quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Os primeiros livros dos mestres do crime com o jornal "Público"


Lembram-se da primeira vez que Watson trabalhou com Sherlock Holmes? Ou que Hastings convidou Poirot para desvendar um mistério? No âmbito de uma parceria entre o jornal “Público” e a LeYa, são editados, a partir de hoje, os primeiros livros dos grandes mestres do crime sendo justamente este – “Mestres do Crime” - o título da nova colecção de livros que poderão ser adquiridos em banca, e por mais 8,90 Euros, em conjunto com aquele jornal diário, todas as quartas feiras.

Autores como Agatha Christie, Georges Simenon ou Arthur Conan Doyle não podiam faltar nesta coleção de seis livros cujo formato também surpreenderá os leitores, já que são livros de lombada cozida à mão e sem corte a guilhotina, conferindo um aspeto de manuscrito, tal como terão sido entregues às editoras nos primórdios das carreiras de cada um destes mestres que ainda hoje são lidos por milhões de leitores em todo o mundo.

O primeiro livro da coleção, “Crime no Vicariato”, que foi também a primeira aparição de Miss Marple, de Agatha Christie, chegou hoje, 16 de janeiro, às bancas. Seguem-se “O Caso das Garras de Veludo”, primeira aventura de Perry Mason, criado pelo escritor norte-americano Erle Stanley Gardner (23 de janeiro) e “Maigret & A Morte de M.Gallet”, com o qual o escritor belga Georges Simenon nos apresentou ao mundo o Inspector Maigret (30 de janeiro). O primeiro mistério desvendado por Hercule Poirot poderá ser descoberto em “O Misterioso Caso de Styles”, de Agatha Christie (6 de fevereiro), seguindo-se “Um Estudo em Vermelho”, de Sir Arthur Conan Doyle, primeiro caso deslindado por Sherlock Holmes (13 de fevereiro) e “Arsene Lupin, Ladrão de Casaca”, de Maurice Leblanc (20 de fevereiro), que encerra a colecção.

Tami Hoag - Coração Frio [Divulgação Círculo de Leitores]


Data de publicação: Janeiro 2019

               Título Original: Cold cold Heart
               Tradução: Marta Pinho
               Preço com IVA: 14,99€ 
               Páginas: 408
               ISBN: 9789724252209

Sinopse: Dana Nolan era uma jovem e promissora repórter de televisão até que um conhecido assassino em série tentou adicioná-la à sua lista de vítimas. Desfigurada e lutando contra a perturbação pós-stresse traumático (PPST), Dana regressa à sua cidade natal, numa tentativa de reorganizar a sua vida. Mas o seu regresso reacende o interesse da polícia e dos jornais pelo caso não resolvido de Casey Grant - o seu melhor amigo que desapareceu sem deixar rasto no verão em que ambos terminaram a escola secundária. Aterrorizada por verdades há muito enterradas, Dana começa relutantemente a encarar o seu passado e velhos amigos e entes queridos, vistos através do filtro escuro da PPST, tornam-se suspeitos. Questionando tudo e recusando-se a ser definida pelos traumas do passado, Dana procura uma verdade que pode revelar-se terrível demais para ser credível.

Sobre o autor: Natural do Minnesota, filha de um vendedor de seguros, casa com apenas 18 anos de idade e, enquanto o marido termina a sua formação académica, Tami Hoag sobrevive entre trabalhos. Treina cavalos, distribui jornais, tenta escrever mais de trinta palavras num minuto enquanto dactilógrafa, mas é a escrita que desde sempre a fascina. Hoje aponta «The Long Goodbye», de Raymond Chandler, como o seu livro favorito mas foi a partir da leitura de «The Wolf and the Dive» que ensaiou um primeiro texto com princípio, meio e fim. Com o dinheiro do seu primeiro sucesso, o mencionado «The Trouble With J.J.» (1988), compra um computador. Escreve então «Magic», «Sarah Sin», e faz uma primeira incursão nos domínios do suspense com «O Perigo Espreita», «Águas Calmas» e «Paraíso das Trevas». Com «Pecados na Noite», «A Mão do Pecado», «Falso Alarme» e «Barreiras Ocultas» assume definitivamente uma viragem do romance para o thriller. Um nova opção que a autora não hesita em justificar.


domingo, 13 de janeiro de 2019

Javier Castillo - O Dia Em Que Perdemos a Cabeça [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Este é um livro cuja premissa seduz imediatamente. Em 24 de Dezembro de 2013, em Boston, um homem caminha nu, coberto de sangue, transportando uma cabeça feminina decapitada. É neste contexto que este homem é transferido para um hospital psiquiátrico, onde é acompanhado pelo dr. Jenkins e por uma agente do FBI, Stella Hyden que tentam descortinar as motivações daquele que virá a ser conhecido como o Decapitador. 

Ainda que a premissa seja aparentemente simples, o desenvolvimento da história é complexo e, na minha opinião, tal deve-se, sobretudo, à forma como esta é narrada, em três tempos diferentes. Pessoalmente aprecio narrativas nestes moldes pois permite-nos saber, simultaneamente, os eventos nos três momentos temporais e, no caso de O Dia em Que Perdemos a Cabeça, temos um verdadeiro quebra-cabeças que se vai construindo lentamente. 
Ainda que os diferentes tempos narrativos estejam devidamente identificados acabei por me sentir algo confusa em alguns momentos, pois por mais hipóteses que levantasse, não conseguia interligar essas três sub-narrativas de uma forma lógica e coerente. Não vislumbrei, ao longo da trama, qualquer indício que me mostrasse que a acção primitiva, remontando ao ano de 1996, tivesse alguma ligação com as duas narrativas passadas em 2013.
Deixei-me então levar pela descrição das férias da família de Amanda Maslow em Salt Lake, onde a mesma, começa a passar por provações bizarras. Só muito posteriormente é que descortinamos qual a conexão entre as narrativas, motivo pelo qual a leitura de O Dia Em Que Perdemos A Cabeça me deixou constantemente intrigada.

Por apresentar estes elementos, bem como capítulos curtos, considerei a obra bastante viciante. 
O ambiente intimidou-me, em certas passagens. É tenso e pesado e creio que consigui identificar alguns elementos macabros à moda de Stephen King.
Gostei igualmente de ver a narrativa do presente título alicerçada em dois protagonistas que relatam as suas perspectivas na primeira pessoa, revelando diferentes visões de uma realidade e intercalando com um narrador omnipresente que observa tudo do lado de fora.

Considerei a história intensa e bastante original levando-nos a uma reflexão sobre delírios e mentes perturbadas, mas também sobre até que ponto alguém é capaz de manipular o seu semelhante. Ainda que as temáticas me tenham deslumbrado, bem como a montagem gradual do quebra-cabeças, não fiquei tão impressionada como gostaria com o final, muito embora o mesmo não tenha influenciado a minha apreciação final da obra.
Segundo pude apurar, a este livro seguir-se-á uma continuação que, aparentemente, responderá devidamente às pontas soltas que foram deixadas.
Estamos, decididamente, perante uma grande aposta da Suma de Letras para o início de 2019. Em suma, O Dia Em Que Perdemos a Cabeça é uma conspiração envolvente pautada por momentos arrepiantes. Uma história intrincada, para começar o ano em grande. 


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Margery Allingham - Crime Na Alta-Roda [Divulgação Colecção Vampiro]


Data de publicação: 10 Janeiro 2019

               Titulo Original: Sweet Danger
               Tradução: Samuel Soares
               Preço com IVA: 7,70€
               Páginas: 304
               ISBN: 9789723830859

Sinopse: Por altura das Cruzadas, o pequeno estado de Averna, nos Balcãs, fora oferecido a uma família de pioneiros britânicos e, durante séculos, parecendo sem valor, permaneceu esquecido. Mas após um terramoto que abalou o centro europeu, o contexto é alterado e aquele território adquire primordial importância para a Coroa inglesa. Após anos e anos de abandono, será possível encontrar provas da sua legítima propriedade?
É esta a missão que é confiada ao irreverente detetive Albert Campion. Juntamente com três fiéis companheiros de armas, parte em direção à aldeia de Pontisbright, em busca dos herdeiros de Averna, e instala-se no moinho a cargo da bela Amanda Fitton. Certa de poder ajudar na resolução do enigma, aquela mulher de cabelos de fogo vai juntar-se a Campion na investigação e não hesitará em enfrentar com ele os perigos mais inesperados – quando no seu caminho se atravessa um criminoso disposto a tudo para atingir os seus próprios fins.

Sobre a autora: Margery Allingham nasceu em Londres a 20 de maio de 1904. Incentivada pelo pai a escrever, publicou o primeiro conto aos treze anos numa revista e aos dezanove lançou o seu primeiro romance, Blackkerchief Dick: A Tale of Mersea Island, uma narrativa de suspense histórico. Estreou-se nas obras policiais em 1928, com The White Cottage Mystery, e no ano seguinte apresentou, em The Crime at Black Dudley, então ainda como personagem secundária, Albert Campion, o detetive que marcaria presença em cerca de duas dezenas dos seus romances e outros tantos contos. Com uma escrita marcada pela sofisticação, pela inteligência e por um apurado sentido de atenção ao detalhe, os seus policiais estão entre os mais reputados clássicos da literatura de mistério. Margery Allingham faleceu a 30 de junho de 1966.

Já na coleção Vampiro:
No. 1: Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine
No. 2: Vivenda Calamidade, de Ellery Queen
No. 3: O Falcão de Malta, de Dashiell Hammett
No. 4: O Imenso Adeus, de Raymond Chandler
No. 5: Picada Mortal, de Rex Stout 
No. 6: O Mistério dos Fósforos Queimados, de Ellery Queen
No. 7: A Liga dos Homens Assustados, de Rex Stout
No. 8: A Morte da Canária, de S. S. Van Dine 
No. 9: O Grande Mistério de Bow, de Israel Zangwill
No. 10. A Dama do Lago, de Raymond Chandler
No. 11. A Pista do Alfinete Novo, de Edgar Wallace
No. 12. Colheita Sangrenta, de Dashiell Hammett
No. 13. O Caso da Quinta Avenida, de Anna Katharine Green  
No. 14. O Caso Benson, de S.S. Van Dine 
No. 15. O Impostor, de E. Phillips Oppenheim
No. 16. A Chave de Cristal, de Dashiell Hammett
No. 17. O Crime do Escaravelho, de S.S. Van Dine
No. 18. O Gato de Diamantes, de Dorothy L. Sayers 
No. 19. A Quadrilha de Rubber, de Rex Stout 
No. 20. O Enigma do Sapato Holandês, de Ellery Queen
No. 21. Um Crime em Glenlitten, de E. Phillips Oppenheim
No. 22. Estrada Para A Morte, de Margery Allingham
No. 23. O Crime Exige Propaganda, de Dorothy L. Sayers 
No. 24. A Porta das Sete Chaves, de Edgar Wallace 
No. 25. O Mistério do Ataúde Grego, de Ellery Queen
No. 26. O Enigma do Casino, de S.S. Van Dine 
No. 27. Mistério em Branco, de J. Jefferson Farjeon

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Andrew Gross - O Sabotador [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: 9 Janeiro 2019

               Título Original: The Saboteur
               Tradução: Dina Antunes
               Preço com IVA: 18,00€ 
               Páginas: 412
               ISBN: 9789897244438

Sinopse: Fevereiro de 1943. Os Aliados descobrem que os nazis estão perigosamente perto de construir uma arma decisiva para o desfecho da guerra. E têm de fazer tudo para os impedir.
Kurt Nordstrum é um engenheiro que faz parte da resistência que quer livrar a Noruega da influência de Hitler. Após perder a noiva, foge para Inglaterra, levando provas secretas sobre o progresso dos nazis na construção da bomba atómica. Determinado a prejudicar os planos dos alemães, junta uma equipa de resistentes e treina-os para a incursão mais ousada da guerra. Avançando num dos terrenos mais inóspitos da Europa, lutando contra tempestades e desafiando o destino, a equipa de Nordstrum tem como alvo uma fábrica isolada, altamente vigiada pelos alemães, construída numa plataforma que se acredita ser impenetrável e de onde outros soldados não conseguiram voltar.
Com o destino da guerra em mãos, e em nome da lealdade e do dever, ele coloca em risco a pessoa que mais quer proteger. No final, o que estará disposto a sacrificar? 
Inspirado na sabotagem à fábrica em que os alemães produziam a água deuterada, fundamental para o desenvolvimento da bomba atómica, O Sabotador recria uma das mais arriscadas missões da guerra. O último sobrevivente do ataque, Joachim Rønneberg, morreu em outubro de 2018.

Sobre o autor: Andrew Gross é autor de 72 horas – O último resgate de Auschwitz e de vários romances que integraram o top de vendas do New York Times. É ainda coautor de cinco livros com James Patterson. As suas obras estão traduzidas para mais de vinte e cinco línguas.

Imprensa
«O Sabotador é o melhor e mais emocionante romance publicado este ano. Ação, suspense, heroísmo e sacrifício são temas que fazem dele o exemplo de um verdadeiro thriller.» 
New York Journal of Books

«Andrew Gross é um grande contador de histórias.» 
Nelson DeMille

«São páginas repletas de tensão até para quem conhece o desfecho histórico. Uma história formidável e cheia de surpresas. Gross escreveu outro livro notável sobre a Segunda Guerra.» 
Kirkus


Javier Castillo - O Dia Em Que Perdemos a Cabeça [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 15 Janeiro 2019

               Título Original: El día que se perdió la cordura
               Tradução: Jorge Pereirinha Pires
               Preço com IVA: 18,80€ 
               Páginas: 456
               ISBN: 9789896657376 

Mais de 275.000 exemplares vendidos, 10 semanas consecutivas nos tops de venda. Direitos vendidos para série de TV.

Sinopse: Centro de Boston, 24 de Dezembro, um homem caminha nu, trazendo nas mãos a cabeça decapitada de uma jovem mulher. O Dr. Jenkins, director do centro psiquiátrico da cidade, e Stella Hyden, agente do FBI, vão entrar numa investigação que colocará em risco as suas vidas e a sua concepção de sanidade.
Que acontecimentos fortuitos ocorreram na misteriosa Salt Lake City há dezassete anos? E por que estão todos a perder a cabeça agora?
Com um estilo ágil e cheio de referências literárias- Garcia Márquez, Auster e Stephen King – e imagens impactantes, Javier Castillo construiu um thriller romântico narrado a três tempos que explora os limites do ser humano e rompe com a estrutura tradicional dos livros de suspense.
Amor, ódio, estranhas práticas, intriga e acção trepidante inundam as páginas deste thriller romântico, que se converteu num fenómeno editorial antes da sua publicação em papel.

Sobre o autor: Javier Castillo cresceu em Málaga, Espanha, licenciou-se em Gestão de Negócios e fez Mestrado em Gestão da ESCP Europe em Madrid, Xangai e Paris. Trabalhou como consultor de finanças corporativas. O dia que perdemos a cabeça, o seu primeiro romance, vendeu mais de 275 000 cópias, cruzou fronteiras — em Itália, prepara-se um grande lançamento — e será publicado no México e na Colômbia, além de Portugal. Os direitos audiovisuais foram adquiridos para a produção duma série televisiva.

Imprensa
«Uma história de ritmo acelerado que mantém o leitor com o coração nas mãos... Pura adrenalina.»
El Mundo

«Um thriller delirante e meticulosamente construído.»
Eldiario.es

«Uma única folha. Apenas duas páginas de O dia em que perdemos a cabeça… e ficamos preso nas suas garras.» 
ABC 

«Castillo conseguiu acertar no centro do alvo editorial com um thriller sedutor e rápido, passado nos Estados Unidos e que começa com uma imagem poderosa.»
Diario Sur



terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Um ano com Stephen King [Projecto de Leitura]


Há uns tempos andava a cozinhar um projecto destes e quando se proporcionou a leitura conjunta, organizada pela Elsa do canal Ordem D´Avis, pensámos na extensão a outros livros. Gosto imenso das obras de Stephen King e ao longo dos tempos, consegui reunir algumas que, infelizmente, ainda não li. Este é o pretexto para descobrir mais sobre a bibliografia daquele que é conhecido como o mestre do terror mas é, acima de tudo, um autor deveras versátil. 

Temos então programados já cinco meses:
Janeiro - The Shining (iniciei durante a tarde e já estou a gostar imenso)
Fevereiro - Doutor Sono (é a continuação do The Shining, tendo Danny como protagonista)
Março / Abril / Maio - Trilogia Bill Hodges

Faremos posteriormente uma sondagem para auferirmos os próximos títulos do autor a ler.

Se quiserem aderir ao desafio e ler connosco este autor, digam-me qualquer coisa que adiciono-vos ao chat da obra para que possamos comentar em conjunto. 
Fico então à vossa espera ;)