querido.

Sobre a autora: Catherine Steadman, atriz e escritora, interpretou diversos papéis principais em séries da televisão britânica bem como nos palcos do West End, em Londres. Em 2016, foi nomeada para o prémio Laurence Olivier pelo seu desempenho em Oppenheimer. É conhecida sobretudo pela personagem de Mabel Lane Fox na série Downton Abbey. Este é seu primeiro romance, com direitos vendidos para mais de vinte países.
Catherine Steadman vive em Londres.

Imprensa
«Impossível parar de ler.»
The New York Times

«Personagens imprevisíveis, diálogos ambíguos, ritmo perfeito e um enredo inesperado... Um thriller brilhante de uma nova autora a ter em conta.»
Kirkus Reviews

«Absorvente... ousado... O clima de constantes ameaças e más decisões flui a um ritmo vertiginoso. Vale a pena estar atento a Catherine Steadman.»
Publishers Weekly

«Adorei este livro. Uma estreia fantástica, com uma escrita soberba, inteligente e emocionante.»
B.A. Paris, autora do bestseller Ao Fechar a Porta
 
«Um thriller psicológico que me cativou desde a primeira página. Lê-se de um fôlego e leva-nos numa viagem alucinante! É a leitura de praia perfeita!»
Reese Witherspoon, atriz e produtora

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Iain Reid - Intruso [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 10 Junho 2019

               Título Original: Foe
               Tradução:
               Preço com IVA: 15,98€
               Páginas: 224
               ISBN: 9789895640065

Sinopse: Finalista do Prémio Goodreads para Melhor Livro de Terror
Não recebemos visitas.
Nunca.
Não aqui.

Junior e Henrietta são casados e levam uma vida simples e tranquila na sua quinta, afastados do bulício citadino. Um dia, um estranho vindo da cidade chega com notícias surpreendentes: Junior foi selecionado aleatoriamente para fazer uma viagem para muito, muito longe. Ao que parece, ele é um dos candidatos para um projeto de colonização espacial. O mais bizarro é que foi tudo orquestrado para que Henrietta não ficasse sozinha durante a ausência de Junior. Nunca, nem por um segundo. Para todos os efeitos, Henrietta terá sempre uma companhia familiar. Demasiado… familiar.
Mas a ideia não agrada a Junior, cuja desconfiança aumenta de dia para dia. Afinal, que alternativas lhe restam num futuro que foi decidido por si? Em quem poderá ele confiar? Astucioso e pleno de incerteza, Intruso é um thriller psicológico e intenso que analisa a natureza das relações amorosas, a autodeterminação e o significado de se ser (ou não) uma pessoa.

Sobre o autor: Iain Reid é um autor canadiano que se tem distinguido na não-ficção.
O seu romance Intruso alcançou também sucesso imediato junto do público e da crítica, tendo sido finalista do Prémio Goodreads para Melhor Livro de Terror.

Imprensa
«Iain Reid urdiu um clímax profundamente perturbador. Sendo tanto uma dissecação das bases do casamento como um thriller psicológico, marcado pelo ritmo inteligente e contornos vagos, este é um livro para se ler de luz acesa.»
Kirkus Reviews


Nova autora nórdica publicada em Portugal pela Planeta

Há uma semana era véspera de partir para a Suécia. Estava extasiada, afinal de contas, os meus livros de eleição são os policiais escandinavos. O objectivo desta viagem era conhecer a autora sueca Viveca Sten.


Nas Águas Mais Calmas é o primeiro livro da série com cenário na ilha de Sandhamn, série esta que é um sucesso em França e Alemanha e que chega a Portugal já no próximo dia 4 de Julho, cortesia da editora Planeta. 
Eu e a Raquel Curvacheiro, do blogue Nota de Página, estivemos na ilha para conhecer um dos nomes mais sonantes da literatura policial escandinava contemporânea e aproveitámos para colocar algumas questões:



Vera Brandão: A Viveca é uma nova autora publicada em Portugal. Fale-nos de si.

Viveca Sten: Bem, eu sou escritora de policiais desde 2008 (data de publicação de Still Waters, cá traduzido como Nas Águas Mais Calmas). Antes de me tornar escritora era advogada numa empresa de negócios. Trabalhei no ramo durante 20 anos e escrevi alguns livros de não ficção na área do Direito mas em 2005 quis desafiar-me a escrever outra coisa. A minha editora queria que eu escrevesse mais um livro de não ficção e eu pensei "Isto é tão aborrecido, não quero fazer isto" e, como gosto tanto de policiais pensei em escrever um que fosse passado em Sandhamn, afinal de contas, passo férias aqui desde bebé, O resultado foi este, Still Waters. Lembro-me de perguntar se venderia 3000 cópias, o número de vendas dos meus livros de não ficção e na Suécia, esse número é muito bom. Fiquei surpreendida quando este livro foi um sucesso, tendo vendido 1/4 de milhão de cópias. Instigou-me a escrever o segundo que também foi um best-seller. Nessa altura, a TV Sueca ligou-me a propor a adaptação dos livros numa série de TV e, posteriormente, houve interesse por parte de outros países na compra dos direitos editoriais. 

VB: A série de TV foi bem recebida?

VS: Foi um grande sucesso, sim! Bem como o terceiro livro. Contudo em 2011, quando escrevia o 4º livro, achei que era impossível conciliar a carreira de advocacia com a escrita e a família foi quando tomei a decisão mais difícil de sempre, desistir do meu trabalho, afinal de contas era o meu emprego há 20 anos. Hoje em dia não me arrependo dessa decisão e até considero que a advocacia foi útil para os meus livros porque Nora (uma das protagonistas da série) é advogada e eu "passei-lhe" os meus conhecimentos já para não falar da disciplina que fui adquirindo pois respeito sempre os prazos e data limite da entrega dos manuscritos. Foi a melhor decisão da minha vida.

Raquel Curvacheiro: Quando li o seu livro fez-me pensar naqueles policiais clássicos que assentam sobre segredos numa comunidade pequena fechada, o desconhecido sobre o que se passa atrás de portas fechadas. Queria passar a mensagem de que não conhecemos completamente aqueles que nos rodeiam? 

VS: Acho que é interessante. Quis escrever o tipo de livro que gosto de ler. Pessoalmente não aprecio livros gráficos com descrições mórbidas. Acho mais interessante um puzzle psicológico e até mais assustador por ser real. Penso que qualquer pessoa se pode tornar num assassino em circunstâncias limite e reflicto nas situações que possam levar uma pessoa ao desespero e cometer crimes. Estou a escrever neste momento o meu 10º livro e penso constantemente nessas perspectivas. Sou péssima a escrever sobre pessoas que acordam um dia e decidem que são maléficas. Não é o meu estilo. Na maioria dos meus livros, o assassino não é o típico homicida, são pessoas como nós, movidas pelo desespero e tento fazer com que o leitor embora deteste as acções da personagem, acima de tudo, a compreenda.

VB: Como é que usa um local tão idílico como Sandhamn como palco de homicídios? Parece-me uma ideia tão antagónica...

VS: Adoro estar sentada aqui, a pensar no quão boa é a vida e depois haver um acontecimento chocante porque não sabemos o que se move nas sombras. Baixamos as guardas num local tão paradisíaco como este, daí ser tão perfeito para um livro policial. O livro começou assim. Estava a caminhar na praia, em 2005, o tempo estava maravilhoso e, de repente, imaginei um cadáver envolto numa rede de pesca, uma imagem tão vívida que pensei mesmo nessa situação. E se houvesse, de facto, um cadáver? Fui para casa e escrevi o primeiro e o último capítulos. 

RC: Como se escreve o desenvolvimento de um livro a partir do primeiro e último capítulos? Já tinha as reviravoltas em mente?

VS: Bem, eu sabia como a história ia começar e terminar. Não tinha experiência na escrita de policiais, por isso ia tendo algumas ideias e fui percebendo quais ficariam melhor na história. Nisto passaram-se dois anos e o meu marido insistiu para que levasse o manuscrito à editora. Não estava muito confiante, afinal de contas eu era advogada e sem experiência na escrita policial mas em 2006 mandei o manuscrito a três editoras e a maior editora na Suécia ligou-me passado três semanas, dizendo que tinham adorado a história e que a queriam publicar. Estava incrédula! Ligaram-me de manhã com a notícia mas eu liguei-lhes no dia seguinte "Querem mesmo publicar o meu livro?" (risos). Liguei ao meu marido para partilhar a notícia e ele foi comprar champanhe para celebrar. Deixei-o no frigorífico e só abrimos a garrafa quando assinei o contrato.

VB: Quanto tempo levou a escrever o seu primeiro policial?

VS: Talvez tenha demorado uns dois anos. Na altura era também advogada e tinha que conciliar a escrita com a minha vida profissional e pessoal. 

RC: Parece mesmo um sonho, termos algo escrito e podermos partilhar com o mundo.

VS: Exacto, quando escrevi os meus livros de não ficção, eu era advogada e sabia sobre o que escrever. Tinha conhecimento que os meus livros de Direito eram bons, dentro da área mas quando saiu este, foi como entregar o meu coração aos leitores e esperava que gostassem tanto quanto eu gostei de o escrever. Esta incerteza foi uma experiência assustadora.

VB: Todos os seus 10 livros de ficção são passados aqui em Sandhamn?

VS: Sim são. Às vezes as pessoas perguntam se ainda restam pessoas cá na ilha (risos). 

RC: No seu livro, refere que vivem cá 120 pessoas.

VS: Com os livros, diria que foram reduzidas a 90 (risos). Tenho um vizinho que diz que já matei uns 5% da população. Os livros são maioritariamente passados cá mas falo também de outras ilhas e de Estocolmo. 

VB: Está a trabalhar noutros projectos? Noutra série?

VS: De momento estou a escrever o meu 10º livro da série passada aqui em Sandhamn mas escrevi uma trilogia de fantasia para adolescentes, com a minha filha Camilla, ela também escreve, sobre uma personagem com poderes mágicos e aborda monstros marinhos que acordam com a poluição e querem vingar-se dos humanos. 

VB: Como foi o processo de escrita a quatro mãos?

VS: Adorei! Foi muito divertido! Aproximou-nos a ambas e redefiniu a nossa relação pois passamos de mãe e filha para colaborarmos juntas no trabalho. Viajámos juntas para promover os livros, foi muito bom! Ligo-lhe não só com as preocupações de mãe como também para assuntos do trabalho. Temos directrizes diferentes: ela estudou psicologia, compreende melhor as pessoas. No que concerne à trilogia, é uma história bastante excitante e tem uma mensagem ambiental muito forte. 

RC: Como é a Viveca como leitora?

VS: Costumo ler muitos policiais, não os leio durante o meu processo de escrita. Leio mais livros biográficos, históricos, outros géneros que não o policial. Até costumo dar dois conselhos a quem quer começar a escrever este género: primeiro, ler tudo o que puder e segundo, escrever tudo o que puder. Às vezes escrevo imenso, imenso e não estou nada confiante com o resultado final, mas guardo o rascunho e edito. Até costumo dizer que sou melhor a editar do que a escrever.
Adoro ouvir audiobooks, costumo ouvir cerca de uma hora por dia. Ora estou a tratar da roupa, ou da loiça, vou aproveitando o tempo. Nem sempre tenho apetência para ler, muitas vezes estou cansada e opto por este formato. É já bastante comum ouvir audiobooks na Suécia. 

VB: Tem algum autor preferido?


VS: Para mim é muito difícil enumerar os meus preferidos mas há uma especial, a Elizabeth George. Adoro os livros dela e o primeiro policial que li foi o Missing Joseph e adorei! Mas existem tão bons autores que me é  realmente difícil eleger os preferidos.


RC: Tem alguma mensagem para os leitores portugueses?

VS: Estou muito satisfeita que o meu livro seja publicado em Portugal, espero que vocês gostem e acolham Thomas e Nora nos vossos corações. E claro, que se apaixonem aqui pelo arquipélago.

RC e VB: Obrigada, Viveca. Tack!

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Elisabeth Norebäck - Diz-me Que És Minha [Divulgação Porto Editora]


Data de publicação: 6 Junho 2019

               Título Original: Säg att du är min
               Tradução: José Remelhe
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 400
               ISBN: 9789720032034

Até onde vai uma mãe para encontrar a filha?
Diz-me que és minha é o thriller de estreia da sueca Elisabeth Norebäck
Diz-me que és minha é o surpreendente livro de estreia da sueca Elisabeth Norebäck: ainda antes de chegar às livrarias, os direitos de publicação deste thriller psicológico já estavam vendidos para 27 países. 
Em Portugal, é publicado pela Porto Editora a 6 de junho.
Stella, a protagonista, perde a sua filha durante um passeio na praia.
Vinte anos depois, conhece uma rapariga que tem semelhanças com a criança que desapareceu. Mas será mesmo ela? Com uma trama inquietante e reviravoltas inesperadas, este é um thriller sobre a busca da verdade e que põe em causa o que é realidade ou alucinação.
 
Sinopse: «Eu enterrei-te. Estivemos junto à tua lápide no cemitério. Chorámos e despedimo-nos. Mas eu nunca deixei de te amar. Procurei-te em todas as multidões, em todos os rostos, em todos os autocarros, em todas as ruas. Ano após ano.»
Stella Widstrand é uma psicoterapeuta respeitada. Casada com um homem carinhoso, mãe de um rapaz de 13 anos, com uma casa invejável e um bom carro, parece ter tudo para ser feliz. Porém, há no seu passado um terrível acontecimento que nunca foi verdadeiramente superado.
Quando um dia Stella vê entrar no seu consultório a jovem Isabelle, suspeita de que se trata na realidade de Alice, a sua filha desaparecida durante um passeio em família cerca de vinte anos antes, e que todos julgavam morta. Mas será realmente a filha de Stella? Estará a imaginação a pregar-lhe mais uma partida? Como poderá confirmar tal suspeita sem que a considerem louca? E se Isabelle for mesmo a sua filha, o que lhe aconteceu afinal? Como desapareceu? Para obter respostas, Stella inicia uma busca obsessiva pela verdade, colocando em risco a vida que levou vinte anos a construir.
Elisabeth Norebäck estreia-se na escrita com um thriller psicológico inquietante que evoca o amor maternal e o maior medo que uma mãe pode sentir: o da perda de um filho. Em Diz-Me Que És Minha, o leitor assiste à luta entre prudência e loucura, passado e presente, ilusão e realidade, mas sobretudo entre vida e morte.

Sobre a autora: Elisabeth Norebäck vive em Estocolmo com o marido e os três filhos.
Tem um Mestrado em Engenharia pelo KTH Royal Institute of Tecnology.
Diz-me que és minha é o seu primeiro livro. Durante a licença de maternidade, Elisabeth Norebäck imaginou o pior pesadelo de uma mãe: o desaparecimento de um filho. Incentivada pelo marido, começou a escrever e, quase dois anos depois, terminou o livro.
Ainda antes do lançamento na Suécia, os direitos de publicação deste thriller psicológico já haviam sido vendidos para 27 países. Em 2018, Diz-me que és minha esteve nomeado para o Crimetime Specsavers Award, na categoria de Melhor Estreia do Ano.

Imprensa
«Esteja preparado para não ser capaz de largar este livro.»
Blekinge Läns Tidning (Suécia)

«Uma história extremamente intrigante sobre o amor obsessivo de uma mãe, o luto e a culpa.»
Nederlands Dagblad (Holanda)

«Muito empolgante: destinado ao grande ecrã!»
Peterborough Telegraph (Reino Unido)

«O livro de estreia de Norebäck, Diz-me que és minha, é um arrepiante thriller psicológico de dimensões nunca vistas.»
Bygdebladet (Noruega)