quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Especial MOTELx 2015: Burying The Ex [Opinião Cinematográfica]


Sinopse: Max é um tipo simpático que trabalha numa loja de adereços de Halloween. A sua belíssima namorada, Evelyn, é uma eco-activista que lhe dá pouco espaço de manobra. Cometem o erro de irem viver juntos, o que torna Evelyn numa pessoa ainda mais manipuladora. Max apercebe-se que cometeu um erro, mas há um problema: ele tem pavor de acabar a relação com ela. O destino intromete-se e Evelyn morre num acidente, deixando Max solteiro e disponível. Entretanto conhece Olivia, que é muito parecida com ele e pode muito bem ser a sua alma-gémea. Só que Evelyn, mesmo morta, não vai desistir assim tão facilmente. Cinco anos depois de «The Hole», o Mestre do Terror Joe Dante regressa ao género que conhece como ninguém: a comédia romântica de terror.

Opinião: Joe Dante é, para mim, o pai dos Gremlins, um filme que vi inúmeras vezes nos anos 80. Portanto, e de acordo com as memórias que tenho do filme dos mogwais, esperava que Burying The Ex roçasse o terror, embora se mantivesse dentro do humor negro. E assim foi, de facto.

Não obstante ter sido um filme que me entreteve durante 89 minutos, creio que Burying The Ex não é muito inovador, relembrando-me muito os filmes A Morte Fica-vos Tão Bem e A Noiva Cadáver.
Creio que o único aspecto mais original foi o facto de mencionar uma série de clássicos de terror como The Night of The Living Dead de George Romero ou Gore Gore Girls de Herschell Gordon Lewis. Por falar neste último (e para quem não sabe, Herschell Gordon Lewis foi o pioneiro em filmes gore no cinema, iniciando-se no cinema nos anos 60), creio que as cenas mais gráficas do filme foram precisamente as do visionamento de Gore Gore Girls. Bem, talvez adicionando uma ou outra cena protagonizadas pela namorada zombie.

Pois... a cadáver. Estando Evelyn morta e regressa ao mundo dos vivos, devo acrescentar que, na minha opinião, se o telespectador ficar impressionado com algum aspecto do filme, será muito devido à decomposição gradual do cadáver.

Identifiquei-me com o protagonista nomeadamente o seu gosto pelo terror e achei curioso o seu emprego naquela espécie de loja de oddities. Adorei, neste prima, todo o merchandising referente à industria do terror.
Creio que este filme acaba por, de forma dissimulada, dissertar sobre o tema obsessão nas relações. A meu ver, a trama é linear e não trouxe nenhuma reviravolta final que me surpreendesse.
 
Na minha opinião, Burying The Ex distancia-se do género terror mas vale pelo sarcasmo e humor negro. Além disso, gostei das referências acima enumeradas bem como os breves clips de Vincent Price e Christopher Lee. Todavia, não creio ser dos mais fortes do cartaz do MOTELx.

Sessões MOTELx
10/09 - 19h15

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