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domingo, 22 de maio de 2016

Dia do Autor Português

Parece que hoje, dia 22 de Maio, se celebra o Dia do Autor Português. Confesso que é uma grande falha minha ler obras de autores nacionais, todavia, não quero deixar de salientar alguns que, através das suas histórias, se tornaram inesquecíveis. Admito ainda, com bastante vergonha, que ainda não li um dos autores mais emblemáticos português no género Policial, Francisco José Viegas. Quero muito adquirir alguns títulos dele na Feira do Livro de Lisboa.


Pedro Garcia Rosado dispensa apresentações. É autor de três trilogias: O Estado do Crime (Bertrand), Não Matarás (ASA) e As Investigações de Gabriel Ponte (TopSeller), estas últimas já as li e gostei imenso. Guardo O Estado do Crime pois temo não ter mais livros para ler dele. Não é estranho? Também ainda não li A Guerra de Gil, livro ofertado pelo próprio Pedro numa Feira do Livro de Lisboa, há dois anos, num evento em que participei. Podem ler aqui as minhas opiniões sobre os livros supra referidos.


Nutro um grande carinho pelo autor Nuno Nepomuceno e sinto-me grata por ter participado na apresentação dos seus livros. Por estas razões, a trilogia Freelancer tem um lugar cativo na minha estante. O Espião Português é, provavelmente, o único livro que tenho em duplicado na prateleira. 
Os livros do Nuno despertaram o meu interesse até então ao mundo desconhecido dos livros de Espionagem. Aqui se encontram os meus pareceres sobre a trilogia. 

 

L. Ville e Ela Cantava Fados de Fernando Sobral foram policiais bastante interessantes que espelham com realismo a cultura portuguesa. Apesar de os ter lido há algum tempo, ainda me recordo de ter andado pelas ruas de Lisboa, sem sair de casa, a investigar sobre a morte da fadista. Estas foram as minhas opiniões sobre as obras.


O Bruno Franco é também um outro promissor autor de policiais. Sinto um grande carinho por ele e pela história de Contagem Decrescente. Ainda não li O Novo Membro mas não há de tardar. Tenho vindo a adiar a sua leitura pois na obra que li, é-nos desvendado muito sobre o livro antecessor. 
A minha opinião? Está aqui.

 

Na minha estante também vivem os livros do Vasco Ricardo. O autor, que é também blogger no blog Viajar Pela Leitura, escreveu A Trama da Estrela e O Diplomata, livros que estimo com muito carinho e que me proporcionaram boas leituras. Estas foram as minhas opiniões dos mesmos. 

 

Nunca me irei esquecer do Justino, o protagonista de O Filho de Ninguém da autora Olívia Darko, pseudónimo de Débora Afonso. Recordo-me da tarde em que passei a ler este livro e do impacto aterrador que caracterizou o desfecho. É uma autora promissora e, pessoalmente, gostaria que tivesse mais obras. Sou sua fã! Saibam aqui porquê.

 

No início do ano passado, recebi um email de uma autora que escreveu um thriller e gostaria de ser lida pela Menina dos Policiais. Rose foi o primeiro livro de Patrícia Silva e os seus contornos sombrios bem como o cenário claustrofóbico foram os pontos fortes de uma leitura plazerosa e cujos detalhes podem ser lidos neste link.


O Baloiço Vazio de Carla Lima conta uma história com contornos obsessivos e que li num abrir e fechar de olhos. Convosco, as minhas considerações sobre esta obra.

Neste dia do Autor Português, agradeço-vos por me terem proporcionado bons momentos literários!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Pedro Garcia Rosado - Morte nas Trevas [Divulgação Editorial TopSeller]


Data de publicação: 8 Maio 2014

               Colecção: As Investigações de Gabriel Ponte #3
               Preço com IVA: 17,69€
               Páginas: 352
               ISBN: 9789898626394


​ Depois de Morte com Vista para o Mar e Morte na Arena, os dois primeiros títulos de uma coleção que recebeu, da crítica, excelentes elogios, Pedro Garcia Rosado regressa com Morte nas Trevas (Topseller I 352 pp I 17,69€), um thriller contemporâneo e urbano.

A escrita de Pedro Garcia Rosado prova de que não só dos ventos nórdicos sopram bons policiais. Em Portugal existem excelentes autores neste género literário que tem vindo a conquistar cada vez mais leitores. E, a Topseller tem todo o prazer em continuar a promover autores como Pedro Garcia Rosado. 

Sinopse: Gabriel Ponte está finalmente decidido a dedicar-se à investigação privada, pondo fim à inatividade a que uma reforma antecipada da Polícia Judiciária o condenou.
O seu primeiro trabalho como detetive particular consiste em encontrar duas mulheres desaparecidas em Portugal, a pedido de um homem e de uma mulher de origem romena, antigos agentes da Securitate, a polícia política do ditador Ceausescu.
A sua investigação vai conduzi-lo a um confronto com um industrial romeno que cria porcos numa zona rural do concelho de Caldas da Rainha, e que esconde, afinal, segredos hediondos.
À medida que avança neste caso, que vai pôr em risco a vida da sua própria família, Gabriel Ponte recebe a ajuda inesperada de um ex-oficial do KGB e das forças especiais russas, ao mesmo tempo que se torna o alvo da atenção de um inspetor da PJ, obcecado pela justiça. 

Sobre o autor: Pedro Garcia Rosado nasceu em Lisboa, em 1955. É escritor e tradutor profissional. Foi jornalista e crítico de cinema. Morte nas Trevas surge depois de Morte com Vista para o Mar e Morte na Arena, os dois prime
​​iros títulos ​ da ​ ​série As Investigações de Gabriel Ponte ​.​
Desde 2004, Pedro Garcia Rosado publicou também Crimes Solitários, Ulianov e o Diabo, A Guerra de Gil (ed. Temas e Debates), O Clube de Macau (ed. Bertrand), A Cidade do Medo, Vermelho da Cor do Sangue e Triângulo (ed. Asa).

Leia os primeiros capítulos aqui



quinta-feira, 8 de maio de 2014

Pedro Garcia Rosado - Morte nas Trevas [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Hoje, dia 8 de Maio, é lançado o novo romance policial daquele que é conhecido como o mestre do thriller português (e eu, após seis livros seus lidos, não poderia concordar mais com esta afirmação).

Antes de mais, gostaria de endereçar os meus agradecimentos à Joana Freitas da TopSeller e ao autor, Pedro Garcia Rosado, pelo honroso convite para ler Morte nas Trevas em modo pré-estreia. Este foi o primeiro livro que li integralmente no Kobo, uma vez que continuo fiel aos livros em suporte papel.

Posto isto, e para quem não sabe, considero-me grande fã das obras do Pedro Garcia Rosado, provavelmente desde que li A Cidade do Medo, tendo acompanhado atentamente a trilogia, Não Matarás (composta por A Cidade do Medo, Vermelho da Cor do Sangue e Triângulo).
O autor já adiantara que Joel Franco, o protagonista da referida triologia, seria uma espécie de guest star no presente livro, e acho formidável o inspector ter regressado às tramas do autor, disputando a relevância na trama com o protagonista de facto Gabriel Ponte.
Muitos irão perguntar porque é que, por exemplo, Joel Franco coxeia ou porque é que ele não é, digamos, tão carismático quanto Gabriel Ponte? O autor cinge-se ao fundamental sobre esta personagem, fazendo com que surja uma natural curiosidade (para quem ainda não conhece os romances protagonizados por Franco) em ler os três livros antecessores à série e mais sobre esta personagem. E acreditem, vale mesmo a pena!
Por outro lado, fiquei com a sensação que ainda sei muito pouco sobre a personagem Ulianov, embora já o conhecesse da obra Vermelho da Cor do Sangue, sendo também uma guest star, após ter protagonizado o segundo livro da primeira trilogia do autor, O Estado do Crime. Tal facto fez crescer em mim a vontade de ler as primeiras obras do Pedro Garcia Rosado, designadamente o livro Ulianov e o Diabo. Tenho a certeza que muitos de vós sentirão o mesmo.

Sou, como devem ter-se já apercebido, apologista da relação que as personagens estabelecem com o leitor. Já confidenciei que tenho uma simpatia por Joel Franco e, nesta série, o protagonista também me cativou muito. Isto deve-se ao facto do autor se debruçar sobre a vida pessoal de Gabriel Ponte. Para quem leu os romances anteriores, Morte com Vista Para o Mar e Morte na Arena, conhece a vida do ex inspector que foi outrora casado com Patrícia e cujo casamento foi abalado por um elemento externo, de seu nome Filomena. É um protagonista com vulnerabilidades como eu ou qualquer leitor. Relativamente a esses aspectos mais pessoais posso dizer que há alguns desenvolvimentos referentes a esta componente que me deixaram surpresa.

Como já referi, desde o início que a história me cativou muito. Estive cerca de dois terços da história perante a incerteza sobre o destino de Floare Popescu, uma jovem romena que vive em Portugal deixando os familiares no seu país natal. O livro debruça-se sobre duas investigações paralelas e que se cruzam num ponto. Se por um lado, Gabriel Ponte é "contratado" pelo pai de Floare afim de averiguar o paradeiro da jovem, na região das Caldas da Rainha, em Lisboa, o inspector da PJ Joel Franco investiga as causas da morte de um relojoeiro também ele romeno.

À medida que decorria a leitura pensei que os níveis de violência estavam um pouco aquém relativamente ao livro anterior (e o meu favorito da série até hoje), Morte na Arena, embora o autor mantenha o seu registo habitual, sem cambiantes significativas em termos de pormenorização. Estamos pois perante um autor que não se coíbe em relatar os detalhes dos homicídios, colocando à prova a nossa cognoscência, ou seja, tudo o que julgamos conhecer em termos de comportamentos humanos. Creio que esta dimensão foi fulcral para o efeito que o desfecho teve em mim, associado à tipologia de crimes neste livro abordado. É portanto uma história com contornos muito diferentes da que é narrada em Morte com Vista para o Mar e Morte na Arena, descentrando-se da temática da corrupção no nosso país nas altas esferas do poder e debruçando-se noutro tipo de delitos, daqueles que desvendados, constituem um verdadeiro choque que se intensifica no clímax do livro. 

O único aspecto menos positivo que encontro é mesmo a ausência de informação sobre o próximo volume da série. Em Morte na Arena, as páginas finais anunciaram Morte nas Trevas com publicação em Maio de 2014 e com um pequeno excerto (que me deixou a salivar até ler o presente livro), no entanto, finda a presente obra (e atentem que me refiro à versão recebida, desconhecendo se é a impressa), não nos é facultado nenhum dado alusivo ao próximo volume da série. 

Finda a leitura, pela primeira vez não fechei o livro, nem o guardei na estante com um sentimento de nostalgia, pois o Kobo não me permitiu ter esta sensação. Desta forma, não dispensarei um exemplar em formato papel até porque os livros do autor têm um lugar cativo na minha estante.
Não faz sentido recomendar unicamente este livro, dado que as três primeiras investigações de Gabriel Ponte deram-me a conhecer não só um protagonista carismático como três casos surpreendentes e intensos. Fico a aguardar com muita expectativa o próximo volume da série!


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Pedro Garcia Rosado - Triângulo [Opinião]



Sinopse: Joel Franco, Rosa Custódio e Jaime Paixão foram amigos e colegas na Faculdade de Direito e, mais tarde, entraram todos na PJ. Os seus caminhos, entretanto, afastaram-se, até que um caso que envolve um primeiro-ministro extremamente colérico volta a uni-los, mas da pior maneira. Jaime Paixão é agora adjunto do ministro da Justiça e Joel trabalha na Secção de Homicídios da PJ quando Rosa Custódio é encarregada de dirigir uma equipa que se vê a braços com o cadáver da namorada do primeiro-ministro. E, enquanto Rosa procura contornar os obstáculos políticos que dificultam a descoberta da verdade, devido às manobras de um pequeno grupo de conspiradores entre os quais se encontra Jaime Paixão, o inspector Joel Franco lança-se numa cruzada pessoal.
Chegou o momento de o protagonista desta série ir finalmente ao encontro dos suspeitos do homicídio de Augusto, seu amigo de infância, morto no seminário que ambos frequentavam. A perseguição do assassino levá-lo-á, de resto, da Serra da Estrela à Lagoa de Óbidos, onde actua uma rede de pedofilia e prostituição de luxo que tem por cabecilha uma misteriosa empresária conhecida por Medusa. Mas ela tem também ligações ao caso que Rosa Custódio quer resolver.

Triângulo segue-se a "A Cidade do Medo" e a "Vermelho da Cor do Sangue" (já traduzido em Espanha) e faz do inspector Joel Franco uma das personagens mais importantes do thriller português, que, nesta obra, enfrenta o maior e mais exigente desafio da sua vida.

Opinião: Em vésperas de terminar 2013, quis fechar um ciclo, uma trilogia daquele que é o meu autor lusófono de policiais de eleição, Pedro Garcia Rosado. Pois aquilo que seria, à partida uma série, Não Matarás, ficou resumida a três livros: A Cidade do Medo, Vermelho da Cor da Sangue e Triângulo.
Começo por justificar o porquê ter deixado este livro e só o ler agora. Por um lado, era difícil continuar na expectativa (e ignorância) sobre o culminar do caso Augusto, o amigo de infância de Joel Franco, morto em tenra idade, um acontecimento já referido, embora sem grande aprofundamento, nos livros antecessores. Por outro lado, queria guardar um livro deste autor, para o ler mais tarde. É a minha estranha mania de, quando admiro um autor, querer guardar um livro para ler posteriormente. 

Para mim, um elemento que se destacou no presente livro foi a forma como o principal vilão foi formulado, não sendo um mero marginal como é usual na literatura policial. Surpreendeu-me muito a facilidade com que esta personagem cometia os crimes, sem comprometer o seu estatuto social. E sem grandes problemas de consciência. O outro foi, sem dúvida, a contenção de  fortes críticas sociais, observáveis principalmente na formulação da personagem do primeiro ministro José Garrido. É lamentável (e algo caricato) a representação tão fidedigna da facilitação de favores em torno de uma figura publica, e neste caso de importância agravada pois se trata de um ministro.

Em simultâneo decorrem dois casos, aparentemente independentes. Ambos nada têm a ver com os casos criminais de A Cidade do Medo e Vermelho da Cor do Sangue. Não deixo de reconhecer uma certa (e infeliz) familiaridade no caso de pedofilia num colégio bem como o tráfico de influências no seio de um negócio de prostituição de luxo. 
Da lagoa de Óbidos à cidade de Lisboa, o autor mostra que o nosso país é um cenário à altura de uma intrincada trama policial. E como referi, cujas bases assentam em pressupostos tão reais... 

Finda a leitura, o caso de Augusto estava em concordância com o que eu tinha equacionado. Surpreendeu-me sim, o caso envolto a Medusa e a teia de prostituição, um negócio rentável principalmente se facilitado por membros de altas esferas do poder.
Este livro revela a verdadeira natureza do colega de Joel, Jaime Paixão. Se as suas atitudes adivinhavam, nos livros antecessores, ser uma personagem amarga, em Triângulo a personagem expõe-se completamente. 

Embora Triângulo encerre uma trilogia, é de fácil compreensão caso se leia isoladamente. No entanto, eu aconselho a leitura dos livros antecessores afim de conhecer aquela que é a personagem mais carismática da saga, Joel Franco. Já nos livros antecessores se desenhava uma personagem ainda atormentada pelo seu passado devido ao amigo Augusto. No entanto, a sua vida familiar com Lia e a cadela Alice conferem paz e harmonia. 
Devido a esta proximidade com Franco, achei que o final da trilogia trouxe um sabor agridoce. Sem saber se a intenção do autor seria continuar a saga, penso que a trama poderia ser extensível no que concerne a Joel Franco.
Obviamente que, quando se sente uma cumplicidade com tal personagem, não consegui deixar de estabelecer um paralelismo entre o protagonista da trilogia Não Matarás com Gabriel Ponte da actual série de novelas policiais de Pedro Garcia Rosado.

Triângulo é um livro inquietante, intenso, perturbador e compulsivo. Li-o numa tarde. Escusado será dizer que Triângulo prova, uma vez mais, a minha preferência por Pedro Garcia Rosado na ficção policial portuguesa.


domingo, 8 de setembro de 2013

Pedro Garcia Rosado - Morte na Arena [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Quem não é utilizador da base de dados Goodreads desconhece que atribuí ao livro Morte na Arena, 5 estrelas, a classificação máxima deste sistema. Adianto ainda que classifico pontualmente os livros com estas 5 estrelas, a não ser que estes me cativem de uma forma especial e de facto, foi o que aconteceu com Morte na Arena.

Apesar de ainda ter explorado poucas obras do autor (realço que até hoje li os dois primeiros livros da colecção Não Matarás da ASA e Morte com Vista Para o Mar, a estreia das investigações do inspector Gabriel Ponte), os meus preferidos foram, sem dúvida, Morte com Vista para o Mar e A Cidade do Medo (ainda hoje me recordo do Sanitizador que queria limpar a cidade de Lisboa).
No entanto, na minha modesta opinião, ainda gostei mais do presente livro. Na realidade, nem consigo fazer um reparo no que menos gostei em Morte da Arena, pois simplesmente isso não existe.

O cenário é a cidade de Lisboa e o autor consegue por em perspectiva o roteiro correspondente aos locais do crime, tão familiares para mim, sustentados na base histórica do pós terramoto. Hoje, mais do que nunca, sinto-me curiosa em visitar as ruínas romanas na Baixa. Penso que fá-lo-ei em breve.
Um cenário propício para a recreação das lutas na Roma Antiga que tinham lugar nas arenas e constituíam um espectáculo para a civilização da época. Como tal é natural, havia alguma violência no âmbito destes combates, que acabam por ser descritos de uma forma bastante gráfica numa linguagem crua, que também se expressa na forma como o cadáver de Catarina Lemos vai "aparecendo", membro a membro. Tratando-se de uma adolescente, é sem dúvida um crime que irá chocar os leitores mais sensíveis.

A investigação debruça-se assim em dois casos de homicídio: o de Catarina Lemos e Jorge Orta, o polícia amigo de Gabriel Ponte, e devo dizer, com contornos bastante surpreendentes.
Enquanto isso, a narrativa entrelaça-se com a componente pessoal das personagens, em concreto, a da complexa relação entre os protagonistas Gabriel Ponte e a sua ex-mulher Patrícia Ponte, inspectora coordenadora da PJ e a jornalista Filomena Coutinho. Gostei que o autor tivesse revelado uma surpresa, no desfecho, em relação a esta última personagem, Filomena. Resta-me aguardar, com muita ansiedade, pelo próximo volume Morte nas Trevas (que chegará em Maio de 2014) para saber se a relação de Gabriel e Filomena será condicionada pela revelação. Não obstante, o livro brinda-nos com algumas páginas do próximo livro, deixando-me com água na boca para mais.

Com um papel mais secundário mas cuja participação é relevante, não posso deixar de mencionar a personagem Diabo. Ao que parece, não é uma personagem estreante nas obras do autor, tendo tido um merecido destaque numa obra mais antiga, Ulianov e o Diabo. Contudo, e infelizmente, não li o livro em questão até porque a minha busca pelas obras mais antigas tem sido infrutífera.
Este Diabo impõe respeito e esteve à medida de um cenário de homicídio tão tétrico como a arena.

A crítica à sociedade está presente, embora de uma forma mais subtil, tendo-me deixado a matutar sobre a possível analogia de Joaquim Silvano, ligado às Varas Criminais no Campus da Justiça com o julgamento nesse preciso local, de Carlos Silvino no âmbito do mediático Caso Casa Pia. 

Em suma, Morte na Arena revelou-se uma leitura assombrosa e um dos melhores títulos que li este ano, provando que a literatura policial portuguesa é de grande qualidade e capaz de ombrear com os pesos pesados da literatura policial europeia.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Pedro Garcia Rosado - Morte na Arena [Divulgação Editorial TopSeller]


Data de Publicação: 29 Agosto 2013

Colecção: As investigações de Gabriel Ponte - Vol.2
Páginas: 352
              Preço com IVA: 16,49€ 
              ISBN: 9789898626189 

Sinopse: Quatro homens aparecem mortos num prédio devoluto, ao lado de um braço decepado que não pertence a nenhum deles. Com o passar dos dias começam a surgir outros membros humanos espalhados por Lisboa, até ser evidente que são partes do corpo de uma jovem de dezasseis anos, filha de um dirigente político, que foi assassinada e que estava desaparecida havia meses.
As investigações destes casos estão a cargo da inspetora-coordenadora da  PJ, Patrícia Ponte, ex-mulher de Gabriel Ponte, que enfrenta agora obstáculos dentro da própria PJ, além da pressão do ex-marido, que quer informações sobre o caso, e da jornalista Filomena Coutinho, que foi a causa da separação deles.
Os três acabam por descobrir um inferno escondido nos túneis subterrâneos de Lisboa: uma arena onde especialistas em combate corpo a corpo massacram homens e mulheres, numa imitação dos combates de gladiadores da Roma Antiga.

Anteriormente publicado nesta colecção:

Opinião AQUI












quinta-feira, 21 de março de 2013

Pedro Garcia Rosado - Morte Com Vista Para o Mar [Opinião]


Sinopse: Nas traseiras de uma moradia isolada nas Caldas da Rainha, um professor de Direito reformado aparece morto à machadada na casa onde vivia sozinho. Patrícia, inspetora-coordenadora da PJ, pede ajuda ao seu ex-marido Gabriel Ponte, antigo inspector da Polícia Judiciária, que assim regressa ao mundo da investigação criminal.
Meses antes, o professor tinha contactado Patrícia, sua antiga aluna e amante, para denunciar a existência de um esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro em torno do projeto de um empreendimento turístico gigantesco nas falésias da costa atlântica.
As primeiras provas apontam para que este homicídio seja resultado de um affair com uma mulher casada, mas poderá o professor ter sido assassinado por saber demais?

Opinião: Morte com Vista Para o Mar marca o início de uma nova série de novelas policiais pela mão de Pedro Garcia Rosado. Como já tive oportunidade de referir anteriormente, sou fã do autor, tendo lido já dois livros de uma outra série: Não Matarás.
As séries não são tão díspares quanto parecem: esta nova série é protagonizada pelo inspector reformado Gabriel Ponte, contrapondo-se a Joel Franco, polícia ainda activo na outra série do autor. Estranhamente, ambas as personagens carecem de uma companhia canina. As semelhanças entre os protagonistas são várias, inclusivé na página 173 de Morte Com Vista Para o Mar, por lapso, estar mencionado: "Gabriel Franco". 
O único aspecto que distancia as personagens, a meu ver, é a forma como Gabriel Ponte lida com a solidão, um aspecto já bastante enraízado nos protagonistas de literatura policial.

O autor mantém ainda a estrutura que o caracteriza, subcapítulos pequenos dentro de cada dia de investigação. A meu ver, uma fórmula bastante eficaz no que respeita a celeridade da leitura. O início da trama marca uma morte violenta à machadada, podendo chocar a susceptibilidade do leitor.

Mais uma vez, o autor lusófono realça o que de mais bonito há em Portugal: a paisagem confrontando-se ao tema da corrupção e esquemas de lavagem de dinheiro num empreendimento turístico. Caldas da Rainha é o cenário escolhido e o autor não se coíbe nas descrições das paisagens, mostrando um pouco do esplendor do nosso país. Para breve, espero, fica a minha visita à bonita cidade das Caldas.

E nisto, o autor volta a explorar o poder dos media ou informação igualmente viável em blogues anónimos, em que ao limite, o seu domínio pode ser destrutivo.
Penso que assentando nestes moldes e no que respeita às conjunturas actuais do país, a história é extremamente credível. Nada como uma figura com influência no papel de vítima de assassinato, o professor catedrático Alberto Morgado, também ele detentor de segredos, mostrando uma vez mais, que altos cargos não correspondem necessariamente a pessoas imaculadas. Pelo contrário... Esta é a vertente propriamente policial que se entrosa numa densa componente pessoal. O autor confere profundidade às personagens
, não importa o papel que estas desempenhem na trama. Assim, o autor amplificou o efeito choque ao conhecer a identidade do assassino, e acima de tudo, as motivações.

Sendo este o primeiro livro de uma série, a investigação do caso é devidamente encerrada, o que não se verifica para umas questões que vão sendo deixadas em aberto, aumentando naturalmente, o efeito curiosidade na leitura das próximas histórias de Gabriel Ponte.

Finda a leitura, não poderia deixar de ler os primeiros capítulos do novo livro desta série, Morte na Arena: a Descida aos Infernos, deixando-me extremamente ansiosa para que chegue Setembro, altura em que poderemos encontrar nas livrarias um novo caso de Gabriel Ponte. Resta-me felicitar a editora TopSeller, pela breve publicação do mesmo!
Um livro que tem de real como de espectacular! Adorei!


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Pedro Garcia Rosado - Morte com Vista para o Mar [Divulgação Editorial TopSeller]



Depois da aposta em James Patterson (o mais bem-sucedido autor em todo o mundo, com 250 milhões de livros vendidos) e Janet Evanovich (40 milhões de livros vendidos), autores de algumas das séries policiais mais lidas, a Topseller dá o primeiro passo, com Pedro Garcia Rosado, na missão traçada aquando da sua génese: publicar e promover autores nacionais de qualidade.

Morte com Vista para o Mar é, então, a primeira aposta da chancela da 20l20 Editora na literatura policial portuguesa contemporânea, cuja sequela está já agendada para setembro de 2013, mês em que será publicado o segundo volume da série, intitulado Morte na Arena: A Descida aos Infernos. 

Sinopse: «Nas traseiras de uma moradia isolada nas Caldas da Rainha, um professor de Direito reformado aparece morto à machadada. Patrícia, inspetora-coordenadora da Polícia Judiciária, pede ajuda ao ex-marido Gabriel Ponte, antigo inspetor da PJ, que assim regressa ao mundo da investigação criminal. Meses antes, o professor tinha contactado Patrícia, sua antiga aluna e amante, para denunciar a existência de um esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro em torno do projeto de um empreendimento turístico gigantesco nas falésias da costa atlântica.
As primeiras provas apontam para que este homicídio seja resultado de um affaire com uma mulher casada, mas poderá o professor ter sido assassinado por saber demais?»

Sobre o autor: Morte com Vista para o Mar é o oitavo thriller de Pedro Garcia Rosado, o primeiro de uma nova série a publicar na Topseller (chancela da 20|20 Editora), depois de Crimes Solitários, Ulianov e o Diabo, A Guerra de Gil (ed. Temas e Debates), O Clube de Macau (ed. Bertrand) A Cidade do Medo, Vermelho da Cor do Sangue e Triângulo (ed. Asa).

Escritor e tradutor profissional, Pedro Garcia Rosado elegeu o policial como o seu género de eleição, sendo o único autor português de thrillers a publicar um livro por ano na área da literatura policial. As suas narrativas vibrantes e contemporâneas têm conquistado os leitores portugueses que gostam de adrenalina e de enredos repletos de mistério e suspense. Pedro Garcia Rosado foi jornalista em O Diário, O Jornal e no Diário de Notícias, colaborador no Expresso e na Grande Reportagem(1.ª série). Foi ainda crítico de cinema no Se7e e JL.

Convites para lançamento do livro:





segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Pedro Garcia Rosado - Vermelho da Cor do Sangue [Opinião]


Sinopse: Quando um mercenário ucraniano conhecido por Gengis Khan assalta a casa do banqueiro Ramiro de Sá, além de um segurança morto e das jóias roubadas, deixa atrás de si um problema inesperado: do cofre do banqueiro foi também levado o passaporte de Valentim Zadenko, um emissário do Partido Comunista da União Soviética que entrou em Lisboa no dia 24 de Novembro de 1975 e aí desapareceu misteriosamente.
Enquanto o inspector Joel Franco, da Polícia Judiciária, investiga o homicídio do vigilante, o passaporte torna-se uma relíquia que muitos querem deitar a mão: não só o próprio Ramiro de Sá, mas também o chefe da máfia russa, um inspector do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, um veterano do PCUS que foi camarada de Zadenko e ainda Svetlana, a filha do operacional desaparecido, que vem para Lisboa à sua procura, alertada por um angolano que estudou em Moscovo e participou no assalto. Na busca do documento, todos os caminhos acabarão, mais tarde ou mais cedo, por ir dar a Ulianov, um ex-KGB especialmente treinado que em Portugal se tornou dirigente de um grupo criminoso. Joel terá de contar com a sua ajuda para desenterrar uma conspiração criminosa que nasceu no PREC e envolveu militares revolucionários, banqueiros, assassinos … e várias garrafas de Barca Velha.

Opinião: Depois de ter lido A Cidade do Medo, no ano passado (caramba, como o tempo passa!) e ter sido um livro que adorei, Vermelho da Cor do Sangue protagonizado por Joel Franco, inquestionavelmente era uma obra a ler embora deva confessar que estava com algumas reservas em iniciar a leitura da mesma. 
Passo a explicar: embora com um título apelativo, o símbolo do comunismo, aliado à sinopse, eram factores suficientes para que adiasse esta leitura. Não sou fã de enredos que tenham como fundo ideologias políticas. O que me apraz dizer agora é que os meus receios eram infundados.

Apesar deste ser o segundo livro protagonizado por Joel Franco, a trama é completamente independente de A Cidade do Medo, não sendo mencionado qualquer elemento relativo ao livro antecessor. Apenas em comum são as personagens principais. O autor contextualiza os leitores não familiarizados com as personagens, incluindo no inicio do livro, uma pequena lista onde figuram os intervenientes da história, sintetizando o seu papel na trama.
Ainda sobre as personagens, um aspecto que denotei deveras curioso foi a participação de personagens concebidas pelo autor ainda antes do aparecimento desta colecção Não Matarás. Falo mais concretamente de Ulianov, cabeça de cartaz do livro Ulianov e o Diabo, obra esta que infelizmente ainda não tive oportunidade de ler. Fiquei, de facto, muito curiosa com a leitura dos primeiros livros do autor!

Joel Franco, volta com um caso altamente misterioso. Se há algo que gostaria de ver tratado é a investigação da morte de Augusto, amigo de infância de Joel e que deixou marcas profundas. Pois ainda vou ter que aguardar, uma vez que Vermelho da Cor do Sangue não revela pitada desse enigma que se começou a desenhar no livro antecessor.
Denotei que nesta trama, a componente pessoal de Joel Franco está reduzida ao máximo, concentrando-se nos acontecimentos de índole do thriller.

Constatei que a estrutura está bastante semelhante à de A Cidade do Medo, capítulos curtos, formatados sob a sequência de acontecimentos em cada dia da semana, fomentando uma rápida e empolgante leitura.

Não só a curiosidade natural aliada ao mistério relevante deste caso, como a sobriedade da expressão de temas como o PREC e a sociedade portuguesa nos anos 70, que se constataram ser extremamente didácticas no decorrer desta leitura.
O autor disserta sobre a livre circulação de pessoas estrangeiras e bens, sem imposição de fronteiras, fomentando a facilidade de difusão de núcleos mafiosos. Tema este, que confesso, não aprecio quando tratado em literatura mas a abordagem de Pedro Garcia Rosado tornou-o muito interessante e nada maçudo.
Além disso, o autor volta a recorrer à carismática personagem Eunice Neves, que como me expressei no livro A Cidade do Medo, volta a ser notório o paralelismo ficção/realidade no que concerne ao tornar as notícias de foro criminal em quase notícias sensacionalistas, por parte da imprensa portuguesa.

Em suma, embora tenha gostado deste Vermelho da Cor do Sangue, devo confessar que apreciei mais A Cidade do Medo, apenas por uma questão de subjectividade de gostos literários, que vós sabeis, está mais em conformidade com as investidas de um serial killer, do que propriamente métodos de actuação de máfias russas.
Ainda assim, a avaliar pelo segundo volume da colecção Não Matarás, esta promete abordar temas variados, constituindo thrillers diferentes e independentes entre si, que farão as delícias dos amantes do género. Recomendo!



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Pedro Garcia Rosado - A Cidade do Medo [Opinião]

A Cidade do Medo é o cartão de apresentação da colecção Não Matarás, uma colectânea de thrillers passados em Portugal, tendo como protagonista o inspector da Polícia Judiciária, Joel Franco. Todos os volumes desta colecção são escritos pelo autor Pedro Garcia Rosado e embora tenha conhecimento que o escritor conte com algumas obras antecessoras, esta foi a minha estreia.

É chamado de Sanitizador, aquele que limpa as ruas de Lisboa, eliminando vários sem abrigo. Mas os alvos dispersam-se sendo depois mortas prostitutas e até um estudante. O inspector da Polícia Judiciária Joel Franco é chamado a intervir num caso que parece relacionar Maçonaria, o Presidente da Câmara de Lisboa e um projecto da Ota.

É este o mote para uma trama deveras interessante. Não referenciei a totalidade da sinopse do livro contém pois acho que desvenda demasiada informação, atenuando o efeito surpresa contemplado na história.

Inicialmente há duas subtramas diferentes, uma passada no Brasil à cinco anos atrás que se cruza com a subtrama actual do Sanitizador. Os capítulos são muito pequenos não abordando mais do que a investigação da PJ, no lindíssimo cenário lisboeta e um pouco da vida pessoal de Joel Franco.
Cada capitulo é um dia de investigação, com o aparecimento de mais cadáveres e a forma como a PJ actua face aos homicídios. Antes de se iniciar cada dia, há um pequeno flashback sobre o enigmático William Alenquer, incidindo nas vivências da personagem no Brasil e posteriormente na Inglaterra e Portugal.

Nunca tendo lido nenhuma obra de Rosado, achei que o autor utiliza uma escrita fluída e envolvente com um registo intenso no que concerne à excelente caracterização dos homicídios na bela cidade de Lisboa. O romance policial que nos apresenta é de rápida e cativante leitura não só devido à veemência dos factos anteriormente mencionados, como a forma em que a trama se consegue aproximar da realidade.

Devo dizer que denotei uma certa analogia para o mundo real, nomeadamente com duas personagens: o Presidente da Câmara que outrora esteve encarregue de outros Ministérios e os media sensacionalistas representados pela jornalista Eunice Neves, encarregada pelo programa Crime Nosso de Cada Dia, bem à semelhança da rubrica "Crime Diz Ele" de Hernâni Carvalho. E é neste contexto que são exploradas temáticas até bastante actuais mas que não deixam de ser controversas, incidindo sobretudo no problema social dos sem abrigo e na corrupção no seio político.

As personagens são apresentadas com a maior simplicidade possível, cingindo-se mais ao papel da trama do que propriamente do seu carácter. Exceptuando claro, para Joel e para o homem que encarna o Sanitizador.
Joel é aquele inspector aparentemente bem resolvido com ele próprio, partilhando a casa com a namorada Lia e a cadelinha Alice. Mas eis que há um senão: ele tem um trauma de infância, brevemente narrado logo no início do livro. Contudo não é em A Cidade do Medo que este será devidamente deslindado, querendo-me parecer que o autor se irá debruçar sobre este num livro posterior.

Sendo esta uma acção que tem lugar em Lisboa, constatei que a cidade é um excelente cenário de um policial. Foi portanto com muita familiaridade que percorri com Joel Franco as várias ruas da baixa pombalina, incluindo a minha esplanada favorita, o café Martinho da Arcada, a avenida 24 de Julho ou Campo de Ourique em busca deste homem perturbado.

Em suma, A Cidade do Medo é um livro intenso e que inicia uma colecção promissora no mundo da literatura policial lusófona. Não Matarás será doravante uma colecção que irei acompanhar e em breve irei ler Vermelho da Cor do Sangue e Triângulo, este último lançado esta segunda feira.
Pedro Garcia Rosado é a prova que se faz boa ficção policial em Portugal. Recomendo!


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Divulgação Editorial ASA: Pedro Garcia Rosado - Triângulo


Sinopse:
«Joel Franco, Rosa Custódio e Jaime Paixão foram amigos e colegas na Faculdade de Direito e, mais tarde, entraram todos na Polícia Judiciária. Os seus caminhos, entretanto, afastaram-se, até que um caso que envolve um primeiro-ministro extremamente colérico volta a uni-los. Porém, da pior maneira.
Triângulo segue-se a A Cidade do Medo e a Vermelho da Cor do Sangue (já traduzido em Espanha) e faz do inspector Joel Franco uma das personagens mais importantes do thriller português, que, nesta obra, enfrenta o maior e mais exigente desafio da sua vida.»

Nas livrarias a 27 de Agosto.

domingo, 18 de setembro de 2011

Divulgação ASA - Pedro Garcia Rosado: Vermelho da Cor do Sangue

Porque há que apoiar o que é nacional... um policial de um autor lusófono, com uma sinopse irresistível!

Sinopse: Quando um mercenário ucraniano conhecido por Gengis Khan assalta a casa do banqueiro Ramiro de Sá, além de um segurança morto e das jóias roubadas, deixa atrás de si um problema inesperado: do cofre do banqueiro foi também levado o passaporte de Valentim Zadenko, um emissário do partido comunista da União Soviética que entrou em Lisboa no dia 24 de Novembro de 1975 e aí desapareceu misteriosamente. Enquanto o inspector Joel Franco, da Polícia Judiciária, investiga o homicídio do vigilante, o passaporte torna-se uma relíquia que muitos querem deitar a mão: não só o próprio Ramiro de Sá, mas também o chefe da máfia russa, um inspector do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, um veterano do PCUS que foi camarada de Zadenko e ainda Svetlana, a filha do operacional desaparecido, que vem para Lisboa à sua procura, alertada por um angolano que estudou em Moscovo e participou no assalto. Na busca do documento, todos os caminhos acabarão, mais tarde ou mais cedo, por ir dar a Ulianov, um ex-KGB especialmente treinado que em Portugal se tornou dirigente de um grupo criminoso. Joel terá de contar com a sua ajuda para desenterrar uma conspiração criminosa que nasceu no PREC e envolveu militares revolucionários, banqueiros, assassinos … e várias garrafas de Barca Velha.