quarta-feira, 9 de outubro de 2019

David Lagercrantz - A Rapariga Que Viveu Duas Vezes [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Antes de mais, como já saberão, considero-me uma grande fã das carismáticas personagens criadas por aquele que é considerado por muitos, o autor que revolucionou a literatura policial escandinava. Falo, claro, de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.
Talvez por isso me tenha conseguido desprender dos rótulos menos abonatórios conferidos à nova abordagem de David Lagercrantz no que concerne à continuação da história protagonizada pela hacker e pelo jornalista da Millennium e, como tal, tenho naturalmente acompanhado o trabalho do autor.

Pelo que pude apurar, o presente título encerra a série. Mentalizei-me, desde logo, que esta terá sido a última trama protagonizada pelas personagens que tanto acarinho.
Ainda assim, voltou a instalar-se um sentimento de saudade, originando uma reflexão sobre o quão importantes foram estas personagens e quão intensa foi a história criada por Stieg Larsson a ponto de me tornar uma fã inveterada pela literatura policial escandinava.

O presente título vai muito ao encontro das anteriores obras de Lagercrantz. Tendo como premissa a morte de um mendigo, o leitor é convidado a "participar" numa expedição a uma montanha, conhecer um ministro duvidoso em adição à sede de vingança por parte de Camilla, irmã de Lisbeth.
Posto isto, creio que A Rapariga Que Viveu Duas Vezes satisfaz os fãs que apreciaram a nova roupagem conferida por Lagercrantz à saga Millennium. 

Pessoalmente teria gostado de ver Lisbeth num papel mais activo, uma vez que, durante a primeira parte da narrativa vemo-la com uma participação fugaz no presente título.  Sobre as histórias pessoais dela e de Blomkvist, creio que este volume não adiantou muito. As bagagens emocionais encontram-se já construídas e alicercadas na trilogia original, pelo que Lagercrantz não acrescenta elementos novos à trama. Confesso não me recordar de pormenores minuciosos como, em particular, o da situação de Erika Berger, lapso que atribuo ao facto de ter lido o último volume aquando o seu lançamento, que data de 2017. 

Se a trama me manteve bastante intrigada, esta sensação intensificou-se a partir da segunda metade da obra, altura em que são apresentados alguns flashbacks, fulcrais para a construção do quebra-cabeças.

Apenas creio que, para final de uma série, carecia de um final mais épico, mais intenso e que me fizesse despedir das personagens de uma forma mais emocionante. O desfecho, a meu ver, não me parece ter encerrado devidamente os destinos das personagens, oferecendo uma clara sensação que poderíamos ter mais uma história. Esta hipótese está, claramente, fora de questão. Já é um facto público que este será o derradeiro volume da série.

Em suma, ainda que tenha noção que a abordagem de Lagercrantz é diferente da do criador da série e haja alguma incerteza sobre qual seria o rumo dado às personagens caso o próprio Stieg Larsson tivesse conseguido prosseguir com a saga, a meu ver, os ultimos três volumes afiguram-se revestidos de algum interesse no que concerne à continuação da história de Lisbeth Salander, embora com um estilo distinto da trilogia original.
Desta forma, ainda que o título em apreço não tenha sido o meu favorito da série, gostei, acima de tudo, de rever as personagens icónicas criadas por Stieg Larsson. Deixarão, com certeza, muitas saudades. 

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Arne Dahl - Perseguidos [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 8 Outubro 2019

               Titulo Original: Inland
               Preço com IVA: 18,90€
               Páginas: 416
               ISBN: 9789722068857

Sinopse: Tudo começa quando Desiré Rosenqvist (Deer para Sam Berger), da Polícia de Estocolmo, recebe uma misteriosa carta e percebe de imediato que a missiva que segura nas mãos lhe revela dois factos: foi escrita num estado de grande desespero e loucura; refere pormenores de um dos casos de homicídio  que investigou e que só o assassino pode conhecer.
Desiré contacta o ex-inspetor da Polícia de Estocolmo, Sam Berger, que se desloca para o longínquo norte da Suécia com a colega Molly Blom para tentarem encontrar o autor da carta e perceber quais os seus desígnios.
Mas há quem esteja empenhado em evitar a todo o custo que eles consigam esse propósito e que observa todos os seus movimentos. É neste cenário, quando os detetives deixam de ser o caçador e passam a ser a presa, que tudo pode acontecer.
É o segundo volume da nova série do galardoado autor sueco Arne Dahl protagonizada pelo inspetor Sam Berger e por Molly Blom, agente do Serviço de Segurança.
Um arrepiante thriller nórdico que nos leva até à gélida tundra na Suécia rural, e que nos deixa em suspenso da primeira à última linha. 

Sobre o autor: Crítico e editor, Arne Dahl é considerado um dos melhores autores de policiais nórdicos.
Os seus livros encontram-se traduzidos em 32 países e já venderam perto de três milhões de exemplares. Uma das suas séries foi adaptada à televisão e os episódios da primeira temporada já exibidos em 40 países. Areias Movediças, que tem como protagonistas os detetives Sam Berger e Molly Blom, é o primeiro título de uma nova série iniciada em 2016.

Imprensa
«Arne Dahl combina intriga global com inteligência, suspense e genuína qualidade literária.»
Lars Kepler


terça-feira, 1 de outubro de 2019

Karin Slaughter - A Última Viúva [Divulgação HarperCollins]


Data de publicação: 1 Outubro 2019

               Título Original: The Last Widow
               Tradução:
               Preço com IVA: 18,90€ 
               Páginas: 544
               ISBN: 9788491394433

Sinopse: Um sequestro por resolver
Numa noite quente de verão, Michelle Spivey, cientista do Centro para o Controlo de Doenças (CDC) de Atlanta é levada por desconhecidos de um parque de estacionamento de um centro comercial. Não há pistas, ela parece ter-se desvanecido como se fosse fumo e as autoridades procuram-na desesperadamente.
Uma explosão devastadora
Passado um mês, a tranquilidade de uma tarde de domingo vê-se sacudida por uma explosão que faz tremer o chão a quilómetros em redor, seguida segundos depois por uma segunda, igualmente potente. O coração de Atlanta, onde se encontra a Universidade de Emory, a sede do FBI da Geórgia, os hospitais e o próprio CDC, foi atacado.
Um inimigo diabólico
A médica forense Sara Linton e o seu namorado, o polícia Will Trent, aparecem na cena do crime... E sem o saberem, mesmo no epicentro de uma conspiração letal que ameaça acabar com a vida de milhares de inocentes. Quando os terroristas sequestram Sara, Will vai-se infiltrar colocando a sua vida em perigo para salvar a mulher e o país que ama.

Sobre a autora: Karin Slaughter é uma das escritoras de suspense e ficção policial mais afamadas e galardoadas do panorama literário atual. Mundialmente aclamada pela sua potência narrativa e consagrada pelas suas repetidas aparições nas listas de best sellers do The New York Times.
Dos seus quinze romances, traduzidos para 32 línguas, venderam-se mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo. Convertida em fenómeno literário internacional, alcançou o número um da lista dos livros mais vendidos no Reino Unido, Irlanda, Alemanha e Países Baixos, onde é a única autora que conseguiu ter oito títulos simultaneamente na lista de best sellers, incluindo o número um.


Robert Wilson - Sem Mentiras [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 1 Outubro 2019

               Título Original: Hear no Lies
               Tradução:
               Preço com IVA: 18,90€ 
               Páginas: 416
               ISBN: 9789722068536

Sinopse: O multimilionário político brasileiro Iago Melo sabe o que quer e como consegui-lo. Sem quaisquer escrúpulos. Quando, apesar de todas as precauções, a sua filha Sabrina é sequestrada, ele contrata formalmente um negociador, mas continua a jogar o seu perigoso jogo, mesmo pondo em risco a vida de Sabrina. Porque um Iago Melo não pode mostrar fraqueza.
Por sorte, ele não contou com a perícia de Charles Boxer, o especialista em sequestros, vindo da Europa, que faz tudo para libertar Sabrina - mesmo contra a vontade do seu cliente. Mas ele não sabe que está profundamente envolvido numa densa rede de política e vingança. E que, no final, a sua dolorosa história pessoal irá desempenhar um importante papel... 


Sobre o autor: Robert Wilson nasceu em 1957. Doutorado pela Universidade de Oxford, trabalhou em expedição, publicidade e comércio, em África, e viveu na Grécia e na África Ocidental. 
Divide o seu tempo entre Inglaterra (Oxford) e Portugal, sendo proprietário de uma pequena quinta no Alentejo.
É autor de grandes romances de sucesso, entre os quais destacamos A Companhia de Estranhos, Último Acto em Lisboa (Crime Writers Association Gold Dagger para Melhor Romance Policial, em 1999, e International Deutsche Krimi Prize 2003), e o quarteto de Sevilha – O Cego de Sevilha, As Mãos Desaparecidas (Prémio Gumshoe para Melhor Romance Policial Europeu 2006), Assassinos Escondidos e A Ignorância do Sangue –, obras que revelaram e celebrizaram o inspetor-chefe Javier Falcón. 

Em 2012, os dois primeiros livros do quarteto de Sevilha foram adaptados para televisão pela Sky Atlantic, na série de nome Falcón.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Hjorth & Rosenfeldt - Mentiras Consentidas [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Era um dos livros mais aguardados do ano, um sentimento que se voltou a instalar após a leitura do presente título. Creio que, desta vez, a espera prolongar-se-á um pouco mais devido ao facto de Mentiras Consentidas ser o último livro da série, publicado pelos autores até então.
Já mencionei, noutras ocasiões, que esta minha ânsia em ler os próximos livros da saga deve-se praticamente ao desenvolvimento das personagens da série e, como é habitual, os autores voltam a deixar-nos em suspense com o desfecho.

Devo confessar que, apesar dos crimes de cariz sexual me incomodarem imenso, não senti a mesma afinidade com a investigação como nos demais livros. Não considerei, portanto, o melhor volume da saga. Quando conhecemos vilões tão macabros como o Edward Hinde, torna-se difícil ombrear ou superar este tipo de personalidade tão marcante. Ainda que em Mentiras Consentidas nos deparemos com um violador em série, cuja identidade se desconhece, e cujo modus operandi é realmente assustador, não consubstanciou, a meu ver, uma ameaça tão tenebrosa como nos livros antecessores.

Ainda assim, considerei a investigação policial muito interessante, dentro dos moldes dos demais livros, uma vez que assenta sobre falsas pistas que nos vão ludibriando até sermos surpreendidos por novas e inesperadas revelações. O expoente máximo foi o desfecho que considerei genuinamente imprevisível.

No que concerne ao ingrediente que, para mim, é o sucesso desta série, ou seja, as personagens, sinceramente esperava grandes avanços em termos de evolução das mesmas. Contudo senti que as personagens gravitaram sempre em torno dos mesmos conflitos sobejamente conhecidos já dos livros anteriores.
Uma vez que, em particular, Billy me causou grande desconforto na recta final do título antecessor, esperava que este se excedesse na presente trama, o que não aconteceu, tendo-me sentido um pouco desiludida.

Em suma, embora não seja o meu livro favorito desta série policial pelos motivos que mencionei em epígrafe, continuo a considerá-la como uma das melhores publicadas por cá. 
Assim, Mentiras Consentidas afigura-se imperdível para os fãs da série.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Especial MOTELx 2019: The Golden Glove de Fatih Akin


Sendo baseado num caso real, o do serial killer alemão Fritz Honka, era com grande entusiasmo que aguardava este filme. No entanto e lamentavalmente, as minhas expectativas não foram correspondidas.
Confesso que antes de ver esta película, li o artigo do wikipedia referente ao serial killer, temendo, assim, que o efeito surpresa fosse arruinado. Contudo tal não se verificou, motivo que atribuo ao desvio na trama e consequente distanciamento entre os factos reais e os mencionados no filme. Falo especificamente das vítimas.

Reconheço que estamos perante um trabalho fantástico em termos de actuação. Pelo que pude apurar no IMBd, o actor Jonas Dassler submeteu-se a um trabalho extenso de caracterização de forma a ficar fisicamente semelhante a Honka. Nos créditos finais deparamo-nos com fotos reais do cenário e apercebi-me do esmero atribuído a estes detalhes que bem contextualizam o ambiente da época em que decorreram os factos.

The Golden Glove é um filme que causa algum desconforto uma vez que é bastante explícito. A cena inicial é impactante pois mostra o modus operandi de Honka, sendo que, desde logo é levantado o véu sobre o modo de como este assassino tratava as suas vítimas. Não deixa de ser irónico que o seu modus operandi foi precisamente o que veio a denunciá-lo.
A estas se seguem várias passagens assentes sobre a violência, fazendo-nos questionar o índice da maldade humana, parafraseando o jornalista Hernâni Carvalho. Também me soou muito convincente que as respostas às atitudes de Honka fossem similares em todas as vítimas.
No entanto estas ditas cenas de cariz mais violento, a meu ver, são um pouco repetitivas e, em certos momentos, senti que a história não avançava, gravitando sempre na escolha da vítima e da forma como Honka a (mal)tratava.  

Desagradou-me também que o filme não tenha apresentado uma teoria sobre o desenvolvimento da personalidade de Honka, algo que foi adiantado no artigo do wikipedia supra referido. 

Estes motivos, seguramente, fizeram com que não apreciasse o filme como esperava. Aguardava uma história com mais rigor sobre os factos reais e, acima de tudo, que a acção não fosse tão repetitiva, fazendo-me crer, em certos momentos, que estava perante um ensaio cíclico sobre violência. 
Não deixa, no entanto, de ser um filme interessante alicerçado sobre essas personalidades tão complexas que são os dos serial killers.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Ellery Queen - Dez Dias de Mistério [Divulgação Colecção Vampiro]


Data de publicação: 5 Setembro 2019

               Titulo Original: Ten Days Wonder
               Tradução: Elisa Costa Ribeiro
               Preço com IVA: 7,70€
               Páginas: 227
               ISBN: 9789897110504

A 5 de setembro chega às livrarias, na coleção Vampiro, o clássico de Ellery Queen Dez dias de mistério. 
Publicado originalmente em 1948, Dez dias de mistério marca o regresso de Ellery Queen à cidade imaginada de Wrightsville para uma das suas mais complexas e criativas aventuras detetivescas, que durará precisamente dez dias.
 
Na Livros do Brasil estão já publicados, do mesmo autor, os livros Vivenda Calamidade, O mistério dos fósforos queimados, O enigma do sapato holandês e O mistério do ataúde grego.

Sinopse: Howard Van Horn, filho do milionário Diedrich Van Horn, acorda numa pensão barata. Tem os nós dos dedos feridos, a cabeça ensanguentada e, quando se apercebe de que esteve inconsciente durante dezanove dias, convence-se de que o sangue que o cobre é prova de que alguém perdeu a vida. Atarantado pela amnésia, Van Horn procura o auxílio do seu velho amigo Ellery Queen e é por ele encaminhado de regresso à casa de família, em busca de respostas. Contudo, durante dez dias, estranhos crimes sucedem-se e a intriga assume contornos cada vez mais negros, até que sob o olhar arguto do detetive amador um padrão se vai revelando...

Sobre o autor: Ellery Queen é o pseudónimo conjunto de Frederic Dannay (de seu verdadeiro nome Daniel Nathan, nascido em 1905 e falecido em 1982, em Nova Iorque) e do seu primo Manfred B. Lee (Manford Lepofsky, também nascido em 1905 e falecido em 1971, naquela mesma cidade). Ambos com experiência em publicidade e leitores ávidos das histórias de Sherlock Holmes, a dupla escreveu o seu primeiro romance, O Mistério do Chapéu Romano, em 1929, apresentando então o detetive Ellery Queen, ele próprio escritor de romances policiais, formado em Harvard, dono de uma genialidade tão grandiosa quanto a sua arrogância. Até 1971, Ellery Queen foi autor e herói de mais de trinta romances, numerosas novelas, peças radiofónicas, filmes e séries de televisão. A par desta obra abundante e de qualidade, Dannay e Lee deixaram também a sua marca na história da literatura policial pela criação, em 1941, da Ellery Queen’s Mystery Magazine, famosa revista policial ainda hoje em atividade. 

Já na coleção Vampiro:
No. 1: Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine
No. 2: Vivenda Calamidade, de Ellery Queen
No. 3: O Falcão de Malta, de Dashiell Hammett
No. 4: O Imenso Adeus, de Raymond Chandler
No. 5: Picada Mortal, de Rex Stout 
No. 6: O Mistério dos Fósforos Queimados, de Ellery Queen
No. 7: A Liga dos Homens Assustados, de Rex Stout
No. 8: A Morte da Canária, de S. S. Van Dine 
No. 9: O Grande Mistério de Bow, de Israel Zangwill
No. 10. A Dama do Lago, de Raymond Chandler
No. 11. A Pista do Alfinete Novo, de Edgar Wallace
No. 12. Colheita Sangrenta, de Dashiell Hammett
No. 13. O Caso da Quinta Avenida, de Anna Katharine Green  
No. 14. O Caso Benson, de S.S. Van Dine 
No. 15. O Impostor, de E. Phillips Oppenheim
No. 16. A Chave de Cristal, de Dashiell Hammett
No. 17. O Crime do Escaravelho, de S.S. Van Dine
No. 18. O Gato de Diamantes, de Dorothy L. Sayers 
No. 19. A Quadrilha de Rubber, de Rex Stout 
No. 20. O Enigma do Sapato Holandês, de Ellery Queen
No. 21. Um Crime em Glenlitten, de E. Phillips Oppenheim
No. 22. Estrada Para A Morte, de Margery Allingham
No. 23. O Crime Exige Propaganda, de Dorothy L. Sayers 
No. 24. A Porta das Sete Chaves, de Edgar Wallace 
No. 25. O Mistério do Ataúde Grego, de Ellery Queen
No. 26. O Enigma do Casino, de S.S. Van Dine 
No. 27. Mistério em Branco, de J. Jefferson Farjeon 
No. 28. Crime na Alta-Roda, de Margery Allingham 
No. 29. O Mistério do Quarto Amarelo, de Gaston Leroux 
No. 30. À Beira do Abismo, de Raymond Chandler 
No. 31. A Fera Tem de Morrer, de Nicholas Blake

Cara Hunter - No Escuro [Divulgação Porto Editora]


Data de publicação: 5 Setembro 2019

               Título Original: In The Dark
               Tradução: Cláudia Ramos
               Preço com IVA: 17,70€ 
               Páginas: 368
               ISBN: 9789720032362

Britânica Cara Hunter volta a colocar o Inspetor Adam Fawley à prova no segundo título de uma viciante série policial.     
      Depois de encontrar os culpados pelo desaparecimento da pequena Daisy em Perto de casa, o Inspetor Adam Fawley tem uma nova missão. No Escuro, de Cara Hunter, é o segundo título de uma série policial protagonizada por este agente e chega às livrarias de todo o país no dia 5 de setembro.

Com uma escrita envolvente, personagens convincentes, uma história recheada de reviravoltas e um final imprevisível, No Escuro promete manter os leitores presos da primeira à última página.

A série policial da autoria de Cara Hunter e protagonizada por Adam Fawley tem conquistado os leitores britânicos e o primeiro título, Perto de Casa, foi distinguido como um dos thrillers de 2018 pelo Richard and July Book Club.

Sinopse: Uma mulher e uma criança são encontradas fechadas numa cave, em risco de vida.
Ninguém sabe quem são – a mulher não consegue falar e nenhuma descrição de pessoas desaparecidas corresponde aos perfis das vítimas. O proprietário da casa, velho e muito confuso, jura que nunca as viu. À medida que a polícia desespera por pistas, Fawley recorda-se de um caso antigo, nunca resolvido, que também envolveu uma criança e uma mulher desaparecida. Curiosamente, tudo se passou numa tranquila rua de Oxford. E os moradores estão em choque: como pode tal ter acontecido debaixo dos seus narizes? Mas o detetive Adam Fawley sabe que nada é impossível. E ninguém é tão inocente como parece.

Sobre a autora: Cara Hunter é uma escritora que vive em Oxford, numa rua não muito diferente das que são descritas nos seus thrillers. Perto de Casa é a estreia de uma série protagonizada pelo detetive Adam Fawley.

Imprensa
«Surpreendente e inquietante... Hunter expõe as fragilidades humanas assim como as lacunas sociais e governamentais e ainda as falhas pessoais e de personalidade dos detetives e da polícia, tudo enquanto celebra a humanidade daqueles que juram servir e proteger. Os leitores ficarão sempre à espera da próxima aventura de Fawley.»
Publishers Weekly
 
«Tão envolvente e complexo como Perto de Casa.»
CrimeReads (The Most-Anticipated Crime Books of 2019)
 
«Cancele todos os compromissos. Não vai a lado nenhum sem acabar de ler No Escuro.»
Emily Koch, escritora 



 

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Hjorth & Rosenfeldt - Mentiras Consentidas [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 2 Setembro 2019

               Titulo Original: En högre rättvisa
               Tradução: Elin Baginha
               Preço com IVA: 21,90€
               Páginas: 527
               ISBN: 9789896658722

Sinopse: Os dias de Sebastian Bergman na Unidade de Homicídios terminaram e agora passa o tempo a dar palestras e a escrever livros. Após os eventos do caso de A menina silenciosa, não tem notícias da sua filha Vanja há meses e a única pessoa com quem tem contato esporádico é Úrsula.
Vanja também não está na Unidade: agora trabalha como investigadora criminal em Uppsala.
Desde o mês passado, está a investigar uma série de agressões contra mulheres. Quando uma das vítimas morre, a Unidade de Homicídios assumirá o caso e, muito em breve, também Sebastian Bergman.
Reunida, a equipa deve deixar de lado os seus problemas pessoais e conflitos para capturar o violador brutal que continua a assustar Uppsala. Tudo fica complicado quando as pistas indicam que as vítimas não foram selecionadas aleatoriamente. Mas qual é a ligação entre elas?

Sobre os autores: MICHAEL HJORTH nasceu em 1963 em Visby. Sempre amou filmes e livros e hoje é um dos guionistas e produtores mais talentosos da Escandinávia. É um dos fundadores da produtora de sucesso Tre Vänner, responsável pela primeira comédia de grande sucesso da Suécia assim como por alguns dos guiões dos filmes da série Wallander de Henning Mankell.

HANS ROSENFELDT nasceu em 1964 em Borås. Trabalhou como tratador de leões-marinhos, motorista, professor e actor até 1992, quando começou a escrever para a televisão. Escreveu guiões para mais de vinte séries e já foi apresentador de programas de rádio e televisão. É o criador da série sueca de maior sucesso - a premiada série policial Bron (“The Bridge”), reproduzida em mais de 170 países e com remakes nos EUA, com o mesmo nome, e em França (“The Tunnel”).

Imprensa
«Este novo caso manterá os leitores a tentar adivinhar. Hjorth e Rosenfeldt tornam o jogo psicológico simplesmente elegante. Bergman continua a irritar e fascinar.» 
Gooi & Eemlander, Holanda

«Este novo volume é tão brilhante quanto os anteriores. Cheio de suspense desde a primeira página, um enredo cheio de surpresas e personagens muito bem construídos.»
Litteratursiden, Dinamarca

«Hjorth e Rosenfeldt só conseguem escrever romances policiais surpreendentes e emocionantes.» 

Neue Westfälische, Alemanha

«Os fãs leram estas páginas de uma só sentada. E um conselho: devem ler esta série cronologicamente!» 
Neue Presse, Alemanha



segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Madeline Stevens - Obsessão [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 2 Setembro 2019

               Título Original: Devotion
               Tradução:
               Preço com IVA: 17,69€
               Páginas: 304
               ISBN: 9789896685782 

Sinopse: Uma história intensa e sensual sobre amizade, manipulação, intimidade e traição.
Ella Crawford tem 26 anos. Sozinha e sem dinheiro, seduz homens desconhecidos para que lhe paguem o jantar. O seu destino muda no dia em que Lonnie e James, um casal abastado, a contratam como ama do seu filho, arrastando-a para um mundo de privilégio.
Ella começa por detestar Lonnie, que, além de rica, é bela, talentosa e parece ter alcançado de mão beijada uma vida familiar perfeita. Mas, à medida que vai convivendo com ela, a sua aversão transforma-se numa atração inexplicável e obsessiva. Começa assim a desejar tudo o que lhe pertence: o seu estilo de vida, a sua atenção, o seu marido e até o amante. O que a levará a uma série de ações progressivamente irrefletidas e perigosas. 

Sobre a autora: Madeline Stevens é uma escritora norte-americana licenciada em Belas-Artes pela Universidade de Columbia.
O seu trabalho tem vindo a ser publicado em várias revistas literárias.
Atualmente, vive em Los Angeles e, além de escrever, dá aulas de escrita criativa a adultos e crianças. 

Imprensa
«Madeline Stevens transforma os dias mundanos de Ella, uma simples ama, ao injetar na sua vida uma veneração obsessiva por Lonnie. Um romance de estreia que se revela um estimulante estudo de personagem.» 
Publishers Weekly 

«O romance de estreia de Madeline Stevens é pleno de tensão. Uma joia brilhante e sombria de uma nova voz da literatura de suspense.» 
Kirkus Reviews
 

Josh Malerman - Inspeção [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 2 Setembro 2019

               Título Original: Inspection
               Tradução:
               Preço com IVA: 18,79€
               Páginas: 400
               ISBN: 9789896686123

Sinopse: J é aluno de uma escola muito peculiar.
J está a ser treinado para se tornar um génio.
J não sabe, mas a sua vida é uma mentira.

Nas profundezas de uma floresta isolada, há uma escola restrita onde 26 rapazes são educados para se tornarem prodígios das artes, ciências e atletismo. Versões melhoradas do ser humano inspecionadas todos os dias, de modo a evitar qualquer tipo de mácula vinda do exterior.
Aos 12 anos, J e os seus irmãos desconhecem o mundo que existe para lá da redoma mantida pelos professores, guardas e disciplina do fundador da escola ? que os rapazes conhecem como P.A.I. E enquanto a maioria dos alunos segue à risca as regras da única família que conhece, J começa a detetar pequenas falhas, que aguçam a sua curiosidade. Mas depois das advertências do P.A.I., que o proíbe terminantemente de explorar o que lhe é interdito, J sabe que o castigo para a desobediência é pesado: expulsão definitiva da família? ou pior.
Atormentado pela dúvida e pelo comportamento errático do fundador, J não consegue deixar de se questionar: por que razão os alunos não podem transpor os limites da escola? O que é que há lá fora que eles não podem ver? E, acima de tudo? o que pretende o P.A.I. fazer com os 26 rapazes? 

Sobre o autor: Josh Malerman iniciou-se cedo na escrita, é fã acérrimo do terror, e gosta de escrever ao som de bandas sonoras de filmes do género.
Às Cegas, o seu romance de estreia, foi bastante aclamado pela crítica, tendo sido nomeado para vários prémios como: Melhor Romance de Estreia do Bram Stoker Award (2014), Shirley Jackson Award (2014), Melhor Livro de Terror do Goodreads Choice Award (2014) e ainda o prémio James Herbert (2015).
Josh Malerman vive atualmente em Ferndale, no Michigan, com a noiva.

Imprensa
«Um cruzamento improvável e provocador entre 1984 e O Deus das Moscas» 
Kirkus Reviews



M. J. Arlidge - O Dom da Morte [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 2 Setembro 2019

               Título Original: A Gift for Dying
               Tradução:
               Preço com IVA: 20,99€
               Páginas: 416
               ISBN: 9789896685768

Sinopse: Ela ouve os gritos deles
Ela sente o seu medo
Agora, ela é a única esperança que têm...
Adam Brandt é um psicólogo forense, bastante habituado a lidar com os membros mais perturbados da sociedade. Mas Adam nunca conheceu ninguém como Kassie.
A adolescente afirma ter um dom terrível — basta-lhe olhar diretamente nos olhos de alguém para saber quando essa pessoa irá morrer. E de que forma isso irá acontecer. Obviamente, Adam sabe que Kassie deve sofrer de algum distúrbio mental. É nesse momento que um assassino em série ataca a cidade. E só Kassie parece saber quem ele vai matar em seguida.
Contrariando a sua intuição, Adam começa a acreditar em Kassie. Apenas não tem consciência de quão fatal a sua fé pode vir a ser…

Sobre o autor: M. J. Arlidge trabalha em televisão há mais de 15 anos, tendo-se especializado em produções dramáticas de alta qualidade.
Nos últimos anos, produziu um grande número de séries criminais passadas em horário nobre na ITV, rede de televisão do Reino Unido. Escreveu ainda uma série policial para a BBC, além de estar a criar novas séries para canais de televisão britânicos e americanos.
Os seus livros, traduzidos para várias línguas, são autênticos êxitos de vendas e têm recebido críticas excelentes de todos os meios de comunicação social internacionais.

Imprensa
«Uma história bem contada, com uma personagem principal convincente, que nos dá a sensação de estarmos a assistir a uma série televisiva dramática.» 
Daily Mail  

«Arrepiante e de leitura compulsiva.»
The Times




Adamastor, a roupa Portuguesa de Terror


O Adamastor surge como um projecto de roupa única e singular no panorama português. Cem por cento nacional, que visa abranger temáticas mais alternativas, tocando no género cinematográfico do terror mas apresentando uma imagem leve perante o mesmo, para que qualquer individuo de qualquer idade possa usufruir dos modelos, desde do fanático do cinema, ao utilizador banal no dia-a-dia.
O que diferencia este projecto do resto, é que todas as peças são totalmente executadas artesanalmente, ou seja, desde da criação do desenho, até à sua estampagem, tudo isto num circuito caseiro pelo criador.
Juntamente com os modelos existentes na loja online (nos tamanhos Small até Extra Large, e em Tshirt, Longsleeve e Sweatshirt) o consumidor poderá entrar em contacto com o monstro para personalizar o seu modelo numa temática mais sombria.

O Adamastor foi criado no início de 2018, mas só em 2019 estabelece objetivos concretos e tenta fixar-se como uma escolha única no panorama têxtil português. O seu criador, Marcos Meneses Martins, nascido na Ilha Terceira – Açores, é um apaixonado por filmes de terror desde dos 5 anos de idade, tal como pelo desenho. Tenta então assim, conciliar o gosto pelo género / cultura cinematográfica à arte neste Projecto que dará uma personalidade única a quem usar roupa do Adamastor.

Contactos
Site: www.adamastorwear.com
Email: contact@adamastorwear.com
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Paul Tremblay - Fantasmas da Mente [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Em contagem decrescente para o festival de terror, MOTELx, tem-me apetecido enveredar mais por livros deste género.
Já há muito que ouvi críticas favoráveis a esta obra, A Head Full of Ghosts, tendo equacionado lê-la em inglês. Felizmente pude ler na nossa língua e congratulo a editora TopSeller pela aposta neste lançamento. 

Os leitores mais cépticos, tal como eu, poderão iniciar a leitura apreensivos pela abordagem do tema do Exorcismo, já explanada na obra O Exorcista de William Peter Blatty não obstante achar que o presente título se distancia pela forma como apresenta o ritual, sob o formato de reality show, um fenómeno mediático nos últimos anos. 
Diria que este tipo de entretenimento acaba por banalizar certas situações (lembro-me de repente do formato do Casados à Primeira Vista no qual contrair um matrimónio parece uma tarefa simples e desprovida de intimidade), pelo que um exorcismo, retratado desta forma e na minha modesta opinião, aligeira o acontecimento que mexe com a psique humana e as mais profundas crenças. Portanto, desde o inicio da obra, encarei a história com uma estranha leveza que não senti de todo quando li, por exemplo, o Exorcista. 
 
Sem sombra de dúvidas que Fantasmas da Mente vai beber à grandiosa obra de William Peter Blatty.
Claro que considerei os primeiros comportamentos de Marjorie um pouco anormais, ainda que tivesse presente que esta era adolescente e, eventualmente, poderia estar a passar por alguma crise típica da idade. Contudo, estas atitudes foram escalando e para mim, já se consubstanciavam inconcebíveis. Ainda assim,  sentia-me desconfiada do eventual estado de possessão para justificar o comportamento da jovem. 
A trama é narrada pela sua irmã mais nova, Merry, tornando-a um pouco mais assustadora. Esta menina tem apenas 8 anos, pelo que temos a perspectiva de uma criança sobre uma situação bizarra e tenebrosa. Decerto que caso tivesse sido narrada pelos pais, a trama não teria esta intensidade.

Devo referir um aspecto que me agradou imenso: sendo fã de cinema de terror, foi um deleite, para mim, as inúmeras referências a filme salicerçados nesta temática. Muitos deles já conhecia, o que me deixou extremamente satisfeita, porém a minha watchlist aumentou mais um pouco.

Ainda que as cenas de exorcismo não me incomodem - fruto de vários anos a assistir a filmes de terror, muitos deles com foco nessa temática - há um crescendo de atitudes e situações que são impactantes. Estabelece-se, naturalmente, um paralelismo entre Marjorie e Regan (a menina que protagoniza o Exorcista) e concluo que os sinais de possessão acabam por ser muito semelhantes - compreensível uma vez que são atitudes que desafiam claramente a religião e destinam-se a chocar a sociedade ocidental de matriz cristã. Não encontrei grandes inovações de Fantasmas da Mente se tivermos em conta às demais histórias alicerçadas nesta temática.
Diria que a grande diferença é a estrutura da narrativa, intercalada entre relatos da acção e entradas num blogue, tornando-a mais dinâmica. Acima de tudo, existe uma crítica social - a curiosidade humana é tão forte ao ponto de se tornar mórbida - presente no formato de reality show para retratar a situação. As parcas condições de vida de algumas famílias tornam-nas presas fáceis das multimilionárias produtoras de conteúdos televisivo ou audiovisual. 

Um outro ponto digno de ser registado é, sem dúvida, a excelente reviravolta no final. Se até então não me sentira perturbada e até um pouco céptica com a veracidade sobre a possessão, li as páginas finais com grande desconforto. Foi então que me senti genuinamente impressionada.

Em suma, é um livro imprescindível para os fãs do género. Fantasmas da Mente tem apresenta um clímax tão perturbador que me ficará, certamente, na retina por muito tempo. Quero, decididamente, continuar a acompanhar os trabalhos do autor!