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quarta-feira, 22 de março de 2017

Especial Thrillers Psicológicos [Projecto d´A Mulher Que Ama Livros]


Conforme anunciado, esta semana estou a participar no projecto da Mulher que Ama Livros (aproveito para agradecer novamente o convite à Cláudia!) dedicado ao género que tenho abraçado nos últimos tempos mais entusiasticamente, os thrillers psicológicos.
De 20 a 24 de Março, alguns blogues apresentarão sugestões de livros e filmes do género.

Esta é a lista dos participantes
A mulher que ama livros
Serão no Sofá
Menina dos Policiais
Diário da Chris
Say Hello to My Books

Eu vou debruçar-me sobre os livros. Vós sabeis o meu amor pela literatura. 
Se o post ficar muito extenso, perdoem-me. Foi, para mim, difícil eleger os meus preferidos. Além disso, adoro thrillers psicológicos e provavelmente não vou conseguir cingir-me ao essencial. De qualquer das formas, vou incluir os links, onde encontrarão as opiniões das obras, de forma mais fundamentada.


Começamos com estes dois, em inglês. Ainda não terminei The Girl Before de Rena Olsen mas é um sério candidato ao pódio dos preferidos. Está a mexer imenso comigo. Ainda tenho algumas horas de leitura pela frente mas, pelo sim pelo não, menciono-o por contar uma história tão dilacerante e perturbadora. Gosto de livros assim ;)

Relativamente ao Behind Closed Doors, recomendei-o na semana passada. Li-o em apenas dois dias, mesmo com o entrave da língua e fiquei rendida. A história é dilacerante e alicerçada em casamentos disfuncionais. O que "aprendi" com esta história é que a violência psicológica tem um efeito tão intenso quando a física. E mais não digo, têm mesmo que conhecer o casal Grace e Jack Angel.
Ahhh e para quem não aprecia literatura em inglês, esta obra será publicada em Julho pela Editorial Presença.
 

Estes são os meus thrillers psicológicos favoritos. Confesso que tive bastante dificuldade em aferir os melhores e cheguei à conclusão que tenho que mencionar, para além destes, mais uns quantos que merecem ser referenciados pelos grandes momentos de literatura que me proporcionaram. Mas já lá vamos. Os livros desta pilha foram classificados com 5 estrelas no Goodreads, pelo que, na minha opinião, são o crème de la crème dos thrillers psicológicos.

Confissões de Kanae Minato, também recomendado pela anfitriã do projecto, é um romance brutal sobre vingança. Chocou-me muito o rumo da história e, sobretudo, ler algo embebido numa cultura diferente da nossa. Foi o primeiro livro asiático que li e marcou-me imenso. Curiosamente, não sou fã do cinema oriental mas esta obra tornou-se uma das minhas preferidas e creio que se tornará, com o tempo, um livro que nunca esquecerei.

A Rapariga Corvo, de Erik Axl Sund é o primeiro livro de uma trilogia que li em 2014 e teima em não sair da minha cabeça. É dark, pesado e inquietante. Uma vez que é o primeiro livro de uma trilogia, a história, como é evidente, apenas é fechada no terceiro volume da série, As Instruções da Pitonisa. É uma trilogia que, a par da Millennium de Stieg Larsson, é das minhas preferidas.

Se há uma entendida em thrillers psicológicos, esta será, provavelmente, Gillian Flynn. Já li a sua bibliografia completa e escolhi o meu preferido, Objectos Cortantes. Como mencionei sobre a mesma, na minha opinião, este pareceu-me ser o livro mais intoxicante da autora. Há uma cena que me vem logo à cabeça assim que tiro este livro da estante e que atribui o título à obra. 
Devo também referir que li esta obra duas vezes: quando saiu, pela extinta editora Gótica e, mais recentemente, quando foi reeditada pela Bertrand. Quando o reli, a sensação excruciante persistiu.

No Canto Mais Escuro de Elizabeth Haynes chocou-me pelo teor gráfico. É uma história muito pesada sobre uma relação amorosa que se pauta pela obsessão do marido, traduzindo-se em violência doméstica. Recordo-me que, aquando a sua leitura, senti-me angustiada por várias vezes.
Por último, um livro que infelizmente caiu no esquecimento: Continua Desaparecida de Chevy Stevens. Li-o quando saiu e ainda hoje me lembro da história com grande clareza. A história é sobre um rapto e contado em primeira pessoa. É dilacerante. Lamento nunca mais ter visto publicações desta autora porém, audaz como ando, hei de me aventurar e ler as suas restantes obras em inglês.


Estes merecem menções honrosas. Foram leituras plazerosas e tiveram um efeito bastante semelhante em mim. Quando os livros mexem comigo, só poderão ser bons, certo? Além disso, estes títulos têm algo em comum: uma leitura ávida.

Nunca tinha lido nada de Lisa Scottoline mas fiquei sua fã. Não Contes Nada é a história de um pai que tudo faz para safar o filho de uma situação complexa. Oscila entre o thriller psicológico e o drama, é certo, mas não pude deixar de ficar impressionada com a história.

A Teia de Mentiras volta a pegar num tema que aprecio muito: relações matrimoniais mas fá-lo de uma forma diferente, fomentando a incerteza e a dúvida de um dos elementos do casal. 

Deixei-te Ir é fantástico. Aquela reviravolta a 1/3 do livro... e, posteriormente, o rumo que seguiu. Foi inexplicável. Adorei! Tinha mesmo que falar nesta obra que é marcante no género. 

Numa Floresta Muito Escura é um thriller psicológico que, de certa forma, relembrou-me as histórias da Agatha Christie em que se reuniam os suspeitos para descortinar o culpado. O ambiente resultou muitíssimo bem, conferindo uma certa claustrofobia e o resultado final foi uma história muito bem conseguida e que me cativou. 

Não Digas Nada de Mary Kubica é sobre um rapto e, à medida que a trama se desenvolve, vai tendo uns contornos imprevisíveis. Até que Sejas Minha de Samantha Hayes explora a obsessão pela maternidade. Que história... 

Quando me lembro de Presa e Predador, penso no bullying que a filha da protagonista sofria na escola e na provação a que ela e a mãe são sujeitas, tornando a trama um jogo de caça ao rato.

Desaparecida de Katy Gardner não é um livro muito falado e tenho pena pois gostei imenso desta história. O desaparecimento de uma criança abre as portas para uma realidade bem mais aterradora.

Para finalizar, porque não ler Doce Tortura? Dissecar as fobias de uma personagem tão peculiar como é Anna naquela casa tão sombria foi fascinante. Gostei tanto do título que fui imediatamente comprar a outra obra da autora, Não Há Bela Sem Senão, para degustar um dia destes...

Na calha ainda tenho mais alguns livros do género que quero desesperadamente ler e, quiçá, daqui a uns tempos não reformular o meu top.

E vocês? Que thrillers psicológicos recomendam?

Não percam a continuação deste Especial Thrillers Psicológicos, amanhã, no blogue O Diário da Chris. Estou curiosa em ver as suas sugestões. 

domingo, 12 de junho de 2016

Gillian Flynn - Pequenos Vigaristas [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Gillian Flynn, autora de Em Parte Incerta, Lugares Escuros e Objectos Cortantes, escreveu um conto pertencente a uma antologia orquestrada pelo famigerado George R. R. Martin. 
The Grownup, traduzido por cá como Pequenos Vigaristas, é um conto intenso que se lê num abrir e fechar de olhos.

O que mais gostei neste conto foi, sem dúvida, o registo característico das personagens. Tal como Amazing Amy (Em Parte Incerta), Libby Day (Lugares Escuros) ou Camille Preaker (Objectos Cortantes) e iria além dizendo que o resto do elenco dessas obras, também na protagonista desta história, conhecida como Croma, denotam-se ínfimos valores morais. A situação é, numa fase inicial, caricata: Croma ganha a vida num ramo bastante peculiar da prostituição, masturbando os vários clientes que passam por ela. No entanto, na contínua busca de dinheiro fácil, passa de 'punheteira' a vidente e nessas circunstâncias conhece Susan Burke. As coisas mudarão radicalmente...

Devo confessar que, por norma, não sou apreciadora de contos por considerar que, regra geral, são histórias subdesenvolvidas. Todavia, esta pequena trama provou-me que estou errada. Desde o início que o leitor se apercebe o quão astuta é a personagem no que concerne a ganhar a vida, devido às necessidades pelas quais passou na sua infância.
Sobre as demais personagens, que são praticamente duas (Susan e o seu enteado Miles), há uma caracterização muito dúbia que funciona bastante bem até ao clímax do conto. Não há como descrever o quão aterradoras são as personagens e, acima de tudo, o quão difusa é a linha que distingue os antagonistas dos heróis. 
Atrever-me-ei a dizer que será esta a chave que caracteriza a intensidade do conto.

De ritmo rápido, e brincando com temas como assombrações ou a sociopatia, Pequenos Vigaristas é, à semelhança das obras de Flynn, uma história densa (ainda que contada em poucas páginas) que conseguiu-me ludibriar por completo mesmo após o seu final. Digamos que a ilação do desfecho será interpretada de forma muito pessoal pois paira no ar, de uma forma constante, a dúvida sobre as verdadeiras intenções das personagens. Assim, diria que The Grownup (traduzido à letra como os crescidos), tem um nome bastante adequado por cá.

Intenso, sombrio e de carácter duvidoso até literalmente à última página, este é, em suma, um conto de excelência!


segunda-feira, 10 de março de 2014

Erik Axl Sund - A Rapariga-Corvo [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Ainda estou estupefacta com o que acabei de ler! Ainda estando em Março, este é sem dúvida, um dos melhores livros que li este ano e atribuí a cotação máxima no Goodreads, sabendo que se vai juntar a uns quantos thrillers da minha preferência.
Tenho sérias dúvidas de que um dia me esquecerei desta história!
A capa é sombria e acreditem que o conteúdo lhe faz jus. O booktrailer da Bertrand, fiel ao original, é ainda mais aterrador. Se ainda não o viram, ora espreitem lá:


Posto isto, nem sei bem por onde começar. Talvez pela enigmática e aparentemente confusa narrativa, em capítulos curtos, revezando-se entre as várias divisões onde são torturadas crianças, ora nos remete ao passado de uma personagem muito enigmática, de seu nome Victoria Bergman ou simplesmente situa o leitor na actualidade.
Uma particularidade é que os capítulos relativos à casa começam com letra minúscula, enfatizando os locais, pejados de pormenores inquietantes. O início antevia algo de muito sombrio.

Axl Sund não se coíbe em passagens de teor gráfico onde impera a violência gratuita infligida aos cadáveres das crianças estrangeiras. Fez-me confusão o público alvo pois sabe-se que a emigração é a busca de um sonho e contrapondo-se a isto, estas crianças acabam por ter um destino cruel.
Por outro lado, a Rapariga-Corvo é também um thriller psicológico onde são dissecados alguns temas como a personalidade múltipla e transtornos sociais. E mais: somos conduzidos à mente dos pedófilos. É literalmente uma viagem aos infernos, às profundezas da maldade que reside na mente humana e que insiste em perpetuar aos outros.

Também de complexidade psicológica estão dotadas as duas personagens principais: Sofia Zetterlund e Jeanette Kihlberg. Axl Sund debruça-se sobre ambas as personagens: Jeanette, investigadora criminal é casada com um artista plástico e têm um filho. Porém o seu casamento data vinte anos e começa a mostrar algum desgaste. Por sua vez Sofia, psicoterapeuta, vive uma relação com Mikael relembrando sempre aquele que terá sido o amor da sua vida, Lasse.
Embora estas mulheres tenham personalidade vincadas, elas são muito diferentes entre si e igualmente importantes no contexto a história. É Jeanette que tenta afincadamente criar uma ligação entre as crianças que vão surgindo e um potencial predador. E Sofia vacila entre a quebra do contrato de confidencialidade entre paciente e psicoterapeuta afim de ajudar na investigação.

O que me verdadeiramente chocou, a par das mutilações às crianças, foi o facto como o autor me horrorizou ao longo das 367 páginas. Principalmente nas passagens relacionadas com a pedófilia e os relatos da desfragmentada Victoria Bergman. Sofia embrenha-se no seu trabalho, ouvindo vezes sem conta cassetes onde são revelados momentos de puro horror pejados de maus tratos e abusos. 
O autor soube diferenciar aspectos diferentes na mesma personalidade, altamente convincente para o perfil da personalidade múltipla. Quer para Victoria, quer para o menino oriundo da Serra Leoa, Samuel Bai. Como aficionada da Psicologia que sou, o trato destes temas foi bastante interessante e muito realista.

Como referi, a história está repleta de atrocidades, o que causa algum incómodo e desconforto para o leitor, existindo inúmeras passagens difíceis de digerir. Sou sincera, como leio muitos livros do género, há assuntos que se tornam gradualmente banais contudo este livro abalou-me por diversas vezes. Achei-o muito forte e intenso cujas sensações são facilmente transponíveis para o leitor.
No entanto, a reviravolta que surge quase no final do livro, explicando tudo, para mim foi como uma bomba que detonou sem sequer estar preparada! Nunca, mas nunca equacionei que era daquela forma a resolução daquele caso, se é que se pode chamar de desfecho pois ainda há muito a explicar.
Tenho a certeza que o meu caro/a seguidor/a também ficará surpreendido/a.

A Rapariga-Corvo é o primeiro livro da trilogia As Faces de Victoria Bergman, e finda a sua leitura, percebi o porquê deste título. 
Tratando-se de uma série, foi expectável que o final ficasse em aberto, e sei que ficarei expectante até o próximo livro ser publicado. A Bertrand adianta já os nomes do segundo e terceiro livro que se chamarão Fome de Fogo e As Instruções da Pitonisa, previstos para Julho e Outubro, respectivamente.

O presente livro reuniu aquilo que procuro num thriller: é inquietante, chocante, assustador e impressionante. Aguardarei ansiosamente pelos mesmos, pois volto a reforçar, este A Rapariga Corvo foi um dos melhores thrillers que já li. Este livro deixou-me abismada!
Este é definitivamente o livro recomendado para os fãs de literatura mais sombria. Para aguçar o apetite, convido-vos a visitar o site dos autores, que é no mínimo, aterrador: http://www.erikaxlsund.com
Numa só palavra: imperdível!


terça-feira, 2 de julho de 2013

Elizabeth Haynes - No Canto Mais Escuro [Opinião]


Sinopse: No Canto mais Escuro é um thriller psicológico soberbo, a história arrepiante de Catherine Bailey, uma jovem independente e bem-sucedida, que se deixa envolver numa relação amorosa abusiva que se vai pervertendo ao ponto de colocar a sua própria vida em risco. Num jogo psicológico extremamente artificioso e doentio, Lee Brightman, um homem lindo e carismático, vai seduzindo e dominando Catherine. Com uma estrutura narrativa inteligente, a autora dá-nos a conhecer o antes e o depois, a forma como uma relação deste tipo pode transformar uma mulher alegre e confiante numa mulher destroçada, subjugada por um medo constante.

Opinião: Aterrador. É o que me apraz dizer do romance de estreia, e diga-se muito bem conseguido, de Elizabeth Haynes.
A autora recorre a uma situação tão comum que é conhecer alguém especial e sentir aquela magia quando nos apaixonamos embora explore o reverso da medalha. Infelizmente ainda hoje, há homens que aparentemente encantadores, exercem alguma pressão psicológica sobre as mulheres, por isso este mote tão real conferiu uma profundidade à narrativa, fazendo com que o livro me viciasse e arrebatasse por completo.

De início confesso que estava a achar a estrutura desorganizada, incidindo em relatos meramente aleatórios sem que me apercebesse da ligação dos mesmos. Não obstante, a autora opta por, posteriormente, manter uma linha cronológica coerente nos relatos que alternam entre o final de 2003 e 2007. É notória a regressão da protagonista Cathy: se no início de 2003 se mostrava uma mulher segura e feliz por conhecer Lee Brightman, já em 2007 a personagem mostra-se moldada por transtornos psicológicos que condicionam a sua vida. Tal como se tratassem de duas personagens diferentes, no entanto e infelizmente, a mesma.

A narrativa torna-se muito intensa à medida que o leitor folheia as páginas. O que à partida sugeria uma relação amorosa saudável, com muita paixão e sexo mas com alguns segredos e omissões, torna-se uma catadupa de constantes controlos por parte de Lee. Infelizmente, Cathy cega e até algo submissa, não se revolta contra os primeiros indícios de violência psicológica a que é submetida, abrindo um precedente para o que aí viria. 
É um livro que achei, em linhas gerais, algo semelhante a um dos meus preferidos, o Continua Desaparecida de Chevy Stevens. É como digo, um livro muito intenso, com algumas passagens que me custaram a digerir pois sinceramente não consigo conceber a ideia de um amor assim tão obsessivo que leve a cometer as maiores atrocidades a quem se ama. É bastante explícito, recorrendo a altos níveis de violência o que me angustiou profundamente. 

Posso dizer-vos que li este livro num dia e sempre que o pousava, tentava abstrair-me do que tinha lido pois não conseguia, pura e simplesmente, acarretar com a carga tão pesada. Literalmente sofri com a Cathy. No entanto, por mais contraditório que possa soar, voltava a pegar no mesmo, com uma mórbida curiosidade do que estava para vir.
Nem sou de falar sobre os livros que leio e quando o faço limito-me a omitir eventuais spoilers mas ontem quando o meu marido chegou a casa, desbobinei-lhe a história toda ao que ele comentou: "A falar tão sofregamente do livro, estou a ver que te marcou". E é verdade... marcou-me muito. A convicção e honestidade cruéis no tratamento do tema são de facto, inegáveis.

É como digo, um livro que é pautado por alguma morosidade e creio que este factor vai gerar opiniões adversas. Volto a mencionar o longo arranque da história que acompanha atentamente o novo modo de vida de Cathy e em simultâneo, toda uma fase de enamoramento que prepara o leitor para o inferno que se seguirá.
Acuso de igual modo as explicações dos mecanismos psicológicos que desencadeiam compulsões obsessivas e traumas fortíssimos que acarretam lesões quase permanentes na sanidade mental. Eu, que sempre me senti fascinada pela área da Psicologia, gostei bastante desta desmistificação de como lidar com o medo embora depreendo que para alguns leitores não trará o mesmo interesse.

Assim, finda esta leitura, não tive dúvidas em dar a cotação máxima no Goodreads, 5 estrelas. No Canto Mais Escuro é um thriller psicológico excepcional, cuja história não me sairá da cabeça durante uns bons tempos...

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