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terça-feira, 7 de junho de 2016

V. C. Andrews - Anjo Negro [Opinião]


O segundo livro da saga dos Casteel prossegue com a história de Heaven, agora adolescente e a braços com uma nova situação pois vai viver com um membro da sua família biológica. É na mansão de Farthy que vai conhecer os pormenores intrincados do passado da sua mãe, Leigh.

Confesso que não gostei tanto deste livro quanto gostara do antecessor. Estranhamente não consigo explicar a diminuição do impacto que esta obra teve, se tiver em consideração que Anjo Negro também tem alguns elementos dramáticos, à semelhança de Heaven. Todavia, classifiquei a obra com 4 estrelas. Continuo a achar que esta série foi chocante para a altura da sua publicação.

Heaven conhece uma personagem que creio tornar-se preponderante até ao final da série, o milionário Tony Tatterton, que a conduz para um mundo completamente oposto a que a protagonista conhecia. Vive agora numa mansão de luxos e as privações a que estava habituada já não fazem grande sentido.
Nestas circunstâncias conhece Troy, o irmão de Tony, que é bastante censurado, pelo que me despertou grande curiosidade em saber a razão pela qual o personagem é oprimido.

Numa escola nova, a adaptação não foi a mais fácil, sendo abordada a temática de bullying, ainda que num contexto diferente dos que estamos habituados. Falamos de adolescentes, numa escola rígida onde, supostamente, as alunas têm grandes valores morais e quebrando o estereótipo que estas situações ocorrem em meios menos endinheirados.

O ponto forte deste título reside, sem dúvida, na grande revelação (ainda que tardia) sobre a família de Heaven. O autor quis induzir em erro sobre este facto e, pessoalmente, senti-me ludibriada com os factos que lera no livro anterior.  E sim, falo em autor pois, pelo que li na internet, apercebi-me que entretanto a autora V.C. Andrews morrera, e um autor fantasma assumiu a escrita do resto da série. Porém não se nota, pois os livros são muito semelhantes na carga emocional (e coerentes na história). Exceptuando esta grande revelação que me deixou de queixo caído, o grosso da trama prende-se com uma bela história de amor entre Heaven e um personagem masculino. Pessoalmente, senti falta das consequentes revelações que me deixaram chocada. Apenas conto uma, demasiado intensa, é certo, mas diria que a trama prende-se mais com a vida amorosa de Heaven.

Venha daí o terceiro volume!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

V. C. Andrews - Heaven [Opinião]


Há uns tempos atrás, em conversa com uma amiga, esta sugeriu-me uma autora de seu nome V. C. Andrews. A Carla leu uma saga, a dos Dollanganger, saga esta que foi publicada na íntegra há muitos anos pela Círculo de Leitores. Há cerca de dois anos, foi editado o primeiro livro por cá pela Quinta Essência mas parece-me que a autora caiu no esquecimento.

No ano passado comprei todas as sagas de V.C. Andrews. Cá em Portugal publicaram três, cada uma com cinco livros.
Visto que já conhecia a história dos Dollanganger devido aos filmes, comecei a ler Heaven. Não sabia nada sobre o livro, até porque não consta a sinopse no mesmo, daí que foi uma enorme surpresa, com excepção de que, tal como Os Herdeiros do Ódio, Heaven trata-se de uma saga familiar com uma pesada carga emocional.

Heaven é o nome de uma menina, a narradora da história. Orfã de mãe, sente que o pai a despreza. Mas esta reacção de Luke Casteel é muito diferente para com os irmãos de Heaven. À primeira vista, Tom, Fanny, Jane e Keith são acarinhados pelos avós e pelo pai. A família mora num local onde a pobreza impera. Nem a comida prospera e as cinco crianças têm que aprender a crescer à força depois de um acontecimento trágico na família.

Dei cinco estrelas no Goodreads a esta obra. A razão prende-se com o facto de eu ter ficado chocada com algumas passagens. As crianças passam muito mal, nem comida têm e a irmã mais velha,  Heaven tenta orientar os irmãos nas ausências prolongadas do pai. Abalou-me muito aquela condição de vida tão complicada assim como o feitio de Fanny, que vem a desenhar-se ser problemático em livros futuros. Além disso, as futuras provações a que as crianças vão ser submetidas comoveram-me muito. 

Nas primeiras páginas, a difícil vida desta família difunde-se com a inocência das crianças, no entanto, há um acontecimento que vai mudar a vida dos miúdos, e que irei omitir, obviamente, a fim de trazer o mesmo impacto que experienciei aquando a leitura do livro. A trama é pausada, com uma acção morosa de início mas que, estranhamente, me sugou para aquele ambiente estranho. Nunca consegui desconfiar dos acontecimentos sucessivos, pelo que fiquei absorta uma série de vezes. E esse sentimento intensificou-se a partir do momento em que Heaven vai viver com Kitty e Cal.

O primeiro livro da saga, Heaven, compreende o período de idades da protagonista entre os 12/13 até aos 16/17. Ficará o resto da vida da protagonista para os outros livros. Já li três, vou falar dos mesmos em posts posteriores.

Em suma, para uma série escrita nos anos 80, creio ter sido bastante avant garde. Gostei mesmo muito do primeiro livro, promissor de uma série chocante que tenciono terminar no mês de Maio. Infelizmente são livros que estão esgotados. E a edição da Círculo de Leitores não é das melhores: tem uma letra minúscula e pouco espaçada. Valeria a pena serem reeditados. Isto é bom, muito bom! 


domingo, 19 de outubro de 2014

V. C. Andrews - Herdeiros do Ódio [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Herdeiros do Ódio é o primeiro volume da saga Dollanganger e data dos finais dos anos 70. Tendo sido publicada pela Círculo de Leitores há uns anos atrás, é uma série cuja edição original dificilmente se encontra à venda. Por mim falo, que busquei incessantemente pela mesma, nunca tendo tido sucesso.
Daí ter ficado felicíssima quando soube que a Quinta Essência iria publicar esta obra da qual vos falo neste post. Uma fantástica aposta por parte da editora que tem publicado, na sua maioria, romances sensuais ou contemporâneos mais dirigidos ao público feminino. Todavia, este livro é completamente diferente. Dir-se-ia que o mesmo consubstancia um verdadeiro soco emocional.

Como referido na sinopse,  um acidente de viação ceifa a vida de Christopher Dollanganger. Era ele o ganha pão da sua família, assim a viúva, Corrine, vai pedir ajuda aos seus pais para que a alberguem na mansão, a ela e aos filhos: Chris, Cathy e os gémeos Cory e Carrie. Os meninos passam a primeira de muitas noites num sotão.

Escrito há 35 anos, por incrivel que pareça, Herdeiros do Ódio apresenta uma narrativa bastante actual. A trama concentra-se fundamentalmente no encarceramento das crianças, durante alguns (morosos) anos, não deixando de associar este facto à temática da negligência parental, um assunto que infelizmente hoje em dia se torna banal.
A toda esta temática junta-se o fanatismo religioso, algums vezes abordado neste tipo de obras, recordando-me, por exemplo, a famigerada obra de Stephen King, Carrie.

Na minha opinião, esta obra tem uma particularidade. Embora haja claramente um par de protagonistas, a narradora e um irmão com um papel mais relevante, diria que nenhuma das personagens transmite qualquer empatia, um aspecto muito curioso visto que o leitor tende a admirar os protagonistas e a desprezar os vilões, como é evidente.
 
O papel de antagonista é disputado pelos avós, os patriarcas da família cujo carácter é moldado por um certo ortodoxismo religioso (embora o papel de destaque seja dado à avó) e pela mãe, negligente para com os seus filhos. Personagens odiosas, portanto. Em relação aos protagonistas, estes estão enquadrados numa situação de vivência em cativeiro, sem contacto para o exterior e por conseguinte sem acesso a informação o que naturalmente condiciona todo o processo de desenvovimento físico, intelectual e emocional dos jovens.

A par dos protagonista, a história assume contornos um tanto ou pouco soturnos, acabando por chocar o mais insensível dos leitores. Por mim falo, que no decorrer da sua leitura, muitas vezes me senti revoltada, nervosa e desconfortável, no entanto, sempre na expectativa de saber mais sobre este sórdido caso, embora o efeito surpresa se tivesse intensificado caso não tivesse visto o filme antes.

O livro Herdeiros do Ódio já foi adaptado para telefilme em 1987 e, já no início de 2014, foi feito um remake com as fantásticas actrizes Heather Graham e Ellen Burstyn. Na minha opinião, embora as interpretações tivessem sido memoráveis, no livro o carácter das personagens é passível de causar ainda maior horror.

Finalizo a minha opinião, expressando o meu desejo pela edição da restante série. Confesso que não resisti e já vi o filme baseado no segundo livro, Pétalas ao Vento, tendo a oportunidade de constatar que a história vai assumindo contornos cada vez mais chocantes. Em suma, não há palavras suficientes para expressar o quanto adorei este livro. Impressionou-me imenso.


sábado, 30 de agosto de 2014

V.C. Andrews - Os Herdeiros do Ódio [Divulgação Editorial Quinta Essência]


Data de publicação: 23 Setembro 2014

               Titulo Original: Flowers in the Attic
               Preço com IVA: 15,50€
               Páginas: 400
               ISBN: 9789897261442

Sinopse: Os quatro filhos da família Dollanganger levavam vidas perfeitas - uma bela mãe, um pai amoroso e dedicado, uma linda casa. De repente, o pai morre num acidente de viação e a mãe fica endividada e não possui qualificações para ganhar a vida e sustentar a família. Assim, decide escrever aos pais - os seus pais milionários, dos quais as crianças nunca tinham ouvido falar.
A mãe fala-lhes dos avós ricos, de como Chris, Cathy e os gémeos irão levar vidas de príncipes e princesas na luxuosa mansão dos avós. As crianças deleitam-se com as perspetivas da nova vida, até descobrirem que existem algumas coisas que a mãe nunca lhes contou. Nunca lhes contou que eram consideradas pelos avós «filhos do demónio» e que nunca deviam ter nascido. Não lhes conta que é obrigada a ocultá-las do avô porque deseja herdar a fortuna dele. Não lhes conta que devem permanecer trancadas numa ala isolada da casa, tendo apenas o sótão escuro e abafado onde brincar. Prometeu-lhes, porém, que seriam apenas alguns dias... Contudo, os dias transformaram-se em meses, os meses em anos. Desesperadamente isolados, aterrorizados pela avó, Chris e Cathy tornam-se tudo um para o outro e para os gémeos. Agarram-se ao amor mútuo como última esperança, única força sólida - uma força quase mais poderosa que a morte. Herdeiros do Ódio é um romance de terror, traição e salvação através do amor.

Sobre a autora: V.C. Andrews, Cleo Virginia Andrews, (6/6/1923- 19/12/1986) era pintora profissional até se dedicar à escrita a tempo inteiro. Os seus romances combinam horror gótico e saga familiar, girando em torno de segredos de família e amor proibido (envolvendo frequentemente temas de incesto consensual, na maioria das vezes entre irmãos. 
O mais conhecido é Herdeiros do Ódio (1979), que celebra agora o seu 35º aniversário. Os livros de V. C. Andrews venderam mais de 105 milhões de exemplares em 22 línguas.