terça-feira, 14 de junho de 2016

Sara Blædel - As Raparigas Esquecidas [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Antes de mais, como fã acérrima que sou dos policiais nórdicos, quero congratular a TopSeller pela inclusão de Sara Blædel no seu catálogo, sem dúvidas, uma mais valia num inventário de tão bons thrillers

Uma diferença de louvar face aos demais policiais nórdicos que tenho lido, foi o facto de a obra ter sido traduzida directamente do Dinamarquês, evitando, desse modo, que certos detalhes se percam com as traduções intermediárias.

Não obstante ser o sétimo volume de uma série, li com grande prazer As Raparigas Esquecidas, sem inviabilizar que se perceba toda a dimensão referente à protagonista Louise Rick. De facto, a minha percepção é que a série tende a desdobrar a vida pessoal da inspectora com a investigação criminal (sem menções aos livros anteriores). 
Assim, os leitores que se sintam desiludidos com esta opção, nada têm a temer pois o entusiasmo de ler um sétimo livro de uma série (e a total compreensão do mesmo) foi similar ao de ter lido o primeiro. Além disso, parece-me que este será o precursor de uma trilogia dentro da série, o que não deixa de ser peculiar.

Posto isto, eis a minha consideração sobre a obra propriamente dita. Há um 'Je Ne Sais Pas' que me fascina nos policiais oriundos da Escandinávia. Talvez a explicação recaia para a diferença de cultura, o clima ou a frieza das tramas. E As Raparigas Esquecidas não foi excepção. 
Desde o envolvente prólogo, onde se avistam os sinais de que algo de muito errado vai acontecer: uma rapariga morrera numa floresta da Dinamarca, até à última página, senti-me cativada por aquela trama pejada de reviravoltas e pormenores gráficos, tal como gosto. Aprecio a afinidade que se instala entre protagonista do livro e leitor, conseguida um pouco à custa do desdobramento da trama entre vida pessoal e profissional da protagonista. Este aspecto é frutífero, percebemos as vulnerabilidades de Louise Rick, tornando a personagem extremamente credível. Além disso, gostei da interacção com a sua amiga Camilla e no campo profissional, com Eik.

Quanto ao caso propriamente dito, devo dizer que gostei do rumo que levou e que Lisemette se tornará memorável! Como referi, os pormenores alusivos à investigação criminal são mórbidos, satisfazendo esta minha estranha necessidade de 'Quanto mais gráfico, melhor'. Ainda assim, creio que a trama vai mais além, beliscando com a componente psicológica. De certa forma, relembrou-me um outro policial escandinavo, Alguém Para Tomar Conta de Mim de Yrsa Sigurdardóttir, por abordar certos aspectos alusivos às instituições mentais.

O crescendo da trama culmina num clímax bastante satisfatório. Gostei de todos os elementos do livro, exceptuando a altura em que foi lido, coincidindo com a Feira do Livro de Lisboa, evento onde ocupei mais tempo do que propriamente a ler. Tivesse eu optado por outra altura que teria lido, certamente, a obra de forma mais ávida.

Dia 20, o livro As Raparigas Esquecidas será publicado e, a avaliar por esta leitura, os fãs da literatura policial nórdica rumarão às livrarias a fim de o adquirir. Como apreciadora dos livros oriundos da Escandinávia, fiquei muito bem impressionada com Sara Blædel, compreendendo porque esta foi aclamada por Camilla Lackberg, uma das minhas autoras preferidas.
TopSeller, podem publicar os restantes livros da saga! Eu e a minha estante escandinava cá estaremos para os receber!



3 comentários:

  1. Acabei de ler o livro ontem e adorei. Concordo com cada palavra do seu texto! Será que me poderia recomendar semelhantes que conheça?
    Escrevi também no meu blogue a minha opinião sobre o livro. Se quiser, passe por lá :)
    https://www.facebook.com/pseudopsicologa/

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    1. Olá Bea! Já fui dar um like na página que me pareceu bastante interessante :D De facto este livro é muito bom! Assim semelhantes a este creio que recomendaria os conterrâneos da Escandinávia. É que eu sou doida por policiais nórdicos e acho-os semelhantes no que concerne ao ambiente e construção das personagens. Este livro em particular recordou-me o Alguém Para Tomar Conta de Mim de Yrsa Sigurdardóttir.
      Um beijinho e boas leituras

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  2. Acabei de ler este livro ontem e li em 3 dias. Sou igualmente fã dos thrillers escandinavos e este não ficou aquém. Adorei e para quem gosta deste género de leitura recomendo! Muito bom.

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