segunda-feira, 22 de maio de 2017

Passatempo Editorial Presença: Peter Swanson - Aqueles Que Merecem Morrer


Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro Aqueles Que Merecem Morrer de Peter Swanson. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha do passatempo numa rede social, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 22 de Maio de 2017 e termina às 23h59 do dia 31 de Maio de 2017.
- Os participantes deverão ser seguidores do blogue (fazer login na caixa dos seguidores na barra direita do blogue)
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue não se responsabiliza por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda podem consultar aqui

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)

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domingo, 21 de maio de 2017

Peter Swanson - Aqueles Que Merecem Morrer [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Antes de mais tenho que felicitar a Editorial Presença pela publicação desta obra. Já a tinha debaixo da mira, em inglês e agora que estou mais audaz em ler neste idioma, estava convicta que seria uma das minhas próximas leituras. Não contava que seria lido na minha língua materna mas ainda bem que assim foi. Já para não falar que, para mim, a colecção Minutos Contados da Editorial Presença é um guilty pleasure.

Quando se lê a sinopse pode, à primeira vista, reconhecer algumas semelhanças com Bruno e Guy, protagonistas do afamado O Desconhecido do Norte Expresso de Patricia Highsmith (quero muito ler esta obra mas vou adiando por conhecer a história uma vez que já vi o filme, realizado por Hitchcock). Afinal de contas, Lily, tal como Bruno, promete a Ted uma solução rápida para fazer desaparecer a sua esposa: um homicídio é apalavrado (na trama de Highsmith, num comboio e neste, num aeroporto). Curiosamente a personagem feminina está a ler As Duas Faces de Janeiro, fazendo-me crer que Swanson tenha pretendido fazer uma breve homenagem à autora.
As coincidências terminam aqui e doravante o enredo torna-se completamente imprevisível. E garanto-vos, a história é muito mais do que um aparente crime passional.

Creio que o aspecto mais digno de realce desta obra foi, sem dúvida, a forma como o autor me apanhou desprevenida, uma série de vezes. Quando achei que a história seguia um rumo, eis que ficava sem chão, apanhada numa rede de torções surpreendentes. É um livro que, por essa razão, se tornou viciante. Li-o em cerca de duas noites que se prolongaram madrugada fora.
Nunca me senti maçada nem nunca me questionei os sucessivos e inesperados acontecimentos da trama. As várias reviravoltas não são descambidas, antes pelo contrário, fazem sentido e tornam o enredo completamente alucinado!

Depois, devo falar da própria estrutura do livro, tão dinâmica quanto a história em si.
Dividida em três partes, tem a particularidade ainda de alternar os pares de narradores, permitindo-nos conhecer cada um, segundo a sua perspectiva. Não escondo a minha preferência pela Lily, a  personagem que baixa as guardas desde o primeiro momento, relatando os mais vis momentos que protagonizou enquanto crescia. Desta forma, e numa fase posterior, ela acabou por me despertar mixed feelings. Se por um lado chocaram-me muito os seus actos no passado, por outro, às páginas tantas, já torcia por ela. A sua definição de crime perfeito parecia-me irrepreensível.

A outra característica indissociável da inegável qualidade desta obra é a forma como as personagens se entranharam. 
Como referi, senti-me intoxicada com as acções de Lily, sentimento que, à medida que acção evolui, vai dando origem à incredulidade. Porém, o lugar de antagonista não é exclusivo e torna-se clara uma conceptualização dos vilões, embora não se possa dizer o mesmo sobre os heróis da trama. Confesso que aprecio a caracterização de um bom vilão.

Não posso adiantar mais sobre a trama pois como expliquei anteriormente, a grandiosidade do livro reside justamente nas intrincadas reviravoltas e na surpresa que desencadeia no leitor à medida que este folheia a obra. Sorrio ao escrever estas palavras, relembrando o prazer que me deu a leitura desta obra.

Em suma, 'Aqueles Que Merecem Morrer' arrecadou a pontuação máxima no Goodreads. Foi, decididamente, umas das melhores leituras do ano.
É uma trama que vive muito da manipulação de interesses, traduzindo-se num livro fantástico e surpreendente, de ávida leitura.
Simplesmente, adorei!

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Julia Heaberlin - O Que Viram as Flores [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: O Que Viram As Flores despertou-me uma enorme curiosidade pela menção de "um assassino que continua a semear o medo". Confesso que pela capa não diria que é um thriller e, após ter visto o título original, Black-eyed Susans, fui averiguar o que seriam estas "Susanas". Nada mais, nada menos do que os malmequeres amarelos que constam na capa, elemento que configura uma importância na trama, funcionando como um trigger para o reviver de um passado algo turbulento.

A premissa do enredo é extremamente interessante. A narradora, Tessa, foi vítima de um ataque aos 16 anos e foi encontrada quase morta. Vinte anos depois, Tessa depara-se com o seu passado quando um molho de "susanas de olhos pretos" são plantados à sua janela.

Não obstante, fiquei algo decepcionada. Achei que a trama tinha um ritmo muito moroso. Durante grande parte da leitura, fiquei com a sensação que não saía do mesmo ponto. Devo expressar a minha percepção que se prende com uma falta de audácia por parte da autora, nas ameaças a Tessa. Muito francamente, numa primeira fase, apenas um molho destas flores, ainda que associadas ao assassino, à janela, pareceu-me um elemento insuficiente para alentar alguns sinais de pânico à personagem.

Além disso, o elemento do suspeito estar na death row é já um lugar comum e, por conseguinte, não assegurou grande originalidade no enredo. O seu propósito é expectável: dispersar a atenção daquela personagem que consideramos como o antagonista.
 
A história alterna entre dois momentos temporais distintos: um, com lugar no passado, onde Tessa tem 16 anos e o presente. Não comento nenhuma inconfidência ao afirmar que esta jovem fora alvo de um cativeiro (que seria precedido de um homicídio até porque o homem é um serial killer), contudo, pensava eu que seria esmiuçado com mais primor esta vivência de Tessa. Os seus testemunhos não me inquietaram, infelizmente, e tive a sensação que me pareceram muito mornos.

Também me questionei qual seria o objectivo do antagonista (seja ele quem for), em ter como alvo a filha de Tessa em vez da mesma. Afinal de contas, fora o testemunho da protagonista que enviou o vilão para a sentença de morte e a sua filha não é perdida nem achada nesta história.

Foram estes os componentes que me desiludiram nesta obra. Ainda assim devo realçar, no entanto, os ingredientes que resultaram na história como o ambiente praticamente isolado (há apenas uma vizinha digna de menção) e algumas técnicas forenses, ingrediente que considero particularmente estimulante. Além de que gostei do final. Foi provavelmente na altura do clímax, o momento em que senti a leitura verdadeiramente excitante. 

Infelizmente, a obra não me cativou tanto quanto gostaria. 
Um livro que me entreteve mas, lamentavelmente, não me levou ao êxtase como tantos outros thrillers.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Mary Higgins Clark - E A Música Continua [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 13 Maio 2017

               Titulo Original: The Melody Lingers on
               Preço com IVA: 16,60€
               Páginas: 288
               ISBN: 9789722531443 

Sinopse: Lane Harmon é assistente pessoal de um designer de interiores conceituadíssimo e está portanto habituada a ir a casas luxuosas. O seu mais recente trabalho, numa casa modesta de Nova Jérsia é portanto fora do habitual. Descobre que se trata da casa da mulher de um magnata da finança caído em desgraça, Parker Bennett, que desapareceu há dois anos, juntamente com o fundo de cinco milhões de dólares que geria. A questão acerca do suicídio de Bennett, se terá sido genuíno ou encenado, continua.
Tanto os clientes como o governo querem encontrá-lo e ao dinheiro. Mas Lane fica comovida com a fé inabalável da senhora Bennett na inocência do marido. E gradualmente começa também a aproximar-se de Mark, determinado em provar a inocência do pai. Mas quanto mais se aproxima desta famosa família, mais a sua vida (e a do filho de cinco anos) corre perigo. 

Sobre a autora: Mary Higgins Clark é autora de mais de trinta romances que obtiveram um êxito assinalável, tendo vendido mais de 150 milhões de exemplares dos seus livros em todo o mundo.
Foi secretária e hospedeira, mas depois de se casar dedicou-se à escrita. Com a morte prematura do marido, que a deixou com cinco filhos pequenos, a autora investiu na escrita de guiões para rádio e, depois, nos romances. Rapidamente se tornou um dos grandes nomes da literatura de suspense, conquistando os tops de vendas, a crítica e os fãs.
Foi eleita Grand Master dos Edgar Awards 2000 pela Mystery Writers of America, que também lançou um prémio anual com o seu nome. Já foi presidente da Mystery Writers of America, bem como do International Crime Congress.


Patricia Highsmith - Ripley Debaixo de Água [Divulgação Relógio d´Água]


Data de publicação: 15 Maio 2017

               Titulo Original: Ripley Under Water
               Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues
               Preço com IVA: 16€
               Páginas: 312
               ISBN: 9789896417246

Sinopse: Tom Ripley leva uma vida calma e luxuosa num château em Villeperce e, como sempre, mantém-se um passo à frente da lei. O seu passado, como se sabe, não resistiria a qualquer tipo de escrutínio…O quinto romance da série mostra-nos Ripley como um sofisticado e amoral expatriado americano a ser assediado por David Pritchard, um antigo colega que conhece inexplicavelmente detalhes incriminatórios do passado de Ripley, e está determinado a expô-lo.Pritchard segue todos os movimentos de Ripley, primeiro espiando-o na sua casa em França, depois seguindo-o até Marrocos. A tensão culmina quando, no regresso a Villeperce, Pritchard tenta localizar um corpo que Ripley preferia que permanecesse oculto dentro de um rio.

Sobre a autora: Patricia Highsmith (1921-1995) publicou cinco romances na série de Ripley entre 1955 e 1991. É também a autora de "O Desconhecido do Norte Expresso", "The Price of Salt" e "A Dog’s Ransom". «[Highsmith] obriga-nos a reconsiderar as linhas entre a razão e a loucura, normal e anormal, enquanto nos incita a partilhar o ponto de vista traiçoeiro do nosso herói.» Michiko Kakutani, New York Times «Patricia Highsmith é por vezes descrita como uma escritora de policiais ou livros de mistério, o que é um pouco como dizer que Picasso fazia desenhos.» Cleveland Plain Dealer «Não existe ninguém como Patricia Highsmith para evocar a ameaça que se esconde em lugares familiares.»Time «O génio de Highsmith ao criar Tom Ripley mostra-se na sua habilidade em equilibrar as facetas heróicas e demoníacas do típico sonhador americano na mesma personagem – mantendo-nos do seu lado muito depois do seu comportamento se tornar mais sociopata do que o de um charlatão como Gatsby.»Frank Rich, New York Times Magazine  

Imprensa 
«Os livros da série Ripley são uma leitura maravilhosa e compulsiva.» 
The Times

Colleen Hoover - It Ends With Us [Opinião]


Antes de começar a minha crítica sobre este livro, creio ser pertinente referir que a obra já foi publicada em português pela editora TopSeller e qualquer informação sobre a mesma, encontra-se neste link. Eu li em inglês, por impulso. Não tinha sequer equacionado esta leitura num Maio que, pensava eu, seria repleto, uma vez mais, de thrillers e policiais.

Parti para esta leitura completamente em branco. Apenas tinha presente as inúmeras recomendações nas redes sociais embora já conhecesse a autora pelas obras Um Caso Perdido, Uma Nova Esperança e Amor Cruel. Talvez por isso, pela minha completa ignorância sobre o tema principal abordado na obra, fiquei genuinamente surpreendida com a história. Vou, portanto, abster-me de tecer comentários que eventualmente possam desvendar demasiado sobre a trama.

A verdade é que gostei muito deste livro. Já vi o tema retratado e vou-me coibir em mencionar algumas obras que se debruçam nesta problemática ainda tão actual nos dias de hoje. Sempre que encontro esta temática retratada, emociono-me sempre por reconhecer esta situação em duas pessoas que conheci, uma delas muito recentemente. 
Talvez tenha sido por isso que a história me tenha absorvido tanto e li esta obra, em inglês, em cerca de dois dias. Porém, não é apenas de momentos tristes que vive esta história. A presença de um casal secundário, Alyssa e Marshall, com discurso pautado pela comicidade acaba por mitigar o dramatismo do enredo. Confesso que esperava ver mais desenvolvido o pequeno drama referente a este casal que foi efémero. Compreendo a abordagem muito ligeira, afinal de contas, esta história não pretende centrar-se na infertilidade.

As personagens principais são, de facto, carismáticas, especialmente Lily, a protagonista. 
Gostei muito dos seus diários para a Ellen DeGeneres em que falava sobre os seus 15 anos, altura em que conheceu uma pessoa muito especial. Além disso, é através destes diários que o leitor compreende a interacção familiar de Lily, um dos ingredientes que, a meu ver, tornam esta história memorável. 

Não posso deixar de mencionar o outro componente que intensifica esta minha percepção: o epílogo. Nunca um epílogo foi tão emocionante quando este. Também me vou abster de comentar o conteúdo do mesmo, onde Hoover confidencia alguns aspectos de cariz mais pessoal e eu senti-me sensibilizada, uma vez mais...

Agora que penso no enredo, creio que este é repleto de lições de vida que vão muito além dos lugares comuns e dos clichés que ouvimos quando se fala do tema central. 
Esta trama é simplesmente dilacerante e intensa. Confesso que me senti bastante comovida no decorrer da leitura e a história tocou-me como poucas o fazem. Desta vez ter saído da minha zona de conforto compensou. Seguramente este livro não me sairá da cabeça durante os próximos tempos.

sábado, 13 de maio de 2017

Andrew Gross - 72 Horas: O Último Resgate de Auschwitz [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: Maio 2017

               Titulo Original: The One Man
               Preço com IVA: 17,90€
               Páginas: 416
               ISBN: 9789897243653

Sinopse: Europa, 1944. E se houvesse algum preso nos campos de concentração cujo conhecimento pudesse alterar o desfecho da guerra?
72 horas é a história de uma missão improvável: o resgate de um único preso, em Auschwitz, em 72 horas.
O objetivo é salvar o cientista que pode definir os vencedores da guerra. Mas como se pode escapar do lugar mais bem guardado no mundo?
Baseado em factos reais, 72 Horas é um thriller arrojado e emocionante sobre a Segunda Guerra Mundial.
Uma combinação engenhosa e inquietante de sentimentos como o dever, o heroísmo, a coragem e a dor, a perda e a culpa.

Sobre o autor: Andrew Gross trocou uma carreira de sucesso nas vendas pela escrita e é hoje um autor best-seller do New York Times, tendo escrito 6 thrillers em parceria com o consagrado James Patterson. Vive no estado de Nova Iorque com a mulher e os três filhos.

Imprensa 
«O mais sincero e convincente livro de Andrew Gross. (…) Verdadeiramente imprescindível. Deve ser lido por todos os estudiosos e curiosos da Segunda Guerra Mundial.»
The Washington Post
 

«Gross revisita os horrores de Auschwitz neste angustiante thriller, tematicamente rico e com suspense de princípio ao fim... .»
Publishers Weekly