segunda-feira, 18 de junho de 2018

Gabriel Magalhães - Os Crimes Inocentes [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 19 Junho 2018

               Preço com IVA: 17,95€
               Páginas: 408
               ISBN: 9789897770876

Do mesmo autor do polémico e provocatório ensaio Como Sobreviver a Portugal continuando a ser Português, chega agora um romance cheio de ironia que é também uma crítica impiedosa ao modus operandi das elites portuguesas e um retrato dos alpinistas sociais, ávidos de reconhecimento e poder. 

A estreia auspiciosa de Gabriel Magalhães, reputado professor catedrático de Literatura, no género policial.
Uma intriga subtil sobre os bastidores do poder político e os meandros da cultura que decorre nalguns dos mais emblemáticos e belos lugares de Lisboa. Personagens fortes, um protagonista atípico
e um piscar de olho à história.

Um livro inteligente e divertido que ajuda a perceber a sociedade portuguesa e as suas elites, a partir de uma sucessão de crimes que assentam na ganância, vaidade e desejo de poder.

Uma obra que percorre os lugares mais emblemáticos de Lisboa, do Museu dos Coches à Praça Luís de Camões, da Estrela ao Parque das Nações. Um panorama irónico dos bastidores da cultura e da política, com os seus jogos e guerras, e um retrato lúcido do povo que lava no rio.

Um olhar crítico e divertido sobre um país que não perdoa a diferença.
Ironia das ironias: os crimes serão desvendados por uma mulher banal, a anti heroína. Rosário, filha de emigrantes que vive de empregos precários vai revelar-se o cérebro da investigação. Pelo caminho, não faltam peripécias e sobressaltos históricos como a célebre queda de Salazar da cadeira.

Sinopse: Um crime no Museu dos Coches.
Uma jovem historiadora transformada em detective.
Um político ambicioso que se senta na cadeira de Salazar.
Um homem aparece assassinado no salão principal do Museu dos
Coches com uma lança atravessada no ventre. Ao longo dos dias seguintes, morrem misteriosamente mais pessoas.
Quem é o serial killer por trás de tudo isto? Rosário do Amaral, uma filha de emigrantes que vive de empregos precários, vai revelar-se o cérebro da investigação.

Sobre o autor: Gabriel Magalhães (Luanda, 1965) é professor de Literatura na Universidade da Beira Interior, tendo também dado aulas em Espanha – país onde viveu muitos anos e onde fez o seu doutoramento.
É autor de vários livros de ficção e não ficção - Como Sobreviver a Portugal continuando a ser Português, Planeta, 2014.
Em 2009 ganhou o Prémio Revelação da APE.


domingo, 17 de junho de 2018

Iain Reid - I´m Thinking of Ending Things [Opinião]


I´m Thinking of Ending Things foi um livro que me despertou a atenção por aliar o thriller psicológico ao terror e a alguns fundamentos filosóficos. Por isso nem hesitei ouvir este audiobook que tem sensivelmente 5 horas, correspondendo, portanto, a um livro pequeno. Nem vos confidenciei que ultimamente tenho-me dedicado a este formato aquando vou a caminho do meu trabalho.

A trama inicia-se quando a protagonista segue no carro com o namorado, a caminho da casa dos pais dele. Desconhecemos o nome dela, mas temos acesso aos seus pensamentos mais íntimos: ela pensa em terminar com tudo. A partir desta premissa, a personagem tece uma série de considerações, muitas delas convidativas à reflexão.
Confesso que, apesar do livro ser curto, o início não me cativou particularmente. Achei o ritmo algo moroso, percepção que atribuo aos vários pensamentos da personagem feminina. Esta disserta sobre a complexidade de uma relação, passando a relatar alguns episódios da sua infância bem como terá conhecido Jake. Ouvia estes trechos sem grande interesse quando ela descreve o conteúdo bizarro de chamadas anónimas que recebe no seu telemóvel. Confesso ter ficado bastante intrigada a partir desse momento.

Bizarro é, aliás, o adjectivo que eu utilizaria para exprimir esta história, em linhas gerais. 

A experiência de ter ouvido este audiobook foi excelente. A narradora do audiobook manteve-me na expectativa e conseguiu transmitir o ambiente tenso que se faz sentir, não só na viagem, como sobretudo na casa dos pais dele e nos acontecimentos seguintes. Diria que esse é o ponto forte da trama: no decorrer desta "leitura", sentia-me constantemente desconfortável sem saber porquê. Simplesmente não havia uma razão concreta para me sentir daquela forma. E como referi anteriormente, esta sensação acentuou-se a partir do momento em que as personagens chegam à casa dos pais dele. 

Fiquei sem palavras em vários momentos, de tão insólitos eram as passagens. Tudo se encaminhava para ser um livro inesquecível porém, tive um problema com o desfecho. Antes de discuti-lo, sem evidentemente, deixar spoilers, gostaria de mencionar que a experiência do audiobook havia contribuído para que viesse a sentir uma maior intensidade no final. A resolução desta narrativa inicia-se após um trecho extremamente bizarro e que funcionou muitíssimo bem na leitura. Dei uma olhada ao ebook e senti-me igualmente arrepiada.

Contudo, tive alguns problemas em digerir o que acontecera até então. Confesso que não percebi, assim que ouvi o clímax, tendo recuado instantes antes para tentar aperceber-me realmente do que se passou então. Senti-me frustrada e surpreendida.
Só quando pesquisei no Goodreads um fórum com uma discussão entre os vários leitores é que, como se costuma dizer, me caiu a ficha. O autor foi extremamente inteligente em fechar a história, de uma forma mais subjectiva e implícita, obrigando-me a reflectir sobre a mesma. Devo afiançar que, ainda que tenha terminado a obra há uns dias, esta tarda em sair da retina. Sendo um audiobook e em inglês, foi com a máxima atenção que ouvi a história e atentei nos detalhes que considerei mais inusitados. Só após este exercício de reflexão é que consegui perceber que o final não fora tão descabido como avaliei na altura.

Não descurando o desenvolvimento da narrativa que, sublinho, se caracteriza por um ambiente sufocante, esta obra marca, principalmente, uma incredulidade sobre o final. 

Em suma, um livro pequeno, diferente e bizarro que me deixou a matutar. Ainda hoje penso na história e na sua complexidade. Embora curto, é, sem dúvida, uma trama deveras intensa e que nos convida a questionar sobre múltiplos pontos. 

Claudia Piñeiro - Uma Pequena Sorte [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: Junho 2018

               Titulo Original: Una suerte pequeña
               Preço com IVA: 15,50€
               Páginas: 256
               ISBN: 9789722064491

Sinopse: Uma mulher regressa à Argentina vinte anos depois de a ter deixado para fugir de uma tragédia. Mas aquela que regressa é outra: já não tem a mesma aparência e a sua voz é diferente. Nem tem sequer o mesmo nome. Será que aqueles que a conheceram em tempos a vão reconhecer? Será que ele a vai reconhecer?
Mary Lohan, Marilé Lauría ou María Elena Pujol – a mulher que ela é, a mulher que foi e a mulher que terá sido –, volta aos arredores de Buenos Aires, ao subúrbio onde formou uma família e viveu, e onde irá enfrentar os atores do drama que a fez fugir. Ainda não compreende porque aceitou regressar ao passado que se havia proposto esquecer para sempre. Mas à medida que o vai compreendendo, entre encontros esperados e revelações inesperadas, perceberá também que às vezes a vida não é nem destino nem acaso: talvez o seu regresso mais não seja do que um pequeno golpe de sorte… uma pequena sorte.
Claudia Piñeiro surpreende e cativa com este romance incisivo e comovente, onde a realidade e a intimidade se cruzam numa densa teia urdida para prender o leitor.

Sobre a autora: Claudia Piñeiro nasceu em Buenos Aires, em 1960. É escritora, dramaturga, guionista de televisão e colaboradora de diversos meios de comunicação. Ganhou vários prémios nacionais e internacionais pelo seu trabalho literário, teatral e jornalístico. É autora dos romances As Viúvas das Quintas-feiras (2005), que recebeu o Prémio Clarín Novel de 2005 e vendeu centenas de milhares de exemplares, e acabou por ser levado ao cinema. Sobre ele escreveu José Saramago: “Um romance ágil, escrito numa linguagem perfeitamente adequada ao tema, uma análise implacável de um microcosmos social em acelerado processo de decadência.» Uma Pequena Sorte é também uma reflexão sobre o mundo em que vivemos.


Michael Connelly - Do Outro Lado [Divulgação Porto Editora]


Data de publicação: 21 Junho 2018

               Título Original: The Crossing
               Tradução: José Vieira de Lima
               Preço com IVA: 16,60€ 
               Páginas: 344
               ISBN: 9789720031082

Depois de O Veredicto, A Reviravolta e Os Deuses da Culpa, a Porto Editora lança a 21 de junho Do Outro Lado, o novo thriller judicial de Michael Connelly, um dos maiores e mais aclamados autores da literatura policial moderna.
Neste livro, o autor traz-nos de novo o detetive Harry Bosch, desta vez já reformado da polícia de Los Angeles e a trabalhar numa investigação muito diferente do habitual: a defesa de um suposto homicida, antigo membro de um gang. Bosch apoia assim Michael Haller, seu meio-irmão e advogado do acusado, numa intriga sinuosa em que a procura do verdadeiro culpado nos leva a conhecer os lados obscuros do interior do Departamento da Polícia.

Sinopse: O detetive Harry Bosch acaba de se reformar da LAPD, mas o seu meio-irmão, o advogado de defesa Mickey Haller, precisa da sua ajuda. Uma mulher foi brutalmente assassinada, o corpo encontrado na cama, e todas as provas apontam para o cliente de Haller, antigo membro de um gang de Los Angeles que diz há muito ter abandonado o mundo do crime. Embora a acusação de homicídio pareça perfeita, Mickey tem a certeza de que se trata de uma armadilha.
Bosch não quer atravessar a linha que opõe as forças de segurança à defesa de um criminoso. Sente que tal seria trair uma carreira lendária de trinta anos como detetive na Brigada de Homicídios. Mas Mickey garante não comprometer o seu trabalho: se Harry provar que o seu cliente é culpado, então a prova será entregue à acusação.
Desafiando todos os seus instintos, Bosch aceita o caso. A investigação tem, pura e simplesmente, demasiadas lacunas. Se o cliente de Haller é inocente, quem será o culpado? Todos os caminhos vão dar ao interior do Departamento da Polícia – e o assassino que Harry Bosch procura também o tem estado a procurar a ele.

Sobre o autor: Admirado por Stephen King e com 50 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Michael Connelly é um dos nomes incontornáveis da literatura policial moderna e uma presença constante nos tops de vendas mundiais. Autor da série de livros protagonizados pelo detetive Harry Bosch, alguns dos quais já adaptados ao cinema, está traduzido em 36 línguas e recebeu alguns dos mais importantes prémios literários, quer nos Estados Unidos, quer em diversos países estrangeiros.
Página do autor: www.michaelconnelly.com

Imprensa
«Obra magistral de Connelly.»
Publishers Weekly 

«Harry Bosch debaixo dos holofotes, uma das mentes mais brilhantes na ficção policial. Alguém que compreende a trajetória da bala, mas também a das carreiras políticas. Connelly adora vê-lo em ação, e nós também.»
Evening Standard 

«Intensamente convincente e protagonizado por duas das mais inteligentes criações da literatura policial contemporânea – este romance é uma das mais elegantes obras-primas de Connelly.»
Daily Mail



quarta-feira, 13 de junho de 2018

Jørn Lier Horst - O Homem das Cavernas [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 19 Junho 2018

               Titulo Original: Hulemannen
               Preço com IVA: 18,80€
               Páginas: 384
               ISBN: 99789722065283

Sinopse: Durante quatro meses, um cadáver permaneceu por descobrir apenas a algumas portas da casa do inspetor-chefe William Wisting.
Viggo Hansen morreu sentado em frente à televisão e aí permaneceu sem que ninguém tenha dado conta. Ter-se-á a sociedade norueguesa tornado tão grosseira que já ninguém se importa? A filha de Wisting, a jornalista Line, importa-se, e vai investigar o sucedido.
Enquanto isso, Wisting tem em mãos um caso que começa a adquirir proporções inimagináveis. A sua suspeita de que um assassino em série norte-americano tem estado ativo na Noruega, escondendo as suas vítimas no fundo de poços secos, confirma-se… mas há quanto tempo, e por quantos países passou até aí chegar? Quando o FBI e a Interpol finalmente se envolvem no caso, as apostas aumentam e as tensões acumulam-se, até à última corrida mortal contra o tempo, com a vida de Line em jogo. 

Sobre o autor: Jørn Lier Horst nasceu em Bamble, em 1970. Estreou-se na escrita em 2004, com o livro Nøkkelvitnet (Testemunha-Chave), baseado num crime real, e em 2013 abandonou a carreira na polícia para se dedicar à escrita a tempo inteiro.
Distinguido com inúmeros prémios, são de destacar o Prémio dos Livreiros da Noruega 2011, pelo livro Fechada para o Inverno, o Prémio Riverton/ Revólver Dourado 2012 (para o melhor romance policial norueguês), o Prémio Chave de Vidro 2013 (para o melhor policial escandinavo) e o Prémio Martin Beck 2014 (da Academia Sueca de Escritores de Policiais), os três atribuídos a Cães de Caça.
Os seus livros têm a qualidade de agradar tanto ao público como aos críticos, e encontram-se traduzidos em várias línguas, tendo vendido mais de um milhão de exemplares.

Anteriormente publicado









terça-feira, 12 de junho de 2018

Felicity Everett - Os Vizinhos do Número 9 [Divulgação HarperCollins]


Data de publicação: 5 Junho 2018

               Título Original: The People at Number 9
               Preço com IVA: 17,70€ 
               Páginas: 304
               ISBN: 9788491392675

Sinopse: Apresentamos-te os teus novos vizinhos, tu de que lado estás?
Quando Gav e Lou se mudam para a casa ao lado, Sara passa dias a preparar-se para ter coragem para ir cumprimentá-los. Os vizinhos são glamorosos, caóticos e um pouco excêntricos e, em comparação com eles, o resto da rua parece ser muito chata. Eles mostram-se dispostos a começar uma amizade, e isso entusiasma e lisonjeia Sara; por mais incrível que pareça, Gav e Lou veem, por sua vez, algo digno de admiração em Neil e nela. Os dois casais tornam-se inseparáveis muito rapidamente...
Compartilham jantares, garrafas de vinho e o cuidado das crianças, ficam até tarde em casa uns dos outros a conversar e a divertir-se, trocando piadas e partilhando segredos.
Quanto mais tempo Sara passa com os vizinhos, mais deseja fazer mudanças na sua própria vida, mas essas mudanças têm um preço. Gav e Lou não demoram a começar a pedir-lhes coisas que não têm direito a pedir, e as consequências são devastadoras para todos...

Conheces os teus vizinhos do número 9? Aqui tens um inquietante romance sobre invejas, anseios e traições num bairro residencial...

Sobre a autora: Felicity Everett cresceu em Manchester e estudou Literatura Inglesa na Universidade de Sussex.
Trabalhou numa editora londrina enquanto formava uma família e é autora de mais de vinte obras infantis, tanto de ficção como de divulgação.
Após um breve parênteses na sua carreira, voltou a dedicar-se à escrita a tempo inteiro.
Os vizinhos do número 9 é o seu segundo romance.
Felicity voltou recentemente ao Reino Unido depois de passar alguns anos em Melbourne e vive com o marido em Gloucestershire.


Imprensa
«Inteligente, persistente e extremamente reconhecível. Adorei-o absolutamente!»
Katie Fforde

«Uma fábula sobre o que acontece quando nos envolvemos com as pessoas da moda e tentamos ser o que não somos. Diálogo inteligente, detalhes tão bons como os de um suplemento de um jornal de domingo e um bom olho para a comédia social. Bebi-o mais depressa do que um Martíni.»
Veronica Henry

«Irresistível, excruciante e impossível de pousar.»
Fanny Blake

«Incisivamente espirituoso, dolorosamente real... Atrai o leitor com a alegria voyeurista de mexericar sobre os amigos e os vizinhos e oferece uma reviravolta final que nos apanha desprevenidos.»
Samantha Kin




Christi Daugherty - Ecos de um Crime [Divulgação HarperCollins]


Data de publicação: 5 Junho 2018

               Título Original: The Echo Killing
               Preço com IVA: 17,70€ 
               Páginas: 465
               ISBN: 9788491392668

Sinopse: Em Savannah, cidade do sul com belos edifícios construídos no período anterior à Guerra Civil Americana, onde abundam os parques pitorescos e as ruas empedradas, a vida decorre tranquilamente. Mas para a jornalista criminal Harper McCain, a beleza intemporal dos monumentos que adorna a herança da sua cidade natal desaparece quando chega a noite, com a sua escuridão e os seus perigos. No entanto, ela nunca poderia viver noutro sítio, uma vez que o seu amor por Savannah não ficou sequer comprometido com o homicídio brutal da mãe, que encontrou morta em casa quando tinha doze anos...
Uma mulher de cerca de trinta anos é encontrada nua, morta à facada no chão da sua cozinha. E quem a descobre é a filha de doze anos ao regressar da escola. Harper McCain, uma das jornalistas de Savannah com mais prestígio na investigação de casos de homicídio, fica a contemplar a cena terrível que tem diante dos olhos e vem-lhe à cabeça uma ideia, como um grito ouvido no silêncio da noite. Pois este é um crime idêntico ao que ela presenciou: o assassinato da mãe...
Vive há quinze anos destroçada por saber que quem matou a mãe passeia livremente em liberdade. E agora, tudo indica que voltou a matar. Não deixou impressões digitais, pegadas ou vestígios de ADN. Contudo, Harper está de uma vez por todas decidida a descobrir a verdade. Só que terá de pagar um preço pela sua busca e não sabe se conseguirá chegar até esse ponto...

Sobre a autora: No seu trabalho como repórter de crimes, Christi Daugherty viu um cadáver pela primeira vez aos vinte e dois anos.
Muitos mais viriam quando começou a prestar informação sobre homicídios cometidos em cidades como Savannah, Baton Rouge e Nova Orleães.
Razões profissionais acabaram por levá-la a Inglaterra onde, sob o nome C. J. Daugherty, escreveu Night School, uma série de thrillers para leitores jovens que se tornou num sucesso de vendas em todo o mundo, tendo sido traduzido em vinte e quatro idiomas.
Ecos de um crime é o seu primeiro romance para um público adulto.


Imprensa
«Ecos de um crime conquistou-me de forma absoluta desde o primeiro cenário, no exuberante sul dos Estados Unidos, até à determinada, e por vezes vulnerável Harper, e à sua teimosa busca da verdade.»
Ruth Ware autora de Numa Floresta Muito Escura  



Susanne Jansson - O Pântano dos Sacrifícios [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Foi com muita satisfação que recebi o exemplar de leitura avançada de O Pântano dos Sacrifícios. Antes de mais, gostaria de congratular a editora TopSeller pelo esmero nestes exemplares de avanço. Coladas ao livro, vinham duas moedas de 10 coroas suecas, um pormenor deveras original e alusivo à história.
Além disso, por ser uma curiosa em literatura policial escandinava, já ouvira falar da autora Susanne Jansson, pelo que foi com grande entusiasmo que comecei a ler a presente obra.

Agradou-me muito que a narrativa se tenha desenvolvido em torno do cenário pantanoso de uma região sueca. Normalmente os thrillers têm ambientes mais urbanos pelo que O Pântano dos Sacrifícios se destaca pelo seu cenário peculiar. Considero que, geralmente, o pântano é um local intimidante, o que intensifica a componente de suspense.
Achei interessante o entrosamento com o folclore pois, aparentemente, as turfeiras e os pântanos do Norte da Europa eram locais de enterro e de sacrifício na antiguidade. Sendo uma entusiasta da cultura escandinava, gostei de ter lido estas passagens e dei por mim a pesquisar sobre uma referência que desconhecia, A Rapariga do Arando. Confesso que a cultura egípcia me deslumbra pelos seus metódicos processos de mumificação, embora tenha conhecimento que estes também se faziam em temperaturas frias, como o Otzi na Rússia e agora esta menina nas zonas pantanosas.
Posso afiançar-vos que não há muitos livros que suscitem este interesse em mim a ponto de ir investigar avidamente sobre estas alusões nas narrativas. 
Posso afirmar que, de certa forma, esta obra recordou-me a trilogia de Baztán de Dolores Redondo.

Outro aspecto que me ficou na retina e este muito pessoal, a bióloga Nathalie faz diversas considerações com cariz científico. Ora, sendo eu da área das Ciências fiquei deliciada com a descrição de alguns dos processos químicos que decorrem num pântano.
Além disso, gosto de personagens com passados conturbados, daí ter apreciado a caracterização da protagonista. A forte conotação feminina é intensificada pela personagem Maya, que tem um papel igualmente fulcral na trama.

Embora tenha considerado o ritmo da trama moroso, achei igualmente que foi bastante intrincada. Ainda que a história apresente alguns traços de sobrenatural, uma componente que não me seduz particularmente, creio que esta se inseriu bem na trama. Agradou-me que o mistério tenha surgido em várias frentes: no aparecimento de cadáveres no pântano,bem como na identidade do agressor de Johannes, um jovem que se envolve com a bióloga. Uma terceira componente da narrativa refere-se ainda ao passado de Nathalie.

Em suma, a representação dos autores nórdicos no nosso país fica, sem dúvida, mais rica com a publicação d´O Pântano dos Sacrifícios. Uma excelente aposta que alia o misticismo da zona rural da Suécia com o thriller nórdico, para mim, indubitavelmente, um dos melhores na literatura actual.


quinta-feira, 7 de junho de 2018

B.A. Paris - À Beira do Colapso [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 7 Junho 2018

               Título Original: The Breakdown
               Colecção: Grandes Narrativas #693
               Tradução: Maria João Freire de Andrade
               Preço com IVA: 16,90€ 
               Páginas: 320
               ISBN: 9789722362337

Sinopse: Cass vive momentos difíceis desde o dia em que viu aquela mulher dentro de um carro estacionado no bosque . Agora sabe que a mulher foi assassinada e que ela nada fez para ajudar. Tenta afastar o caso da sua mente , mas o que poderia ela ter feito? Se tivesse parado, teria provavelmente acabado também por ser uma vítima . Mas, desde então, Cass anda perturbada, esquece-se das coisas mais básicas: Onde deixou o carro? Tomou a medicação? Qual o código do alarme de casa? Consumida por um profundo sentimento de culpa, a única coisa que não consegue esquecer é a imagem daquela mulher dentro do carro. E há ainda as chamadas telefónicas anónimas e a sensação de que alguém anda a observá-la. Mas quem poderá estar por detrás disso?

Sobre a autora: B. A. Paris é a autora britânica do bestseller internacional Ao Fechar a Porta, publicado pela Editorial Presença que conta com mais de um milhão de exemplares vendidos apenas no Reino Unido e é um bestseller do New York Times. Os direitos das suas obras foram adquiridos por 37 países. Tendo vivido durante muitos anos em França, regressou recentemente ao seu país-natal, onde reside com o marido e as cinco filhas.

Imprensa 
«Um thriller fascinante que prende o leitor ao longo de uma narrativa absorvente, onde todas as personagens são suspeitas. Com protagonistas bem caracterizados, diálogos vivos e autênticos e um enredo inteligente e imprevisível. Imperdível.»
Library Journal

«Comparando com Ao Fechar a Porta, a leitura deste novo livro é ainda mais difícil de interromper... Reserve tempo na sua agenda e leia-o... Com dois grandes êxitos consecutivos, B.A. Paris alcançou diretamente o topo da lista de melhores autores de thrillers.»
Booklist

«O leitor não vai conseguir descansar até chegar ao final desta narrativa tão empolgante e imprevisível.»
Daily Express

Anteriormente publicado












Greer Hendricks & Sarah Pekkanen - A Mulher Entre Nós [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Mais um thriller doméstico, um subgénero em voga que me agrada bastante.
No entanto, tive duas situações com este livro que fizeram com que não tivesse desfrutado plenamente do mesmo. Um deles foi a leitura recente de A Conspiração da Senhora Parrish, pois achei os contornos da história extremamente similares. Ressalvo, no entanto, que ambos os livros abordam um tema que, pessoalmente, gosto de ver explanado na literatura.

O outro aspecto, este muito curioso e pessoal, relaciona-se com uma tentativa de ouvir o audiobook desta obra, contudo o facto de não me ter identificado com a narradora, levou-me a desistir. Coloquei-o então de lado com um palpite estranho sobre as duas mulheres que protagonizam a trama, Nellie e Vanessa. Achei que estava equivocada e atribuí essa percepção ao próprio audiobook. Quando comecei a ler em português, a leitura fluiu melhor e qual não é o meu espanto quando, sensivelmente a meio da trama, somos surpreendidos com uma reviravolta que muda o rumo desta narrativa. Era precisamente a minha sensação estranha! Fiquei estupefacta pois considero que era altamente improvável adivinhar este twist.
Por isso, estes dois pontos, inseridos numa perspectiva muito pessoal, claro, fizeram com que não apreciasse este livro como teria desejado.

Relevando esta percepção, vou então tecer alguns comentários relativamente à obra. Começo por dizer que é um suspense muito bem construído e alicerçado sobre a obsessão. A escrita flui de tal forma que não parece ser escrita por duas pessoas.

Somos introduzidos à protagonista Vanessa, destroçada devido à nova condição social, tenta, a todo o custo, impedir o casamento do ex-marido, Richard, com a nova noiva. Por outro lado, Nellie está entusiasmada com o facto de casar com o homem perfeito. Richard é tudo aquilo que ela sonhou.
Ora estamos a braços com uma trama pautada por uma forte presença feminina, o que me agrada. Numa fase inicial senti que estas mulheres tinham personalidades algo artificiais, um aspecto que valorizo na caracterização das personagens, pois confesso ter uma queda para protagonistas com carácteres que suscitem suspeita no leitor.

Posteriormente, após a tal reviravolta que mencionei, há uma mudança na história e esta converge para um rumo muito diferente, inviabilizando os nossos juízos sobre a trama até então. Gostei dos twists que as autoras nos iam presenteando, embora, como referi anteriormente, não conseguisse dissociar da história de um livro que li recentemente. 
O ritmo é um pouco moroso mas creio que atiça o suspense. Nunca perdi o interesse nem nos momentos dos flashbacks alusivos a Vanessa. Creio que trouxeram uma maior profundidade à personagem.

Sobre o final, considero que foi algo agridoce. O clímax da trama deixou-me satisfeita não obstante julgar que a intenção das autoras, com esta obra, era surpreender ao longo da trama e não nos instantes finais, como na grande parte dos thrillers.
Portanto, o desfecho foi em consonância com a história. E foi aqui que Hendricks e Pekkanen me trocaram as voltas: acrescentando um epílogo, com uma nova situação. A meu ver, este poderia ter sido mais desenvolvido e, acima de tudo, mais explícito. Confesso que, após a leitura desta parte, fiquei tão confusa que fui investigar sobre este episódio final, tendo sido obrigada a concordar com os leitores que, no Goodreads, elaboraram as suas teorias que faziam todo o sentido no contexto da trama.
Após alguma reflexão, tenho que dar a mão à palmatória: aquela última cartada foi, de facto, inteligente. Com aquele epílogo é-nos impossível pousar o livro sem que fiquemos a pensar naquele acontecimento final.

Em suma, uma obra que aconselho aos apreciadores destes thrillers que dissecam relações matrimoniais, ressalvando, no entanto, algumas semelhanças com o título já referido.