domingo, 11 de outubro de 2015

David Lagercrantz - A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Provavelmente (quase) todos os seguidores conhecerão a trilogia Millennium de Stieg Larsson e creio ser unânime em afirmar que esta foi das melhores séries escritas.
Daí que quando ouvi que iria sair um novo livro da série pela mão de David Lagercrantz fiquei algo expectante e ao mesmo tempo apreensiva. Estaria este autor ao nível dos três livros antecessores? 

A fasquia era muito alta mas na minha opinião, sim, Lagercrantz não fica aquém de Larsson.
A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha é uma trama complexa e inteligente e acima de tudo (este era, a meu ver, o maior desafio), Lagercrantz conseguiu manter a essência de Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander. E o desafio era particularmente difícil se tivermos em conta a personagem de Salander. Já na recta final e o confronto entre esta e um antagonista recordou-me a força que tem esta personagem que tanto despreza os homens que odeiam as mulheres.

Além disso, na minha opinião, o autor foi bastante audaz na medida em que são explicados em detalhe mais alguns factos sobre o passado de Salander num diálogo entre o jornalista da Millennium e o tutor Holger Palmgren. Factos que, mesmo que não constem dos livros anteriores, são perfeitamente coerentes com o passado complexo da hacker.

O autor faz uma alusão a outras personagens secundárias, como o caso do médico Teleborian, relembrando-me de alguns aspectos sobre a história da trilogia. Confesso que não tinha na memória alguma informação e urge a vontade de reler os livros anteriores.
Ainda que a trama se centre num caso diferente dos antecessores retratados na série, não diria que se possa ler A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha sem a leitura prévia da trilogia. Há um fio condutor sobre as personagens principais dos livros anteriores e que, a meu ver, foi muito bem conseguido. Não me canso de elogiar o autor sobre o quão semelhantes estão Mikael, Lisbeth e até Erika.

Como referi anteriormente, a trama é complexa, ao modo do autor que criou a série juntando a espionagem informática à história de August Balder, um menino autista. Munido de uma capacidade incrível para o desenho e uma destreza nos números, August vai ser alvo de uma perseguição por ter testemunhado um crime. Esta subtrama sensibilizou-me pois a descrição de August, sendo ele autista, está exímia. Além disso, o contexto familiar do menino deixou-me bastante apreensiva.
Embora não esteja familiarizada com os inúmeros termos alusivos ao universo da Informática, foi com bastante interesse que segui a actuação de Lisbeth na conspiração informática abordada nesta trama.

Repleto de acção frenética e inúmeras alusões à área da Matemática (satisfazendo o meu lado mais intelectual), A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha foi uma boa resposta à continuação da série Millennium que poderá ser estendida se o autor assim o desejar. Torço para que isso aconteça! Gostei mesmo muito!


3 comentários:

  1. Olá,
    Li a trilogia este ano é só conseguia pensar: porque não o fiz mais cedo?! Amei simplesmente, teve entrada directa nos meus favoritos.
    Quando soube da continuação também fiquei assim com um duplo sentimento de apreensão e entusiasmo.
    Agora que li a tua opinião fiquei tão mais aliviada (por não desiludir) e tão mais curiosa. Espero ler muito muito em breve.
    Boas leituras! :)

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  2. Li os quatro livros da série e gostei de todos, mas mesmo todos sendo muito bons o meu preferido é o primeiro.

    bomlivro1811.blogspot.com.br

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  3. Confesso, que estava muito apreensiva com este quarto livro e aguardava impaciente a sua opinião, porque assim leio com mais confiança.

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