sexta-feira, 13 de maio de 2011

Passatempo "Diane Wei Liang"

Pois hoje é Sexta Feira 13 e consta que dia de azar... Então para quebrar com superstições, a Menina dos Policiais quer oferecer-vos um pack da Bizâncio da autora Diane Wei Liang constituído pelos seguintes livros:
















Para se habilitarem a este pack é simples: basta enviar um e-mail para verovsky.meninadospoliciais@gmail.com, dando conta do melhor livro thriller/policial que já leram e porquê, juntamente com os vossos dados.

Vou atribuir os dois livros à resposta mais original. Passatempo a decorrer até dia 15 de Junho!

Boas leituras policiais! Vou ficar à espera dessas sugestões de livros :)

Agradeço à Bizâncio o apoio para a realização deste passatempo!


Feira do Livro de Lisboa, here we go again :)

O último dia na Hora H correu bem...até demais! Praça Leya a abarrotar, filas por todo o lado... Depois uma multidão na Presença...

Mas valeu a pena :) As compras foram:

- Praça Leya: 10.60€ Terra Assombrada de Erin Hart (adorei o 1º livro que li da autora)
- Editorial Presença: 8.80€ A Leoa Branca de Henning Mankell

Ainda tenciono voltar à feira neste fim de semana para a despedida :) E vocês?

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Glenn Cooper - O Livro das Almas [Opinião]

A história da aquisição deste livro remota à Feira do Livro do ano passado. Tinha lido a Biblioteca da Morte (ver aqui) precisamente na altura em que saiu no mercado O Livro Das Almas, sem grande desconto mas que, movida pela vontade de ler este, nem hesitei em comprar de imediato.
O livro esteve na estante precisamente 1 ano.

O Livro das Almas é uma continuação do primeiro livro do autor. Will Piper é agora casado com Nancy e têm um filho, Phillip, aliás como já se antevia na Biblioteca da Morte. Mas quando surge num leilão o que parece ser um livro com um estranho registo de nascimentos e mortes, identificado com a data de 1527, a nova tranquilidade da vida de Will vai desaparecer. Porque são demasiados os interessados no seu segredo e as descobertas que aquele livro esconde podem mudar o rumo de muitas vidas.

A fórmula de Cooper é a seguinte: escrita fluída em capítulos muito curtos. E o ênfase dado à narrativa, que alterna entre o thriller convencional e o histórico faz com que tanto o primeiro livro do autor, como o Livro das Almas proporcionem agradáveis momentos de leitura, que entretém o leitor, mas ao mesmo tempo didáctico e dá que pensar...

A história tem o seu quê de imprevisibilidade, no entanto fica um pouco aquém do livro anterior do autor, dado que o Livro das Almas é meramente um seguimento da Biblioteca da Morte. Ainda assim é um livro bastante interessante cujos níveis de adrenalina e mistério ascendem ao expoente máximo praticamente em todo a narrativa. Não é portanto, um livro gráfico, com cenas eventualmente chocantes.

Tendo resumido o fundamental da história do livro anterior, na minha opinião, este pode ser lido sem previamente se ter lido a "Biblioteca da Morte". No entanto, para melhor compreensão da história, recomendo a leitura dos livros de acordo com a ordem "Biblioteca da Morte" seguindo de "O Livro das Almas".
Contrariamente ao primeiro livro do autor, O Livro das Almas tem lugar, na maior parte da história, na actualidade. O autor recua a datas entre os séculos XIV a XVI, para relatar episódios, a meu ver, muito bem conseguidos e que estão extremamente bem encadeados na narrativa. Gostei particularmente do contexto histórico de Inglaterra no século XVI, especialmente na abordagem do Rei Henrique e o seu casamento com Ana Bolena.

Depois o autor incorpora personagens como Michel de Nostredame (vulgo Nostradamus) e Jean Calvin (ou o João Calvino, como preferirem), dando um toque mais requintado à narrativa. Com personagens interessantes do contexto histórico-cultural, juntando Will Piper, Isabelle e o lorde Cantwell e umas outras quantas que enriquecem a história, devo dizer que estas estão bem caracterizados consoante a época histórica em que se destacam.

Em relação ao desfecho, achei-o linear e bastante coerente com o que foi narrado. Penso que deixa pano para mangas, e ao investigar na Internet, reparei que o terceiro livro do autor, The Tenth Chamber, já não tem como protagonistas Will Piper e Nancy. No entanto a temática ainda se debruça sobre um pergaminho medieval.

Aconselho vivamente a quem goste de thrillers históricos.


domingo, 8 de maio de 2011

Feira do Livro de Lisboa - Quarta ronda

Hoje a visita da Feira do Livro de Lisboa tinha finalidades mais sociais. No entanto a feira é sempre a feira e tem sempre que se trazer qualquer coisa de lá...

Primeira paragem, os alfarrabistas. Por apenas 7€ trouxe este que está novo! :)


E ofereceram-me uma prendinha...o livro da Prof Maria Helena Trindade Lopes, que conheço pessoalmente e tanto admiro. Esteve hoje na feira do livro e assinou o meu exemplar (nome em hieróglifos incluído). Este livro é uma novidade da Esfera dos Livros e como tal, não tem grande desconto, tendo custado 17€ ao Ricardo (que foi aluno e mestrando da autora).


E está-me cá bem a parecer que ainda hei de voltar à feira... :)


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Glenn Cooper - A Biblioteca da Morte [Opinião]


Dado que a minha presente leitura, O Livro das Almas, é continuação de um outro livro, a Biblioteca da Morte, resolvi partilhar convosco a opinião do Ricardo Grosso sobre este livro:


"Quando travamos conhecimento com a obra de qualquer autor, o natural é, antes ou depois da nossa leitura, observarmos a sua biografia para tentarmos, porventura, identificar algum detalhe da vida desse autor com a obra que acabámos de ler, ou que ainda não lemos mas cuja sinopse já nos chamou a atenção.

No caso particular de Glen Cooper, estamos perante alguém com uma vida diversificada e que assume gostos bastante ecléticos, senão atentemos apenas aos seguintes aspectos da sua biografia: Estudou arqueologia em Harvard antes de se tornar médico especialista em doenças infecto-contagiosas e posteriormente especializou-se em biotecnologia. Desse modo, uma biografia que abrange áreas tão diversificadas do saber despertará certamente muita curiosidade no público sobre a obra que irão ler. E, efectivamente, o livro logo desde início, embora com um ritmo lento ao nível dos acontecimentos, consegue surpreender, mesmo aqueles que apreciam policiais mais movimentados e com uma violência mais explicita.

Homens e mulheres de vários extractos sociais e proveniências recebem misteriosos cartões com um caixão com uma determinada data próxima, sendo acompanhadas pela narrativa até ao dia indicado nos referidos cartões encontrando todas elas a morte. Esta sucessão de mortes intriga a polícia e os jornais que, de imediato apelidam o autor dos cartões de "assassino sentenciador", porém a ausência de pistas desespera a polícia que entrega o caso ao protagonista Will Piper um polícia semi-retirado e com um passado problemático de alcoolismo, no entanto Will consegue surpreender até os mais acérrimos defensores de Sherlock Holmes pelas suas deduções e rápidos raciocínios. A partir do momento em que Will reecontra Mark, um antigo colega de faculdade, somos, de supetão, atirados para uma autêntica montanha russa temporal, recuando até à Inglaterra da Alta Idade Média onde conhecemos a vida de um pequeno mosteiro e a forma como o súbito nascimento de uma criança no dia 07 de Julho de 777 vai alterar, para sempre, a vida desse mosteiro e, imagine-se, o futuro da própria humanidade.

Esse é o principal ingrediente nesta narrativa, pois somos confrontados com duas narrativas paralelas e enquanto Will Piper prossegue, no presente, a sua busca pelo "assassino sentenciador", vamos, simultaneamente recuando até à Inglaterra Medieval para, no final, tudo bater certo.
Embora a narrativa, como já referi, comece num ritmo lento, à medida que vamos viajando no tempo, quer no presente, quer no passado, a mesma vai-se tornando mais crescentemente movimentada até atingir o seu clímax, quase como se escutássemos a famosa obra Carmina Burana de Carl Orff ao longo de todo o livro.

Embora não seja considerada uma obra magistral da literatura a Biblioteca da Morte entusiasma como policial e também como romance histórico, sendo difícil manter coesas duas narrativas em épocas aparentemente tão distintas e simultaneamente mergulhar nos segredos mais bem guardados da América e da Grã-Bretanha. Um livro imprescindível a quem gosta tanto de policiais como de romances históricos."

Yrsa Sigurðardóttir - O Último Ritual [Opinião]

Mais uma vez ingresso no fantástico mundo dos policiais nórdicos, desta feita, escolhendo um livro de autora islandesa. E a Yrsa é minha colega de formação pois é engenheira!!! Não poderia estar mais contente com esta opção para leitura!

Gostei da escrita da autora. Bastante fluída, não se prende exaustivamente a descrições, cingindo-se apenas à narrativa. Talvez este pormenor tenha sido responsável por não me sentir num ambiente rodeado por neve (como me senti quando li Stieg Larsson, Asa Larsson, Karin Fossum...). No entanto há uma exposição lógica e ordenada de ideias, que resulta num elo com o leitor, que anseia por ler mais.

Póra Gudmundsdóttir (e como sugerido numa nota de rodapé, lê-se Zóura, uma vez que no alfabeto islandês há uma particularidade com a letra P) é a protagonista da história. Tem 36 anos, é advogada, divorciada, mãe de dois filhos e interessa-se pela resolução do caso de homicídio de Harald Guntlieb, um jovem alemão que se encontrava na Islândia a fazer a sua tese de mestrado.

Não poderia ter escolhido ler este livro em melhor altura, visto que, como alguns de vós sabeis, estou na fase dos últimos pormenores da entrega da minha dissertação e consegui entender o que Harald sentiu nos seus últimos dias de vida, sobre a escolha do orientador, a investigação do tema...etc (foi realmente uma grande coincidência!)

Ora o livro gira em torno da investigação do crime, estruturado desde o dia 6 até 13 de Dezembro. Descobrem-se alguns pormenores algo surpreendentes em relação a Harald e relativamente ao próprio crime. Não conhecia o famigerado Malleus Maleficarum, extremamente bem retratado neste livro. Para quem desconhece, este é um manual sobre caça às bruxas, datado de 1487 e originário da Alemanha. Penso que foi interessante e trouxe algo de novo, a introdução deste tema no livro. Também são relatadas algumas conjurações sobre as bruxas, que achei interessante e até parecidas com algumas descrições no nosso livro de S. Cipriano. Algumas descrições mais gore sobre torturas e castigos ritualistas compõem o ramalhete.

Uma das vantagens em ler um livro nórdico, como venho a realçar a cada leitura que faço, é o estabelecimento de um paralelismo entre a cultura escandinava e a mediterrânica. Vim a conhecer com esta leitura, aspectos muito curiosos como por exemplo, a idade em que se atinge a maioridade na Islândia além de outros apontamentos interessantes referentes a uma cultura tão diferente da nossa.

Gostei das personagens. O pior, como em qualquer livro escandinavo, são os nomes das personagens e dos locais. Mas achei curioso em como muitos deles terminam da mesma forma: -dóttir, o patronímico referente ao género feminino. Outro facto curioso: Gunnar ser um nome masculino e Gunnur ser feminino, por exemplo.

Póra é sensacional, além de uma boa mãe, dedicada aos seus filhos, é também bastante profissional na forma de lidar com a resolução do caso. Talvez um pouco "naif" em relações interpessoais. Também existe alguma empatia com Matthew, o advogado alemão, mas penso que este deixa o leitor mais de pé atrás. Ainda assim achei que fizeram uma boa dupla, tiveram cenas que resultaram muitíssimo bem. Adorei as cenas hilariantes protagonizadas por Bela, a rapariga "destrambelhada" que trabalha no escritório de Póra.

Em relação ao desfecho surpreenderam-me dois aspectos: em primeiro o assassino, que sempre esteve um pouco à margem, acabou por ser imprevisível. Mas mais do que o antagonista, foi a explicação do crime, que esteve sempre encoberto por um véu de aspectos simbólicos e ritualistas.

Recomendo a quem se interesse pela temática, aos curiosos do livro de S. Cipriano e até aos mais cépticos, o livro constitui um bom momento de leitura.


Livros Cotovia - Colecção Gato Preto

A minha amiga facebookiana Fernanda Palmeira deu-me a conhecer uns novos livros policiais, publicados através da Livros Cotovia. Integram uma colecção dedicada ao género e que se chama Gato Preto.

Deixo-vos então as sinopses:

Bernard Rhodenbarr é um detective com uma particularidade única: é obrigado a investigar crimes para provar à polícia que não foi ele que os cometeu. Livreiro em Nova Iorque, Bernie cultiva outras paixões, mais lucrativas — como abrir fechaduras sem usar chaves e pilhar a propriedade alheia. Desta vez, o que faz é apropriar-se de uma moeda de cinco centavos — mas um V-Nickel, raridade estimada em meio milhão de dólares. Depois do roubo ocorrem dois assassinatos relacionados com o desaparecimento da peça. De quem desconfia a polícia? Enquanto administra os conflitos entre Carolyn, sua cúmplice, e Denise, sua amante, Rhodenbarr põe em prática um plano para se salvar. Terá de usar todo o seu talento com fechaduras e de procurar nos escritos do filósofo Espinosa as chaves para desvendar o caso, isto é: para continuar apenas com fama de ladrão.





Matthew Scudder, detective aposentado e alcoólico em recuperação, trabalha em casos informais na “Cozinha do Inferno”, uma das zonas mais violentas de Nova Iorque. Ao ser contratado pela família da estudante Paula Hoeldtke para investigar o seu desaparecimento, Matt envolve-se com Willa, a administradora de um prédio assombrado por estranhas mortes.
Angustiado pela falta de pistas e prestes a desistir do caso, Matt encontra um elo entre a estudante e o monstruoso Mickey Ballou, conhecido como “O Talhante”. Mas haverá muitas reviravoltas até que consiga desvendar os verdadeiros culpados, num desfecho surpreendente. Ao misturar violência crua e impasses sinistros — as marcas originais de Na linha da frente —, Lawrence Block conduz o leitor através das armadilhas da razão e prende-o numa trama apenas aparentemente óbvia.




Um serial killer mata oito mulheres sem deixar vestígio. Nove anos depois é preso e confessa a autoria dos crimes — mas não de todos. Nega veementemente ter assassinado Barbara Ettinger, a sexta vítima, e apresenta um álibi irrefutável. Mas se não foi ele, quem terá sido? A polícia recusa-se a reabrir o caso, alegando que, passado tanto tempo, é praticamente impossível encontrar pistas do assassino. Mas o pai de Barbara, revivendo todo o sofrimento por que passou, quer saber quem matou, afinal, a filha, e porquê. Recomendam-lhe que procure Matthew Scudder, ex-polícia, agora detective particular. Sério, esperto, às voltas com o álcool, Scudder pouco a pouco retira as camadas de mistério que o tempo depositou sobre a vida e a morte de Barbara Ettinger. Chegará a uma descoberta surpreendente — daquelas que só um mestre como o muito premiado Lawrence Block seria capaz de imaginar.



Gostei destas sinopses e está-me cá a parecer que o Gato Preto tem grandes potencialidades para vir a ser uma colecção de referência em literatura policial :)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Novidade Maio - Publicações Europa América


Esta é a capa do próximo livro a integrar a colecção Crime Perfeito das Publicações Europa América.

Deixo-vos a sinopse, extremamente apelativa :)

De uma mestra do suspense, chega-nos esta história de arrepiar, que explora os perigos que estão sempre à espreita, bem mais perto do que imagina. Pois nunca sabemos o que se passa dentro de um lar, até de uma família perfeita, quando as portas se fecham…
Eis o que aconteceu…
Era um caso que iria sem dúvida gerar um frenesim mediático - uma jovem mãe, loura e bonita, desaparece da sua casa no sul de Boston, sem deixar rasto, deixando para trás a sua filha de 4 anos como única testemunha e um marido, tão atraente quanto reservado, como principal suspeito.
Nas últimas seis horas…
Mas, a partir do momento em que o sargento-detective D. D. Warren chega ao pequeno chalé dos Jones, ela tem a sensação de que algo está errado com a imagem de aparente normalidade que o casal tanto se esforçou por manter. À primeira vista, Jason e Sandra Jones eram como qualquer outro casal trabalhador com uma filha de 4 anos para criar. Mas, abaixo da superfície calma, espreitavam as trevas...
Do mundo como o conheci…
Com o relógio a avançar e a vida de uma jovem desaparecida em risco e a tempestade mediática a aumentar, Jason Jones parece mais interessado em destruir provas e isolar a filha do que em procurar a sua «amada» esposa. Estará o marido perfeito a tentar esconder a culpa? E será a única testemunha do crime a próxima vítima do assassino?

Lisa Gardner
é a autora best-seller n.º 1 do New York Times, que tem várias obras publicadas, todas reconhecidas como obras de mestria no seu género.
Vive com a sua família em Nova Inglaterra, onde se dedica a escrever o seu próximo livro.


Vou decididamente querer ler este! E vocês? :)

Feira do Livro de Lisboa - Third Round

Passei na Feira do Livro e aproveitar a Hora H. Fiquei-me pelo stand da Presença e por metade do preço trouxe estes para casa :)


































E acumulei 10.31€ na conta cliente, o que quer dizer que posso mandar vir um livro com um belíssimo desconto :)


domingo, 1 de maio de 2011

Feira do Livro de Lisboa - Segunda volta...:)

Avizinhando-se o dia com sol. aproveitei para espairecer da tese, e nada melhor do que ver livros... :D Assim, voltei à Feira do Livro...No entanto começou a chover, o que não impediu umas belas comprinhas :D



Primeira paragem: Alfarrabistas!!!
Encontrei este achado por apenas 5€ :))













O stand da Babel estava com umas belíssimas promoções nos livros de Douglas Preston e Lincoln Child e este custou apenas 10,29€ ao Ricardo que me ofereceu o livrinho, o único que faltava desta dupla que eu adoro!

Este é o livro seguinte à Trilogia Diogenes (finalmente vou saber o que aconteceu à Constance) e antecede a Dança no Cemitério, que também já li e adorei!






No stand da Bizâncio, os livros descontinuados tinham uma promoção. Cada um custa 2.50€ e na compra de 2 leva-se o terceiro grátis! Ora toca a procurar uma coisa jeitosa, e lá se fez este pack :)

















Tentações na Feira do Livro, impossível ir lá apenas visitar! :D