domingo, 18 de fevereiro de 2018

Federico Axat - A Última Saída [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Antes de mais devo confessar que adorei esta capa! Creio que está mais bem conseguida que a original. Acrescentaria até que foi amor à primeira capa... 
A sinopse, enigmática, foi igualmente preponderante para que se avolumasse a vontade de ler esta obra. 
Finda a sua leitura, confesso que ainda não sei muito bem como classificar este livro. A minha impressão mais imediata é a de que a história não é, de todo, como eu esperava.

A Última Saída é, sem dúvida, um thriller diferente que, acima de tudo, opta por trilhar caminhos onde impera a inverosimilhança. Isto porque a trama gira em torno de fantasias e hipóteses, sendo difícil de descortinar o que é realidade ou o que é ilusão. A narrativa é intrincada e estranha. Senti-me constantemente incrédula e confusa no decorrer da leitura, com uma nítida sensação de que não estava a perceber nada da história. Parecia um daqueles filme de David Lynch que dá um tremendo nó no cérebro, tal é a complexidade dos seus argumentos.

Pessoalmente não me considero fã de tramas deste género, razão pela qual não pude apreciar na íntegra este livro. Contudo, gostaria de salientar que praticamente toda a gente que conheço adora a genialidade de Lynch, ou filmes como Inception ou Memento, pelo que sinto que o público em geral apreciará este livro, mais do que eu até.

O que ainda é mais incompreensível é que, apesar de me sentir desta forma, não conseguia parar de ler. Acrescento que metade desta obra foi lida num domingo de ócio. Pode parecer contraditório mas a verdade é que, mesmo não me identificando com a trama, não consegui abrandar a minha leitura. Adianto também que, em momento algum, me senti maçada, havendo até um crescendo no meu interesse para decifrar este surreal quebra cabeças que Axat foi montando. A premissa na qual toda a narrativa está assente prende-se com o facto de a tentativa de suicídio de Ted ter uma explicação com inúmeras ramificações.

As páginas finais tornam-se mais intensas, sobretudo nas passagens em que a acção regride a 1994 e também a 1983. Devo dizer que me senti mais agradada com o desfecho da obra.

Em suma, estamos perante um thriller original, intrincado e surreal. Se o meu caro seguidor, tal como eu, não aprecia tramas labirínticas, não apreciará devidamente este título. Contudo, reconheço que é uma obra desafiante, como há poucas editadas por cá. Como tal, congratulo o autor por trazer algo de inovador na literatura do género. Contudo, pessoalmente, prefiro tramas mais lineares e com explicação mais lógica.

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