segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Passatempo Editorial Presença: Haylen Beck - Desapareceram...


Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro Desapareceram... de Haylen Beck. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha do passatempo numa rede social, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 23 de Outubro de 2017 e termina às 23h59 do dia 29 de Outubro de 2017.
- Os participantes deverão ser seguidores do blogue (fazer login na caixa dos seguidores na barra direita do blogue)
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue não se responsabiliza por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda podem consultar aqui

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)






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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Hayley Beck - Desapareceram... [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação:  18 Outubro 2017

               Titulo Original: Here and Gone
               Colecção: Grandes Narrativas #675
               Tradução: Miguel Romeira
               Preço com IVA: 17,90€
               Páginas: 328
               ISBN: 9789722361095

Sinopse: UM THRILLER DE SUSPENSE SOBRE A LUTA DESESPERADA DE UMA MÃE
PARA ENCONTRAR OS SEUS FILHOS...
Audra anseia chegar à Califórnia. Finalmente arranjou coragem para fugir do marido que a maltrata, podendo assim proporcionar a si e aos seus dois filhos um novo começo. Juntamente com Sean e Louise, atravessa o país, por estradas secundárias , discretamente e com toda a cautela para não chamar a atenção.
Quando um inquietante xerife a manda parar em pleno deserto do Arizona, Audra faz tudo para se manter calma e esconder o nervosismo. Tem mesmo de o fazer. Mas, ao revistar a carrinha de Audra, o xerife tira da bagageira um saco com marijuana que ela nunca tinha visto e o seu estado de nervos transforma -se em pânico. Ela julga que aconteceu o pior. Mas está enganada. O pior ainda está para vir.
Com um ritmo de tirar o fôlego e de um suspense implacável, Desapareceram... é um thriller perfeito sobre a luta de uma mulher contra o mal inimaginável para salvar o que há de mais importante na sua vida. Chocante até à última página.

Sobre o autor: Haylen Beck é o pseudónimo de Stuart Neville, um conhecido autor de romances policiais internacionalmente aclamado e premiado. Foi distinguido com o Los Angeles Times Book Prize pela série policial protagonizada por Serena Flanagan, cuja ação decorre em Belfast, e foi nomeado para o Edgard Award. As suas obras têm figurado nas listas dos melhores livros do ano de diversos jornais, como o New York Times, o Los Angeles Times e o Boston Globe. Os romances que assina como Haylen Beck decorrem nos EUA e são inspirados pela sua admiração pela ficção policial americana. Desapareceram... tem direitos de tradução vendidos para publicação em diversas línguas, tendo os direitos cinematográficos sido adquiridos pela Random House Studio em conjunto com a Meridian Entertainment.

Imprensa
«Uma das melhores estreias literárias do ano. Recomendo vivamente.»
Harlan Coben, autor bestseller do New York Times
 
«Uma história perturbadora e carregada de tensão que nos prende desde a primeira página. Desapareceram...é assustadoramente realista do início ao fim.»
Associated Press
 
«Este livro é uma autêntica montanha-russa, com uma tensão angustiante e uma heroína por quem só podemos torcer. Merece tornar-se um bestseller.» 
Daily Mail

«As reviravoltas entusiasmantes mantêm-nos agarrados às páginas.»
Library Journal 

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Tomas Alfredson - The Snowman [Opinião cinematográfica]


O Boneco de Neve é o mais recente trabalho de Tomas Alfredson, o realizador sueco responsável pela adaptação cinematográfica dos livros "Deixa-me Entrar" de John Ajvide Lindqvist e "A Toupeira" de John Le Carré. Confesso que, uma vez que não aprecio o subgénero de Espionagem, nem espreitei este último filme.

The Snowman era, provavelmente, o filme mais aguardado deste ano. À medida que ia sendo construindo um marketing em torno deste livro, multiplicando-se a partilha de teasers e posteriormente trailers, mais impaciente eu ficava em ver esta obra. Consegui um lugar na antestreia e cá estou eu para vos contar tudo.

Antes de mais, achei a adaptação cinematográfica muito mediana e vou fundamentá-la para que percebam porquê. Vou, claro, evitar fazer spoilers. Porém, vou ter que comentar uma cena ou outra. 

Para quem é fã desta estrondosa série protagonizada por Harry Hole, como eu, é fácil apercebermo-nos da complexidade do detective e da sua história pessoal que é o único aspecto que acaba por ter um desenvolvimento em todos os livros. E O Boneco de Neve é o 7º. Já aconteceu tanto ao Harry até então... 
Acontece que o meu acompanhante na antestreia pouco sabia do universo de Harry Hole, pelo que foi difícil interiorizar o contexto pessoal do detective. A título de exemplo: não se sabe, até ao final do filme, que a personagem feminina se chama Rakel. Menciono outro aspecto, este ainda mais flagrante, no livro há uma cena fortíssima protagonizada por esta e Hole que foi descurada no filme. E toda a acção referente a este par, reforça a ideia de que estas personagens são quase como dependentes uma da outra. E o último livro da série, Polícia, intensifica mais esta minha percepção. Tenho para mim que faltou alguma química ao casal no filme.

Falando deste aspecto que foi um pouco alterado, posso mencionar uns quantos outros e algumas cenas que não fazem qualquer sentido, de todo. Como a inicial em que Harry surpreende um homem que fazia a desinfestação do seu apartamento com um tiro. O diálogo que se seguiu foi, no mínimo, surreal. Já nem falo da (geral) amputação de dedos. Pelo que me lembro, exceptuando as vítimas de homicídio, outras personagens saíram fisicamente incólumes das situações. Ou o filho do casal Britte. Sim, era o Jonas no livro. Aqui, por alguma razão que não consigo explicar, é uma menina.
E aligeiraram em muito o drama daquele casal, em particular o do pai.

De facto, consigo aperceber-me da dificuldade em adaptar rigorosamente a história de O Boneco de Neve, tão rica em pormenores. Ainda assim, o filme revestiu-se de um ritmo algo moroso até culminar num desfecho que, para mim, foi francamente anti-climático e diferente, uma vez mais, do livro.
Também a caracterização de O Boneco de Neve está, a meu ver, subdesenvolvida. Mal cheguei a casa ontem, reli as últimas páginas do livro e, de facto, o vilão é dotado de uma maior frieza. Posso afiançar que a cena final é bem mais intensa do que no filme. 

Por último a minha maior crítica. Já que o filme foi totalmente filmado na Noruega, não consigo entender porque é que o elenco era, quase na íntegra, americano. A ideia seria tornar o filme mais comercial?
Não desgosto do trabalho de Michael Fassbender mas, para mim, não me convenceu como Harry Hole. Para quem 10 livros protagonizados por este detective, imaginou uma personagem fisicamente diferente. Contudo, a maior desilusão foi Val Kilmer. Aqui entre nós, eu tive um crush por ele há uns 20 anos. Mas isto fica só entre nós, ok? ;) Está irreconhecível!

O melhor do filme foi, para mim, as maravilhosas paisagens norueguesas. Os planos são, de facto, apaixonantes. Lembraram-me a razão deste meu fascínio pela Escandinávia.

Em suma, pelas razões que mencionei anteriormente, o livro que é espectacular (e ao qual atribuí 5 estrelas no Goodreads) originou uma adaptação cinematográfica medíocre. Esperava muito mais! 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Cilla & Rolf Börjlind - A Terceira Voz [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 30 Outubro 2017

               Titulo Original: Den tredje rösten
               Preço com IVA: 19,99€
               Páginas: 448
               ISBN: 9789898869463

Sinopse: Um homem enforcado, uma mulher brutalmente assassinada, um denominador comum.
Após ter descoberto uma verdade perturbadora e violenta sobre o seu passado, Olivia Rönning decide adiar o que poderia ser uma promissora carreira na Polícia. É então que o pai da sua amiga Sandra Sahlmann, um funcionário da alfândega em Estocolmo, aparece enforcado em casa. À primeira vista, tudo aponta para suicídio. Olivia, porém, sente que algo não bate certo. Ela sabe que não se deve envolver, mas o caso torna-se demasiado pessoal.
Em simultâneo, uma mulher é brutalmente assassinada em Marselha, França. Trata-se de Samira Villon, uma ex-artista de circo cega que fazia filmes pornográficos para sobreviver. Sem saber o que o espera, Tom Stilton, um ex-inspetor da Polícia com quem Olivia colaborou no passado, é arrastado para este caso.
Duas mortes aparentemente desligadas entre si juntam novamente Olivia Rönning e Tom Stilton numa investigação de contornos surpreendentes. Conseguirão eles resolver ambos os casos e impedir que mais pessoas tenham destinos trágicos?

Sobre os autores: Cilla e Rolf Börjlind são um casal de autores bestsellers suecos, cujas obras retratam uma sociedade repleta de conflitos sociais.
Figuram entre os argumentistas mais aclamados da Suécia, sendo autores de 26 guiões de policiais e thrillers para cinema e televisão.
Maré Viva recebeu arrebatados elogios por parte da crítica, tendo os seus direitos sido vendidos para trinta países. Só na Suécia vendeu mais de 300 mil exemplares. A obra foi também convertida numa série de televisão, cujos direitos já foram vendidos para vários países.
A Topseller orgulha-se de dar a conhecer aos leitores portugueses esta dupla maior da literatura escandinava com este Maré Viva e com Terceira Voz, o título que se lhe segue, que será publicado em novembro de 2017.

Anteriormente publicado



M. J. Arlidge - Mal Me Quer [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 30 Outubro 2017

               Titulo Original: Love Me Not
               Preço com IVA: 17,69€
               Páginas: 320
               ISBN: 9789898869456

Sinopse: MAL ME QUER
O corpo sem vida de uma mulher é encontrado no meio da estrada. À primeira vista parece tratar-se de um acidente trágico, mas quando a inspetora Helen Grace chega ao local do crime, torna-se claro para ela que a mulher foi vítima de um assassínio a sangue-frio sem razão aparente.
BEM ME QUER
Duas horas depois, do outro lado da cidade, um empregado de loja é morto, enquanto os seus clientes escapam ilesos.
MAL ME QUER
Ao longo do dia, a cidade de Southampton viverá um clima de terror às mãos de dois jovens assassinos, que parecem matar ao calhas.
BEM ME QUER
Para a inspetora Helen Grace, este dia vai tornar-se uma corrida contra o tempo. Quem vive? Quem morre? Quem será o próximo? O relógio não para…
Se Helen não conseguir resolver este quebra-cabeças mortal, mais sangue será derramado. E, se cometer algum erro, poderá muito bem ser o dela…

Sobre o autor: M. J. Arlidge trabalha em televisão há mais de 15 anos, tendo-se especializado em produções dramáticas de alta qualidade.
Nos últimos anos, produziu um grande número de séries criminais passadas em horário nobre na ITV, rede de televisão do Reino Unido. Escreveu ainda uma série policial para a BBC, além de estar a criar novas séries para canais de televisão britânicos e americanos.
Os seus livros, traduzidos para várias línguas, são autênticos êxitos de vendas e têm recebido críticas excelentes de todos os meios de comunicação social internacionais.


Peter Brooklyn - Entre Mortos e Feridos Não Escapa Ninguém [Opinião]

Sinopse: AQUI 

Opinião: Há uns tempos, fui contactada pelo autor, Denis, que escreve sob o pseudónimo de Peter Brooklyn com uma finalidade: a de ler a sua obra de estreia, Entre Mortos e Feridos Não Escapa Ninguém. Devo agradecer, desde já, ao autor pela sua disponibilidade, pedir desculpa pelo atraso na leitura e, por conseguinte, na escrita da recensão crítica desta obra.

Sob uma capa apelativa, a história recai sobre dois homicídios, nas regiões de Lisboa e Porto. O autor disserta sobre os variados aspectos do nosso país, como a gastronomia ou elementos arquitectónicos o que, para uma apaixonada pelo nosso país como eu, é um verdadeiro deleite. Não obstante ter em mente que este é um livro policial e estes elementos intrínsecos à cultura portuguesa acabam por, de certa forma, se sobrepor à investigação criminal.
Teria apreciado caso o autor tivesse investido mais na investigação, sem dúvida. 
Um outro ponto que apreciei foi a forma estranhamente familiar que estão subjacentes nos homicídios. 

Falando sobre estes, os crimes, denotei uma certa elegância no trato das descrições dos mesmos, o que, de certa maneira, me remeteu para a escola clássica do policial. Não há uma componente forense envolvida (o que teria sido, certamente, muito interessante) e o inspector Pereira acaba por deslindar os casos, por alguns interrogatórios que careciam, a meu ver, maior aprofundamento.

Esta é uma trama célere. O livro é pequeno, nem ascende às 200 páginas (e a fonte da letra é grande), por isso é um caso de investigação bastante leve que, provavelmente, teria um maior impacto caso tivesse sido mais esmiuçada.

Gostei do detective Pereira, fã fervoroso de Fernando Pessoa (e como foi, para mim, tão agradável ler sobre o nosso poeta e seus heterónimos). Agradou-me muito o nível de cultura por parte do protagonista.

Portanto, e posto isto, nota-se que o autor eleva os aspectos tão típicos do nosso país e friso, uma vez mais, que valorizei os mesmos na história. No entanto, creio que a componente policial está francamente subdesenvolvida. E era isso que eu ansiava, até porque a capa assim mo prometeu.

É o primeiro trabalho do autor e gostaria que esta opinião funcionasse como uma crítica construtiva e desse mais alento a continuar a escrever e a partilhar mais casos do Pereira. Confesso que aguardava uma trama que abordasse um grotesco crime à portuguesa. Ao invés, deparei-me com um roteiro do melhor que existe em Portugal.

Stephen King - Despertar [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 10 Novembro 2017

               Titulo Original: Revival
               Preço com IVA: 18,80€
               Páginas: 368
               ISBN: 9789722530484

Sinopse: Numa pequena cidade da Nova Inglaterra, há mais de meio século, uma sombra desce sobre um rapazinho que brinca com os seus soldadinhos de chumbo. Jamie Morton ergue os olhos e vê um homem espantoso, o novo pastor. Charles Jacobs, juntamente com a sua bela mulher, vão transformar a igreja da comunidade. Todos os homens e rapazes estão um bocadinho apaixonados pela senhora Jacobs; as mulheres e as raparigas sentem o mesmo em relação ao reverendo Jacobs, incluindo a mãe e a irmã de Jamie.
O reverendo partilha um laço mais profundo com Jamie, que tem como base uma obsessão secreta. Quando a família Jacobs é assolada pela tragédia, o carismático pastor amaldiçoa Deus, apouca toda a crença religiosa e é banido de uma cidade em choque. Jamie tem os seus próprios demónios. Apaixonado pela guitarra desde os treze anos, toca em bandas pelos Estados Unidos, vivendo uma vida nómada de rocker em fuga da família e da sua terrível perda.
Aos trinta anos, viciado em heroína e desesperado, volta a encontrar Charles Jacobs, e as consequências deste encontro serão profundas para os dois homens. A sua ligação torna-se um pacto para lá do diabólico e Jamie descobre os vários sentidos de «despertar». Um romance rico e perturbador que se estende por cinco décadas até o desfecho mais aterrador, que um dos melhores de King alguma vez escreveu.

Sobre o autor: Romancista norte-americano, Stephen King nasceu em 1947, em Portland, Maine. Filho de um marinheiro mercante, que abandonou a família em 1950, foi criado pela mãe, em Durham, juntamente com o seu irmão David. A mãe viu-se forçada a trabalhar precariamente para poder sustentar os seus filhos.
Aos seis anos de idade, o jovem Stephen teve que proceder à punctura do tímpano por diversas vezes, experiência dolorosa que nunca conseguiria esquecer. Deu início aos seus estudos secundários na Lisbon Falls High School, onde começou a escrever contos, ao mesmo tempo que fazia parte de um grupo amador de rock. No ano de 1960, Stephen King submeteu o seu primeiro manuscrito para publicação, o qual seria rejeitado. Entretanto, editava o jornal do liceu, The Drum, e escrevia para o jornal local, o Lisbon Weekly Enterprise. Publicou o seu primeiro conto, In A Half-World Of Terror, numa fanzine de terror.
Em 1970 licenciou-se pela Universidade do Maine e, no ano seguinte, casou com Tabitha Spruce, que também viria a alcançar reputação como escritora. De 1971 a 1974, Stephen King foi instrutor na Hampden Academy, até ter publicado o seu primeiro romance, Carrie (1974), a história de uma rapariga com poderes telecinéticos. Atirou as primeiras páginas do trabalho ao lixo, mas foram resgatadas pela esposa, que o encorajou a prossegui-las. A obra não teve, a princípio, senão um sucesso modesto, mas com a adaptação para cinema e com a publicação do romance Salem's Lot (1976), conseguiu estabelecer-se como importante escritor de literatura de terror.
Nos finais do Verão de 1974, Stephen King decidiu passar umas férias prolongadas no Colorado na companhia da sua família. De visita ao Stanley Hotel, em Estes Park, chegou-lhe a inspiração para o seu romance seguinte, The Shining (1975), que chegaria a obter versão cinematográfica pela mão de Stanley Kubrick, em 1977. Nessa época, segundo confissão do próprio autor, tinha a braços problemas de abuso de álcool e drogas. Na segunda metade dos anos 70, Stephen King começou a publicar uma série de romances sob o pseudónimo Richard Bachman, de que Rage (1977) e The Long Walk (1979) são exemplos.
Em Junho de 1999, o escritor ficou gravemente ferido em consequência de um atropelamento por uma carrinha. Não obstante, no mês seguinte começou a publicar uma série de folhetins virtuais no seu website 'stephenking.com', sendo o primeiro escritor de gabarito a recorrer ao suporte virtual. Na primeira história, uma vinha sobrenatural começa a crescer numa editora de livros de bolso, trazendo sucesso e riquezas em troca de sangue e carne fresca.
Em convalescença do acidente, Stephen King decidiu fazer um balanço do seu início de carreira, com On Writing (2000), obra principalmente destinada a aconselhar potenciais escritores. Stephen King passou a maior parte da sua carreira como romancista em Bangor, no estado do Maine.


domingo, 15 de outubro de 2017

L.S. Hilton - Domina [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Confesso que demorei a iniciar a leitura de Domina por ter lido Maestra há algum tempo e não me recordar dos mais ínfimos pormenores protagonizados pela audaz Judith. Domina intensifica o que acho sobre esta trilogia, é, sem sombra de dúvida, uma série diferente por aliar o thriller ao erotismo e à sofisticação do mundo da arte.

Os meus receios eram infundados. Logo nas primeiras páginas, somos recordados sobre os eventos passados. E claro, gostei de rever a intrépida Judith, agora conhecida por Elisabeth. Creio que, e como referi na opinião do livro antecessor, esta se assemelha a um Tom Ripley no feminino.

Com a mudança de identidade, sendo algo necessário para despistar os eventos ocorridos em Maestra, a minha percepção mais imediata prendeu-se com o pressuposto de vai começar tudo de novo. Confesso que senti alguma repetição a nível da história. O sexo explícito e os variados homicídios, fórmula original de Maestra, reproduzem-se pelas mesmas razões que, basicamente, são em prole da manipulação e calculismo de Judith. De certa forma, desta vez, achei que a protagonista agia de forma previsível em respostas às variadas situações.

É certo que Domina é uma continuação da trama, não obstante sentir ao longo da leitura que o primeiro livro me alentou mais.

Contudo houve um aspecto que merece ser frisado: a menção do passado de Judith. Não desresponsabilizando os seus actos, creio que esta componente foi importante para tentarmos perceber um pouco mais sobre esta complexa personagem. A minha teoria sobre a mesma intensificou-se: Judith é claramente sociopata. Mas daquelas que, tal como Tom Ripley, torcemos para que safe das situações. 

O final é um autêntico cliffhanger e deixou-me curiosa para ler o desfecho da história. Valorizo que a Editorial Presença tenha publicado a obra muito pouco depois da edição da mesma lá fora. Aguardo que aconteça o mesmo com o terceiro volume da série que, pelo que sei, está em curso pela autora. 

Em suma, estamos perante uma série inovadora no que concerne ao género de thriller que agradará a um público mais vasto, como as fãs de literatura erótica. 

Confesso que, por uma razão que não consigo explicar, a leitura de Domina não me despertou a mesma emoção que sentira ao ler Maestra. 
Por um lado sinto que o intervalo entre as leituras não devia ter sido tão espaçado, provavelmente lembrar-me-ia muito melhor dos detalhes de Maestra. Ou talvez por achar que a obra antecessora foi original pois, de facto, nunca lera até então uma história que imiscuísse tão bem sexo, homicídios e glamour, em doses generosas. 

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Michelle Richmond - O Pacto [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Um dos livros que lidos em 2013 (e apreciados, diga-se) foi O Ano do Nevoeiro de Michelle Richmond, razão pela qual quis ler O Pacto. Alicerçado sobre uma premissa bem diferente (afinal de contas, O Ano do Nevoeiro debruçava-se sobre o desaparecimento de uma criança), O Pacto conta a história de Jake e Alice, um casal que recebe, como presente de casamento, um convite para entrar numa associação denominada O Pacto.

Antes de mais, e sendo esta uma perspectiva pessoal, o matrimónio requer empenho e compromisso. Creio que nunca precisará de um culto (e uso esta palavra pois é o que realmente aqui se passa) para fortalecer a relação entre os conjugues. Havendo vontade e perseverança, acredito que um casamento poderá resultar ao longo de vários anos e felizes.
Com isto quero dizer que achei a premissa do livro um pouco descabida. Tenho conhecimento que, de facto, existem vários cultos e sociedades secretas por aí mas não me parece que passem pela instituição que é o casamento. Tenho que para mim que se prendem com outro tipo de convicções mais fortes, nomeadamente políticas. Não me parece que uma relação matrimonial, numa escala tão reduzida, possa ser tão interessante ao ponto de haver um culto que interfira na relação alheia e que a estereotipe, como acredito que seria a pretensão deste Pacto. 

Portanto, para mim, a trama foi um pouco inverosímil. O estranho é que me viciou. Estava sempre expectante sobre qual seria a próxima provação do casal. Pois a trama é, como será de esperar, sobre um casal que está num clube, inicialmente cor de rosa, e depois descobrem-se os vários podres. Daí achar que a trama aborda o drama de quem quer libertar-se de uma associação secreta ou culto (afinal de contas, a informação é uma arma assaz poderosa). Avaliei esta componente como cliché.
Francamente considerei que a maior parte dos acontecimentos eram expectáveis muito embora desconhecesse quais eram os limites deste dito Pacto. Creio que o interesse da trama assenta precisamente sobre este ponto.

A história é narrada por Jake e é interessante ver como é que um homem percepciona a situação. Curiosas são as várias considerações do protagonista sobre o casamento, decorrentes da experiência dele como terapeuta matrimonial (mais uma razão para repelir a entrada do Pacto nas suas vidas).

Como tento explicar, há algumas incongruências na história. Tenho para mim que seria altamente improvável que um casal tão feliz como Jake e Alice adoptasse os pressupostos do Pacto para fortalecer a sua relação. E a isto, junta-se o facto de Jake trabalhar no meio de casais disfuncionais, tendo um know how para tapar algumas brechas que, eventualmente, a relação pudesse criar. Sem interferência de terceiros.

Li a obra em versão ebook mas estive com o livro físico na mão e apercebi-me que ultrapassa as 500 páginas. Creio que peca pelo excesso de páginas. Apesar do meu estranho constante interesse em saber mais sobre a história, confesso que por vezes sentia-me um pouco cansada. Na minha opinião, de certa forma, havia alturas em que a história se arrastava demasiado.

O último ponto que considero ter falhado foi o final. Para mim, este foi completamente anticlimático. Apesar de ser coerente com a história, pessoalmente teria gostado de ser surpreendida no final com uma revelação intensa. Fiquei desiludida com o facto da autora ter fechado a longa história de forma muito linear.

Resumindo, pelas razões que mencionei, e comparando esta obra com a antecessora da autora, considero que O Pacto ficou muito aquém.

Robert Bryndza - A Sombra da Noite [Divulgação Alma dos Livros]


Data de publicação: 13 Outubro 2017

               Titulo Original: The Night Stalker
               Preço com IVA: 17,45€
               Páginas: 352
               ISBN: 9789899993365

Sinopse: Numa noite quente de verão, a inspetora-chefe Erika Foster é chamada à cena de um crime. A vítima, um médico, é encontrada asfixiada na cama. Tem os pulsos amarrados e os olhos parecem querer saltar-lhe das órbitas através do saco de plástico transparente que lhe cobre a cabeça e o sufocou. Alguns dias mais tarde, outra vítima é encontrada exatamente nas mesmas circunstâncias. À medida que Erika e a sua equipa intensificam as investigações deparam-se com um assassino em série inteligente e calculista - que persegue e sabe tudo sobre as vítimas antes de escolher o momento certo para atacar.
As vítimas são homens solteiros, com uma vida muito reservada e um passado envolto em segredo. Porém, podem não ser as únicas pessoas a ser observadas... Erika começa a receber mensagens enigmáticas e a sua própria vida corre perigo. Ela tudo fará para desvendar o mistério que rodeia estes crimes, ainda que isso signifique arriscar a sua carreira na polícia. Imperdível!

Sobre o autor:  Robert Bryndza é autor, entre outros, do bestseller internacional A Rapariga no Gelo, n.º 1 na Amazon, no USA Today e no The Wall Street Journal. Os seus s venderam cerca de dois milhões de exemplares e foram, até ao momento, traduzidos em 26 idiomas.