terça-feira, 13 de setembro de 2016

Mons Kallentoft - A Quinta Estação [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: A Quinta Estação foi um livro muito aguardado pelos fãs do autor sueco. Pessoalmente, já esperava pela publicação deste título há 4 anos! Afinal de contas, a tetralogia de Mons Kallentoft abordava o delicado caso de Maria Murval, sem, no entanto, o ter concluído. A Quinta Estação debruça-se sobre os contornos mórbidos da jovem que fora violada e brutalmente agredida, concluindo a saga. Todavia e felizmente, parece-me que a série terá continuação.

Malin Fors deixou saudades e ei-la tão convicta em fechar o caso que a obcecou logo desde o primeiro livro da saga, Sangue Vermelho Em Campo de Neve. Depois, ao longo que a série prosseguia com Anjos Perdidos em Terra Queimada, Segredo Oculto em Águas Turvas e Flores Caídas no Jardim do Mal, o autor foi criando um suspense maior em torno da situação de Maria Murvall. Assim sendo, não faz sentido enveredar pela leitura de A Quinta Estação sem previamente ter lido a tetralogia das estações do ano.

Lamento o compasso de espera entre a publicação da tetralogia e do presente livro, que desencadeou um natural esquecimento de factos mais concisos referentes às histórias anteriores. Não me recordava de todo de Peter, o companheiro de Malin. Não tinha presente as vidas dos colegas de Malin e suas interacções. Lembrava-me apenas, em linhas gerais, da relação entre Malin e a filha que me parece mais consolidada nesta trama e de vagos pormenores referentes à Maria Murval.

Mons Kallentoft é um autor bastante peculiar, dando voz às vítimas das tramas. Há uma enorme carga melancólica que se revela na escrita e em A Quinta Estação, o autor não esqueceu de enfatizar as vítimas da violação bem como os inúmeros apelos de Maria a Malin para que apanhasse quem tanto a fez sofrer. Nem todos os leitores apreciam, no entanto, penso que estes trechos tornam a trama ainda mais convincente e torna a dor muito mais realista.

A definição dos sentimentos não interfere com a acção e rapidamente nos apercebemos da dimensão do episódio sofrido por Murvall. E torna-se bastante chocante na medida que aborda uma série de crimes infames contra as mulheres. Pessoalmente sou bastante sensível ao tema e este é tratado de uma forma bastante directa, sem floreados e o ambiente torna-se soturno. A intensificar esta percepção, a constante luta interior de Malin Fors.

Em suma, A Quinta Estação foi um livro que muito me agradou. Apesar deste quinto volume ter fechado já a situação arrastada de Maria Murval, a série tem potencialidade para continuar. Lá fora já saiu até ao 9º. E eu aqui com imensa vontade para acompanhar a série! Faço votos que continue a ser publicada.


2 comentários:

  1. Gostei muito deste, mas li-o em francês, pois não quis aguardar. As traduções para português dos autores nórdicos demoram de mais. Gostei muito deste. Li também o seguinte "Anges Aquatiques", continua a apresentar as personagens já nossas conhecidas com os seus problemas, dores, pequenas vitórias. Introduz um novo tema que abarca já a vida familiar da médica legista...
    Ainda haverá outro com Malin Fors, infelizmente também não traduzido em português.
    Entretanto, Mons Kalentoft já criou um novo anti herói, mas numa escrita a duas mãos com outro autor.
    Lá irei à tradução francesa...

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  2. Estou na dúvida se me apetece ou não continuar no Kalentoft... Por um lado sinto saudades da Molin, por outro aborrece-me... a introspecção, o ritmo... : ( fico triste se não souber a resolução do caso da Maria Murval...

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