segunda-feira, 17 de novembro de 2014

M. J. Arlidge - Um Dó Li Tá [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Um Dó Li Tá foi um daqueles livros que desejei mal soube da sua data de publicação. Simplesmente adoro a capa, penso que se coaduna na perfeição com o blogue, não vos parece?

Ainda que a premissa se assemelhe a duas outras obras que li anteriormente, A Hora da Morte de Lisa Gardner e O Assassino 50/50 de Steve Mosby, posso desde já adiantar que as tramas são completamente diferentes. O intenso início de Um Dó Li Tá fez-me recordar o afamado filme Saw, do qual me assumo fã. Um casal está sujeito a um perigoso jogo mortal em que se opta por viver ou matar, revelando uma quase inconcebível capacidade de sacrifício.

A escolha acaba por ser o mote que se vai repercutindo ao longo da trama, abordando de forma convicente a culpa de matar numa situação limite. 
Os pares escolhidos acabam, no entanto, por ter relações de naturezas distintas, o que dificulta a nós, leitores, formular uma teoria sobre a triagem das vítimas. Sensação essa partilhada também por Helen Grace, a investigadora responsável pelo caso, uma personagem com grande bagagem emocional. Emparelha com Mark Fuller, uma alma tão atormentada quanto a protagonista. Pessoalmente gosto deste tipo de caracterização, fazem-me pensar que as personagens são extremamente verosímeis.

Pessoalmente adorei este livro. Os capítulos são curtos, convidativos a ler mais um pouco. A história oferece momentos de terror, alguma violência explícita e tensão psicológica. Posso confidenciar-vos que fiquei genuinamente perturbada com as passagens de cativeiro, tão convincentes.  
Já há muito que não ficava tão vidrada numa história de um autor que desconhecia. A avaliar por este livro de estreia, fiquei fã de M. J. Arlidge!

Uma breve análise sobre o caso indica-nos que não existe um assassino na verdadeira ascensão da palavra. O assassino é uma pessoa comum, coagida pelas acções do vilão, pelo que o antagonista é extremamente inteligente. 
Assim, e ao contrário do que acontece frequentemente na literatura policial em que o auge da história é o deslindar do caso, na presente obra desvendar os fantasmas do passado de Helen Grace torna-se tão fascinante quanto conhecer as motivações do antagonista.

Em suma, Um Dó Li Tá proporciona uma leitura viciante. A história é engenhosa, tensa e empolgante. As personagens são ricas e a sua caracterização é sombria. O desfecho foi para mim, arrebatador. O melhor? Irá ser publicado o segundo volume desta série. E eu estou deveras ansiosa!



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