segunda-feira, 11 de julho de 2016

Carol O´Connell - Osso a Osso [Opinião]


Sinopse: Na cidade de Coventry, no norte da Califórnia, dois irmãos adolescentes vão passear num bosque, mas só um regressa. Ninguém sabe o que aconteceu a Josh, um rapaz de quinze anos incrivelmente dotado para a fotografia, até que, vinte anos mais tarde, o irmão mais velho, Oren, agora um ex-investigador criminal do Exército, regressa a Coventry pela primeira vez em muitos anos. Na madrugada do seu regresso, ouve um barulho no alpendre. Caído à porta de casa está o osso de um maxilar humano, com os dentes ainda intactos. E o pai diz-lhe que já não é o primeiro. Já ali apareceram outros ossos. Josh está finalmente a voltar a casa… osso a osso.
Valendo-se de todos os seus conhecimentos como investigador, Oren decide resolver o mistério do homicídio do irmão, mas Coventry é uma cidade cheia de segredos.
Entre os que têm segredos a esconder está a governanta, com um passado que ninguém conhece; o misterioso ex-polícia de Los Angeles; a mulher a quem chamam o monstro da cidade e, não menos importante, o próprio Oren. Mas o maior segredo é o do seu irmão, que nas suas fotos captara muito do que os habitantes de Coventry ciosamente escondiam, e só ao desvendá-lo Oren descobre a verdade que os assombrou a todos durante vinte anos.

Opinião: Comecei a ler este livro em 2010. A sério. Ainda me recordo que me foi oferecido pelo meu marido (na altura, ainda namorado) para apaziguar a então febre pelos policiais, que era relativamente recente. Também me lembro de quando o comecei a ler: estava eu a trabalhar no Congresso Ibérico de Egiptologia, uma semana extenuante, pouco propícia às leituras. Achei eu que seria essa a desculpa por ter desistido então da obra Osso a Osso de Carol O´Connell.
Seis anos volvidos e volto a pegar na obra em resposta a dois desafios: um no Facebook em que consistia em ler um livro que deixáramos em stand by, outro por sugestão de uma menina com quem comecei a falar no Goodreads e que também desistira deste livro. Partimos então para uma leitura conjunta. Ela terminou primeiro que eu e confirmou as minhas suspeitas. Até porque eu e a Marina temos gostos similares.

Sei que houve muita gente que adorou este livro, infelizmente não senti o mesmo entusiasmo. Às 200 páginas lidas (com muito esforço), custava-me pegar no livro para ler. Simplesmente, a história não me estava a seduzir. O que é curioso, é que os primeiros capítulos me agarraram. Foi altamente sugestiva a ideia do regresso de Josh a casa, osso a osso. Era certo que o jovem, desaparecido à vinte anos, fora morto e o seu suposto assassino enviava os ossos para a casa onde residia. Portanto, o mistério consistia em saber o que se teria passado com Josh para, primeiro, o terem morto e seguidamente estarem a enviar o seu esqueleto, de forma gradual e tão maquiavélica.
Ao analisar o esqueleto que era composto na casa de Josh e Oren, chegou-se a um facto bastante interessante, e esse foi, provavelmente, o ponto alto do livro. Teria havido algum outro homicídio para desvendar!

No entanto, página após página, o meu afinco foi esmorecendo. Achei o ritmo demasiado lento a ponto de tornar penosa a sua leitura. Demasiado focado nas personagens, raros eram os acontecimentos excitantes e que avançavam a investigação. Aliás, parecia que mais importante do que a investigação, eram as atitudes das personagens que foram esmiuçadas até ao ínfimo detalhe. Muitas das quais considerei algo mesquinhas e em nada contribuíram para a investigação.

Raramente desgosto de um livro. Desde que me mantenha entusiasmada com a descoberta do mistério, que me impressione com as suas reviravoltas e posteriormente me surpreenda no final, sinto-me satisfeita com a leitura. Talvez seja por isso que, regra geral, goste tanto dos livros que leio. No entanto este foi tão maçudo que só pensava em desistir, uma vez mais. Mas não, li até ao fim para descobrir, afinal, quem teria sido o culpado. E sinceramente, nem o desfecho me entusiasmou...

Agora que penso nisso, lembro-me de ter lido há uns bons anos, As Filhas de Judas desta autora e recordo-me de ler o livro na diagonal do autocarro, pois também tinha perdido o interesse. Não me lembro de nada sobre a história... Note-se que a obra está muito bem cotada no Goodreads.

Mensalmente saem dezenas de thrillers espectaculares e este livro data de 2010. Não pretendo dizer com isto que devemos dar primazia às novidades (até porque este ano quero ler alguns clássicos) não obstante, tenho para mim, que poderia ter despendido este tempo na leitura de outro título. Ainda assim, ver as coisas pelo lado positivo: ficou concretizado o desafio de leitura, gostei da experiência da leitura conjunta e, a avaliar por este título, concluo que Carol O´Connell não é autora que me encha as medidas.


3 comentários:

  1. Eu gostei do livro (já o li há vários anos)
    Entretanto, reparei que é um dos livros com desconto de 40 ou 50% no Continente...

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    1. É um bom desconto! Tenho que lá passar para ver os outros títulos ;) Beijinho grande e boas leituras

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  2. Vera, concordo totalmente com a tua opinião. Posso afirmar sem reservas que foi um dos livros que mais me custou a ler até hoje - e já li milhares. Cada página era uma tortura, as personagens chegam a ser patéticas e todo o enredo roça o ridículo e o infantil. Estive mesmo para lhe dar 1 estrela, mas dei 2 pelas partes menos más que raramente o livro tem. Obrigado pela tua opinião e pela tua motivação. Por alguma razão deixámos o livro de parte há alguns anos e agora sabemos porquê. Beijinhos e boas leituras. Marina Castro

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