sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

James Thompson - Anjos na Neve [Opinião]

Anjos na Neve é o livro de estreia do norte-americano residente na Finlândia, James Thompson. Um livro que entrou directamente no top dos meus favoritos da colecção Alta Tensão. Depois de ter lido policiais suecos, noruegueses, islandeses e dinamarqueses, era a Finlândia, o país escandinavo a que faltava um representante do género, editado em português. Esta lacuna foi ultrapassada com a leitura de Anjos na Neve.

A trama inicia-se quando Kari Vaara, inspector da polícia numa aldeola finlandesa, é chamado para investigar o crime de Sufia Elmi, uma actriz de filmes de categoria B, com origem somali. Estamos na época do kaamos, em que é de noite 24 horas por dia e tudo na Finlândia parece enfadonho e depressivo, o que influencia a esposa de Vaara, Kate, americana, que não se familiariza com os costumes do País.
De facto o autor revela-se já como profundamente enraizado num país onde, a cultura é completamente diferente tanto dos valores europeus como os norte-americanos. Sei que o autor é americano mas reside na Finlândia há dez anos, num país onde raramente existem serial killers, os finlandeses não expõem muito os seus sentimentos mas são xenófobos não assumidos.
A morte de uma estrangeira é já algo frequentemente retratado na literatura policial mas não deixa de despoletar conflitos culturais e sociais, ainda mais distintos quando se fala dos nórdicos, em contraponto com os mediterrânicos.

Thompson descreve com um tom crú mas real os procedimentos de uma autópsia bem como os pormenores de toda uma brutalidade na mutilação de um cadáver. Não é fácil digerir os detalhes da extrema violência no corpo de Sufia, deveras chocantes até para o mais forte dos leitores. A linguagem gráfica a que o autor se refere a práticas sexuais e fetiches poderão igualmente deixá-lo chocado.
Mas o bom livro policial se caracteriza desta forma, a meu ver, não existem eufemismos para algo tão cruel como o homicídio.

Uma história contada na primeira pessoa, por parte de Kari, onde usa o tempo verbal do Presente do Indicativo, que induz a sensação de vestirmos a pele do inspector e acompanharmos toda a investigação a par e passo a partir do momento em que se inicia a leitura. Com capítulos curtos e deixados em aberto, o leitor anseia por ler mais um e sem dar conta, chegar ao final. E claro, o livro tem cerca de 250 páginas, o número certo para quem escreve um bom policial sem se perder nos pormenores fúteis. Torna-se aliciante ler este livro, e por mim falo que o li em apenas um dia! A história é daqueles que prende o leitor, e este não descansará enquanto não conhecer toda a verdade sobre Sufia e os segredos que esta escondia.

Fantásticas as personagens que Thomson cria. O inspector Kari Vaara, divorciado, que deixa os seus esqueletos no armário quando conhece a americana Kate e se apaixonam apesar da sua diferença de idades. A própria infância do inspector bem como a relação com os seus pais são aspectos peculiares que o leitor irá gostar de conhecer.
Kate, a sua esposa, que duvida da cultura finlandesa mostrando como contraponto, os costumes norte-americanos mas que ama condicionalmente (e mostra-o) o inspector. É uma personagem bastante ternurenta e que ameniza tantos sentimentos de ódio e revolta que vamos experienciando à medida que desfolhamos as páginas do livro. Mas o confronto de costumes não é apenas nesta relação que é explorado. Neste livro, o leitor irá conhecer os valores incutidos aos muçulmanos e que darão que pensar!

Um enredo intenso que irá mexer com o leitor quer pela qualidade da história, quer na parte da investigação, bem como o desenvolvimento de um súbtil paralelismo entre a cultura finlandesa, por parte de Vaara e os costumes norte-americanos de Kate.
Apesar da morte de Sufia ser fulcral no enredo, haverá outros dramas, completamente inesperados, que farão com que o leitor fique genuinamente surpreendido. O suspense brilhantemente alia-se às reviravoltas inesperadas na trama, contemplando as passagens pessoais das personagens, havendo um racio equilibrado entre as componentes.

Curioso foram as palavras escritas em finlandês, desde o puro calão até às mais singelas, como Obrigado e Amo-te, tornando-se uma leitura também interessante e didáctica na aprendizagem de pequenas palavras finlandesas.
Depois o próprio livro inspirou-me a pesquisar imagens sobre auroras boreais e estas noites polares nos invernos que conseguem chegar à temperatura de 40º negativos! Embora munido destas características tão invulgares, a Finlândia tornou-se um país inspirador. A abordagem e a comparação do caso presente com o da Dália Negra, deixou-me extremamente curiosa em ler a referida obra de James Ellroy.

O único aspecto negativo que posso apontar será o tempo que tenho que esperar até à publicação do livro seguinte desta saga protagonizada por Kari Vaara. Um livro que recomendo, sem sombra de dúvidas. Uma excelente história que deixa-lo-à chocado com a violência, comovido com o amor que supera diferenças culturais e acima de tudo, atraído pela Finlândia e seus costumes.

Quanto à publicação deste primeiro policial finlandês, só tenho algo a dizer à Porto Editora: Kiitos!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Robin Cook - Cura [Opinião]

Robin Cook é um nome já conhecido na literatura do suspense, sobretudo pela descrição de procedimentos já bastante comuns em hospitais, tendo sido apelidado de "mestre do thriller médico". Foi com Cura que me estreei neste autor e passo desde já a tecer algumas considerações sobre o livro.

É o primeiro dia de trabalho de Laurie Montgomery, após dois anos de interrupção por motivos de saúde do seu filho e ela recebe um caso de uma morte de um homem, aparentemente comum de causas naturais. Mas Laurie vem a descobrir que o homem foi assassinado. O caso revela ser ainda mais chocante quando se conhece a identidade deste homem. Satoshi Machita afinal de contas, é um ex-investigador da Universidade de Quioto e detentor de uma patente relativa a células estaminais. Posto isto, quem teria razões para matar Machita?

Devo confessar que, inicialmente, me custou entrar na história. O extenso role de personagens de nome oriental constituiu uma tarefa deveras dificil na associação de papéis e de importância na trama. Mas Cook facilita esta função através de um levantamento dos vários intervenientes, tendo sido fundamental a consulta desta lista enquanto decorria a leitura do livro. E como constatei no início, este é o primeiro livro do autor, por isso desconheço se Cook utiliza esta abordagem nas demais obras ou se o fez, pela primeira vez, numa tentativa de auxiliar o leitor na distinção das várias personagens, tarefa esta complicada dada a natureza toponímica.

Desta forma, também foi a primeira vez que li sobre Laurie Montgomery, uma personagem já habitual nos livros de Robin Cook. Após uma breve apresentação sobre a mesma, sinto que foi pouco e que, deveria ter começado a ler os seus livros a partir do momento em que esta personagem surge nos seus enredos, afim de a conhecer bem e de ter ainda mais empatia do que a conseguida através deste livro. Parece-me que em Cura, a personagem regressa após a licença de maternidade, e esta fase foi um tanto ou quanto complicada dado que o seu filho bebé foi vítima de um neuroblastoma potencialmente fatal.
A necessidade de precisar de ler os livros anteriores com esta protagonista advém também do facto desta ser extremamente neurótica. Porque o é, não sei, mas penso que vai além do neuroblastoma do filho. Confesso que fiquei curiosa como terá sido o livro anterior e como terão os pais ultrapassado este problema, desconfiando que este terá sido um livro mais perturbante e desconfortável. Ao denotar que Laurie é casada com Jack Stapleton, também este médico legista, cuja presença é fulcral nas tramas anteriores de Robin Cook, suscitou-me uma certa curiosidade também, em acompanhar a evolução da relação entre estas duas personagens.

Um outro pormenor que me parece imponente é a própria trama. Ora, e tendo eu já ouvido falar diversas vezes da mestria em que o autor escreve sobre suspense médico, notei alguma carência desta componente no livro. A trama trata essencialmente de assuntos sobre conspirações e ajuste de contas no seio da máfia japonesa, entrelaçando com um conflito de interesses por parte de uma associação norte americana. O tópico da ciência está presente pois claro, na abordagem do tema de células estaminais.

Mas estes pontos em nada invalidam a qualidade do autor. Então vejamos, o livro inicia-se com uma grande cena de acção, de onde resulta um morto, passagem esta muito bem descrita, ora não fosse ele, Robin Cook, que pormenoriza golpes, concussões e outras maleitas tais, que só um médico conseguiria descrever. com esta precisão. E mais, estas descrições, que mostram o quão vulnerável é o corpo humano, apesar de realistas, não chocam, pela escolha certa das palavras e pelo tom sóbrio mas quase como poético com que estas são conjugadas.

Um enredo que apresenta tanto suspense como picos de acção, motivando o leitor na sua leitura e ultrapassando os obstáculos referidos anteriormente. O arranque é lento mas o desenrolar da acção é deveras interessante.

Gostei do livro e depressa irei ler outros do autor. Estado Crítico e Mutação já se encontram na estante mas rapidamente se irão juntar a estes muitos mais. Recomendo o autor e o livro, mas acima de tudo, aconselho a leitura das obras por ordem cronológica, de forma a que acompanhemos a evolução das personagens Laurie e Jack, para melhor apreciar toda a envolvente pessoal destes intervenientes.

Divulgação Quinta Essência: Sandra Brown - Obsessão


Depois de Calafrio, Uma Voz na Noite, Vidas Trocadas e Ricochete, aí vem mais um livro da consagrada autora, Sandra Brown.

Sinopse: Um milagre da medicina proporciona à estrela de televisão Cat Delaney mais do que um novo coração. Com a sua segunda oportunidade de vida, Cat troca Hollywood por San Antonio, onde apresenta um programa de televisão em prol de crianças com necessidades especiais. É nesta cidade que conhece Alex Pierce, um antigo polícia que optou por escrever romances policiais - o primeiro homem a vê-la como uma mulher depois da sua cirurgia.
Mas o novo mundo de Cat torna-se assustador quando "acidentes" fatais começam a ceifar a vida de outras pessoas que receberam transplantes de coração e alguém começa a seguir todos os seus movimentos. Cat não tarda a aperceber-se de que Alex talvez - ou talvez não - seja o seu aliado mais importante e que o seu novo coração lhe custa um preço terrível: uma teia de segredos e alguém determinado a acabar com a sua vida. Com o seu novo mundo a tornar-se cada vez mais assustador e um perseguidor misterioso a seguir cada um dos seus movimentos, Cat é apanhada num labirinto sombrio de traição e segredos... e talvez veja demasiado tarde a máscara que esconde o rosto de um assassino.

Nas livrarias a 13 de Fevereiro.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Divulgação Clube do Autor: David Baldacci - O Jogo da Verdade

Sinopse: Nicolas Creel é um homem com uma missão. A sua empresa de armamento enfrenta uma crise e ele arrisca tudo para assegurar o negócio por muitos e muitos anos. Creel põe em marcha um ambicioso jogo, criando e manipulando eventos e conflitos, contando com a ajuda do experiente Dick Pender, "gestor da percepção".
Os dois lançam na Internet o vídeo de um homem a ser torturado, que desencadeia uma série de eventos à escala internacional. De repente, não se fala de outra coisa e o mundo é confrontado com uma nova ameaça, relegando o terrorismo islâmico e outros conflitos para o esquecimento. Alheio aos jogos que manipulam as principais nações, Shaw, o herói de A Conspiração do Silêncio, só tem um desejo: abandonar a agência secreta para a qual trabalha, para se casar. De uma forma inesperada, a sua vida pessoal colide com os planos de Nicolas Creel. E enquanto as nações se aproximam cada vez mais de um conflito aberto, Shaw não descansará enquanto não descobrir toda a verdade, naquela que poderá ser a batalha mais perigosa de todas...

Nas livrarias a 26 de Janeiro.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Mark Mills - Maré de Azar [Opinião]

Maré de Azar é o primeiro livro da autoria de Mark Mills. Foi com a sua obra de estreia que me iniciei neste autor.

A trama inicia-se quando Conrad Labarde, um humilde pescador de Amagansett, descobre nas teias de pesca, um cadáver de uma mulher. A acção passa-se em 1947 numa aldeola chamada Amagansett. Depois de uma investigação inicial, o polícia Tom Hollis, identifica a vítima como Lilian Wallace, filha de um empresário bem sucedido. Mas o humilde pescador junta-se a Hollis para tentar descobrir o que realmente terá acontecido a Lilian? Terá sido acidental? Ou terá sido... morta?

Uma das coisas que faço menção, sempre que leio uma obra de um autor que até à data desconheço é a forma como ele escreve. E de facto Mark Mills tem uma escrita fluida, com grande pormenorização de pessoas e locais mas com uma descrição cuidada e desprovida de elementos muito violentos ou gráficos, sobre o crime em si. Até o procedimento da autópsia é brevemente descrito sem que possa eventualmente chocar o leitor.
Através de analepses na trama, o autor vai relatando as histórias de Conrad e de Lilian, intercalando-as com a narrativa corrente da investigação. Mas não é apenas esta o ponto fulcral da acção. Há uma componente histórica relevante, associada principalmente a trajecto de vida de Conrad e a forma como ele ultrapassou os períodos negros da Gripe Espanhola e da Segunda Guerra Mundial.

Esta é sem dúvida, a personagem que mais se destaca. Conrad Labarde terá tido uma infância difícil como o autor assim o conta. Dotado de uma grande humildade, o pescador basco junta-se assim ao policia para então conhecer a verdade. Não irei desvendar as razões porque o faz, induzindo o seguidor a ler o livro e descobrir por si próprio. Tendo já alguns traumas de guerra, ele mostra-se bem sucedido apesar da árdua tarefa que vem aí. Por outro lado, temos outro herói, Tom Hollis, magoado pelo recente divórcio. A personagem evolui ao longo do livro, muito por causa de Mary. Mas ao fim e ao cabo, Hollis amadurece, e ultrapassa, dentro do possível, a sua luta interior.
Se estes de destacam pelo envolvimento positivo na trama, considero os restantes personagens como suspeitos. Falo portanto da família de Lilian, em que todos agem de uma forma estranha face à morte dela. Sem dúvida que, apesar da acção se passar nos anos 30, já é notório o poder da ambição sobre assuntos monetários e corrupção associada. E assente nesta base, há uma desconfiança inicial e muito natural sobre os elementos da família da rapariga assassinada. Sobre esta vamos conhecendo a personagem nos vários flashbacks existentes no livro, em que nos é relatado algumas situações por ela vividas.

Assim, não posso afirmar que o ritmo do livro é acelerado, antes pelo contrário, entre a história de vida de Conrad, a própria investigação do crime, a vida romântica de Hollis e algumas descrições sobre a fauna e flora da praia, o livro mantém uma dose de mistério aliada ao interesse dos factos históricos. No sentido da investigação, a trama desenrola-se lentamente mas contempla alguns picos de acção com maior intensidade, como a cena final.
De facto, o autor faz um extenso role de descrições no que concerne sobretudo a paisagens marítimas, com uma especial ênfase em pescas. Sim, se nunca pescou na vida, com este livro terá oportunidade em conhecer a par e passo a pesca de um atum, por exemplo. Isto para não falar da própria história local da aldeola, onde há toda uma abordagem sobre os mitos e os costumes populares de Amagansett.

Maré de Azar mistura harmoniosamente as temáticas do policial com história folclore, relações de amor proibidas, segredos no seio da família Wallace e mistério numa história que mantém o leitor curioso especialmente sobre o mote do crime. Além disto, é notável o toque dramático através das vivências em guerra por parte de um dos protagonistas.

Posto isto, e dada a natureza diversificada do livro, penso que este agradará a públicos que não sejam apenas aficionados aos policiais. É um bom livro que certamente irá gostar.

sábado, 21 de janeiro de 2012

David Fincher - Os Homens que Odeiam as Mulheres (Adaptação Cinematográfica) [Opinião]

Adaptado do primeiro livro que constitui o bestseller mundial, da autoria de Stieg Larsson, este foi um filme bastante esperado da minha parte. Cheguei a contar os dias para que o pudesse visionar no cinema e saciar a minha curiosidade sobre esta versão.
A ideia de passar para o filme as quinhentas e qualquer coisa páginas de um livro que li em menos de nada, não é contudo original. Em 2009, o também sueco Niels Arden Oplev pegara nesta obra de Larsson e transformou-a num filme chocante e impressionante, que catapultou a leitura compulsiva destes livros.
Sim, eu confesso que até ver o filme, não fazia ideia do que estava a perder. E mal o filme terminou no dvd, eu convenci-me que teria que ler a trilogia.

Posto isto, voltemos então a esta nova adaptação cinematográfica. Ora a versão de Hollywood, ao contrário do que eu esperava, está fantástica. Tirando uma cena (a verdade sobre Harriet Vanger), o filme está bastante leal ao filme, dedicando pormenores que Oplev descurou. Falo sobretudo do final do filme. E confesso, revivi os sentimentos que experienciei quando li o livro. Outros detalhes do livro foram contemplados no filme, explicando a longa duração do mesmo. No entanto o filme peca por um pormenor. Reparei que, uma personagem tão importante como a Erika Berger, nunca é referido o seu nome. Claro que quem leu o livro, torna-se óbvia a associação do nome com a personagem. Ainda em relação a esta personagem, penso que nesta versão se torna evidente a natureza do trio Greger/Erika/Mikael.

David Fincher é já um nome conhecido na praça publica. Quem é que aqui ainda não viu por exemplo, 7 Pecados Mortais ou Clube de Combate? O realizador mostra não ter pudor em filmar cenas de nudez e violência. Especialmente o último adjectivo. Pessoas mais sensíveis terão certamente uma repulsa ao visionar algumas das passagens mais impressionáveis do filme.

E se há algo de que não posso esquecer de comentar, é sem dúvida o ambiente nórdico muitíssimo bem conseguido no filme. Desde a neve e o frio gélido, os placards com nomes suecos e evidentemente, a toponímia dos locais. Nada foi deixado ao acaso, e a história do filme, embora com actores americanos, segue com rigor o país sueco. A percepção é: a trama é nórdica mas os intervenientes falam inglês. Se influencia? Não. Penso no filme de Mel Gibson, a Paixão de Cristo, em que os actores aprenderam Latim e Aramaico, e desta forma, foi conseguida uma plena envolvência com o público no filme. Não acredito que trouxesse vantagens a aprendizagem da língua sueca, por parte de Daniel Craig e Rooney Mara pois a envolvente sueca era já por si, bastante intensa.
Conhecia apenas este actor, principalmente dos seus papéis como 007, e sinceramente acho-o brilhante. E reparem como o actor é versátil. Se é um bom James Bond (e notem que o actor, ao contrário de tantos outros, não ficou "agarrado ao papel") mas também dá um excelente vilão (lembram-se do papel deste em Tomb Rider?). Acima de tudo, é fantástica a semelhança deste com Michael Nyqvist (actor que realiza o papel de Blomkvist na versão sueca). E de facto achei que Daniel Craig captou a essência de Mikael Blomkvist.

Não conhecia a jovem actriz Rooney Mara mas fiquei impressionada com a sua versatilidade como actriz. Modificou em muito o seu aspecto para que pudesse mergulhar na personagem de Lisbeth Salander. No entanto, e comparando em termos de fisionomia, há um aspecto em que a personagem não corresponde ao livro, na sua totalidade: a tatuagem do dragão que não se encontra completamente nas costas. Já tinha achado a prestação da Noomi Rapace (Lisbeth Salander sueca) bastante boa pelo que, este papel por parte de Rooney Mara não veio acrescentar admiração extra pela personagem.

Resta-me apenas desejar que Fincher termine o trabalho que iniciou, realizando os dois volumes seguintes desta saga. No entanto, fico desiludida por não haver ainda nenhuma informação alusiva a este desejo no imdb...
Um filme que recomendo vivamente! Corra já para um cinema perto de si!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Divulgação Chiado Editora - Pedro Assunção: Morto 2 Vezes

Sinopse: Na escuridão da casa um vulto negro traz, com sangue frio correndo nas veias, a foice do Diabo. Mas não é a própria Morte que a carrega... Trata-se de um ser humano, que, com as suas próprias mãos, quis desenhar o destino de outrém. Nem serafim, nem querubim, nem arcanjo nem a sorte se dignaram a mexer. Alípio de Sousa sem tempo de despedidas nem aviso prévio, viu a sua vida ser ceifada cedo demais.
Cabe a Carlos Salgueiro, inspector da Judiciária e à sua equipa, descobrir o portador da foice. Mas nem tudo parece o que é...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Novidade Editorial Porto Editora: James Thompson - Anjos na Neve


Há dez anos que o americano James Thompson foi viver para a Finlândia, onde se inspirou para escrever o seu primeiro romance, Anjos na Neve, o novo título da coleção Alta Tensão, que a PortoEditora publica no dia 23 de janeiro.

O sucesso deste policial foi imediato e, para além de os direitos de tradução já estarem vendidos para 10 países, Anjos na Neve foi escolhido como um dos melhores vinte livros do ano pela Booklist, tendo igualmente sido nomeado para o Edgar Allan Poe Award da Mystery Writers of America 2011 e para o Anthony Award for Best Novel.
O grande escritor de policiais americano Michael Connelly recomenda-o: «Um livro fantástico. Deixei-me conduzir de imediato a um estranho mundo novo, ficando seu prisioneiro da primeira à última página. Uma obra magistral.»

Sinopse: O inspetor Kari Vaara é o protagonista deste romance que nos leva ao submundo violento e obscuro da Finlândia, onde a noite polar, kaamos, é a época mais lúgubre do ano. Quando uma bela imigrante somali aparece brutalmente mutilada num campo coberto de neve, com uma injúria racista gravada no ventre, Kari Vaara sabe que é crucial manter o crime em segredo, pois este seria um escândalo num país que convive mal com a sua xenofobia.
Por outro lado, as exigências da investigação começam a afetar o seu próprio casamento – Kate, a atual mulher, norte-americana, adapta-se mal à cultura e ao modo de vida finlandês. E o próprio Vaara vê-se inesperadamente confrontado com o passado: as suas suspeitas sobre o assassino da jovem somali recaem no homem por quem a sua primeira mulher o trocou…

Sobre o autor: James Thompson, nascido e criado no Kentucky, vive na Finlândia há dez anos e reside atualmente em Helsínquia com a mulher. Antes de se tornar escritor a tempo inteiro, estudou Sueco e Finlandês e trabalhou como barman, segurança, operário da construção civil,
fotógrafo, negociante de moedas raras e soldado. Anjos na Neve é o seu primeiro romance. ´

Passatempo Civilização Editora: Irmã de Rosamund Lupton


Desta vez, e em parceria com a Civilização Editora, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro Irmã de Rosamund Lupton. Para participar no passatempo, tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes:

Regras do Passatempo:

-O passatempo começa hoje dia 17 de Janeiro de 2012 e termina às 23.59h do dia 31 de Janeiro de 2012;

-O participante vencedor será escolhido aleatoriamente;

-O vencedor será contactado via e-mail;

-Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.

- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui:

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!!